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terça-feira, agosto 25, 2015

Postais de Viana do Castelo - Sra d'Agonia 2015

Houve chuva e vento e até ameaça de tourada mas nem isso conseguiu evitar que a Romaria da Sra d'Agonia voltasse a encher a cidade de Viana do Castelo com música, cor, animação e (muita!) gente para celebrar as tradições únicas desta região. Embora este ano não tenhamos podido participar na procissão ao mar como no ano passado (recordar aqui), foi extremamente gratificante rever família e amigos e esticar as pernas entre o a cidade e o monte de Santa Luzia.

Aqui ficam alguns registos desses dois dias:


Junto ao santuário do Sagrado Coração de Jesus, no monte de Santa Luzia, os fotógrafos "do antigamente" continuam a marcar presença. 


Pode não parecer, pelo manto de nevoeiro que coroava o santuário, mas estamos em Agosto. Por estes lados há um ditado que diz que "quando Santa Luzia tem touca (o nevoeiro) vem água e não é pouca". Cumpriu-se.


Na Praça da República, a azáfama era grande. Balões, brinquedos, cadeiras, tudo se vende durante as festas. Foi fascinante ver também a capacidade de adaptação do negócio quando, às primeiras gotas de uma grande chuvada, uma bancada deste género deu em pouco menos de 5 minutos lugar a um belo mostruário de guarda-chuvas. Quando no Domingo as nuvens ainda só ameaçavam, um comerciante passou por nós e, porque o negócio dos guarda-chuvas não corria muito bem, soltou uma praga: "Havia de chover que era para aprenderem". A "touca" de santa Luzia não falha, principalmente se tiver uma praga de cigano a ajudar. 




Um dos ex-libris da romaria é a Revista de Gigantones e Cabeçudos na qual, secundados pelo vários grupos de "Zés Pereiras", estas figuras se passeiam pela Praça da República, dançando ao som dos bombos.



Com a chegada dos Gigantones e Cabeçudos, terminou a actuação da Banda Clube Pardilhoense sob a direcção sempre enérgica do maestro Martinho.



A praça da República sempre cheia para assistir à Revista dos Gigantones e Cabeçudos.



À noite, todos os lugares eram bons para assistir ao desfile de Zés Pereiras, ranchos folclóricos e demais grupos que animaram a festa ao longo dos vários dias, entre a estação de caminhos-de-ferro e o jardim da marginal.



Viana é isto.


quinta-feira, agosto 21, 2014

A Procissão ao Mar - Viana do Castelo

A Romaria da Senhora da Agonia já começou! Sendo uma romaria com raízes nas tradições piscatórias da região, tendo começado a ser celebrada a partir do século XVIII, é pois natural que um dos seus momentos altos seja mesmo a Procissão ao Mar, uma procissão na qual os andores são transportados em barcos até ao mar e depois pelo estuário do Lima para finalmente, já novamente em terra, percorrerem as ruas da zona ribeirinha de Viana do Castelo sobre os tapetes de sal construídos durante a noite anterior.


Os espectadores vão-se aglomerando ao longo das margens e pelas praias da foz do Rio Lima.



À hora marcada, enquanto decorre a missa, as embarcações vão-se concentrando à saída do porto de pesca. A estátua que simboliza Viana, junto ao forte de Santiago da Barra (século XVI), parece indicar o caminho que vai ser seguido.


Também a zona à volta do Forte de Santiago se vai enchendo de espectadores para assistir à saída da procissão enquanto vão sendo lançados foguetes assinalando os momentos determinantes como o carregar dos andores para as respectivas embarcações. Na foto avista-se a Torre da Roqueta, a primeira fortificação a ser construída neste local e mais tarde incorporada no novo Forte construído no reinado de D.Sebastião e ampliado durante o domínio filipino. Mais atrás avista-se a torre sineira da Igreja de São Domingos.



Mais e mais embarcações vão chegando, algumas bem carregadas como se pode ver nesta foto...



...e também nesta, junto à torre de vigia na entrada do porto de pesca.



Nem só de barcos de pesca e de recreio se faz a procissão.



À medida que o tempo vai passando, os barcos continuam a chegar.



Alguns aproveitam para acostar e promover um animado convívio.



Finalmente, os barcos mais importantes começam a sair do porto. O esmero com que são decorados diz bem do orgulho que a população tem nas suas tradições, e são símbolos da sua própria identidade.



Atrás do primeiro barco, que geralmente transporta as "figuras" da região, seguem as embarcações com os andores que por norma são 4, todos eles de santos ligados à tradição vianense do mar: Senhora de Monserrate, Senhora dos Mares, São Pedro e Senhora da Agonia. Este ano, excepcionalmente e por ocasião do 500º aniversário do seu nascimento, foi incluída a figura de Frei Bartolomeu dos Mártires.



A figura da Senhora da Agonia é sempre a última a sair.



Mal as embarcações que transportam as imagens acabam de passar, são imediatamente seguidas pelas restantes em direcção ao mar. Algumas têm decorações que aludem a um outro tipo de "religião", por assim dizer.



Rumo ao mar! Aparentemente o número de passageiros por embarcação é controlado pelas autoridades. Segundo ouvi, quando os barcos estavam prestes a sair e se abria o acesso às pessoas, havia quem se atirasse para garantir um lugar na procissão, colocando em risco a estabilidade das embarcações pelo elevado número de passageiros.



A procissão segue rumo ao mar, onde um rebocador age como ponto de referência a ser contornado para inflectir rumo ao rio Lima.



Não há icebergues no caminho mas é sempre necessária muita concentração por parte dos pilotos para evitar colisões com outros barcos.



Um dos dois rebocadores da procissão.



A maior ondulação provocada pelo vento diminui quando se entra no Lima.



A falta de um barco a motor não é desculpa para a não participação. Não havendo motor, rema-se! Seja de pé...


...ou sentado.



A visão mais impressionante do porto comercial na entrada do Lima, a corveta NRP Afonso Cerqueira que se fez ouvir à passagem da procissão. Os tripulantes vieram todos à amurada registar o momento para a posteridade.



A ponte Eiffel marcou para nós o fim da procissão. Lançando âncora, aproveitámos para fazer uma simpática merenda ali mesmo no meio do rio Lima.



Para a posteridade fica o registo da tripulação do nosso iate que competiu mano-a-mano com outros iates, catamarãs, traineiras e rebocadores graças ao seu poderoso motor de 8 cavalos pilotado com mestria pelo Capitão Cadilha. Vê-se também quem mais, para além de mim, leva a sério as questões de segurança, apesar de ninguém ter feito a indispensável demonstração inicial das práticas a seguir em caso de emergência.

sexta-feira, junho 13, 2014

Divulgação: Jornadas para a salvaguarda do património cultural imaterial da Beira Interior

Contribuir para a salvaguarda e uma mais ampla percepção da riqueza e diversidade do Património Cultural Imaterial da Beira Interior, este é o mote para as jornadas que amanhã têm lugar no auditório da Moagem no Fundão, com um programa de altíssima qualidade. 

Esta iniciativa é mais uma etapa de um projecto amplo, que pretende abranger todo o território nacional, promovendo e valorizando à escala local as mais diversas e singulares expressões culturais imateriais que, no seu todo, contribuem para a criação da identidade do país.

É uma iniciativa a não perder por todos os que se interessam pelo património e que amam a sua região, sendo o valor da inscrição -5 euros-  quase simbólico.

As inscrições podem ser feitas amanhã na Moagem ou através dos seguintes contactos, também disponíveis para prestar informações adicionais:

Ana Carvalho - 966 046 769 / anaemiliacarvalho@cm-fundao.pt
Margarida Silva - 910202420 / associacaopci@outlook.pt



terça-feira, dezembro 24, 2013

Boas festas!


O Blog do Katano vem por este meio endereçar aos seus estimados leitores, visitantes acidentais, seguidores e outros não tão apreciadores quanto isso, os sinceros votos de boas festas, esperando que ninguém seja obrigado a "Troikar" a consoada.

A mensagem natalícia fica por aqui, uma vez que, até mesmo no Natal, austeridade é austeridade.

quinta-feira, novembro 28, 2013

Nesta casa entra-se e sai-se em boa companhia

Ali por Caria, na zona antiga desta vila beirã, por entre velhas casas de pedra onde, nas ombreiras das portas, se avistam aqui e ali as marcas atribuídas aos cristãos-novos, há uma dessas portas em particular que chama a atenção.


Se nesta casa só se entra em ilustre companhia, é certo que dela não se sai menos bem acompanhado, isto fazendo fé na recomendação que se encontra sobre a porta e que quase faz com que as cruzes que ladeiam a entrada passem despercebidas.

sexta-feira, novembro 15, 2013

Vamos aos "Míscaros"?


E depois do Açor e das castanhas, é agora a vez da aldeia do Alcaide e dos cogumelos, não apenas daqueles que emprestam o nome ao festival . De resto, já se sabe: animação, tasquinhas, iniciativas gastronómicas, passeios micológicos, artesanato,... O melhor mesmo é porem-se já a caminho. Como sempre acontece, funcionará entre o Fundão e o Alcaide um serviço de autocarro para que ninguém seja obrigado a trazer o carro. É só para não haver problemas de estacionamento, obviamente.

Começa já hoje e, escusado será dizer, é mais uma festa imperdível!






No ano passado foi assim:




Encontramo-nos por lá?



quinta-feira, novembro 14, 2013

Assim foi a Mostra de Artes e Sabores da Maunça

Terminou em grande mais uma Mostra de Artes e Sabores da Maúnça que, durante o último fim-de-semana, fez da pequena aldeia do Açor o centro de todas as atenções. Mais uma vez, a festa não defraudou as expectativas e, pese embora a distância e o relativo isolamento da aldeia, vale sempre a pena -e de que maneira!- ir até lá.

As "hostilidades" tiveram início ainda no Sábado à noite, com um delicioso jantar na tasquinha do grande "Ti Tó", que serviu em quantidade e qualidade maranhos, chanfana e ainda uns belos bifinhos com castanhas, tudo devidamente rematado com um original pudim de castanha (e que bom que estava!) e com uma panóplia de licores. 

No Domingo de manhã, para recuperar da noite anterior, juntámo-nos a um simpático e animado grupo, no qual reencontrámos algumas caras bem conhecidas, para uma caminhada de 5km de regresso ao Açor. Foi um trilho que proporcionou algumas imagens de encher o olho, alguns momentos de aventura e agradáveis momentos de conversa que versaram sobre tudo um pouco, inclusive as invasões francesas que fazem parte da memória colectiva das gentes da Maúnça e estão intimamente ligadas a locais como a Eira dos Três Termos (onde existe um fenómeno) ou o sítio dos Valados.






Após o belo almoço na sede da associação local, impôs-se nova ronda pela aldeia, em busca das tasquinhas mas não só. Pelas ruas cheias de grande animação e de cheiros que parecem chamar por nós, o destino estava já definido: ir à procura do pão acabadinho de sair do forno e das filhoses feitas por mãos sabedoras, herdeiras do saber de incontáveis gerações.









Antes da despedida, e porque finalmente a encontrámos aberta, visitámos a casa-museu local. Trata-se de uma casa de habitação tradicional que foi recuperada mantendo o seu figurino original, com divisões minúsculas, uma cozinha com lareira ao centro e um banco corrido de madeira junto às paredes. Enquanto comentávamos aquilo que víamos, a senhora que tomava conta do local partilhou connosco: "É pequena não é? Custa a crer que uma mãe criou aqui 7 filhos. Uns dormiam no quarto, outros na "loja"... Olhe, era onde calhava, mas criaram-se."


Chegada a hora da despedida, optámos por regressar a pé pelo caminho através do qual tínhamos chegado de manhã, aproveitando para recolher alguns quilos de castanha e cogumelos ao longo do percurso. 

Fecha-se o capítulo do Açor, deixando já o encontro marcado para o próximo ano, e abre-se agora a contagem decrescente para o festival "Míscaros", que tem início já depois de amanhã. Vamos a isso?

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