terça-feira, julho 15, 2008
Memórias do Vale - Penúltima fase
segunda-feira, julho 14, 2008
O Blog do Katano já tem 5 estrelas...
Aqui apresentamos a escala de avaliação:
Fraquinho, fraquinho: Assinalar 5 estrelas
Mediano: Assinalar 5 estrelas
Razoável: Assinalar 5 estrelas
Bom: Assinalar 5 estrelas
Classificação do género: Eh pá, este post é mesmo do katano e eu vou fazer um sucesso tremendo quando contar esta história, como se fosse minha, à mesa do café logo à noite, principalmente se estiver por lá a Soraia Daniela do 3º Esq: Assinalar 5 estrelas
Damos logo o exemplo com este post, assinalando-o com 5 estrelas, visto que é uma completa nulidade.
sexta-feira, julho 11, 2008
IVA ao cêntimo
quinta-feira, julho 10, 2008
Passatempo do Katano
Identifique, com uma cruz, nas figuras abaixo, qual dos escravos ganha o equivalente mensal ao PNB de um pequeno país.
Figura 2
O vencedor levará para casa uma T-Shirt, com os dizeres "Não gozem com a minha folha salarial", completamente grátis.
Amália Rodrigues, filha do Fundão
A verdade é contudo bem diferente pois, Amália Rodrigues, ou melhor, Amália Rebordão Rodrigues, filha de Lucinda Rebordão e Albertino Rodrigues, nasceu no Fundão, numa casa da Rua dos Galegos, actualmente muito degradada, rua rebaptizada pelo Estado Novo de Rua Marquês de Pombal. A família Rebordão, do lado da mãe de Amália, tem raízes em Souto da Casa, freguesia do Concelho do Fundão, sendo que, o avô de Amália trabalhava como ferreiro nesta aldeia, fazendo "brochas", pequenos pregos de cabeça redonda que eram aplicados nos sapatos para evitar o desgaste das solas.
Na Igreja Matriz do Fundão encontra-se a certidão de baptismo de Amália, documento que foi publicado também no Jornal do Fundão após a morte da cantora, e tenho também conhecimento que o investigador J. Salvado Travassos terá mesmo descoberto uma certidão de nascimento.
Em Lisboa, de acordo com o testemunho de José Filipe Duarte Gonçalves, sobrinho/neto de Lucinda Rebordão, em Lisboa apenas terá nascido a irmã de Amália, Odette, para além de uma outra criança que faleceu.
As secadeiras da Gardunha
Nestas rústicas construções, e até há cerca de 40 anos, secavam-se as castanhas que eram apanhadas, na ordem das toneladas, dos soutos que envolviam toda a região.
Foi possível descobrir uma secadeira onde ainda subsistem vestígios do "caniço", pequenas tábuas de madeira sobre as quais eram despejadas as castanhas, através de uma pequena abertura visível na foto, e que depois ficavam a secar sobre o calor de uma fogueira branda, vigiada em permanência.
Excelente matéria para a secção de construções utilitárias comunitárias para a exposição.
quarta-feira, julho 09, 2008
A Calçada do Diabo
Sobre a calçada então, já ouvi duas histórias curiosas mas a que reproduzo a seguir é a mais vulgarmente escutada nas gentes de Vale de Urso.
Conta-se que certo homem havia sido encarregue de construir uma calçada no desfiladeiro que levava ao santuário da Senhora da Orada mas, perante tal desafio, ele desesperava pois sentia não ser capaz de levar tal tarefa a bom termo.
No auge do desespero, o homem ergueu a voz e jurou bem alto que seria até capaz de entregar a alma ao Diabo se este lhe construísse a calçada. Ora, não foi preciso mais para, de imediato, o Demo lhe aparecer com uma proposta tão tentadora quanto terrível: ele encarregar-se-ia de construir a calçada numa noite, antes que o galo cantasse, se o homem lhe entregasse a alma.
O Diabo, como é sabido, consegue ser tentador fazendo-se mesmo ouvir quando os homens tapam os ouvidos e, perante a perspectiva de ser aclamado como responsável de tal proeza, o pobre homem acedeu e firmou o trato.
De imediato o Diabo meteu mãos à obra e, laje após laje, a calçada ia-se desenhando na paisagem como um risco que se estende sob um lápis tão gigantesco quanto invisível.
Subitamente, o pobre homem despertou do torpor da sua ambição e deu-se conta do acto terrível que tinha acabado de cometer. Em desespero, ajoelhou-se e rezou à Virgem para que lhe perdoasse tão terrível pecado e lhe valesse neste hora tão difícil. Na sua infinita misericórdia, a Virgem apiedou-se do pobre homem e, num milagre, o canto do galo ecoou no silêncio da noite, reverbando pelo vale.
Praguejando, o Diabo desapareceu por não ter conseguido cumprir o acordo, isto quando apenas faltavam colocar duas lajes... As mesmas que, até à pouco tempo, os mais idosos apontavam e diziam "Estas o diabo não teve tempo de assentar".
Podemos dizer, em jeito de brincadeira, que este caso terá sido o primeiro e único caso da história da construção civil nacional em que a derrapagem da obra não se deu por o empreiteiro ter ultrapassado o prazo mas sim por ter sido sujeita a um prazo que ultrapassou o empreiteiro... ou um galo que cometeu fraude sobre o empreiteiro... ou algo do género.
Fotografia tirada de 2001
terça-feira, julho 08, 2008
O Drama da IPO
Mais um passo...
Hoje o projecto ganhou mais um patrocinador. Mais que uma reunião, foi no seguimento de uma conversa de 2h30, onde encontrei um presidente de Junta que ama a sua terra, o seu cantinho da Gardunha, e que luta de forma acérrima para a preservação da memória colectiva.
Hoje sim, convenci-me em definitivo que este projecto vai muito para além desta exposição. 9, 10 e 11 de Agosto serão apenas o início.
Depois do Museu Arqueológico Municipal, temos a adesão da Junta de Freguesia do Souto da Casa.
segunda-feira, julho 07, 2008
Adenda ao Bacalhau Luminoso
Então, para provar que o Blog do Katano constitui um rigoroso instrumento de divulgação noticiosa que jamais acrescenta um ponto aos factos, eis aqui a reprodução da reportagem datada de 1977, relatando o avistamento do fenómeno. Este artigo acaba também por, de forma astuta e subtil, pegar numa notícia sobre OVNIS e transformá-la numa crítica social ao preço do bacalhau.
A ler atentamente!
In Jornal do Fundão, 7 de Janeiro de 1977