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quinta-feira, novembro 03, 2011

Covilhã no mapa internacional do Bonsai

Pelo Interior, a excelência pode ser encontrada nas áreas mais improváveis. Um bom exemplo disso é sem dúvida o do meu camarada Márcio Meruje, um verdadeiro mestre na arte milenar do bonsai.

Praticante de bonsai há já alguns anos, membro fundador do Clube Bonsai de Sintra e discípulo de um grande mestre europeu, o belga Jean-Paul Polmans, o Márcio surge este mês como tema de capa da Bonsai Focus 136/113, uma revista bi-mensal que é também uma das publicações periódicas com maior expressão a nível internacional.


Num artigo centrado na estilização de um buxo recolhido há alguns anos no Sul de França, o Márcio vai partilhando em entrevista a sua experiência no trabalho com bonsai, revelando também que o seu percurso começou com um "bonsai" de hipermercado que acabou por morrer. Quem hoje visita a sua colecção tem dificuldade em imaginar isto.


Convém referir que o Márcio tem desde há alguns anos a esta parte um estúdio próprio situado na Covilhã, o Kensho Bonsai Studio, que prima por ser um espaço de partilha de experiências e de aprendizagem, tanto para praticantes de longa data como para todos aqueles que querem iniciar-se nesta arte, em sessões de trabalho onde o convívio e a boa disposição são regra (e onde também há café, convém que se diga!).

Em destaque também no III Congresso Nacional de Bonsai

Outra boa notícia veio também do III Congresso Nacional de Bonsai que no passado fim-de-semana teve lugar na Ericeira, com a organização a atribuir o prémio de mérito a uma das árvores do Márcio, neste caso uma azálea verdadeiramente espantosa.


Um prémio bem merecido, sem dúvida!

Quem quiser saber mais, seja para conhecer a colecção do Márcio ou, -porque não?- começar a participar também das sessões de trabalho, pode obter informações aqui:


Outros links de interesse:


sexta-feira, setembro 24, 2010

Vamos aprender como fazer um bonsai?

Recomeçam no próximo dia 1 de Outubro as sessões de bonsai do Kensho Bonsai Studio, na Covilhã. Estas sessões são excelentes oportunidades de aprendizagem tanto para quem se quer iniciar na arte do bonsai como para quem se quer aperfeiçoar, privilegiando a troca de ideias entre os participantes. Estes podem levar os seus próprios projectos de bonsai como trabalhar nas árvores do K.B.S..

As sessões irão decorrer às Sextas-feiras das 19h às 22h e aos Sábados das 10h às 13h. A primeira sessão é grátis!

Para mais informações sobre as sessões e sobre bonsai, podem visitar o site do Kensho Bonsai Studio clicando aqui.

segunda-feira, junho 29, 2009

Bonsais do Katano III - Workshop

O Workshop de Bonsai, que eu anteriormente aqui tinha referido, foi muito interessante e instrutivo. Decorrendo num espaço muito agradável, no Estrela Zen da Covilhã, foi orientado por Márcio Meruje, do Kensho Bonsai Studio da Covilhã e sócio fundador do Clube Bonsai de Sintra, um verdadeiro mestre!

Durante cerca de 4h, falou-se de (e praticou-se) transplante, aramação e desfolhagem e de cuidados básicos a ter com um bonsai.


Um bonsai que, palavra de honra, devia ter à vontade umas 50.000 folhas! Pelo menos foi o que pareceu durante o cumprimento da árdua missão de cortar cada uma delas.


Obras de arte do Márcio:




domingo, outubro 24, 2010

Bonsai - A imagem do fim de semana

Trabalhar em bonsai implica muita paciência e, entre vários ingredientes, um dose maciça de tempo. O resultado (sempre provisório visto que o processo de desenvolvimento de um bonsai é contínuo e nunca está verdadeiramente terminado) é sempre muito gratificante.

Eis uma amostra do resultado do trabalho deste fim-de-semana com a preciosa ajuda do Márcio, após várias horas de trabalho de estilização...


Pretende-se aqui um bonsai em estilo literati, uma árvore elegante, esguia e com curvas sinuosas, uma árvore que se desenvolveu em condições muito adversas, substituindo outra que entretanto não resistiu e morreu, e que, apesar das intempéries a que foi sujeita de forma persistente, conseguiu resistir até à idade adulta.

A imagem torna-se ainda mais interessante se tivermos em conta que esta árvore tinha em Março último este aspecto:

A pouco e pouco, , o figurino da "floresta" vai mudando.

sexta-feira, outubro 02, 2009

Bonsai Lázaro, ou quase...

Faz agora um mês estava o meu bonsai a ser sujeito a uma intervenção do Katano, enquanto eu desfrutava as minhas férias sossegadito.


http://dokatano.blogspot.com/2009/09/querido-modifiquei-ligeiramente-o.html


Dado o extremismo da intervenção, algumas vozes se levantaram temendo pela sobrevivência do bonsai. Para descansar as hostes, sinto que é altura de fazer um ponto da situação.



Para sossego do Caetano, que viveu este mês com uma espada sobre a cabeça, o bonsai revela uma recuperação muito positiva, estando a folhagem quase ao nível anterior. Basicamente, aconteceu uma Primavera no Outono. As sete folhas que restaram depois da intervenção, disputam agora lugar com inúmeras outras folhas mais pequenas.


Bom trabalho Caetano, sabes que nunca duvidei das tuas capacidades! Bom, só um bocadito... :P


sábado, maio 30, 2009

Workshop de Bonsai na Covilhã

No próximo dia 27 de Junho, o Kensho Bonsai Studio vai promover em parceria com o centro holístico Estrela Zen um workshop de trabalho com Bonsai, sob a orientação de Márcio Meruje. O workshop, com duração das 10h às 17h,  tem um custo de 30€ (workshop + bonsai oferta + manual).

Sem dúvida uma excelente oportunidade de aprender a trabalhar esta fascinante arte milenar. Eu vou lá estar!

quarta-feira, outubro 26, 2011

Divulgação: Congresso de Bonsai na Ericeira

Enquanto não consigo retomar a regularidade das publicações aqui pelo blog mais lindo do Mundo, vou pelo menos partilhando com vocês os pedidos de divulgação que vão chegando.

Este tem a ver com a realização, já no próximo fim-de-semana, do Congresso da Federação Portuguesa de Bonsai na Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, na Ericeira, onde estará presente a nata dos praticantes desta milenar arte japonesa em Portugal. Para além disso, irão também marcar presença alguns nomes sonantes do panorama europeu. O Kensho Bonsai Studio, do meu camarada Márcio, estará também presente.

Entre exposições e demonstrações, quem por estes dias andar pela Ericeira, não pode perder esta oportunidade de se maravilhar com estas obras de arte vivas.


quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Bonsai On The Wind

Gostei especialmente do 'Bonsai on the rocks' no último post, de tal forma que imaginei logo a Scarlett O'Hara perto dele, olhando o horizonte, exclamando "As God is my witness, I'll never be hungry again!" :P Ora vejam lá:

Isto era para ser um comentário ao post 'Penjing, uma paisagem de montanha com bonsai', mas aparententemente não dá para por fotos nos comentários.

mix: Xamane

sábado, fevereiro 12, 2011

Penjing, uma paisagem de montanha com bonsai

Após a primeira experiência na construção de um Penjing, um paisagem feita com bonsai, dedicámos ontem mais umas horas a esse tipo de construção e, desta vez, os resultados foram bastante mais satisfatórios.

Começo pelo fim. Eis um simpático ulmeiro colocado sobre uma laje de ardósia corajosamente obtida algures pelas serranias pela Ana...


... e eis então a verdadeira pièce de résistance, genuíno bonsai on the rocks, o Penjing construído com juníperos e tomilho-limão sobre calcário.


Ainda há muito trabalho para fazer neste Penjing em termos de estilização até obter um maior grau de realismo mas apresenta já um aspecto muito interessante. O que acham?

domingo, janeiro 30, 2011

Penjing - Construir uma paisagem com bonsai

O Penjing é um termo de origem chinesa que designa a arte de construir mini-paisagens com bonsai. De há uns tempos a esta parte, tenho vindo a aumentar a minha curiosidade por esse tipo de construção e, finalmente, tive ocasião de realizar uma primeira experiência no Kensho Bonsai Studio este fim-de-semana.

O objectivo era realizar um pequeno bosque, montado numa plataforma rochosa. Para o efeito escolhi um conjunto de buxos e para a base fiz uma construção com pedras de xisto.


O resultado provisório é o que se vê abaixo e digo provisório porque até à Primavera, a base irá ser bastante aperfeiçoada para a dotar de mais pormenores. Nessa altura publicarei um artigo mais extensivo sobre esta construção.

Agradecimentos:
Ao Márcio, sobretudo pela paciência
Ao Sr. Óscar por voluntariamente se ter oferecido para fotógrafo, tendo chegado a colocar em risco a sua integridade física. Quem disse que esta arte não é perigosa?

quarta-feira, setembro 16, 2009

Escultura viva

Num passeio recente, deparámo-nos com uma oliveira que é sem dúvida uma verdadeira escultura viva. Suportada num tronco que inspira antiguidade e respeito, esta oliveira está ainda cheia de vida, formando uma obra de arte esculpida pela Natureza.









É neste tipo de fenómeno que os adeptos da arte do Bonsai se inspiram quando desenham e criam exemplares como os das fotos abaixo:



Recomendo uma visita a este blog para apreciar algumas das fotos mais recentes.

Fotos:

quarta-feira, abril 15, 2009

Bonsais do Katano

Na última semana tive finalmente a oportunidade de colocar em vaso bonsai os "candidatos" que tinha recolhido de diferentes proveniências: um castanheiro, um ficus e, aquisição de última hora, um cedro.


Castanheiro "resgatado" da seca iminente durante a pesquisa para a exposição "Memórias do Vale" em Julho último e com cerca de 1 ano de idade. Vai ser um bonsai estilo "Batido pelo vento" - Fukinagashi e para isso, já foi devidamente podado de forma a desenvolver 3 ramos principais e sofreu a primeira moldagem com arame.


Um pequeno cedro que vai dar origem a um bonsai num estilo mais formal.


O cedro, o castanheiro, a famosa "Oliva" e um ficus obtido a partir de uma estaca de uma planta maior que foi cultivada durante um ano. Aproveito para acrescentar que, pelo que me foi dado a observar, o ficus não é, definitivamente, uma árvore de folha caduca. Leste bem, oh Xamane? :P

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Uma reportagem com mais 100 anos... e um bonsai com mais de 100 anos!

O Luís, do Tomar, a Cidade, voltou a surpreender-me com uma pérola da revista Ilustração Portugueza, neste caso do nº217 de 18 de Abril de 1910.

A sua página 506 é dedicada à "Exposição Japoneza de Londres", exposição que decorreu em 1910 em White City, Londres, na sequência da vontade do Imperador em passar uma boa imagem do Império do Sol Nascente aos olhos do Ocidente, e cobria uma área de 22.550 m2. Para além desta área de exposição, foi também reservada uma outra área de mais de 20.000 m2 para aí instalar 2 jardins japoneses. Para os construir foram trazidas árvores assim como arbustos, pontes e até rochas do Japão!

Nas fotos da Ilustração Portugueza, é possível ver um desses jardins e um bonsai, este avaliado em 1.000 libras e tendo então mais de 100 anos! Será que ainda existe?

sábado, outubro 02, 2010

Cedro do Atlas (Cedrus Atlantica) bonsai

Depois de uma semana laboral, a noite de Sexta-feira foi dedicada à estilização de um cedro do atlas (Cedrus Atlantica) bonsai. Adquirido há cerca de 2 anos (se não estou em erro) num viveiro, começa finalmente a aproximar-se da forma de cascata pretendida. Na próxima semana será a vez deste junípero iniciar uma nova etapa do seu processo de estilização.

Chamo a atenção para a qualidade do desenho da autoria do Márcio que serviu para delinear o objectivo da sessão de trabalho. Único senão: não havia Coca-Cola. Grave falha da organização! Apesar disso, já sabem: quem quiser participar será bem-vindo!

domingo, fevereiro 07, 2010

Manhã dedicada aos bonsais

O fim-de-semana começou com uma manhã dedicada ao trabalho em bonsais, com a indispensável orientação do Márcio, um verdadeiro mestre na arte.

O destaque vai inteirinho para o junípero abaixo que, depois de algumas horas de trabalho de poda e aramação, passou de um arbusto incaracterístico a algo mais próximo de um verdadeiro bonsai, restando agora esperar que a copa se torne mais densa. A Primavera está quase a chegar.

Quanto à passagem para um vaso "bonsai", essa terá de esperar mais um ano.


Antes


Depois

terça-feira, janeiro 12, 2010

Boneco de neve para interior

Partilhamos mais algumas fotografias do grande nevão, estas enviadas pela Cláudia, do Restaurante "As Tílias", e que nos vem mostrar que, afinal e com alguma imaginação, também é possível ter bonecos de neve dentro de casa. Ao fim e ao cabo, cremos estar aqui inventando o conceito de boneco de neve bonsai... para interior, obviamente.

Estas fotos foram obtidas na zona do Loteamento do Espírito Santo, no Fundão.

As oliveiras vestidas de noiva.


Com as instalações da SCMF em primeiro plano, ao longe avista-se a Cabeça Gorda junto a Peroviseu e, na neblina, a Estrela.


Ao longe, a serra onde se insere Peroviseu


Ao longe, a aldeia das Donas surge enquadrada pelos contrafortes da Gardunha.


Com meia dose de neve e duas doses de imaginação, eis um genuíno boneco de neve bonsai... para interior, uma peça típica desta época capaz de dar ao seu lar um simpático ambiente invernal e acolhedor.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Querido, modifiquei ligeiramente o Bonsai

Tendo em conta que o nosso fotógrafo oficial se encontra de férias, algures em Portugal, e deixou o seu bonsai a cargo dos nossos atenciosos cuidados e considerando a preocupação que o Xamane nutre pela sua mui nobre árvore em vaso, apresentamos aqui instantâneos obtidos ontem e que dão conta do seu estado de saúde.

Os mais atentos irão com certeza encontrar algumas ligeiras diferenças entre ambos os instantâneos. Aos restantes, lanço o desafio de descobrir as diferenças entre a primeira imagem e a segunda, esta obtida cerca de 1h30 depois da primeira.




Motivos pois mais que suficientes para o Xamane poder dormir descansado esta noite.

segunda-feira, agosto 29, 2011

Pelo Sul da Hispânia IV – Almuñecar (Ou da osga Matilde ao cardume de pensos higiénicos)

almunecarDepois de Gibraltar e Ceuta, o próximo destino foi a povoação de Almuñecar, já na província de Granada, cidade que se seguiria no nosso roteiro.

Situada junto ao mar numa sucessão de enseadas, Almuñecar é actualmente uma cidade turística em crescimento, tendo um centro histórico que a relaciona sem margem de dúvidas com o seu passado islâmico devido ao intrincado de pequenas ruelas labirínticas, todas muito limpinhas, por entre casas brancas com painéis de azulejos.

O parque de campismo e a fauna local

À chegada, a primeira tarefa foi localizar o parque de campismo onde iríamos pernoitar o que acabou por não ser complicado. Foi no entanto estranho chegar e não ver vivalma. Nada que não se resolvesse mediante o tocar de uma sineta que ali se encontrava e que, aparentemente, despertou o senhor que surgiu em tronco nu, numa janela do primeiro andar, do seu merecido descanso.

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O local é excelente. Cheio de árvores e com um sistema de canais e tanques de irrigação que ajudam a refrescar o ambiente (estava cá um calor!), ficámos no entanto com a impressão de que só existiam 5 parcelas para acampamento, numeradas de 74 a 79 curiosamente, e todas elas vazias, excepto uma na qual se encontrava uma tenda-fantasma.

Para o duche também só havia água fria disponível, isto em instalações sanitárias que pareciam carecer de manutenção há já algum tempo mas que, apesar do aspecto que sugeria antiguidade, abrigavam uma fervilhante actividade animal, desde os insectos aos aracnídeos, incluindo ainda uma simpática osga que, de tão familiar que se tornou, acabou por ser baptizada de Matilde.

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No dia seguinte o despertar acabou por acontecer bem cedo graças a um galo que, de um galinheiro próximo, mostrou ser dono de boa voz. Dei-me ao trabalho de contar aquando da sua 3ª actuação: 30 “cocorocós” exactamente a cada 10 segundos! Uma obra-prima! Não sei que espécie de galo seria mas inclino-me para um galo da Timex ou da Omega.

A boa notícia e que nos foi dada em primeira mão pelo senhor que nos tinha acolhido em tronco nu (descobrimos que se chamava Manolo) e que descobrimos ser uma simpatia de pessoa, é que já havia água quente. Feita a toilette matinal, fomos à cidade ver o que se passava por lá!

Pelas ruas de Almuñecar

Para começar o dia, nada melhor que um belo pequeno almoço numa esplanada no areal (aqui e ali cascalhal) da praia de San Cristóbal. Ao lado, uma família local comia um pequeno almoço típico que mais tarde experimentaríamos já em Granada, constituído basicamente por fatias de pão torrado com polpa/pasta de tomate e um fio de azeite, acompanhado de café com leite ou sumo de laranja.

Já revigorados (depois de dois cafés porque uma café apenas em Espanha é quase nada) aventurámo-nos pelas ruas de Almuñecar, aproveitando a desculpa de uma multi-cache (ver Geocaching) que nos levaria aos pontos mais interessantes da localidade, começando pelo parque botânico e arqueológico El Majuelo, aos pés do Castelo de San Miguel.

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Neste parque é possível ver ruínas de uma fábrica de garum, uma pasta de peixe bastante popular na gastronomia da Antiguidade, era até um produto de luxo, e que consistia basicamente em vísceras e sangue de pescado maior, misturado com peixes ou moluscos esmagados, tudo fermentado em tanques ao longo de 2 meses. Devia ser bem apetitoso, não vos parece?

Os vestígios de fabricação de garum remontam à colonização fenícia que aqui se estabeleceu progressivamente a partir do século VIII a.C, embora houvesse uma povoação indígena no local do actual castelo a partir do século XV ou XVI a.C. Os romanos ocuparam mais tarde o local, acabaram por fazer da povoação uma capital de município chamada Firmium Julium Sexi. Dai que, ainda hoje, os habitantes locais sejam chamados de Sexitanos.

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Depois do El Majuelo, subimos em direcção à Cueva de los Siete Palacios, na verdade um criptopórtico que, como o de Coimbra, era a base de uma plataforma destinada a vencer o declive da colina e sobre a qual assentavam edifícios na época romana. O espaço foi transformado em Museu Arqueológico Municipal, albergando algumas peças encontradas na povoação ou nos seus arredores.

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A peça mais importante deste museu é um vaso, talhado numa peça única de quartzo! Trata-se de um vaso egípcio do século XVII a.C. que, pelas inscrições, terá contido as cinzas do faraó Apófis I e terá provavelmente sido trazido pelos fenícios para esta zona do Mediterrâneo, quase 1.000 anos após a sua construção. Foi encontrado a servir de pote de armazenamento de água numa habitação de Almuñecar.

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As ruas do centro histórico de Almuñecar, como já referi, são labirínticas, estreitas e muito limpas, atravessando pequenos bairros que se organizam, aqui e ali, em torno de pequenas pracetas muito agradáveis. O branco está omnipresente, tal como os terraços, o que nos recorda constantemente a forte influência árabe em Almuñecar. Outro elemento que se impõe na paisagem deste centro histórico é o azulejo com os típicos padrões geométricos, assim como a cor garrida das portas e janelas.

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No topo da elevação que domina a paisagem situa-se o Castelo de San Miguel, uma impressionante fortaleza de fundação romana mas que atingiu o seu esplendor máximo durante o período árabe, sendo que ainda é possível entrar nas masmorras dessa época.

Almuñecar e o seu castelo tiveram um papel importante no fim do último reino muçulmano na Península Ibérica. Esta foi a última localidade a cair antes da tomada de Granada pelos Reis Católicos e foi ainda do porto de Almuñecar que o último sultão de Granada e a sua corte embarcaram rumo ao exílio no Norte de África.

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Logo à entrada, um dos torreões que ladeiam a porta principal aparece tombado. Trata-se de uma consequência ainda visível do bombardeamento naval a que os ingleses sujeitaram a fortaleza durante o século XIX, deixando o recinto indefensável e levando ao seu posterior abandono.

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De volta à zona baixa da cidade, um edifício chama a nossa atenção pelas suas formas e cor. Trata-se do palácio de Najarra, construído em estilo neo-árabe sobre uma habitação árabe anterior.

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No jardim do palácio, que serviu para nos refrescarmos um pouco, existe uma colecção extremamente variada de fósseis, desde amonites até trilobites, alguns deles de enormes dimensões. Numa das paredes é possível ver dois painéis de trilobites.

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Bem no meio de Almuñecar situa-se o Museo del Bonsai. No entanto a intenção de todos os membros da comitiva, sem excepção, em visitar o espaço esbarraram mais uma vez na implacável hora da siesta. Fica o registo efectuado a partir do exterior que deixou perceber a existência de alguns exemplares extremamente interessantes!

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Um pouco mais à frente, uma fonte exibe de forma ostensiva as duas bicas que outrora mataram a sede a muita gente mas que agora se mostram estéreis. Fica a imagem de uma fonte que pareceu em tempos dizer “bebe daqui que é fresquinha”.

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Perto da generosa fonte, encontra-se a Iglesia de la Encarnación, um enorme templo em estilo barroco muito característico desta zona…

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… que parece guardar os vestígios da época romana que se encontram atrás de si. Trata-se dos restos de um aqueducto, termas e cisterna, sendo ao mesmo tempo o conjunto de vestígios romanos mais bem conservados na cidade.

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Apesar de toda a diversidade e importância histórica dos diferentes edifícios de Almuñecar, há no entanto um edifício que se destaca e fica sem dúvida na memória: a casa-barco.

Construída há mais de 30 anos por Pepe, um antigo marinheiro da marinha mercante, esta casa cria uma sensação de alguma confusão já que, por momentos, fica-se com a impressão de estarmos perante um navio encalhado a uma considerável distância da costa.

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Já agora, vale a pena ver esta reportagem do Canal Sur realizada no interior da casa-barco e na qual o proprietário serve de cicerone e mostra algumas das preciosidades que foi recolhendo ao longo dos anos.

Cuidado ao estacionar em Almuñecar!

Quem decidir fazer uso do veículo automóvel em Almuñecar tem à sua disposição uma panóplia de espaços para estacionamento. Convém no entanto ter em atenção, no momento do parqueamento, se o parque é gratuito ou não para não ocorrerem surpresas menos agradáveis.

Contudo, em Almuñecar, a partir do momento em que a infracção for detectada, os prevaricadores têm uma hora para pagar uma taxa agravada, antes de serem contemplados com a coima propriamente dita. Pelo que pudemos saber, a taxa é de 15 euros enquanto a coima é de 60 euros e, crème de la crème, a taxa pode ser paga directamente no parquímetro, imprimindo os talões de pagamento e colocando-os juntamente com o aviso dentro de uma ranhura no próprio aparelho.

Na foto é possível ver dois cidadãos, ao que conseguimos averiguar, de origem portuguesa, efectuando o pagamento da taxa agravada num dos parquímetros existentes por ali e ignorando por completo o aviso de coima que também havia sido colocado no limpa pára-brisas do seu veículo. Turistas…!

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Os exóticos cardumes das praias de la Herradura

Ao chegar a Almuñecar já trazíamos na bagagem uma interessante frequência de praia. Desde o areal algo sujo, embora com água relativamente limpa, de La Línea (apesar de termos avistado um cavalo dentro de água), uma micro-praia pedregosa em Gibraltar e uma fantástica praia de areia branca em Ceuta.

Há 6 anos, quando por aqui havia passado, tinha sido impossível tomar banho em Almuñecar. A água estava cheia de alforrecas, facto que, para além de dar um tom diferente à água quando visto de longe, justificava a bandeira vermelha. Os únicos que se divertiam na praia eram uns miúdos que, com uma rede, recolhiam e amontoavam alforrecas no areal, resultando numa espécie de monte de gosma.

Sem possibilidades de molhar o rabo na zona, acabámos por ir parar a Motril, a alguns quilómetros para Este, onde a praia não é extraordinária mas também não é má de todo.

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Desta vez, por influência do nosso roteiro ao longo do dia, acabámos por ir parar a La Herradura, uma localidade a 5 ou 6km a Oeste de Almuñecar.

Instalado o “acampamento” balnear, acabei por ser o primeiro a fazer-me à água e posso garantir que não me lembro de ter alguma vez nadado em água tão quente. Foi um erro. Felizmente alertado a tempo pela Ana, escapei por pouco de um ataque perpetrado à traição por um cardume de pensos higiénicos liderado por um preservativo que, nitidamente, já vinha com ela fisgada e que se aproximavam furtivamente por trás de mim.

Não é que eu fique indiferente aos constantes avisos da necessidade de praticar uma frequência segura das zonas balneares. No entanto, o meu conceito de banho seguro não envolve de modo algum preservativos flutuantes, nem tão pouco se compadece com a presença de pensos higiénicos em fim de carreira.

Sendo assim, lá regressámos a Motril para um banho rápido antes da próxima etapa: Granada!

 

Brasão obtido na Wikipédia

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