
sexta-feira, novembro 08, 2013
Maúnça 2013 - Que ninguém se atreva a faltar!

quarta-feira, outubro 31, 2012
A não perder: Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, no Açor!
terça-feira, fevereiro 14, 2012
Dia de São Valentim não é dia de São Valentim se não visionarmos este vídeo
sexta-feira, dezembro 09, 2011
Sobral de São Miguel - Das Minas dos Mouros às Lutas Liberais.
Sobral de S. Miguel (Covilhã)
Uma Serra com histórias para contar
Atiçada a nossa curiosidade por um pequeno artigo no Jornal do Fundão que alertava para o abandono a que nessa localidade estava votado o local das "Minas dos Mouros", deslocámo-nos a Sobral de São Miguel. Guiados por António Marques, embarcámos numa viagem até aos tempos em que os salteadores assolavam a região e onde ainda ecoam as detonações das lutas liberais.
Em Sobral de São Miguel, existe alguém para quem a história e a cultura da localidade merecem a dedicação de uma vida. António Marques, um habitante desta localidade que diariamente cuida das suas cabeças de gado e das suas terras, escreve livros onde conta as histórias que recolheu ou que lhe foram transmitidas pelos seus pais e avós. Ocasionalmente, escreve artigos para o Jornal do Fundão onde relata o que vai acontecendo na sua localidade. Foi precisamente um desses artigos que nos levou ao seu encontro. Nele relatava a sua preocupação e mágoa por nenhuma entidade ou personalidade se interessar pelo sítio das "Minas dos Mouros" estando este local em vias de desaparecer.
Após o nosso encontro num café da localidade, tendo tido conhecimento do que nos tinha levado até ali, António Marques não consegue conter um sorriso próprio de quem sente a satisfação de saber que alguém ouviu o seu apelo. Prontamente acedeu a levar-nos até ao local, não sem antes nos ter contado um pouco da história de Sobral de S.Miguel, um pouco de si e do livro que está a escrever.
A Rota do Sal
Sobral de S.Miguel foi em tempos uma terra de grande importância económica. Por aqui passava a Rota do Sal que, do litoral, levava o tão precioso "ouro branco" para as terras do Interior. Aqui, onde existiam algumas Catraias, a rota dividia-se seguindo um ramo para Este e Sudeste passando por Covilhã e indo até Monsanto e outro para Nordeste. Esta rota só terminou quando o caminho de ferro adquiriu protagonismo como meio principal de comunicação com os centros de produção.
-"Ali em cima ainda se notam os sulcos das rodas dos carros (de bois) que transportavam o sal" - Diz-nos António Marques.
As Minas dos Mouros
Partindo então em direcção às "Minas dos Mouros", somos surpreendidos por uma paisagem impressionante que tem como pano de fundo a majestosa Serra do Açor. À medida que o vale se vai estreitando enquanto a estrada vai subindo na direcção de um monte sobranceiro a Sobral de S.Miguel, vemos aqui e ali umas manchas onde nem sequer vegetação rasteira existe. Os incêndios devastaram a floresta, e a vegetação restante foi impotente para travar a erosão. "A serra tem estas feridas. Já pensei em escrever para o jornal a falar nisto também" - lamenta-se António Marques.
Finalmente, entramos por um caminho de terra batida, onde somos obrigados a abandonar o veículo para fazer o resto do trajecto a pé. Poucos minutos depois, António Marques aponta para uma abertura na rocha camuflada pelos arbustos "É aqui a primeira. Ali mais à frente está a maior." - Diz-nos. Diante de nós, rasga-se uma comprida vala que na sua profundidade máxima deverá ter cerca de 4 a 5 metros. Inconfundivelmente escavado por mãos humanas, a época em que foi feita escapa-nos. "Toda a vida ouvi chamar-lhe Minas dos Mouros. Já os meus avós assim lhe chamavam e toda a vida lhe tinham ouvido chamar isso." - confessa-nos António Marques.
Descendo pela abertura, somos confrontados com um triste espectáculo: o único interesse que este local despertou foi em infelizes oportunistas que aqui viram uma oportunidade para se livrarem de trastes e lixo diverso. Para lá deste atentado, a galeria estende-se um pouco mais e afunda-se no solo, estando no entanto entulhada. O propósito das "Minas dos Mouros", tal como a sua idade, jaz sob a terra à espera que alguém a queira descobrir.
Salteadores e lutas liberais
Imersos na paisagem que nos envolve, contemplamos a Oeste a Serra do Açor, a Este o maciço central da Estrela e a Sul as marcas que as Minas da Panasqueira deixaram na paisagem envolvente. Apontando para a Serra do Açor, António Marques conta-nos histórias em que a Serra era um santuário para os que fugiam dos bandos de salteadores que atormentavam a população: os Cacarras e os Brandões.
"Quando alguém se apercebia da vinda dos salteadores, dava o alarme e toda a população escondia o que não podia levar e fugia para a Serra com o que podia levar, até animais. Uma vez, estando os salteadores em Sobral de S.Miguel, um dos galos que alguém tinha levado consigo para o esconderijo na Serra cantou. O dono, sem pensar, com as próprias mãos lhe torceu o pescoço." - conta-nos António Marques, continuando: "Isto era no tempo em que os que eram por D.Miguel lutavam contra os de D.Pedro. Ora chegando certa vez os salteadores a Sobral de S.Miguel, apenas encontraram uma velha que por não poder, não tinha fugido com o resto. Os salteadores querendo saber por que partido estava ela perguntaram-lhe "Viva quem?" ao que ela respondeu "Viva os que cá estão e El-Rei de Bragança. Vão todos para o raio que vos parta então, que não entendo nada dessa dança"".
Abordando as lutas liberais, conta-nos sobre um combate que aconteceu no alto da Serra do Açor. As forças realistas carregaram sobre os liberais que se tinham entricheirado no cume da Serra. Sobre estes fizeram tal descarga de artilharia que estes para não serem exterminados, tiveram de fugir
A Casa de Bragança em Sobral de S.Miguel
Sobral de S.Miguel era um local ao qual os reis da Casa de Bragança se deslocavam muitas vezes para fazer caçadas. Segundo António Marques "Os reis vinham cá e por aí deixaram semente. Andava aí muita gente parecida com os reis.". A uma familiar sua, recorda com um sorriso trocista, chamavam-lhe Maria Pia por ser parecida com a Rainha D. Maria I.
Emanuel João
Convidando-nos para entrar em sua casa, António Marques revela-nos outra faceta sua: a de escritor. Com o pseudónimo de Emanuel João, está actualmente a escrever um livro onde aprofunda os episódios que nos contou. O mais interessante desse livro, do qual tivémos o privilégio de ler já algumas passagens, reside no facto de contar o dia-a-dia dos habitantes de Sobral de S.Miguel do antigamente, tudo isto escrito em português de sotaque saloio. Um pormenor que nos faz sentir imersos no quotidiano de então.
No entanto, a edição deste livro ainda sem título, poderá não acontecer. António Marques lamenta o facto de se encontrar sozinho nesta luta "É difícil arranjar apoios. Eu sozinho não consigo pagar a impressão do livro e também não consigo arranjar quem me apoie. Nem os meus filhos me querem ajudar, não se interessam pelo que faço" - diz-nos não escondendo a sua mágoa.
Já o seu livro anterior intitulado "Deus, a verdade e a vida ou libertação da humanidade", conheceu sérios problemas para ser editado. "Consegui obter do Sr Carlos Pinto (presidente da Câmara Municipal da Covilhã) um apoio de 100 contos. Mas tive de insistir muito para o obter depois de prometido.". Neste livro, o autor reúne alguns pensamentos e reflecte sobre Deus, a relação dos homens com Deus e analisa o Mundo moderno à luz destes temas com a clareza de uma pessoa simples e franca.
Paradigmático da sua personalidade é o último parágrafo do seu livro:
"Escrevo este livro, sem qualquer intenção monetária ou comercial.
Se sou feliz com o pouco que tenho, para quê quero eu mais?
Olhai leitores amigos:
O que é preciso, é aproveitar o dom da vida tão lindo, que a natureza nos ofereceu.
Não quero ficar na história, como herói, profeta ou arrastar multidões, que isso de nada me aproveita, nesta ligeira passagem.
O que eu mais desejo era ver a libertação da humanidade!
O que é possível com o auxílio de todos os homens de boa vontade!
Que Deus me oiça!..."
07/01/2000"
sexta-feira, novembro 11, 2011
XI Mostra de Artes e Sabores da Maúnça
Começa já amanhã aquela que é a minha festa de Outono favorita, a Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, na simpática e acolhedora aldeia do Açor.11h00 - Bombos Rochas de Cima
14h30 - Workshop “Sabores do Outono” (doce de castanha), apresentado pela tasquinha “À Portela” e coordenado por Isabel Filipe Antunes
(Inscrições: 968 223 124, nº máximo – 10/pax, valor 2,50€)
15h00 - Grupo Cantares da Barroca
17h00 - Magusto Comunitário
Gaita-de-Beiços da Rapoula
21h00 - Concertinas “Desgarradas com o povo”
Domingo
11h00 - Grupo de Bombos Souto da Casa
14h00 - Workshop “À Volta do Pão” , coordenado por Brigite Martins (Inscrições: 962 369 921, nº máximo – 10/pax, valor 2,50€)
14h00 - Passeio pedestre “Rota da Maúnça”
Concentração - Sede da Associação Recreativa e Cultural do Rancho “Os Pastores do Açor” (Características do passeio: tipo - circular; distancia - 6/8 km; dificuldade - média / baixa; inclui reforço alimentar)
14h30 - Workshop “À Descoberta do Queijo Fresco”, apresentado pela tasquinha “Cantinho das Sopas” e coordenado por Daniela Santos
(Inscrições: 933 659 807, nº máximo – 12/pax, valor 2,50€)
15h00 - Grupo de Cantares Santo André
16h00 - Magusto Comunitário
Ecos da Maúnça
Informações e Inscrições (Passeio Pedestre):
Associação Recreativa e Cultural do Rancho “Os Pastores do Açor”
Telm: 936 712 439 | 936 712 440;
E-mail: pastoresacor@iol.pt
Inscrição - 3,00€ (Nib: 003520270000126993064 - enviar comprovativo para pastoresacor@iol.pt)
Data limite - 12 novembro
Apoio: Gardunha Viva - Associação de Montanhismo do Fundão

quarta-feira, junho 08, 2011
Festa da Cereja 2011 - Alcongosta / Fundão

Começa já amanhã a Festa da Cereja 2011 que, até Domingo, promete mais uma vez encher as ruas da aldeia de Alcongosta de cores, música e movimento com as tasquinhas, instaladas pelos habitantes locais nas suas caves e garagens a prometerem fazer outra vez as delícias dos mais de 40.000 visitantes esperados. Recordam-se como foi no ano passado? (Cliquem aqui)
Tarde | Bombos da Alcongosta
Pifaradas e Gaitadas do Álvaro Pessoa
Bombos da Capinha
21H00 | Concerto Grupo de Cantares Sª do Mosteiro (Freixial)
Dia 10 de Junho
8h30 | Passeio Pedestre na Rota da Cereja
(integrado nas comemorações do 25º aniversário da Rádio Cova da Beira)
Ponto de Encontro – Junta de Freguesia do Fundão
Manhã | Bombos de Alcongosta
Tarde | Concertinas da Sequeira (Guarda)
Rancho Folclórico do Castelejo
Noite | Grupo de Música Popular “As sementinhas”Centro de Dia do Castelejo
Rancho Folclórico de Soalheira
22H30 | Concerto Comtradições
Dia 11 de Junho
8h30 | II Passeio/ Convívio de Motard
Clube Motard Trinca Cerejas (contacto:966 376 010)
ponto de encontro - Amnésia Bar
Manhã | Bombos de Alcongosta
Tarde | Associação de Bombos Souto da Casa
Bombos das Donas
Bombos do Barco
Rancho Folclórico dos Três Povos
Concertinas Estrelas da Serra (Guarda)
Noite | Rancho Folclórico
Cantarinhas do Telhado
Bombos do Alcaide
Grupo de Cantares da Esc. Sec. do Fundão
22H30 | Concerto A Caruma
Dia 12 de Junho
Manhã | Bombos de Alcongosta
Bombos da Barroca
Bombos da Junta de Freguesia do Fundão
Tarde | Grupo de Cantares de Santo André (Telhado)
Grupo de Cantares da Arrifana
Rancho Folclórico dos Pastores do Açor
Grupo Coral da Associação de Solidariedade Social de Silvares
domingo, dezembro 05, 2010
Fotografias da neve na Serra da Gardunha - Dezembro de 2010

segunda-feira, novembro 29, 2010
O açoriano na América (vídeo)
quarta-feira, novembro 24, 2010
Fotografias da X Mostra de Artes e Sabores da Maúnça – Açor - 2010
Licores, licores e mais licores... mas não podemos esquecer a fantástica jeropiga!
E agora?
E agora?
E agora?
Mas não é só à noite que a aldeia ganha vida. Durante o dia a azáfama é constante e, enquanto as senhoras estão muito atarefadas a cozer pão e a preparar os doces típicos, no largo principal acende-se a fogueira para o magusto comunitário.
...e no fim, "Quentes e boas!"
domingo, novembro 14, 2010
Imagens de uma manhã de Domingo

quinta-feira, novembro 11, 2010
X Mostra de Artes e Sabores da Maúnça - Açor 2010
É já este fim-de-semana que tem lugar o 10º festival de Artes e Sabores da Maúnça, aquele que para mim é um dos melhores festivais do género desta época, quer pelo espírito acolhedor das gentes da aldeia do Açor, que pela panóplia de cores, sons e sabores à disposição dos visitantes, sempre com a temática da castanha como fundo.

Programa
Exposição de Fotografia Ilustrada “HUMOS DE MORILLE” – SALAMANCA 2010, de Belarmino Lopes Local: Centro Comunitário
Sábado, 13 de Novembro
11H00 – Bombos da Casa do Povo do Souto da Casa
15H00 – Ovelha Negra (Associação Ocaia)
16H00 – Magusto Comunitário (Largo da Figueira)
18H00 – Grupo de Cantares da Escola Secundária do Fundão
21H00 – Grupo Saltamontes
Domingo, 14 de Novembro
09H00 – Passeio Pedestre “ROTA DA MAUNÇA”
11H00 – Grupo de Bombos da Junta de Freguesia do Fundão
14H30 – Grupo de Cantares da Barroca
16H00 – Magusto Comunitário (Largo da Fonte)
Grupo de Cantares de STº André (Telhado)
Vale a pena ler também:
Artes e Sabores da Maúnça II
O Mistério da Serra da Maúnça
sábado, fevereiro 20, 2010
Sugestão para uma noite diferente: Serão "Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto"

Logo às 21h, na antiga Escola Primária da aldeia de Açor, (Castelejo-Fundão), os mais idosos irão partilhar as velhas histórias que lhes foram transmitidas oralmente pelas gerações que os antecederam.
quarta-feira, outubro 21, 2009
Açor - Festival Artes e Sabores da Maúnça 2009

quinta-feira, agosto 06, 2009
E eis que o PSD volta a insistir na mesma piada...










