quinta-feira, junho 16, 2005

Mistérios da Gardunha - I



Eis um exemplo de que nem só ir à esplanada da moda é tudo o que há a fazer no Fundão. A fotografia foi tirada por volta da 1h da manhã em pleno maciço da Serra da Gardunha, no momento em que procurava inscrições numa rocha, onde já havia sido detectada uma outra, ao que tudo indica, do Séc XVII. Trata-se de um local onde, segundo ouvi contar, no tempo dos nossos bisavós, um jovem militar que por ali tinha uma namorada, foi devorado por lobos. Quando as gentes deram conta do seu desaparecimento, tudo o que encontraram foram "as botas ainda com os pés no interior".

É sem dúvida um tema para desenvolver em breve
no ArqueoBeira.

segunda-feira, junho 13, 2005

O pequeno Martunis II

O meu primeiro post tinha de ser, claro, do contra, pelo menos um pouco.

Concordo que não deveria ser normal estar à espera que o puto tivesse a camisola da selecção portuguesa para o ajudar, concordo que seja irónico que o miudo do lado que optou pela camisola da Nike esteja sem casa, mas como interpretar isso? Melhor, como lidar com isso? Por uma questão de justiça não se ajuda pelo menos um? Ou comem todos ou não come nenhum?

Se é preciso um puto estar com a camisola certa para ser ajudado... ok, pelo menos é menos um que fica na miséria, não deveria ser preciso isso mas se é assim não se vai desaproveitar essa oportunidade.

Porque não ver as coisas pelo outro lado: se o Martunis não tivesse vestido a camisola da selecção não teria sido ajudado e seria MAIS um na miséria. Ele ou outro qualquer, essa é que é a questão. Vamos deixar de ajudar um porque os outros ao lado ficam sem nada? Para mim, a única razão válida para não reconstruir a casa do Martunis é porque talvez seja assaltado e morto pelos outros que não têm nada...

Sim, o processo está errado, concordo, mas resultou ou não? Os pais do Martunis não têm emprego... nem eles nem a maior parte de todos os outros, por isso se não arranjamos empregos para todos não arranjamos para nenhum. Este tipo de situações não pode ser encarado desta forma, tem de se começar por algum lado, se tiver de ser pelo Martinus que seja, se a acção morrer já aqui como parece ser o caso... é pena mas pelo menos um foi ajudado.

Se fossemos justos dividiriamos os 40 000 euros por todas as crianças desalojadas e depois esperávamos para ver o que cada um fazia com os seus 30 cêntimos...

Nem todas as ondas têm a força para varrer todos, esta teve a força para carregar um, é melhor que nada.

Portem-se

quarta-feira, junho 08, 2005

Mais uma vitória incontestável!

Teve lugar no passado fim-de-semana mais um grande embate desportivo de nível regional, no qual um colectivo formado por uma selecção dos melhores jogadores das agremiações de Vale de Urso FC, Atlético Paradantense e Amigos Cova da Beira impôs uma derrota caseira ao forte conjunto do Clube Desportivo Cultural e Recreativo da Enxabarda.

Com os reforços de última hora, Mantorras e Mickey a fazerem a diferença, o público teve o privilégio de assistir a um espectáculo de futebol que já não se via em Portugal desde que José Mourinho assinou pelo Chelsea.

No Olímpico da Enxabarda, a equipa vitoriosa alinhou com: Hugo na baliza, Alex, Pepe, Zé e Caetano, Mickey, Sérgio, Márcio e Nuno, Mantorras e André. Os golos foram marcados por Mantorras (2) e Mickey (2) para um resultado final de 3-4.

Saliente-se a forte contestação à arbitragem que deixou passar em claro um penalty escandaloso na área da equipa local, penalty esse que jogasse a equipa forasteira de águia ao peito, teria sido razão para expulsar metade da equipa da casa.

Tratou-se ao fim e ao cabo de um triunfo natural da equipa mais forte, que melhor se entregou ao jogo, e cujo espírito combativo pode ser aferido pelo instantâneo acima, obtido durante o aquecimento.

Que raio de rima...

É com muito e prazer que presenteio este bloguinho com uma pérola poética cuja co-autoria é minha e da minha ilustre colega de blog Pequena Joana. Devo dizer que esta obra prima surrealista nasceu numa noite de grande inspiração em que a lua se alinhou com a terra acendendo em nós a chama do talento adormecido. convosco a saga "QUE RAIO DE RIMA..." (aplausos efusivos e lágrimas de emoção)

Sou tão inteligente
Até parece que sou gente
Sou tão diferente
E tão inconscinte
Que até fui buscar o pente

Há por ai muito indecente
Gente que agora não me vem à mente
Por ser tão incongruente
Mas como eu sou tão competente
Até me é indiferente

Vou então quebrar esta corrente
Porque quero ser independente
Ai de mim que sou tão atraente
E como disse no ínicio...SOU TÃO INTELIGENTE...

FIM

Cat e Jo(e vice-versa) :)

terça-feira, junho 07, 2005

Decadência

O outro dia pousei os olhos por uns momentos naquele trash show ("travestido" de talk show) que a SIC passa no domingo à noite, com o ex-melhor humorista português. Nem me lembro da última vez que o fiz, mas sei que nessa altura aquilo já andava pior que mal. É incrível, mas o mau gosto atroz consegue ser ainda maior agora.
O Herman José parece daquelas pessoas que foram submetidas a uma intervenção cirúrgica no cérebro e depois nunca mais voltam a ser as mesmas.
O espectáculo torna-se insuportável, porque depois da espiral de mau gosto, não há mais espaço ali para piadas inteligentes e com pés e cabeça. Por isso, admirei-me que ele e a sua trupe tenham, do nada, feito uma graça sobre Richard Nixon e Henry Kissinger. A plateia, como era de esperar, não se riu.


Herman antes da oxigenação

segunda-feira, junho 06, 2005

O pequeno Martunis

Provavelmente vou ser tachado de insensível e grosseiro com este meu comentário mas este é um blog livre e quem achar que não tenho razão que me contrarie.

O jovem indonésio Martunis, veio recentemente a Portugal assistir ao jogo entre a nossa selecção e a congénere eslovaca, tendo na mesma ocasião recebido um cheque no valor de 40.000 euros para reconstruir e mobilar uma casa nova, tendo, creio eu, já recebido anteriormente verbas nesse sentido. Pessoalmente acho isto uma barbaridade e um insulto.

Como ficam as outras crianças que sofreram no tsunami? Que condições se estão a criar para que o jovem Martunis possa ter condições para crescer e ser educado e mais tarde ter emprego? E emprego para o seu pai? Como ficam os milhares de indonésios que continuam em campos de refugiados à espera de uma casa, à espera de uma vida? Será que o facto de o pequeno Martunis ter usado a camisola da Selecção é motivo suficiente para tamanha acção de "solidariedade"? E se ele não tivesse usado a camisola, onde estaria agora, se não tivesse morrido já de desinteria ou malária como tantos outras vítimas anónimas que tiveram o azar de não usar a camisola da selecção? Que fazemos por estes? Quem se importa agora que já passou a onda de solidariedade e que passou o imediatismo (e mediatismo) deste assunto?

Uma última questão... Como se sentirão as pessoas desalojadas e famintas que olharem para a casa do pequeno Martunis que naquele dia usou a camisola da Selecção Portuguesa?

domingo, junho 05, 2005

Dicionário do Catano - IV

BORGA - (substantivo feminino) popular estroinice; pândega; vadiagem; (De origem obscura) fonte: www.infopedia.pt


De onde terá vindo esta expressão? Esta manhã ouvi uma explicação possível numa rádio nacional. Ao que parece, havia em Lisboa, na zona da Madragoa (outro grande mistério a origem deste nome!), uma zona de tascas muito frequentadas pelos marinheiros. Tratava-se de uma rua bem localizada que já no Séc XIX mudou de nome passando a chamar-se Rua Vicente Borga. Talvez nessa altura fosse possível ouvir um diálogo do género: -"Onde vais logo à noite?" - "Eh pá vou para a Borga!".

Com o passar dos anos, o apelido do pobre Vicente Borga, passaria a estar associado a um lado menos protocolar de diversão nocturna. Que teria ele a dizer sobre isso hoje em dia?

Diz-me o que vestes e dir-te-ei quem és... ou não!


Confesso que este post, a esta hora tão tardia, não é mais que o sublimar de alguma indignação e surpresa quem me têm acometido sempre que uso uma combinação específica de vestuário. Quem tiver estado comigo na última quarta-feira, terá com certeza reparado que eu usava na altura um elegante "ensemble" constituído por calças clássicas vincadas cinzentas, sapatos pretos a condizerem com o cinto e uma bela camisa lisa de um tom azul que se situa entre o celeste e o bebé.


A primeira vez que coloquei em causa o uso desta combinação, foi sem dúvida há cerca de 2 anos atrás quando passeava pelas prateleiras preenchidas e concorridas de um hipermercado da cidade da Guarda. Preocupado em reunir víveres suficientes para encarar o futuro próximo de forma optimista, ou pelo menos de barriga cheia, não reparei numa senhora, provavelmente vivendo na alegria dos seus 50 anos, que se aproximava de mim com ar decidido. De surpresa, sou abordado por ela com um cumprimento cordial exprimindo o seu desejo que eu estivesse a viver uma tarde agradável. Em seguida atira uma questão marcante: "Olhe lá! Vocês já não têm arroz agulha daquele do pacote verde?". Fiquei siderado... "Olhe sinceramente não sei..." foi tudo o que a surpresa me deixou dizer.

Nesta quarta-feira última, regressava eu de uma visita relâmpago à nossa nobre capital, à qual me havia deslocado usando transportes públicos. No regresso, viajava de autocarro, uma viagem até agradável diga-se, não fossem os 4 indivíduos que se sentaram atrás de mim, bombeiros pelo que pude perceber, que passaram horas a discutir as actividades mais gratificantes e aliciantes, passíveis de serem realizadas num quartel com forte componente feminina.

O pior, foi mesmo em Castelo Branco, aquando de uma breve paragem de 10 minutos, na qual me apeei do autocarro para ir comprar um jornal diário. Apenas coloquei um pé na bela calçada portuguesa, sou abordado por uma senhora de aspecto respeitável que sem preparação me atira com a questão "Olhe, a que horas sai este autocarro?". Mais uma vez, surpresa e confusão...

Sem dúvida que se levantam várias questões. Será que a Sonae e a Rede de Expressos compram roupa no mesmo local? Será que os utentes assumem que quem se vista de forma respeitável e formal é assumidamente um funcionário local? Ou será que o meu fornecedor de roupa pecou por não me avisar que eu estava a escolher o meu vestuário numa secção destinada a funcionários das referidas empresas?

terça-feira, maio 31, 2005

Já falta pouco!

No momento em que escrevo este post, estou separado de uma grande amiga apenas por pouco mais de 24h. Boa viagem!!! Contigo regressa também um bocadinho de nós que levaste contigo ;)


imagem tirada daqui

domingo, maio 29, 2005

Tragédia!!!

Uma grande tragédia abateu-se sobre o povo português! Saibam tudo clicando aqui
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