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quarta-feira, janeiro 16, 2013

Águas Radium, as ruínas da "febre da radioactividade"

Junto à localidade de Quarta-feira, perto da estrada que liga Caria (Belmonte) à belíssima aldeia histórica de Sortelha, ergue-se um imponente edifício de granito hoje em ruínas mas que, no seu apogeu, foi um importante centro de turismo e termalismo: o Hotel Serra da Pena. Contudo, aquilo que no início constituiu a razão da sua instalação e do sucesso, acabou por ser também aquilo que levou ao seu encerramento: a radioactividade das águas do local. No último Domingo estivemos por lá e registámos algumas fotografias que aqui partilhamos com vocês.

As ruínas do hotel Fraga da Pena.

A carcaça de uma máquina a vapor dá um certo encanto ao local. Será da época do hotel ou terá sido para aqui trazida para servir de decoração à loja de velharias/antiguidades que chegou a funcionar no edifício onde antes era a recepção, já muito depois do hotel ter fechado?

A tradição oral diz que o hotel terá tido origem pela acção de um conde espanhol, um tal de Dom Rodrigo (assim ficou conhecido por estas paragens), que nestas águas terá encontrado a cura para a grave doença de pele de que padecia a sua filha. No entanto, outra versão é contada por Maria Adelaide Salvado num artigo intitulado "As nascentes termais do interior da Beira - o caso das Águas Radium". Segundo ela, a descoberta das propriedades curativas destas águas aconteceu quando um engenheiro de minas alemão, que por aqui vivia e prospectava ao serviço de um espanhol de nome Enrique Gonsalvez Fuentes, quiçá o tal "D.Rodrigo" que o povo recorda, descobriu que o consumo desta água aliviava as dores provocadas por uma úlcera gástrica de que padecia.

Estávamos então no início dos loucos anos 1920 e, por esta altura, os elementos radioactivos eram considerados benéficos para a saúde. Um pouco por toda a parte, as empresas que comercializavam água engarrafada, procuravam que as suas águas fossem classificadas como águas radioactivas já que essa referência trazia prestígio e, por consequência, mais procura. Esta corrida sôfrega ficou conhecida como "febre da radioactividade".

A zona da recepção, a meio caminho entre a estrada nacional e o hotel.

Situadas muito próximas das minas de urânio da aldeia de Quarta-feira, exploradas desde 1910, foi pois com naturalidade que, em 1920, foram descobertas as propriedades radioactivas destas águas que brotavam de 3 nascentes então denominadas, muito a propósito, em documentos técnicos como "nascentes Curie", em referência à cientista francesa responsável pela descoberta do rádio, o elemento químico radioactivo. Há inclusive quem acredite que a própria Marie Curie por aqui teria estado durante 4 meses, uma vez que das minas saía muito urânio para os laboratórios de Paris da empresa francesa que as explorava. Ora, era nestes mesmos laboratórios que a cientista, duas vezes Prémio Nobel, trabalhava.

O hotel e as termas terão sido construídas pouco depois, tendo em 1922 sido obtido o alvará para a exploração das nascentes. A água não era apenas usada para o termalismo. Era também engarrafada para venda, com bastante sucesso, com o nome de Águas Radium, tendo mesmo sido consideradas como uma das mais radioactivas do Mundo, num congresso em Lyon, no ano de 1927. 

O edifício principal.


Em segundo plano o edifício principal e, em primeiro plano, uma adição de trabalhos recentes.

Bastante procurado, o hotel chegou a ter 90 quartos e capacidade para 150 pessoas. As suas águas, cuja nascente do Chão da Pena chegou mesmo a ser chamada de Milagrosa, eram procuradas para o tratamento de doenças dermatológicas, reumatismo, gota, hipertensão, colite, edemas, problemas do sistema circulatório, problemas renais, perturbações nutricionais, problemas gastrointestinais, entre outros.

Entre todas as suas características químicas, destacava-se a presença de sais de rádio e de radão, o gás bem conhecido por estas paragens e que justifica até recomendações oficiais para o arejamento frequente das casas, de modo a evitar a sua acumulação no interior das habitações.



Elementos arquitectónicos peculiares.


Aspecto de uma das portas laterais do edifício principal.


Escadaria lateral de acesso ao edifício principal.

Zona de captação de águas e lamas radioactivas. A água escorria pelas caleiras do chão, depositando a lama que depois era recolhida e usada para os tratamentos.


O complexo era inicialmente explorado pelo já citado Enrique Gonsalvez Fuentes mas as instalações termais foram entretanto arrendadas até 1940 à Sociedade Águas Radium Lda, de capitais franceses. (In)felizmente, começaram a surgir alguns alertas durante a década de 1930, acerca das possíveis consequências nefastas da radioactividade para a saúde. Contudo, o golpe fatal aconteceria durante a II Guerra Mundial, quando o Mundo tomou conhecimento, graças aos estudos no campo da energia atómica, das terríveis consequências que a radioactividade poderia ter para a saúde.

O Hotel numa altura em que ainda operava

Hotel Serra da Pena, finais dos anos 1940

O complexo foi entretanto vendido no seu todo a investidores ingleses mas, pouco depois, a frequência das termas começou gradualmente a decrescer, até ao seu definitivo encerramento em 1945, mantendo-se apenas o hotel em funcionamento. Este viria a falir no início dos anos 1950, sendo abandonado, enquanto, ali ao lado, a exploração mineira continuaria até 1961, acabando também por encerrar.


As clarabóias colocadas no solo do terraço, sobre os espaços de banho, fabricadas pela empresa londrina Haywards Ltd, uma empresa de painéis de vidro com raízes num loja de corte de vidro fundada em 1783 por um senhor chamado Samuel Hayward que teve, nada mais, nada menos que 26 filhos. A empresa acabou por encerrar nos anos 1970.


A zona de banhos... radioactivos, pois claro.


Os vestígios ainda existentes dão bem uma ideia do luxo que terá caracterizado o hotel Serra da Pena, neste caso no vestíbulo à entrada daquilo que era provavelmente a sala de jantar


Detalhe dos pavimentos do mesmo vestíbulo.


Mais tarde leiloado em Lisboa, o complexo foi adquirido por um investidor da região, que na altura tinha intenção de aqui instalar um hotel de luxo. No entanto, acabaria por vender o conjunto ao seu irmão que idealizou um projecto algo megalómano de construção de um  hotel, com piscinas, campos de golfe e termas. Contudo, exceptuando algumas intervenções menores no local, os trabalhos nunca chegaram verdadeiramente a arrancar e o futuro destas ruínas permanece incerto.

O edifício principal no qual apenas restam as paredes.


Outro aspecto do interior do corpo mais alto do edifício principal.





O único e imperturbável morador do local reside na cave, no antigo espaço de captação das águas


Sinalética rodoviária, junto à estrada.


O local tem feito nos últimos anos parte do imaginário das gentes desta região, havendo muita gente que recorda as suas brincadeiras nas ruínas do hotel e os mais idosos não esquecem os tempos em que inúmeras pessoas afluíam ao local para descansar ou usufruir das propriedades "curativas" do local. O espaço está arruinado e muitos são os grafitis por ali existentes, muitos hoje em local de acesso impossível mas é possível ainda sentir o luxo e a vida que noutros tempos aqui tiveram palco. É um local que vale a pena visitar... mas com cuidado. Já agora, levem a vossa própria água para o caso de terem sede.

Fontes (citadas com a devida vénia e agradecimento e cuja consulta se aconselha para mais informações / fotos): Restos de Colecção, Aerograma

Foto Água Radium: Restos de Colecção
Fotos antigas cedidas por Luís Ribeiro

Agradecimentos: À Ana, à Inês e ao Pipinho (Filipe Quinaz para os amigos) que fizeram deste um excelente dia, ao Jorge Portugal pelas dicas e ao Luís Ribeiro pela cedência das fotografias.

quarta-feira, novembro 21, 2012

Do festival "Míscaros"... aos míscaros. Rescaldo fotográfico

O último fim-de-semana ficou marcado pela realização de mais um "Míscaros" - Festival do Cogumelo, no Alcaide, uma aldeia cheia de história cujas ruas se encheram de animação. Importa primeiro que tudo dizer que este festival foi sem dúvida o melhor até agora. Houve esmero na decoração e o número de "tasquinhas" pareceu ser maior que o habitual. 

Estivemos por lá no Sábado à noite e no Domingo e se o primeiro dia foi dedicado às tasquinhas, não é menos verdade que serviu também para rever muitos e bons amigos, tudo isto depois de uma bela jantarada de cogumelos. Aliás, isto de reencontrar amigos é tão viciante que, até na operação de fiscalização de trânsito automóvel na qual participámos com fôlego e entusiasmo no fecho da noite, deu para reencontrar um velho amigo do 8º ano!

O Alcaide enquadrado pelo Outono e coroado pela Serra da Gardunha

O Domingo começou bem cedo, com a participação no passeio micológico integrado no programa do festival. Novamente com a orientação do José Gravito Henriques, um homem que se gaba de ter já provado mais de 200 espécies diferentes de cogumelos. A adesão foi muito interessante, mais de 300 participantes segundo a organização (embora eu ache esse número algo exagerado). Independentemente do rigor dos número, havia gente a mais para um passeio micológico. Que tal fazerem-se não um mas dois passeios destes no fim-de-semana? Fica a sugestão.


"... não é grande coisa mas, à falta de melhor, também marcha!" foi a frase marcante de mais um excelente passeio micológico deste grande especialista, logo seguida a curta distância de "Há cogumelos que dão para os dois lados".

Fechada a manhã, e porque a fome já apertava, toca a ir para a fila do arroz de míscaros que mais uma vez foi servido pela Escola de Hotelaria e Turismo do Fundão, que também explorou este ano o restaurante da casa Cunha Leal. Só vos digo: estava daqui! (Sim, agora estou a segurar o lóbulo da minha orelha direita com o indicador e polegar da mão direita, efectuando ligeiros movimentos oscilatórios).

A "trupe" completa! Elementos da Junta Directiva do Blog do Katano lado a lado com a célula coimbrã do Clã Moura e o inimitável Quinaz. Pela foto é notório que há iluminados profissionais da fila do arroz de míscaros, que empregam recipientes capazes de armazenar arroz suficiente para alimentar um pequeno país do 3º Mundo durante uma semana, mais mês, menos mês, e os amadores da tigelinha. (Foto roubada à grande e à alemã do álbum de Paulo Moura)




O chefe Pedro Rito e Ricardo Moita distribuindo felicidade em forma de arroz de míscaros. (Continuo a segurar o lóbulo da minha orelha direita com o indicador e polegar da mão direita, efectuando ligeiros movimentos oscilatórios)

Depois de um belo almoço (sim, sim... orelha direita, mão direita,...) e de uma excelente sobremesa na Casa Cunha Leal, voltámos às ruas do Alcaide onde nos deparámos com um verdadeiro one man show: Pedrito New Wheel, provavelmente a figura mais emblemática desta edição do Míscaros ou, como diz a São Rosas, o verdadeiro homem dos 70 instrumentos. 




No rés-do-chão do solar de João Franco, antigo primeiro-ministro dos últimos fôlegos da monarquia lusa, ficaram instalados vários artesãos e, mais uma vez, ali estava o omnipresente Zé da Encarnação (nome de guerra de José Martins Mendes), último esparteiro de Alcongosta. Vale a pena visitar o blogue onde se apresentam as suas criações clicando aqui.


Zé da Encarnação mostrando a versatilidade das suas criações



Um aspecto da Rua João Franco, com a torre sineira ao fundo. Esta torre tem a particularidade de, numa das suas fachadas, ter uma racha provocada pelo sismo "de Lisboa" de 1755, que aliás lhe derrubou também algumas das esferas que tinha nos cantos do seu topo.



Este ano houve esmero na decoração das ruas. Para além de cogumelos gigantes, foi distribuída sinalética pelas ruas que deu um toque de boa disposição ao Míscaros.



E o cheirinho? Divinal!

Motivados pelo passeio matinal e porque a "Mouraria" não é família de regressar a casa de mãos a abanar no que toca a cogumelos, fizemos à tarde o nosso próprio passeio micológico por alguns dos nossos locais favoritos. Não é que alguns dos "novatos" se revelaram verdadeiros perdigueiros micológicos? Seguem-se alguns dos instantâneos registados durante o passeio: 


Uma "horta" de Lactarius deliciosus (lactários, sanchas, raivacas,...) descoberta pelo Paulo que atribui à sua "obra-filha" a tarefa da recolha já que o orgulho lhe impede a mobilidade ao nível das cruzes, isto enquanto o Quinaz continua a fazer aquilo que fez melhor: descobrir Suillus bellini e uma panóplia de outros cogumelos que não servem para nada



E eis o primeiro míscaro amarelo (Tricholoma equestris) da temporada! Um bom petisco, é certo, mas a ser consumido com muita moderação, pelas razões que apresentámos em tempos aqui.


Mais uma descoberta do Paulo: uma colónia de Sparassis crispa que, pelo que dizem, vai muito bem com ovos mexidos. A experimentar no próximo fim-de-semana.


Uma excelente descoberta do sector feminino dos Moura: um Boletus badius! Inconfundível pelo "anel" amarelo no topo do pé e pelos tubos também amarelos que mudam para azul ao toque.


Mais à frente no caminho, um verdadeiro rio Amazonas interrompe o caminho. Na foto é possível ver 3 abordagens diferentes para resolver o problema da travessia: a Mariana, moça prevenida, justifica finalmente o porquê de ter trazido umas belas botas de borracha, o patriarca da Mouraria constrói uma ponte de pedra não licenciada e o Quinaz, munido de um cajado, resolve tentar uma abordagem bíblica, sem grande sucesso, diga-se.


Pinhais, rios e... pântanos, pois claro! Valeram a Mariana, mais uma vez a brilhar graças às suas botas de borracha, e a Luísa que provou ser uma verdadeira voz de comando!



No final, a inevitável repartição do espólio constituído por boletos, lactários, míscaros e suillus. Pelas informações que foram posteriormente recebidas, os lactários fizeram jus ao nome e proporcionaram um delicioso jantar em terras coimbrãs e, segundo consta, toda a "Mouraria" está viva e bem de saúde. 

Como é, família "Mouravilha"? É para repetir?

quarta-feira, novembro 14, 2012

A não perder: Míscaros - Festival do Cogumelo, no Alcaide

Tem início já depois de amanhã mais uma edição do Míscaros - Festival do Cogumelo, uma iniciativa que resulta de uma admirável agregação de esforços entre a população da aldeia do Alcaide, a Liga dos Amigos do Alcaide, Junta de Freguesia local e Município do Fundão, e na qual os cogumelos são os verdadeiros reis da festa.



Assim, ao longo de 3 dias, quem visitar o Alcaide poderá deliciar-se com mil e uma formas diferentes de cozinhar cogumelos mas não só. A aldeia vai encher-se de tasquinhas com uma infindável oferta de cores, aromas e sabores, estarão presentes grandes nomes da culinária e, como todos os anos acontece, será confeccionado e servido aos visitantes o tradicional arroz de míscaros, tudo isto sempre com muita música e animação pelas ruas. Uma tentação, sem dúvida! .



No Domingo a oferta incide sobre a questão da identificação e recolha de cogumelos, havendo também lugar para a apresentação de um novo projecto que promete dar que falar: a Cogus Box! 


Como sempre acontece, haverá autocarros a assegurar o transporte de visitantes entre o Alcaide e o Fundão.

Encontramo-nos por lá?

quarta-feira, outubro 31, 2012

A não perder: Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, no Açor!


Faltam apenas 10 dias para a XII Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, no Açor, a minha festa de Outono favorita (sem desprimor para o festival Míscaros, ao qual também não faltarei e do qual em breve farei divulgação também!).

Durante dois dias, os visitantes poderão deliciar-se com os pratos em que a castanha é ingrediente de destaque, os licores, a jeropiga, o bom pão caseiro, bem à maneira da nossa avó,... tudo isto nas diversas tasquinhas espalhadas pela aldeia que, apesar de fisicamente pequena, é enorme pela hospitalidade das suas gentes. 

Para quem está ainda indeciso, deixo aqui uma pequeníssima amostra de alguns dos "argumentos" deste festival...

O "miau" com mel!

Os enchidos não podiam faltar!

Este pão é fantástico. Se for acabado de sair do forno, então,... é daqui! (Agora estou a segurar o lóbulo da orelha direita com o indicador e o polegar da mão direita, efectuando subtis movimentos oscilatórios, pretendendo com isto dizer que o pão é de facto de elevada qualidade)

Programa:

Exposição (Dias 10 e 11 de Novembro) 
"À Descoberta das Abelhas – O Sabor do Mel" 

Sábado, 10 de Novembro 
Animação de rua 
   Fado Serrano (fado brejeiro) 
   Grupo de Cantares da Escola Secundária do Fundão 
   Grupo Ponto de Interrogação 
15.00h – 16.30h Magusto Comunitário 
21.00h Acordeão em Espetáculo – Patrícia Santos, João Paulico e Inês Paulico (Música Tradicional Portuguesa e do Mundo) 

Domingo, 11 de Novembro 
8.30h Raide Fotográfico da Castanha 
Animação de rua: 
   Bombos da Casa do Povo do Souto da Casa 
   Grupo de Cantares Ponto e Linha do Souto da Casa 
   Associação de Acordeonistas da Beira Baixa 
15.00h – 16.30h Magusto Comunitário 

Transportes 
Haverá autocarros gratuitos no sábado e domingo, a partir do Fundão (Praça Amália Rodrigues) para o Açor (campo de futebol) e vice-versa. No sábado haverá autocarros com partida do Fundão às 15.00h e às 19.00h e do Açor para a cidade às 18.00h e às 23.00h. No Domingo haverá um autocarro com saída do Fundão às 11.30h e regresso às 17.30h.



terça-feira, setembro 18, 2012

Algumas fotografias do festival "Chocalhos" 2012

Desta vez, e por força das circunstâncias, não tive oportunidade de experimentar a noite dos Chocalhos e portanto, a minha vistia a Alpedrinha resumiu-se a uma breve incursão vespertina dominical que, ainda assim, deu para regalar os olhos... e a barriga, claro! Porque o festival é acerca da Transumância, foi muito gratificante ver os efeitos, ainda que para já muito simbólicos, da adesão do Fundão à Grande Rota da Transumância, nomeadamente com a presença no Chocalhos da Guarda, Idanha-a-Nova, Castelo Branco e... Malpartida de Cáceres, povoação extremenha onde se fez um trabalho verdadeiramente notável neste campo. 

Voltando ao lado mais "mundano" dos Chocalhos, aqui ficam alguns instantâneos registados na tarde de Domingo:


"Bombistas" por todo o lado no largo do Chafariz de D. João V!


O mesmo cenário mas em ângulo inverso, como nos jogos de futebol televisionados.


Quase se consegue imaginar o Vitorino a cantar "Ovelha, estás à janela...!"

Barraquinhas, tascas, bancadas e património histórico são inseparáveis durante os Chocalhos.


Idem aspas

O "nosso" esparteiro José Martins Mendes, o "Zé da Encarnação" de Alcongosta, que, praticamente com 90 anos, continua a praticar a sua arte intemporal. Uma das suas peças foi premiada com o título de melhor peça de artesanato deste festival.

O Palácio do Picadeiro onde fomos encontrar a recém-devolvida imagem de São Jorge.

E, para fechar, algo completamente diferente: "Sob a Égide do Estado Novo"

Até para o ano!
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