terça-feira, junho 17, 2008

Os mistérios da Gardunha dão que falar

Já anteriormente, após uma das minhas caminhadas pela Gardunha, aqui havia dado conta da descoberta de símbolos misteriosos no maciço central da serra. No último post fiz também uma alusão ao fenómeno do avistamento de OVNIS na Gardunha, sendo esta um hotspot da ovniologia nacional.

Nem a propósito, o programa
Encontros Imediatos, com transmissão na RTP 2, abordou no seu 6º episódio o fenómeno OVNI na Gardunha.

Aqui fica essa reportagem para os que acreditam, os que querem acreditar e os que, como eu, acreditam no álcool etílico como facilitador da observação de Objectos Voadores Não Identificados. Chamo também a atenção para a expressão dramática de elevada categoria dos actores que participam nas reconstituições dos acontecimentos. Dignos de um Óscar!

Parte 1

Parte 2

Parte 3


Agradecimentos ao Xamane pela dica sobre estes vídeos.

Matrículas amovíveis

Um conhecido meu circulava no seu carro acompanhado por um amigo quando surgiu uma auto-caravana de matrícula francesa que, em circunstâncias pouco claras, foi embater no seu veículo.

Indignado, esse meu amigo saiu do carro para pedir satisfações ao condutor do outro veículo que, peremptoriamente, negou qualquer responsabilidade no ocorrido e dando azo a uma discussão acesa na qual se envolveu também a esposa que acompanhava o dito condutor.

Vendo que o caso não se resolvia, esse meu amigo dirigiu-se ao colega em tom firme e pediu-lhe:

- "Tira-lhes aí a matrícula!"

Qual leoa encurralada, a esposa colocou-se frente à auto-caravana em postura protectora e gritou:

- "Daqui ninguém tira nada! Se vocês tirarem a nossa, nós tiramos a vossa!"

segunda-feira, junho 16, 2008

A ASAE e o Prof Bambo.

A ASAE é, por estes dias, considerada como algo monstruoso e implacável que assombra o imaginário do cidadão comum. Podemos até dizer que a ASAE está para o imaginário do cidadão comum como o Bicho Papão e o Homem do Saco estão para as mentes irrequietas das inocentes criancinhas.

Aliás, não há imagem mais tenebrosa que os imparáveis elementos da ASAE, muito semelhantes na sua envergadura a funcionários de controlo de entradas lentas e saídas apressadas nas discotecas, envergando os seus coletes distintos e apreendendo tudo o que for DVD pirata nas bancas dos incautos prevaricadores.

Ora bem, perante tal clima de terror, vale tudo para fugir à ASAE e, por vezes, o desespero atinge proporções gargantuanas, como aliás o demonstra a notícia, já com algum tempo é certo, que chegou à redacção do Blog do Katano:

Ao que parece, um cidadão apresentou queixa contra o Prof. Bambo, o famoso sábio e conselheiro do para-anormal (sem hífen), por este alegadamente o ter burlado em 5470 Euros, valor que pagou por duas consultas (70 Euros) e um tratamento em três fases, custando cada uma 1800 Euros.

O diagnóstico, terá sido feito pela colocação de um pano na cabeça do aflito paciente e o tratamento consistiu em ir buscar 17 pedras ao cemitério e colocá-las num frasco que depois foi atirado ao mar (senhores da autoridade, eis aqui um caso gritante de poluição) e, depois, em não sair de casa no dia 5 de Março após as 17h00 tendo o cuidado de tomar banho com 5 litros de água do mar.

"Mas o que é que isto tem a ver com a ASAE?", estarão os poucos que chegaram até à leitura deste parágrafo a perguntar. Pois bem, segundo o queixoso, o desespero que o levou a procurar o Prof. Bambo foi motivado por um negócio fraco e porque nos últimos meses havia sido visitado 4 vezes pela ASAE, um número excessivo e muito para lá da tolerância humana a visitas da ASAE.

Obviamente poderá parecer que o mais lógico seria gastar os 5470 euros para suprimir o que quer que motivasse as visitas da ASAE mas não! Toca a investir o dinheiro para o Prof. Bambo nos colocar um pano em cima da cabeça.

Por vezes dou por mim a ser surpreendido pelo quão curtas conseguem ser as vistas das pessoas e este caso é um tremendo paradigma disso para além de ser um exemplo gritante de mau investimento.

Se, em vez de recorrer ao Prof. Bambo, o agora queixoso tivesse recorrido a mim, eu ter-lhe ia colocado um rico paninho estampado, lavado e perfumado com aroma de lavanda na cabeça, tê-lo ia feito colocar o dobro das pedras no frasco e ter-lhe-ia dado o dia 5 de Março completo de folga, tudo por apenas metade do preço.

domingo, junho 15, 2008

Os Sete Segundos

25/06/2008, Abrantes.
Miserávelmente, para além da Nelly não ter sido parabenizada em devida altura pelo seu aniversário, também o não foi pela sua benção das pastas.
Na tentativa de corrigir estas falhas, aqui fica o registo de um belo momento, um dos vários (muitos!) colapsos emocionais ocorridos no final (e durante...) (e antes...) da cerimónia.




Mais tarde na queima das fitas, quando o conciso discurso da Nelly foi abreviado por um destes seus instantes, uma voz conhecida (*) comentaria a meu lado com um tom fatal: "Cá está! Sete segundos..."

Momentos lindos. :P

(*) Por motivos de segurança a identidade do(a) comentador(a) não será revelada.

quarta-feira, junho 11, 2008

Fotos do Katano



Serra da Estrela, 4 de Junho de 2008
Fotos por Ana C. Pereira

terça-feira, junho 10, 2008

Profundo orgulho

Foi o sentimento que me preencheu ao ver o meu amor na televisão esta manhã. :) :)

sexta-feira, junho 06, 2008

Vox Populi

"Então mas é preciso andarmos a comer peixe? Comemos mas é sardinha!"

Sugestão com teor de indignação de um cidadão anónimo e escolhido completamente ao acaso na multidão perante a situação grave que a indústria e comércio de pescado atravessam, com especial enfoque no preço a que este é comercializado.

Nova descoberta

Sítio designado por "Forno dos Mouros", 2006


A confirmarem-se as opiniões preliminares dos arqueólogos a quem solicitei ajuda na identificação do sítio da foto, estamos na iminência de uma interessante descoberta arqueológica.

A exposição ganha mais conteúdo enquanto que, ao mesmo tempo, se deslinda um mistério que faz parte do imaginário da aldeia.

segunda-feira, junho 02, 2008

Fornos comunitários

Começou hoje a recolha fotográfica com vista à exposição que vou organizar em Agosto. Com a inestimável colaboração do fotógrafo oficial do Katano, o Xamane, as fotografias de hoje focaram os velhos casarios e 2 dos 3 fornos comunitários que existem na aldeia.

Estas construções eram, a par das azenhas que em breve serão alvo de levantamento, fundamentais na economia local, não só para a cozedura do pão (em todas as suas variantes mais ou menos elaboradas) mas também para cozinhar diversas iguarias da gastronomia local. Não era incomum em dias de festa verem-se as mulheres acenderem os fornos logo por volta das 6h da manhã para, depois de bem aquecidos, colocarem lá dentro panelas de barro com a carne de cabra ou cabrito. Esta ficava a cozer a manhã toda e era depois servida ao almoço.

Sendo comunitários, a sua construção e manutenção era assegurada pelo contributo e voluntariado do povo. Os materiais empregues são invariavelmente os mesmos: xisto, tijolo grosseiro para o forno, madeira, telha e o indispensável barro para isolamento do conjunto.

No esboço simplesaqui apresentado pode ver-se um dos fornos hoje documentados, constituído pelo forno em planta rectangular, adossado a uma divisão de planta rectangular de área maior com duas bancadas laterais de apoio em xisto. Por ser aparentemente o mais recente dos 3, encontra-se em excelente estado de conservação.

Permito-me nesta posta fazer um pequeno apontamento sobre o esboço propriamente dito. Embora não sendo uma obra prima, afinal fi-lo enquanto o Xamane tirava as últimas fotos, tenho de o dedicar à minha minhotinha, não pelo desenho em si, mas acima de tudo pelo sentimento de inocência pura e carinho que todo este local me inspira e por assinalar uma povoação à qual ela já está irremediavelmente ligada ;).
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