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Ele há coisa do Demo...



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Com a restauração da independência nacional em 1640, a bandeira sebastianista de escudo português (terminado em arco de círculo) encimado pela coroa real fechada (agora com 5 arcos em vez de 3), persiste como símbolo nacional. As únicas alterações que sofre até 1834 são a inclusão de um gorro púrpura na coroa, simbolizando um estatuto imperial e, por alturas do reinado de D. João V, o escudo é estilizado à maneira barroca, em voga na altura, sendo agora um escudo terminado em arco contracurvado.
Durante este período ocorre contudo uma alteração temporária significativa. Durante o reinado de D. João VI, com a afirmação do Brasil como reino dentro de uma "federação portuguesa" e consequente denominação de Reino Unido de Portugal, Algarve e Brasil, a bandeira sofre uma importante modificação.
Em 1830, com a vitória dos Liberais sobre os Absolutistas na Guerra Civil de 1832-1834, é instaurada uma nova bandeira cuja alteração em relação à anterior se prende com a divisão do fundo em duas cores: azul e branco. A bandeira tinha exactamente metade de cada cor e o escudo assentava no centro da bandeira com metade sobre cada uma das cores.

Cerca de 100 anos depois das últimas alterações, outro rei de nome João, agora D. João II "O príncipe perfeito", introduz novamente alterações no escudo de armas nacional. Concretamente, ordenou que se levantassem os escudetes laterais, que até então estavam deitados, talvez por achar que assim se transmitia uma imagem de maior orgulho e altivez, e também ordenou que se retirasse do escudo a cruz da Ordem de Avis. Terá pensado que esta estava a mais no escudo e não se integrava nos restantes símbolos de identidade nacional?
De igual modo, o número de castelos na bordadura foi regularizado, surgindo em número de 7 (como na imagem acima) ou 8 de forma a fazer um preenchimento uniforme.

Quando D. Manuel I, primo de D. João II, sobe ao poder, verifica-se uma nova quebra na linhagem de sucessão real e, como anteriormente aconteceu, verificou-se uma nova alteração das armas reais que, pela primeira vez, surgem sobre uma bandeira branca.
Para além da novidade na forma do escudo, agora ogival (com D. João III o arco inferior do escudo passaria a redondo), surge sobre este uma coroa aberta pretendendo simbolizar o reforço da autoridade real.
Com D. Sebastião, a coroa passaria a ser fechada (para reforçar ainda mais a ideia de autoridade do poder real) e o número de castelos passaria em definitivo a 7. Parece ter sido nesta altura que a bandeira passou a ter uma forma rectangular em substituição da tradicional bandeira quadrada. Esta seria também a configuração da bandeira e das armas do escudo português durante os 60 anos de domínio espanhol.


A certa altura surgem os antepassados daquilo a que hoje nos referimos como as "chagas de Cristo", os besantes de prata, que derivam do nome da moeda então usada em Bizâncio, capital do Império Bizantino. Estes besantes teriam tido um duplo significado pois, para além de significarem uma valorização do escudo do agora Reino de Portugal numa afirmação de autonomia em relação a Castela, poderiam também ter sido cabeças dos pregos de aço que o agora rei Afonso I de Portugal teria colocado no seu escudo para o reforçar.
O que é certo é que, não havendo uma explicação definitiva para o seu aparecimento, estes besantes teriam sempre um número muito variável durante a Idade Média e o seu número actual só seria fixado definitivamente já no Séc. XV por D. João II.
Com D. Sancho I, filho de Afonso I, a cruz desaparece surgindo em seu lugar os escudetes, também conhecidos como quinas, com 2 deles deitados e 3 de pé. Esta poderá ter sido uma variação estética da cruz mas há outra explicação com cariz de lenda que diz que quando Afonso I passou o seu escudo ao seu filho, já pouco restava da primitiva cruz de tecido azul para além dos 5 pedaços que se encontravam ainda fixados pelos pregos.
Não sendo uma explicação na qual nos possamos fundamentar sem deixar de lado as dúvidas, certo é que o número 5 é um número privilegiado na heráldica, não sendo raras as vezes que encontramos brasões com 5 elementos no seu escudo. Os próprios besantes dentro dos escudetes do ecudo nacional seriam mais tarde fixado em 5.
Não será de todo descabido acreditar que esta evolução em relação à cruz de Afonso I, terá sido uma simples questão de... estética.



Francês:
C'est un marriagem ça! Eh dis donc hein!