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sexta-feira, julho 09, 2010

Mundial 2010 - Previsão de Resultados

Obtivemos, depois de muitas diligências, um caracol para adivinhar o resultado da final do Campeonato do Mundo, entre a Holanda e a Espanha, a ter lugar no próximo Domingo.

O caracol está em pleno processo de adivinhação há mais de duas horas. Na primeira hora ele parecia seguir em direcção à travessa de tapas mas na última hora parece ter começado a divergir para o bouquet de tulipas e marijuana. Esperamos poder dar mais detalhes em breve.

Imagem obtida em: Jogos e Brincadeiras

sábado, março 13, 2010

Os computadores das FARC são apenas para navegar em banda larga

A captura de um membro da ETA quando procurava escapar para a Venezuela no aeroporto da Portela veio reacender a polémica da denúncia do suposto apoio de Hugo Chavez quer à organização independentista basca quer às FARC, na Colômbia.

Já no início do mês, um juiz espanhol renovara as acusações de cooperação do governo venezuelano com as organizações terroristas em causa, tendo Chavez vindo a terreiro refutar as acusações e denunciar o óbvio: que se tratava de uma grande conspiração dos EUA para o desacreditar. Isto depois de ter destruído o Haiti, o Chile e Taiwan com a tal arma secreta tectónica, acrescentamos nós.

Estas suspeitas vêm já de 2008 quando, dentro do computador de Raul Reyes, nº2 das FARC morto pelas forças colombianas, teriam sido encontrados ficheiros comprometedores que indiciavam essa colaboração venezuelana com a organização terrorista. No entanto, é óbvio que ninguém no seu perfeito juízo acredita que Hugo Chavez seria capaz de uma coisa destas.

Por outro lado, temos informações seguras de que as FARC usam os seus computadores apenas para aceder à Internet em ligação de banda larga, no intuito de actualizarem o seu perfil no Facebook, trocarem e-mails e encomendarem novos pares de meias on-line.
(Cartoon inspirado numa ideia original da Ana)

quarta-feira, março 10, 2010

De Vigo a Santiago de Compostela II - Na capital da Galiza

Relativamente à crónica da nossa viagem por terras da Galiza, uma espécie de Muito Alto Minho no qual percebemos que acabámos de entrar quando deixamos de ver lojas com atoalhados, tínhamos ficado na descrição do Parque do Castro em Vigo, um interessante parque arqueológico dedicado à cultura castreja e com vista para a Ria de Vigo.

Animados por essa injecção de cultura, fizemo-nos à estrada para Norte, seguindo o Caminho de Santiago, e sobrevivendo às curvas e contra-curvas, ao trânsito mais intenso, à fome e a uma piada sobre bonsais menos conseguida que a condutora achou por bem atirar.


A cidade de Santiago de Compostela, capital da Galiza, é uma cidade que nasceu e cresceu em torno de um túmulo, situado actualmente sob o altar-mor da catedral, e que impressiona pela monumentalidade do seu centro histórico. Em termos religiosos é uma das cidades santas do Cristianismo, tendo na Idade Média sido comparável em termos de importância a Jerusalém ou a Roma.

O túmulo do apóstolo Tiago é sem dúvida a alma e a razão de ser desta cidade mas... serão mesmo de São Tiago os restos mortais que se encontram numa elegante urna de prata sob a estátua do Santo? Diz a história escrita com a pena da fé que, depois de ter vindo evangelizar a Hispânia, Tiago terá regressado à Palestina, onde morreu supliciado. O seu cadáver terá sido trazido de volta por dois discípulos e, à falta de documentos históricos que o atestem, diz a lenda que terá sido sepultado no monte Libredón, onde hoje se situa a catedral.

Uns 7 séculos mais tarde, um eremita (ou pastor) afirmou ter avistado estranhas luzes sobre o monte. No local terá sido encontrado um conjunto de restos mortais que o clero de imediato identificou como pertencendo a Tiago e seus dois discípulos. Terá sido esta uma descoberta extraordinária tendo em conta que ocorreu num local conhecido como Campus Stellae (Campo de estelas / Cemitério)?

O que é certo é que a Cristandade assumiu que se tratava efectivamente de São Tiago e o local tornou-se um centro de peregrinação e, a pouco e pouco, em torno do pequeno templo ali erguido, começou a formar-se aquela que é hoje a cidade de Santiago de Compostela, uma cidade que vale a pena visitar.



A Catedral de Santiago de Compostela domina a chamada Praza do Obradoiro, em oposição ao Pazo de Raxoi, sede da Junta da Galiza e do Conselho Cultural. A Praça é assim chamada por ter sido o local do estaleiro das obras de construção da actual fachada da Catedral e, no seu centro, encontra-se simbolicamente assinalado o quilómetro 0 dos Caminhos de Santiago que aqui trazem todos os anos milhares de peregrinos.


Por ser um ano santo, ano de Xacobeo, pelo facto de a data em que se assinala o suplício de São Tiago (25 de Julho) coincide com um Domingo, a porta sagrada da catedral encontra-se aberta, dando acesso directo à passagem que leva à imagem do santo. As ombreiras da porta estão extremamente polidas, dando uma ideia do número de peregrinos que já as afagaram antes de se benzerem, como manda a tradição. Também a tradição manda que se abrace a imagem do santo, sendo por isso legítimo afirmar que este é um dos santos menos carentes do extenso panteão católico.


Sob o altar-mor, descendo uma escadaria através de uma estreita passagem, pode ser visitada a urna que supostamente conterá os restos do santo, no extremo de uma cripta fechada. Sobre a urna pende uma estrela, símbolo das tais "luzes" que terão levado à descoberta do corpo do santo.



Uma caminhada pelo centro histórico de Compostela constitui um excelente passeio pelo tempo. As ruas são ladeadas por arcadas e desembocam inevitavelmente na catedral. Dado o frio que estava, impôs-se uma paragem num café de aspecto muito agradável (porque também os há em Espanha!) para comer um belo de um bocadillo de "presuntio" serrano.



Entre as várias ruas de Santiago encontra-se a Ruela de Entrerruas, uma das ruas invulgar pela sua reduzida largura capaz de fazer surgir uma inquietante dúvida no espírito dos turistas que instantes antes tenham por exemplo ingerido um bocadillo de dimensões apreciáveis.


No entorno da catedral as construções monumentais são muitas, como por exemplo o imponente mosteiro de San Martiño Pinario que oferece uma vista privilegiada sobre o templo maior da cidade.


Em zona "extramuros" encontra-se um parque curioso, construído a partir de um antigo cemitério. Aqui, numa zona verde onde tivemos oportunidade de mostrar aos locais a qualidade do futebol português (se fosse em Vigo rir-se-iam de nós), após a entrada através de um majestoso portão de ferro forjado do século XIX, os trilhos serpenteiam entre blocos de compartimentos selados junto a um antigo convento. Abstraíndo-nos do lúgubre, é um local que convida à descontracção.
Ali perto, mais um marco português: o edifício do Centro Galego de Arte Contemporânea tem a assinatura de Siza Vieira.



quarta-feira, março 03, 2010

Algálias de Santiago de Compostela

Quem passeia por Santiago de Compostela fica sem dúvida deslumbrado pela monumentalidade do entorno da Catedral onde dizem que se encontram os restos mortais de São Tiago (já lá iremos!).

A verdade é que as surpresas não se ficam apenas pelos monumentos. Atentem por exemplo na curiosa toponímia capturada nos instantâneos que se seguem:



Pelos vistos, também podemos concluir que, em Santiago de Compostela, a algália de baixo não tem prioridade, ao contrário da algália de cima.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

De Vigo a Santiago de Compostela I - Vigo, o Parque do Castro

O último fim-de-semana foi dedicado a uma incursão à Galiza, num trajecto que passou por Vigo, Santiago de Compostela e Pontevedra. Guiados por um GPS a necessitar de umas quantas sessões de terapia da fala e com um curioso critério na escolha dos percursos, saímos bem cedo de Viana do Castelo com destino a Vigo.



Vigo é uma cidade que se estende ao longo da Ria com o mesmo nome, sendo esta fechada pelas Ilhas Cies nas quais, em 2007, o jornal britânico The Guardian situou a mais bela praia do Mundo. A paisagem que se avista a partir do Parque do Castro é belíssima. Este parque, encimado por uma fortaleza abaluartada, é um sítio muito aprazível para se visitar, cheio de árvores impressionantes e recantos bem tratados. O único senão é um hotel abandonado e em estado deprimente contíguo à fortaleza.

O Parque tira o seu nome do facto de, neste monte, se situarem os vestígios do Castro de Vigo, outrora um enorme povoado que ocuparia provavelmente a totalidade do monte, um pouco à semelhança da "nossa" Citânia de Briteiros, e do qual restam apenas alguns vestígios observáveis. Aliás, os castros são omnipresentes na paisagem avistável da ria, contando-se mais de uma dezena nos montes circundantes e um também nas Ilhas Cies, ou não estivéssemos nós em pleno Noroeste Peninsular, o centro da cultura castreja.

Ora, é exactamente a parte observável do Castro de Vigo que foi aproveitada para a implementação de um Centro Interpretativo, muitíssimo interessante, vedado e videovigiado para sua protecção, mostrando o cuidado e o interesse que por aqui existe em relação a estes vestígios.



O aspecto mais atractivo do Castro de Vigo é sem dúvida a reconstituição que foi feita de algumas casas castrejas (uma habitação, um armazém e uma oficina), na sua estrutura e recheio, tendo inclusive sido reconstruida uma casa de planta quadrangular, coberta de telha romana, algo que nunca tínhamos visto ainda em reconstruções castrejas.


O detalhe foi de uma precisão notável, tendo-se chegado ao ponto de reconstituir lixeiras das casas, com cacos de cerâmica e conchas de moluscos, afinal, certamente um alimento omnipresente nestas comunidades à beira-mar.



Vários painéis interpretativos foram também colocados, em galego, castelhano e inglês, para facilitar a interpretação do castro e da sua estrutura. A visita é feita através de uma passadeira de madeira, um material de escolha feliz que se integra perfeitamente no conjunto. Na foto seguinte é possível ver a Ana mostrando os seus dotes linguísticos ao fazer questão de ler as explicações nas 3 línguas.


O pormenor das telhas também foi bem aplicado. Tratam-se de tegulae e imbrices romanas, sendo as primeiras as "placas" maiores sobre cuja junção se colocam os imbrices, as telhas de meio cano. A argila, a pedra e o colmo são materiais omnipresentes nas reconstruções, à boa maneira da época.



O interior das casas está recheado de pormenores, podendo numa delas ser visto um manequim representando um habitante do castro que está a guardar palha no segundo andar da habitação.


Já a habitação tem muitos pormenores interessantes. O vestíbulo, tipicamente designado de "patas de caranguejo", foi restaurado seguindo a hipótese de se tratar de um espaço fechado, e serve de moagem e armazenamento de cereais e farinha.


Já no interior, houve o cuidado de, antes de abrir o Castro às visitas, acender a lareira para impregnar a casa com o cheiro a fumo e cobrir as paredes de fuligem. Cria-se assim uma sensação de intimidade na visita, parecendo que, a qualquer momento, os donos da casa vão voltar. Por todo o lado encontram-se utensílios domésticos.


A oficina, de planta quadrangular e coberta por telha, portanto já com influência romana, está cheia de ferramentas, redes de pesca, peles de animais e cerâmica.

Depois de visitar estas três construções, o resto da visita ao castro sabe a pouco pelo que talvez tivesse sido preferível visitá-las em último. Seja como for, para quem quiser compreender a cultura castreja, poderá e deverá visitar o Castro de Vigo.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

quinta-feira, outubro 08, 2009

Cáceres: No melhor património cai a nódoa

Algo que chamou a atenção, no meio de tanto ponto de interesse, foi a preocupação que, em Cáceres, se tem com as questões da acessibilidade. Aqui e ali encontram-se painéis informativos bastante intuitivos que ajudam a estabelecer uma ligação directa entre aquilo que o observador vê na paisagem diante de si e os mapas apresentados no painel.

Eis um exemplo:

Num interessante trabalho de infografia, o observador vê reproduzido no painel aquilo que observa, neste caso a partir da Plaza Mayor, a sua identificação num desenho mais simples e, finalmente, a localização na planta da cidade desses mesmos elementos observáveis. Outro aspecto que merece um aplauso é a atenção dada a visitantes invisuais pelo facto de a informação estar também disponível em Braille e os desenhos terem os contornos principais em relevo.

Outro aspecto muito interessante é a informação destinada a visitantes com mobilidade reduzida que consta nos mesmos painéis:


Neste detalhe é possível ver a informação sobre quais são as ruas de pendente mais acentuada e as ruas com degraus de forma a que um visitante em cadeira de rodas, por exemplo, possa definir logo à partida um percurso, sabendo contudo que irá encontrar outros painéis no centro histórico caso precise de ajuda adicional ao longo da sua visita...

...como este, localizado na Plaza del Socorro. Se o mesmo visitante em cadeira de rodas aqui chegar e já não se recordar de qual o melhor percurso a seguir, tudo o que tem de fazer é de recorrer a este outro painel. O problema poderá talvez ser os degraus que terá de vencer para chegar a ele. Duas características de personalidade serão aqui fundamentais: o sentido de humor e a força de vontade do visitante.




Cáceres, terras de artistas

Um elemento menos agradável e que, infelizmente, se encontra um pouco por todo o lado são estes rabiscos de mau gosto mas, felizmente, fora do centro histórico. Não tendo a sorte de ter a patrulhar as ruas soldados da GNR da valia dos do Fundão, seria importante uma acção pedagógica por parte do Ayuntamiento no sentido de fazer os autores destas obras de arte aperceberem-se que elas são reveladoras de profunda deficiência de sentido estético e que eles são... (como dizer isto?)... imbecis e extremamente ineptos.



terça-feira, outubro 06, 2009

Cidade Velha de Cáceres - Património Mundial



A cidade espanhola de Cáceres é a capital da província com o seu nome que, em conjunto com a província de Badajoz, forma a Região Autónoma da Extremadura, cuja capital é Mérida. Trata-se aliás de um caso raro de uma Região Autónoma cuja capital não é também capital de província. Candidata a Capital Europeia da Cultura em 2016, Cáceres tem no seu Centro Histórico o seu grande pólo de atracção, tendo este sido classificado pela UNESCO como Património da Humanidade em 1986.

Quem visita este centro histórico compreende facilmente o porquê e a naturalidade desta classificação. Em cada construção, percebe-se a sucessão dos séculos de vida desta cidade como se cada um deles tivesse sido eternizado pelo casamento perfeito de granito, xisto, quartzite e adobe nos vestígios romanos e árabes e nos inúmeros palácios que se encontram ao abrigo das muralhas.


De Norba Caeserina a Al-Qazris

Cáceres foi fundada pelos romanos no Séc I a.C. com o nome de Norba Caeserina, junto a 2 acampamentos militares romanos construídos provavelmente na época das guerras de Sertório, numa localização privilegiada junto à chamada Via da Prata que ligava Astorga, no Norte, a Mérida a capital da Lusitânia Romana. Esta cidade tinha cerca de 5.000 cidadãos romanos num total de cerca de 25.000 no território de influência da cidade.


Foto satélite de Cáceres. No canto superior direito vê-se uma enorme área rectangular com cerca de 400x700m que corresponde a um dos acampamentos romanos, Castra Cecília, que aqui foram construídos antes da fundação da colónia. A actual Plaza Mayor situa-se no ponto B



Inscrição funerária romana encastrada no muro de uma casa onde antes se encontrava a "Porta de Mérida", a porta da cidade que estava orientada para Mérida. Na inscrição pode ler-se Q. CAECILIVS SEX. F. AVITUS AN. XXXV HSESTTL, ou seja algo como Aqui jaz Quinto Cecílio Avito, filho de Sexto, com 35 anos. Que descanse em paz (Que a terra lhe seja leve).



O Arco de Cristo, a única porta romana das muralhas que ainda se conserva de pé.


No século V, a cidade viria a ser arrasada e abandonada durante a turbulência da queda do Império originada pela chegada maciça dos povos ditos Bárbaros. Assim permaneceria até à chegada dos Árabes séculos mais tarde. Rebaptizada de Al-Qazris, a cidade foi cercada de uma imponente cintura de muralhas que resistiu até à sua definitiva tomada pelos cristãos em 1229. Da época árabe subsistem vários troços de muralha assim como várias torres e o Aljibe, a cisterna de armazenamento de água da qual apenas outro exemplar subsiste a nível mundial, impressionante com as suas colunas e arcos.



A Torre del Bujaco, torre albarrã (avançada em relação à muralha e ligada a esta por uma passagem superior) de origem árabe que domina a Plaza Mayor junto à porta do Arco de La Estrella aberta no século XV e alargada no século XVIII para permitir a passagem das carruagens para os palácios adjacentes.



Ermida de San Antonio, construída sobre uma antiga mesquita e situada em plena Antiga Judiaria de Cáceres, caracterizada pelas suas casas baixas com arruamentos estreitos e irregulares.



As guerras urbanas e a conquista das Índias Ocidentais

Após a conquista cristã, para a cidade migraram cidadãos dos vários reinos da Península Ibérica, formando-se facções que disputaram o poder entre si, sobretudo leoneses e castelhanos. Esta situação de instabilidade durou até ao reinado dos Reis Católicos no século XV quando foram tomadas medidas para pacificar a cidade.



Como por vezes os combates ocorriam não só nas ruas mas entre as próprias casas, sendo estas típicas casas fortificadas dotadas de altas torres, uma das medidas "pedagógicas" tomadas pelos reis católicos foi a de mandar rebaixar as torres. A única torre que escapou à ordem foi a torre da Casa das Cegonhas pelo único motivo de o proprietário ser um dos mais fiéis súbditos dos reis de Espanha. Também por esse motivo, foi permitido ao dono da casa colocar as armas reais de Espanha na fachada.

Cáceres beneficiou mais tarde das riquezas trazidas do Novo Mundo (obtidas através de meios "menos ortodoxos") por membros de várias famílias nobres radicadas não só em Cáceres mas da Extremadura em geral. A saga dos "Conquistadores" do Novo Mundo ficaram irremediavelmente associados nomes extremenhos como Orellana, Pizarro, Toledo e Balboa. Um dos maiores palácios de Cáceres é aliás o palácio Toledo-Montezuma, ramo que descende do casamento de um dos membros da rica família Toledo com a filha do imperador Azteca Montezuma.


Postais de Cáceres


Plaza Mayor



Igreja e Convento dos Jesuítas


















Concatedral de Santa Maria


Cáceres é sem dúvida uma cidade feita para ser visitada mas fazê-lo a um Domingo não é boa ideia se tivermos em conta os horários em vigor pois apenas meia dúzia de locais estavam abertos para visita (à tarde só a partir das 17h30 locais e até às 2oh) e a casa-museu da cultura árabe sofreu infelizmente uma avaria eléctrica que resultou num apagão que impossibilitou a visita, gorando as nossas expectativas.

Valerá a pena voltar a esta cidade com mais tempo e mais calma até porque a candidatura a Capital da Cultura promete... Finalmente, um dos últimos aspectos interessantes que saltou à vista foi a preocupação para com as pessoas invisuais ou de mobilidade reduzida em termos de definição de circuitos e de distribuição de painéis informativos. Infelizmente... no melhor pano cai a nódoa! Isto é contudo tema para um próximo artigo.

quarta-feira, setembro 23, 2009

O Museu do Penico / El Museo del Orinal - Ciudad Rodrigo


Clicar na imagem para ampliar

Estar num estabelecimento público, necessitar urgentemente de acesso a instalações sanitárias e constatar subitamente que estas não existem ou não estão acessíveis é sem dúvida o protótipo de uma das situações mais aborrecidas com que um cidadão se pode deparar.


Pois bem, no museu que hoje proponho esta situação afigura-se pouco provável visto que todo ele é casa de banho. Fundado em 2007, o Museu do Penico encontra-se instalado no Seminário de São Cayetano (claro!), junto à Catedral de Ciudad Rodrigo, a cerca de 30km da fronteira de Vilar Formoso.





Fruto do esforço de José María del Arco, o Museu do Penico abriga 1.300 peças diferentes provenientes de 27 países diferentes entre eles Portugal, tendo sido a maior parte deles oferecidos ao proprietário. 


Uma proposta diferente e a oportunidade de admirar um aspecto original do legado histórico dos nossos antepassados e não se preocupem os mais receosos pois por legado histórico apenas nos referimos aos penicos.





Para saber mais: 20minutos.es

terça-feira, setembro 22, 2009

Postais de Ciudad Rodrigo - Província de Salamanca

3 anos depois, uma comitiva do Blog do Katano resolveu novamente fazer uma incursão pelo extremo da Província de Salamanca com a desculpa de fazer um passeio turístico mas com o verdadeiro intuito de averiguar a que maquinações perversas se estavam a prestar os espanhóis para a eventualidade do PSD tomar o poder em Portugal.


O percurso passou por Siega Verde, uma importante estação de arte rupestre ao ar livre na margem esquerda do Rio Águeda junto a Villar de la Yegua. Aproveitando a última visita guiada do dia houve oportunidade para admirar 5 painéis interessantíssimos mas que, pela sua localização, nos colocaram à mercê dos mosquitos espanhóis. Posso afirmar com toda a segurança que um mosquito espanhol é um bicho feroz e particularmente obstinado, levando a que, enquanto o resto da comitiva ouvia atentamente as explicações do Carlos, o nosso simpático guia, o autor deste texto tivesse sido sujeito a uma experiência semelhante à de um paciente submetido ao processo de colheita de amostras de sangue por parte de um enfermeiro estagiário com astigmatismo.



Vários animais sobrepostos entre os quais se distingue um uro, o provável antepassado do actual touro de lide, e um lobo.



Detalhe da cabeça do uro




Depois das primeiras emoções, a comitiva prosseguiu para Ciudad Rodrigo apreciando a suave condução do Bruno Af que tem o condão de conseguir modificar em determinados momentos a cor do rosto dos passageiros do normal tom rosado para um cromatismo situado algures entre o esverdeado e o amarelo. Em Ciudad Rodrigo houve tempo para um passeio pelas muralhas, que circundam por completo o centro histórico, e nas quais se percebem ainda os danos provocados pelos terríveis combates da tomada da cidade aos franceses pela coligação das forças anglo-lusas e espanholas em 1812. A própria fachada da catedral encontra-se ainda danificada como resultado do bombardeamento a que foi sujeita.



O tom acastanhado está omnipresente nas fachadas da cidade


No castelo de Henrique II está actualmente instalado o Hotel Parador de Ciudad Rodrigo, um hotel de 4 estrelas cujo parque automóvel que se pode observar na zona de estacionamento diz bem do momento de crise em que nos encontramos. Nada de Porsches, nada de Ferraris, apenas BMWs e Rolls Royce. Junto ao castelo encontra-se um "berrão", uma estátua típica da civilização castreja, representando normalmente um porco, uma pista relevante que indicia a origem pré-romana de Ciudad Rodrigo, antiga Miróbriga. A importância da posterior influência romana na povoação está patente no próprio brasão da cidade que porta as 3 colunas sobreviventes do fórum da cidade.


O Castelo e o Berrão

Como portugueses que se prezem, decidimos dar azo aos nossos instintos primários de anti-espanholismo da pior forma que nos lembrámos e assim, dirigimo-nos até à Plaza Mayor de Ciudad Rodrigo para tomar café podendo assim dizer mal da qualidade do café espanhol.


Aspecto da Plaza Mayor - O Ayuntamiento.




Perfil do Castelo


Terminado o roteiro foi tempo de voltar a casa e experimentar a auto-estrada que, praticamente chega até Fuentes de Oñoro. Foi sem dúvida uma boa notícia uma vez que, sendo uma auto-estrada, será a partir de agora mais difícil proporcionar-se uma eventual situação meramente hipotética em que um qualquer membro feminino do Blog do Katano decida aumentar o nível de adrenalina dos passageiros efectuando uma ultrapassagem simultânea de dois camiões ignorando o facto de haver transito em sentido contrário.
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