sábado, dezembro 08, 2007

O hino dos anestesistas

Já se interrogaram sobre o que fazem os anestesistas enquanto o paciente está inconsciente? Pois bem, esta bela obra musical de Amateur Transplant responde a essa questão de uma forma muito particular!

Enviado por e-mail por A. Goulart

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Material de apoio à Gestão de Condomínios I


Aqui está um modelo de carta de protesto / aconselhamento para situações específicas de ruído vindo do apartamento do vizinho.
Imagem gentilmente enviada por e-mail pela Du ;)*


domingo, dezembro 02, 2007

É por estas e por outras...

...que dá gosto ser adepto do Futebol Clube do Porto.

sexta-feira, novembro 30, 2007

"Onde é que vais dormir hoje?"

Esta foi a pergunta mais inesperada que já me fizeram na caixa de um hipermercado até ontem. Creio que os hipermercados no Ribatejo têm protocolos de relacionamento com o cliente algo peculiares e diferentes daquilo que se faz aqui pelo Portugal Profundo.

terça-feira, novembro 27, 2007

A segunda vida da Quinta da Fórnea



Em Setembro de 2006 publiquei aqui um post sobre a estação arqueológica da Quinta da Fórnea, anunciando aquilo que parecia a destruição e abandono de mais um sítio arqueológico. Na altura, vivia-se ainda na ressaca do atentado cometido pelo então proprietário do terreno que ignorando as evidências, plantara um pomar no terreno onde se encontravam as ruínas, usando para o efeito um bulldozer, atentado que eu denunciei no meu portal e na imprensa. Ironicamente, durante esse Verão, um incêndio acabaria por reduzir o próprio pomar a cinzas.

Para reler cliquem aqui .

Fiquei por isso intrigado quando, há algumas semanas numa das minhas viagens na A23, vi movimentações de pessoas e veículos junto às ruínas. Acabei por parar no local ontem, tendo constatado que o local está a ser alvo de uma intervenção arqueológica de fundo.

Foi com grande satisfação que, em conversa com o arqueólogo responsável soube, que a escavação se integra num projecto alargado que tem como finalidade a valorização e musealização das ruínas e a musealizaçãol. Para já, a escavação colocou a descoberto uma enorme propriedade de planta rectangular, com pátio interior, entrada lajeada, para além da zona dos celeiros e dos lagares onde foi encontrado um dolium, um grande pote de barro para armazenamento, entre vários tanques onde ainda é visível o revestimento original em opus signinum, um reboco grosseiro e impermeabilizante.

Também tive ocasião de saber que, muito perto dali, foram descobertas estruturas monumentais pertencentes a uma necrópole que terão sido provavelmente jazigos de família.

Todo o conjunto está datado como pertencendo ao Séc II.

segunda-feira, novembro 26, 2007

O gato Xau Xau

Desde que soube que existia um gato chamado Xau Xau que não descansei enquanto não rabisquei o trocadilho que me ocorreu.

Fi-lo da forma que mais gosto: no canto de uma folha, com uma esferográfica e a meio de uma reunião que se arrastava.

sexta-feira, novembro 23, 2007

A Bela Adormecida


Tive pela primeira vez o privilégio de assistir a um bailado de Piotr Tchaikovsky, "A Bela Adormecida", inspirado no conto homónimo de Perrault, anteontem no TAGV em Coimbra.
Se sobre a música de Tchaikovsky já tinha uma opinião formada, trata-se de um dos meus compositores favoritos, já em relação ao bailado a expectativa era grande e posso dizer que não saiu defraudada.
Ao longo de 3 Actos, tive ocasião de assistir a uma experiência única de música e cor, pincelada de graciosidade e leveza. Venha o Lago dos Cisnes!
Foi sem dúvida uma excelente noite, pelo espectáculo e, -claro!-, pela companhia ;).
imagem retirada daqui

segunda-feira, novembro 19, 2007

Um milagre em cada caixa de correio


Poderia ser este o slogan de uma campanha eleitoral mas não é. Trata-se apenas da conclusão que se tira da leitura de um simpático panfleto que encontrei há uns tempos na minha caixa de correio postal e que li com redobrada atenção.

Tratava-se do panfleto de uma congregação religiosa e, já se sabe, este blog dedica-se com particular atenção às questões religiosas desde que um estudo científico constatou que, em termos relativos de número de membros não praticantes, o Blog do Katano rivaliza com a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Ortodoxa e a equipa de futebol do Benfica.

Ora bem, este panfleto, que é um belo panfleto, muito colorido e atractivo, revela uma abordagem arrojada ao mercado da fé. Ao contrário de outros meios de divulgação de congregações religiosas que oferecem um milagre em troca da adesão (e de uma fatia do orçamento familiar), este oferece, imagine-se, dois milagres! Sim, dois milagres! Para mais, logo 2 milagres de peso: ali cura-se a SIDA e seca-se o cancro.

Se pensarmos que, por exemplo, na recente polémica do revés no processo de canonização dos pastorinhos em que, afinal, nem um reles caso de diabetes foi curado, este panfleto vem mais uma vez colocar o dedo na ferida: a Igreja Católica Apostólica Romana está claramente a perder a carruagem da sociedade actual.

Não se trata de acreditar que a Igreja C.A.R. não fosse capaz de depositar um panfleto na minha caixa de correio postal com o intuito de me cativar, pelo contrário, desde que recebi uma carta contendo um envelope RSF a pedir dinheiro para as obras da Igreja, acredito nisso. O problema é que, por este andar, esse panfleto viria escrito em latim e, já se sabe que isso criaria problemas enormes de interpretação. Afinal, SIDA em latim não existe e, por isso, teria de ser substituído por Peste Bubónica, algo que nem toda a gente sabe o que é. Se ainda fosse uma gripezita das aves...

Resta, depois desta reflexão, endereçar o meu voto de felicidades à Antonieta e ao Sílvio, e ainda por fazer um apelo aos órgãos de comunicação social para que se interessem mais por estas questões de saúde de modo a que não tenhamos de saber delas apenas por estes panfletos. O público tem todo o direito de saber que, algures, há alguém que se dedica a ordenar aos cancros que sequem no nome de Jesus.

Cartoon do katano


;)

domingo, novembro 11, 2007

Gaffe não programada

Terminei ontem finalmente o curso de formação pós laboral de Técnicas de Programação e que me obrigava a passar 2h de cada noite dos dias úteis na A23. Para dizer a verdade, passo tanto tempo na A23 que, caso um dia destes tenha de preencher qualquer formulário, me arrisco a escrever A23 à frente da palavra "Morada".

Não é que eu me esteja a queixar, porque se aceito um trabalho, não o faço sem ter total noção das suas implicações e não me assusta a perspectiva de me meter em algo que seja exigente a nível físico e psicológico, mesmo que isso implique dar 3h de formação à noite após um dia de trabalho.

Desta vez, o grupo era bastante interessante, muito heterogéneo em idades e competências o que tornou o desafio mais aliciante... e propenso ocorrências dignas de figurar na galeria dos melhores momentos cómicos.Em particular, houve um episódio que recordo vivamente.

Aconteceu logo numa das primeiras sessões, quando explicava às minhas formandas o conceito de algoritmo, que consiste basicamente em definir uma sequência de tarefas elementares, que constituem um processo destinado a atingir um determinado objectivo.

Consegui demonstrar que não existe uma linha de pensamento absoluta e que um algoritmo depende do raciocínio do autor, quando pedi que pegassem numa folha em branco e que fizessem uma bola. Se a maioria, condicionada pelo respeito pelo material, desenhou uma bola na folha, uma delas usou de uma abordagem pragmática e amachucou a folha dando-lhe a forma de uma bola.

O pior veio depois quando, procurando fazer ver que em tudo o que fazemos usamos algoritmos de forma inconsciente, pedi que descrevessem diversos algoritmos para tarefas diárias corriqueiras.

A certa altura sugeri que construissem o algoritmo para a tarefa de lavar os dentes e, nesse momento, uma senhora que estava na primeira fila sorriu....mostrando-me com isso que não possuía qualquer dente incisivo faltando-lhe também uns quantos caninos.

Duas hipóteses para sair daquela situação incómoda passaram pela minha cabeça. Uma delas consistia em apontar subitamente para a janela e chamar a atenção das formandas de forma veemente para o facto de o Elvis estar neste momento a passar pela rua. A outra consistia em deixar-me cair e fingir que estava a ter um ataque cardíaco.

De forma airosa, a própria senhora encontrou uma solução. Limitou-se a exclamar "Esse algoritmo, a mim, sai-me barato em pasta de dentes."
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