sexta-feira, junho 27, 2008

Faltam 6 semanas

Faltam 6 semanas para o grande dia e, aos poucos, a informação vai-se avolumando. Está quase a chegar ao fim a recolha fotográfica e, com um importante reforço de última hora na equipa, os dados estatísticos relativos ao estudo demográfico estão bem encaminhados. Por outro lado, já só falta mais um dia de investigação nos arquivos do Jornal do Fundão.

Este fim de semana promete ser importantísssimo com a iminência da identificação de mais um sítio de potencial arqueológico e uma entrevista a quem, na primeira pessoa, experimentou a actividade das tradicionais "secadeiras".

O local da exposição já está escolhido e reservado, o Museu Arqueológico Municipal já aderiu com entusiasmo ao projecto, faltando a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia, entidades com as quais vou reunir na próxima semana.

Aos poucos, vai-se criando um compêndio fabuloso onde, com cada vez mais nitidez, se começa a desvendar a história de uma localidade e o retrato da verdadeira gente "da rama do castanheiro" contados na primeira pessoa...

...e pelas silenciosas testemunhas feitas de pedra.





Testing, testing, 1,2,3,....


Após as minhas primeiras 5 horas no Google SketchUp já consigo fazer o gatafunho de uma casa, para já sem grande atenção aos pormenores...
Eu chego lá!

quarta-feira, junho 25, 2008

"Desastres"

Era este o título de uma coluna com alguns artigos breves e que imediatamente me chamou a atenção. Se fosse hoje, esperaríamos com certeza encontrar referências a uma explosão numa central nuclear, um choque frontal entre 2 comboios de passageiros, um atentado, o anúncio de retirada do Luís Filipe Vieira, ou algo pior.

Em 22/3/1959, era título de uma notícia, no Jornal do Fundão, na secção "Desastres" o seguinte:

"Espetou num braço a agulha com que fazia renda"

A esta, nem acompanhados os bombeiros de Alijó se atreveriam a acorrer...

Anúncios do Katano, em 1952

Na continuação da minha viagem temporal nos arquivos do Jornal do Fundão, tenho-me deparado com inúmeros artigos e anúncios insólitos, pelo menos, à luz do contexto social e económico actual.

Não vou aqui falar da notícia do tipo que se sentiu mal até ter expelido uma cobra de 40cm, da cabra que pariu um cordeiro e um cabrito ou ainda do facto de os pedidos de casamento serem motivo de notícia.

Vou sim transcrever 2 anúncios, ambos do ano 1952, que considero particularmente interessantes:

"Encontra-se nesta redacção uma chave manivela de automóvel, achada numa das ruas do Fundão, que entregaremos ao seu dono."

"Por 15$00 pagos mensalmente, durante 2 anos, pode Vossa Exa adquirir um excelente ferro de passar automático. Mais económico do que os ferros vulgares e sem perigo de incêndio."

terça-feira, junho 24, 2008

Descubra as diferenças!

Antes... (que é como quem diz, em 1972)

Depois... (que é como quem diz, há umas 3 semanas atrás)


segunda-feira, junho 23, 2008

Que é isto?!

Caríssimos ilustres, contemplem bem o que ficou registado em duas fotos que tirei no Vale D´Urso, aquando da primeira fase do projecto de exposição em que o David está empenhado.
As fotos foram tiradas mesmo no centro da aldeia, em sequência rápida. É possivel ver um braço, que presumo estivesse a apontar para o objecto, e lá no alto...




Na segunda foto da sequência rápida, o objecto aparenta efectuar uma manobra evasiva, descendo bruscamente.




Aqui uma ampliação das duas fotos:




Eu e o David não pudémos ficar mais tempo no local, mas segundo relatos, o objecto continuou a efectuar passagens sobre os habitantes locais, algumas até bastante rasantes, durante cerca de mais uma hora.

domingo, junho 22, 2008

A importância da memória


"Sem memória, o mais inteligente dos homens nada é, porque com nada se identifica"


João Pedro Bénard da Costa, 10 de Junho de 2008

Políticos ao trabalho

Uma nova forma de colocar os políticos a fazer verdadeiro serviço público e, ao mesmo tempo, de poupar em alcatrão e combustível, que isto dos petroquímicos está pela hora da morte.

Só podia ser no Brasil!

O que resta depois?


Eis o essencial do que aproveitámos da Festa da Cereja do passado fim de semana... a última música do concerto.




Isto claro, depois de nos atrasarmos com certas e determinadas 'campanhas eleitorais' protagonizadas por um elemento do grupo nas ruas de Alcongosta, o que levou a não termos lugar para jantar no local, o que nos forçou a voltar ao Fundão, regressando à Alcongosta lá pelas 23h30.


Nunca pensámos que os músicos italianos não esperassem por nós do jantar... falta de respeito.








sexta-feira, junho 20, 2008

Notícias do Katano

Continuando a preparação do meu projecto de exposição, passei a manhã nos arquivos do Jornal do Fundão, o melhor semanário regional do país. Quando esperava que o grafismo e a paginação fossem os meus principais obstáculos, no que à leitura diz respeito, descobri que o mais difícil vai ser filtrar as notícias rocambolescas que vou descobrindo à medida que vou virando os meses feitos de páginas envelhecidas.

Eis aqui uma pérola:

Caixão cai na loja da casa

"No dia 17 do corrente mês faleceu em Sobral de Casegas a Sra M.J.A., de 75 anos, viúva de J.J.S.. Na manhã do dia seguinte numerosas pessoas velavam o cadáver, quando de súbito o soalho do 1º andar abateu precipitando-se na loja da casa o caixão com o cadáver e várias das pessoas que ali se encontravam.

Como é natural, estabeleceu-se grande pânico, mas o desastre não teve, felizmente, as consequências graves que a princípio se chegaram a supôr. Com gravidade ficou somente ferido o Sr. J.S., de 75 anos. Sofreram ainda ferimentos as Sras M.G. e M.R. e o Sr. J.P. O Sacristão com a cruz também caíu para a loja"

Notícia de 1966

A prova que, na década de 60, velar mortos era uma actividade de risco. De salientar ainda a coragem do sacristão que, bravamente, se recusou a largar a cruz quando desceu ao rés-do-chão justificando-se em pleno o destaque a este binómio.
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