No meio dos dados confusos e contraditórios do período das invasões francesas consegui descobrir o nome de um meu antepassado incluído nas contribuições para o esforço de Guerra. Inicialmente pensando que ele havia sido colaboracionista, apurei depois que, afinal, um tal de Caetano Roiz, antepassado da gens Caetano, contribuiu de facto para a luta contra os franceses fornecendo azeite para o exército de Portugal.
Imagino a satisfação dos soldados portugueses a irem dar combate aos invasores com o estômago consolado por uma bela batatinha e couvinha com azeite! Nada como ingerir uma gordura saudável antes de ir aliviar a pátria da presença de invasores.
sexta-feira, agosto 01, 2008
Antepassados do Katano!
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Ausência do Katano
Como devem ter reparado, a frequência dos artigos publicados aqui pelo blog baixou drásticamente. Infelizmente o trabalho que tenho tido com a exposição a isso o obriga, com o dia a ser usado na obtenção e clarificação de dados em falta e a noite (como ontem até às 6 da manhã) a servir para compor os textos que vão figurar na exposição.
Felizmente tenho tido a colaboração inexcedível de pessoas fantásticas como a minha querida Ana, a Cathy, o Xamane, a Nia,... e o apoio e o incentivo dos locais que constantemente me perguntam pela situação do projecto e não dispensam palavras de encorajamento. A todos um imenso obrigado.
O dia de hoje revelou mais algumas surpresas das quais saliento a descoberta, na aldeia, de uma forja de ferreiro da qual desconhecia a existência e o privilégio de entrevistar duas grandes senhoras: a Sra Dulce, que como a mãe foi professora em Vale d'Urso, e a Sra Maria, guardiã de memórias preciosas.
Felizmente tenho tido a colaboração inexcedível de pessoas fantásticas como a minha querida Ana, a Cathy, o Xamane, a Nia,... e o apoio e o incentivo dos locais que constantemente me perguntam pela situação do projecto e não dispensam palavras de encorajamento. A todos um imenso obrigado.
O dia de hoje revelou mais algumas surpresas das quais saliento a descoberta, na aldeia, de uma forja de ferreiro da qual desconhecia a existência e o privilégio de entrevistar duas grandes senhoras: a Sra Dulce, que como a mãe foi professora em Vale d'Urso, e a Sra Maria, guardiã de memórias preciosas.
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domingo, julho 27, 2008
Nova T-Shirt d'A Funda São
A São Rosas, sempre atenta às oscilações do mercado, que é como quem diz, as curvas da oferta e da procura, acaba de lançar mais uma fantástica t-shirt, numa grande jogada de marketing que assenta numa relação subtil: trata-se de uma t-shirt, é Verão, no Verão anda-se na rua é com t-shirts.

Esta em particular constitui uma bela possibilidade de presente, por exemplo, para aquela tia-avó muito simpática que nos dá sempre um torrãozinho de açucar quando vamos lá a casa e ainda não percebeu que entretanto já crescemos um pouco, e promete ser a sensação deste Verão.
Esta em particular constitui uma bela possibilidade de presente, por exemplo, para aquela tia-avó muito simpática que nos dá sempre um torrãozinho de açucar quando vamos lá a casa e ainda não percebeu que entretanto já crescemos um pouco, e promete ser a sensação deste Verão.
Podem adquiri-la n'A Funda São - A Loja
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Moda
quinta-feira, julho 24, 2008
Uma posta dedicada à mui nobre e bela região do Alto Minho
Indo de encontro à recente revisão da política editorial regionalista deste Blog, com consequente alargamento do seu âmbito à bela região do Alto Minho, este post aborda uma temática social particularmente fascinante: a insaciável necessidade humana de obter informação.
Tirado no monte de Santa Luzia, este instantâneo ilustra uma clara situação de procura de informação. O dono do terreno, também com o seu cunho de dissuasão, mostra interesse em saber quem é o energúmeno que lhe está a subtrair cantarias e está disposto a pagar por isso, obtendo a sua própria satisfação e a compensação do investimento provavelmente mais tarde ao reestruturar a estrutura maxilo-facial do prevaricador. A maior falha reside na não actualização do valor das alvíssaras para moeda corrente e, também, na não actualização do número de contacto, embora possamos admitir que o objectivo da mensagem já terá sido alcançado e ela só não foi já apagada porque o proprietário ainda tem as mãos em gelo.
Continuando na nossa linha de actuação que granjeou a este Blog o título não oficial de veículo de serviço público, lançamos aqui o apelo:
Não roubem cantaria ao senhor, katano!!! Raio da mania...!
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quarta-feira, julho 23, 2008
O trauma da via de circulação mais à direita
Se há coisa que todos sabemos, em termos de circulação rodoviária nas auto-estradas, é que a faixa mais à direita exerce sobre o condutor médio uma estranha sensação de repulsa. Não interessa quantas vias de circulação possui a auto-estrada, a mais evitada será mesmo a faixa mais à direita.
A ideia corrente é que a via da direita é só para camiões e outros veículos de marcha lenta, o que explica talvez o facto de ter ultrapassado há tempos um ciclista que circulava por essa faixa ali na A23. Por outro lado, podemos estar certos de que se por acaso o condutor de um veículo ligeiro for apanhado a circular nessa faixa, o estará a fazer porque só por aí ele consegue ultrapassar o veículo que circula à sua frente.
A conclusão a que chego é que, para o condutor médio português, circular pela via da direita é coisa de maricas. É assumir perante a restante comunidade que se está a conduzir um veículo tão fraquinho que até nos chegamos para o lado para deixar toda a gente passar, assumindo assim que todos os outros são melhores e mais competentes condutores que nós. E o pior é que eles nos ultrapassam dirigindo-nos um ar de reprovação! Nessa altura, circular pela via mais à direita torna-se um factor de exclusão social.
Em última análise, podemos até considerar a diversidade de vias de circulação numa auto-estrada como uma boa escala de classificação do grau de hombridade do condutor português: quando mais à direita mais mariconço. Quanto mais à esquerda mais macho latino.
O que fazer quando o veículo que possuímos não é propriamente um veículo cujo nome de modelo possua várias iniciais associadas à palavras "turbo"? Simples: circula-se pela via mais central possível. Aí já se pode dizer que estamos a circular a uma velocidade digna de um tractor mal tratado, sim, mas apenas porque efectivamente o queremos. Com um bocado de sorte, até forçamos os apressadinhos que nos ultrapassam, sinalizando a sua passagem com luzes e buzinadelas intermitentes, a fazê-lo pela via da direita. Isso constitui uma boa forma de fazer pirraça pois estaremos a força-los a passar pela via dos maricas, estando até no nosso pleno direito de lhes endereçar um sorriso com o seu quê de trocista.
Em suma, circular pela via mais à direita da faixa de rodagem da auto-estrada é um acto tremendamente reprovável que vai contra a mais pura natureza do melhor condutor do mundo: o condutor tuga.
A ideia corrente é que a via da direita é só para camiões e outros veículos de marcha lenta, o que explica talvez o facto de ter ultrapassado há tempos um ciclista que circulava por essa faixa ali na A23. Por outro lado, podemos estar certos de que se por acaso o condutor de um veículo ligeiro for apanhado a circular nessa faixa, o estará a fazer porque só por aí ele consegue ultrapassar o veículo que circula à sua frente.
A conclusão a que chego é que, para o condutor médio português, circular pela via da direita é coisa de maricas. É assumir perante a restante comunidade que se está a conduzir um veículo tão fraquinho que até nos chegamos para o lado para deixar toda a gente passar, assumindo assim que todos os outros são melhores e mais competentes condutores que nós. E o pior é que eles nos ultrapassam dirigindo-nos um ar de reprovação! Nessa altura, circular pela via mais à direita torna-se um factor de exclusão social.
Em última análise, podemos até considerar a diversidade de vias de circulação numa auto-estrada como uma boa escala de classificação do grau de hombridade do condutor português: quando mais à direita mais mariconço. Quanto mais à esquerda mais macho latino.
O que fazer quando o veículo que possuímos não é propriamente um veículo cujo nome de modelo possua várias iniciais associadas à palavras "turbo"? Simples: circula-se pela via mais central possível. Aí já se pode dizer que estamos a circular a uma velocidade digna de um tractor mal tratado, sim, mas apenas porque efectivamente o queremos. Com um bocado de sorte, até forçamos os apressadinhos que nos ultrapassam, sinalizando a sua passagem com luzes e buzinadelas intermitentes, a fazê-lo pela via da direita. Isso constitui uma boa forma de fazer pirraça pois estaremos a força-los a passar pela via dos maricas, estando até no nosso pleno direito de lhes endereçar um sorriso com o seu quê de trocista.
Em suma, circular pela via mais à direita da faixa de rodagem da auto-estrada é um acto tremendamente reprovável que vai contra a mais pura natureza do melhor condutor do mundo: o condutor tuga.
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Não há nada como a solidariedade de um amigo!
Por vezes, na persecussão dos nossos objectivos, vemo-nos em situações tão difíceis quanto inesperadas, as quais resolvemos contudo, como já o cantava Freddie Mercury, graças à solidariedade e ao apoio dos amigos.
Foi o que sucedeu na situação retratada no instantâneo deste post e que ocorreu aquando dos trabalhos de georreferenciação do Forno dos Mouros para integração na exposição. Após um passo em falso e enquanto me debatia com o emaranhado de ramos, mantive toda a calma pois o pensamento que me ocorreu foi:
"Katano! Isto é uma situação deveras desagradável, e olha, já estou todo esfolado! Felizmente que posso contar com o meu amigo Xamane que, tenho a certeza, vai largar a máquina fotográfica para me vir auxiliar nesta hora de amargas inquietações. Se fossem outros, com certeza que ficariam para ali a tirar fotos feitos parvinhos em vez de me virem auxiliar! ... Bom mas, será que ele demora muito?"
Agradeçamos ao Maior por ter inventado os amigos!
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terça-feira, julho 22, 2008
As Secadeiras vão para Espanha!
Trata-se para mim de um duplo motivo de orgulho, por um lado pela satisfação pessoal de ver o meu trabalho valorizado e, por outro lado, por assim se preservar a memória de uma construção que, desde tempos medievais e até há cerca de 25 anos, foi vital para a economia regional.
Tenho contudo de fazer aqui a menção a um factor determinante e contínuo no desenvolvimento do meu trabalho que é o apoio constante e imenso da minha minhotinha. Obrigado! :*:
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segunda-feira, julho 21, 2008
As Secadeiras da Gardunha - II
Apresento-vos aqui a reconstituição de uma Secadeira que referi aqui há uns posts atrás. Trata-se de uma esquematização que vou usar num dos painéis da exposição e num artigo que pretendo publicar sobre o tema. Aproveito para pedir a vossa colaboração para me dizerem se a reconstituição ajuda ou não a perceber a estrutura interna da Secadeira. Opinem s.f.f..
Canto Norte da secadeira 1 da Cova do Moinho (a que tem a abertura). A estrutura adossada que se vê em primeiro plano seria provavelmente um armazém.
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sábado, julho 19, 2008
O dia que começou com uma feze certeira e terminou com um rotundo falhanço de todos os números da chave do Euromilhões
Cá estamos de volta às lides bloguísticas, depois de um pequeno interregno devido à preparação para um magnífico exame de Economia e Gestão que teve lugar ontem. Embora à partida estivesse menos confiante que habitualmente, cedo percebi que o dia não me iria ser favorável!
Tendo acordado por volta das 6h30 am para fazer uma compilação de fórmulas e rever a matéria de forma geral, parti para a Guarda após um retemperador pequeno-almoço.
Contudo, ao chegar e mal pus o pé fora do carro, senti de imediato uma pequena pressão sobre o ombro ao mesmo tempo que ouvi um distinto som, típico de algo viscoso que acaba de embater contra uma superfície mais rígida. Ao rodar a cabeça e perceber com visão periférica que tinha algo sobre o ombro, recusei inconscientemente aceitar o que tinha acontecido. Pela minha mente desfilaram todas as possibilidades possíveis, por muito improváveis que fossem, para explicar o que poderia ter levado a que eu tivesse algo mais escuro no ombro. Cheguei até a aventar a possibilidade de ter sido atingido por um franco-atirador que estivesse postado em cima de um castanheiro mas não! Dura realidade! Tinha acabado de ser atingido em cheio por uma ave menos respeitadora daquilo que acontece a nível do solo.
Reparada ou, pelo menos, remediada esta situação, e dado que ainda tinha algum tempo disponível, decidi dedicar-me à resolução de alguns problemas económicos até que chegasse a hora. O pior foi quando, ao pousar a calculadora na mesa, esta se desligou para não mais voltar a ligar. Foi um choque!! A minha mítica calculadora científica, companheira infatigável desde 1994, acabara de avariar.
Eu sei de antemão que ser supersticioso dá azar mas, perante a sucessão de eventos, dei por mim a temer que tudo isto fosse o prenúncio de que algo mau estaria para acontecer ou de que, pelo menos, o dia não me viesse a ser muito favorável.
O final do dia acabaria por me dar razão! Ao ver a chave sorteada do Euromilhões percebi que falhara todos os números e estrelas e conseguira a proeza única de, no que diz respeito aos números, de falhar todos eles por uma distância de 3 números ou mais.
Um dia para esquecer.
PS - Pelo meio, tive um desempenho medíocre no exame mas serve pelo menos para barómetro do recurso que é já na semana que vem. A ver vamos.
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Exposição: Últimas novidades
O dia de hoje, pelo menos a tarde, foi novamente dedicado ao trabalho na preparação da exposição. Tem sido difícil falar com toda a gente mas, aos poucos, o trabalho vai surgindo.
A nossa Designer oficial já deixou antever um excelente trabalho nos handouts e material de divulgação, o fotógrafo oficial vai amanhã tirar fotos panorâmicas para valorizar o espaço de exposição e, finalmente, a digitalização dos registos de matrícula está completa.
A parte financeira, indispensável e por vezes ingrata, saiu reforçada pela confirmação do patrocínio da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Fundão e da empresa Costa & Costa Lda.
O trabalho segue dentro de momentos.
A nossa Designer oficial já deixou antever um excelente trabalho nos handouts e material de divulgação, o fotógrafo oficial vai amanhã tirar fotos panorâmicas para valorizar o espaço de exposição e, finalmente, a digitalização dos registos de matrícula está completa.
A parte financeira, indispensável e por vezes ingrata, saiu reforçada pela confirmação do patrocínio da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Fundão e da empresa Costa & Costa Lda.
O trabalho segue dentro de momentos.
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