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quarta-feira, novembro 24, 2010

Fotografias da X Mostra de Artes e Sabores da Maúnça – Açor - 2010

Seria imperdoável se não publicasse aqui também um artigo dedicado à X Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, na aldeia do Açor. É certo que o Míscaros foi muito bom (já aqui o disse em várias ocasiões) mas, que me perdoem, a Maúnça é a minha festinha de eleição!

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Como todos os anos acontece (no ano passado já foi algo fora de horas mas ainda houve tempo para trazer uns belos pães caseiros), a viagem nocturna para o Açor foi feita em TT pela Serra da Maúnça. O que não estava nos planos era o tremendo manto de nevoeiro com que nos deparámos e que não permitia uma visibilidade para além de 10m. Felizmente, o condutor era um indivíduo experiente e com um tremendo sentido de orientação (estou neste momento a emanar bafo na direcção das unhas da minha mão direita, esfregando-as em seguida na minha camisola) e o grupo conseguiu chegar ao Açor de boa saúde.

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À nossa espera, o mesmo de sempre: muita castanha assada, deliciosas filhoses acabadas de fazer, miaus quentinhos com mel, jeropiga da boa, licores de tudo e mais alguma coisa, isto para além dos pratos típicos que fizeram a delícia dos visitantes.


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Um grupo de visitantes anónimos fotografado completamente ao acaso numa tasca escolhida de forma completamente aleatória. Se alguns ainda conseguem manter a pose, outros há que, aparentemente, não conseguem disfarçar a sua apetência pelos produtos regionais.

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Licores, licores e mais licores... mas não podemos esquecer a fantástica jeropiga!

Já estão com água na boca?


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E agora?


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E agora?


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E agora?


Mas não é só à noite que a aldeia ganha vida. Durante o dia a azáfama é constante e, enquanto as senhoras estão muito atarefadas a cozer pão e a preparar os doces típicos, no largo principal acende-se a fogueira para o magusto comunitário.

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...e no fim, "Quentes e boas!"

Foi pois com tristeza que tivemos de nos despedir até ao próximo ano. As emoções contudo não se esgotariam por aqui já que o regresso, feito pelo mesmo caminho da vinda, acabou por se revelar um pouco mais comprido do que o desejado. É evidente que as más línguas dirão que o zeloso condutor se enganou no caminho e que quase se fazia todo o trajecto até casa pelo pinhal. Contudo, o desvio deveu-se a certos e determinados factores, sendo um deles a vontade de proporcionar a toda comitiva um agradável percurso cénico... apesar de estar uma noite escura como bréu e de estar também um nevoeiro passível de ser cortado às fatias.

Fica um grande abraço para as gentes do Açor e a promessa ansiosa de que no próximo ano lá estaremos mais uma vez.

quarta-feira, outubro 31, 2012

A não perder: Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, no Açor!


Faltam apenas 10 dias para a XII Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, no Açor, a minha festa de Outono favorita (sem desprimor para o festival Míscaros, ao qual também não faltarei e do qual em breve farei divulgação também!).

Durante dois dias, os visitantes poderão deliciar-se com os pratos em que a castanha é ingrediente de destaque, os licores, a jeropiga, o bom pão caseiro, bem à maneira da nossa avó,... tudo isto nas diversas tasquinhas espalhadas pela aldeia que, apesar de fisicamente pequena, é enorme pela hospitalidade das suas gentes. 

Para quem está ainda indeciso, deixo aqui uma pequeníssima amostra de alguns dos "argumentos" deste festival...

O "miau" com mel!

Os enchidos não podiam faltar!

Este pão é fantástico. Se for acabado de sair do forno, então,... é daqui! (Agora estou a segurar o lóbulo da orelha direita com o indicador e o polegar da mão direita, efectuando subtis movimentos oscilatórios, pretendendo com isto dizer que o pão é de facto de elevada qualidade)

Programa:

Exposição (Dias 10 e 11 de Novembro) 
"À Descoberta das Abelhas – O Sabor do Mel" 

Sábado, 10 de Novembro 
Animação de rua 
   Fado Serrano (fado brejeiro) 
   Grupo de Cantares da Escola Secundária do Fundão 
   Grupo Ponto de Interrogação 
15.00h – 16.30h Magusto Comunitário 
21.00h Acordeão em Espetáculo – Patrícia Santos, João Paulico e Inês Paulico (Música Tradicional Portuguesa e do Mundo) 

Domingo, 11 de Novembro 
8.30h Raide Fotográfico da Castanha 
Animação de rua: 
   Bombos da Casa do Povo do Souto da Casa 
   Grupo de Cantares Ponto e Linha do Souto da Casa 
   Associação de Acordeonistas da Beira Baixa 
15.00h – 16.30h Magusto Comunitário 

Transportes 
Haverá autocarros gratuitos no sábado e domingo, a partir do Fundão (Praça Amália Rodrigues) para o Açor (campo de futebol) e vice-versa. No sábado haverá autocarros com partida do Fundão às 15.00h e às 19.00h e do Açor para a cidade às 18.00h e às 23.00h. No Domingo haverá um autocarro com saída do Fundão às 11.30h e regresso às 17.30h.



quarta-feira, novembro 12, 2008

Artes e Sabores da Maúnça - II

Retomando o tema do último artigo, o Sábado foi então centrado no Festival de Artes e Sabores da Maúnça que decorreu na serra na já famosa aldeia de Açor.


À tarde houve contudo tempo para uma pequena incursão até à Serra da Gardunha para investigação com vista à recolha de elementos para a exposição do próximo Sábado e para recolha de cogumelos e castanhas. Tudo isto em meio a uma montaria organizada no âmbito da inauguração de instalações para uma Associação de Caçadores, esses simpáticos senhores que deixam a sua marca na paisagem na forma de latas que deixam supor que se chamam todos Ramirez ou de cartuchos vazios que, de forma inteligente, decoram vários recantos das serranias. No entanto, diga-se em abono da verdade que são sem dúvida amantes incondicionais da natureza pois, pelo que constatámos, já o relógio dobrara a uma da manhã e ainda se via faróis dispersos de automóveis na zona da montaria, um sinal claro de que os caçadores estavam com dificuldades em desvincular-se da natureza.

A incursão não foi propriamente bem sucedida mas sempre deu para investir sobre os muitos medronhos que sarapintavam o ambiente de vermelho. Na foto é bem visível o particular interesse do jovem Sam ao aprender que do medronho se faz uma aguardente de grande qualidade, isto enquanto o jovem Paulo cogita sobre as mil e uma formas de cozinhar um medronho.

"Aguardente? Onde é que se carrega?"

Também os cogumelos foram escassos mas, curiosamente, as pontuais descobertas de exemplares de Amanita Muscaria, ou Agário das Moscas, despertaram um intrigante frenesim entre alguns elementos do grupo. Só faltava mesmo a lagarta a fumar o seu narguilé em cima dos Agários...

Um belo exemplar de um fungo com alto índice de Ácido Ibotémico. A lagarta da Alice que o diga...



Chegou depois a hora de rumar ao Açor, conduzindo o veículo através de um interessante percurso todo-o-terreno. Escusado será dizer que todos os ocupantes do veículo adoraram a experiência e sentiram a adrenalina a correr-lhes pelo organismo. Aliás, a co-pilota chegou mesmo a afirmar "Nunca me diverti tanto como hoje, nem quando decidi ultrapassar 2 camiões em Espanha com vários veículos a circular em sentido contrário a uma distância pouco recomendável!".

Chegámos finalmente ao Açor, pequena aldeia que a tradição coloca na rota das Invasões Francesas, num episódio que, na Eira dos Três Termos, terá tido o seu climax aquando do enfrentamento entre franceses e a guerrilha local. Também a tradição popular situa nessa época a origem do misterioso "fenómeno" da Eira dos Três Termos, ainda hoje sem explicação e o qual abordarei em artigo próprio.

Sobre o Açor conta-se que, aquando da aproximação das tropas francesas, a população cobriu a Igreja (hoje bastante alterada) com ramos de giesta e silvas, já que se tratava do único edifício branco da aldeia ao contrário das moradias que eram em xisto e se confundiam na paisagem.


Na aldeia, o festival desenrola-se autenticamente de uma ponta à outra da aldeia, com as inevitáveis tasquinhas, umas melhor conseguidas que outras em termos de decoração e ambiente, onde é muito difícil resistir à tentação de percorrer todas elas mais que uma vez.

O jantar foi talvez mais atribulado que o desejado. Tendo-nos deliciado com um original prato de lombinhos de porco com castanhas e mel, em duas doses que afinal era três, decidimos repetir. Contudo, o stock havia-se esgotado e tivemos de nos contentar em terminar a refeição com uma bela chouriça assada. Pelo meio houve ainda espaço para uma demonstração de boa vontade da cozinheira que foi desencatar carne sabe-se lá onde e que no-la apresentou acondicionada numa espécie de tupperware onde quase se podia ler "HACCP sucks!".


A castanha, fruto omnipresente no festival



Uma reconfortante paragem para provar o tradicional "Café de borras"



O delicioso bolo de castanha em meio de um caleidoscópio de cores e sabores dispersas em dezenas de bolos e garrafas de licores tão inusitados como o licor de amora, de bolota e de carqueja...



Outro ângulo da questão


Aspecto de uma das tasquinhas mais concorridas



O cenário junto ao Forno Comunitário, onde algumas simpáticas senhoras se atarefavam a cozer pão. Um pouco mais longe, a casa museu toda ela recuperada e que merece sem dúvida uma visita.



Animação de rua, uma constante do festival



Uma pausa antes de atacar o licor de maçã.... e o de amora também.... ok, e também o de framboesa...

O regresso fez-se novamente pela Maúnça, agora em modo nocturno, percurso que levou a que, em alguns momentos, fossemos acompanhados por vários coelhos velozes e zigzagueantes. A edição 2008 já lá vai, venha a próxima! Merece bem a visita.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Sobral de São Miguel - Das Minas dos Mouros às Lutas Liberais.

A propósito do passeio fotográfico que amanhã tem lugar em Sobral de São Miguel, recordei-me de uma reportagem que, em conjunto com o Xamane, realizei no ano 2.000 na povoação, tendo como cicerone o Sr. António Marques, escritor local que assina com o pseudónimo de Emanuel João. Das "minas dos Mouros" às peripécias durante as Guerras Liberais, esta visita teve de tudo um pouco.

Sobral de S. Miguel (Covilhã)
Uma Serra com histórias para contar


"Diante de nós, rasga-se uma comprida vala que na sua profundidade máxima deverá ter cerca de 4 a 5 metros." - ArqueoBeira 2003Atiçada a nossa curiosidade por um pequeno artigo no Jornal do Fundão que alertava para o abandono a que nessa localidade estava votado o local das "Minas dos Mouros", deslocámo-nos a Sobral de São Miguel. Guiados por António Marques, embarcámos numa viagem até aos tempos em que os salteadores assolavam a região e onde ainda ecoam as detonações das lutas liberais.

Em Sobral de São Miguel, existe alguém para quem a história e a cultura da localidade merecem a dedicação de uma vida. António Marques, um habitante desta localidade que diariamente cuida das suas cabeças de gado e das suas terras, escreve livros onde conta as histórias que recolheu ou que lhe foram transmitidas pelos seus pais e avós. Ocasionalmente, escreve artigos para o Jornal do Fundão onde relata o que vai acontecendo na sua localidade. Foi precisamente um desses artigos que nos levou ao seu encontro. Nele relatava a sua preocupação e mágoa por nenhuma entidade ou personalidade se interessar pelo sítio das "Minas dos Mouros" estando este local em vias de desaparecer.

Após o nosso encontro num café da localidade, tendo tido conhecimento do que nos tinha levado até ali, António Marques não consegue conter um sorriso próprio de quem sente a satisfação de saber que alguém ouviu o seu apelo. Prontamente acedeu a levar-nos até ao local, não sem antes nos ter contado um pouco da história de Sobral de S.Miguel, um pouco de si e do livro que está a escrever.

A Rota do Sal

Sobral de S.Miguel foi em tempos uma terra de grande importância económica. Por aqui passava a Rota do Sal que, do litoral, levava o tão precioso "ouro branco" para as terras do Interior. Aqui, onde existiam algumas Catraias, a rota dividia-se seguindo um ramo para Este e Sudeste passando por Covilhã e indo até Monsanto e outro para Nordeste. Esta rota só terminou quando o caminho de ferro adquiriu protagonismo como meio principal de comunicação com os centros de produção.
-"Ali em cima ainda se notam os sulcos das rodas dos carros (de bois) que transportavam o sal" - Diz-nos António Marques.

As Minas dos Mouros

António Marques - ArqueoBeira 2003Partindo então em direcção às "Minas dos Mouros", somos surpreendidos por uma paisagem impressionante que tem como pano de fundo a majestosa Serra do Açor. À medida que o vale se vai estreitando enquanto a estrada vai subindo na direcção de um monte sobranceiro a Sobral de S.Miguel, vemos aqui e ali umas manchas onde nem sequer vegetação rasteira existe. Os incêndios devastaram a floresta, e a vegetação restante foi impotente para travar a erosão. "A serra tem estas feridas. Já pensei em escrever para o jornal a falar nisto também" - lamenta-se António Marques.

Finalmente, entramos por um caminho de terra batida, onde somos obrigados a abandonar o veículo para fazer o resto do trajecto a pé. Poucos minutos depois, António Marques aponta para uma abertura na rocha camuflada pelos arbustos "É aqui a primeira. Ali mais à frente está a maior." - Diz-nos. Diante de nós, rasga-se uma comprida vala que na sua profundidade máxima deverá ter cerca de 4 a 5 metros. Inconfundivelmente escavado por mãos humanas, a época em que foi feita escapa-nos. "Toda a vida ouvi chamar-lhe Minas dos Mouros. Já os meus avós assim lhe chamavam e toda a vida lhe tinham ouvido chamar isso." - confessa-nos António Marques.

Descendo pela abertura, somos confrontados com um triste espectáculo: o único interesse que este local despertou foi em infelizes oportunistas que aqui viram uma oportunidade para se livrarem de trastes e lixo diverso. Para lá deste atentado, a galeria estende-se um pouco mais e afunda-se no solo, estando no entanto entulhada. O propósito das "Minas dos Mouros", tal como a sua idade, jaz sob a terra à espera que alguém a queira descobrir.

Salteadores e lutas liberais

Imersos na paisagem que nos envolve, contemplamos a Oeste a Serra do Açor, a Este o maciço central da Estrela e a Sul as marcas que as Minas da Panasqueira deixaram na paisagem envolvente. Apontando para a Serra do Açor, António Marques conta-nos histórias em que a Serra era um santuário para os que fugiam dos bandos de salteadores que atormentavam a população: os Cacarras e os Brandões.

"Quando alguém se apercebia da vinda dos salteadores, dava o alarme e toda a população escondia o que não podia levar e fugia para a Serra com o que podia levar, até animais. Uma vez, estando os salteadores em Sobral de S.Miguel, um dos galos que alguém tinha levado consigo para o esconderijo na Serra cantou. O dono, sem pensar, com as próprias mãos lhe torceu o pescoço." - conta-nos António Marques, continuando: "Isto era no tempo em que os que eram por D.Miguel lutavam contra os de D.Pedro. Ora chegando certa vez os salteadores a Sobral de S.Miguel, apenas encontraram uma velha que por não poder, não tinha fugido com o resto. Os salteadores querendo saber por que partido estava ela perguntaram-lhe "Viva quem?" ao que ela respondeu "Viva os que cá estão e El-Rei de Bragança. Vão todos para o raio que vos parta então, que não entendo nada dessa dança"".

Abordando as lutas liberais, conta-nos sobre um combate que aconteceu no alto da Serra do Açor. As forças realistas carregaram sobre os liberais que se tinham entricheirado no cume da Serra. Sobre estes fizeram tal descarga de artilharia que estes para não serem exterminados, tiveram de fugir

A Casa de Bragança em Sobral de S.Miguel

Sobral de S.Miguel era um local ao qual os reis da Casa de Bragança se deslocavam muitas vezes para fazer caçadas. Segundo António Marques "Os reis vinham cá e por aí deixaram semente. Andava aí muita gente parecida com os reis.". A uma familiar sua, recorda com um sorriso trocista, chamavam-lhe Maria Pia por ser parecida com a Rainha D. Maria I.

Emanuel João

Convidando-nos para entrar em sua casa, António Marques revela-nos outra faceta sua: a de escritor. Com o pseudónimo de Emanuel João, está actualmente a escrever um livro onde aprofunda os episódios que nos contou. O mais interessante desse livro, do qual tivémos o privilégio de ler já algumas passagens, reside no facto de contar o dia-a-dia dos habitantes de Sobral de S.Miguel do antigamente, tudo isto escrito em português de sotaque saloio. Um pormenor que nos faz sentir imersos no quotidiano de então.

No entanto, a edição deste livro ainda sem título, poderá não acontecer. António Marques lamenta o facto de se encontrar sozinho nesta luta "É difícil arranjar apoios. Eu sozinho não consigo pagar a impressão do livro e também não consigo arranjar quem me apoie. Nem os meus filhos me querem ajudar, não se interessam pelo que faço" - diz-nos não escondendo a sua mágoa.

Já o seu livro anterior intitulado "Deus, a verdade e a vida ou libertação da humanidade", conheceu sérios problemas para ser editado. "Consegui obter do Sr Carlos Pinto (presidente da Câmara Municipal da Covilhã) um apoio de 100 contos. Mas tive de insistir muito para o obter depois de prometido.". Neste livro, o autor reúne alguns pensamentos e reflecte sobre Deus, a relação dos homens com Deus e analisa o Mundo moderno à luz destes temas com a clareza de uma pessoa simples e franca.

Paradigmático da sua personalidade é o último parágrafo do seu livro:

"Escrevo este livro, sem qualquer intenção monetária ou comercial.
Se sou feliz com o pouco que tenho, para quê quero eu mais?
Olhai leitores amigos:
O que é preciso, é aproveitar o dom da vida tão lindo, que a natureza nos ofereceu.
Não quero ficar na história, como herói, profeta ou arrastar multidões, que isso de nada me aproveita, nesta ligeira passagem.
O que eu mais desejo era ver a libertação da humanidade!
O que é possível com o auxílio de todos os homens de boa vontade!
Que Deus me oiça!..."

07/01/2000"

quinta-feira, novembro 14, 2013

Assim foi a Mostra de Artes e Sabores da Maunça

Terminou em grande mais uma Mostra de Artes e Sabores da Maúnça que, durante o último fim-de-semana, fez da pequena aldeia do Açor o centro de todas as atenções. Mais uma vez, a festa não defraudou as expectativas e, pese embora a distância e o relativo isolamento da aldeia, vale sempre a pena -e de que maneira!- ir até lá.

As "hostilidades" tiveram início ainda no Sábado à noite, com um delicioso jantar na tasquinha do grande "Ti Tó", que serviu em quantidade e qualidade maranhos, chanfana e ainda uns belos bifinhos com castanhas, tudo devidamente rematado com um original pudim de castanha (e que bom que estava!) e com uma panóplia de licores. 

No Domingo de manhã, para recuperar da noite anterior, juntámo-nos a um simpático e animado grupo, no qual reencontrámos algumas caras bem conhecidas, para uma caminhada de 5km de regresso ao Açor. Foi um trilho que proporcionou algumas imagens de encher o olho, alguns momentos de aventura e agradáveis momentos de conversa que versaram sobre tudo um pouco, inclusive as invasões francesas que fazem parte da memória colectiva das gentes da Maúnça e estão intimamente ligadas a locais como a Eira dos Três Termos (onde existe um fenómeno) ou o sítio dos Valados.






Após o belo almoço na sede da associação local, impôs-se nova ronda pela aldeia, em busca das tasquinhas mas não só. Pelas ruas cheias de grande animação e de cheiros que parecem chamar por nós, o destino estava já definido: ir à procura do pão acabadinho de sair do forno e das filhoses feitas por mãos sabedoras, herdeiras do saber de incontáveis gerações.









Antes da despedida, e porque finalmente a encontrámos aberta, visitámos a casa-museu local. Trata-se de uma casa de habitação tradicional que foi recuperada mantendo o seu figurino original, com divisões minúsculas, uma cozinha com lareira ao centro e um banco corrido de madeira junto às paredes. Enquanto comentávamos aquilo que víamos, a senhora que tomava conta do local partilhou connosco: "É pequena não é? Custa a crer que uma mãe criou aqui 7 filhos. Uns dormiam no quarto, outros na "loja"... Olhe, era onde calhava, mas criaram-se."


Chegada a hora da despedida, optámos por regressar a pé pelo caminho através do qual tínhamos chegado de manhã, aproveitando para recolher alguns quilos de castanha e cogumelos ao longo do percurso. 

Fecha-se o capítulo do Açor, deixando já o encontro marcado para o próximo ano, e abre-se agora a contagem decrescente para o festival "Míscaros", que tem início já depois de amanhã. Vamos a isso?

sexta-feira, novembro 11, 2011

XI Mostra de Artes e Sabores da Maúnça

Começa já amanhã aquela que é a minha festa de Outono favorita, a Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, na simpática e acolhedora aldeia do Açor.

Com a temática da castanha como pano de fundo, entre amanhã e Domingo as portas das casas da aldeia vão estar abertas aos visitantes, propondo mil e um sabores.

PROGRAMA:

Sábado:
11h00 - Bombos Rochas de Cima
14h30 - Workshop “Sabores do Outono” (doce de castanha), apresentado pela tasquinha “À Portela” e coordenado por Isabel Filipe Antunes
(Inscrições: 968 223 124, nº máximo – 10/pax, valor 2,50€)
15h00 - Grupo Cantares da Barroca
17h00 - Magusto Comunitário
Gaita-de-Beiços da Rapoula
21h00 - Concertinas “Desgarradas com o povo”

Domingo
11h00 - Grupo de Bombos Souto da Casa
14h00 - Workshop “À Volta do Pão” , coordenado por Brigite Martins (Inscrições: 962 369 921, nº máximo – 10/pax, valor 2,50€)
14h00 - Passeio pedestre “Rota da Maúnça”
Concentração - Sede da Associação Recreativa e Cultural do Rancho “Os Pastores do Açor” (Características do passeio: tipo - circular; distancia - 6/8 km; dificuldade - média / baixa; inclui reforço alimentar)
14h30 - Workshop “À Descoberta do Queijo Fresco”, apresentado pela tasquinha “Cantinho das Sopas” e coordenado por Daniela Santos
(Inscrições: 933 659 807, nº máximo – 12/pax, valor 2,50€)
15h00 - Grupo de Cantares Santo André
16h00 - Magusto Comunitário
Ecos da Maúnça

Informações e Inscrições (Passeio Pedestre):
Associação Recreativa e Cultural do Rancho “Os Pastores do Açor”
Telm: 936 712 439 | 936 712 440;
E-mail: pastoresacor@iol.pt
Inscrição - 3,00€ (Nib: 003520270000126993064 - enviar comprovativo para pastoresacor@iol.pt)
Data limite - 12 novembro
Apoio: Gardunha Viva - Associação de Montanhismo do Fundão

E para aguçar o apetite...



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