quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Não mas é que ele há frases...
Mensagem de um ouvinte para o programa "O Amor é..." de Julio Machado Vaz na Antena 1 esta manhã.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Ele há frases...
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Memórias de Verdun II
Ainda no suplemento do "Est Republicain", é apresentada uma reportagem sobre o Ossário do Douaumont, local de memória da batalha de Verdun, onde pereceram cerca de 350.000 franceses e 320.000 alemães.Neste ossário repousam as ossadas de cerca de 130.000 cadáveres recolhidos na zona da batalha, zona onde, ainda hoje mas embora mais raramente, ainda vão sendo ocasionalmente descobertos alguns despojos.
A ideia para a construção do Ossário surgiu nos primeiros dias do Armistício para dar uma última morada digna aos milhares de cadáveres despedaçados que preenchiam a paisagem. 2 anos depois era criado um ossário provisório onde foram sendo guardados os restos mortais dos soldados franceses e alemães até à abertura oficial do Ossário em 1932. Ironicamente, a primeira pedra foi colocada em 1920 pelo Marechal Pétain, herói da defesa de Verdun, que terminaria a sua vida acusado de traição por ter liderado o regime colaboracionista de Vichy durante a ocupação nazi na II Guerra Mundial.
A dominar o Ossário ergue-se uma torra de 46 metros a partir da qual se abarca o pesado cenário do cemitério militar e toda a paisagem que daí se estende por quilómetros. Nesta torre existe um enorme sino que ressoa em cerimónias importantes e um farol, a lanterna dos mortos, cuja luz se estende todas as noites sobre o antigo campo de batalha.
No primeiro andar do Ossário encontra-se o Museu da Guerra, com relíquias das povoações desaparecidas, vistas estereoscópicas do campo de batalha e diversas armas, onde se destaca o lança-morteiros alemão de 76mm em perfeito estado de conservação e classificado de Monumento Histórico.
No rés-do-chão situa-se o claustro de 137m de comprimento onde repousam as ossadas encontradas no campo de batalha e que nunca foram identificadas, assim como o nome de cada um dos soldados que desapareceram em Verdun, gravado nas paredes. Nos 2 extremos do claustro, encontram-se dois escudos simbólicos no centro dos quais arde uma chama em dias de cerimónia.
É ainda possível encontrar uma loja de recordações, um auditório com a projecção de um filme evocativo da batalha e do sofrimento que os soldados tiveram de suportar.
Embora tenha sido construído com o propósito de eternizar o sacrifício dos que pereceram em Verdun, com um certo cariz nacionalista implícito, o Ossário pretende hoje fomentar a ideia de reconciliação e paz.
O paradigma dessa ideia aconteceu sem dúvida em 1984, durante uma cerimónia comemorativa que decorreu no Ossário, quando o presidente da república de França, François Mitterrand, e o chanceler da República Federal Alemã, Helmut Kohl, deram as mãos em sinal de reconciliação após os 3 conflitos sagrentos que opuseram franceses a alemães de 1870 a 1945.

Foto: Encarta
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Memórias de Verdun


Foi-me gentilmente enviado por correio o suplemento do jornal Est Republicain de 11 de Novembro último no qual é publicada uma reportagem sobre o Ossário de Douaumont, na região de Verdun.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
AD Fundão em directo na SIC
sábado, janeiro 26, 2008
Let's gargalheite some more - II
domingo, janeiro 20, 2008
Cá por casa agora também há ementa vegetariana
Caríssimos, tendo constatado que alguns dos meus estimados amigos estavam a desenvolver uma apreciável musculatura a nível do "pancips", tenho o grato prazer de comunicar que, a partir de agora, as jantaradas cá por casa já terão direito a ementa vegetariana.
Já estou a imaginar um ilustre ex-membro da gloriosa Taska Force a bradar "Couves e cenouras?! Isso é alimento para pandas, pá!" mas garanto que o resultado é de deixar água na boca!
sexta-feira, janeiro 18, 2008
A FA contra-ataca (sem aviões)
Face a notícias surgidas na Comunicação Social relativas a um incidente com uma aeronave da Força Aérea Portuguesa, ontem, na região de Penamacor, comunica-se:
1 – O incidente ocorreu quando uma aeronave F-16 MLU, da Base Aérea Nº 5, de Monte Real, participava num exercício de simulação de largada de armamento e de treino de utilização de equipamento de visão nocturna (Night Vision Googles);
Tradução: O caso deu-se quando um dos nossos aviões se dedicava ao consumo de combustível sem qualquer objectivo concreto.
2 – Ao efectuar a manobra de recuperação do ataque ao alvo, numa situação de elevada exigência, terá, na fase de aceleração, e por um período extremamente curto, atingido inadvertidamente uma velocidade na zona transónica, tendo daqui resultado um ruído forte de pequena duração;
Tradução: Enquanto brincava ao faz de conta, um dos pilotos cujo filme favorito é o Top Gun, entusiasmou-se e deu-lhe gás.
3 - A Força Aérea já enviou para o local uma equipa de investigação que irá proceder à avaliação do impacto deste incidente.
Tradução: Seguindo a indicação da São Rosas, mandámos pessoal para Penamacor para ver as rachas.
Alfragide, 17 de Janeiro de 2008
Um coelho stressado...
Ao falar de coelhos stressados, recordei-me de uma cena particularmente hilariante do filme "O Cálice Sagrado" dos Monty Python.
Nela, o rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda chegam à porta da Caverna de Caerbannog onde se encontra a pista deixada escrita em runas por Olfin Bedwere de Rheged para a localização do Graal.
Contudo, a caverna encontra-se guardada por uma fera de puro instinto assassino e dentes enormes e afiados...
Raide da F.A. em Penamacor!
A reportagem da SIC começa com testemunho indignado da Sra. Maria da Conceição que, numa casa com evidentes necessidades de obras de manutenção, apontava a responsabilidade de várias fendas nas paredes e vidros estalados, à passagem dos caças da FA. Parece-me no entanto que até a passagem de uma manada de bovinos nas imediações da casa, não precisavam de ser em grande número, digamos que bastaria uma manada de... um bovino, para provocar danos estruturais consideráveis na construção.
Depois, surge o testemunho inquieto de um profissional da pastorícia que, com a preocupação estampada no rosto, partilha com o jornalista o facto de temer que o acontecimento tenha repercussões na gravidez de alguns animais. Confessa que -"Andam aí 2 ou 3 cabras cheias e agora tenho de andar de olho nelas para ver se aparece alguma coisa.". Como que a querer demonstrar a sua real preocupação, termina a sua intervenção virando as costas ao jornalista, ficando a observar atentamente o seu rebanho, não fosse ter aparecido alguma coisa entretanto.
Finalmente, o drama de alguns milhares de coelhos é exposto aos espectadores. Segundo o criador, a passagem dos aviões havia perturbado os coelhos e era possível constatar que "Olhando para eles, vê-se que estão mesmo stressados!".
Confrontada com estes factos, a FA acabou por admitir que realmente terá havido algum excesso da parte dos pilotos mas que, a ultrapassagem da velocidade do som, tinha acontecido "sem querer" devido a uma distracção do piloto. Em meu entender é um argumento que peca por falta de originalidade, afinal, quem não se recorda da argumentação de uma série de condutores com expressão de culpa estampada no rosto que, na altura de Natal e perante as câmaras, tentavam justificar o facto de terem circulado a 160 km/h numa zona de limitação a 70 km/h, exactamente pela distracção.
Contudo, este episódio vem relançar a minha argumentação acerca da relevância de termos uma FA à luz do contexto político actual e que está também alicerçada no facto de, dos 17 F-16 adquiridos aos EUA, muitos ainda se encontrarem “dentro do caixote” e, entretanto, já se ter despenhado um.
Ao certo a nossa FA serve para quê? Para nos defender de uma eventual invasão espanhola que não seja na Páscoa ou na época de saldos? Vamos finalmente tomar uma posição activa relativamente à questão de Olivença?
Bom, para efeitos da imigração clandestina via Norte de África, realmente terá alguma utilidade em termos de dissuasão. Imaginem o terror dos imigrantes que vêem a estabilidade da sua jangada ameaçada pelos voos rasantes dos nossos F-16! Contudo, continuo a achar que talvez fosse mais económico para o país ocupar os senhores pilotos com o Microsoft Flight Simulator. O nível de periculosidade dos treinos seria idêntico aos actuais e, pelo menos, não colocariam nem pessoas nem animais sob stress.