sábado, julho 30, 2005
Tuguices
"Esta é aquela altura do ano em que os portugueses dizem uns para os outros com ar circunspecto e circunstancial, ou melhor, com ar circunspecto ou circunstancial, vou aproveitar as férias para ler e escrever. Sobretudo ler, ler, tenho um monte de leituras para pôr em dia. (...) E é já a seguir, é mesmo já a seguir, vem a lista extensiva e exausta do monte de leituras para pôr em dia. Normalmente, um best-seller dqueles com o selo de autenticidade dos best-sellers aprovados pela weltanschauung contemporânea, vulgo zeitgeist, vulgo "uma cena da moda", normalmente, dizia eu, um desses livros género Dan Brown ou Thomas Harris (em inglês dans le texte e em paperback) e nunca, nunca, um desses livros do género Rebelo Pinto ou Paulo Coelho, que não correspondem ao cânone e são só lidos pelas classes inferiores que nunca, nunca, são suficientemente superiores ou cultas para responderem a inquéritos de Verão dos jornais ou terem amigos cultos que, nas férias, aquilo que fazem é essencialmente (e o advérbio é fundamental) ler e escrever, muito ler e escrever.
(...) Os portugueses mentem. Mentem com quantos dentes têm na boca. E dizem que vão ler. Que vão ler aquilo, aquelas coisas, o Homero traduzido em português dans le texte e misturado com a areia da praia, o Dan Brown em inglês dan le texte caído no bordo salpicado de cloro de piscina, e quiçá um pesado romance de século XIX, que andam para "reler" (outra mentira, mais fina, é a dos que deixaram de ler, apenas relêem) há anos, que pesa pelo menos 489 gramas e que eles tentarão equilibrar numa mão, enquanto seguram o toldo do vento e a trela do cão na outra.
Mentem e continuam a mentir, faz parte do sistema, está-lhes, como dizia o povo, na massa do sangue. Porque, se os portugueses lessem tanto como mentem, éramos o povo mais culto da Europa, quiçá do mundo inteiro, e não somos. Não somos não. Perguntem nas papelarias dos hipermercados, visto que não se pode chamar àquilo livrarias. Perguntem e apurem a qualidade das respostas. A verdade é que somos um dos povos mais incultos, iletrados e analfabetos da Europa, e não é por falta de livros ou de dinheiro, nem por causa do défice. Se há dinheiro para CD e T-Shirts da Zara, para telemóveis e carros, também haveria para livros, embora em se tratando de livros venha logo aquele queixume miserabilista do "livro tão caro", o que não impede os mesmos queixosos de, em férias, lerem e relerem, lerem e relerem.
Não. Se em Portugal, como me confidenciou um editor, se publica um livro de duas em duas horas, também não é por falta de livros, embora a maioria destes livros não valha a vida de um caracol a atravessar a A2 para o Algarve no dia 31 de Julho. Não. A razão pela qual somos um dos povos mais iletrados, incultos e ilegíveis da Europa é porque não lemos. " (...)
sexta-feira, julho 29, 2005
Férias...!!!!
Bem pessoal, chegou a hora de me despedir de vocês por uma semana porque sinceramente, preciso de descansar um bocado. O que significa ir de férias? Para mim significa largar TUDO e mudar de ares. Mudar de paisagens, de envolvência, enfim... ir para um sítio onde ninguém me conheça e ir sem telemóvel, sem agenda, sem horários e acima de tudo sem preocupações.
Espanha é o destino. Mérida, Granada, Almuñecar. Estou para já cheio de expectativas em relação ao que vou encontrar e prometo que depois publicarei aqui algumas fotografias... nem que seja só para meter nojo. he he he
Foi um ano de trabalho muito frutífero e posso dizer que até agora, 2005 está a ser em muitos aspectos, o melhor ano da minha vida, faltando apenas conhecer a emigrante de leste dos meus sonhos. Espero agora poder regressar com baterias recarregadas e cheio de energia para pegar nos projectos pendentes e levá-los a bom termo.
A despedida do Fundão não poderia ter sido melhor. ;)
Imagem do palácio árabe do Alhambra tirada daqui
terça-feira, julho 26, 2005
15 minutos de diferença
"A Reuters avança com a notícia de que um avião jordano se despenhou. Ainda não há informações sobre a magnitude do acidente, sabe-se apenas que o avião se despenhou".
Pensei logo em mais um atentado até porque é o assunto do momento, para além da venda do Kit Sócio, e comecei logo a imaginar que a Jordânia, pela sua postura branda no teatro político-militar do Médio Oriente, seria com certeza um alvo bastante provável. "Al Qaeda" pensei logo.
Eis que 15 minutos depois o repórter volta ao ataque:
"Actualizamos agora a notícia que dava conta de um acidente com um avião na Jordânia. Ao que parece o avião não se despenhou. Quando este aterrava um pneu terá rebentado. Não há vítimas mortais."
Lá tive de corrigir o meu raciocínio "Maldita Michelin!".
segunda-feira, julho 25, 2005
Mário Soares põe-se a jeito
Já se fala de uma possível candidatura de Mário Soares à Presidência da República. A esquerda em peso apoiaria, tanto que pressiona, assim como boa parte do país.
Confirma-se o que já parecia claro: Portugal não tem qualquer projecto de futuro (existiremos ainda daqui a uns 20 anos?), antes quer andar para trás.
foto
sábado, julho 23, 2005
A mente do cabeça de trapo
Aqui ficam excertos entrevista que a revista PÚBLICA fez em 2004 a um proeminente sheik londrino, Omar Bakri Mohammed:
" (...) P. Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
R. Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.
P. Mas havia muçulmanos entre as vítimas.
R. Isso está previsto. Segundo o Islão, os muçulmanos que morrerem num ataque serão aceites imediatamente no paraíso como mártires. Quanto aos outros, o problema é deles. Deus mandou-lhes mensagens, os muçulmanos levaram-lhes mensagens, eles não acreditaram. Deus disse: “Quando os descrentes estão vivos, guia-os, persuade-os, faz o teu melhor. Mas quando morrem, não tenhas pena deles, nem que seja o teu pai ou mãe, porque o fogo do Inferno é o único lugar para eles".(…)
P. O Corão diz isso?
R. Sim. As pessoas não percebem, porque a televisão e os jornais só entrevistam os seculares. Não falam com quem sabe. Os seculares dizem que “o Islão é a religião do amor". É verdade. Mas o Islão também é a religião da guerra. Da paz, mas também do terrorismo. Maomé disse: “eu sou o profeta da misericórdia". Mas também disse: “Eu sou o profeta do massacre". A palavra “terrorismo” não é nova entre os muçulmanos. Maomé disse mais: “Eu sou o profeta que ri quando mata o seu inimigo". Não é portanto apenas uma questão de matar. É rir quando se está a matar.
P. Isso quer dizer que o terrorismo é natural e legítimo?
R. Só é legítimo o terrorismo divino.(…)
P. O que pretende a Al-Qaeda?
R. O terror. Estão empenhados numa jihad defensiva, contra os que atacaram o Islão. E a longo prazo querem restabelecer o estado islâmico, o califado. E converter o mundo inteiro.(…) "
quarta-feira, julho 20, 2005
terça-feira, julho 19, 2005
Parabéns Sotôra!
Pensamento do dia - I
domingo, julho 17, 2005
Bento 16 vs Harry Potter
- porque os livros de Harry Potter corrompem os jovens cristãos, deturpando e manipulando a capacidade de desenvolver a concepção correcta do bem e do mal
- porque são uma forma subtil de sedução e deturpação da alma cristã das sociedades ocidentais desenvolvidas
- porque Hogwarts, a escola de magia das séries Harry Potter, é um mundo perigoso de violência e terror, bruxarias, magias e sacrifícios, um ambiente a que o leitor, geralmente tenro e influenciável, não pode ficar indiferente
É meu objectivo que fiquem alerta e informados.
Para mais questões, não hesitem em contactar-me, PequenaJoana, Provedora dos Leitores do Katano para as Questões da Fé.


