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segunda-feira, dezembro 08, 2008

Subsídio de Fim-de-Semana

Já diz o ditado: "Se um fim-de-semana prolongado agrada a muita gente, dois fins-de-semana prolongados agradam a muito mais". Contudo, este perspectivava-se mais calmo, tendo em conta o facto infeliz de termos tido de adiar a viagem a Gibraltar e o programa alternativo, uma incursão a Penedono (a escolha lógica para quem não vai a Gibraltar e precisa de um programa alternativo), também ter sido anulado devido às condições climatéricas.




Estavamos já preparados para um fim-de-semana de completa inactividade, capaz de rivalizar com o mais paralítico ser do reino vegetal quando, na sexta-feira, o Sr Carteiro surge, qual Frodo Baggins, portando o precioso cheque do Google AdSense. Trata-se do resultado periódico da adesão deste blog ao referido serviço, aliás visível na publicidade que aqui se encontra (para esclarecer dúvidas ler Política de Privacidade).


Perante esta súbita injecção de capital, as perspectivas relativamente a actividades de fim-de-semana tornaram-se subitamente amplas. Obviamente que, desde a primeira hora, a ideia principal foi desde logo organizar uma mega-jantarada mas a ideia de um conjunto de actividades meramente de cunho mundano e de exercício da gula desagradava um bocado.

Por isso, procurando dar um "je ne sais quoi" de cultura ao fim-de-semana, decidimos ir assistir ao Concerto da Orquestra Sinfónica da ESART no Cine-Teatro de Castelo Branco, magistralmente dirigido pelo nosso já conhecido camarada Martin André.


Ficámos de tal modo impressionados pelo concerto, devidamente enquadrado pelos sons oriundos de um folheto mal dobrado que uma senhora insistia em usar vigorosamente como leque e que a cada passagem lhe raspava na manga, que lançámos o repto mútuo de ir assistir a novo concerto ainda nesse mesmo fim-de-semana.


Analisadas as possibilidades e ainda recorrendo ao grande Zé, profundo conhecedor do panorama musical em curso e que sabe reconhecer o apreciador de música que há em cada um, a escolha recaiu no Sábado nos Arbórea, um interessante dueto do Maine com uma música que alterna entre o folk e o espiritualismo que actuou na Moagem.



No Domingo cumpriu-se finalmente o propósito de todas estas manobras de diversão: a mega-jantarada que se reuniu sob o pretexto de assinalar a inclusão do título de "Sra Dra" na correspondência da Nelly e, ao mesmo tempo, de reunir um apreciável conjunto de cobaias para o exercício da experimentação culinária do proprietário do Blog. O momento alto não foi o visionamento da película "O Panda do Kung-Fu" mas sim a dúvida que durante largos minutos se colocou perante uma das decorações das magnificamente saborosas entradas do repasto: o bicho que abocanha a folha de couve é um golfinho ou um pato?

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Perguntitas curiosas...

"Os meus depósitos bancários estarão mais seguros no Banco Alimentar?"

"Se um cheque meu vier devolvido por falta de provisão, isso refere-se a mim ou a vocês?"

"Dê-me o niblio da minha conta para entregar na Segurança Social e receber os ratrives da minha pensão, sff."
Tradução: niblio = NIB; ratrives = retroactivos


Ser funcionária bancária é bastante...que dizer...divertido!

terça-feira, novembro 04, 2008

Desabafo laboral

Tendo em conta a minha carreira profissional até aqui, posso dizer que sou uma pessoa tremendamente sortuda pois nunca até aqui precisei de procurar trabalho. O meu primeiro emprego "a sério" consegui-o numa pastelaria. É um facto!

Estava sentado a tomar café com um ex-colega, que tinha acabado de formar uma empresa, e perguntei-lhe se precisava de colaboradores ao que ele retorquiu que sim, terminando com "Queres começar já amanhã?". No dia seguinte, às 8h30 em ponto, lá estava eu preparado para uma odisseia que começou com uma tentativa frustrada de trabalho na área comercial, tarefa para a qual me revelei manifestamente inadaptado devido a um grave defeito: excesso de honestidade.

De facto eu era incapaz de criar necessidades num cliente quando via que ele já estava bem servido com o que tinha, bastando apenas algumas alterações mínimas. A minha colaboração na empresa terminaria daí a 2 anos, devido à única venda que consegui (sem querer): os meus serviços. De então para cá, o trabalho tem-me basicamente batido à porta e já cheguei inclusive a recusar propostas sem sequer saber valores (ok, já recusei uma para ir para Lx a 1.500 euros líquidos).

Contudo, nada é imutável e actualmente sinto-me algo frustrado de trabalhar para uma instituição superior cujas medidas se regem sistematicamente pela poupança em detrimento da meritocracia, onde as pessoas não passam de números e registos num ecrã de computador para decisores distantes e desfasados das realidades locais.

Sendo assim hoje fiz algo para mim inédito: peguei num anúncio de emprego num jornal e dediquei-lhe uma carta de candidatura à qual anexei um CV criteriosamente trabalhado e (mais extraordinário ainda!) creio que vou repetir o acto várias vezes nos próximos tempos.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Hoje descobri...

... que, por lapso, devia uma prestação mensal à Segurança Social há tanto tempo que o funcionário, por iniciativa própria, me deu um formulário para invocar a prescrição desse valor (e respectivos juros). Há coisas do katano...!

PS - Esta descoberta surgiu quando fui solicitar uma declaração de não dívida e descobri que, no sistema informático da Segurança Social, 3 anos das minhas contribuições haviam pura e simplesmente desaparecido durante uma actualização do sistema informático. Felizmente o funcionário que é protagonista nesta história e também extremamente diligente e competente, diga-se, conseguiu descobrir a lista dos pagamentos em falta num arquivo, sabe-se lá saído de onde, através de uma conta de utilizador que nem deveria existir.

sábado, julho 19, 2008

O dia que começou com uma feze certeira e terminou com um rotundo falhanço de todos os números da chave do Euromilhões


Cá estamos de volta às lides bloguísticas, depois de um pequeno interregno devido à preparação para um magnífico exame de Economia e Gestão que teve lugar ontem. Embora à partida estivesse menos confiante que habitualmente, cedo percebi que o dia não me iria ser favorável!

Tendo acordado por volta das 6h30 am para fazer uma compilação de fórmulas e rever a matéria de forma geral, parti para a Guarda após um retemperador pequeno-almoço.

Contudo, ao chegar e mal pus o pé fora do carro, senti de imediato uma pequena pressão sobre o ombro ao mesmo tempo que ouvi um distinto som, típico de algo viscoso que acaba de embater contra uma superfície mais rígida. Ao rodar a cabeça e perceber com visão periférica que tinha algo sobre o ombro, recusei inconscientemente aceitar o que tinha acontecido. Pela minha mente desfilaram todas as possibilidades possíveis, por muito improváveis que fossem, para explicar o que poderia ter levado a que eu tivesse algo mais escuro no ombro. Cheguei até a aventar a possibilidade de ter sido atingido por um franco-atirador que estivesse postado em cima de um castanheiro mas não! Dura realidade! Tinha acabado de ser atingido em cheio por uma ave menos respeitadora daquilo que acontece a nível do solo.

Reparada ou, pelo menos, remediada esta situação, e dado que ainda tinha algum tempo disponível, decidi dedicar-me à resolução de alguns problemas económicos até que chegasse a hora. O pior foi quando, ao pousar a calculadora na mesa, esta se desligou para não mais voltar a ligar. Foi um choque!! A minha mítica calculadora científica, companheira infatigável desde 1994, acabara de avariar.

Eu sei de antemão que ser supersticioso dá azar mas, perante a sucessão de eventos, dei por mim a temer que tudo isto fosse o prenúncio de que algo mau estaria para acontecer ou de que, pelo menos, o dia não me viesse a ser muito favorável.

O final do dia acabaria por me dar razão! Ao ver a chave sorteada do Euromilhões percebi que falhara todos os números e estrelas e conseguira a proeza única de, no que diz respeito aos números, de falhar todos eles por uma distância de 3 números ou mais.

Um dia para esquecer.

PS - Pelo meio, tive um desempenho medíocre no exame mas serve pelo menos para barómetro do recurso que é já na semana que vem. A ver vamos.

sexta-feira, julho 11, 2008

IVA ao cêntimo

O ínicio do mês de Julho marcou também um evento único na História Económica Recente de Portugal: a descida de um imposto que beneficia também a classe média. É certo que a descida é de apenas 1% mas, que diabo, não deixa de ser a descida de um imposto.

Nitidamente, esta medida apanhou muitas entidades completamente despreparadas, estou por exemplo a lembrar-me da Galp que, apesar de apresentar nas suas facturas um valor de IVA mais baixo, continuava a cobrar um valor final com IVA a 21%. Obviamente que se trata de um lapso pois, a Galp, sempre se preocupou com os consumidores. Quem não se lembra quando, há umas quantas semanas atrás, os combustíveis subiram mais uma vez mas a Galp, bravamente, anunciou que não iria entrar nessa onda. Está bem que 24h depois voltaram a readquirir o estatuto, pelo menos no Fundão, de gasolineira que cobra mais caro mas, nessas 24h douradas, assumiram o direito à diferença.

Por outras paragens, numa empresa cujo nome não vou referir pois adoro tomar café por lá ao Domingo à tarde, depois de ter ido dar uma volta pela Worten e de ter ido às compras, usufruindo do meu cartão de descontos Modelo, a descida do IVA foi bem assimilada já que, no valor final da factura, conferiram automaticamente um desconto de 1%, mesmo quando se tratavam de produtos adquiridos a 21%.

Na cafetaria é que a coisa já não correu tão bem... Tendo-me deliciado com o belo do café, constatei que o mesmo já não tinha um preço de 50 centimos mas sim, tão somente, de 49 cêntimos! Acreditem, foi para mim muito duro resistir à tentação de, ali mesmo, tomar 2 cafés e ir adquirir um termo para levar mais uns quantos para casa, para aproveitar esta descida dos preços. Desiludido fiquei quando, ao pagar com uma moeda de 50 cêntimos e esperando, com alguma nostalgia à mistura, voltar a viver a situação de ter troco, a funcionária me informou de que não possuía moedas de 1 cêntimo pelo que, com muita pena, teria de "ficar a dever".

Claro que a perspectiva de ficar credor de uma empresa do grupo Sonae, levou a que eu aceitasse de bom grado a situação. Contudo, fiquei bastante chateado quando vi que, sistematicamente, a situação ocorria com todos os clientes que tomavam café.

Afinal, esta grande superfície comercial, da qual, reafirmo, não vou dizer o nome, preparou-se e bem para a descida do IVA. Os consumidores, esses, é que se assumiram como parte desleixada neste processo e não se prepararam...
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