Faço hoje aqui um post mais sério para prestar a minha homenagem a uma grande pessoa que hoje foi a enterrar na vila de Silvares, a Senhora Maria de Nazaré Pereira. |
quarta-feira, maio 09, 2007
quarta-feira, maio 02, 2007
Caça ao mito - I

Kathy Evans, residente em Idaho, trouxe a humilhação para os seus amigos e família quando inaugurou uma nova escala de estupidez com a sua aparição no popular show de TV "Quem quer ser milionário".
Evans, uma esposa e mãe de 2 filhos de 32 anos, ficou presa logo na 1ª pergunta. Os fãs do programa dizem que ela conseguiu fazer o pior uso de sempre das suas ajudas. Depois de ser apresentada à apresentadora do concurso Meredith Vieira, Evans assegurou que estava pronta para jogar, e foi-lhe feita uma pergunta extremamente simples de 100$. A pergunta era:
Qual é o maior dos seguintes elementos?
A) Um amendoim
B) Um elefante
C) A Lua
D) Hey, a quem é que estás a chamar grande?
Imediatamente a Sra. Evans foi tomada pelo pânico assim que percebeu que esta era uma questão à qual efectivamente não sabia responder. " Hum, eh pá... esta é difícil" disse Evans, enquanto Vieira fazia o seu melhor para esconder a sua incredulidade. " Quer dizer, tenho a certeza que já ouvi falar de algumas destas coisas antes, mas não tenho ideia dos seus tamanhos".
Evans decidiu usar a 1ª das suas ajudas, o 50/50. As respostas A e D foram retiradas, deixando por decidir qual seria maior, um elefante, ou a lua. Contudo, Evans continuava com poucas certezas. " Oh retirou as duas para as quais me inclinava!" exclamou Evans. " Que chatice, acho que é melhor ligar a uma amiga".
Usando a 2ª das suas ajudas, a senhora Evans pediu para ligarem à sua melhor amiga Betsy, uma empregada de escritório. "Olá Betsy! Tudo bem? É a Kathy! Estou na TV!" disse Evans, desperdiçando os primeiros 7 segundos da chamada. " Ok tenho uma pergunta importante. Qual dos seguintes elementos é o maior? B Elefante, ou C a Lua? Tens 15 segundos." A Betsy rapidamente disse que a resposta certa era a C é " Lua.
Evans continou a conversar com a amiga nos 10 segundos seguintes. " Vá lá Betsy tens a certeza?" Disse Evans. " Quanta certeza tens? Não pode ser essa." Para o espanto de todos a monga Evans declinou a ajuda da sua amiga. " Não sei se posso confiar na Betsy. Ela não é assim tão inteligente. Acho que vou pedir a ajuda do público" diz Evans.
O público respondeu 98% a favor da resposta C é" Lua. Tendo usado todas as ajudas, Evans tomou a escolha mais burra da sua vida. "Uau, parece que toda a gente está contra o que eu estou a pensar" disse a estúpida Evans. " Mas sabe, às vezes temos que seguir o nosso palpite. Vamos ver! Para a pergunta de qual é maior, o elefante ou a lua, eu escolho a B é " Elefante. É a minha resposta final". Foi então dito a Evans que estava errada, sentada perante a audiência embasbacada, e que a resposta certa era de facto, C é " A Lua.
Se calhar não temos porque nos espantar.
Afinal este é o país onde Bush foi eleito, e por 2 vezes... ;)
Desmistificação:
Se é certo que eu adoraria que esta história fosse verdade -até porque concordo em absoluto com a ideia da última frase-, ainda assim achei suspeito dado o facto de 99% da informação que nos chega através de e-mails reencaminhados ser falsa.
Sendo assim, fiz uma pequena pesquisa no instrumento universal de referenciamento de mitos cibernáuticos - o Google -, e descobri (sem grande supresa) que se trata de mais um mito urbano.
A história é retirada deste site: http://www.bsnews.org/articles/135, que é uma espécie de edição electrónica de um jornal de casos insólitos, não necessariamente verídicos, com propósitos humorísticos. Aliás, o próprio site tem na sua descrição a seguinte frase:
"DISCLAIMER: BSNews.org, and all it's contents, fall under the category of Satire and Parody. Don't take any of this bullshit seriously, ok? In other words, NONE OF THIS IS REAL! Understand? Good."
Se mais dúvidas houvessem, aqui fica o sítio de onde a imagem original foi retirada e, já agora, cá está ela.
Pensem bem na próxima vez que decidirem espalhar notícias infundadas sobre senhoras de respeito cujo sonho é, segundo o site, tomar banho em chocolate.
segunda-feira, abril 30, 2007
Moedas com história - I
O valor das moedas não reside só no seu valor intrínseco, seja ele pequeno ou elevado, mas reside também na história que cada moeda conta, história essa que alcança a dimensão que a nossa própria curiosidade permite. Quem a cunhou? Quando? Onde? O que significam as suas inscrições? De que é feita?
O primeiro exemplo é uma curiosa moeda palestiniana de 1927. Esta moeda veio-me parar às mãos por volta de 1988 e foi-me oferecida por um colega, entretanto falecido, como reconhecimento por o ter deixado copiar num teste de uma disciplina da qual não me recordo.
5 MILS - Palestina, 1927
Metal: Cuproníquel (liga comum de 75% Cobre e 25% de níquel)
Diâmetro: 2 cm (0,7 cm de diametro do orificio)
Anverso: Valor facial de 5 Mils, com legenda com caracteres europeus, hebraicos e árabes
Reverso: Inscrição "Palestina 1927", com data em numeração árabe e hebraica, e "Palestina" escrito com caracteres europeus, hebraicos e árabes
Contexto histórico: Embora actualmente o território da Palestina seja aquele considerado como o correspondente ao Estado da Palestina (Faixa de Gaza e Cisjordânia), históricamente o território da Palestina corresponde ao agregado do Estado de Israel com o do Estado da Palestina.
Tendo sido um território sucessivamente ocupado por potências estrangeiras (Egipto, Assíria, Babilónia, Pérsia, Macedónia, Roma/Bizâncio, Árabes...) desde a Antiguidade, o termo Palestina tem a sua origem no povo Filisteu (Pelashet) sendo conhecido como Pelashtim (Terra dos Filisteus).
Sendo parte do Império Otomano de 1517 até 1918, o território da Palestina cai em poder do Reino Unido no final de I Guerra Mundial, na sequência da Declaração de Balfour na qual se promete uma nação para o povo judaico (ao mesmo tempo que apelam ao nacionalismo árabe para o estabelecimento de um estado árabe independente na mesma região de modo a fragilizar o Império Otomano, aliado da Alemanha), ficando sob administração civil britânica a partir de 1920. Esta dualidade de compromisso irá gerar um dos mais graves conflitos actuais no Médio Oriente.
A administração britânica cessará em 1948 coincidindo com a proclamação do Estado de Israel ao qual se opuseram os vizinhos novos países árabes pois Israel propõe-se a ocupar zonas para além do território estabelecido pela ONU.
Uma coligação militar árabe entra então em acção para salvaguardar os interesses da maioria árabe na região, os palestinos, iniciando o conflito israelo-árabe que se arrasta até hoje.
quinta-feira, abril 26, 2007
Vasco Lourenço, Capitão de Abril (em entrevista)

1.
Acho que deve haver uma diferença entre liberdade e libertinagem, porque nós temos de ter a capacidade de decidir por nós próprios, de acordo com os nossos princípios e com aquilo em que acreditamos, mas tendo em conta que cada um dos elementos da sociedade tem direito à mesma liberdade, não podendo a nossa liberdade condicionar a dos outros.
quarta-feira, abril 25, 2007
Foi há 33 anos...
quarta-feira, abril 18, 2007
A piada do ano...
Pelos vistos, um determinado indivíduo pensou que as imagens eram transmitidas ao vivo e... palavras para quê?

imagem enviada por e-mail
terça-feira, abril 17, 2007
E agora, a publicidade.
http://vendoomeubar.blogspot.com
A ideia não é original, eu sei... Mas vamos ver se resulta.
segunda-feira, abril 16, 2007
Sugestão de leitura
Segundo comentava o enviado especial, até durante o dia os satélites conseguiam captar a gigantesca coluna de fumo que se erguia de Israel, e, à noite, as colossais labaredas iluminavam o céu e avistavam-se de quase todo o país.
No meio dos inconsequentes comentários das outras reclusas, a mulher pôs-se de pé, de braços erguidos para o céu, e, ante a surpresa de todos, gritou, primeiro em hebreu, depois em espanhol:
- Cumpriu-se a profecia! Foi estabelecida uma nova aliança! – Cruzou os braços sobre o peito e ajoelhou diante das espantadas companheiras. – Começou a guerra entre os filhos da luz e os filhos das trevas! Arrependei-vos, pois chegou a hora do vosso juízo!
A Quarta Aliança – Gonzalo Giner
Editora Ulisseia
quarta-feira, abril 11, 2007
Emancipação animal
sábado, março 31, 2007
Motivos porque não gosto de mentir no 1º de Abril
O que é certo é que nem a própria tradição tem uma origem consensual. Vejamos o que nos diz a Wikipédia sobre o assunto:
"Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia da Mentira. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril"."
Pessoalmente, este dia é para mim um dia infeliz do nosso calendário e não gosto, sinceramente, de perder tempo a inventar histórias escabrosas e explico porquê:
Corria o belo ano de 1991 (ou seria 1992?) e vivia eu despreocupadamente a minha passagem pelo 11º ano quando, num 1º de Abril, fui com um grupo de amigos até um salão de jogos para mais um daqueles renhidos tira-teimas de snooker. Era na altura uma tradição diária obrigatória.
Estávamos então prestes a atingir o momento crítico do nosso jogo de snooker, quando de repente, um estrondo se fez ouvir junto à porta de entrada do salão e, ao olhar para ver o que havia acontecido, tive ainda tempo para ver uma mulher cair no chão frente a um sujeito que segurava uma caçadeira fumegante.
Escusado será dizer que o pânico se instalou de imediato entre todos os presente pois, sendo uma situação extrema em termos emocionais, não sabíamos muito bem o que fazer e, sobretudo, não sabíamos o que poderia acontecer em seguida.
Certo é que o autor do disparo voltou para a sua casa mesmo em frente ao salão enquanto a vítima permanecia no chão. Se há visão que não vou esquecer nunca é a desta mulher deitada naquela calçada irregular, os espamos que a sacudiam como se se estivesse a debater, e o fio de sangue que corria entre as pedras.
Claro que tentámos ligar para o número de emergência, na altura o 115, depois para a PSP e para os bombeiros mas, invariavelmente, todos nos respondiam da mesma forma: "Meninos! Isso não são coisas com que se brinque!".
Deviam ter passado cerca de 15 minutos quando alguém (o grande Carlos!) decidiu sair a correr para ir pelo próprio pé procurar ajuda. Ao que parece, um polícia caminhava já ali por perto em ritmo calmo, próprio de quem vai cumprir um frete, enquanto uma ambulância subia a avenida sem ultrapassar a velocidade máxima permitida dentro das localidades pelo código da estrada.
Só quando o Carlos se agarrou ao polícia dizendo que tinham morto uma mulher é que este fez sinal à ambulância que já se encontrava ali e esta finalmente cumpriu os últimos 60m em alta velocidade com as luzes rotativas ligadas.
Evidemente, a senhora acabou por falecer.
PS - Tomei o cuidado de escrever isto antes da meia-noite para não comprometer a credibilidade desta história.