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quarta-feira, setembro 02, 2015

Em Almeida, como há 200 anos, o castelo medieval voltou a explodir

No último fim-de-semana, a vila de Almeida, a histórica estrela de pedra sentinela da fronteira, foi palco de mais uma recriação do cerco pela tropas napoleónicas de1810. O espaço dentro das muralhas voltou ao passado, enchendo-se de comerciantes e soldados trajados a rigor e, como sempre acontece, houve lugar à encenação dos combates. No Sábado fomos até lá para assistir à batalha nocturna mas, quando menos esperávamos, o foco da nossa atenção acabou por se virar para algo totalmente inesperado.




Os comerciantes eram em grande número junto ao antigo quartel militar


Todos os anos, a vila fortificada de Almeida regressa ao século XIX. Trata-se da recriação histórica que evoca a 3ª Invasão Francesa, que aqui teve um dos seus palcos principais, desde o Combate do Côa, com a retirada quase desastrosa das tropas luso-britânicas, pela ponte que ficou intransitável devido ao amontoado de cadáveres, até ao Cerco de Almeida que, em poucos dias e graças à catastrófica explosão do antigo castelo, frustrou os planos que previam uma resistência mínima de 1 mês.

Em anos anteriores já tínhamos assistido à recriação do Combate do Côa (ver artigo e vídeo) e aos combates sobre as muralhas (ver aqui) e este ano decidimos assistir ao espectáculo nocturno. Sendo assim, lá fomos nós até Almeida e, após um jantar ligeiro, dirigimos-nos até à porta de Santo António, junto à qual iriam decorrer as actividades.

Embora os "soldados" estivessem algo distantes e, quanto a mim, numa posição pouco favorável para os espectadores (creio que uma formatura perpendicular a estes teria permitido uma melhor percepção das refregas corpo-a-corpo), o início até foi promissor. Um poderoso sistema de som permitia que os combates tivessem música de fundo e ainda alguns apontamentos por parte de um narrador que, muito bem, foi explicando o contexto da invasão e revelando alguns detalhes do armamento e das tácticas militares da época.


Os combates sobre o baluarte da porta de Santo António. Sucederam-se as salvas de mosquete, os tiros de canhão e as cargas de cavalaria.



Os disparos antes da carga sobre o inimigo.


O pior foi quando, entre as suas intervenções, o narrador se esqueceu de desligar ou, pelo menos, de baixar o volume do microfone, permitindo que os espectadores ouvissem as suas conversas paralelas como banda sonora dos combates.


Uma banda sonora... sui generis

Assim, ao mesmo tempo que franceses e luso-britânicos iam disparando uns sobre os outros, ficámos a saber que a recriação já estava a demorar muito mais que o previsto: -"Isto já devia ter acabado mas começando a dar ao gatilho eles entusiasmam-se e é isto! No ano passado só durou 40 minutos. Daqui a 10 ou 15 minutos deve terminar", ou ainda que havia uma gritante falta de realismo na recriação, facto esse devidamente comprovado graças ao acervo fotográfico pertença do próprio narrador -"Esta malta não tem cuidado e isto acaba por não ter realismo nenhum. Tenho lá em casa um grande arquivo fotográfico e numa das fotos vê-se aquele frade que está ali em baixo, em luta acesa com um cavaleiro mas com ambos a rirem-se que nem uns perdidos". -"Olha, lá vai outra vez o frade! Não pára!", complementou uma conhecida. Falta de um encenador, segundo outro companheiro do narrador, para dirigir a batalha -"Isto sem uma voz de comando é complicado...!".

Após a batalha e a saudação mútua dos participantes, o narrador anunciou o espectáculo pirotécnico evocativo da explosão do castelo que se iria seguir. Ainda assim, o aviso não foi ouvido por alguém da organização que questionou -"Olha lá, já avisaste o pessoal que vai haver explosão do castelo? Ah bom!".


Desaparecido numa explosão que destruiu maior parte da vila, tornando-a indefensável, o castelo medieval foi vítima do desleixo que permitiu que um tiro certeiro incendiasse o paiol aí instalado. A tradição popular transformou esta história, manifestamente pouco abonatória para a honra da vila, numa outra em que um traidor vendeu aos franceses o segredo da existência de um túnel secreto que levava ao castelo.



O certo é que, se o impacto da batalha acabou por se diluir entre risadas dos espectadores devido aos diálogos, a explosão do castelo lá aconteceu e foi  impressionante, embora não tanto como o espectáculo musical e pirotécnico, logo a seguir, que culminou na apoteótica Overture 1812 de Tchaikovsky.



A apoteose final.

Em resumo, vale bem a pena visitar Almeida durante esta altura (aliás, qualquer altura do ano é boa) mas, em termos de recriação histórica, há ainda algumas arestas a limar de forma a permitir que, um dia, um frade e um cavaleiro se possam afrontar sem achar piada a isso.

sexta-feira, junho 13, 2014

Divulgação: Jornadas para a salvaguarda do património cultural imaterial da Beira Interior

Contribuir para a salvaguarda e uma mais ampla percepção da riqueza e diversidade do Património Cultural Imaterial da Beira Interior, este é o mote para as jornadas que amanhã têm lugar no auditório da Moagem no Fundão, com um programa de altíssima qualidade. 

Esta iniciativa é mais uma etapa de um projecto amplo, que pretende abranger todo o território nacional, promovendo e valorizando à escala local as mais diversas e singulares expressões culturais imateriais que, no seu todo, contribuem para a criação da identidade do país.

É uma iniciativa a não perder por todos os que se interessam pelo património e que amam a sua região, sendo o valor da inscrição -5 euros-  quase simbólico.

As inscrições podem ser feitas amanhã na Moagem ou através dos seguintes contactos, também disponíveis para prestar informações adicionais:

Ana Carvalho - 966 046 769 / anaemiliacarvalho@cm-fundao.pt
Margarida Silva - 910202420 / associacaopci@outlook.pt



quarta-feira, abril 16, 2014

Destas pontes só há duas em Portugal


Situada no concelho do Sabugal, a Ponte de Sequeiros é um dos dois únicos exemplares de pontes fortificadas que subsistem em território português, correspondendo o outro à ponte de Ucanha, Tarouca.

Embora pouco sobre da torre que outrora se erguia na extremidade pousada na margem direita do rio Côa, a ponte não deixa de ser impressionante pela dimensão e pelo seu bom estado de conservação. Na torre é ainda possível ver os encaixes das duas portas, uma delas de guilhotina.




Sobre a data de construção da ponte é que ninguém se parece entender. Na sinalética encontrada em Vale Longo a ponte é dada como romana, em alguns sites é descrita como "medieval de estilo romano", noutros sites e nos painéis interpretativos a ponte é apontada como sendo do século XIII e sendo ponte de fronteira (o Rio Côa era até ao Tratado de Alcanizes a fronteira entre o reino de Portugal e o reino de Leão e Castela), enquanto que a informação disponibilizada no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico afirma que a ponte terá afinal sido construída em 1447, embora pareça ali haver alguma confusão geográfica.

Isto para não falar da discussão em torno da localização da própria ponte já que esta é reclamada de igual forma pelos habitantes da antiga freguesia de Vale Longo, hoje "União das freguesias de Seixo do Côa e Vale Longo", e pelos de Badamalos, hoje "União das freguesias de Aldeia da Ribeira, Vilar Maior e Badamalos".



Esta ponte, à época uma das poucas pontes sobre o Côa, era local de pagamento de portagem sendo a sua cobrança assegurada por uma pequena guarnição instalada na torre. As alternativas à ponte era a passagem a vau ou por barca que não eram isentas de risco, sobretudo quando a corrente do Côa era mais forte. As portagens foram ao longo da Idade Média uma fonte privilegiada de receitas tanto para a nobreza como para o clero. O seu valor, geralmente agravado para os não residentes na zona, podia depender do valor das mercadorias e do número de pessoas da comitiva que pretendia atravessar o rio. 

Embora na altura um qualquer visionário que anunciasse que, um dia, as portagens da província da Beira haveriam de ser concessionadas através de umas tais de PPP e, mais ainda, ousasse dizer que a prosperidade das gentes da dita província da Beira seria tal que as portagens haveriam de ser as mais caras do Reino, provavelmente fosse parar à fogueira por estar a dizer coisas do demo, as portagens são prática que já vem de longe.

terça-feira, abril 15, 2014

Um pinheiro de alta tecnologia



Embora seja absolutamente contra a utilização de plantas ou mais comummente flores de plástico em espaços públicos, achei piada a este "pinheiro", apesar de já estar algo descascado. A ideia até acaba por ser interessante pois atenua o impacto paisagístico daquilo que está ali disfarçado.

Trata-se de um grupo de antenas celulares para comunicações móveis, vulgo "antena para telemóveis", e situa-se na localidade fronteiriça de Nave de Haver, no concelho de Almeida. Seria realmente interessante se as operadores se preocupassem em disfarçar aquelas estacas metálicas, sobretudo as situadas em zona rural ou florestal, camuflando-as desta forma e plantando algumas árvores ao seu redor para ajudar ao seu enquadramento.

sábado, dezembro 14, 2013

A imagem do fim-de-semana precisa de legenda

Apesar de uma ou outra ideia para legendar esta imagem, registada junto à aldeia de Martim Branco, decidi que desta vez seriam os leitores a sugerir a legenda. Sendo assim, que legenda atribuiriam a esta imagem? Podem comentar via Facebook ou aqui no Blog do Katano.

Legenda:______________________________________

segunda-feira, dezembro 02, 2013

De Badajoz ao santuário do grande deus Endovélico

Aproveitando um dia de folga, fomos até Badajoz, cidade espanhola situada nas margens do rio Guadiana sob a vigilância atenta de Elvas. Embora no geral pouco saibamos acerca de Badajoz, para além de, como diz a canção, estar à vista de Elvas e também de ter uma maternidade onde as portuguesas da zona raiana do Alto Alentejo têm de ir dar à luz, o que é certo é que esta cidade mudou a nossa história, ou não tivesse sido aqui que Afonso Henriques, o 1º rei de Portugal, tivesse sido forçado a terminar a sua carreira militar.

Para lá da Ponte de Palmas (séc XVI) sobre o Guadiana, rio que atravessa a cidade antes de receber as águas do rio Caia e de marcar a fronteira luso-espanhola, avista-se ao longe a cidade de Elvas. É caso para dizer, "Badajoz, Badajoz, oh Elvas à vista!". 

Badajoz foi em tempos capital de um dos muitos reinos islâmicos da Península Ibérica e palco de intensos períodos de guerra não só com os reinos cristãos vizinhos, como também com outros reinos islâmicos. A Alcáçova, o castelo de Badajoz, é a maior fortificação construída em taipa (terra batida) da Península Ibérica, e data do século XII, sucedendo a uma primeira fortificação do século IX construída por Ibn Marwan, o líder rebelde que fundou também Marvão. As sucessivas reparações e ampliações, acabaram entretanto por incluir outros materiais nas muralhas.

Badajoz entrou na nossa História quando, em 1169, Geraldo Geraldes "o sem pavor", que era uma espécie de canhão desgovernado da cristandade, decidiu tomar a cidade. Tendo conseguido tomar a muralha exterior, não conseguiu no entanto vencer a guarnição islâmica que se refugiou na Alcáçova. Vai daí, Geraldes pediu ajuda a Afonso Henriques para quebrar a última resistência dos infiéis, ao que o rei respondeu afirmativamente, comandando pessoalmente as suas tropas.

Porta do Capitel, com o típico arco de ferradura. A torre à direita é feita em taipa, com decoração a imitar silhares de pedra.

Quem não gostou da perspectiva de ver mais uma praça, da região que lhe caberia a si, cair em mãos portuguesas, foi Fernando II de Leão. Sendo assim, o rei leonês, que até era genro de Afonso Henriques, atacou os portugueses sitiantes, que não tiveram outro remédio senão retirar. Infelizmente para o rei português, ao passar a galope por uma das portas, bateu violentamente com uma perna num ferrolho e caiu ao chão. Com uma fractura (provavelmente exposta) não foi capaz de retomar a fuga e foi capturado, só voltando a ser libertado em troco de um resgate, da devolução de várias praças, entre elas Cáceres e Trujillo, e a promessa da renúncia a outras aventuras semelhantes. A partir daí, nunca mais Afonso Henriques foi capaz de montar a cavalo (há até quem diga que passou a deslocar-se numa carreta de madeira) e a regência foi passada para o seu filho, o futuro D.Sancho I. Diz a tradição que muitas vezes o 1º rei de Portugal terá recorrido às águas termais de São Pedro do Sul para aliviar as dores que passou a sentir.

Este episódio entrou na nossa História com o nome de "Desastre de Badajoz". Pelo menos foi essa a designação com que me foi contado na escola primária.


Aspecto das muralhas Oesta em taipa.

Vista sobre a Plaza Alta a partir da Alcáçova.

Entre vários edifícios de construção recente existentes na Alcáçova, desde a Biblioteca da Extremadura à Faculdade de Biblioteconomia de Badajoz, encontra-se um mais arruinado e de acesso um pouco mais difícil, a Torre de Calatrava, onde se encontra ainda aquilo que foi a sala de autópsias do antigo hospital militar. Já o primeiro piso está ocupado, segundo parece por uma sem-abrigo de origem portuguesa..


De regresso a Portugal, para prestar homenagem ao grande deus Endovélico

Cumprida a visita a Badajoz e a velha máxima de "Em Espanha, compra caramelos", regressámos ao nosso lado da fronteira para ir visitar um local que já estava há muito na nossa lista: o santuário de Endovélico, perto do Alandroal.

Chegar ao local revelou-se bem complicado. Tivemos numa primeira fase de ignorar os sinais que proibiam o trânsito pela N373 e, numa segunda fase, os avisos de propriedade privada e de aviso de perigo por haver gado à solta, já na entrada da propriedade onde se situa o sítio arqueológico. Pedimos mentalmente protecção ao grande deus lusitano e palmilhámos os últimos metros que nos separavam do sítio arqueológico.

Mais à frente demos de caras com o guardião do local, um macho bovino de apreciáveis dimensões, parado junto ao caminho e que nos fixava atentamente. Pareceu bastante indeciso quanto a deixar-nos passar mas, após os nossos pedidos insistentes, lá se afastou. No regresso já não seria assim.

O monte onde se encontram os vestígios do santuário e, mais abaixo à direita, o guardião do local.


Foi neste monte, tanto no topo como na encosta Este, que os romanos terão construído um templo dedicado ao deus Endovélico, uma divindade indígena tida como deus da medicina e da segurança e cujo culto se difundiu pelo próprio Império. Aqui foram encontradas no século XIX mais de 800 inscrições latinas e, mais recentemente em 2002, encontraram-se várias estátuas e inscrições nas valas de enchimento dos alicerces da desaparecida Ermida de São Miguel da Mota que ali se ergueu em tempos mais recentes, seguindo a tradição cristã os cultos a divindades pagãs pelo culto às figuras do seu próprio panteão.
Este templo terá sido um importante local de peregrinação da região romana da Lusitânia e incontáveis peregrinos, tanto de origem indigena como romana, aqui vieram cumprir os seus votos ao grande deus Endovélico. O local, tanto pela monumentalidade como pela paisagem que dele se avista, deve ter causado uma forte impressão a todos eles. Atrevo-me a dizer, por experiência própria, que ainda causa.

Fotografia do momento da descoberta das estátuas nas escavações de 2002. Foto: Portugal Romano


Vestígios de muros, junto ao marco geodésico no qual se encontra um texto que evoca o santuário de Endovélico.

As surpresas ainda estavam longe de ter terminado. No caminho de regresso, voltámos a encontrar o boi, que se aproximara ainda mais de nós e desta vez ocupava o próprio caminho. Para complicar as coisas, não foi possível convencê-lo novamente a deixar-nos passar e, por isso e por respeito ao animal, que provavelmente teve alguns dos seus antepassados sacrificados a Endovélico, optámos por encontrar um caminho alternativo.

O guardião do santuário de Endovélico, firme e imóvel no caminho de acesso.

De volta ao carro e à estrada, desta vez encontrando um desvio por terra batida para contornar o ponto em que a estrada N373 estava mesmo fechada, voltámos a Alandroal onde parámos para uma bela merenda, não sem antes dar um saltinho ao castelo da vila, recentemente alvo de obras de requalificação, que valorizaram realmente o espaço.

A partir daqui foi sempre viajar rumo ao Norte, apenas fazendo breves paragens em Vila Viçosa e Estremoz, local onde até as pedras da calçada são em mármore.


O interior do Castelo do Alandroal, com a igreja matriz.

Antigo perímetro amuralhado de Vila Viçosa, visitado pouco depois de termos bebido cafés que nos foram vendidos a 70 cêntimos cada, por um senhor que tivemos dificuldade em perceber por estar a comer uma sandes com mais conduto que pão e por o sotaque alentejano ser difícil de perceber quando usado com a boca mais cheia que a de um hamster com mais olhos que barriga.

Paço dos Duques de Bragança em Vila Viçosa.

Antiga estação de comboios de "Villa Viçoza", actualmente transformada em Museu do Mármore.

Centro histórico de Estremoz, correspondente ao antigo castelo. Tirando a parte caiada, o resto é mármore. Confesso que nunca tinha visto tanto mármore junto mas sendo Estremoz terra de renome na produção desta pedra (consta que até Saddam Hussein tinha uma enorme mesa feita com mármore de Estremoz) não será de estranhar.

Fotos das escavações e da cabeça de Endovélico: Portugal Romano

segunda-feira, novembro 25, 2013

PR13 - Na Rota das Faias em Manteigas


A Rota das Faias (PR13) é um dos 16 percursos pedestres de pequena rota do concelho de Manteigas, vila situada em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, na entrada do impressionante Vale Glaciar do rio Zêzere. Na sequência de um convite feito pela Eulália no decurso da caminhada ao Açor (ver aqui), juntámo-nos a um animado grupo e fomos à descoberta do colorido outonal das faias daquele belíssimo recanto da Estrela.

Foi muito gratificante voltar a ver algumas caras conhecidas, e ver mesmo algumas pela primeira vez fora das redes sociais e, apesar do frio que em alguns troços do percurso se fez sentir, a beleza paisagística justificou -e de que maneira!- a viagem até Manteigas por uma estrada do tipo "curva à direita, vomita à esquerda".

Aqui ficam alguns instantâneos da jornada:


O primeiro olhar para Manteigas, ponto de partida da caminhada. Foi aproximadamente nesta altura que alguém que não vou identificar (e que não foi a Nelly) lançou a pergunta "Falta muito?".



A valente representação do Fundão equipada a rigor para o frio que se fazia sentir, com destaque para o tapa-orelhas usado pela Nelly. Isto prova que, mesmo numa caminhada exigente, é possível ter apontamentos de moda de extremo bom gosto [comentário patrocinado].



Bermas decoradas em tons outonais e tapete de alta qualidade no caminho. Sem dúvida um percurso gourmet.



A "pedreira dos preguiçosos". Apesar da foto não dar essa sensação, a inclinação era bastante acentuadada (esta foto quase valeu um torcicolo) e ficámos com a sensação que bastaria retirar uma pedra do fundo para ter automatica e gratuitamente direito às restantes pedras da rampa. 



Enquanto o resto do grupo admirava a folhagem das árvores, um camarada em particular mantinha os olhos colados ao chão. A avaliar pelo volume do saco há um belo magusto em perspectiva.

Um encontro com o Sr. José (e não João como se teimou em chamá-lo), uma simpatia de pessoa, pastor de profissão, e já um velho conhecido de muitos elementos do grupo. Enquanto o diálogo decorria animado, o seu pequeno cão saltitava à nossa volta o que levou o Sr. José (e não João) a pedir-nos que não levássemos o cão pois era fazia boa companhia à sua esposa.



Rumo à luz! A última subida a sério do trilho.



Porque isto de pisar folhas chega a ser cansativo, parte da representação de Trancoso aproveita para fazer uma pausa antes de prosseguir.


Com a motivação renovada por uma goma daquelas que se colam à placa, prosseguimos por uma avenida de faias. Foi por esta altura que começaram a surgir uns belos espécimes micológicos à nossa volta.


Micologia, parte 1 - Uma Ramaria (espécie concreta ainda por determinar).



Micologia, parte 2 - Macrolepiota procera, algo fora de época.



Micologia, parte 3 - Boletus edulis, nota 20 de comestibilidade, tal como o anterior.




Secção do trilho que passa por um pequeno carvalhal já praticamente despido de todas as folhas.



Pausa para merenda no posto de vigia. O remate do repasto foi feito com uma jeropiga de altíssima qualidade.



Jiboiar  - Acto de permanecer imóvel em situação de exposição ao Sol e em aparente estado de sonolência, com o intuito de facilitar a digestão. 



Uma casa de campo devidamente equipada com antena parabólica e painéis solares, porque o sossego não implica falta de condições de conforto!



Já quase de regresso a Manteigas, um último olhar para a encosta onde horas antes tínhamos passado.

sexta-feira, novembro 15, 2013

Vamos aos "Míscaros"?


E depois do Açor e das castanhas, é agora a vez da aldeia do Alcaide e dos cogumelos, não apenas daqueles que emprestam o nome ao festival . De resto, já se sabe: animação, tasquinhas, iniciativas gastronómicas, passeios micológicos, artesanato,... O melhor mesmo é porem-se já a caminho. Como sempre acontece, funcionará entre o Fundão e o Alcaide um serviço de autocarro para que ninguém seja obrigado a trazer o carro. É só para não haver problemas de estacionamento, obviamente.

Começa já hoje e, escusado será dizer, é mais uma festa imperdível!






No ano passado foi assim:




Encontramo-nos por lá?



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