sexta-feira, novembro 30, 2007
"Onde é que vais dormir hoje?"
terça-feira, novembro 27, 2007
A segunda vida da Quinta da Fórnea



Em Setembro de 2006 publiquei aqui um post sobre a estação arqueológica da Quinta da Fórnea, anunciando aquilo que parecia a destruição e abandono de mais um sítio arqueológico. Na altura, vivia-se ainda na ressaca do atentado cometido pelo então proprietário do terreno que ignorando as evidências, plantara um pomar no terreno onde se encontravam as ruínas, usando para o efeito um bulldozer, atentado que eu denunciei no meu portal e na imprensa. Ironicamente, durante esse Verão, um incêndio acabaria por reduzir o próprio pomar a cinzas.
Para reler cliquem aqui .
Fiquei por isso intrigado quando, há algumas semanas numa das minhas viagens na A23, vi movimentações de pessoas e veículos junto às ruínas. Acabei por parar no local ontem, tendo constatado que o local está a ser alvo de uma intervenção arqueológica de fundo.
Foi com grande satisfação que, em conversa com o arqueólogo responsável soube, que a escavação se integra num projecto alargado que tem como finalidade a valorização e musealização das ruínas e a musealizaçãol. Para já, a escavação colocou a descoberto uma enorme propriedade de planta rectangular, com pátio interior, entrada lajeada, para além da zona dos celeiros e dos lagares onde foi encontrado um dolium, um grande pote de barro para armazenamento, entre vários tanques onde ainda é visível o revestimento original em opus signinum, um reboco grosseiro e impermeabilizante.
Também tive ocasião de saber que, muito perto dali, foram descobertas estruturas monumentais pertencentes a uma necrópole que terão sido provavelmente jazigos de família.
segunda-feira, novembro 26, 2007
O gato Xau Xau
sexta-feira, novembro 23, 2007
A Bela Adormecida
segunda-feira, novembro 19, 2007
Um milagre em cada caixa de correio

domingo, novembro 11, 2007
Gaffe não programada
Não é que eu me esteja a queixar, porque se aceito um trabalho, não o faço sem ter total noção das suas implicações e não me assusta a perspectiva de me meter em algo que seja exigente a nível físico e psicológico, mesmo que isso implique dar 3h de formação à noite após um dia de trabalho.
Desta vez, o grupo era bastante interessante, muito heterogéneo em idades e competências o que tornou o desafio mais aliciante... e propenso ocorrências dignas de figurar na galeria dos melhores momentos cómicos.Em particular, houve um episódio que recordo vivamente.
Aconteceu logo numa das primeiras sessões, quando explicava às minhas formandas o conceito de algoritmo, que consiste basicamente em definir uma sequência de tarefas elementares, que constituem um processo destinado a atingir um determinado objectivo.
Consegui demonstrar que não existe uma linha de pensamento absoluta e que um algoritmo depende do raciocínio do autor, quando pedi que pegassem numa folha em branco e que fizessem uma bola. Se a maioria, condicionada pelo respeito pelo material, desenhou uma bola na folha, uma delas usou de uma abordagem pragmática e amachucou a folha dando-lhe a forma de uma bola.
O pior veio depois quando, procurando fazer ver que em tudo o que fazemos usamos algoritmos de forma inconsciente, pedi que descrevessem diversos algoritmos para tarefas diárias corriqueiras.
A certa altura sugeri que construissem o algoritmo para a tarefa de lavar os dentes e, nesse momento, uma senhora que estava na primeira fila sorriu....mostrando-me com isso que não possuía qualquer dente incisivo faltando-lhe também uns quantos caninos.
Duas hipóteses para sair daquela situação incómoda passaram pela minha cabeça. Uma delas consistia em apontar subitamente para a janela e chamar a atenção das formandas de forma veemente para o facto de o Elvis estar neste momento a passar pela rua. A outra consistia em deixar-me cair e fingir que estava a ter um ataque cardíaco.
De forma airosa, a própria senhora encontrou uma solução. Limitou-se a exclamar "Esse algoritmo, a mim, sai-me barato em pasta de dentes."
quinta-feira, novembro 08, 2007
8 de Novembro, 13h30
Mais um incêndio que nasceu de uma queimada que se descontrolou juntinho à aldeia de Benespera, entre a Guarda e Belmonte. Ao passar esta manhã pela A23 pude testemunhar a queimada e, no regresso, era este o panorama.É inconcebível que, sabendo-se as condições climatéricas excepcionais em que nos encontramos, com um tempo anormalmente quente e seco, se continuem a fazer queimadas (já nem falo de se fazerem queimadas sem se terem as devidas precauções).
Também é para mim difícil de compreender a quantidade de espectadores, habitantes da aldeia, que se limitam a ficar especados sem tomarem qualquer atitude perante um incêndio que, com algum trabalho conjunto, seria relativamente simples de circunscrever.
Fica este cenário como um novo flagelo para a Natureza nesta altura do ano. Não bastavam os caçadores...
sábado, novembro 03, 2007
Já agora gargalha-se mais um bocadinho...
O seguinte exemplo vem de Sesimbra, essa bela localidade à beira mar, e de um estabelecimento verdadeiramente do katano, anónimo e escolhido completamente ao acaso que brinda os clientes com verdadeiros petiscos, a saber: Pork meet sanduihs, beef steak sanduihs, tosts, cappuccino, shiken e irish coffe. De fazer crescer água na boca!
Contudo, também fomos brindados com a foto seguinte que, não sendo da área da oferta turística nacional, vem provar que, se no resto do país há realmente exemplos paradigmáticos da excelência da expressão escrita, não é menos verdade que, na capital, vive-se num patamar acima do resto do país. Eis uma montra de um agente autorizado das principais marcas de comunicações móveis que prima pelo design, pela atractividade e, acima de tudo, pela qualidade na expressão escrita.
sexta-feira, novembro 02, 2007
It's favor to gargalheite

Eis um exemplo do porquê não ser recomendável fazer a transcrição directa das traduções feitas na Internet. Quando menos esperamos, queremos elaborar um sério aviso informativo e sai uma piada que fere de morte a nossa credibilidade.
Esta foto foi retirada do Estrela no Seu Melhor e retrata um aviso que estava em exposição na entrada do Covão da Ametade, na parte superior do vale glaciar de Manteigas.
Para tornar a situação ainda mais caricata, de acordo com o autor do blog, quem pretender recibo do pagamento (para quem perceber que a mensagem é a sério), terá de se deslocar a Manteigas, à sede do PNSE, onde lhe será passado o dito recibo... por um valor menor do que aquele que pagou.
Não bastavam as vaquinhas que pululam um pouco por todo o lado no Covão e que deixam a sua assinatura inconfundível um pouco por todo o lado...
A propósito...
A propósito desta inusitada tradução, lembrei-me da surpresa que foi para mim há uns anos atrás ler um artigo sobre o Castro da Argemela em inglês, que também ele havia sido traduzido do português para inglês (este pelo Altavista) e cujo título era agora "I Castrate of the Argemela"...
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