A apresentar mensagens correspondentes à consulta "memórias do vale" ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta "memórias do vale" ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Exposição "MEMÓRIAS DO VALE" - 3ª Etapa


O "Memórias do Vale" consiste num projecto expositivo de materialização da memória colectiva de uma pequena aldeia voltada para a Serra da Gardunha e que hoje, à semelhança de tantas outras aldeias se encontra em processo de desertificação. Da arqueologia às lendas e aos mitos, da arquitectura tradicional à economia rural e equipamentos comunitários que fazem parte do legado desta comunidade, contam-se as histórias das gentes que com o seu labor transformaram a paisagem ao longo de séculos e fizeram deste vale, um vale de memórias.

Quem hoje visita a aldeia de Vale de Urso dificilmente consegue imaginar o centro de vida e actividade que, no seu auge, na transição da década de 1940 para a década de 1950, chegou a ser. Aqui nasceram, viveram e morreram agricultores, pastores, carpinteiros, pedreiros, mineiros e ferreiros que nas encostas deste vale escreveram histórias de verdadeiro heroísmo perante a adversidade.

Aqui se instituiu também o ensino primário na década de 1930 onde, até à sua extinção na entrada para a década de 1990, se contabilizaram mais de 700 matrículas. Sob a égide do Estado Novo, o ensino primário adquiria uma importância vital, tanto como veículo de propaganda do regime como também pela sua missão básica de dotar os cidadãos de uma instrução elementar numa altura em que o analfabetismo constituía uma verdadeira praga social.


A Exposição

Esta exposição, design de Catarina Marques e fotografia do nosso fotógrafo residente, o Xamane, esteve patente pela primeira vez em Agosto de 2008 no antigo edifício da Escola Primária do Vale de Urso, tendo-se depois mudado em Novembro do mesmo ano para o Souto da Casa, sede de freguesia.

Agora cumpre finalmente a sua 3ª etapa, estando a partir de segunda-feira e até 26 de Fevereiro de 2010 patente na sala de exposições temporárias do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, no Fundão.

A partir de Fevereiro, entrará numa outra fase onde dará origem a vários materiais e fontes de informação que serão disponibilizados desde a Internet até micro-exposições ao vivo em alguns locais do Concelho do Fundão.

Para já estão todos convidados a marcar presença na próxima Segunda-feira às 18h no Museu Arqueológico José Monteiro para a abertura oficial da exposição. Espero a vossa visita!

quinta-feira, janeiro 01, 2009

2008, um ano Do Katano, parte II

Julho

Começámos este por mês dando conta do assalto perpetrado por uma dupla de meliantes que, com todo o despudor, adentraram uma residência e furtaram uma posta de bacalhau e um par de peúgas.

Por falar em bacalhau, também o avistamento no Teixoso de um OVNI em forma de bacalhau luminoso foi aqui alvo de referência por duas vezes. O drama das IPO foi apenas o prelúdio para a revelação bombástica e em primeira mão que aqui fizemos do facto da fadista Amália Rodrigues ter, afinal, nascido no Fundão!

Enquanto a exposição Memórias do Vale continuava a tomar forma (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), davamos oficialmente início ao serviço de RSS Feed do Katano assim como ao serviço de avaliação dos artigos.


Agosto

Finalmente os esforços dos últimos meses davam os seus frutos e a exposição Memórias do Vale confirmava-se como um estrondoso sucesso e um evento histórico. Todavia, os esforços e o trabalho que este evento exigiu levaram a uma quebra na publicação de artigos do blog.

Ainda assim, houve ainda tempo para falar sobre as viagens feitas em jeito de recompensa após a exposição e que nos levaram a um percurso de Alcântara (Espanha) a Marvão e, ponto alto dos passeios, ao Alto Minho.

O melhor relato do mês foi contudo aquele que o Xamane nos proporcionou sobre o seu encontro com um amigo íntimo de Van Gogh e Jimmy Hendrix.


Setembro

Em Setembro, a praga da criminalidade chegava a níveis nunca vistos antes neste país à beira mar plantados e, inclusive, ouviam-se relatos de banhistas a ser atacados por gangues de alforrecas. Augusto Cymbron, presidente da ANAREC, é que não estava para os ajustes e, sem esperar pelos resultados das acções de reacção das forças policiais, colocava em prática uma estratégia no mínimo original de combate ao banditismo.

Também neste mês era lançada outra discussão sobre a naturalidade de uma figura histórica: Gil Vicente, pai do teatro português, teria nascido ou estado no Fundão? Sem descanso, passámos de um ícone do teatro para um ícone ... das donas de casa e para a desmistificação de uma acusação sem fundamento: um mexicano qualquer escreveu uma cópia de "Depois de ti mais nada" 2 anos antes de Tony Carreira apenas para prejudicar o cantor português.

O tema de fundo dos artigos de Setembro acabou por ser o que, em 4 partes, foi dedicado aos mistérios do Triângulo das Bermudas e que, começando em Colombo e passando pelo desaparecido mítico vôo 19, apontou vários factos normalmente ignorados e procurou trazer luz a um dos mais propalados mitos contemporâneos.

Setembro tornou-se para este blog, e para o Xamane em particular, um sinónimo de jubilo, com o nascimento de uma aposta de futuro do Blog do Katano: a pequena Elisa!


Outubro

Embora tenha começado por ser dedicado à arte com uma magnífica concepção de um desenho de coruja subterrânea, este mês teve como prato forte o artigo de investigação sobre o esquema de burla da lotaria de Espanha, em que, pegando num suposto e-mail de aviso de vencedor de prémio, aproveitámos para saber como funcionava a burla em contactos sucessivos com o burlão.

Chegou também ao fim a série de artigos sobre o Triângulo das Bermudas, passando-se logo em seguida para a clarificação do mito do dígito suplementar do número do Bilhete de Identidade e terminando esta série "mata-mitos" com uma explicação para o facto de não haver prémio Nobel para a matemática.

O grande evento do mês, o III Encontro do Katano que decorreu entre o Fundão, Castelo Novo e Alcongosta, foi também alvo de um detalhado artigo, tal como o foi a mega-bronca da formação dos professores na obra-prima do choque tecnológico: o super-computador Magalhães!

A finalizar o mês tivemos direito aos artigos da Ana, a nossa enviada especial a Itália, que aqui descreveu o seu percurso entre Verona abordando o mito de Romeu e Julieta.



Novembro

O mês começou com a explicação de um mistério milenar e no entanto actual: o do porquê do peixe ser um símbolo cristão (ichtys).

Como não podia deixar de ser, o Blog do Katano associou-se ao mainstream da blogosfera e assinalou também a histórica vitória de Barack Obama nas presidenciais estado-unidenses, derrotando John McCain e a inesquecível Sarah Palin que não se coibiu de demonstrar o seu profundo sentimento de discriminação em relação às moscas da fruta durante a campanha.

O momento alto do mês, antes da II Edição da exposição "Memórias do Vale" em Souto da Casa, acabou por ser a inequívoca vitória do Blog do Katano no concurso Super Blog Awards, ao ser considerado o melhor blog do ano na categoria de Blogs Pessoais.

Continuando a sua digressão pela Bota da Europa, a Ana brindou-nos com mais 3 artigos excelentes, desta vez sobre Veneza (parte 1 e parte 2) e sobre como ver a diferença entre gondoleiros profissionais e gondoleiros amadores.

Antes ainda de terminar o mês, o Blog do Katano aderiu com toda a pujança ao movimento PILA para acabar com as árvores travesti no Natal e ainda testemunhámos e partilhámos com os leitores toda a beleza de um nevão na Serra da Gardunha.


Dezembro

Em Dezembro, mês em que o Blog alcançou a histórica marca de 50.000 page views, começámos por, como em 1640, espantar os espanhóis antes de irmos à Sé de Lisboa assistir a um grande espectáculo do Coro da AMVC.

Também partilhámos com os leitores uma forma simples de ganharem 1.500 euros, isto antes de revelarmos como um erro do famoso Heisenberg impediu que a Alemanha obtivesse uma bomba atómica antes dos EUA.

A imagem que fica do mês de Dezembro acaba por ser a fantástica esquiva do presidente cessante George W. Bush a um par de sapatos iraquianos antes de, continuando nas incompetências governativas, aqui termos denunciado a redundância inútil da declaração anual de IVA para os trabalhadores independentes.

O ano chegou finalmente ao seu termo com uma evocação da surpreendente capacidade que o cidadão comum português tem de aliar a imaginação ao ordenamento de superfície do parque automóvel, desde as bermas do IP4 às rotundas da Lousã.

terça-feira, agosto 19, 2008

Memórias do Vale - Rescaldo

Como já tinha referido, a exposição "Memórias do Vale" foi francamente bem sucedida embora a sua conclusão tenha sido um pouco em cima do limite. Cerca de 12h antes da sua abertura era este o aspecto do espaço:



Felizmente, com um grande esforço de uma equipa incansável, com a colaboração da mestria de um grande designer-alcatifador pelo meio (obrigado primaço!), o cenário estava pronto por volta das 4h00 da manhã, restando apenas acertos de última hora, como o vidro para proteger os documentos expostos, que foram resolvidos após um merecido descanso geral. Soube inclusive que certa e determinada pessoa, com o intuito de garantir o vidro, se apresentou diante de uma vidreira no Fundão às 8h45 (!!) tendo, infelizmente, percebido algumas dezenas de minutos depois, que essa vidreira não abria ao sábado. Fica aqui contudo uma palavra de apreço a tamanha generosidade de voluntariado.


No dia seguinte, uma última mobilização garantiu que tudo estivesse pronto a tempo para a inauguração oficial da exposição


Foi extremamente gratificante constatar a surpresa e a emoção dos visitantes que visitaram o espaço. Houve também algum cuidado em preparar a surpresa, começando na completa transformação de um espaço que constitui normalmente o centro de convívio da povoação e terminando no auge que foram os conteúdos em exposição.


A antecâmara da exposição consistiu na recriação de uma sala de aula de há 50/60 anos atrás, com todos os seus elementos mais comuns, e à qual foi adicionada uma aquisição de última hora: um brinquedo que havia sido oferecido ao meu amigo Luís Barrocas por Arminda Caetano, irmã de Marcelo Caetano. Neste espaço foi colocado um painel ilustrativo da evolução da população escolar da aldeia, desde 1935 até aos anos 1990. Contudo, o que mais chamava a atenção era sem dúvida a grande panorâmica de 3m de todo o Vale, construída pelo Xamane com a junção de 40 fotografias de alta resolução! Grande trabalho!


Quanto à sala principal de exposição esta apresentava 3 elementos distintos: os painéis explicativos divididos em 3 temas: História e Tradição, Economia Rural e Ensino Primário sob a Égide do Estado Novo. Ligado a este último tema foi instalada uma mesa de exposição de diversos documentos autênticos, dos anos 1930 até aos anos 1970, que mostravam a forma como o Estado Novo agia para cumprir o objectivo de "moldar consciências e inteligências" não só na escola como na comunidade em que esta se inseria.

Finalmente, num apontamento que provocou lágrimas em alguns visitantes, foi implementada uma projecção permanente de fotografias antigas, recolhidas junto dos habitantes de Vale d'Urso em Julho, e que provocava insistentemente uma apreciável plateia à sua frente.

Com algumas visitas à exposição em francês, houve ainda um momento curioso associado à única visita em inglês visto que esta foi oferecida a uma visitante muito particular: uma jovem israelita de 22 anos que, vinda do Algarve, percorria na altura o país com o seu burro. Foi para mim um motivo de orgulho ouvi-la dizer no fim que, tendo corrido já grande parte do país, só ali, graças à exposição, tinha compreendido e interpretado a disposição e o propósito de muitas das estruturas abandonadas ou não que havia visto na paisagem ao seu redor.

Em suma, foi um trabalho extremamente gratificante e que vai agora prosseguir para a sua próxima etapa, à qual serão acrescentados mais alguns elementos que não estiveram expostos na sua primeira edição de forma a ser também apelativa para os que a visitaram.


Para finalizar, fica aqui um instantâneo que retrata a forma vigorosa como, durante a exposição, a Organização envidou esforços para convencer os transeuntes a visitá-la. Destacamos aqui o ar feliz e surpreso da visitante e o semblante diligente do guia da exposição.


quarta-feira, agosto 13, 2008

"Memórias do Vale" - primeiras imagens




Terminou hoje a primeira etapa da Exposição Memórias do Vale com um saldo francamente positivo. Em breve voltarei a este assunto mas, para já, é tempo de desmontar a exposição. A próxima etapa é agora a sede de freguesia, Souto da Casa, cumprindo a vontade expressa do presidente da junta que, no seu discurso, teceu palavras elogiosas ao trabalho.

Aqui aproveito para agradecer a toda a maravilhosa equipa que espontâneamente se juntou na noite de sexta-feira para montar o cenário:

Ana, Nelly, Bruno, "Xamane", Virgínia, "Wolverine23", Sérgio, Ema, Daniela, Beta e Célia. Vocês foram incríveis!!!

domingo, dezembro 20, 2009

Exposição "MEMÓRIAS DO VALE" - Página Oficial no Facebook


Já está disponível no Facebook a página oficial da Exposição "Memórias do Vale" que amanhã é inaugurada no Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, no Fundão, onde estará patente até 26 de Fevereiro de 2010.

Podem aceder à página neste endereço:


Nesta página poderão acompanhar todas as novidades, dar a vossa opinião e ver os álbuns fotográficos das edições anteriores, assim como tudo o que foi publicado no blog sobre elas.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

2008, um ano Do Katano

Em jeito de despedida de 2008, fazemos aqui uma retrospectiva de um ano de publicação, destacando o que de mais relevante se publicou aqui mês a mês.

Trata-se pois de uma evocação saudosista da forma como este ano foi vivido por uma perspectiva... do katano.



Janeiro
Em Janeiro, o ano assinalou o seu início com um espectáculo magnífico na Gardunha às primeiras horas da manhã. Contudo, o mês acabaria por ser inesquecível, especialmente para o gado e coelhos de Penamacor. O vôo rasante de um nosso valoroso e incansável esquadrão de F-16 semeou o caos e contribuiu para o stress de toda uma geração de coelhos. A FA é que não foi de modas e, só para verem quem é que manda nas coisas, emitiu logo um comunicado.



Fevereiro
O grande tema do mês foi sem dúvida o reviver da evocação da I Guerra Mundial com o artigo dedicado ao Ossário de Verdun, onde estão depositadas as ossadas de cerca de 130.000 soldados franceses e alemães, e o artigo dedicado ao temerário soldado americano que praticamente fez questão de morrer antes que o conflito terminasse.


Depois do padre que encontrou em Portugal uma orgia de tranquilidade e da forma como D.Pedro I encontrou nos advogados a causa de todos os males da Justiça portuguesa, o mês chegava ao fim com o assinalar de uma data importante da História Universal... deste blog.



Março
Neste mês pascal, descobrimos e denunciámos aqui a invasão espanhola do reino dos atoalhados de Valença. Este relato surgiu no contexto de uma visita ao Minho que teve na exploração das ruínas do Convento de S.Francisco do Monte, com as surpresas que nos proporcionou, o seu ponto alto.


Abril
Este mês ficou irremediavelmente marcado pela perda de uma pessoa que foi, num dado momento da minha vida, uma segunda mãe para mim e cuja saudade será uma definitiva constante.

De positivo, destaque para o grande Encontro Taska Force & República do Katano que se repartiu entre a Sobreda e a Carrapichana onde, por sugestão do Vidal, garantimos em Abril o subsídio de Natal de todos os funcionários do restaurante.

Quanto ao blog, foi implementado o novo sistema de comentários da Haloscan que em Setembro viria a registar o recorde de 310 comentários.


Maio
Em Maio fazia-se luz sobre o mistério de uma carta que acompanhava vários fósseis e instrumentos pré-históricos descobertos no sótão de um solar nos Pirinéus.

Entretanto e aproveitando o bom tempo que o início do mês nos trouxe, demos conta de uma caminhada de cerca de 2okm pelos encantos do maciço central da Serra da Gardunha, que terminou já pela noite.

Num mês em que sem qualquer pudor aqui expusemos as contradições das cerimónias de casamento e o Xamane decidiu mostrar que tem jeito para a fotografia, um dos temas em destaque foi a originalidade demonstrada por alguns automobilistas da Guarda e da Covilhã para estacionar os seus veículos nos sítios mais... inesperados (há quem diga que o autor de um dos originais estacionamentos é um certo e determinado ex-patrão de um certo e determinado membro deste blog).



Junho
O conteúdo para a exposição "Memórias do Vale" começava a tomar forma, partindo dos fornos comunitários e de uma descoberta arqueológica.

Entretanto, e enquanto a Nelly mostrava os seus profundos dotes de oratória em 7 magníficos segundos, chegávamos ao grande tema do mês: os OVNIS da Gardunha e o fabuloso e movimentado Cosmódromo que se esconde sob a rocha do Miau e que mereceram honras de dcoumentário na RTP 2.

A finalizar o mês, dava-se um facto histórico: o Blog do Katano era inscrito no Super Blog Awards.


(continua)

terça-feira, julho 15, 2008

Memórias do Vale - Penúltima fase


Depois de uma bem sucedida reunião, a Câmara Municipal do Fundão decidiu também apoiar o projecto. Resta apenas aguardar a decisão da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Fundão mas certo é que já posso avançar para a fase seguinte: composição e impressão dos painéis da exposição que, espero, será feito já na próxima semana.

Da reunião de hoje, saiu também a promessa de apoio e incentivo para uma posterior publicação do trabalho, rotulado de "inédito a nível da região" e que deverá, forçosamente, ter um cunho itinerante após a primeira edição. Vamos a isso!

Depois de adquirido o material, resta apenas montar o espaço. É impossível não ficar ansioso e é também muito difícil controlar esta ânsia de querer passar por cima daquilo que é para mim, em termos pessoais, prioritário neste momento e que terá de ser feito antes de me dedicar por inteiro à exposição. Mas lá terá que ser.

Camarada Xamane e cônjuge, vai uma partida de Genealogicopólio este fim-de-semana?

Ponto da situação
Patrocinadores:
Câmara Municipal do Fundão
Junta de Freguesia do Souto da Casa
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Fundão (a aguardar confirmação)

Apoios:
Museu Arqueológico Municipal do Fundão
Jornal do Fundão
Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Vale de Urso

Voluntariado / Contribuição:
Xamane & Nia
Ana
Nelly
José Figueira
Luís Leitão
Nuno Francisco
Luís Caetano

sexta-feira, março 02, 2018

A cintura fortificada de Liège - O forte de Embourg



De forma depreciativa, pelo passado bélico de séculos do seu actual território, costumava-se dizer que a Bélgica era o "Boulevard Paris-Berlim". De facto, pelas suas características, o território belga sempre foi visto como a via ideal para qualquer ofensiva francesa contra a Alemanha ou vice-versa. Após a guerra franco-prussiana de 1870-71, as autoridades belgas decidiram contrariar esta tendência e reforçar defensivamente a região ao redor de duas cidades de grande importância estratégica, Namur e Liège, com a construção de cinturas de fortes ao seu redor.

Entre 1888 e 1892, foram construídos nada mais nada menos que 12 fortes ao redor de Liège, visando trancar a região a futuras invasões. Na cidade propriamente dita, foi construído um forte imponente, a Cidadela, sendo complementado com outro forte na margem direita do Mosa: o forte de Chartreuse.

Infelizmente, como a História nos ensinou, o nível tecnológico dos fortes desta região sempre chegou com uma guerra de atraso e, quando se deu a Batalha de Liège na abertura da ofensiva ocidental alemã em Agosto de 1914, as estruturas de betão simples (não armado) não conseguiram resistir à artilharia pesada germânica. Alguns fortes foram pura e simplesmente apagados da paisagem pela artilharia, sepultando as tropas que os guarneciam.

Ainda assim, a resistência de Liège durou 12 dias, muito acima do esperado pelos alemães, que contavam com uma rápida vitória no sector, garantindo um tempo precioso para que os franceses preparassem a sua defesa. O reconhecimento deste feito mereceu a condecoração de Liège com a Legião de Honra francesa.

Antes da Segunda Guerra Mundial, alguns fortes foram reconfigurados e reapetrechados e a região militar foi reforçada com 4 novos fortes. Apesar de tudo, mais uma vez, pouca resistência conseguiram oferecer à "Wermacht".

Embora os fortes apresentem hoje estados de conservação e utilização bem diferentes, decidi percorrê-los a todos, começando arbitrariamente pelo Forte de Embourg. Os restantes serão percorridos ao longo do ano.


O Forte de Embourg

A cintura fortificada de Liège. O forte de Embourg está assinalado a azul.


O Forte de Embourg visava fechar o vale do Ourthe, no sector Sul / Sudeste. Actualmente é mantido por uma associação sem fins lucrativos que realiza visitas guiadas ao seu interior, onde aliás foi implementado um museu reputado de muito interessante.



Acesso ao forte de Embourg, com alguns vestígios de defesa passiva anti-tanque


"Blockhaus" de protecção da entrada, com abertura de tiro de canhão ou metralhadora e abertura para largada de granadas (à direita)

Infelizmente, no dia da nossa visita e ao contrário do anunciado, o forte manteve-se fechado pelo que tivemos de nos contentar com uma pequena visita à parte superior das fortificações. Felizmente, nem tudo foi mau e encontrámos à porta uma habitante local, a senhora Vin Coenen, muito envolvida na gestão do forte,  que aceitou acompanhar-nos e falar um pouco sobre Embourg.

Com Vin Coenen na entrada do forte.


O ataque alemão de 1914

Os fortes de Liège e as tropas de intervalo ofereceram uma feroz resistência ao ataque alemão de 6 de Agosto de 1914, ocorrido apesar de a Bélgica ter declarado a sua neutralidade no conflito. Perante a inesperada resistência belga, os alemães foram forçados a duplicar os efectivos envolvidos no ataque e a utilisar os seus famosos canhões "Grande Bertha", com um calibre de 420mm. Ora os fortes, como disse, tinham várias limitações, entre elas, a mais grave, o facto de terem sido construídos em betão não armado, permitindo-lhes resistir ao impacto de obuses com um calibre máximo de 210mm. Escusado será dizer que o efeito do bombardeamento contínuo foi devastador. Por outro lado, os canhões dos fortes utilisavam pólvora negra, que produzia um fumo asfixiante. Após várias horas a disparar, o ar no interior dos fortes tornava-se irrespirável.

O forte de Embourg foi bombardeado sem parar durante mais de 24h, entre 12 e 13 de Agosto, acabando por se render.

A germanofobia do pós-guerra e a heróica resistência de Liège foram bem evidenciadas pelos franceses. Assim, o café dito "Viennois" foi rebaptizado de "café Liègois", para evitar referências à capital austríaca e, por outro lado, a rua e a estação de Berlim, em Paris, foram rebaptizadas de rua e estação de Liège, respectivamente e a raça canina pastor-alemão passou a ser conhecida por pastor-belga. Finalmente, à cidade de Liège foi atribuída a Legião de Honra francesa.


O ataque alemão de 1940

O forte foi o primeiro forte de Liège a entrar em contacto com as tropas alemãs, no início da batalha da Bélgica. O forte tinha dois grupos de soldados em rotação. Vin conta-nos que o seu pai estava no destacamento em repouso na aldeia ali ao lado e que, quando chegaram as notícias do ataque, recebeu ordem para retirar para uma linha defensiva longe do forte. Este ultimo acabaria por se render 5 dias mais tarde, sem possibilidades de resistir ou receber apoio. O pai de Vin acabaria mais tarde por ser capturado em França e passou vários meses como prisioneiro de Guerra na Alemanha antes de voltar a casa.

Quanto ao forte, ocupado agora pelos alemães, foi alvo de várias obras de melhoramento para o tornar mais resistente e eficaz. O que hoje se vê é o resultado desses melhoramentos.


O acesso de infantaria no maciço central superior do forte

Posição de tiro de infantaria na parte superior do forte

Espaço anteriormente ocupado por uma cúpula de artilharia


Vista do fosso e, à direita, do maciço central do forte

Uma ligação a Portugal

Ao saber que somos portugueses, Vin exclama -"Tenho excelentes recordações dos portugueses!" e conta-nos porquê. Após o regresso do pai, acabaram por deixar a Bélgica rumo ao Congo Belga (actual R.D. do Congo) onde ficaram até ao fim do conflito, após o que decidiram regressar à Bélgica. O meio de transporte escolhido foi o barco que, por proximidade e por conselho de vários amigos, decidiram ir apanhar em Luanda, o que implicava uma viagem de carro pelo interior africano. 

Ora acontece que na fronteira os amigos que os acompanhavam foram impedidos de prosseguir, obrigando a família de Vin a continuar sozinha. A dada altura perderam-se e, chegados a uma localidade cujo nome se perdeu da memória, foram acolhidos por um casal de portugueses que os convidou a jantar e pernoitar em sua casa.

Na altura com 6 anos, Vin já não se recorda qual foi a ementa do jantar. Lembra-se apenas da sobremesa: leite creme com canela. -"Os portugueses põem canela em tudo, não é? Estava tão bom, tão bom...!".

Com as indicações certas, seguiram viagem no dia seguinte e finalmente regressaram a Liège. O pai de Vin foi reincorporado no exército e destacado para Aachen, no sector inglês da Alemanha ocupada. Do que viveu ficaram-lhe poucas memórias mas bem vivas: a cidade em ruínas e a vida que levavam no quartel. "A cidade estava toda destruída. Era horrível. Mas nós, lá no quartel vivíamos bem. Tínhamos escolas, cinema, piscina,... Eram mundos diferentes."

Despedimo-nos, com alguma frustração por não podermos visitar o interior do forte mas, ficou desde logo combinado que voltaríamos quando este estivesse aberto em permanência. Ficou muito por conhecer sobre o forte de Embourg.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Exposição "Memórias do Vale" oficialmente inaugurada


Finalmente a tão aguardada inauguração aconteceu e o que sinto neste momento pode traduzir-se por uma imensa satisfação por finalmente ter cumprido uma das etapas que tinha definido na génese deste trabalho há mais de 1 ano atrás e que era trazer a exposição até ao Fundão. Este sentimento é ainda mais potenciado pelo simples facto de o local da exposição ser o Museu Arqueológico, espaço que considero ser culturalmente de referência e pelo qual tenho muito carinho, não só enquanto cidadão mas, sobretudo, enquanto fundanense.


Quanto à inauguração, houve menos gente do que aquilo que esperava (facto que se explica pela época do ano que atravessamos), mas no geral foi bastante positiva. Começou por uma introdução do Dr. João Mendes Rosa que teceu rasgados elogios à iniciativa, passando-se depois à apresentação da exposição propriamente dita. No final, a surpresa veio da parte do senhor Santolaya, um homem que revelou profundo interesse pela preservação das tradições populares e que forneceu preciosas sugestões para desenvolvimentos futuros do trabalho.

No vídeo é possível ouvir em fundo a voz de protesto da pequena Elisa que, sendo esta a primeira participação numa inauguração, sem estar a dormir ou sem interferência de líquido amniótico, estava nitidamente nervosa.

Muitos passos há ainda para dar mas, para já, é tempo de usufruir deste momento. Quanto à exposição, estará patente na sala de exposições temporárias do Museu até ao próximo dia 26 de Fevereiro.

sábado, outubro 25, 2008

A aldeia perdida de Colmeal

A Beta escreveu-me para pedir informações sobre uma aldeia abandonada que sabia existir "por estes lados". Decidi então aproveitar esse pretexto para escrever este artigo para mostrar, não só à Beta, mas a todos os leitores, este peculiar lugar perdido na Beira Alta.


A aldeia de Colmeal dá, ainda hoje, nome à freguesia na qual se insere, embora a povoação esteja abandonada desde a década de 1950. Situa-se num vale da Serra da Marofa, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.



Trata-se de um conjunto rural interessante, praticamente todo em xisto, e dominado pelo Solar dos Cabral, onde o navegador Pedro Álvares Cabral passou parte da sua vida. Aliás, sobre a porta de entrada encontra-se ainda um brasão da família Cabral, que apresenta um curioso erro de construção (1).


A Igreja da aldeia também é interessante, apesar do seu preocupante estado de ruína. A queda do estuque revelou os primitivos frescos com cenas bíblicas e motivos vegetais. Nas fotos, que aqui apresento, é possível ver aquela que será uma representação de S.Sebastião em duas camadas diferentes, um sinal de que terá havido uma reparação ou reconstituição da pintura numa época posterior.

No exterior um enorme brasão, muito desgastado, coroa a porta de entrada e, a toda a volta da igreja, na parte superior das paredes, existe uma banda de pintura decorativa em motivos vegetais.



Contudo, existe um outro ponto de interesse junto á localidade e que apenas em 2004 foi descoberto: as pinturas rupestres. Situam-se junto à povoação nos enormes penedos que ladeiam a ribeira do colmeal e tratam-se de representações esquemáticas de antropomorfos, datando do 3º Milénio a.C.. Foi aliás por causa desta descoberta que, movido pela curiosidade e pela necessidade de documentar o local, me desloquei ao Colmeal.

A pretexto destas pinturas, apresentei uma comunicação a 13 de Março de 2005, em Alijó, no âmbito das II Jornadas Transmontanas de Arqueologia, durante a qual falei também da aldeia de Colmeal. No final deixei no ar a proposta para que fosse criado nas ruínas de Colmeal um centro de acolhimento a visitantes que contivesse um centro interpretativo da aldeia e das pinturas, assim como uma unidade hoteleira. Seria com certeza uma excelente forma de trazer vida ao local, evitando que este desapareça irremediavelmente.



A história do abandono

Tendo origem na Idade Média, algures por volta do séc. XII, o núcleo populacional nunca se assumiu como povoação, mantendo sempre o seu estatuto feudal e pagando renda ao proprietário das terras até ao seu abandono definitivo. As terras onde se situa pertenceram durante muito tempo aos Condes de Belmonte, embora tenham depois sido sucessivamente revendidas, passando por vários proprietários diferentes.

Em 1957, um diferendo entre os habitantes e a proprietária daquelas terras sobre o aumento do preço da renda, culminou da pior forma quando o tribunal deu razão à proprietária e esta se decidiu pela expulsão dos habitantes. Às primeiras horas da manhã de 10 de Julho de 1957, um contingente da GNR fortemente armado e a cavalo entrou na povoação e forçou a as 14 famílias que aí moravam a abandonar as suas casas. Embora não esteja confirmado, há relatos de confrontos e mortes, o que não seria de espantar dado aquilo que estava em causa para os habitantes.

Estes acabaram por se fixar nas povoações anexas da freguesia ou partiram para outras paragens. Certo é que nunca mais puderam aqui voltar e hoje, nada resta para além de ruínas e memórias de uma vitalidade que ainda ecoa pelos muros despidos de Colmeal.

(1) Na heráldica, os animais são representados sempre virados para a sua direita (esquerda do observador), já que este é, desde sempre, considerado o "lado nobre" ("ele é o meu braço direito", "...onde está sentado à direita do Pai", etc). O que por vezes sucede é que, quando um nobre encomendava o brasão a um artífice, enviava-lhe um exemplar do seu selo, que poderia bem ser um anel, e que era usado para marcar o lacre das suas cartas. Se o artífice não fosse muito experiente ou se fosse mau artífice, olhava directamente para o sinete cuja imagem, obviamente, estava invertida, representando na pedra aquilo que via. Terá provavelmente sido aquilo que aqui sucedeu.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Memórias do Vale - 2ª Etapa!


Depois do sucesso da primeira etapa da exposição, já há espaço e data marcados para a realização da 2ª etapa, tendo estes sido acertados após a reunião desta noite na Junta de Freguesia de Souto da Casa.

Assim, a exposição ficará patente num salão multiusos situado no centro da aldeia, nos dias 2, 8 e 9 de Novembro. Tratando-se de uma área superior à da sala da anterior edição, terei a oportunidade de incluir elementos que, por falta de espaço (e de tempo) não foram nela incluídos, garantindo a componente de surpresa para todos aqueles que já a haviam visitado em Agosto último.

Quem quiser matar saudades de uma noite de trabalho árduo já sabe que poderá apresentar-se ao serviço na noite de 31 de Outubro. Xamane, se puderes participar, desta vez traz ao menos a batata frita para acompanhar o frango!


Novo projecto!

Entretanto, já está em fase embrionária o projecto de criação de um percurso pedestre em Vale d'Urso. Este percurso terá como ponto de partida a fonte, o centro de referência da aldeia, e desenrolar-se-á pelas construções e equipamentos cujo inventário foi constituído na investigação para a exposição.

Dependendo da aceitação dos habitantes da aldeia, que vou ainda sondar, será colocada sinalética apropriada ao longo do percurso, contendo alguma da informação existente nos painéis da exposição. Assim, de um painel de acolhimento, contendo informação geral da aldeia (mapa, história, ...) os visitantes poderão percorrer o percurso assinalado, encontrando ainda um painel junto de cada construção de interesse, painel esse que contará um pouco da história e do propósito dessa mesma construção.
Estou ansioso por começar a trabalhar neste projecto até porque sei que, pela sondagem prévia que hoje fiz, terei bastante apoio para a sua realização.

Pouco a pouco, a aldeia vai sendo resgatada do seu esquecimento.

terça-feira, novembro 18, 2008

Memórias do Vale II: Mais algumas imagens





Mais algumas imagens, estas da autoria do fotógrafo oficial da exposição, que ilustram a forma como o cenário estava montado.

Modéstia à parte, creio que o cenário foi muito bem conseguido, contudo, a sua concretização nunca teria sido possível sem uma valorosa equipa de voluntários que, em apenas uma noite, transformou uma sala incaracterística num ambiente que surpreendeu tudo e todos.

Como recompensa, o director técnico dos trabalhos, surpreendeu a equipa de trabalho com um original repasto nocturno, digno de um gourmet, facto que levou muitos a afirmar "Esta é a melhor ceia que já alguma vez comi no decurso de trabalhos de montagem de exposições sobre os equipamentos comunitários da economia rural dos sécs XIX e XX e sobre o Ensino Primário sob a Égide do Estado Novo".

quarta-feira, abril 15, 2009

Bonsais do Katano

Na última semana tive finalmente a oportunidade de colocar em vaso bonsai os "candidatos" que tinha recolhido de diferentes proveniências: um castanheiro, um ficus e, aquisição de última hora, um cedro.


Castanheiro "resgatado" da seca iminente durante a pesquisa para a exposição "Memórias do Vale" em Julho último e com cerca de 1 ano de idade. Vai ser um bonsai estilo "Batido pelo vento" - Fukinagashi e para isso, já foi devidamente podado de forma a desenvolver 3 ramos principais e sofreu a primeira moldagem com arame.


Um pequeno cedro que vai dar origem a um bonsai num estilo mais formal.


O cedro, o castanheiro, a famosa "Oliva" e um ficus obtido a partir de uma estaca de uma planta maior que foi cultivada durante um ano. Aproveito para acrescentar que, pelo que me foi dado a observar, o ficus não é, definitivamente, uma árvore de folha caduca. Leste bem, oh Xamane? :P

terça-feira, novembro 18, 2008

Memórias do Vale II: Conclusão

A pedido de várias famílias, cá ficam as últimas fotos da exposição, mais uma vez da autoria do grande fotógrafo Xamane.

O espaço onde foi montado o cenário


Uma hora mais calminha de visitas



A abertura da exposição



Dia 2, alguns patrocinadores apareceram para visitar o espaço

"Gerações"

segunda-feira, novembro 17, 2008

Memórias do Vale II: O poder das câmaras


Tendo em conta que a exposição decorreu no âmbito da Festa da Castanha do Souto da Casa, aproveitámos um momento de pouca afluência para ir observar como decorriam as coisas no recinto das barraquinhas e onde ia também decorrer o magusto.

Depois de alguns momentos de convívio, onde houve tempo para provar uma tão excelente quanto "perigosa" jeropiga, encetámos o caminho de regresso ao espaço onde estava instalada a exposição.

Na palhaçada, o Pepe ía ao meu lado tirando fotografias enquanto , à nossa frente, seguia o grande realizador Alex com a sua implacável câmara de filmar apontada para nós.

A dado instante, perante tal aparato e, talvez também influenciado pela minha roupa mais formal, um popular completamente desconhecido que ali se encontrava, dirigiu-se para mim e, apertando-me efusivamente a mão, saudou-me dirigindo-me palavras de boas vindas ao Souto da Casa.

Por instantes, senti-me tentando a pedir-lhe que votasse em mim nas próximas autárquicas...

sábado, agosto 08, 2009

Há um ano atrás


Há praticamente um ano atrás, a noite de Sexta para Sábado foi de intensa actividade e ansiedade. Porque nunca é demais relembrá-lo, estarei eternamente agradecido às pessoas que, incansavelmente e sem esperarem nada em troca, trabalharam durante toda a noite e manhã.

Há um ano atrás, aconteceu a 1ª edição da Exposição Memórias do Vale.

domingo, novembro 16, 2008

Memórias do Vale II: Primeiras imagens


Aí estão as primeira imagens da exposição. Infelizmente, dada a velocidade de transmissão no local, não será possível fazer a emissão ao vivo de vídeo como estava inicialmente previsto. 

Serão aqui colocadas mais imagens à medida que forem chegando à redacção.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Ausência do Katano

Como devem ter reparado, a frequência dos artigos publicados aqui pelo blog baixou drásticamente. Infelizmente o trabalho que tenho tido com a exposição a isso o obriga, com o dia a ser usado na obtenção e clarificação de dados em falta e a noite (como ontem até às 6 da manhã) a servir para compor os textos que vão figurar na exposição.

Felizmente tenho tido a colaboração inexcedível de pessoas fantásticas como a minha querida Ana, a Cathy, o Xamane, a Nia,... e o apoio e o incentivo dos locais que constantemente me perguntam pela situação do projecto e não dispensam palavras de encorajamento. A todos um imenso obrigado.

O dia de hoje revelou mais algumas surpresas das quais saliento a descoberta, na aldeia, de uma forja de ferreiro da qual desconhecia a existência e o privilégio de entrevistar duas grandes senhoras: a Sra Dulce, que como a mãe foi professora em Vale d'Urso, e a Sra Maria, guardiã de memórias preciosas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...