domingo, dezembro 09, 2007
Pirataria sim senhor, mas com autógrafo, se faz favor!
Foi precisamente isso que aconteceu hoje, com a apresentação daquele que espero que seja o primeiro livro de um jovem que considero muito promissor e que é, sem sombra de dúvida, um grande cozinheiro.
O discurso de lançamento, tal como o prefácio do livro, foram da autoria do Chefe Hélio Loureiro, cozinheiro-chefe do Hotel Porto Palácio e da Selecção Nacional de Futebol (imperdoável o meu esquecimento, ao não o ter questionado sobre se os rapazes se andavam a alimentar mal, dadas as últimas exibições a que tivémos ocasião de assistir).
Sendo um evento onde há sempre um certo nível de formalidade e protocolo, não é menos verdade que, sendo um momento de convívio com amigos, alguns dos quais ausentes havia já algum tempo, há sempre espaço para um ou outro apontamento de irreverência que confiram um toque de humor ao cenário.
Criei por isso condições para levar a cabo uma pequena brincadeira que atingiu o seu auge no momento em que, após algum tempo de espera na fila, chegara o momento do autor autografar o meu exemplar.
Depois de lhe ter endereçado as minhas felicitações e votos de boa sorte, pedi-lhe desculpa por não ter comigo dinheiro suficiente para adquirir o livro, salientando no entanto que o mesmo era abusivamente caro, facto ainda agravado pela iminência da quadra natalícia, com todas as despesas esperadas daí decorrentes. Concluí dizendo que, apesar de tudo, fazia questão de levar um autógrafo do autor.
Sem lhe dar tempo para pensar, retirei um volume de fotocópias encadernadas de uma de muitas sebentas que guardo dos tempos do Ensino Superior, na qual havia colocado a fotocópia da capa do livro que estava a ser lançado, e coloquei-o defronte do autor pedindo então o tal autógrafo.
A gargalhada geral que se soltou, contrastava com o ar incrédulo do autor que ora olhava para mim, ora para aquilo que acreditava ser o primeiro acto de violação de direitos de autor da sua obra, o que, a ser verdade, seria de facto um recorde digno de figurar no Guiness como a pirataria mais célere de todos os tempos. Como resposta só consegui obter a exclamação "O que é isto?!" num tom de perfeita indignação ineficazmente disfarçada.
Finamente, após ter deixado sofrer um pouco o protagonista da noite, tirei um exemplar do livro de dentro do casaco e coloquei-o na mesa em substituição da sebenta mascarada.
Entre os sinais de uma gargalhada contida, ainda consegui mais uma frase do autor: "Até te matava...!".
sábado, dezembro 08, 2007
O hino dos anestesistas
Já se interrogaram sobre o que fazem os anestesistas enquanto o paciente está inconsciente? Pois bem, esta bela obra musical de Amateur Transplant responde a essa questão de uma forma muito particular!
Enviado por e-mail por A. Goulart
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Material de apoio à Gestão de Condomínios I

domingo, dezembro 02, 2007
É por estas e por outras...
...que dá gosto ser adepto do Futebol Clube do Porto.
sexta-feira, novembro 30, 2007
"Onde é que vais dormir hoje?"
terça-feira, novembro 27, 2007
A segunda vida da Quinta da Fórnea



Em Setembro de 2006 publiquei aqui um post sobre a estação arqueológica da Quinta da Fórnea, anunciando aquilo que parecia a destruição e abandono de mais um sítio arqueológico. Na altura, vivia-se ainda na ressaca do atentado cometido pelo então proprietário do terreno que ignorando as evidências, plantara um pomar no terreno onde se encontravam as ruínas, usando para o efeito um bulldozer, atentado que eu denunciei no meu portal e na imprensa. Ironicamente, durante esse Verão, um incêndio acabaria por reduzir o próprio pomar a cinzas.
Para reler cliquem aqui .
Fiquei por isso intrigado quando, há algumas semanas numa das minhas viagens na A23, vi movimentações de pessoas e veículos junto às ruínas. Acabei por parar no local ontem, tendo constatado que o local está a ser alvo de uma intervenção arqueológica de fundo.
Foi com grande satisfação que, em conversa com o arqueólogo responsável soube, que a escavação se integra num projecto alargado que tem como finalidade a valorização e musealização das ruínas e a musealizaçãol. Para já, a escavação colocou a descoberto uma enorme propriedade de planta rectangular, com pátio interior, entrada lajeada, para além da zona dos celeiros e dos lagares onde foi encontrado um dolium, um grande pote de barro para armazenamento, entre vários tanques onde ainda é visível o revestimento original em opus signinum, um reboco grosseiro e impermeabilizante.
Também tive ocasião de saber que, muito perto dali, foram descobertas estruturas monumentais pertencentes a uma necrópole que terão sido provavelmente jazigos de família.
segunda-feira, novembro 26, 2007
O gato Xau Xau
sexta-feira, novembro 23, 2007
A Bela Adormecida
segunda-feira, novembro 19, 2007
Um milagre em cada caixa de correio
