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sexta-feira, novembro 08, 2013

Maúnça 2013 - Que ninguém se atreva a faltar!


Tem hoje início a 13ª "Mostra de Artes e Sabores da Maúnça", certame onde a castanha assume um papel de destaque mas não só. As ruas e caves da aldeia do Açor, bela terra feita de gente hospitaleira, irão animar-se com cores, aromas e sons que prometem um fim-de-semana em grande.

Para aguçar o apetite, partilho aqui uma amostra do que foram as últimas edições:





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quarta-feira, outubro 31, 2012

A não perder: Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, no Açor!


Faltam apenas 10 dias para a XII Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, no Açor, a minha festa de Outono favorita (sem desprimor para o festival Míscaros, ao qual também não faltarei e do qual em breve farei divulgação também!).

Durante dois dias, os visitantes poderão deliciar-se com os pratos em que a castanha é ingrediente de destaque, os licores, a jeropiga, o bom pão caseiro, bem à maneira da nossa avó,... tudo isto nas diversas tasquinhas espalhadas pela aldeia que, apesar de fisicamente pequena, é enorme pela hospitalidade das suas gentes. 

Para quem está ainda indeciso, deixo aqui uma pequeníssima amostra de alguns dos "argumentos" deste festival...

O "miau" com mel!

Os enchidos não podiam faltar!

Este pão é fantástico. Se for acabado de sair do forno, então,... é daqui! (Agora estou a segurar o lóbulo da orelha direita com o indicador e o polegar da mão direita, efectuando subtis movimentos oscilatórios, pretendendo com isto dizer que o pão é de facto de elevada qualidade)

Programa:

Exposição (Dias 10 e 11 de Novembro) 
"À Descoberta das Abelhas – O Sabor do Mel" 

Sábado, 10 de Novembro 
Animação de rua 
   Fado Serrano (fado brejeiro) 
   Grupo de Cantares da Escola Secundária do Fundão 
   Grupo Ponto de Interrogação 
15.00h – 16.30h Magusto Comunitário 
21.00h Acordeão em Espetáculo – Patrícia Santos, João Paulico e Inês Paulico (Música Tradicional Portuguesa e do Mundo) 

Domingo, 11 de Novembro 
8.30h Raide Fotográfico da Castanha 
Animação de rua: 
   Bombos da Casa do Povo do Souto da Casa 
   Grupo de Cantares Ponto e Linha do Souto da Casa 
   Associação de Acordeonistas da Beira Baixa 
15.00h – 16.30h Magusto Comunitário 

Transportes 
Haverá autocarros gratuitos no sábado e domingo, a partir do Fundão (Praça Amália Rodrigues) para o Açor (campo de futebol) e vice-versa. No sábado haverá autocarros com partida do Fundão às 15.00h e às 19.00h e do Açor para a cidade às 18.00h e às 23.00h. No Domingo haverá um autocarro com saída do Fundão às 11.30h e regresso às 17.30h.



terça-feira, fevereiro 14, 2012

Dia de São Valentim não é dia de São Valentim se não visionarmos este vídeo

Por muitos anos que passem, não consigo deixar de pensar neste vídeo sempre que chega o dia de São Valentim. Um verdadeiro clássico que evoca melancolicamente uma época na qual tudo corria tão bem a estes pombinhos, e andavam de tão boas relações, que até iam aos Açores comer um borreguinho!


Feliz dia dos coraçõezinhos!

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Sobral de São Miguel - Das Minas dos Mouros às Lutas Liberais.

A propósito do passeio fotográfico que amanhã tem lugar em Sobral de São Miguel, recordei-me de uma reportagem que, em conjunto com o Xamane, realizei no ano 2.000 na povoação, tendo como cicerone o Sr. António Marques, escritor local que assina com o pseudónimo de Emanuel João. Das "minas dos Mouros" às peripécias durante as Guerras Liberais, esta visita teve de tudo um pouco.

Sobral de S. Miguel (Covilhã)
Uma Serra com histórias para contar


"Diante de nós, rasga-se uma comprida vala que na sua profundidade máxima deverá ter cerca de 4 a 5 metros." - ArqueoBeira 2003Atiçada a nossa curiosidade por um pequeno artigo no Jornal do Fundão que alertava para o abandono a que nessa localidade estava votado o local das "Minas dos Mouros", deslocámo-nos a Sobral de São Miguel. Guiados por António Marques, embarcámos numa viagem até aos tempos em que os salteadores assolavam a região e onde ainda ecoam as detonações das lutas liberais.

Em Sobral de São Miguel, existe alguém para quem a história e a cultura da localidade merecem a dedicação de uma vida. António Marques, um habitante desta localidade que diariamente cuida das suas cabeças de gado e das suas terras, escreve livros onde conta as histórias que recolheu ou que lhe foram transmitidas pelos seus pais e avós. Ocasionalmente, escreve artigos para o Jornal do Fundão onde relata o que vai acontecendo na sua localidade. Foi precisamente um desses artigos que nos levou ao seu encontro. Nele relatava a sua preocupação e mágoa por nenhuma entidade ou personalidade se interessar pelo sítio das "Minas dos Mouros" estando este local em vias de desaparecer.

Após o nosso encontro num café da localidade, tendo tido conhecimento do que nos tinha levado até ali, António Marques não consegue conter um sorriso próprio de quem sente a satisfação de saber que alguém ouviu o seu apelo. Prontamente acedeu a levar-nos até ao local, não sem antes nos ter contado um pouco da história de Sobral de S.Miguel, um pouco de si e do livro que está a escrever.

A Rota do Sal

Sobral de S.Miguel foi em tempos uma terra de grande importância económica. Por aqui passava a Rota do Sal que, do litoral, levava o tão precioso "ouro branco" para as terras do Interior. Aqui, onde existiam algumas Catraias, a rota dividia-se seguindo um ramo para Este e Sudeste passando por Covilhã e indo até Monsanto e outro para Nordeste. Esta rota só terminou quando o caminho de ferro adquiriu protagonismo como meio principal de comunicação com os centros de produção.
-"Ali em cima ainda se notam os sulcos das rodas dos carros (de bois) que transportavam o sal" - Diz-nos António Marques.

As Minas dos Mouros

António Marques - ArqueoBeira 2003Partindo então em direcção às "Minas dos Mouros", somos surpreendidos por uma paisagem impressionante que tem como pano de fundo a majestosa Serra do Açor. À medida que o vale se vai estreitando enquanto a estrada vai subindo na direcção de um monte sobranceiro a Sobral de S.Miguel, vemos aqui e ali umas manchas onde nem sequer vegetação rasteira existe. Os incêndios devastaram a floresta, e a vegetação restante foi impotente para travar a erosão. "A serra tem estas feridas. Já pensei em escrever para o jornal a falar nisto também" - lamenta-se António Marques.

Finalmente, entramos por um caminho de terra batida, onde somos obrigados a abandonar o veículo para fazer o resto do trajecto a pé. Poucos minutos depois, António Marques aponta para uma abertura na rocha camuflada pelos arbustos "É aqui a primeira. Ali mais à frente está a maior." - Diz-nos. Diante de nós, rasga-se uma comprida vala que na sua profundidade máxima deverá ter cerca de 4 a 5 metros. Inconfundivelmente escavado por mãos humanas, a época em que foi feita escapa-nos. "Toda a vida ouvi chamar-lhe Minas dos Mouros. Já os meus avós assim lhe chamavam e toda a vida lhe tinham ouvido chamar isso." - confessa-nos António Marques.

Descendo pela abertura, somos confrontados com um triste espectáculo: o único interesse que este local despertou foi em infelizes oportunistas que aqui viram uma oportunidade para se livrarem de trastes e lixo diverso. Para lá deste atentado, a galeria estende-se um pouco mais e afunda-se no solo, estando no entanto entulhada. O propósito das "Minas dos Mouros", tal como a sua idade, jaz sob a terra à espera que alguém a queira descobrir.

Salteadores e lutas liberais

Imersos na paisagem que nos envolve, contemplamos a Oeste a Serra do Açor, a Este o maciço central da Estrela e a Sul as marcas que as Minas da Panasqueira deixaram na paisagem envolvente. Apontando para a Serra do Açor, António Marques conta-nos histórias em que a Serra era um santuário para os que fugiam dos bandos de salteadores que atormentavam a população: os Cacarras e os Brandões.

"Quando alguém se apercebia da vinda dos salteadores, dava o alarme e toda a população escondia o que não podia levar e fugia para a Serra com o que podia levar, até animais. Uma vez, estando os salteadores em Sobral de S.Miguel, um dos galos que alguém tinha levado consigo para o esconderijo na Serra cantou. O dono, sem pensar, com as próprias mãos lhe torceu o pescoço." - conta-nos António Marques, continuando: "Isto era no tempo em que os que eram por D.Miguel lutavam contra os de D.Pedro. Ora chegando certa vez os salteadores a Sobral de S.Miguel, apenas encontraram uma velha que por não poder, não tinha fugido com o resto. Os salteadores querendo saber por que partido estava ela perguntaram-lhe "Viva quem?" ao que ela respondeu "Viva os que cá estão e El-Rei de Bragança. Vão todos para o raio que vos parta então, que não entendo nada dessa dança"".

Abordando as lutas liberais, conta-nos sobre um combate que aconteceu no alto da Serra do Açor. As forças realistas carregaram sobre os liberais que se tinham entricheirado no cume da Serra. Sobre estes fizeram tal descarga de artilharia que estes para não serem exterminados, tiveram de fugir

A Casa de Bragança em Sobral de S.Miguel

Sobral de S.Miguel era um local ao qual os reis da Casa de Bragança se deslocavam muitas vezes para fazer caçadas. Segundo António Marques "Os reis vinham cá e por aí deixaram semente. Andava aí muita gente parecida com os reis.". A uma familiar sua, recorda com um sorriso trocista, chamavam-lhe Maria Pia por ser parecida com a Rainha D. Maria I.

Emanuel João

Convidando-nos para entrar em sua casa, António Marques revela-nos outra faceta sua: a de escritor. Com o pseudónimo de Emanuel João, está actualmente a escrever um livro onde aprofunda os episódios que nos contou. O mais interessante desse livro, do qual tivémos o privilégio de ler já algumas passagens, reside no facto de contar o dia-a-dia dos habitantes de Sobral de S.Miguel do antigamente, tudo isto escrito em português de sotaque saloio. Um pormenor que nos faz sentir imersos no quotidiano de então.

No entanto, a edição deste livro ainda sem título, poderá não acontecer. António Marques lamenta o facto de se encontrar sozinho nesta luta "É difícil arranjar apoios. Eu sozinho não consigo pagar a impressão do livro e também não consigo arranjar quem me apoie. Nem os meus filhos me querem ajudar, não se interessam pelo que faço" - diz-nos não escondendo a sua mágoa.

Já o seu livro anterior intitulado "Deus, a verdade e a vida ou libertação da humanidade", conheceu sérios problemas para ser editado. "Consegui obter do Sr Carlos Pinto (presidente da Câmara Municipal da Covilhã) um apoio de 100 contos. Mas tive de insistir muito para o obter depois de prometido.". Neste livro, o autor reúne alguns pensamentos e reflecte sobre Deus, a relação dos homens com Deus e analisa o Mundo moderno à luz destes temas com a clareza de uma pessoa simples e franca.

Paradigmático da sua personalidade é o último parágrafo do seu livro:

"Escrevo este livro, sem qualquer intenção monetária ou comercial.
Se sou feliz com o pouco que tenho, para quê quero eu mais?
Olhai leitores amigos:
O que é preciso, é aproveitar o dom da vida tão lindo, que a natureza nos ofereceu.
Não quero ficar na história, como herói, profeta ou arrastar multidões, que isso de nada me aproveita, nesta ligeira passagem.
O que eu mais desejo era ver a libertação da humanidade!
O que é possível com o auxílio de todos os homens de boa vontade!
Que Deus me oiça!..."

07/01/2000"

sexta-feira, novembro 11, 2011

XI Mostra de Artes e Sabores da Maúnça

Começa já amanhã aquela que é a minha festa de Outono favorita, a Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, na simpática e acolhedora aldeia do Açor.

Com a temática da castanha como pano de fundo, entre amanhã e Domingo as portas das casas da aldeia vão estar abertas aos visitantes, propondo mil e um sabores.

PROGRAMA:

Sábado:
11h00 - Bombos Rochas de Cima
14h30 - Workshop “Sabores do Outono” (doce de castanha), apresentado pela tasquinha “À Portela” e coordenado por Isabel Filipe Antunes
(Inscrições: 968 223 124, nº máximo – 10/pax, valor 2,50€)
15h00 - Grupo Cantares da Barroca
17h00 - Magusto Comunitário
Gaita-de-Beiços da Rapoula
21h00 - Concertinas “Desgarradas com o povo”

Domingo
11h00 - Grupo de Bombos Souto da Casa
14h00 - Workshop “À Volta do Pão” , coordenado por Brigite Martins (Inscrições: 962 369 921, nº máximo – 10/pax, valor 2,50€)
14h00 - Passeio pedestre “Rota da Maúnça”
Concentração - Sede da Associação Recreativa e Cultural do Rancho “Os Pastores do Açor” (Características do passeio: tipo - circular; distancia - 6/8 km; dificuldade - média / baixa; inclui reforço alimentar)
14h30 - Workshop “À Descoberta do Queijo Fresco”, apresentado pela tasquinha “Cantinho das Sopas” e coordenado por Daniela Santos
(Inscrições: 933 659 807, nº máximo – 12/pax, valor 2,50€)
15h00 - Grupo de Cantares Santo André
16h00 - Magusto Comunitário
Ecos da Maúnça

Informações e Inscrições (Passeio Pedestre):
Associação Recreativa e Cultural do Rancho “Os Pastores do Açor”
Telm: 936 712 439 | 936 712 440;
E-mail: pastoresacor@iol.pt
Inscrição - 3,00€ (Nib: 003520270000126993064 - enviar comprovativo para pastoresacor@iol.pt)
Data limite - 12 novembro
Apoio: Gardunha Viva - Associação de Montanhismo do Fundão

E para aguçar o apetite...



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quarta-feira, junho 08, 2011

Festa da Cereja 2011 - Alcongosta / Fundão


Começa já amanhã a Festa da Cereja 2011 que, até Domingo, promete mais uma vez encher as ruas da aldeia de Alcongosta de cores, música e movimento com as tasquinhas, instaladas pelos habitantes locais nas suas caves e garagens a prometerem fazer outra vez as delícias dos mais de 40.000 visitantes esperados. Recordam-se como foi no ano passado? (Cliquem aqui)

A cereja, rainha do evento, estará omnipresente no evento, tanto na sua forma original como em doces, licores e muitos outros produtos, consoante a imaginação dos "tasqueiros", sendo obrigatório provar o licor de cereja ou até a espetada de cereja em banho de chocolate, por exemplo. Está ainda assegurado durante todo o fim-de-semana, como sempre tem acontecido, a ligação por autocarro entre o centro do Fundão e Alcongosta para evitar os inconvenientes do trânsito.

Esta festa da cereja coincide ainda com o festival gastronómico Sabores da Cereja ao qual aderiram vários restaurantes ao redor da Gardunha. Motivos de sobra para visitarem a zona da Gardunha este dias!


Seguem-se algumas informações de indesmentível utilidade:

1 - Onde é que é isto da festa da cereja, afinal? Está aqui no mapa:


2 - E qual é o programa das festas? É este:

Dia 9 de Junho
Tarde | Bombos da Alcongosta
Pifaradas e Gaitadas do Álvaro Pessoa
Bombos da Capinha
21H00 | Concerto Grupo de Cantares Sª do Mosteiro (Freixial)

Dia 10 de Junho
8h30 | Passeio Pedestre na Rota da Cereja
(integrado nas comemorações do 25º aniversário da Rádio Cova da Beira)
Ponto de Encontro – Junta de Freguesia do Fundão

Manhã | Bombos de Alcongosta
Tarde | Concertinas da Sequeira (Guarda)
Rancho Folclórico do Castelejo
Noite | Grupo de Música Popular “As sementinhas”Centro de Dia do Castelejo
Rancho Folclórico de Soalheira
22H30 | Concerto Comtradições

Dia 11 de Junho
8h30 | II Passeio/ Convívio de Motard
Clube Motard Trinca Cerejas (contacto:966 376 010)
ponto de encontro - Amnésia Bar
Manhã | Bombos de Alcongosta
Tarde | Associação de Bombos Souto da Casa
Bombos das Donas
Bombos do Barco
Rancho Folclórico dos Três Povos
Concertinas Estrelas da Serra (Guarda)
Noite | Rancho Folclórico
Cantarinhas do Telhado
Bombos do Alcaide
Grupo de Cantares da Esc. Sec. do Fundão
22H30 | Concerto A Caruma

Dia 12 de Junho
Manhã | Bombos de Alcongosta
Bombos da Barroca
Bombos da Junta de Freguesia do Fundão
Tarde | Grupo de Cantares de Santo André (Telhado)
Grupo de Cantares da Arrifana
Rancho Folclórico dos Pastores do Açor
Grupo Coral da Associação de Solidariedade Social de Silvares

3 - E diz que há autocarros? Há sim senhores! Cliquem aqui para ver os horários.

domingo, dezembro 05, 2010

Fotografias da neve na Serra da Gardunha - Dezembro de 2010

O caríssimo camarada Tiago Fernandes esteve este fim-de-semana pela Gardunha e registou estas belas imagens da zona da Casa do Guarda junto à aldeia de Alcongosta.

O caminho em direcção à Penha


A Cova da Beira, com o Monte de S.Brás, o Fundão e, ao longe, a Serra da Estrela


Aspecto da zona da Casa do Guarda


A Casa do Guarda

Normalmente branco na Primavera devido à floração das cerejas, o vale entre o Souto da Casa e Alcongosta pintou-se também de branco esta semana. Ao fundo, a Serra da Estrela e a Serra do Açor (à esquerda)


Para finalizar, deixo aqui uma panorâmica que criei para mostrar o aspecto da Gardunha, com o Monte de S.Brás em evidência, vista a partir do Centro Cívico do Fundão. Cliquem para abrir numa nova janela (se necessário cliquem depois em cima da foto para ampliar).


segunda-feira, novembro 29, 2010

O açoriano na América (vídeo)

Para começarmos bem esta semana bifásica (apesar de o facto de haver um feriado pelo meio fazer com que pareça que a semana tem duas Segundas-feiras), nada melhor do que uma injecção de bom humor para animar um bocadinho.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Fotografias da X Mostra de Artes e Sabores da Maúnça – Açor - 2010

Seria imperdoável se não publicasse aqui também um artigo dedicado à X Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, na aldeia do Açor. É certo que o Míscaros foi muito bom (já aqui o disse em várias ocasiões) mas, que me perdoem, a Maúnça é a minha festinha de eleição!

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Como todos os anos acontece (no ano passado já foi algo fora de horas mas ainda houve tempo para trazer uns belos pães caseiros), a viagem nocturna para o Açor foi feita em TT pela Serra da Maúnça. O que não estava nos planos era o tremendo manto de nevoeiro com que nos deparámos e que não permitia uma visibilidade para além de 10m. Felizmente, o condutor era um indivíduo experiente e com um tremendo sentido de orientação (estou neste momento a emanar bafo na direcção das unhas da minha mão direita, esfregando-as em seguida na minha camisola) e o grupo conseguiu chegar ao Açor de boa saúde.

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À nossa espera, o mesmo de sempre: muita castanha assada, deliciosas filhoses acabadas de fazer, miaus quentinhos com mel, jeropiga da boa, licores de tudo e mais alguma coisa, isto para além dos pratos típicos que fizeram a delícia dos visitantes.


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Um grupo de visitantes anónimos fotografado completamente ao acaso numa tasca escolhida de forma completamente aleatória. Se alguns ainda conseguem manter a pose, outros há que, aparentemente, não conseguem disfarçar a sua apetência pelos produtos regionais.

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Licores, licores e mais licores... mas não podemos esquecer a fantástica jeropiga!

Já estão com água na boca?


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E agora?


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E agora?


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E agora?


Mas não é só à noite que a aldeia ganha vida. Durante o dia a azáfama é constante e, enquanto as senhoras estão muito atarefadas a cozer pão e a preparar os doces típicos, no largo principal acende-se a fogueira para o magusto comunitário.

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...e no fim, "Quentes e boas!"

Foi pois com tristeza que tivemos de nos despedir até ao próximo ano. As emoções contudo não se esgotariam por aqui já que o regresso, feito pelo mesmo caminho da vinda, acabou por se revelar um pouco mais comprido do que o desejado. É evidente que as más línguas dirão que o zeloso condutor se enganou no caminho e que quase se fazia todo o trajecto até casa pelo pinhal. Contudo, o desvio deveu-se a certos e determinados factores, sendo um deles a vontade de proporcionar a toda comitiva um agradável percurso cénico... apesar de estar uma noite escura como bréu e de estar também um nevoeiro passível de ser cortado às fatias.

Fica um grande abraço para as gentes do Açor e a promessa ansiosa de que no próximo ano lá estaremos mais uma vez.

domingo, novembro 14, 2010

Imagens de uma manhã de Domingo

Nada melhor do que uma bela caminhada pela floresta para recuperar do esforço dispendido na noite anterior em prol da economia local da aldeia do Açor.


quinta-feira, novembro 11, 2010

X Mostra de Artes e Sabores da Maúnça - Açor 2010

É já este fim-de-semana que tem lugar o 10º festival de Artes e Sabores da Maúnça, aquele que para mim é um dos melhores festivais do género desta época, quer pelo espírito acolhedor das gentes da aldeia do Açor, que pela panóplia de cores, sons e sabores à disposição dos visitantes, sempre com a temática da castanha como fundo.


Recomendo vivamente a bela jeropiga acompanhada por castanhas, os inúmeros licores, obtidos a partir dos frutos e plantas das redondezas, tal como os bolos locais, o pão caseiro cozido por quem sabe, acabado de sair do forno e, permitam-me que vos diga, ficaram-me na "retina gustativa" aqueles bifes com castanhas saboreados numa das últimas incursões ao festival. Para a "sossega", há que provar o "café de borras" sobre o qual alguns membros do núcleo duro deste blog têm opiniões muito particulares.


Podem ainda aproveitar para dar um pequeno passeio pela crista da Serra da Maúnça, contemplando uma paisagem que evoca histórias de guerras de outrora, de encontros com o sobrenatural, de fenómenos e milagres.

Estão à espera de quê?

Programa

Exposição de Fotografia Ilustrada “HUMOS DE MORILLE” – SALAMANCA 2010, de Belarmino Lopes Local: Centro Comunitário

Sábado, 13 de Novembro
11H00 – Bombos da Casa do Povo do Souto da Casa
15H00 – Ovelha Negra (Associação Ocaia)
16H00 – Magusto Comunitário (Largo da Figueira)
18H00 – Grupo de Cantares da Escola Secundária do Fundão
21H00 – Grupo Saltamontes

Domingo, 14 de Novembro
09H00 – Passeio Pedestre “ROTA DA MAUNÇA”
11H00 – Grupo de Bombos da Junta de Freguesia do Fundão
14H30 – Grupo de Cantares da Barroca
16H00 – Magusto Comunitário (Largo da Fonte)
Grupo de Cantares de STº André (Telhado)



Vale a pena ler também:
Artes e Sabores da Maúnça II
O Mistério da Serra da Maúnça

sábado, fevereiro 20, 2010

Sugestão para uma noite diferente: Serão "Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto"


Logo às 21h, na antiga Escola Primária da aldeia de Açor, (Castelejo-Fundão), os mais idosos irão partilhar as velhas histórias que lhes foram transmitidas oralmente pelas gerações que os antecederam.

Trata-se de uma oportunidade única de conhecer um pouco mais do riquíssimo património etnográfico da Beira Baixa numa aldeia cheia de histórias para contar. Contamos marcar por lá presença!


Ver também:

quarta-feira, outubro 21, 2009

Açor - Festival Artes e Sabores da Maúnça 2009


Aí está o cartaz da edição de 2009 do Festival "Artes e Sabores da Maúnça"! daqui a pouco mais de duas semanas, todos os caminhos vão dar à aldeia do Açor, no concelho do Fundão, onde a animação vai ser mais que muita no meio de um desfilar de aromas e cores, tendo sempre a castanha como elemento omnipresente.

Eu cá já estou a salivar com a recordação daqueles deliciosos e suculentos bifinhos com castanhas da edição do ano passado assim como dos muitos e bons licores.

quinta-feira, agosto 06, 2009

E eis que o PSD volta a insistir na mesma piada...

Em primeiro lugar, para evitar confusões, o Blog do Katano quer tornar público que não foi até ao momento convidado por qualquer partido, nem publicamente nem a título pessoal, para as listas de candidatos a deputados para as próximas eleições legislativas. Agora sim, podemos avançar para o tema deste artigo.



Nas eleições legislativas de 2002, que levaram Durão Barroso ao poder, o PSD teve a peregrina ideia de colocar como cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Castelo Branco nem mais nem menos que a apresentadora de televisão Maria Elisa. Apesar da dúvida sobre se Maria Elisa já alguma vez tinha pisado Castelo Branco, a população terá achado alguma piada a esta nomeação e o PSD conseguiu aqui eleger 2 deputados, contra 3 do PS, entre os quais se encontrava José Sócrates, provavelmente já com o grau de Engenheiro.

Maria Elisa entretanto, cuja maior actividade consistiu em recusar sistematicamente prestar declarações ao Jornal do Fundão para a rubrica "O que fez esta semana pelo seu Distrito?", acabou por ficar desencantada com a Beira Baixa, provavelmente pelo clima que é algo desagradável para quem não está habituado a ele, e emigrou para Londres.

Talvez convencido por algum impulso de superstição aliada a algumas saudades do poder, o PSD volta este ano a usar a mesma estratégia de puro humor ao colocar como cabeça de lista por Castelo Branco nem mais nem menos que... Costa Neves. Das duas uma, ou o PSD acha que Costa Neves tem aquilo que é preciso para, de um momento para o outro, se tornar um beirão de gema ou então o stock de piadas estará algo esgotado, obrigando a repetir velhas fórmulas.

Mas quem é afinal este Costa Neves que vai competir directamente com José Sócrates? O agora candidato a deputado por Castelo Branco fez carreira política ... nos Açores, chegando a ser presidente do PSD dessa região. O interessante é que, ao abandonar esse cargo, Costa Neves afirmou pretender fazer uma paragem na sua vida política. Poderá realmente haver aqui alguma coerência de Costa Neves uma vez que, sem desagradar ao seu partido, se arrisca a continuar o hiato na sua carreira.

Contudo, se o objectivo for mesmo ir em busca de votos (já acredito em tudo) há muito trabalho ainda a fazer pelo PSD. O mais importante será oferecer a Costa Neves um aparelho de GPS pré-programado, que o consiga orientar até Castelo Branco para, pelo menos, saber onde fica a capital de distrito pela qual se vai candidatar. Sim porque nos Açores, pelos vistos, a geografia do Continente é um exercício confuso e a própria imprensa da região autónoma (nesta altura com "uma autonomia melhor mas não com a melhor autonomia") parece indecisa entre situar Castelo Branco na Beira Baixa ou no Alto Minho. É o que dá abusarem da referência "Castelo" nos topónimos.

Quanto a mim, esta candidatura vem facilitar um bocado a decisão de voto. Excluído que está o PSD, o rol de escolhas coerentes fica menor.


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