sexta-feira, agosto 04, 2006

O Mais Trabalhador de Todos os Portugueses

terça-feira, agosto 01, 2006

Um domingo diferente - II

A segunda parte do circuito contemplou uma visita a 2 castros da província de Salamanca, ambos castros fundados por uma tribo que dominou a região: os Vetões.

Etapa 3 - Castro de las Merchanas




As fotos acima dizem respeito ao Castro de las Merchanas, perto da vila de Lumbrales, castro cuja muralha foi alvo de uma intervenção de restauro e que apresenta marcas de duas épocas distintas: pré-romana e romana. Apesar de se situar no "meio do nada", este castro encontra-se dotado de painéis explicativos colocados em locais estratégicos que permite aos visitantes interpretar o que estão a ver, nomeadamente os seus muros colossais em pedra seca (sem material ligante) e as inscrições que surgem nelas.

Contudo, a cereja no topo do bolo é o mirador que se encontra numa elevação que confronta com o planalto do castro. Aqui, alimentado a energia solar, encontra-se um posto de informação audiovisual que, em espanhol ou português, dá a conhecer ao visitante o que se sabe da história do castro. Também se encontra aqui um painel com a comparação dos instrumentos de uso diário de então com os actuais, para além de um conjunto de slides ilustrativos da conquista romana do castro, jogos de pergunta-resposta e um óculo de observação do castro.


Etapa 4 - Castro de Yecla de Yeltes




Outro belíssimo exemplar da arquitectura militar castreja é este castro situado relativamente perto do anterior.

Aqui é possível percorrer todo o perímetro muralhado de cerca de 2km de perímetro, que foi restaurado praticamente na íntegra, interpretando o que se vê através de painéis explicativos estratégicamente colocados.

Trata-se de um castro que teve ocupação até à alta Idade Média e que no interior das muralhas tem uma eremida na qual se realiza anualmente uma importante cerimónia religiosa.

Também se podem aqui contemplar várias gravuras rupestres muito interessantes, para além de uma necrópole e de um interessante sistema defensivo que eu desconhecia para este tipo de estrutura: aquilo que os espanhóis chamam de piedras hincadas ou estacadas, que são inúmeras pedras fincadas na vertical ao redor das zonas mais vulneráveis do castro de modo a impedir ataques de cavalaria. Este sistema também se pode ver no castro anterior (2ª fotografia).

Um domingo diferente - Interlúdio


Durante a realização desta incursão sobre Espanha, aproveitámos para conduzir um estudo sobre a implementação do HACCP nos estabelecimentos de hotelaria castelhanos. Os resultados nem sempre foram satisfatórios.

Em San Felices, graças à colaboração do indivíduo que se vê na foto (obtida por câmara oculta, isto é, mais ou menos oculta) e que, por motivos de segurança, solicitou que fosse mantido o seu anonimato, foi possível detectar a estranha aplicação massiva de ambientadores que se vêm em segundo plano.

Pensámos nós que tal se destinasse a camuflar de certa forma o odor peculiar que advinha das instalações sanitárias cujos canais de escoamento se achavam entupidos com uma panóplia de materiais não solúveis.

Após aturada discussão, o equívoco foi desfeito e pudemos concluir que este estabelecimento se preocupa de sobremaneira com as questões de acessibilidade. Sendo assim, é possível a um qualquer cidadão invisual descobrir per si a rota para os sanitários, tudo isto numa atmosfera subtilmente adocicada por um aroma multifloral campestre.

Outra questão pertinente que à partida também não foi bem interpretada prende-se com a qualidade de serviço pois, neste estabelecimento, é dada ao cliente a oportunidade de participar activamente nos aspectos laborais do serviço.

A mecânica é simples: efectua-se o pedido ao funcionário que se encontra no local (não confundir o seu ar resultante de profunda actividade cerebral com um ar de enfado pela perspectiva de ter de efectuar uma amplitude invulgar de movimentos) e este procede em seguida à colocação dos itens solicitados sobre o balcão.

A autorização para o cliente abandonar a cadeira onde se encontra sentado, para ter o privilégio de se dirigir ao balcão de modo a obter os objectos do seu pedido, é dada por uma pancada seca de mão aberta em cima do balcão por parte do empregado, seguida de um aceno subtil de cabeça, sinal claro de anuência, para além de um som gutural indecifrável.

Seguidamente, e após confirmar que o transporte da mercadoria solicitada até à mesa da qual partiu originalmente o cliente sequioso foi bem sucedida, o funcionário manifesta o seu sentimento de contentamento, por mais um dever cumprido, saindo de trás do balcão para retomar a leitura do jornal desportivo de ocasião.

Trata-se assim de uma experiência interactiva de integração social através do trabalho inolvidável que é uma autêntica bandeira da capacidade de acolhimento de nuestros hermanos.

segunda-feira, julho 31, 2006

Um domingo diferente - I

Confrontado com a perspectiva de consagrar novamente o dia de ontem ao meu binómio dominical favorito, - café avec jornal -, decidi mudar outra vez os planos e dar outro saltinho ao país vizinho. Vai daí que, em vez de passar o dia a anhar (copyright by Cathy), fui percorrer os campos e serranias de aquém Ribeira de Tourões fazendo um circuito que acabou por ser muito interessante. Aqui ficam alguns instantâneos:

Etapa 1 - Siega Verde - Arte Rupestre do Paleolítico



Trata-se de um núcleo de arte rupestre na margem esquerda do Rio Águeda ali como quem vai de Villar de la Yegua para Ciudad Rodrigo. Tem um centro de interpretação com exposição museológica, recriação do ambiente e do aspecto dos nossos antepassados da época à escala natural, sala de vídeo e visitas guiadas aos diferentes painéis.


Etapa 2 - San Felices de los Gallegos - Idade Média / Idade Moderna


Pequena aldeia que conserva uma forte traça medieval com fortificações do Séc XVII. Fundada pelo Bispo do Porto no Séc. VII, seria uma povoação do Reino de Portugal até ao Séc XV. O seu castelo foi mandado construir pelo nosso D. Dinis tendo depois sofrido uma profunda alteração já sob a tutela de Castela. Na foto é possível observar ao longe a Serra da Marofa e ao lado a elevação onde se situa a aldeia portuguesa de Castelo Rodrigo.

quinta-feira, julho 27, 2006

Mira que nos habemos marchado a España - I


O último fim de semana ficou marcado por uma incursão Tuga sobre terras de Castela, em particular sobre a grandiosa ciudad de Salamanca, com todo o seu esplendor e magnificiência.


Na foto, é possível ver dois tugas procurando reproduzir a típica foto do turista com pose brejeira em plena Plaza Maior, que asseguro é bem grande e repleta de gente, seja a que horas for.

Contudo, há um pormenor que enriquece e muito a foto. Vejam o que está a acontecer com aquele trio à direita... Países diferentes, costumes idênticos.

Deliciosa simplicidade


"Se tratarmos uma doença, ganhamos ou perdemos. Se tratarmos uma pessoa, ganhamos sempre independentemente do resultado"

Robin Williams interpretando o médico "Patch" Adams, num filme com o mesmo nome, sobre este médico que revolucionou a medicina ao aplicar a filosofia de que o médico deve tratar o paciente com humor e com amor.

terça-feira, julho 18, 2006

Uma explosão com quase 200 anos


"A terra tremeu e vimos um imenso tornado de fogo e fumo erguer-se no centro da Praça. Foi como a erupção de um vulcão - uma visão que não consigo esquecer após 26 anos. Enormes blocos de pedra precipitaram-se nas nossas trincheiras, matando e ferindo vários dos nossos homens. Canhões de calibre pesado ergueram-se dos muros e precipitaram-se longe destes. Quando o fumo se dissipou, grande parte de Almeida havia desaparecido e o resto era apenas um amontoado de destroços"

Testemunho do Coronel Sprünglin, oficial francês durante o cerco a Almeida em 1810

O rabo da Ana Malhoa

Caros amigos e transeuntes tresmalhados, eu até faria Copy + Paste (em português: Copiar Mais Colar) da apreciação que o Ricardo Araújo Pereira (R.A.P.) fez ao site da celebérrima Ana Malhoa (Shakira quem és tu?) mas depois o sujeito começaria decerto a fazer o mesmo com a literatura deste blog.

Assim, para evitar chatices para o lado dele, afinal ele só tem 3 amigos e eu tenho um gang ou melhor, conheço um amigo que tem um gang, o melhor é irem ao Blog do Gato Fedorento e apreciarem a primeira incursão do R.A.P. pelo mundo tortuoso da avaliação de web sites.

PS - Aproveito para dizer que se trata de um belo traseiro: não consigo discernir um grama de tecido adiposo naqueles glúteos! Ah, é verdade! Ela também canta. Enfim, dizem que sim...

sexta-feira, julho 07, 2006

Uma ideia...

Há uns anos atrás, o Eng. Martins, meu professor de Controlo Industrial, revelou-me que a inteligência humana era mensurável e que a sua unidade de medida era o TAR.

Como eu fiquei a olhar para ele com ar desconfiado, continuou dizendo que o TAR, como qualquer outra unidade de medida, tinha múltiplos e submúltiplos.

No caso do TAR, a sua milésima parte era um... MILITAR.

Lembrei-me disto hoje e achei importante partilhá-lo.
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