... a alguns quilómetros de altitude. Lá em baixo, as montanhas (provavelmente de Navarra) formam uma barragem transbordada pelas nuvens, como se de uma torrente furiosa se tratasse.
Mostrar mensagens com a etiqueta espanha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta espanha. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, dezembro 15, 2015
Nascer do Sol, algures sobre Espanha...
Etiquetas:
espanha,
fotografia,
viagens
segunda-feira, dezembro 02, 2013
Em Espanha, nem o Governo fugiu aos cortes
Etiquetas:
espanha,
fotografia,
Segurança Rodoviária
De Badajoz ao santuário do grande deus Endovélico
Aproveitando um dia de folga, fomos até Badajoz, cidade espanhola situada nas margens do rio Guadiana sob a vigilância atenta de Elvas. Embora no geral pouco saibamos acerca de Badajoz, para além de, como diz a canção, estar à vista de Elvas e também de ter uma maternidade onde as portuguesas da zona raiana do Alto Alentejo têm de ir dar à luz, o que é certo é que esta cidade mudou a nossa história, ou não tivesse sido aqui que Afonso Henriques, o 1º rei de Portugal, tivesse sido forçado a terminar a sua carreira militar.
Para lá da Ponte de Palmas (séc XVI) sobre o Guadiana, rio que atravessa a cidade antes de receber as águas do rio Caia e de marcar a fronteira luso-espanhola, avista-se ao longe a cidade de Elvas. É caso para dizer, "Badajoz, Badajoz, oh Elvas à vista!".
Badajoz foi em tempos capital de um dos muitos reinos islâmicos da Península Ibérica e palco de intensos períodos de guerra não só com os reinos cristãos vizinhos, como também com outros reinos islâmicos. A Alcáçova, o castelo de Badajoz, é a maior fortificação construída em taipa (terra batida) da Península Ibérica, e data do século XII, sucedendo a uma primeira fortificação do século IX construída por Ibn Marwan, o líder rebelde que fundou também Marvão. As sucessivas reparações e ampliações, acabaram entretanto por incluir outros materiais nas muralhas.
Badajoz entrou na nossa História quando, em 1169, Geraldo Geraldes "o sem pavor", que era uma espécie de canhão desgovernado da cristandade, decidiu tomar a cidade. Tendo conseguido tomar a muralha exterior, não conseguiu no entanto vencer a guarnição islâmica que se refugiou na Alcáçova. Vai daí, Geraldes pediu ajuda a Afonso Henriques para quebrar a última resistência dos infiéis, ao que o rei respondeu afirmativamente, comandando pessoalmente as suas tropas.
Porta do Capitel, com o típico arco de ferradura. A torre à direita é feita em taipa, com decoração a imitar silhares de pedra.
Quem não gostou da perspectiva de ver mais uma praça, da região que lhe caberia a si, cair em mãos portuguesas, foi Fernando II de Leão. Sendo assim, o rei leonês, que até era genro de Afonso Henriques, atacou os portugueses sitiantes, que não tiveram outro remédio senão retirar. Infelizmente para o rei português, ao passar a galope por uma das portas, bateu violentamente com uma perna num ferrolho e caiu ao chão. Com uma fractura (provavelmente exposta) não foi capaz de retomar a fuga e foi capturado, só voltando a ser libertado em troco de um resgate, da devolução de várias praças, entre elas Cáceres e Trujillo, e a promessa da renúncia a outras aventuras semelhantes. A partir daí, nunca mais Afonso Henriques foi capaz de montar a cavalo (há até quem diga que passou a deslocar-se numa carreta de madeira) e a regência foi passada para o seu filho, o futuro D.Sancho I. Diz a tradição que muitas vezes o 1º rei de Portugal terá recorrido às águas termais de São Pedro do Sul para aliviar as dores que passou a sentir.
Este episódio entrou na nossa História com o nome de "Desastre de Badajoz". Pelo menos foi essa a designação com que me foi contado na escola primária.
Aspecto das muralhas Oesta em taipa.
Vista sobre a Plaza Alta a partir da Alcáçova.
Entre vários edifícios de construção recente existentes na Alcáçova, desde a Biblioteca da Extremadura à Faculdade de Biblioteconomia de Badajoz, encontra-se um mais arruinado e de acesso um pouco mais difícil, a Torre de Calatrava, onde se encontra ainda aquilo que foi a sala de autópsias do antigo hospital militar. Já o primeiro piso está ocupado, segundo parece por uma sem-abrigo de origem portuguesa..
De regresso a Portugal, para prestar homenagem ao grande deus Endovélico
Cumprida a visita a Badajoz e a velha máxima de "Em Espanha, compra caramelos", regressámos ao nosso lado da fronteira para ir visitar um local que já estava há muito na nossa lista: o santuário de Endovélico, perto do Alandroal.
Chegar ao local revelou-se bem complicado. Tivemos numa primeira fase de ignorar os sinais que proibiam o trânsito pela N373 e, numa segunda fase, os avisos de propriedade privada e de aviso de perigo por haver gado à solta, já na entrada da propriedade onde se situa o sítio arqueológico. Pedimos mentalmente protecção ao grande deus lusitano e palmilhámos os últimos metros que nos separavam do sítio arqueológico.
Mais à frente demos de caras com o guardião do local, um macho bovino de apreciáveis dimensões, parado junto ao caminho e que nos fixava atentamente. Pareceu bastante indeciso quanto a deixar-nos passar mas, após os nossos pedidos insistentes, lá se afastou. No regresso já não seria assim.
O monte onde se encontram os vestígios do santuário e, mais abaixo à direita, o guardião do local.
Foi neste monte, tanto no topo como na encosta Este, que os romanos terão construído um templo dedicado ao deus Endovélico, uma divindade indígena tida como deus da medicina e da segurança e cujo culto se difundiu pelo próprio Império. Aqui foram encontradas no século XIX mais de 800 inscrições latinas e, mais recentemente em 2002, encontraram-se várias estátuas e inscrições nas valas de enchimento dos alicerces da desaparecida Ermida de São Miguel da Mota que ali se ergueu em tempos mais recentes, seguindo a tradição cristã os cultos a divindades pagãs pelo culto às figuras do seu próprio panteão.
Este templo terá sido um importante local de peregrinação da região romana da Lusitânia e incontáveis peregrinos, tanto de origem indigena como romana, aqui vieram cumprir os seus votos ao grande deus Endovélico. O local, tanto pela monumentalidade como pela paisagem que dele se avista, deve ter causado uma forte impressão a todos eles. Atrevo-me a dizer, por experiência própria, que ainda causa.
Fotografia do momento da descoberta das estátuas nas escavações de 2002. Foto: Portugal Romano
Vestígios de muros, junto ao marco geodésico no qual se encontra um texto que evoca o santuário de Endovélico.
As surpresas ainda estavam longe de ter terminado. No caminho de regresso, voltámos a encontrar o boi, que se aproximara ainda mais de nós e desta vez ocupava o próprio caminho. Para complicar as coisas, não foi possível convencê-lo novamente a deixar-nos passar e, por isso e por respeito ao animal, que provavelmente teve alguns dos seus antepassados sacrificados a Endovélico, optámos por encontrar um caminho alternativo.
O guardião do santuário de Endovélico, firme e imóvel no caminho de acesso.
De volta ao carro e à estrada, desta vez encontrando um desvio por terra batida para contornar o ponto em que a estrada N373 estava mesmo fechada, voltámos a Alandroal onde parámos para uma bela merenda, não sem antes dar um saltinho ao castelo da vila, recentemente alvo de obras de requalificação, que valorizaram realmente o espaço.
A partir daqui foi sempre viajar rumo ao Norte, apenas fazendo breves paragens em Vila Viçosa e Estremoz, local onde até as pedras da calçada são em mármore.
O interior do Castelo do Alandroal, com a igreja matriz.
Antigo perímetro amuralhado de Vila Viçosa, visitado pouco depois de termos bebido cafés que nos foram vendidos a 70 cêntimos cada, por um senhor que tivemos dificuldade em perceber por estar a comer uma sandes com mais conduto que pão e por o sotaque alentejano ser difícil de perceber quando usado com a boca mais cheia que a de um hamster com mais olhos que barriga.
Paço dos Duques de Bragança em Vila Viçosa.
Antiga estação de comboios de "Villa Viçoza", actualmente transformada em Museu do Mármore.
Centro histórico de Estremoz, correspondente ao antigo castelo. Tirando a parte caiada, o resto é mármore. Confesso que nunca tinha visto tanto mármore junto mas sendo Estremoz terra de renome na produção desta pedra (consta que até Saddam Hussein tinha uma enorme mesa feita com mármore de Estremoz) não será de estranhar.
Fotos das escavações e da cabeça de Endovélico: Portugal Romano
sábado, novembro 30, 2013
A imagem do fim-de-semana: Badajoz, Badajoz, oh Elvas à vista!
Pormenor dos edifícios da Plaza Alta no centro histórico de Badajoz
A cidade de Badajoz foi a primeira etapa de uma pequena viagem que acabaria depois por nos levar também a Alandroal, Vila Viçosa e Estremoz. Não foi um périplo isento de peripécias e algumas das fotografias nele registadas foram obtidas à custa de mil perigos.
Tudo será contado no próximo artigo. Não percam!
quarta-feira, outubro 31, 2012
Sugiram uma legenda para esta foto!
Foto: Ana Branco / BdK
Um gato canário!
Nas Canárias, a fauna não é históricamente muito diversificada. Ao longo dos séculos e para além da pastorícia e da agricultura, os aborígenes também praticavam a pesca e a caça para se alimentarem. As espécies cinegéticas mais consumidas eram a pomba, o corvo, a pardela (ave marinha), o abutre, o lagarto gigante, a ratazana e... o gato!
Este gato da foto foi o vizinho mais sociável, e também o mais atrevido, que encontrámos na nossa estadia na Gran Canária e revelou ser também muito fotogénico.
Querem sugerir uma legenda para esta foto?
Etiquetas:
espanha,
fotografia,
Ilhas Canárias
sexta-feira, outubro 26, 2012
Crónicas Canárias VI - Pico do Teide, um dia num cenário de outro Mundo!
Como referi no artigo anterior sobre o Parque Nacional de las Cañadas del Teide (recordar aqui), a visita ao Teide foi o ponto alto da estadia nas Canárias, tanto no sentido figurativo como no sentido literal. Trata-se do ponto mais elevado de Espanha, erguendo-se a 3718m de altitude e, segundo dizem, ergue-se a 7.500m acima do fundo marinho, sendo o 3º maior vulcão do Mundo.
Os guanches, os primitivos habitantes da ilha de Tenerife (lá iremos num próximo artigo), acreditavam que o Teide, ao qual chamavam Echeyde, era o domínio do deus maligno Guayota, que ocasionalmente se manifestava soltando os poderes do seu reino no mundo dos homens. A memória das erupções do Teide está bem presente na lenda guanche que fala do dia em que Guayota capturou, e prendeu dentro do Echeyde, o deus Magec (o Sol), tendo este sido salvo pelo deus supremo Achamán, após as orações suplicantes dos guanches. É fácil compreender o fascínio que esta impressionante montanha terá gerado nos habitantes da ilha, muito semelhante, embora desprovida de sentido religioso, aos milhares de visitantes que visitam o local anualmente.
A nossa visita ao Teide divide-se em dois momentos. No primeiro deixámos o carro a 2.000m de altitude, altitude média da grande cratera do Parque, e subimos a pé pela encosta da Montanha Branca até aos 3.000m. O caminho de regresso acabou por se fazer já em plena noite e com temperaturas muito baixas, numa experiência que foi bastante interessante que desenvolveu em nós uma especial simpatia solidária para com os produtos alimentares ultracongelados.
O trilho nº7 percorrido em todo o seu esplendor (descendente)!
Na segunda vez, optámos por subir pelo teleférico até ao topo do Teide e descer depois pela sua encosta até à Montanha Branca e daí regressando pelo caminho que já conhecíamos. Bom, na verdade não foi bem ao topo uma vez que para cumprir o percurso entre a estação de topo do teleférico, a 3.500m de altitude e o cume do Teide, é necessário solicitar autorização prévia, já que o número de acessos diários permitidos é limitado (há vigilantes no local). Infelizmente, quando tentámos pedir autorização, uma semana antes da nossa ida, já estava tudo reservado para essa semana e para as duas seguintes!
A autorização pode ser pedida gratuitamente no site da Central de Reservas do Organismo Autónomo de Parques Nacionais de Espanha, no qual podem também encontrar um mapa dos trilhos do Parque Nacional do Teide.
Estação de base do teleférico a cerca de 2.300m de altitude
Um aspecto da encosta do Teide que se avista a partir do teleférico, já muito perto do topo
Da estação de topo do teleférico, e apesar da nebulosidade que limitava bastante o alcance da visão, a paisagem não deixou de ser espectacular. O cenário imediato é também impressionante, quase parecendo que de um momento para o outro fomos transportados para outro Mundo, havendo a todo o momento a possibilidade de nos depararmos com a sonda Curiosity, ou um ser extra-terrestre segurando um cartaz com os dizeres "Vai estudar... Relvas!".
A temperatura é também um choque: 25º na estação de base do teleférico para 9º no topo, com um ventinho assobiante e cortante! Desta vez, contudo, estávamos preparados. Curioso foi também experimentar na pele o facto de o cansaço de esforço ser ligeiramente maior a esta altitude.
Vista para a parte alta da grande cratera do Parque, com a Montanha Branca em evidência
Diferentes níveis de arrefecimento e tipos de erupção criaram materiais de diferentes cores e constituição
Mais cores...
Foi frustrante ver o limite da pequena cratera do topo do Teide a apenas 400m de distância...
Como já referi em artigos anteriores, os vulcões da ilha não estão extintos mas apenas inactivos e um dos sinais disso mesmo são as fumarolas que se encontram no topo e ao seu redor. Estas fumarolas são provocadas pela infiltração da água da chuva que, pelo calor do interior da montanha, evapora misturando-se com os gases do interior da mesma. É por isso que muitas das fumarolas exalam também um tremendo cheiro a enxofre, que acaba também por ficar depositado à volta delas.
Fumarolas sulfurosas
É pena a Internet ainda não permitir partilhar o cheiro destas fumarolas. Para quem não conhece as propriedades odoríferas do enxofre, o cheiro oscila entre o de ovos cozidos e o de uma indiscrição flatulenta
A partir da saída do teleférico, percorremos o trilho (nº12) que leva ao miradouro do Pico Viejo, que embora tenha esse nome, é na verdade mais novo que o Teide. O trilho, como aliás acontece em todos os que percorremos no Parque, está muito bem construído e não menos bem conservado, integrando-se perfeitamente na paisagem.
A cor escura de uma antiga escorrência de lava contrasta com os mineirais amarelados em fundo
A caldeira do Pico Viejo impressiona pelas suas dimensões. No seu auge, esta caldeira era um gigantesco lago de lava relativamente estável. O desmoronar de uma das suas paredes acabou por esvaziar este lago, embora parte da sua superfície solidificada tenha permanecido e seja visível à esquerda da cratera.
O Pico Viejo!
Regressando em sentido inverso, e mais uma vez fingindo um total desinteresse pelo trilho que levava ao topo, embrenhámo-nos no trilho que leva ao miradouro da Fortaleza.
Rumo ao miradouro da Fortaleza!
Ao longo do percurso, passámos por vários antigos corredores de lava, caracterizados pelas suas paredes mais altas em relação ao interior. Isto deve-se ao facto de as margens do rio de lava terem solidificado e, quando a emissão da lava no vulcão cessou, a lava, ainda em estado líquido no interior deste corredor, ter continuado a correr rumo à base do monte, esvaziando-o.
Um corredor de lava
Já agora, convém também esclarecer que existem dois tipos de corrimentos de lava. O primeiro é o tipo "A a", que é a que mais por aqui se encontra, e que se caracteriza pela sua solidificação irregular e cortante, em forma de escória, devido à rápida perda de gases. O outro tipo é o tipo dito... (deixem-me consultar a cábula num instante)... "Pahoehoe", que forma uma superfície lisa ao solidificar.
Formação lávica
Pormenor do trilho rumo ao miradouro da Fortaleza
O miradouro da Fortaleza, uma enorme arriba que se avista no horizonte, permite também uma vista privilegiada para a parte Norte de Tenerife. À volta do miradouro é possível encontrar várias fumarolas, estas sem cheiro a enxofre.
A "Fortaleza", uma escorrência de lava e algumas fumarolas.
Sim, exactamente, outra fumarola!
Momento em que uma pessoa não identificada é surpreendida utilizando a fumarola da foto anterior para contrariar os efeitos da temperatura ambiente
A partir do miradouro começa (ou acaba, conforme a perspectiva) o trilho nº7, trilho que liga o topo do Teide à estrada alcatroada que atravessa a grande cratera do Parque Nacional, passando pela Montanha Branca. Esta parte do percurso é "especial", impressionando pela paisagem e, sobretudo pelo silêncio que, longe das pessoas que chegam e partem pelo teleférico, chega a ser esmagador.
O trilho!
Um indivíduo não identificado no trilho
A 3260m encontra-se o Refúgio Altavista, o único dentro do Parque Nacional. Trata-se de um local de paragem privilegiada para quem sobe ao Teide, especialmente para quem quer assistir ao nascer do Sol no topo do Teide, devendo para isso pernoitar no refúgio, mediante reserva prévia, para prosseguir de madrugada em direcção ao pico.
No nosso caso, em sentido inverso, aproveitámos para almoçar no alpendre do refúgio, antes de prosseguir rumo à Montanha Branca.
À vista do refúgio, com a Montanha Branca como fundo
Momento em que o trilho deixa de seguir pela escorrência de lava para passar a seguir pelos piroclastos
Um olhar para trás...
Aproximação à Montanha Branca (embora seja mais alaranjada), já com a parte superior da parede da grande cratera à vista
O raro verde como fronteira entre o negro da lava (rica em obsidiana) e os tons acastanhados dos piroclastos
A par do basalto, a lava do Teide é riquíssima em obsidiana, material que, a par do sílex, era uma matéria prima privilegiada para o fabrico de armas e ferramentas pelos guanches. Ambos de cor negra, ajudam a que, na zona da Montanha Branca, a lava do Teide contraste com as cores claras da pedra-pomes que cobre maior parte da paisagem.Outro fenómeno geológico interessante que aqui se verifica é o dos chamados "Huevos del Teide", os Ovos do Teide, enormes bolas de lava que nasceram por um processo semelhante ao de uma bola de neve. Pedaços de lava solidificaram em zonas superior das escorrências e começaram a rolar, acumulando lava durante o seu percurso e, deste modo, tornando-se maiores enquanto aumentavam de velocidade. Acabaram por ultrapassar o limite da escorrência, detendo-se em pleno campo de pedra-pomes da Montanha Branca. Alguns exemplares chegam a ter 4 a 5m de diâmetro!
Escorrência de lava medieval do Teide, nas encostas da Montanha Branca
Um dos Ovos do Teide não resistiu ao impacto da chegada
Ovos do Teide bastante afastados da escorrência de lava que lhes deu origem. O trilho serpenteia entre eles.
Um pequeno exemplar com cerca de 2,5m de diâmetro
A Montanha Branca terá sido criada por uma erupção explosiva, dado que se trata de um domo vulcânico arredondado. Eventualmente, uma nuvem piroclástica, a manifestação mais mortífera de um vulcão, terá coberto toda a paisagem de pedra-pomes. Para terem uma ideia, fica aqui um vídeo sobre o assunto, relativo ao monte de Santa Helena, nas Caraíbas:
Pormenor do solo da encosta da Montanha Branca, coberto de piroclastos
Uma escorrência de lava sobre uma encosta de pedra pomes
Vista para o Norte, com a "Fortaleza" em destaque
À vista da extensão da dispersão da pedra-pomes, uma dúvida assaltou a minha mente: quanta epiderme morta seria possível raspar com todo este material?
Fim da Montanha Branca
Último segmento do trilho, em aproximação à estrada
No outro lado do pequeno vale dá para imaginar a lava de elevada viscosidade que deu origem à elevação que se avista. Ao longe vislumbra-se o Observatório Astronómico do Teide.
Uma paisagem digna do planeta Marte
Bifurcação do trilho, levando o da foto a percorrer a planície rumo à Fortaleza
A descrição que me ocorre para esta foto é "Anita no Planeta Marte"
O último domo antes da estrada...
... reservava-nos uma surpresa! Dois exemplares de muflão, espécie introduzida no Parque durante os anos de 1970. Fica a dúvida: o que comem estes animais?!
Cansados mas de "alma lavada" chegámos finalmente ao fim do percurso, depois de 5 horas passadas no Teide. O que vimos mas, principalmente, o que ficou por ver, deixaram-nos cheios de vontade de voltar aqui. Aquele percurso entre o Pico Velho e o Pico do Teide não ficará certamente por fazer, nem o assistir do nascer do Sol no topo deste último. Quem quer vir?
Foto obsidiana: El Universo
Etiquetas:
espanha,
fotografia,
Ilhas Canárias,
natureza,
viagens
Subscrever:
Mensagens (Atom)








