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segunda-feira, fevereiro 22, 2010

De Vigo a Santiago de Compostela I - Vigo, o Parque do Castro

O último fim-de-semana foi dedicado a uma incursão à Galiza, num trajecto que passou por Vigo, Santiago de Compostela e Pontevedra. Guiados por um GPS a necessitar de umas quantas sessões de terapia da fala e com um curioso critério na escolha dos percursos, saímos bem cedo de Viana do Castelo com destino a Vigo.



Vigo é uma cidade que se estende ao longo da Ria com o mesmo nome, sendo esta fechada pelas Ilhas Cies nas quais, em 2007, o jornal britânico The Guardian situou a mais bela praia do Mundo. A paisagem que se avista a partir do Parque do Castro é belíssima. Este parque, encimado por uma fortaleza abaluartada, é um sítio muito aprazível para se visitar, cheio de árvores impressionantes e recantos bem tratados. O único senão é um hotel abandonado e em estado deprimente contíguo à fortaleza.

O Parque tira o seu nome do facto de, neste monte, se situarem os vestígios do Castro de Vigo, outrora um enorme povoado que ocuparia provavelmente a totalidade do monte, um pouco à semelhança da "nossa" Citânia de Briteiros, e do qual restam apenas alguns vestígios observáveis. Aliás, os castros são omnipresentes na paisagem avistável da ria, contando-se mais de uma dezena nos montes circundantes e um também nas Ilhas Cies, ou não estivéssemos nós em pleno Noroeste Peninsular, o centro da cultura castreja.

Ora, é exactamente a parte observável do Castro de Vigo que foi aproveitada para a implementação de um Centro Interpretativo, muitíssimo interessante, vedado e videovigiado para sua protecção, mostrando o cuidado e o interesse que por aqui existe em relação a estes vestígios.



O aspecto mais atractivo do Castro de Vigo é sem dúvida a reconstituição que foi feita de algumas casas castrejas (uma habitação, um armazém e uma oficina), na sua estrutura e recheio, tendo inclusive sido reconstruida uma casa de planta quadrangular, coberta de telha romana, algo que nunca tínhamos visto ainda em reconstruções castrejas.


O detalhe foi de uma precisão notável, tendo-se chegado ao ponto de reconstituir lixeiras das casas, com cacos de cerâmica e conchas de moluscos, afinal, certamente um alimento omnipresente nestas comunidades à beira-mar.



Vários painéis interpretativos foram também colocados, em galego, castelhano e inglês, para facilitar a interpretação do castro e da sua estrutura. A visita é feita através de uma passadeira de madeira, um material de escolha feliz que se integra perfeitamente no conjunto. Na foto seguinte é possível ver a Ana mostrando os seus dotes linguísticos ao fazer questão de ler as explicações nas 3 línguas.


O pormenor das telhas também foi bem aplicado. Tratam-se de tegulae e imbrices romanas, sendo as primeiras as "placas" maiores sobre cuja junção se colocam os imbrices, as telhas de meio cano. A argila, a pedra e o colmo são materiais omnipresentes nas reconstruções, à boa maneira da época.



O interior das casas está recheado de pormenores, podendo numa delas ser visto um manequim representando um habitante do castro que está a guardar palha no segundo andar da habitação.


Já a habitação tem muitos pormenores interessantes. O vestíbulo, tipicamente designado de "patas de caranguejo", foi restaurado seguindo a hipótese de se tratar de um espaço fechado, e serve de moagem e armazenamento de cereais e farinha.


Já no interior, houve o cuidado de, antes de abrir o Castro às visitas, acender a lareira para impregnar a casa com o cheiro a fumo e cobrir as paredes de fuligem. Cria-se assim uma sensação de intimidade na visita, parecendo que, a qualquer momento, os donos da casa vão voltar. Por todo o lado encontram-se utensílios domésticos.


A oficina, de planta quadrangular e coberta por telha, portanto já com influência romana, está cheia de ferramentas, redes de pesca, peles de animais e cerâmica.

Depois de visitar estas três construções, o resto da visita ao castro sabe a pouco pelo que talvez tivesse sido preferível visitá-las em último. Seja como for, para quem quiser compreender a cultura castreja, poderá e deverá visitar o Castro de Vigo.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Exposição "Memórias do Vale" oficialmente inaugurada


Finalmente a tão aguardada inauguração aconteceu e o que sinto neste momento pode traduzir-se por uma imensa satisfação por finalmente ter cumprido uma das etapas que tinha definido na génese deste trabalho há mais de 1 ano atrás e que era trazer a exposição até ao Fundão. Este sentimento é ainda mais potenciado pelo simples facto de o local da exposição ser o Museu Arqueológico, espaço que considero ser culturalmente de referência e pelo qual tenho muito carinho, não só enquanto cidadão mas, sobretudo, enquanto fundanense.


Quanto à inauguração, houve menos gente do que aquilo que esperava (facto que se explica pela época do ano que atravessamos), mas no geral foi bastante positiva. Começou por uma introdução do Dr. João Mendes Rosa que teceu rasgados elogios à iniciativa, passando-se depois à apresentação da exposição propriamente dita. No final, a surpresa veio da parte do senhor Santolaya, um homem que revelou profundo interesse pela preservação das tradições populares e que forneceu preciosas sugestões para desenvolvimentos futuros do trabalho.

No vídeo é possível ouvir em fundo a voz de protesto da pequena Elisa que, sendo esta a primeira participação numa inauguração, sem estar a dormir ou sem interferência de líquido amniótico, estava nitidamente nervosa.

Muitos passos há ainda para dar mas, para já, é tempo de usufruir deste momento. Quanto à exposição, estará patente na sala de exposições temporárias do Museu até ao próximo dia 26 de Fevereiro.

domingo, dezembro 20, 2009

Exposição "MEMÓRIAS DO VALE" - Página Oficial no Facebook


Já está disponível no Facebook a página oficial da Exposição "Memórias do Vale" que amanhã é inaugurada no Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, no Fundão, onde estará patente até 26 de Fevereiro de 2010.

Podem aceder à página neste endereço:


Nesta página poderão acompanhar todas as novidades, dar a vossa opinião e ver os álbuns fotográficos das edições anteriores, assim como tudo o que foi publicado no blog sobre elas.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Exposição "MEMÓRIAS DO VALE" - 3ª Etapa


O "Memórias do Vale" consiste num projecto expositivo de materialização da memória colectiva de uma pequena aldeia voltada para a Serra da Gardunha e que hoje, à semelhança de tantas outras aldeias se encontra em processo de desertificação. Da arqueologia às lendas e aos mitos, da arquitectura tradicional à economia rural e equipamentos comunitários que fazem parte do legado desta comunidade, contam-se as histórias das gentes que com o seu labor transformaram a paisagem ao longo de séculos e fizeram deste vale, um vale de memórias.

Quem hoje visita a aldeia de Vale de Urso dificilmente consegue imaginar o centro de vida e actividade que, no seu auge, na transição da década de 1940 para a década de 1950, chegou a ser. Aqui nasceram, viveram e morreram agricultores, pastores, carpinteiros, pedreiros, mineiros e ferreiros que nas encostas deste vale escreveram histórias de verdadeiro heroísmo perante a adversidade.

Aqui se instituiu também o ensino primário na década de 1930 onde, até à sua extinção na entrada para a década de 1990, se contabilizaram mais de 700 matrículas. Sob a égide do Estado Novo, o ensino primário adquiria uma importância vital, tanto como veículo de propaganda do regime como também pela sua missão básica de dotar os cidadãos de uma instrução elementar numa altura em que o analfabetismo constituía uma verdadeira praga social.


A Exposição

Esta exposição, design de Catarina Marques e fotografia do nosso fotógrafo residente, o Xamane, esteve patente pela primeira vez em Agosto de 2008 no antigo edifício da Escola Primária do Vale de Urso, tendo-se depois mudado em Novembro do mesmo ano para o Souto da Casa, sede de freguesia.

Agora cumpre finalmente a sua 3ª etapa, estando a partir de segunda-feira e até 26 de Fevereiro de 2010 patente na sala de exposições temporárias do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, no Fundão.

A partir de Fevereiro, entrará numa outra fase onde dará origem a vários materiais e fontes de informação que serão disponibilizados desde a Internet até micro-exposições ao vivo em alguns locais do Concelho do Fundão.

Para já estão todos convidados a marcar presença na próxima Segunda-feira às 18h no Museu Arqueológico José Monteiro para a abertura oficial da exposição. Espero a vossa visita!

sábado, outubro 17, 2009

O Centro Interpretativo de Arte Rupestre da Barroca


Instalado num espaço do rés-do-chão da Casa Grande da Barroca, o Centro Interpretativo de Arte Rupestre da Barroca é uma pequena jóia do percurso de Arte Rupestre do rio Zêzere e sem dúvida uma primeira etapa indispensável para quem pretende visitar as gravuras junto ao rio.

Em duas salas, onde se procura manter evidente a íntima ligação ao Zêzere, a arte rupestre é explicada e contextualizada em vários painéis informativos e expositores de instrumentos que contam como viviam os nossos distantes antepassados e procuram explicar as motivações que os levaram a produzir estas gravuras. É depois traçado um paralelo com outros locais de arte rupestre como por exemplo Foz Côa, Mazouco e Siega Verde.


O visitante pode ainda experimentar a interactividade sendo ele próprio o desenhador das gravuras ou, mediante um sistema informático que reconhece placas com as gravuras que lhe são apresentadas pelo visitante e as explica recorrendo a curiosas animações.

E quem melhor que a própria população local para servir de guia? Numa iniciativa que merece um aplauso, o Museu do Fundão ministrou um curso de formação sobre arte rupestre aos habitantes da aldeia, aliás muito acolhedores, habilitando-os a fornecer aos visitantes que ali se desloquem as explicações necessárias sobre as gravuras.

Pelo que pudemos perceber, ao domingo o Centro Interpretativo está encerrado mas existe alguém responsável pelo mesmo que pode abrir as portas para permitir a visita. Acreditem que vale a pena.



Notas soltas

No artigo anterior sobre as gravuras, chamei aqui a atenção para um lamentável acto de vandalismo sofrido pelo painel mais antigo das gravuras rupestres da Barroca. Foi depois com algum espanto que, em Siega Verde, percebi a existência num dos painéis de arte rupestre desse local de adulterações semelhantes embora já com mais de 10 anos. Coincidência? Reincidência? A única certeza é que a idiotice não tem dono.


Barroca


Siega Verde

quarta-feira, setembro 23, 2009

O Museu do Penico / El Museo del Orinal - Ciudad Rodrigo


Clicar na imagem para ampliar

Estar num estabelecimento público, necessitar urgentemente de acesso a instalações sanitárias e constatar subitamente que estas não existem ou não estão acessíveis é sem dúvida o protótipo de uma das situações mais aborrecidas com que um cidadão se pode deparar.


Pois bem, no museu que hoje proponho esta situação afigura-se pouco provável visto que todo ele é casa de banho. Fundado em 2007, o Museu do Penico encontra-se instalado no Seminário de São Cayetano (claro!), junto à Catedral de Ciudad Rodrigo, a cerca de 30km da fronteira de Vilar Formoso.





Fruto do esforço de José María del Arco, o Museu do Penico abriga 1.300 peças diferentes provenientes de 27 países diferentes entre eles Portugal, tendo sido a maior parte deles oferecidos ao proprietário. 


Uma proposta diferente e a oportunidade de admirar um aspecto original do legado histórico dos nossos antepassados e não se preocupem os mais receosos pois por legado histórico apenas nos referimos aos penicos.





Para saber mais: 20minutos.es

sábado, setembro 19, 2009

Museu da Imprensa do Fundão



O Museu d'Imprensa e Typographya Fundão, a funcionar no 1º piso do antigo Casino Fundanense em frente à Câmara Municipal, convida-nos a percorrer a história da tipografia desde as primeiras expressões escritas do Homem na forma de gravuras rupestres, passando pelos trabalhos pioneiros dos chineses no campo da tipografia e por Gutenberg, até à actual comunicação de massas.


A exposição é sóbria e agradável, promovendo uma relação estreita entre os visitantes e as letras como elemento fundamental da génese da palavra escrita. Todo o espaço está bem organizado e contém um conjunto diverso de maquinaria que, na sua época, foram o topo de gama da tecnologia da impressão. Uma reprodução do Prelo de Gutenberg em madeira é uma peça que merece destaque e que impressiona pelas suas dimensões.


De negativo, saliento contudo alguns aspectos. O museu passa despercebido pois, na fachada do edifício onde se encontra, não há qualquer referência à sua existência. Já no interior, alguns autocolantes com informação estão descolados e, no que diz respeito à informação, alguns termos técnicos não estão explicados o que pode tornar a aprendizagem mais difícil para os visitantes menos esclarecidos. Aspectos a rever no sentido de melhorar mais ainda um espaço interessante e que bem merece uma visita.



Aspecto da exposição



Marcas que fizeram história



"As palavras voam, os escritos permanecem"

sábado, agosto 08, 2009

Há um ano atrás


Há praticamente um ano atrás, a noite de Sexta para Sábado foi de intensa actividade e ansiedade. Porque nunca é demais relembrá-lo, estarei eternamente agradecido às pessoas que, incansavelmente e sem esperarem nada em troca, trabalharam durante toda a noite e manhã.

Há um ano atrás, aconteceu a 1ª edição da Exposição Memórias do Vale.

domingo, junho 07, 2009

Divulgação: Fundão Poético

Do Museu da Poesia recebemos o pedido de divulgação desta iniciativa:


Nuno Miguel Henriques, diseur com 22 anos de experiência a interpretar palavras de poetas portugueses, vai este ano 2009, homenagear da forma mais singela que existe, o poeta Luís Vaz de Camões, interpretando-o para o público.

Uns gostam outros não. Mas Portugal é sem dúvida um país de Poetas e grande Poeta é o Povo, para quem é feito o evento “Fundão Poético”, que conjuga a palavra escrita com a arte de dizer. Reúne textos dos mais conceituados poetas portugueses, da Cova da Beira e concelho de Fundão.

Dos mais eruditos aos mais populares, numa interpretação dinâmica com imagens e sons que ilustram a poesia, que é elaborada de coisas simples como o tecer num tear rústico e antigo das nossas aldeias. E porque as palavras são como as cerejas, a poesia voa no tempo do espectáculo como um sopro fugaz e súbito de uma brisa que sussurra a uma árvore em plena Gardunha, ou como a Barca flutua nas águas gélidas do Zêzere.

“Fundão Poético” não é um recital de poesia, não é um espectáculo de teatro. É um encontro de várias artes de charneira que transformam a literatura e a poesia numa forma de viver, sentir e amar.

“Fundão Poético”, é um espectáculo para todos, ricos, pobres, iletrados, intelectuais, analfabetos, jovens e idosos.

«Fundão Poético» é poesia que se assume numa tela opaca e transparente como a seiva que debota numa lentidão atormentadora e serena, como a flor.

Nuno Miguel Henriques e o Teatro Azul - Companhia Profissional, interpretam este espectáculo de uma forma ora comovente, ora divertida, ora simplesmente poética.

Este espectáculo tem o Patrocínio da Câmara Municipal de Fundão, que viabiliza a concretização de levar a poesia a todos, como as cerejas numa terra que viu nascer Eugénio de Andrade.No dia 10 de Junho, Dia de Camões, a sessão especial será no Auditório da Moagem - Cidade das Artes e Engenho, pelas 21.30 horas, na cidade de Fundão.

Realizam-se igualmente espectáculos especiais no dia 9 de Junho, na vila histórica de Alpedrinha, no Teatro Clube, no dia 11 na Capela da Misericórdia da vila de Soalheira e no dia 13 na Igreja Matriz da Aldeia de Telhado.

As sessões são sempre pelas 21.30 horas e de acesso livre a toda a população.

terça-feira, junho 02, 2009

Bienal do Azeite


A II Bienal do Azeite aconteceu no passado fim-de-semana e a comitiva do Blog do Katano esteve presente em peso! Enquanto não sai o vídeo oficial da Tibórnia Gigante confeccionada pela laboriosa equipa do Restaurante As Tílias, fica a sugestão das fotografias tiradas por um outro digníssimo representante da blogosfera, o verdadeiro embaixador das terras do Nabão: o grande Luís! A ver aqui!

quarta-feira, maio 06, 2009

Pelos museus de Belmonte II - O Museu dos Descobrimentos

Prosseguindo a nossa visita pelos museus da Vila de Belmonte, entrámos no novo Museu dos Descobrimentos, inaugurado no passado mês de Abril e instalado junto ao antigo Solar dos Cabrais e em frente ao Ecomuseu do Zêzere. Trata-se de um museu diferente, único em termos nacionais, muito bem implementado e onde, ao longo do seu percurso, os visitantes são imersos numa experiência extremamente interactiva e com forte integração multimédia.

Através das várias salas, cada uma delas mais surpreendente que a anterior, o visitante começa por conhecer Belmonte antes de iniciar a sua "viagem" pelo tema dos Descobrimentos que começa por uma pequena sala, com as datas mais marcantes dessa epopeia que, quando pisadas, desencadeiam uma animação projectada na parede que exibe a rota seguida pelos navegadores e uma breve descrição do acontecimento. 

Depois de conhecer o contexto social de Lisboa nos séculos XV e XVI, o visitante tem então contacto com todo o ambiente de preparação de uma armada e do dia-a-dia num navio durante uma viagem, passando depois por outra sala onde se evocam os diversos perigos a que os navegadores estavam sujeitos. Antes ainda, há tempo para conhecer em pormenor a armada de Pedro Álvares Cabral, culminando na descoberta do Brasil.

A partir daí, o museu é dedicado à relação entre Portugal e o Brasil e os aspectos da construção deste último país, desde o primeiro contacto com os ameríndios, onde o visitante tem oportunidade de trocar presentes com um nativo virtual, passando pela diversidade de fauna e flora, antes de se abordar os temas da escravatura e da imigração que se lhe seguiu. 

Os aspectos culturais do Brasil (língua, música, as cores,...) culminam a viagem que, para permitir dedicar alguma atenção ao que se encontra exposto, está estimada em cerca de 3 horas.

Em jeito de conclusão, só posso dar os parabéns a Belmonte e às pessoas que contribuiram para este muito interessante museu, isto apesar de não ter tido oportunidade de experimentar todos os recursos dado que alguns estavam ainda indisponíveis ou simplesmente desligados.




A sala onde é dado a conhecer o dia-a-dia dentro de um navio, com um ambiente de vento e sons bem característicos, através de vários painéis multimédia tácteis.


O Primeiro Contacto. Aqui o visitante tem oportunidade de interagir com um ameríndio virtual, trocando presentes com ele. Pena que faltasse a raquete para a interacção...


A biodiversidade brasileira. As espécies animais e vegetais estendem-se a perder de vista.


O mar na sua imensidão? Perigos de uma viagem? Nesta sala onde apenas existe um planisfério sobre o qual estão dispostos alguns pufes, e uma tela curva para projecção, esta última estava desligada...


A sala da palavra ou os termos novos que resultaram do "casamento" entre a língua portuguesa e os dialectos locais.

terça-feira, maio 05, 2009

Pelos museus de Belmonte I

No passado Sábado, uma comitiva do Blog do Katano deslocou-se à vila de Belmonte, terra onde o Judaísmo e a herança dos Cabrais estão ainda bem vivos, para visitar a rede museológica local, começando pelo Castelo e a exposição dedicada a Centum Cellas na torre de menagem, para depois prosseguir pela Igreja de Santiago, Museu Judaico, Ecomuseu do Zêzere, o novo Museu dos Descobrimentos, terminando finalmente no Museu do Azeite.



De há uns anos a esta parte, Belmonte tem vindo a realizar um excelente trabalho no que diz respeito à preservação e aproveitamento do seu património histórico. A rede museológica, reforçada pela Igreja de Santiago (desde a minha última visita) e pelo Museu dos Descobrimentos é disso um excelente exemplo, para não falar da sinalização urbana e do aproveitamento da Quinta da Fórnea. 

Como não basta só implementar as estruturas mas que também é necessário fomentar as visitas às mesmas, foi disponibilizada aos vistantes a possibilidade de adquirirem um bilhete único que permite visitar todos os museus da Vila pelo preço de 7,5 euros (a entrada no Museu dos Descobrimentos custa, desde ontem 5 euros), uma medida que merece um forte elogio.


Castelo de Belmonte / Solar dos Cabrais (Família de Pedro Álvares Cabral)


Exposição sobre Centum Cellas, na torre de menagem do castelo de Belmonte, com uma mostra de objectos recolhidos nas escavações das ruínas deste misterioso monumento de Colmeal da Torre. Parte do espólio esteve exposto até há relativamente pouco tempo no Museu Nacional de Arqueologia nos Jerónimos, no âmbito da exposição "Religiões da Lusitânia".



A Igreja de Santiago, anexa à qual se encontra o Panteão dos Cabrais, foi transformada recentemente num centro interpretativo dos Caminhos de Santiago que todos os anos levam inúmeros peregrinos a Santiago de Compostela. O espaço e os meios de informação estão muito bem conseguidos.


Capela lateral da Igreja de Santiago na qual se encontra uma "Pietá" monolítica (esculpida num único bloco) e policromática (pintada) em granito 



Museu Judaico de Belmonte. Excelente organização do espaço e ambiente interior, com peças interessantíssimas e um impressionante memorial das vítimas da Inquisição. Peca contudo, na nossa opinião, por não explicar mais pormenorizadamente os aspectos particulares do Judaísmo de forma a que um visitante que não conheça essa religião possa ficar devidamente esclarecido.


O Ecomuseu do Zêzere, projecto no qual colaboraram a EPAL e a EDP, mostra o perfil e a fauna e flora ao longo do curso do Rio Zêzere, desde a sua nascente no maciço central da Serra da Estrela, até desaguar no Tejo em Constância. Este museu, bem organizado, encontra-se instalado na antiga Tulha (celeiro / armazém) dos Cabrais, tendo sido preservada a traça original do edifício.

Aspecto de um dos tanques expositores que mostra o perfil do curso médio do rio Zêzere.


segunda-feira, maio 04, 2009

Recortes das Jornadas de Tecnologia e Saúde

De entre várias comunicações, algumas mais interessantes que outras mas, seguramente demasiadas para um dia só, retive as seguintes frases:

"80% das vítimas de AVC sobrevive mas só 25% recupera completamente"

"Em 2006 foram vendidas 2,6 milhões de unidades de medicamentos na Internet, ou seja, mais 380% que em 2005"

"Actualmente, estima-se que entre 50% a 70% dos medicamentos vendidos na Internet sejam contrafeitos"


quarta-feira, novembro 19, 2008

Secadeiras na última edição da "Piedras con raíces"



Já foi publicada a edição nº23 do Outono de 2008 da revista de arquitectura tradicional Piedras con Raíces, publicada pela ARTE, Asociación por la Arquitectura Rural Tradicional de Extremadura, sedeada em Cáceres. Nesta revista vem incluído o artigo sobre as Secadeiras da Serra da Gardunha que havia elaborado em Agosto último.

Esta revista foi o pretexto para uma deslocação a Valência de Alcântara para um encontro com José Galindo, co-director da revista, com o qual tivemos uma interessantíssima conversa. Extremenho por convicção, defende que não é espanhol pois identifica-se mais com Portugal do que com Espanha, Galindo é um acérrimo defensor da arquitectura tradicional da região da raia, tendo realizado estudos nos dois lados da fronteira.

Ficou desde já acertada uma nova colaboração com a revista no sentido da publicação de um trabalho sobre os moinhos da ribeira de Vale d'Urso e Gardunha.

terça-feira, novembro 18, 2008

Memórias do Vale II: Conclusão

A pedido de várias famílias, cá ficam as últimas fotos da exposição, mais uma vez da autoria do grande fotógrafo Xamane.

O espaço onde foi montado o cenário


Uma hora mais calminha de visitas



A abertura da exposição



Dia 2, alguns patrocinadores apareceram para visitar o espaço

"Gerações"

Memórias do Vale II: Mais algumas imagens





Mais algumas imagens, estas da autoria do fotógrafo oficial da exposição, que ilustram a forma como o cenário estava montado.

Modéstia à parte, creio que o cenário foi muito bem conseguido, contudo, a sua concretização nunca teria sido possível sem uma valorosa equipa de voluntários que, em apenas uma noite, transformou uma sala incaracterística num ambiente que surpreendeu tudo e todos.

Como recompensa, o director técnico dos trabalhos, surpreendeu a equipa de trabalho com um original repasto nocturno, digno de um gourmet, facto que levou muitos a afirmar "Esta é a melhor ceia que já alguma vez comi no decurso de trabalhos de montagem de exposições sobre os equipamentos comunitários da economia rural dos sécs XIX e XX e sobre o Ensino Primário sob a Égide do Estado Novo".
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