quinta-feira, setembro 27, 2007

Por terras dos Francos IX

Em Verdun, o solo ainda mostra as cicatrizes dos violentos combates de 1916




VERDUN - Capital Mundial da Paz

Em plena I Guerra Mundial, vivia-se em 1916 uma situação de impasse na Frente Ocidental. Após uma primeira fase em que os alemães conseguiram colocar o exército francês em retirada e chegaram mesmo a bombardear os subúrbios de Paris, o avanço alemão viu-se barrado na batalha do Marne.

Da Alsácia ao Canal da Mancha, forma-se uma frente de batalha estática em que a cada ataque de uma das partes se sucede um contra-ataque do adversário sem quaisquer resultados práticos de uma parte ou de outra. É a Guerra de Posições no seu auge.

Consciente de que os franceses e ingleses planeiam um ataque em larga escala no Somme, o comandante do exército alemão, o General von Falkenhain decide antecipar-se e ferir de morte o exército francês com um golpe decisivo. Depois de algumas hipóteses é escolhida a zona de Verdun, a cerca de 300km a sul do Somme, um "espinho" na linha da frente. 

Verdun é um local que faz parte da mitologia nacional francesa, como Guimarães faz parte da mitologia nacional Portugal pois foi aí que os netos de Carlos Magno assinaram no Séc. IX o tratado que deu origem à França (e também à Alemanha).

O plano de Falkenhain é simples: lançar um ataque total sobre a região fortificada de Verdun para aí atrair e aniquilar o exército francês. Falkenhain apoia-se no facto de a alemanha possuir maiores reservas humanas para se sobrepor ao exército francês e ao, mesmo tempo, planeia com isto desferir um golpe moral fortíssimo na moral da França para levar a à capitulação.

A 21 de Fevereiro um intenso bombardeamento de 1.200 peças de artilharia sobre uma frente de 10km assinala o início do combate, largando sobre as posições francesas 2 milhões de obuses apenas nos dois primeiros dias! Em seguida a infantaria avança sobre as devastadas trincheiras francesas não esperando qualquer resistência da parte dos seus defensores. Contudo a realidade é diferente. Os pequenos grupos sobreviventes do exército francês que ficaram isolados decidem resistir a todo o custo conseguindo com isso travar o avanço alemão o suficiente para permitir a reorganização da defesa da região fortificada de Verdun.

O General Pétain é encarregue da defesa de Verdun e lança a frase da ordem: "Eles não passarão!". Com bastante inteligência, redistribui os recursos pela linha da frente ao mesmo tempo que a estrada que liga Bar-le-Duc a Verdun, a única estrada ainda segura, é usada para trazer reforços e abastecimentos. Denominada "Via Sagrada", por ela chegam a Verdun 50.000 homens e 90.000 toneladas de equipamento por semana em camiões que passam a cada 14 segundos a uma velocidade 40 km/h.


Ainda assim, o forte de Douaumont, considerado o ponto central de toda a região fortificada frente a Verdun cai sem combate em mãos alemãs e mais tarde, a segunda fortaleza mais importante, o forte de Vaux, rende-se também após uma resistência heróica. Os alemães conseguem chegar a dada altura a 3km de Verdun e é anunciada a queda do forte de Souville, ultimo ferrolho antes de Verdun. No entanto o anúncio é prematuro pois a guarnição de Souville não se rende e continua a combater dentro das galerias da fortaleza resistindo até que um contra-ataque consegue libertar o forte.


Ao mesmo tempo, a partir de Junho de 1916, os aliados conseguem afectar recursos suficientes para desencadear o ataque no Somme obrigando os alemães a transportarem para aí várias divisões que combatem em Verdun. Este momento marca a viragem em Verdun pois os alemães ficam em definitivo na defensiva.


Daí até Novembro, os franceses conseguem reconquistar praticamente todo o terreno perdido no início da batalha, reconquistando inclusive os fortes de Douaumont e Vaux mais uma vez sem combate.


No final, tudo volta à primeira forma e em Novembro termina a batalha. Balanço final: 350.000 mortos do lado francês e 320.000 mortos do lado alemão.

quarta-feira, setembro 26, 2007

A Honra de Almaceda


Ontem, a propósito de um pastel de nata que havia ficado solitário no seu prato perante 6 pessoas com evidente vontade de o comer (mas que se entregaram ao típico altruísmo hipócrita do "Fiquem vocês com ele!" quando na verdade, se ninguém estivesse a ver, se apropriariam dele em completa sofreguidão), lembrei-me de uma história que a minha falecida avó paterna me contou. Foi provavelmente num daqueles serões à lareira onde os meus avós me contavam aquelas histórias que misturavam a tradição, o sobrenatural e a história da região ingredientes que faziam as minhas delícias.


Dizia então a minha avó que, ali para os lados da aldeia de Almaceda, decorria uma boda e na refeição que reuniu os convivas após a cerimónia de casamento, foram servidas sardinhas.


A dada altura, sobrava apenas uma sardinha no prato, perante o olhar guloso e silêncio cúmplice dos convidados que, por uma questão de decoro, não se atreviam a pegar nela.


Subitamente, não se sabe se por obra de alguém ou por intervenção divina, alguém apagou as luzes da sala e foi então que, nesse preciso momento, foram encontrados no prato da sardinha sete mãos e um pé.


"E esta meu filho, é a honra de Almaceda", concluíu a minha avó com um esboço de sorriso trocista.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Por terras dos Francos VIII


Desde que estamos aqui, a nossa antiga vida ruiu, sem que tenhamos contribuído para tal. Temos tentado, mais de uma vez, procurar a razão e a explicação, mas não o temos conseguido de modo satisfatório. Precisamente para nós, que temos 20 anos, tudo está particularmente anuviado: para Kropp, Muller, Leer e eu, para todos nós a quem Kantorek chama mocidade de ferro.

Os soldados mais velhos estão solidamente ligados ao passado. Possuem uma base, famílias, filhos, profissões e interesses já bastantes fortes para que a guerra não seja capaz de os destruir. Mas nós, com os nossos 20 anos, só temos os nossos pais e, alguns, uma amiguinha. Não é grande coisa.

Na nossa idade a autoridade dos pais está reduzida ao mínimo e as mulheres ainda não nos dominam. Fora disto não havia em nossas casas mais coisa alguma: um pouco de sonho extravagante, algumas fantasias e a escola. A nossa vida não ia mais além. E de tudo isto nada resta.

O Kantorek diria que nós nos encontrávamos precisamente no limiar da existência. É assim, efectivamente. Não tínhamos ainda criado raízes. A guerra, como um rio, levou-nos na sua corrente. Para os outros, de mais idade, ela não passa de um intervalo. Podem pensar em alguma coisa fora dela. Mas nós fomos apanhados por ela e ignoramos como isto acabará. O que sabemos simplesmente, neste momento, é que nos tornamos nuns brutos de uma forma estranha e dolorosa, ainda que muitas vezes não possamos já sentir a tristeza.

Erich Maria Remarque in “A Oeste nada de novo”, Europa-América 1929

Erich Remarque serviu no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial tendo sido ferido por 5 vezes e tendo sido reenviado outras tantas para a frente de combate. No final da guerra, impressionado pelos horrores vividos nas trincheiras, escreveu um livro no qual conta a história de um soldado alemão que vê morrer os seus valores, o seu modo de vida e finalmente os seus camaradas, acabando ele próprio por morrer.

Na sua obra, retrata o absurdo da Guerra e o estado de espírito dos soldados que tinham pura consciência de estar a combater numa luta que não era a deles.

O título da obra é extraído de um célebre e telegráfico comunicado de situação de combate na Frente Ocidental (segundo a perspectiva alemã) e é um paradigma da guerra das trincheiras: "Nada de novo na Frente Ocidental."

segunda-feira, setembro 17, 2007

Por terras dos Francos VII


Destroços do que foi outrora a fortificação de Thiaumont que, durante os 10 meses da Batalha de Verdun, mudou de mãos cerca de 20 vezes.



"Aqui, é preciso vencer ou morrer". Temos a impressão de sermos tropas sacrificadas para retardar o melhor possível o avanço do inimigo e para permitir aos nossos de se reorganizarem sobre a linha das fortalezas, algo que deveria estar feito já há muito tempo. Durante o resto da noite, instalamo-nos como podemos mas não é fácil, os abrigos são insuficientes. Tentamos entrar em contacto com as tropas que deveriam estar à nossa direita e à nossa esquerda. Não há ninguém ou então estão demasiado afastadas. Todos têm o coração tão apertado que ninguém pensa sequer em comer.

Há já dois dias que não apanhamos com grande coisa, caem apenas alguns 77 sobre a nossa posição o que é espantoso pois os alemães devem ter esta colina bem demarcada. Finalmente o dia ergue-se. Observamos o terreno à nossa frente: tudo parece calmo na planície que conseguimos perceber até bastante longe, apenas algumas patrulhas ou homens isolados. Dizem-nos para nos escondermos o melhor possível pois os aviões inimigos circulam nos céus e arriscamo-nos a levar com os obuses que nos caem em cima e que lhes são destinados. É preciso também não nos fazermos detectar.

A manhã passa suficientemente tranquila, não somos bombardeados de forma alguma até que, por volta das 11 horas, a fuzilaria rebenta à nossa esquerda. Conseguimos ouvi-la mas, ao mesmo tempo, um sargento surge gritando: "Toda a gente para fora, vêm aí os Boches!".


Testemunho de Léon Vuillermoz, cabo do 23º Regimento de Infantaria, destacado para a aldeia de Vaux no momento do ataque alemão à região fortificada de Verdun

sábado, setembro 15, 2007

Chineses do katano


Segundo o ruinix, e a fazer fé na foto que publica no seu blog, em Shangai a malta veste roupa do Katano! É a globalização a agir na internacionalização do conceito!

quarta-feira, setembro 12, 2007

Para Eneia


Estive ontem num lugar onde as inquietações me perderam e onde encontrei uma paz que talvez não devesse ter maculado com palavras.


Devo-o a esse sorriso desenhado em tons de inocência, a esse olhar onde se misturaram todas as coisas bonitas em ti e a essas tuas palavras sugeridas em tom de melodia.

domingo, setembro 09, 2007

Por terras dos Francos VI

A meteorologia

Um exemplar único de um bovídeo anfíbio, animal muito raro observável apenas em circunstâncias muito particulares


O rio Loue na sua passagem por Quingey com um nível de água 1,5m mais alto que o habitual para esta época. Acabaria por estabilizar de forma a permitir um percurso de 12km em canoa.



A meteorologia é um tema incontornável de qualquer descrição de férias sendo que a presença de um Sol abrasador durante as mesmas um factor indispensável de sucesso.

Se há coisa que me irrita são aquelas pessoas, com um bronzeado que as aproxima - e de que maneira - das suas raízes africanas e que contam as suas aventuras na piscina do hotel ou na praia sob um Sol tórrido.

Há dois reparos que se impõem: primeiro eu tenho olhos na cara e consigo perceber que aquele bronzeado não foi de certeza por estarem demasiado próximos do microondas. A minha astúcia permite-me deduzir rapidamente que tal se deve a uma exposição solar prolongada, embora claro haja sempre a hipótese de recorrer aos solários. Em segundo lugar, basta tomar como referência qualquer operário de construção civil para ver que estes corajosos e coloridos veraneantes não passam de meros amadores e, mais pertinente ainda, estes operários são pagos para se bronzearem! Não andam é para aí a dizer "Oh <turpilóquio>, fui para uma <turpilóquio> de uma obra ali para o Algarve e estava cá uma torra! Mas olha que havia lá gajas bem boas! ". Aparentemente motivo de orgulho é dizer "Fui para a praia, mantive um comportamento digno de um vegetal e fiquei assim bronzeado! Não é espectacular?".

Bom, tudo isto para dizer que bronzear-me nas férias não será para mim um objectivo primordial e que o mais comum, dado o tipo de actividades a que gosto de me dedicar, será obter um bronzeado "estilo camionista".

Contudo, também gosto que as minhas férias coincidam com condições metereológicas favoráveis o suficiente para percursos de exploração e visita. Ora acontece que nestas férias, sobretudo no Norte de França, as minhas férias tiveram tudo menos isso!


A minha chegada ao Franco-Condado foi o prenúncio do que estava para vir pois aconteceu por volta das 23h sob um temporal tremendo. Ao mesmo tempo, soube que parques de campismo estavam a ser evacuados (só de uma vez evacuaram 300 campistas) devido a inundações, inundações essas que motivaram também o corte de diversas estradas e provocaram avultados prejuízos desde o Franco Condado até à Suiça.

Felizmente a coisa acabaria por estabilizar o suficiente para que pudesse fazer diversos percursos e actividades muito simpáticos. Ao menos isso!

sexta-feira, setembro 07, 2007

Interlúdio

Agora que estou de regresso, e enquanto não acabo de publicar todos os posts sobre os locais que visitei, aproveito para colocar aqui um vídeo simpáticamente enviado pelo Wolverine relativamente ao resumo alargado na TVI do último Leiria x FCPorto.
Vêm alguém conhecido na bancada?



Uma pista: procurem um casal sentado e, em particular, um em que o elemento masculino exiba uma postura concentrada, inteligente e terrivelmente bonito.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Por terras dos Francos V

As ruínas romanas de Villards d'Heria

Este impressionante conjunto de ruínas da época romana situa-se no departamento do Jura, junto a Saint Claude e a uma distância relativamente curta da Suiça.

Trata-se de um complexo religioso e centro de peregrinações construído no Séc I, com ocupação até ao Séc II, dedicado a uma divindade aquática local. Actualmente conhece-se as estruturas que formavam o centro religioso do local: um templo, um complexo termal, um hospital para assistência aos peregrinos. No entanto, a poucos minutos daqui e junto a um lago no cimo de um monte, foram também descobertos dois templos, um dedicado a Marte e o outro a Belona.

Aqui a água é um elemento fundamental e o motivo para a construção destas estruturas pois, para além do riacho que aqui passa (o templo foi mesmo construído sobre ele), existem várias nascentes de água que provêm do lago mais acima. A estrutura geológica particular do local fazia com que o débito de água fosse muito irregular podendo mesmo parar e recomeçar algumas vezes durante o dia. Este facto fazia com que, à luz da superstição e crendice da época, se acreditasse que neste local morava uma divindade.
Por outro lado, os romanos pretendiam impressionar o a tribo local dos Sequanos e assim, para além da própria construção do templo, regularizaram o curso do riacho através da construção de muros nas margens e canalização das restantes nascentes.




A plataforma sobre a qual assentava a cela do templo

Uma das piscinas do complexo termal. Entre a escadaria ainda subsiste o revestimento em chumbo para purificar a água e proteger a pedra do desgaste

O tanque sagrado situava-se num pátio em frente à cela do templo e actualmente encontra-se num subterrâneo de captação de água para a localidade de Villards d'Heria

segunda-feira, agosto 20, 2007

Por terras dos Francos IV

PONTAIX



A aldeia de Pontaix, com o seu casario junto ao rio Drome, o seu castelo medieval em ruinas (destruído por explosão durante os conflitos religiosos do Séc XIV) e o seu templo protestante outrora igreja, fica situada numa regiao de altas escarpas calcarias junto ao planalto do Vercors que encerra uma tragica historia de um massacre dos Resistentes pelas forças mecanizadas alemãs durante a II Guerra Mundial.



Em Pontaix fiquei alojado numa simpatica vivenda junto ao rio e o meu anfitriao teve a amabilidade de me fazer visitar as caves onde fabrica a sua "Clairette de Die", oferecendo-me depois um conjunto de 18 garrafas. Malta, preparem-se para as jantaradas!

O processo de fabricacao deste vinho espumante obedece a varias etapas. Em primeiro lugar, o vinho e engarrafado ainda sem ter completado a sua fermentacao, sendo as garrafas fechadas com uma carica e ficando em repouso durante 4 meses. O CO2 libertado durante a fermentacao fica assim aprisionado sendo o gas que forma as "bolhinhas" que se libertam quando abrimos a garrafa para consumo. Por outro lado, nem todo o acucar e transformado em alcool o que da ao vinho o seu teor adocicado.

4 meses depois, as garrafas sao abertas em ambiente controlado sob pressao para manterem o gas, e sao esvaziadas para se poder filtrar o vinho (que entretanto ganhou deposito) que passa por um filtro de fibras e argila. As garrafas sao entretanto lavadas e o vinho acaba por ser novamente engarrafado sendo fechado desta vez com as rolhas que nos sao familiares (tipo cogumelo) mas que, antes de serem colocadas nas garrafas, tem no seu todo exactamente o mesmo diametro. Isto ajuda a dar uma ideia da forca com que sao colocadas o que se torna necessario devido a pressao do gas contido no vinho.

DIE



A cidade de Die, a Colonia Dea Augusta Voncotorium romana, fica a poucos quilometros de Pontaix e e a capital do vinho espumante que tem o seu nome.

Aproveitei para dar um passeio pelo centro historico e tambem ao longo das muralhas que, durante pouco mais de 1km, nos fazem viajar desde a epoca romana ate ao Sec XV.

Relativamente ao sector romano das muralhas, foi interessante verificar que o enchimento dos muros contem frisos, fustes e capiteis de colunas o que permite algumas suposicoes relativamente ao contexto em que foram construidas.

Convem primeiro explicar que as muralhas eram construidas erguendo-se dois muros paralelos, de silhares de tamanho apreciavel, sendo esses muros separados por cerca de 2 metros (neste caso particular) e o espaco entre eles era depois preenchido com pedra irregular e argamassa.

Ora bem, se na epoca do auge da Pax Romana, as cidades nao tinham muralhas ou, no caso de terem, estas detinham um papel principalmente honorifico e nao tanto de defesa, as muralhas de Dea Augusta deixam adivinhar uma construcao apressada com tudo o que estava disponivel o que sugere a eminencia de uma ameaca. Barbaros? Guerra civil? Os ultimos anos do Imperio foram sem duvida conturbados.

Da epoca, podemos ainda encontrar a chamada porta de Saint Marcel, uma das entradas na cidade romana ladeada por duas torres circulares e na qual foi reaplicado um arco monumental municipal cheio de decoracoes.

CREST


Alguns dias depois iniciei a viagem para a minha proxima etapa, tendo aproveitado para, no trajecto e a relativa curta distancia de Pontaix, visitar a torre da vila de Crest.

Trata-se de uma soberba construcao que impressiona pela sua invulgar altura e trata-se do resultado da evolucao de uma fortificacao que, antes de ser castelo, comecou por ser uma torre isolada.

O monumento foi depois adaptado a prisao tendo funcionado assim ate ao Sec XIX, altura em que viria a ser abandonado. Os grafitis sobrepostos nas diversas celas sao o testemunho de muitos que aqui passaram e inclusive aqui morreram, sendo que alguns desses grafitis sao verdadeiras obras de arte.

Vale a pena subira ate ao alto da torre para admirar a vista que alcança até dezenas de quilometros em redor.

Depois de algumas horas aqui, continuei a viagem para norte ate a regiao do Franco Condado, Franch-Comte, onde me encontro desde entao.

A seguir: O Franco Condado, Verdun, Suica, Paris.
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