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sexta-feira, maio 20, 2011

(Vídeo) José Manuel Coelho deixa participantes de debate à beira de um ataque de nervos

O inimitável José Manuel Coelho, com a sua habitual postura irreverente de fazer política (?), deixou na passada Quarta-feira, os participantes do debate entre partidos sem representação parlamentar, literalmente à beira de um ataque de nervos.

Agora com poleiro no Partido Trabalhista Português, o enfant térrible da cena política nacional começou a provocar uma grande agitação quando decidiu colocar-se atrás de Garcia Pereira com uma faixa do PTP, invocando a Constituição e os "Direitos de Abril" para se manifestar dessa forma. A situação ameaçou degenerar e acabou mesmo por obrigar a moderadora a fazer um intervalo no debate para serenar os ânimos.

Realmente, o José M. Coelho soube cativar a simpatia dos portugueses pela sua forma irreverente e original de estar na política mas, cada vez mais e à força de o ouvirmos, ficamos com a impressão que os males da República se resumem ao Alberto João Jardim, sendo que desta vez, a irreverência teve mais contornos de atitude anárquica. Ai Coelho, Coelho...! Estás cá a ficar um traquina...!


Já agora, e uma vez que falamos do Partido Trabalhista Português, é obrigatório recordar o tempo de antena com que este partido abrilhantou o serviço de televisão, durante a campanha para as Legislativas de 2009! Imperdível!

terça-feira, maio 17, 2011

O tipo que vivia do RSI e que fazia biscates por fora

"Oh amigo! Oh amigo!...". Um indivíduo que eu não conhecia atravessava calmamente o estacionamento acenando na minha direcção. Percebendo que falava comigo, carreguei o último saco de compras no carro e esperei que o dito indivíduo chegasse junto a mim.

Na sua abordagem, deu logo a entender que era um sujeito sem rodeios e que tinha mais que fazer: -"Olhe, eu vou directo ao assunto para não perdermos tempo. Eu moro em Castelo Novo, sabe onde é?".

-"Sim...", respondi eu com algumas reservas.

-"Então é assim: eu moro sozinho, tenho uma casa pequena que só tem um radiozinho e como uma sopita que todos os dias tenho de ferver para não azedar, está a ver?"

-"Sim...", respondi novamente, embora achando que a abordagem que não estava a ser tão directa quanto havia sido prometido. Ainda para mais, sabia por experiência própria, que o processo normal em situações análogas passava geralmente pelo simples pedir de "uns trocos" ou de "umas moeditas", nunca havendo lugar para a exposição da realidade socio-económica do indivíduo. Os únicos que permitem ocasionalmente um lamiré sobre esse aspecto particular das suas vidas são geralmente os cidadãos de origem romena mas fazem-no por escrito com recurso a folhas A4 plastificadas, que apresentam aos transeuntes que vão abordando.

Seja como for, o indivíduo depressa interrompeu as minhas reflexões:

-"Eu governo-me com o Rendimento Mínimo e de vez em quando faço uns biscates também. Pronto, eu sei que não devia dizer isto, mas é a realidade."

Para logo de seguida acrescentar:

-"Pronto, a situação é que há ali uma aparelhagem na Worten que custa 100 euros. A ideia era, você vinha lá comigo, preenchia o cartão Worten e depois combinávamos, por exemplo uma vez por mês, para nos encontrarmos ou você passava lá em casa - se quiser pode ir comigo ver onde é que moro - e eu ia-lhe dando o dinheiro aos poucos. Pode ser?"

Mal terminou a frase, tive de morder o lábio para reprimir uma gargalhada que ameaçava soltar-se. Juro que não foi fácil. Aqui estava eu, perante um indivíduo que vivia sustentado pelo RSI, fazendo também biscates por fora, e que, apesar de viver numa situação financeira precária, tinha decidido endividar-se, ao invés de procurar poupar, para usufruir de um bem que não lhe era de forma alguma essencial. Um verdadeiro estandarte nacional em forma humana, portanto.

Retorqui-lhe apenas com um cordial "Oh amigo, você aqui não se safa. Desejo-lhe boa sorte." e despedi-me dele com duas palmadinhas nas costas.

Já dentro do carro, olhei na direcção de outro que se encontrava estacionado na fila da frente. No seu interior, uma mulher falava ao telemóvel ao mesmo tempo que vigiava com alguma inquietação o indivíduo que, encostado ao carro do lado, olhava fixamente para ela, esperando que terminasse a chamada e saísse do carro, para lhe dar a conhecer a sua situação sócio-económica e para lhe pedir uma aparelhagem de 100 euros que estava na Worten.


sexta-feira, março 11, 2011

Geração à Rasca: Manifesto acerca da nossa fraca responsabilidade democrática e dos protestos mal dirigidos


Este texto resultou de uma diálogo no Facebook acerca do protesto marcado para amanhã, intitulado "Da Geração à Rasca" e surgindo numa sequência de comentários que se dividem acerca da utilidade das marchas de protesto marcadas para amanhã. Haverá razão para protestar? É legítimo protestar?

Efectivamente não estamos numa ditadura mas, por outro lado, vivemos num sistema que nos permite fazer ouvir a nossa voz quando sentimos que estamos a ser injustiçados.

Infelizmente, este país é mesmo de brandos costumes. O povo definitivamente carece de participação cívica e é desastrado nas formas que encontra para manifestar o seu desagrado perante o sistema instituído. É o tipo de povo que fica em casa ou vai para o shopping em dia de eleições mas depois acha que está tudo mal e "isto já só lá vai com outro Salazar". É o tipo de povo que se manifesta de forma pateta votando em Salazar como "maior português de todos os tempos" ou em sátiras de música de intervenção em programas televisivos à laia de protesto.

Uma das principais falhas da Democracia portuguesa é o facto da população, tantos anos depois e passado o deslumbramento inicial pós-25 de Abril, não ter conseguido perceber e assumir a sua responsabilidade cívica. Falta de maturidade democrática? Provavelmente. Falta de responsabilidade? Principalmente! Isso começa quando se ouve dizer "Sou apenas um. O meu voto não faz diferença." e, quando damos por ela, mais de metade dos eleitores decidiram que o seu voto não era importante. Na prática, não há diferença entre quem se assume desiludido com o sistema político e os seus intervenientes e, por isso, não vai votar, e quem decide ficar na esplanada mais próxima a bebericar umas imperiais com os amigos, lendo o jornal desportivo do dia. Quantos dos que amanhã vão sair à rua se deram ao trabalho de ir votar nos últimos 4 ou 5 actos eleitorais? Na impossibilidade de o saber, que cada um responda a si próprio e à sua consciência.

Claro que não quero com isto dizer que quem não votou não tem legitimidade para protestar, pelo contrário. Não se pode amordaçar ou não alguém em função do seu nível de participação cívica pois, enquanto cidadãos e à luz da Constituição, todos somos iguais e temos os mesmos direitos. Fica contudo a ideia de que essas pessoas não fizeram tudo o que poderiam ter feito para tentar mudar as coisas, quando poderiam ter logo começado por usar o recurso mais elementar que a Democracia lhes permite. É a velha questão dicotómica dos direitos e dos deveres, sendo que os primeiros são sempre mais sedutores.

Quanto ao protesto em si, a única coisa que me ocorre dizer é que com os políticos que temos, é uma fortuna tremenda, especialmente para eles, que nesta altura apenas se esteja a pensar em fazer uma marcha de protesto, mesmo que esta esteja aquém do que poderia ser. Na Grécia, país recheado cidadãos algo temperamentais, foi aquilo que se sabe, enquanto que na Irlanda, país de outros valores, houve demissões ministeriais que levaram à convocação de eleições antecipadas. Já na Islândia, a coisa ficou mais séria e o anterior Primeiro-Ministro foi mesmo processado por conduta negligente que levou à crise em que o país mergulhou.

Da nossa classe política, estou farto de boys, tachos e tachistas, de políticos que nos mentem descaradamente, de hipocrisias e falsos altruísmos de quem apelida de país e de povo português o seu próprio bolso, movendo-se apenas em função dos seus próprios interesses. O pior? Não consigo ver diferença entre eles, salvo uma ou outra excepção e confesso que isso me assusta. Vejo Governantes que mentem à descarada ao povo português, que apelam ao sacrifício e não dão eles próprios o exemplo, muito pelo contrário, outros que finalmente se solidarizam com a população mas só após garantirem a reforma, deputados que não cumprem o trabalho para o qual foram eleitos,... a lista seria interminável!

Voltando ao Protesto da Geração à Rasca e lendo o manifesto que lhe serve de base de orientação, creio que se trata de um movimento com uma certa falta de substância e que fica aquém de tudo o que poderia ser. Não sendo concreto na sua orientação, vai inevitavelmente transformar-se numa amálgama sem ligação de reivindicações diversas, uns protestando contra a precariedade laboral, outros contra os impostos, outros contra a classe política e por aí fora. Creio que haverá até quem proteste contra o barulho que os vizinhos do lado fazem durante a madrugada. Protestar por protestar tira força ao movimento. É pena. A maior virtude que reconheço neste protesto é que poderá funcionar como despertador para a sociedade portuguesa e como catalisador da indignação dos cidadãos.

Se vou participar? Tenho toda a vontade do Mundo em fazê-lo mas fico ainda de pé atrás pelo que já referi atrás. Defendo que os incompetentes, os mentirosos e eticamente deficientes que perderam a confiança das pessoas que neles confiaram não merecem continuar no cargo que desempenham. Se não têm a hombridade de tomar por si a iniciativa, então cabe ao povo exigir a sua saída. Faça-se uma manifestação de protesto neste sentido e estarei lá certamente! Nesta? Provavelmente não. Quer se queira quer não, não se trata de uma Geração à Rasca. É sim UM PAÍS À RASCA.

domingo, janeiro 30, 2011

Presidenciais 2011 - Da feroz campanha da Abstenção à urna improvisada numa caixa de cartão

Este texto deveria ter sido publicado no decorrer da semana passada. No entanto, devido a situações diversas resultantes de factores vários, tal acabou por não acontecer. Seja como for, e porque não quero desperdiçar prosa que entretanto já tinha escrito, aqui fica o dito artigo, numa espécie de comemoração dos 7 dias das eleições.

Naquelas que foram provavelmente as eleições mais atribuladas da 3ª República, a abstenção não deu hipótese à concorrência, vencendo com maioria absoluta de 53% das preferências do eleitorado.

A explicação passa evidentemente pela disparidade no nível de atractividade dos diversos programas eleitorais. Enquanto os costumeiros políticos da nossa praça impingem programas eleitorais pouco interessantes, essencialmente baseados em acusações mútuas, a Abstenção promete bucólicos passeios dominicais, tentadoras idas ao shopping e uma tarde no sofá a assistir aos filmes familiares da TVI, algo que, convenhamos, consegue ser mais atractivo do que as propostas dos demais.Também não é muito motivadora a expectativa de ter de encarar um boletim de voto meio soturno, ao qual só faltam os dizeres "Agradecimento" e "Missa do 7º dia" ao lado da foto de cada um dos candidatos.

Houve ainda um factor adicional e inesperado que terá contribuído para empolar ainda mais este resultado. De todo o lado chegaram relatos de eleitores cujas intenções de voto esbarraram clamorosamente no mais insuspeito dos obstáculos: o furtivo e implacável Simplex! Pensando que a apresentação do dito Cartão do Cidadão (também conhecido entre os amigos como Cartão Único) bastaria para poder votar, depressa vários eleitores descobriram que estavam enganados. Sem hipótese de confirmar o seu número de eleitor, desanimados pelas filas e pela saturação dos serviços de informação na web, há quem diga que muitos foram vistos em desespero, pondo o seu Cartão do Cidadão à contra-luz ou esforçando a vista no holograma do dito, na tentativa de encontrarem o número mágico.

Quanto aos candidatos, Aníbal Cavaco Silva voltou a vencer por maioria absoluta. Com uma campanha em duas fases: primeiro de total inocuidade para, logo a seguir, apanhar tudo e todos de surpresa com a revolucionária ideia de ser o salvador de uma pátria tão nas lonas que não teria dinheiro para suportar uma segunda volta. Nestas eleições, Cavaco Silva até aproveitou para pulverizar alguns recordes, de tal forma que o epíteto de Cavaquistão deixou de ser propriedade de Viseu para passar para Vila Real, pelo menos por uma vez.

Curiosamente, terá sido na aldeia de Enxabarda, freguesia do Castelejo e concelho do Fundão, que se registou o seu melhor resultado de sempre eleitoral, já que o professor arrecadou a seu favor, nada mais, nada menos, que 100% dos votos. O facto desse resultado derivar, devido ao boicote da população, de um único voto da autoria de um idoso de 85 anos e depositado numa urna improvisada com uma embalagem de cartão de um termo-ventilador, é apenas um pormenor. Os números valem o que valem.

Quanto a Alegre, apesar de ter mostrado um profundo conhecimento das nuances obscuras do sistema bancário português, em claro contraste com a fraca capacidade de controlo das suas próprias finanças, acabou por ser o grande derrotado da noite. Numa altura em que já há gente que não controla o reflexo de cuspir para o chão quando ouve o nome de José Sócrates e quando o seu grande trunfo nas últimas eleições foi precisamente a ruptura com o PS, ter o actual Primeiro-Ministro a discursar nos seus comícios de campanha não foi nada inteligente. Será que o Manuel Alegre queria mesmo ganhar?

Relativamente a Fernando Nobre, o maior elogio que se lhe pode fazer é que obteve praticamente o mesmo resultado que o Pai da Democracia obtivera nas anteriores eleições, com a diferença do primeiro ter concorrido como independente. Preencheu os tempos de antena com a sigla AMI, atirou-se ao Cavaco, atirou-se ao Alegre e, não contente com isso, atirou-se na parte final da campanha à Comunicação Social.

Do lado do PCP, quem assumiu o ingrato papel de candidato foi Francisco Lopes. Findas as eleições, faço a mesma pergunta que fiz no início: Mas afinal quem é este indivíduo? Não sendo original nas suas críticas ao Governo, fez questão de dizer ao país que era o único dos candidatos que não estava comprometido. Só não ficou bem esclarecido se era de política que falava ou do seu estado civil.

Da Madeira chegou aquilo que muitos apelidaram de "lufada de ar fresco" desta campanha, embora me pareça estranho denominar de "ar fresco" uma atmosfera tão viciada com óxido nitroso. Sinceramente, tenho de dizer que, no momento em que José Coelho se descreveu como sendo o "Mourinho da Política", quase conseguiu o meu voto. Numa campanha toda ela irreverente, tentou convencer os portugueses de que Alberto João Jardim era o culpado de todos os males da nação, isto antes de ter decidido que seria mais prudente dizer também algo acerca de Cavaco Silva. Convenhamos, o seu programa político era extremamente interessante para os contribuintes: para resolver a crise, as medidas de austeridade eram uma completa parolice. Bastava desterrar Alberto João Jardim. Não consegui ainda assim ter mais votos que o somatório dos votos nulos e brancos.

Vindo do Alto Minho, Defensor Moura acabou por quedar-se pelo último lugar das preferências dos eleitores. Acabou extremamente prejudicado pelo facto do território português se estender um pouco mais para além do rio Cávado. Assim de repente não me recordo de mais nada para dizer sobre ele...


Frases fortes das Presidenciais 2011:

Cavaco Silva: "Não faço comentários!"
Manuel Alegre: "Sou péssimo gestor de mim próprio!"
Fernando Nobre: "As sondagens são uma vergonha!"
Francisco Lopes: "Sou o único que não está comprometido!"
José Coelho: "Sou o Mourinho da política!". "Ouvi dizer que mora aqui um senhor que gosta muito de submersíveis!". "O Alberto João Jardim é um ditador"... é melhor parar.
José Sócrates: "Quem fala em crise não é patriota!", ouviram senhores contribuintes?
Mário Soares: "..."
Eleitor comum: "Como assim, não consto deste caderno?"

Tenho esta sensação desagradável de que falta aqui alguém...

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Lyoncifica o teu nome: Para quem quer ter um nome capaz de rivalizar com Lyonce Viiktórya

Desde que foi conhecido o nome que Luciana Abreu e Yannick Djaló decidiram dar à sua filha, Lyonce Viiktórya, uma verdadeira onda de choque abalou as redes sociais, disseminando comentários de estupefacção, indignação e uma miríade de piadas mais ou menos bem sucedidas.

A primeira "homenagem" à originalidade empregue na escolha do nome da pequena Lyonce a constituir um estrondoso sucesso, veio dos microfones da Rádio Comercial, na forma de uma adaptação de um sucesso musical de Verão (pelo menos em certos círculos). Com letra da autoria da fértil imaginação de Vasco Palmeirim, "Como se escreve o nome da criança" depressa se espalhou pelo ciberespaço, onde é ainda um dos links mais partilhados.



Mais recentemente, da parte da empresa de publicidade Torke 2.0, veio a público o site "Lyoncifica o teu nome", no qual é disponibilizada uma ferramenta que permite a qualquer utilizador, mediante a introdução do seu nome e apelido, ter uma ideia de como poderia ser o seu nome se tivesse como pais o casal Abreu-Djaló. O site está disponível no endereço: www.lyoncificaoteunome.com e até já mereceu honras de tempo de antena nos noticiários televisivos.


Curiosamente, foi ao visitar o site da Torke 2.0 que apanhámos a maior supresa pois o mesmo aparenta ter sido alvo de um ataque de hackers, que aproveitaram para ali deixar a sua marca. Este grupo que parece ser de origem turca, intitula-se The Kabus e terá sido já responsável pela autoria de cerca de 30.000 acções do género.


PS - Já agora, o nome Lyoncizado dos The Kabus é Thonce Kapapatoti

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Em caso de perigo, procure uma saída emergente!

Enquanto não publicamos a nossa análise imparcialmente tendenciosa do acto eleitoral que ontem teve lugar, aproveitamos para publicar este pequeno e simpático apontamento fotográfico, recolhido ontem num estabelecimento comercial cujos proprietários são oriundos do Extremo Oriente.

Sim, sim! Estivemos de facto numa loja chinesa à procura de objectos de completa inutilidade dos quais precisávamos mas a busca revelou-se infrutífera. Nem imaginam o quanto é difícil encontrar uma rede de plástico, que não tenha anexados a si filamentos brilhantes, luzinhas patetas ou bonecos esquisitos, numa loja chinesa.

A prateleiras tantas, na secção de sinalética de aplicação diversa, encontrava-se este painel de indicação de saída emergente. Desconhecemos o seu propósito exacto mas talvez seja para colocação na escotilha de saída de um submarino.



sexta-feira, janeiro 21, 2011

Discos de vinil, disquetes, ... sem darmos por isso tornaram-se relíquias (vídeo)

Ao ver este vídeo não pude deixar de me sentir velho, a tal ponto que as madeixas grisalhas que me conferem um certo charme (colaborem comigo nisto, ok?), até ficaram mais acentuadas.

No vídeo, realizado numa escola francesa, um grupo de crianças é confrontado com alguns objectos que marcaram uma época, nomeadamente discos de vinil, disquetes de 5,25 '' (e vem-me agora à memória a minha passagem pelo Secundário onde ainda usei um computador Amstrad sem disco rígido e com dois leitores deste tipo de disquetes), entre outros. É-lhes então pedido que identifiquem o objecto em causa, dizendo para que servia.

As respostas, resultado de um misto de inocência e de imaginação, são fantásticas.


Querem um nome capaz de rivalizar com Lyonce Viiktórya Abreu Djaló? Obtenham-no aqui!


Para o site "Lyoncifica o teu nome", cliquem aqui.

Quando partilharam comigo o nome da filha recém-nascida do binómio Luciana Abreu - Yannick Djaló, a primeira resposta que me ocorreu foi "Então? Tens problemas no teclado?". Após várias insistências, convenci-me finalmente de que aquele é que era mesmo o nome da garota.

Não vou enveredar pela crítica fácil e censurar a escolha do nome para a pequena. Cada qual sabe de si e se um nome pretende ser uma etiqueta única de cada um, ao fim e ao cabo, o que os pais fizeram foi garantir que aquele rosto tenha de facto um nome que mais ninguém tem e dificilmente terá no Mundo.

Acrescento aliás que se os meus pais tivessem feito o mesmo aquando do meu registo, eu não teria tido os problemas que tive quando fui pedir o meu cartão de cidadão e constatei que, por termos exactamente o mesmo nome, o meu registo foi confundido com o de um indivíduo da zona da Marinha Grande.

Infelizmente, apesar das inegáveis vantagens de ter o nome que tem, e porque vivemos numa sociedade que consegue ser cruel e pouco compreensiva, a pequena Lyonce irá também, ao longo da vida, experimentar as desvantagens de ter o nome que tem. Calculam quantas vezes ela terá de ouvir expressões como "Quê?!", "Victória, o quê?", "Quantos iis?" ou ainda um cruel "Vá... Agora a sério!" de qualquer indivíduo menos escrupuloso.

E na escola? Conhecendo a ternurenta psicologia infantil e o que cada vez mais se ouve por aí, creio não ser descabido afirmar que a pequena Lyonce Viiktórya não demorará muito tempo até conhecer o pequeno e irrequieto Bullying Manuel.

Considerações à parte, e voltando um pouco atrás, após ter confirmado que a pequena tinha exactamente o nome que tinha, a surpresa foi substituída pela curiosidade em saber como é que os pais tinham chegado àquele nome. Várias hipóteses me ocorreram, desde uma sopa com massinha de letras, que circunstancialmente havia formado um alinhamento sugestivo até à adopção de um nome de personagens da space opera Star Wars que não havia sido usado na série de filmes.


Isto foi até descobrir que existe na web um curioso gerador de nomes "Star Wars" que, a partir de um pequeno conjunto de dados pessoais (nome, apelido, apelido de solteira da mãe, cidade de origem, marca do primeiro carro e último medicamento tomado), consegue gerar um nome bastante original... Tão ou mais que Lyonce Viiktórya.

Se quiserem experimentar, seja por curiosidade, seja por quererem baptizar o vosso próximo rebento com um nome capaz de rivalizar com Lyonce Viiktórya, têm obrigatoriamente de experimentar este gerador de nomes Star Wars.


quarta-feira, janeiro 12, 2011

Porque há mulheres que não dão valor ao romantismo masculino (Vídeo)

Haverá algo mais sensacional do que uma romântica ida a dois a fantástico jogo de futebol da Liga Belga em pleno boxing day (dia 26 de Dezembro) e, ao intervalo, pedir a namorada em casamento? A resposta é sim! Sobretudo se, em frente a todo o estádio e com transmissão televisiva em directo para todo o Mundo, a namorada recusar o pedido e mostrar na fuga subsequente os seus dotes de corrida, deixando de joelhos no relvado o desafortunado namorado.

Aconteceu no último dia 26 de Dezembro, no intervalo do jogo entre o Cercle de Brugges e o Standard de Liège e merece ser visto, apesar de não ter tradução. As imagens valem realmente por mil palavras. Observem a reacção de crescente incredulidade da, presumimos, actual ex-namorada do infeliz rejeitado. Aquele passo atrás no momento em que ele se ajoelha é magnífico!


Já agora, aproveito para dizer que o resultado final ficou em 1-0 para a equipa da casa.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Encorrer os Espanhóis - Fundão 1º de Dezembro de 2010

Ainda acerca da tradição fundanense de Encorrer os Espanhóis na noite de 30 de Novembro para 1 de Dezembro (ver links no final do artigo), aqui fica a foto-reportagem pela objectiva inconfundível do nosso fotógrafo oficial (que se estreou na arruada) e que, no final, não escondeu que esta tinha sido seguramente a melhor arruada de Encorrer os Espanhóis em que alguma vez tinha participado!












Artigos anteriores:

terça-feira, novembro 23, 2010

Míscaros 2010 – Do entusiasmo frenético à solidariedade

E pronto! Chegou ao fim a 2ª edição do Míscaros, o Festival do Cogumelo, que, como referi no artigo anterior, ultrapassou largamente em termos qualitativos a sua edição de estreia. Mais tasquinhas e uma oferta diversificada encheram de visitantes entusiastas as ruas do Alcaide durante o último fim-de-semana.

Misturados na multidão, tivemos oportunidade de constatar a real medida desse mesmo entusiasmo, talvez medido na escala do frenesim, quando a dada altura, um grupo que seguia à nossa frente em busca da próxima tasca, se precipitou para uma porta aberta num dos lados da rua, com um dos indivíduos a dizer algo como “Vamos já a esta!”. Já com um pé para lá da porta, viram no entanto as suas intenções esbarrar na explicação da rapariga que abrira essa porta e que pretendia simplesmente entrar em casa.

Contudo, foi gratificante ver que no meio deste entusiasmo todo, não se perderam valores como a solidariedade e o espírito fraterno de entreajuda.

Verificámos isso quando, a dada altura, um indivíduo dono de um porte físico algo impressionante, sofreu uma queda não menos impressionante em plena praça principal do Alcaide, ficando estendido no chão numa posição que se poderia caracterizar como um misto de posição de lótus em ângulo invulgarmente aberto com uma chave de pernas digna da WWE mas em modo auto-infligido.

Obviamente poderemos aqui conjecturar sobre o que terá levado à queda mas a explicação que se me afigura como a mais provável foi que, no preciso momento em que o homem caminhava pela praça, o movimento de rotação da Terra se deteve por uma fracção de segundo, sendo que a força centrífuga fez o resto.

Seja como for, logo um grupo de pessoas, eu incluído, se precipitou para o ajudar a reerguer-se mas este não parecia inclinado a ajudar, preferindo olhar em volta de forma frenética como se procurasse algo… e afinal procurava mesmo. O seu apelo de “Esperem! Esperem! Os meus óculos voaram para aí!” fez com que toda a gente, eu incluído, começasse a descrever trajectórias erráticas em volta do homem, perscrutando atentamente o chão à procura dos óculos desaparecidos que, teimosamente, teimavam em manter-se desaparecidos.

A preocupação terminou finalmente quando um homem, que ficara a segurar as costas do desafortunado dono dos óculos, que ainda combalido permanecia sentado no chão, olhou para este e exclamou em tom indignado “Então mas você tem os óculos postos!” e, largando-lhe as costas bruscamente –“Você está a brincar comigo??”.

Foi quanto bastou para que o dono dos óculos se levantasse subitamente e, agradecendo a atenção dispensada, prosseguisse a sua caminhada, perdendo-se na festa e deixando para trás um pequeno grupo de pessoas, eu incluído, com um ar perfeitamente incrédulo.

quinta-feira, novembro 11, 2010

José Sócrates... by Google

Segundo o Google, o nosso Primeiro-Ministro, o Engenheiro José Sócrates, é sem dúvida um homem versátil e com um domínio muito peculiar da língua inglesa. Aliás, e que me perdoe a minha cara Manuela Azevedo, a língua inglesa fica sempre bem desde que não seja na boca do nosso Primeiro-Ministro.



Enviem-nos as vossas melhores googladas! As melhores serão aqui publicadas semanalmente.

terça-feira, novembro 09, 2010

Pesquisas do Katano - 3ª edição de 2010

Já tardava um novo artigo desta série. Contudo, tal como a justiça, este é um artigo que tarda mas não falha. Ou pelo menos não prescreve. Bom, ao fim e ao cabo e bem vistas as coisas, não há qualquer relação entre a justiça e este artigo. Adiante.

Parece não haver limites para a imaginação de alguns visitantes, tal como para a sua interpretação, muito peculiar, da língua portuguesa, perdoável no entanto se tivermos em conta que o Acordo Ortográfico veio gerar uma bela confusão neste campo.

Seja como for, vamos ao que interessa. Apresento, sem mais delongas, alguns dos melhores termos de pesquisa que trouxeram visitantes a este blog.

Fotografias de facturas de electricidade nítidas

Se há documentos onde a leitura é tudo menos nítida, a factura da electricidade é sem dúvida um deles, suplantado quiçá apenas pela factura da água, pelo extracto mensal da minha conta bancária, tendo todos em comum taxas e impostos que não lembra nem ao diabo, e ainda pelas tradicionais receitas médicas manuscritas.

substantivo feminino de piloto

Aposto que esta dúvida terá surgido numa conversa acesa num café. Para que conste, o substantivo feminino de piloto é... piloto! Isto é, não existe. Mas não se perceba aqui alguma forma de descriminação sexual em relação às mulheres. Com ou sem Oleoban, as mulheres são excelentes condutoras.


Nota da redacção: Este vídeo não ilustra de forma alguma as opiniões deste autor, que tem aliás o privilégio de conviver com algumas das melhores condutoras do Mundo, donas também de uma encantadora e temperamental personalidade.

pergunta que não se faz

As hipóteses brotam na minha mente como cogumelos desde"Oh João, sabias que tens uma camisola igual à da minha irmã?" até "Oh Jesus, que tal pores outra vez o David Luiz a defesa esquerdo no próximo jogo?". Fico é sem saber se a pessoa que fez a pesquisa é alguém que se esforça por ser desagradável ou se, pelo contrário, é alguém que não gosta de ferir susceptibilidades...

como surgiu os meteoricos

Será que se trata de teóricos da meteorologia, objectos celestes teóricos ou simplesmente uma equipa participante num torneio de futebol lá do bairro? Descobrir a sua origem será sem dúvida um exercício fascinante...

tourada que causonou morte

Será uma pesquisa por touradas que causonam a morte do touro ou a morte do toureiro? O que terá causonado esta pesquisa?

onde ninguem quer trabalhar

Esta eu sei! Esta eu sei! Portugal, por causa do RSI! É isso?

coelhos stressados

Quem não se lembra deste episódio? Em Janeiro de 2008 a Força Aérea portuguesa realizou uma série de missões sobre os céus de Penamacor causando pânico, danos estruturais e... danos morais na bicharada, sobretudo em ovelhas e coelhos que ficaram, segundo palavras de um criador, nitidamente stressados. Vale a pena recordar o episódio.

quinta-feira, novembro 04, 2010

O prédio onde os drogados gostam de ler revistas


Pelas habilidosas mãos cibernéticas da Cathy, chega-nos esta dramática denúncia em forma de carta aberta, que se encontrava afixada nos meandros de um prédio de habitação, numa zona de Lisboa que nos vamos abster de identificar. Isto embora saibamos à partida que se trata de um prédio com pelo menos 9 andares, o que restringe largamente as possibilidades. Afinal, quantos prédios com estas características é que existem em Lisboa?

Graças às palavras plenas de indignação deste cidadão (ou cidadã) anónimo, ficamos a saber que no prédio em causa há condóminos que se dedicam ao comércio de estupefacientes e cujos clientes têm ao seu dispor um simpático leque de revistas para ler. Sem dúvida uma prova da astúcia comercial do condómino do 9º andar que transporta para este contexto o conceito da sala de espera. Assim se fideliza clientela.

No entanto, descendo para o 3º andar, descemos também em termos de valores. Contrastando com a sagacidade e argúcia comercial do condómino do 9º andar, o jovem residente no 3º apenas se mostra interessado em convidar estranhos para praticar desporto e urinar no páteo do edifício. É realmente caso para dizer que, no melhor páteo cai a nódoa.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Vídeo do Ministro das Finanças da Suíça gerou onda de indignação Tuga

É já bem conhecido o vídeo no qual Hans-Rudolf Merz, o Presidente da Confederação Suíça e Ministro das Finanças da Suíça, tem um fantástico ataque de riso durante uma comunicação ao Parlamento. Este vídeo acabou por se tornar um sucesso na Web, sendo também aproveitado, mediante o uso de uma legendagem criativa, para satirizar as mais variadas situações e instituições.

Ora, foi precisamente isso que o 31 da Sarrafada fez ao legendar o vídeo de forma e ao dar-lhe o sugestivo título de "Ministro das Finanças Suíço fala sobre Portugal":



Aparentemente, houve por cá quem levasse o vídeo a sério, facto que gerou uma onda de indignação tal que alguns portugueses chegaram mesmo a enviar mensagens de protesto à embaixada da Suíça em Portugal, exigindo um pedido de desculpas formal de Merz.

Mas do que falava afinal Merz na sua famosa comunicação ao Parlamento? Afinal Merz estava a ler um comunicado dos Serviços Aduaneiros relativo a uma alteração na classificação de produtos em termos de tarifas aduaneiras, na resposta a uma pergunta de um deputado formulada de forma tão intrincada que o Ministro das Finanças não conseguiu conter o riso. Isto enquanto lia o comunicado que, também ele, estava escrito de forma algo... "densa". Eis o vídeo com a tradução correcta:



Perante este caso pergunto-me se as sucessivas e criativas legendagens do clip vídeo no qual Adolf Hitler satiriza tudo e mais alguma coisa, não terão já originado um profundo sentimento anti-germânico em muitos portugueses.

terça-feira, setembro 14, 2010

Mariano Gago recebe medalha por fazer de Portugal o país com o Ensino mais caro da Europa


Tenho pela figura do Sr. Dr. Mariano Gago, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, uma profunda admiração cuja génese remonta ao ano de 1999, quando este era apenas Ministro da Ciência e Tecnologia. Nessa altura, sossegando os temores públicos relativos ao famoso Bug do Milénio (lembram-se do Y2K?), anunciou que o Governo estava mais que preparado uma vez que, os seus sistemas, estavam dotados dos mais recentes anti-vírus.

Embora tal declaração seja equivalente a um indivíduo, sedentário e obeso, demonstrar a sua despreocupação perante um eventual ataque cardíaco, pelos simples facto de estar vacinado contra gripe, passei a admirar Mariano Gago a partir daí e muito mais a partir do momento em que, já mais recentemente, o mesmo Mariano Gago, numa conferência realizada em Madrid, defendeu que a pirataria informática era uma fonte de progresso e globalização, o que equivale a dizer que os grupos organizados da Cova da Moura ou de Chelas ajudam à circulação de capitais, ajudando assim a manter a dinâmica da economia nacional.

Esta manhã, nada indiferentes aos méritos de Mariano Gago, um grupo de jovens estudantes da ESMAE tomou conta do palco, durante a cerimónia de abertura do ano lectivo do Ensino Superior Politécnico no ISEP, para agraciar o Ministro com uma medalha "por ter feito com que Portugal seja o país da Europa que faz com que as famílias mais gastem com o Ensino". A simpática iniciativa mereceu o aplauso de todo o auditório e merece aqui ser revista:



quarta-feira, agosto 25, 2010

Cada cidadão tem direito ao seu gatuno

Um sketch humorístico para terminar o dia com boa disposição. Um cidadão angolano propõe uma abordagem tão original quanto arrojada para os problemas do sistema penal. A ideia passa por cada família capturar um gatuno e adoptá-lo. Vale a pena ouvir!



sexta-feira, agosto 13, 2010

Vídeo. Sexo Ocasional

Quando se abordam temas tão delicados como o sexo ocasional, há que ter em conta possíveis barreiras de comunicação e eventuais estados depressivos... Também é má ideia abordar o assunto com alguém que esteja a comprar pastelaria local.



Enviado pel'O Visconde

terça-feira, agosto 10, 2010

Intermezzo - I'm killing for McNuggets

Tem andado a correr Mundo o vídeo registado por uma câmara de videovigilância de um estabelecimento McDonalds nos EUA no qual uma mulher decide manifestar, com aquilo que se pode descrever como sendo alguma exuberância, a sua discordância contra o facto de os funcionários se recusarem a servir-lhe Chicken McNuggets, alegando que os mesmos só poderiam ser servidos em horário de almoço e que ainda se encontravam em horário de pequeno-almoço.

Diga-se em abono da verdade, e não sendo eu um cliente habitual deste tipo de estabelecimentos, que é irritante a profusão de preciosismos que encontramos no modus operandi das cadeias de fast food. Ao fim e ao cabo, o que estava em causa era simplesmente ir ao congelador buscar 6 pedacinhos de frango triturado e panado e colocá-los na frigideira durante poucos minutos mas não... Naquilo que se assemelha à imposição de uma espécie de Ramadão Avícola, os cidadãos não podem, mesmo que essa seja a sua vontade, consumir frango fora do horário estabelecido por alguém que ninguém sabe quem é e que, vai na volta, pode até nem gostar de frango.

Depois admiram-se quando há gente que, tendo certamente onde estar e inúmeros afazeres à espera, se aborrece ao ver ser-lhe negado um dos poucos momentos prazerosos da sua jornada laboral.



Vendo bem as coisas, os funcionários até acabaram por ter sorte pois a senhora em causa, para além de possuir uma interessante dinâmica física, embora com um preocupante défice de flexibilidade (lá está... fast food), fazia parte dos 9,9% de cidadãos estado-unidenses que não possuem armas de fogo.

Imaginem, por exemplo, que lhes tinha calhado na rifa um indivíduo como o interpretado por Michael Douglas no filme "Um dia de raiva", realizado por Joel Schumacher em 1993. No mínimo teríamos tido a oportunidade de assistir a uma cena como esta:



É curioso ver como, por vezes, a realidade consegue imitar a ficção. Seja como for, creio que, a partir de hoje, a McDonalds vai ter mais cuidado ao empregar slogans como o célebre "I'm dying for a Big Mac" sobretudo quando da sua clientela fazem parte pessoas que quase são capazes de matar por uma dose de Chicken McNuggets.

sexta-feira, julho 16, 2010

Porque há coisas que fazem mais falta que a electricidade...


Uma das características incontornáveis do ser humano é esta peculiar tendência de só ter noção da real importância que determinadas coisas têm para si apenas quando se vê privado delas. Ontem, mais uma vez, passei por uma situação desse género quando, em simultâneo, ficámos privados de telefone e internet.

Evidentemente, os primeiros pensamentos que nos ocorrem são algo patetas como por exemplo: "Ora bolas... como é que eu trabalho agora? Olha, vou ler os mails. ... * constatação de patetice *", isto enquanto procuramos ajustar a nossa mente a uma realidade completamente anormal onde nada parece fazer sentido.

Com isto, veio-me à memória aquela senhora idosa de uma aldeia remota que, há uns anos atrás, falando a uma repórter de um canal televisivo sobre o tema da importância da televisão como meio privilegiado de entretenimento dizia "A televisão faz-me muita falta. Olhe, sei lá... Acho que preferia ficar sem electricidade do que ficar sem televisão."

Imagem tirada ali do Na Travessia da Prosa
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