quarta-feira, março 21, 2007

O teu pai é um alcoólico anónimo?

Esta semana tem sido fértil em efemérides, de tal forma que arrisco dizer que temos sido brindados com uma fértil média de 1,5 efemérides/dia.

Tomemos o dia de hoje como exemplo. Hoje assinala-se o início da Primavera e, ao mesmo tempo e até adequadamente, comemora-se o dia mundial da poesia. A relação é evidente: pólen, flores, passarinhos a fazer o ninho, amor, poesia. Há aqui toda uma saudável mistura de temas e é muito fácil misturar o tema do amor com a poesia polvilhando-o ao mesmo tempo com alusões a flores e passarinhos. O belo poema "Fui ao jardim da Celeste / Muitas rosas eu lá vi / Mas a rosa mais bonita / Que lá estava eras ti" é disso um exemplo.

Estranho foi o que sucedeu anteontem, dia 19 de Março, no qual se celebrou o Dia do Pai e, ao mesmo tempo, o ... dia nacional do Alcoólico Anónimo. Qual é a relação? Quem é que se foi lembrar disto? Terá sido um ministro que quis homenagear em simultâneo o seu pai e o seu passatempo que consistia em deglutir umas cervejolas em série? É sem dúvida uma questão pertinente e que pode dar azo a conflitos familiares graves.

Não se admirem pois se um qualquer pai anónimo tiver retribuido um cumprimento filial do género "Parabéns pai! Hoje é o teu dia!" com um paternal soco.

segunda-feira, março 05, 2007

Quando eles pensavam que tudo estava terminado...

... o pior pesadelo deles voltou!!

Já é oficial!



A Cooperativa das Artes está de volta!

Em Abril num local perto de si.

Preparem-se para os shots mais infames feitos aqui pelo mestre.

domingo, março 04, 2007

Semanas agitadas...

Não tem sido fácil arranjar tempo para me sentar e escrever e sinto falta disso. Contudo, como têm corrido os últimos dias (melhor dizendo, todo o mês de Fevereiro) também não tenho tido ocasião para pensar o assunto.

Com o meu tempo já dividido entre a Ensiguarda e o Inftur, recebi uma proposta para dar formação em horário pós-laboral, 3 dias por semana, também na Guarda. Normalmente, quando a proposta não mexe com o meu horário laboral, tenho uma certa dificuldade em dizer não até porque, como diz o meu pai, há que aproveitar o que se pode porque amanhã podemos não o poder fazer.

Se por um lado a experiência acabou por ser um oportunidade de avaliar os meus limites (andei lá perto), apesar do cansaço, por outro lado fui privado de várias coisas importantes que me fizeram questionar se isto realmente vale a pena.

Senti isso quando apenas consegui ir visitar o meu pai ao hospital após quase uma semana de internamento e apenas o consegui fazer uma vez até ele finalmente ter saído, e depois quando no dia do meu aniversário trabalhei das 8h30 às 23h30 para depois preparar chegar a casa e preparar o trabalho do dia seguinte.

Se por um lado é gratificante sentir que o meu trabalho é valorizado e convivo com a necessidade permanente de fazer qualquer coisa, por outro lado vivo sempre com a sensação de estar a passar ao lado de algo, como se estivesse numa estação a ver chegar a partir comboios, com uma emimente sensação de esterilidade emocional indesejada.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

STOMP!

Tive o privilégio de assistir ao vivo no último domingo, no auditório dos Oceanos no Casino de Lisboa, à actuação dos STOMP e, apesar de já antecipar o que iria encontrar, acabei por ficar profundamente surpreendido.

Numa performance de hora e meia mais teatral e humorística do que o esperado, o grupo contagiou com a sua performance uma assistência entusiasta, mostrando que a música e o ritmo estão bem vivos de cada um, bastando apenas um pouco de imaginação para os fazer sair e ganhar expressão pois até um simples saco de plástico pode ser um instrumento musical.


Pela minha parte é certo que lavar a loiça nunca mais voltará a ter o mesmo significado!

Simplesmente... ESPECTACULAR!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Agora SIM

Parece que finalmente a maioria dos que se deram ao trabalho de votar decidiu optar por uma escolha racional e menos hipócrita (se formos analisar a fundo, o uso de contraceptivos não é já per si uma forma de impedir alguém de nascer?). A eles o meu aplauso.

Lamentável é mais de metade da população nem sequer se ter dado ao trabalho de ir votar devido, ao que parece, às condições climatéricas que pelos vistos tem uma influência decisiva neste tipo de referendos. Recordo que no referendo de 98 também devido ao clima, cerca de 60% do eleitorado se baldou preferindo ir para a praia.

Embora não sendo vinculativo devido à abstenção, as esferas políticas obviamente souberam interpretar estes resultados pelo que a lei em breve deverá ser alterada. A ver vamos como vai correr a adaptação dos serviços de saúde a esta nova realidade.

Como dizia o meu pai ontem "Com o sistema de saúde que temos, as grávidas vão andar em lista de espera durante anos até conseguirem fazer o aborto".

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Se o "NÃO" ou a abstenção ganharem...

... o aborto clandestino continuará a ser um problema real e não deixará de acontecer;
... o abandono infantil continuará a ser um problema real e não deixará de acontecer;
... continuarão a morrer mulheres por complicações resultante de terem de se sujeitarem a condições degradantes;
... continuarão a ser julgadas e expostas a público mulheres que já por si estarão em terríveis condições psicológicas por terem tido de abortar;
... a ideia de se lutar para dar "uma casa e um futuro" às mulheres grávidas sem condições continuará a ser uma utopia;
... 4 amigas minhas continuarão a ter de sofrer em silêncio.
Eu vou votar sim.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

E por falar nos Monty Python...

Sabem qual é a origem do termo SPAM?

SPAM
SPAM é a designação universal atribuída a correio electrónico. São mensagens enviadas em massa, sem o prévio consentimento do destinatário, para vários endereços em simultâneo e são quase sempre de teor comercial e publicitário.

Sim, isso eu já sei. E daí?...
Originalmente, SPAM, foi o nome dado a uma marca de presunto picante (Spieced Ham) enlatado fabricado por uma empresa norte-americana que vende o produto desde 1937. É curioso como o nome de uma marca de comida enlatada se tornou sinónimo de uma das piores pragas da Internet.

Presunto picante?!
Tudo se explica quando o grupo de comediantes Monty Python, num sketch de televisão “Monty Python´s Flying Circus” , na década de 70, encena uma cena surreal num restaurante em que todos os pratos do menu incluíam SPAM. A empregada de mesa descreve aos clientes os prato, repetindo a palavra “spam” para sinalizar a quantidade de presunto que é servida em cada prato. Enquanto ela repete “spam” várias vezes, ouve-se um coro de Vikings cantar uma canção, cuja letra se reduzia praticamente à palavra “spam”. Naquela cena, “spam”, era algo não desejado, que estava em todo o lado e dificultava a comunicação.

Então foram os sacanas dos Monty Python...
Assim, alguns utilizadores começaram a relacionar a irritante e repetitiva música “spam”, com as mensagens também irritantes e repetitivas que bombardeiam as nossas caixas de correio electrónico mandadas por alguns utilizadores que anunciam produtos ou ideias. Assim, entre o SPAM dos Monty Python e o SPAM que diariamente invade as nossas caixas do correio, só existe em comum o exagero e a insistência.


P.S.: A tradução em chinês é para quem não percebe inglês.

Fonte: Dicionário Digital.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Futebol filosófico

Sim! No blog do Katano também nós nos rendemos ao facilitismo que é postar simplesmente um vídeo em vez de uma complexa dissertação sobre um qualquer tema minimamente interessante.

Monthy Python e um exemplo de como por vezes o futebol pode ser um exercício de filosofia.

Acabei o post! Realmente assim é outra coisa... Começo a compreender muito "bloguista" que anda para aí.

domingo, janeiro 07, 2007

Adeus Rua da Cale - III

Bom, depois de um telefonema de profundo tom de indignação por parte do meu ex-senhorio a exigir saber onde estava uma tomada de antena de televisão e uma tampa de sanita que se encontravam (tempo passado no que se refere à tampa de sanita), creio que já posso dar por encerrado o capítulo da Rua da Cale.

Claro que seria talvez interessante salientar que eu havia desmontado a tomada de antena por indicação do próprio senhorio que na altura o recomendou pelo facto de a tomada não funcionar e ser necessária uma ligação directa. Por outro lado talvez fosse relevante fundamentar o facto de me ter livrado da velha tampa de sanita por questões de foro higiénico (nada de pessoal contra o prévio inquilino).

Mas pronto, o Sr Zé ficou satisfeito e isso é que interessa.

Chegou agora o capítulo da minha vida dedicado a uma zona mais nobre do Fundão... Eis a primeira imagem da vista que se pode contemplar a partir da minha varanda (Sim! Eu tenho uma varanda! E persianas também!).

Os mais atentos com certeza conseguirão perceber um espaço mais amplo embora ao fim e ao cabo pouco se altere: na Cale eu tinha a casa do Rato a tapar-me a vista e agora tenho aqueles dois monólitos Cutileirescos do suposto monumento à cereja a desempenhar o mesmo papel. Paciência, não se pode ter tudo!

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Adeus Rua da Cale - II


Depois do último post sobre o tema, recebi uma missiva de protesto por parte da comissão de moradores e comerciantes da Baixa Cale reclamando do facto de estar a passar uma imagem muito negativa da rua e, como tal, estar a inibir o crescimento da sua densidade populacional e actividade comercial. Estranho foi também receber uma missiva da comissão de moradores e comerciantes de Alta Cale a protestar contra o facto de estarmos a aceitar missivas remetidas pela comissão de moradores e comerciantes da Baixa Cale.

Seja como e como não nos interessa minimamente prejudicar seja quem for (a não ser que se trate de um qualquer indivíduo microcéfalo que amíude tem dificuldades em demonstrar o seu carinho pela namorada de outra que forma que não seja pelo contacto brusco de uma mão fechada no queixo da dita cuja e possuídor de um canídeo não claustrofóbico com uma necessidade pertinente de brincadeira), o Blog do Katano declara ter o maior prazer em aqui apresentar um instantâneo que, qual verdadeiro postal a roçar a obra de arte, proclama bem alto o encanto dessa artéria mítica.

É de facto um instantâneo do Katano que nos permite observar a Rua da Cale por uma perspectiva diferente!
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