"É uma coisa que quando entra no computador lixó todo"
quarta-feira, setembro 20, 2006
Virus informático
Num teste de diagnóstico, pedi aos meus formandos que me dissessem o que entendiam por vírus informático. Eis a resposta de um deles:
Da fatalidade nasce a ironia...
Há cerca de um ano atrás denunciei, através do ArqueoBeira, um atentado ao património arqueológico ocorrido entre Belmonte e Caria, no sítio arqueológico romano da Quinta da Fórnea.
Na altura, o novo dono do terreno, onde se situam os restos desta villa romana do Séc I ou II que inclusive levou ao desvio do traçado original da A23, decidiu surribar toda a zona envolvente que ainda não havia sido alvo de pesquisas arqueológicas, arrasando estruturas ainda soterradas, com vista à plantação de um pomar.
Desde o proprietário até ao IPPAR, passando pela Câmara Municipal de Belmonte, todos imitaram o tranquilo Pilatos, lavando as mãos de tão incómodo assunto e o assunto morreu como tantos outros semelhantes.
Contudo, a ironia pode por vezes manifestar-se sob formas perfeitamente inusitadas e também aqui isso aconteceu quando, há menos de 2 semanas, um incêndio que devastou a serra da Esperança, se propagou a esta zona e dizimou o pomar, que entretanto se vira invadido de vegetação silvestre por incúria do proprietário que já não se encontrava, pelos vistos, imbuído do primitivo espírito laboral de outrora.
Nem pomar, nem ruínas... Assim termina o caso da Quinta da Fórnea. Diem perditim...
quarta-feira, setembro 13, 2006
Geografia avançada

Conta-se que um motorista fundanense mais desatento terá desrespeitado um semáforo vermelho, continuando o seu trajecto com uma desfaçatez ao nível de alguém que passei numa praia de nudismo envergando um fato de protecção anti-radiação.
Contudo, na sombra, um agente da autoridade atento não contemporizou e, de imediato, deu ordem de paragem ao incauto prevaricador.
Abordando-o, questionou-o sobre o porquê da sua prevaricação, ao que o prevaricador tentou responder airosamente alegando que era daltónico.
Ciente da sua missão de aplicação indiscriminada de justiça, o garboso agente da GNR usou da sabedoria popular que dita que, a pergunta astuta, se deva dar uma resposta arguta e de imediato atirou:
-"E vocês lá na Daltónia não têm semáforos também?"
Perante isto, sou acometido de uma grave dúvida: se eu quiser ir de férias para a Daltónia, será que aceitam euros?
terça-feira, setembro 12, 2006
Serviço público do Katano - Fraude no Multibanco
Mais uma vez, o Blog do Katano assume-se como verdadeiro veículo de informação de serviço público, colocando-se na vanguarda do combate às fraudes bancárias, desta vez no que às fraudes com cartão multibanco diz respeito.
Quem quiser ficar devidamente esclarecido sobre o assunto, deverá clicar no link abaixo e não será desprimor algum se divulgar o endereço.
http://www.lusawines.com/public/prevencaoATM.swf
Quem quiser ficar devidamente esclarecido sobre o assunto, deverá clicar no link abaixo e não será desprimor algum se divulgar o endereço.
http://www.lusawines.com/public/prevencaoATM.swf
segunda-feira, setembro 04, 2006
Matrimónio
Contraíram matrimónio na Igreja Matriz do Fundão no passado dia 2 de Setembro os nossos assinantes Pedro Brito e Virgínia Quelhas, perdão... Brito, ambos nossos assinantes e residentes no Fundão.
Aos noivos endereçamos os nossos votos de felicidades fecundas e agradecemos também por tão profícuas festividades.
Apresentamos em seguida algumas fotografias do evento nas quais o noivo é agredido barbaramente por um indivíduo não identificado perante a passividade dos espectadores.


À margem do matrimónio
Chegou à nossa redacção a notícia de que, enquanto decorria em bom ambiente a festa de casamento, um automóvel terá sido vandalizado, tendo sido envolvido em 500 metros de película celofane, juntamente com um grelhador de churrasco, um pneu, um atrelado de tractor e uma macieira.
Manifestamos desde já o nosso mais profundo repúdio por tão bárbaro acto de atentado à propriedade privada e endereçamos aos lesados um profundo sentimento de solidariedade, disponibilizando, se assim for necessário, o transporte da película celofane para o ecoponto mais próximo.
Aos noivos endereçamos os nossos votos de felicidades fecundas e agradecemos também por tão profícuas festividades.
Apresentamos em seguida algumas fotografias do evento nas quais o noivo é agredido barbaramente por um indivíduo não identificado perante a passividade dos espectadores.


À margem do matrimónio
Chegou à nossa redacção a notícia de que, enquanto decorria em bom ambiente a festa de casamento, um automóvel terá sido vandalizado, tendo sido envolvido em 500 metros de película celofane, juntamente com um grelhador de churrasco, um pneu, um atrelado de tractor e uma macieira.
Manifestamos desde já o nosso mais profundo repúdio por tão bárbaro acto de atentado à propriedade privada e endereçamos aos lesados um profundo sentimento de solidariedade, disponibilizando, se assim for necessário, o transporte da película celofane para o ecoponto mais próximo.
quinta-feira, agosto 31, 2006
Hoje é a vez delas...

Só acho uma injustiça de todo o tamanho não ser convidado para esta despedida de solteiro. Não é por estar recheada de francesas não comprometidas mas simplesmente porque não gosto de alimentar actividades que discriminam os seus participantes em função do sexo. Por isso é que só há guerras e tragédias neste mundo...
terça-feira, agosto 29, 2006
Do Katano breaking news
Caros leitores, temos o orgulho de anunciar, em primeríssima mão, que os problemas de integração cultural das minorias residentes no nosso país estão em vias de resolução! Tivemos oportunidade de constatar agora mesmo a prova desse facto: Acaba de passar um veículo, em dúbio estado de conservação é certo, preenchido por ocupantes de etnia cigana, que ouviam em plenos watts a banda sonora da Floribela cantada por um senhor que desconheço, possuidor de voz rouca e acompanhado por uma música de nítido cariz flamenco!
"Aiiiiiii... Não tenho nada, mas tenho tudo, tudo. Olééééé....!"
"Aiiiiiii... Não tenho nada, mas tenho tudo, tudo. Olééééé....!"
segunda-feira, agosto 28, 2006
The monster demands a mate

Um hino à celebração efusiva é o mínimo que se pode dizer para descrever suscintamente a despedida de solteiro do nosso camarada Pepe.
Apesar do embargo à presença de senhoras, da América do Sul ou da Europa de Leste, decretado pelo anfitrião, a festa não deixou de ser um momento vibrante e que deixa boas recordações.
Esta é uma singela homenagem que aqui faço ao evento, com a exibição do cartaz oficial que, juntamente com outro elemento de sinalética proibindo a entrada a pessoas estranhas entre as 20h30 e as 7h da manhã do dia seguinte, foram distribuídas pela periferia da quinta onde decorreram as festividades.
O Blog do Katano esteve obviamente presente, tomando a seu cargo a confecção do jantar e a preparação dos shots que abrilhantaram a noite. Já agora, importa dizer que quem resistiu aos rigores das festividades e manteve contra tudo e contra todos o espírito festivo foi mesmo a representação deste blog.
À margem do evento - declaração oficial
Enquanto de forma inocente e descontraída decorriam as festividades, chegou-nos a notícia do desaparecimento de diversas placas sinalizadoras de delimitação de zona de caça associativa que se encontravam instaladas nas imediações.
A comissão de festas manifesta aqui o seu total repúdio por aquilo que considera ser um acto de deliberado vandalismo gratuito e desde já se isenta de qualquer responsabilidade no ocorrido até porque está mais que demonstrado que este tipo de placas não constitui um ornamento de grande valor estético, nem tão pouco constituem uma base para copos muito prática dadas as suas dimensões.
Aproveitamos aqui para endereçar a nossa solidariedade para com os funcionários a cargo da Direcção Geral de Recursos Florestais que, de forma abnegada e irrepreensível, haviam procedido à colocação das placas nos quintais, ruas e rotundas da periferia do centro urbano do Fundão.
Do mesmo modo, declaramo-nos inteiramente disponíveis para colaborar no apuramento da verdade deste caso, sendo nossa firme convicção que, o caçador nacional, deverá poder perseguir e abater qualquer elemento animal do universo cinegético nacional nas ruas e quintais da nossa cidade se assim o entender.
quinta-feira, agosto 24, 2006
Já que falamos de sacerdotes católicos...
Ainda o último post não tinha tido tempo de aquecer o seu nicho, quando começámos a ser bombardeados com vários e-mails, uns protestando contra a ligeireza da minha abordagem ao assunto, outros felicitando este blog por ser um local onde todos os cultos são tratados por igual e de forma concisa, e outros ainda a pedirem-me a receita da confecção de Chow Min Fan.
Entre esses e-mails destaco o de uma fã confessa deste blog que aborda a questão da seguinte forma:
"Caro Blog do Katano
Fique de certa forma supreendida por constatar que se procurou aqui fazer uma homenagem póstuma à memória de um padre da igreja católica quando, todos os sabemos bem, padres há que são levados da breca!
Para corroborar esta minha indignação, envio este extracto de um documento que se encontra na Torre do Tombo, dando conta de um caso históricamente comprovado"
Eis o testemunho que consiste num processo judicial contra o então padre de Trancoso, corria o áureo séc XV:
Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta edois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.
Total:duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".
Anexo posterior:
"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar apovoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
É caso para dizer que, se um padre tiver que ter filhos, que vá para uma aldeia perdida na serra e que tenha muitos, senão está metido num sarilho!
Entre esses e-mails destaco o de uma fã confessa deste blog que aborda a questão da seguinte forma:
"Caro Blog do Katano
Fique de certa forma supreendida por constatar que se procurou aqui fazer uma homenagem póstuma à memória de um padre da igreja católica quando, todos os sabemos bem, padres há que são levados da breca!
Para corroborar esta minha indignação, envio este extracto de um documento que se encontra na Torre do Tombo, dando conta de um caso históricamente comprovado"
Eis o testemunho que consiste num processo judicial contra o então padre de Trancoso, corria o áureo séc XV:
Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta edois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.
Total:duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".
Anexo posterior:
"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar apovoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
É caso para dizer que, se um padre tiver que ter filhos, que vá para uma aldeia perdida na serra e que tenha muitos, senão está metido num sarilho!
Até sempre camarada Padre Barreiros!
Para que a memória não se desvaneça, impõe-se um oportuno tributo a uma personalidade maior do Fundão que ontem foi a enterrar: o grande Padre Barreiros, pároco desta cidade desde que eu me lembro de ter pela primeira vez aprendido o conceito de pároco. Agora que falo nisto, acho que foi no mesmo dia em que aprendi o conceito de "idiossincracia" e ainda no mesmo dia em que aprendi a fazer crepes. Admito contudo que possa estar enganado.
Esta minha homenagem deve-se ao facto de eu ter tido a oportunidade de privar duas vezes com o Padre Barreiros de forma mais directa, para além de uns quantos convívios indirectos fruto da minha presença em vários casamentos e baptizados.
Recordo-me de uma vez em que ia na rua e, ao longe e em sentido contrário, percebi a aproximação do Padre Barreiros. Ao chegar perto de mim, olhou-me e, confundindo-me com outra pessoa disse-me uma única frase: "Boa tarde!". A minha resposta não se fez esperar e, sem o deixar respirar, de imediato lhe atirei também "Boa tarde!". Foi um bonito momento.
Também me recordo de um baptismo em particular em que, previamente, ele disse que o incomodavam muito aquelas pessoas que iam para a igreja armadas em turistas a tirar fotos, pedindo também que as fotos fossem tiradas no exterior do templo. No final, as coisas não correram bem assim e, no início timidamente até depois descambar num desenfreado movimento colectivo, todos começaram a fotografar os pais e o pequeno protagonista recém-entrado no clube da cristandade como se não houvesse amanhã.
Num casamento realizado também na igreja do Fundão, sob o ministério do Padre Barreiros, este declarou oportunamente, ainda a cerimónia não estava concluída, que seria agradável que as pessoas atirassem flores aos noivos um pouco mais longe da igreja pois esta havia sido limpa ainda nessa manhã e não queria que a sujassem de novo.
No final, tomados pelo frenesim próprio de alguém que tem pétalas e arroz na mão e acaba de avistar um casal de noivos, não foi dada aos protagonistas sequer a hipótese de verem a luz do Sol. No final, o exterior da igreja pareceu-me mais limpo que o interior.
Finalmente, recordo-me de uma outra ocasião em que, no calor de mais um noite boémia, eu e um grupo de indivíduos que não vou aqui identificar mas que não incluía de modo algum a Catarina, nos dedicámos a espalhar uma panóplia de preservativos, recém adquiridos num distribuidor próximo, pelo balcão da casa do insuspeito sacerdote.
São histórias que guardarei sempre com muito carinho num compartimento do cofre das minhas recordações.
Até sempre camarada Padre Barreiros!
Esta minha homenagem deve-se ao facto de eu ter tido a oportunidade de privar duas vezes com o Padre Barreiros de forma mais directa, para além de uns quantos convívios indirectos fruto da minha presença em vários casamentos e baptizados.
Recordo-me de uma vez em que ia na rua e, ao longe e em sentido contrário, percebi a aproximação do Padre Barreiros. Ao chegar perto de mim, olhou-me e, confundindo-me com outra pessoa disse-me uma única frase: "Boa tarde!". A minha resposta não se fez esperar e, sem o deixar respirar, de imediato lhe atirei também "Boa tarde!". Foi um bonito momento.
Também me recordo de um baptismo em particular em que, previamente, ele disse que o incomodavam muito aquelas pessoas que iam para a igreja armadas em turistas a tirar fotos, pedindo também que as fotos fossem tiradas no exterior do templo. No final, as coisas não correram bem assim e, no início timidamente até depois descambar num desenfreado movimento colectivo, todos começaram a fotografar os pais e o pequeno protagonista recém-entrado no clube da cristandade como se não houvesse amanhã.
Num casamento realizado também na igreja do Fundão, sob o ministério do Padre Barreiros, este declarou oportunamente, ainda a cerimónia não estava concluída, que seria agradável que as pessoas atirassem flores aos noivos um pouco mais longe da igreja pois esta havia sido limpa ainda nessa manhã e não queria que a sujassem de novo.
No final, tomados pelo frenesim próprio de alguém que tem pétalas e arroz na mão e acaba de avistar um casal de noivos, não foi dada aos protagonistas sequer a hipótese de verem a luz do Sol. No final, o exterior da igreja pareceu-me mais limpo que o interior.
Finalmente, recordo-me de uma outra ocasião em que, no calor de mais um noite boémia, eu e um grupo de indivíduos que não vou aqui identificar mas que não incluía de modo algum a Catarina, nos dedicámos a espalhar uma panóplia de preservativos, recém adquiridos num distribuidor próximo, pelo balcão da casa do insuspeito sacerdote.
São histórias que guardarei sempre com muito carinho num compartimento do cofre das minhas recordações.
Até sempre camarada Padre Barreiros!
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