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segunda-feira, março 10, 2014

Uma nova onda de empreendedorismo!


O nosso estimado Sérgio Vieira, que trocou recentemente o bulício urbano de Lisboa pela tranquilidade do Interior (ver aqui), registou este instantâneo que ilustra bem a forma como determinados cidadãos conseguem aliar a criatividade e o espírito de "desenrascanço" ao espírito de empreendedorismo. Após a venda de ar da Guarda e de água de Fátima a retalho, respectivamente em frascos e garrafinhas, eis agora o garrafão de "Água da Onda Gigante da Nazaré" que permite que o comprador consiga sentir-se um verdadeiro Garrett McNamara, seja através da produção de ondulação na banheira, seja através da deglutição do tradicional pirolito.

Será este o início de uma nova onda de empreendedorismo?

quarta-feira, maio 29, 2013

Anexo SS, o anexo obrigatório que muitos trabalhadores independentes não incluíram na sua declaração de IRS!


Fiquei hoje a saber pelo Facebook que todos os trabalhadores independentes são obrigados a entregar com a sua declaração de IRS um novo anexo, o anexo SS. Trata-se de um anexo criado pela portaria 103/2013 de 11 de Março (ver aqui) que se destina a incluir na declaração de IRS uma declaração que, até agora, era entregue à própria Segurança Social até ao dia 15 de Fevereiro, destinada a declarar o valor dos rendimentos obtidos no ano anterior. Quem não entregar a declaração de IRS com este anexo SS até ao final do prazo, ou seja, até dia 31 de Maio, terá de pagar uma coima de 50 euros.  

Contudo, aquilo que é declarado neste novo é anexo é basicamente aquilo que já era até agora expresso na declaração de IRS, especificamente nos quadros 4 e 7 do já familiar anexo B! Ainda assim, para disfarçar um pouco o facto de se estar e preencher duas vezes a mesma coisa, enquanto no anexo B se discriminam os impostos retidos por cada uma das entidades às quais se prestaram serviços, no novel anexo SS obriga-se a discriminar o valor dos rendimentos obtidos junto de cada uma dessas entidades. Sucede que a relação entre estes dois valores pode ser obtida pelo recurso a uma simples calculadora e nem sequer tem de ser científica, o que leva à questão: para que servem os sistemas informáticos do Estado? Se a Autoridade Tributária e a Segurança Social são ambas parte do Estado, por que motivo tem de ser o contribuinte a assegurar a comunicação entre ambas, sobretudo em algo tão simples de obter por cruzamento de dados (com uma conta pelo meio)?

Os mais ridículo desta situação é que, tendo obrigatoriamente de ser entregue por via electrónica, quando se submete uma declaração de IRS sem este anexo, que -repito!- é obrigatório, não só o sistema de validação não dá qualquer erro como, passado algum tempo, a Autoridade Tributária tem a amabilidade de enviar uma mensagem como esta:  "A declaração de IRS entregue em 2013-05-03 01:03:09, foi considerada certa após validação central.". Tendo em conta que um alerta para anexos em falta não seria nada complicado de implementar, alguém poderá censurar que se diga que isto parece uma tentativa subtil de amealhar "uns trocos", através das coimas aplicadas aos contribuintes menos avisados? Mais ainda se tivermos em conta a quantidade de notícias que nas últimas horas foram publicadas sobre o assunto e que motivaram até, da parte da Segurança Social, a necessidade de publicar uma nota oficial de esclarecimento.


Enviei a minha declaração de IRS sem anexo SS. O que devo fazer?
Quem já tiver enviado a declaração sem esse anexo, pode e deve enviar uma declaração de substituição. Se o fizer até ao próximo dia 31 de Maio não pagará multa. Pode-se usar a aplicação disponível no portal da Autoridade Tributária e, na abertura da mesma, escolher a opção "Declaração pré-preenchida ou anteriormente submetida". Bastará depois acrescentar e preencher o anexo SS, submetendo depois esta nova (e agora sim completa) a declaração. É de salientar que, sendo uma obrigação para todos os trabalhadores independentes, até mesmo para os que também são em simultâneo trabalhadores dependentes, estes últimos não precisam de preencher o quadro 6 do anexo, precisamente aquele onde se discriminam as entidades às quais se prestaram serviços.

O único problema é que, com uma declaração de substituição, os processos de reembolso voltam à estaca zero.

Uma situação já vista
O caso deste anexo SS (Super Secreto como o apelidou a minha estimada Cristina Pinto) levou-me a recordar o triste caso da declaração anual de IVA, que andou nas bocas do Mundo em 2008 (ver aqui). Esta declaração não implicava mais do que o somar dos valores que tinham sido já declarados às Finanças ao longo do ano e também ela era obrigatória, apesar de pouca gente o saber. Na altura, a contestação provocada por tamanha estupidez levou a que a sua obrigatoriedade fosse descartada para a grande maioria dos trabalhadores independentes e ainda à devolução do valor das coimas entretanto cobradas a quem tinha prevaricado. Mas claro, só àqueles que tinham formalmente exigido essa devolução.

Actualização (30-5-2013, 21:50)
Perante a contestação que se fez sentir relativamente a esta pouco divulgada nova obrigatoriedade, o Governo irá prolongar o prazo para de entrega do anexo SS até 30 de Junho. Esta medida não se aplica no entanto à declaração de IRS que continuar a ter de ser entregue até ao final deste mês.


quarta-feira, abril 17, 2013

Já olharam bem para as notas que têm na carteira?


Quando há alguns dias atrás pagava a minha despesa num café, o empregado que me atendeu chamou a minha atenção para o facto de a nota de 5 euros com que eu pretendia pagar ter num dos cantos duas pequenas manchas de tinta cor-de-rosa. -"Olhe que eu acho que esta nota está tintada.", disse-me ele. Embora tenha acabado por aceitar a nota, dado que as manchas era tão pequenas que levantavam muitas dúvidas sobre se realmente estariam tintadas, esta chamada de atenção revelou-se extremamente pertinente. Mas o que são afinal notas tintadas?

Muitas caixas de multibanco estão actualmente equipadas com sistemas de segurança que, em caso de abertura forçada, inutilizam as notas com recurso a tinta, geralmente magenta. As notas tingidas ficam desta forma marcadas e, de acordo com as regras não podem ser aceites como forma de pagamento, dado que serão o produto de um assalto a uma caixa multibanco.



O que se deve fazer perante notas tintadas?

Em primeiro lugar as notas tintadas não podem ser aceites como meio de pagamento. No entanto, caso tenhamos recebido uma nota e não tenhamos reparado que a mesma estava tintada, o passo seguinte será entregá-la a uma instituição bancária, Banco de Portugal ou polícia judiciária, já que estas podem ser pistas que levem à detenção dos assaltantes (A título de exemplo temos o caso de um indivíduo estado-unidense que, depois de ter assaltado uma caixa multibanco, decidiu ir investir o produto do roubo num espectáculo performativo de striptease [ver aqui]). Os bancos poderão depois trocar as notas tintadas por notas válidas, devendo a pessoa que as entregou preencher um formulário com a sua identificação.

E vocês? Já verificaram se têm alguma nota tintada na carteira?


segunda-feira, janeiro 28, 2013

Um dos mapas de Amorim Girão e Fernandes Martins que é uma verdadeira relíquia

Numa parede da biblioteca do Instituto Politécnico da Guarda encontra-se exposta uma verdadeira relíquia que há dias me chamou a atenção. Trata-se de um mapa intitulado "Ásia Política" e que refere em cabeçalho fazer parte da série de "Mapas de Amorim Girão e Fernandes Martins".


Alfredo Fernandes Martins formou-se em Ciências Geográficas na Universidade de Coimbra em 1940, tendo tido Amorim Girão como seu professor, e tendo também ele acabado por ficar na FCUP como professor. Ambos acabaram por formar uma dupla que se destacou em investigações e publicações. Este mapa é um de uma série que pretendia mostrar os 5 continentes física e politicamente mas que acabou por ficar incompleta, tendo apenas sido publicados 7 mapas.

Sobre estes mapas escreveu a certa altura Orlando Ribeiro, o "pai" da Geografia em Portugal, que "dois tipos de mapas murais podem ser utilizados no ensino: os que a isso forem destinados, obedecendo a requisitos de simplicidade e de clareza, e os mapas especializados que permitam extrair-se-lhe imagens de conjunto que o professor possa facilmente comentar e o aluno compreender. Os mapas de Amorim Girão e Fernandes Martins são os únicos aproveitáveis mas nada existe quanto a Portugal. Os alunos continuam a ter debaixo dos olhos mapas de Portugal com as bandeirinhas das batalhas pregadas em cima das vilas e cidades e os montes de areia, arrumados a um canto, que pretendem figurar as montanhas".

Este mapa mostra portanto o puzzle político da Ásia nos anos 1950, mas não só. Os autores preocuparam-se também em incluir dados demográficos e económicos que, à luz dos conceitos actuais, são extremamente curiosos.

Olhando por exemplo para a Rússia ou, melhor dizendo para a "República Socialista Federal dos Sovietes", Moscovo surge referida de forma bem aportuguesada como "Moscóvia", sendo pelo ponto que a representa perceptível que possui menos de 1 milhão de habitantes.


Mais a Sul encontramos a Índia, então ainda com as referências às cidades de Damão, Diu e ao território de Goa como possessões portuguesas.




Uma última curiosidade é o que surge no canto inferior direito do mapa: os dados económicos da Ásia na forma dos principais produtos produzidos. Entre aquilo que já sabemos da tradição asiática, ficamos a saber que, naquela época, um dos principais recursos económicos da Índia e da China era, mais que café, tabaco, cacau, borracha ou açúcar...o ópio!



sábado, dezembro 29, 2012

O caso do envelope perdido

Anteontem, ao sair do escritório a horas pouco recomendáveis, dirigi-me ao carro para voltar para casa. Era o único veículo que por ali se encontrava estacionado àquela hora e, na rua, não se via vivalma. Também, -pudera!- com o frio que se fazia sentir, qualquer pessoa no seu perfeito juízo não se atreveria a sair de casa!

Ao chegar junto do carro reparei num envelope caído no chão junto ao carro. Peguei nele e verifiquei que estava fechado embora fosse possível perceber que continha alguma coisa. Ao abri-lo deparei-me com isto:



O primeiro pensamento foi logo "Eishhh que a alguém deve estar neste momento mais ralado que queijo parmesão antes de saltar para cima de uma bolonhesa!" No entanto, logo as preocupações se dissiparam quando, ao retirar aquilo que parecia ser um maço de notas de 100 euros, constatei que na verdade alguém colocara um guardanapo com uma decoração mitológica dentro do envelope.


Ele há com cada brincalhão!...



sexta-feira, novembro 09, 2012

Novas notas de Euro já a partir de Janeiro de 2013

Numa altura em que o euro anda pelas ruas da amargura mediática, o Banco Central Europeu prepara-se para lançar uma nova série de notas: a Série Europa. A ideia parece ser fazer uma lavagem de cara às actuais notas, reorganizando os elementos que actualmente encontramos nelas e acrescentando por outro lado mais alguns elementos de segurança.

Uma alteração significativa será a inclusão de um rosto humano nos elementos ópticos de segurança. Trata-se do rosto da deusa Europa, extraído de um krater, vaso que servia para misturar vinho com água, existente no Museu do Louvre.



As primeiras notas a ser alteradas serão as de 5 euros, sendo que as restantes serão alteradas depois progressivamente nos anos seguintes. A apresentação das novas notas será feita a 10 de Janeiro de 2013, esperando-se que as novas notas de 5 euros entrem em circulação a partir de Maio.

Embora fonte do BCE tenha afirmado que a simbologia das notas ser irá manter (portas e pontes, em diferentes estilos arquitectónicos), aqui pelo Blog do Katano acreditamos que as de maior valor terão países ditos... "periféricos" uma simbologia específica que deverá ser um lago de água fresquinha rodeado de palmeiras no meio de um deserto do Sahara, uma alusão ao clássico cliché das miragens, como estas notas sem dúvida serão.

Sabiam que têm no vosso computador sistemas de segurança para impedir falsificação de notas?

Armado em esperto, decidi ir à Internet buscar a imagem de uma nota de 500 euros com vista a fazer uma foto-montagem para ilustrar a ideia do oásis que mencionei atrás. Não consegui. Acabei, pelo contrário, por descobrir que o meu computador tem um sistema de segurança que impede a manipulação de imagens de notas bancárias. Eis a mensagem com que me deparei no programa que habitualmente uso para fazer tratamento de imagens:



"Então e no Paint?", perguntam vocês. Pois bem, no Paint não há aviso tão requintado mas apenas uma mensagem de erro dizendo que é impossível colar o conteúdo da memória do computador.

Imagens: Le Figaro,  Our Money

quarta-feira, setembro 12, 2012

Evitar pórticos na A23 com o iPhone!

Aqui pelo Blog do Katano temo-nos batido desde a primeira hora contra o atentado ao Interior que foi a instalação de pórticos na A23 e A25. Se bem estão lembrados, em Novembro último publicámos uma série de artigos sobre as portagens e sobre como evitar os pórticos na A23, resultado de um trabalho de campo que então efectuámos. 

Tendo recusado adquirir o famigerado dispositivo e seguindo os meus próprios conselhos, posso afirmar que desde a instalação dos pórticos já poupei mais de 500 euros, um facto assinalável sobretudo se tivermos em conta a actual conjuntura económica.
Se quiserem ler ou reler esses artigos basta clicar num destes links:

Os preços das portagens na A23 de Abrantes até à Guarda
Como evitar portagens na A23 entre Torres Novas e Castelo Branco
Como evitar portagens na A23 entre a Guarda e Castelo Branco 
Consultar on line os pagamentos em dívida nas portagens das Ex-SCUT

Adicionalmente, o camarada Rui Sousa publicou no seu blogue Viver na cidade da Guarda um artigo no qual explicava como evitar os pórticos na A25, tarefa bem mais difícil do que na A23, diga-se de passagem.



Uma aplicação para iPhone que ajuda a evitar portagens na A23!

Há dias, fui surpreendido por um e-mail, enviado pela empresa Estrela Sustentável, esta empresa sediada na Covilhã, no qual me era dada a conhecer uma aplicação desenvolvida para iPhone destinada a ajudar os utilizadores a fugir às portagens na A23.

Não tenho infelizmente hipótese de testar esta aplicação uma vez que não possuo iPhone mas parece estar para breve o lançamento de novas versões, tanto para iPad como para smartphones Android, em cujo rol de utilizadores já me incluo. Também está prometida a inclusão de mais auto-estradas para além da A23, uma expansão que me parece obrigatória.


A aplicação tem um custo comercial de 1,59€, um preço que nos parece bem justo visto que, evitados dois ou três pórticos, a aplicação está paga.

Seja como for, o Blog do Katano oferece a possibilidade de usufruir de um conjunto de códigos promocionais, oferecidos pela Estrela Sustentável, para descarregar GRATUITAMENTE a aplicação Evitar Pórticos na A23:

JEJE7PFT3XWN / P6JLAAY3T4JJ / 3T4WF34MEW6L / MTPJFMA4HWLF / RMJ44NWXRELP / M6XAL6NXKYMT / FLLMJ6JXFF4E / N4P3MMPY4YXY / 679LWMXWP9LJ / T634R9NT4MJE


Bom proveito e... boas poupanças!

sexta-feira, março 09, 2012

EDP, sempre mais e melhor!

A EDP, desde há uns tempos Electricidade Democrática Popular, fez saber ontem que em 2011 obteve os resultados líquidos mais elevados de sempre, cifrando-se na ordem dos 1,125 mil milhões de euros, correspondendo portanto a um aumento de 4%.

Sinceramente não tenho a noção exacta do que significa uma quantia de 1,125 mil milhões de euros mas parece-me de facto um bom resultado. Basta dizer que esta quantia me permitiria, com alguma folga, adquirir umas calças de fazenda que avistei ontem numa montra da Rua da Cale e que, digo-vos já, eram bem jeitosas.

No entanto, a EDP é uma multinacional com um forte sistema de valores, sendo um deles a exigência! Apesar destes resultados, os gestores da EDP (não, não falo daqueles que lembram a equipa de ténis de mesa do Sporting há uns anos atrás) acreditam que é possível fazer mais e melhor e portanto, foi hoje anunciado o aumento do preço da electricidade a partir de Janeiro de 2013.

Nós, contribuintes abnegados, cá vamos fazendo jus ao nosso nome. Tudo pela causa!

terça-feira, novembro 08, 2011

Como evitar as portagens na A23 entre a Guarda e Castelo Branco

Com o início da cobrança das portagens a perspectivar-se (apesar dos sucessivos adiamentos, não creio que haja motivo para cantar vitória pois, mais dia menos dia, entrarão em vigor), comecei a fazer uma análise dos possíveis percursos alternativos que me permitissem evitar os pórticos entre a Guarda e Castelo Branco, localidades entre as quais tenho maior probabilidades de viajar.

Da minha análise, pude concluir que entre o Fundão e Castelo Branco será fácil usar a N18 como alternativa, sem transtorno de maior. No entanto, entre a Covilhã e a Guarda, sobretudo entre esta última e Belmonte, faz-se um regresso ao passado.

Como muitos de vocês poderão achar esta informação útil, partilho-a aqui com vocês. Eis portanto o mapa das alternativas aos troços com portagem da A23 entre Castelo Branco e a Guarda.

Troço Castelo Branco – Castelo Novo

C. Branco - Castelo Novo

Este troço não oferece dificuldades de maior na alternância entre a A23 e a alternativa que, neste caso, será a N18. Como ambas as vias seguem paralelas a uma curta distância uma da outra, é fácil alternar entre elas.

Começando em Castelo Branco, o único troço pago pode ser evitado pela N3, um sucedâneo do antigo IP2. Entrando na A23 em Castelo Branco Norte, deverá depois sair em Alcains para regressar novamente à auto-estrada na Lardosa. Terá de sair depois na Soalheira e fazer o percurso até Castelo Novo, a partir de onde terá A23 grátis até Fundão Norte, podendo utilizar os túneis da Gardunha.

Troço Castelo Novo-Covilhã Norte

Castelo Novo - Covilhã Norte

Como já referi, entrando na A23 em Castelo Novo, pode-se viajar sem pagar até ao nó de Fundão Norte / Zona Industrial, nó após o qual se encontra um pórtico. Seja como for, a N18 encontra-se a uma curta distância deste nó e, até ao nó de Covilhã Sul está sempre em boas condições, sendo que no troço que diz respeito ao Concelho do Fundão, apresenta duas vias de circulação em cada sentido. O pior são as rotundas que se encontram amiúde.

Entrando novamente na A23 no nó Covilhã Sul, a partir da rotunda do Tortosendo, pode-se circular sem pagar até ao nó de Caria (sempre pensei que fossem colocar um pórtico entre Covilhã e Caria mas ainda bem que não aconteceu), nó a partir do qual se deve deixar em definitivo a auto-estrada até à Guarda.

Troço Covilhã Norte – Guarda Sul

Covilhã Sul - Guarda

No nó de Caria, como já referi, termina a alternância entre troços pagos e não pagos, sendo que até à Guarda se encontram 3 pórticos de portagem. A única alternativa é pois sair em Caria e daí seguir para a Guarda. Saindo aqui, há duas possibilidades: ou atravessar a aldeia próxima de Malpique ou seguir na direcção de Caria até à ponte com semáforos, alternativa que é vivamente aconselhável para veículos pesados.

Pessoalmente prefiro passar pela aldeia pois isso reduz o percurso para entrar na N345. Esta estrada está em boas condições até Belmonte. A partir daí, é o regresso à N18 até à Guarda. O pior são os pontuais semáforos e os eventuais camiões na subida para a Guarda a partir do cruzamento da Benespera.

Na Guarda, ainda não confirmei se há pórtico entre os dois nós de acesso à cidade na A23 pelo que pouco posso acrescentar. Fico no entanto com a impressão que os problemas maiores colocam-se a quem queira viajar para Aveiro (nunca é demais recordar este artigo). No pólo oposto, isto é, a partir de Castelo Branco e para quem viaja para Sul, também me parece que se perspectiva uma verdadeira epopeia…

segunda-feira, novembro 07, 2011

Os preços das portagens na A23, de Abrantes até à Guarda

Este fim-de-semana constatei que já foram afixados os preços das portagens virtuais junto aos pórticos na A23, no troço entre a Gardunha e a Guarda. Entretanto, com a preciosa colaboração da Nelly, obtive também a lista de pórticos e respectivos custos até Abrantes. A surpresa não foi nada agradável, sobretudo se tivermos em conta os valores expostos.

Da Gardunha à Guarda

Quem da Gardunha conduza em direcção à Guarda irá deparar-se sucessivamente com os seguintes pórticos e custos:


Fundão Sul - 1,45 €

Caria - 1,55 €

Belmonte - 0,80 €

Guarda-Túnel do Barracão - 1,35 €


No meu caso específico, que me desloco 2 vezes por semana à Guarda, isso representaria um acréscimo de despesa na ordem dos 20,60 € por semana e dos 82,40 € por mês! Digo "representaria" porque não tenho a mínima intenção de circular pela A23 após a entrada em funcionamento das portagens.

São números que dão que pensar, sobretudo se os compararmos com aquilo que é praticado na A1, no troço entre Torres Novas e Alverca. Facilmente se conclui que a A23 parece ser uma auto-estrada de 1ª classe e a A1 uma reles auto-estrada de segunda classe, senão veja-se:


Alverca - Torres Novas: aprox. 90km autoestrada - 5,65 Eur - 0,06 €/km


Fundão - Guarda: aprox. 50km Autoestrada - 5,15 Eur - 0,10 € / km


Perante estes dados coloco duas hipóteses de justificação para a disparidade de valores:


1 - Afinal o sistema de cobrança de portagens da Scutvias não é tão automático quanto parece e, na central de controlo, há à frente de cada monitor um funcionário sinistro que vai anotando, num bloco de notas, os dados das viaturas que transpõem os pórticos sem o dispositivo electrónico de matrícula, sendo que os encargos salariais para com estes funcionários justificam estes valores cobrados.


2 - A Scutvias irá em breve substituir o actual piso da A23 por alcatrão vermelho e refazer as marcações das vias contratando para o efeito especialistas em aplicação de Talha Dourada.


Da Gardunha a Abrantes


Quem no entanto viaja para Sul a partir da Gardunha, depara-se com outro cenário não menos preocupante. Até Abrantes irá cruzar nada mais nada menos que 9 pórticos com os seguintes custos:


Soalheira - 1,20€
Lardosa - 1,10€
Castelo Branco centro/Hospital - 1,05€
Retaxo/Sarnadas - 0,90€
V.V. de Rodão - 1,45€
Fratel - 1,35€
Gavião - 1,25€
Mouriscas - 1,30€
Abrantes - 1,10€


O Fundão fica portanto à distância de 10,70 € de Abrantes! Quem como a Nelly tenha de fazer esta viagem nos dois sentidos uma vez por semana, terá uma despesa acrescida de 20,70 € por semana e de cerca de 83,90 por mês.




De Abrantes a Torres Novas


Não tenho ainda informação detalhada sobre a localização e os preços dos pórticos de portagem. O que posso avançar é que o custo agregado deste troço é de pouco mais de 4€. Se alguém tiver informações concretas, agradeço que as partilhe em comentário.



A CP oferece uma solução... no mínimo original


Curiosamente, numa altura em que a A23 se apresta a tornar-se uma solução de mobilidade muito pouco atractiva para a população, a CP decidiu introduzir uma modificação no serviço Intercidades no mínimo original, substituindo a tradicional composição por uma automotora dos anos 1970, à qual se fez um lifting para parecer mais nova.


Não há bar mas há máquinas de vending, menos casas de banho, mas também se espera que as pessoas aliviem as necessidades fisiológicas antes de subir à automotora para facilitar a deslocação da mesma, e o sistema de suspensão traz de volta uma sonoridade que até agora apenas residia nas recordações melancólicas de outras eras.


A justificação dada pela CP para a adopção desta medida foi de que a A23 provocou nos últimos anos o decréscimo dos passageiros na linha da Beira Baixa tornando-a pouco rentável. Portanto, num momento em que se apresenta uma oportunidade de ouro para angariar e fidelizar passageiros, a CP faz exactamente o oposto e desinveste. A justificação perante este evidente contra-senso foi de que, se numa primeira fase, a introdução das portagens iria de facto trazer de volta muitos passageiros, este número entraria inevitavelmente em declínio lá mais para a frente...


Entretanto, estou curioso para saber o que fizeram entretanto os deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Castelo Branco que, no seu programa eleitoral, incluíram um parágrafo que garantia que iam procurar fazer com que a A23 tivesse preços de acordo com a realidade sócio-económica da região...


Próximo artigo: O que fazer na A23 para evitar as portagens




terça-feira, maio 17, 2011

O tipo que vivia do RSI e que fazia biscates por fora

"Oh amigo! Oh amigo!...". Um indivíduo que eu não conhecia atravessava calmamente o estacionamento acenando na minha direcção. Percebendo que falava comigo, carreguei o último saco de compras no carro e esperei que o dito indivíduo chegasse junto a mim.

Na sua abordagem, deu logo a entender que era um sujeito sem rodeios e que tinha mais que fazer: -"Olhe, eu vou directo ao assunto para não perdermos tempo. Eu moro em Castelo Novo, sabe onde é?".

-"Sim...", respondi eu com algumas reservas.

-"Então é assim: eu moro sozinho, tenho uma casa pequena que só tem um radiozinho e como uma sopita que todos os dias tenho de ferver para não azedar, está a ver?"

-"Sim...", respondi novamente, embora achando que a abordagem que não estava a ser tão directa quanto havia sido prometido. Ainda para mais, sabia por experiência própria, que o processo normal em situações análogas passava geralmente pelo simples pedir de "uns trocos" ou de "umas moeditas", nunca havendo lugar para a exposição da realidade socio-económica do indivíduo. Os únicos que permitem ocasionalmente um lamiré sobre esse aspecto particular das suas vidas são geralmente os cidadãos de origem romena mas fazem-no por escrito com recurso a folhas A4 plastificadas, que apresentam aos transeuntes que vão abordando.

Seja como for, o indivíduo depressa interrompeu as minhas reflexões:

-"Eu governo-me com o Rendimento Mínimo e de vez em quando faço uns biscates também. Pronto, eu sei que não devia dizer isto, mas é a realidade."

Para logo de seguida acrescentar:

-"Pronto, a situação é que há ali uma aparelhagem na Worten que custa 100 euros. A ideia era, você vinha lá comigo, preenchia o cartão Worten e depois combinávamos, por exemplo uma vez por mês, para nos encontrarmos ou você passava lá em casa - se quiser pode ir comigo ver onde é que moro - e eu ia-lhe dando o dinheiro aos poucos. Pode ser?"

Mal terminou a frase, tive de morder o lábio para reprimir uma gargalhada que ameaçava soltar-se. Juro que não foi fácil. Aqui estava eu, perante um indivíduo que vivia sustentado pelo RSI, fazendo também biscates por fora, e que, apesar de viver numa situação financeira precária, tinha decidido endividar-se, ao invés de procurar poupar, para usufruir de um bem que não lhe era de forma alguma essencial. Um verdadeiro estandarte nacional em forma humana, portanto.

Retorqui-lhe apenas com um cordial "Oh amigo, você aqui não se safa. Desejo-lhe boa sorte." e despedi-me dele com duas palmadinhas nas costas.

Já dentro do carro, olhei na direcção de outro que se encontrava estacionado na fila da frente. No seu interior, uma mulher falava ao telemóvel ao mesmo tempo que vigiava com alguma inquietação o indivíduo que, encostado ao carro do lado, olhava fixamente para ela, esperando que terminasse a chamada e saísse do carro, para lhe dar a conhecer a sua situação sócio-económica e para lhe pedir uma aparelhagem de 100 euros que estava na Worten.


quarta-feira, maio 11, 2011

El Pasatempo - Uma árvore genealógica que todos os nossos economistas e políticos que nos governam deveriam conhecer

Em Betanzos, uma povoação galega, sede de concelho e situada perto d'A Corunha, onde para além de um centro histórico simpático, existe ainda um parque temático conhecido como El Pasatempo que é único no seu género.

Trata-se de um "parque enciclopédico", construído no final do século XIX/início do século XX por 2 irmãos, os García Naveira, beneméritos nascidos em Betanzos que, após fazerem fortuna no estrangeiro, regressaram à sua terra Natal onde decidiram contribuir para o bem-estar dos seus conterrâneos, construindo escolas, obras de assistência social e este parque, no qual incluíram alusões às maravilhas que encontraram nas suas viagens à volta do Mundo, isto para além de várias lições sobre os aspectos do quotidiano.

Entre as referências à pirâmide de Quéops, ao canal do Panamá ou ainda a reconstituição de uma gruta, com estalactites e estalagmites, é possível encontrar esta curiosa árvore genealógica do Capital:

Vendo associados ao Capital, termos como "constancia", "ahorro", "firmeza", "honor", "economia", "trabajo", "orden", "prevision", "entendimento", "voluntad", "caracter" e "rectitud", leva-nos a colocar a questão: Serão os nossos governantes demasiado evoluídos ou estes irmãos García Naveira é que eram mesmo do século passado?

terça-feira, março 29, 2011

Ainda sobre a mudança para a Hora de Verão

Definitivamente, a mudança de hora deixa-me mal disposto e não consigo perceber se isso é fisiológico ou se é pela irritação amarga de perder uma hora de fim-de-semana. Claro que em Outubro "recuperamos" essa hora mas fico sempre com as mesma sensação incómoda de que algo não está bem. É um pouco como aquela sensação de, durante uma viagem, termos a sensação de que nos esquecemos de algo mas não sabemos o quê.

Mas porque é que temos de mudar de hora duas vezes por ano? Justifica-se? Na génese desta medida (apenas político-económica e nada tem a ver com ciclos astronómicos) esteve a ideia de poupar energia ajustando os horários à duração da luz solar. Aliás, já tivemos a oportunidade de constatar até que ponto as perspectivas económicas em relação à mudança de hora são capazes de chegar, quando, por uma questão de unificação horária com a Europa Central, o Governo decidiu manter a hora de Verão o ano inteiro, isto quando a hora "natural" de Portugal, é a hora de Inverno. Não tenho bem a certeza mas creio que houve muito boa gente que chegou a ir para as aulas e para o trabalho ainda em pijama, dado ter de sair de casa ainda com noite cerrada.

Portugal, aliás, aderiu à mudança de hora em 1916, em plena I Guerra Mundial, sendo esta questão gerida actualmente pela UE. No entanto, de acordo com com Bruxelas (citando o Courrier Internacional), obtém-se uma poupança energética de 0,1 a 0,5% nos países do Sul da Europa, algo que seria largamente suplantado pela implementação de boas práticas de conservação energética, poupando-se assim perturbações no bio-ritmo da população.

O blogue Persuacção criou uma página que é uma referência sobre a mudança de hora e que vale a pena visitar, apresentando e fundamentando ao mesmo tempo a ideia de que esta medida pouca ou nenhuma vantagem traz. Adicionalmente propõe uma petição solicitando o fim da mudança horária em Portugal.

E desse lado? A mudança de hora não vos afecta?



sexta-feira, março 25, 2011

A situação política e económica em Portugal vista por um estrangeiro

Ultimamente tenho-me tornado cada vez mais um visitante assíduo da Al Jazeera on-line, acompanhando a par e passo os relatos acerca do que vai acontecendo nos países do Norte de África e do Médio Oriente, e posso dizer que estou extremamente impressionado com a qualidade do serviço informativo prestado por esta estação televisiva.

Nos últimos dias, a Al Jazeera tem acompanhado também a situação político-económica em Portugal através dos seus correspondentes europeus. Entre as várias peças acerca do nosso cantinho à beira-mar plantado, descobri esta crónica, da autoria de Barnaby Phillips (correspondente europeu no Reino Unido), que relata a sua viagem de ontem a Lisboa e na qual faz o retrato de um país desiludido, ansioso e receoso à beira do colapso. Tomei a liberdade de a traduzir pois vale a pena ler.


Apanhei um táxi do aeroporto para o meu hotel no centro de Lisboa e pedi recibo ao condutor.

Ele era um homem amigável e tínhamos tido uma conversa interessante. "Quanto quer que lhe ponha no recibo?" perguntou-me, com um sorriso e um piscar de olho.

Depois da fria e respeitável Londres, foi o recordar de que me encontrar num lugar -como dizê-lo?- talvez mais mediterrânico (com o devido pedido de desculpas se ofendi alguém).

De facto, Lisboa é uma das minhas cidades favoritas. Adoro os bairros antigos agarrados às encostas das colinas, a arquitectura e os pequenos eléctricos que andam para cima e para baixo nas ruas com calçada.

Sou fascinado pela história e pelas ligações coloniais com Angola e Moçambique. As pessoas são gentis e generosas, a comida é óptima.

Mas não há lugar para equívocos em relação ao estado de humor, desta vez; uma mistura de ressentimento fervilhante em relação aos políticos portugueses e uma cruel resignação perante o facto de o pior estar ainda por vir.

Já senti este estado de alma antes; lembra-me a Grécia durante os primeiros meses de 2010, à medida que o país caía na bancarrota.

Está presente o mesmo cinismo em relação aos que se encontram no poder, o mesmo sentimento de desamparo e frustração... (e, atrevo-me a dizê-lo, a mesma tendência criativa em relação a alguns aspectos de contabilidade).

Em alguns aspectos, Portugal encontra-se numa situação ainda pior.

Pelo menos a Grécia, sob a liderança do Primeiro Ministro George Papandreou, elegeu recentemente um governo com um mandato forte que lhe permitiu tomar acções firmes para salvar a economia.

Portugal está à deriva após a demissão do Primeiro Ministro José Sócrates.

As eleições podem estar a semanas de distância e podem ser inconclusivas.

É certo que a dívida e o défice de Portugal são menores do que os da Grécia.

Também é verdade que os bancos se encontram em melhor situação do que os da Irlanda ou da Espanha.

Contudo, os problemas económicos são aqui muito profundos; o mercado de trabalho é inflexível e há pouca inovação.

Hoje visitei uma uma empresa de Tecnologias de Informação, dirigida por um grupo de jovens empreendedores portugueses.

Todos eles eram extremamente brilhantes e a empresa está a portar-se bem.

Mas eles partilharam o seu desagrado e sentimento de alienação em relação os políticos do país e o seu sentimento de desespero ao verem cada vez mais colegas seus a procurar emigrar para o Norte da Europa e para os EUA.

Hoje, o metropolitano de Lisboa estava em greve. Ontem eram os ferries. Amanhã serão os comboios.

Será uma maré crescente de inquietação industrial à medida que as medidas de austeridade se tornam mais severas?

Talvez, embora Lisboa não tenha a tradição de protestos de rua dramáticos de Atenas.

Sendo assim, para onde vamos a partir daqui?

Os mercados financeiros claramente não acreditam que Portugal consiga o crescimento necessário para lhe permitir saldar as suas dívidas e há agora imensa especulação sobre o país vir a necessitar de um resgate na ordem dos 70 biliões de euros.

Isto irá levantar mais questões acerca do futuro das fracas economias periféricas da Zona Euro e reavivar os receios de contágio que possam afectar economias maiores como a da Espanha.

Infelizmente, a lição que se tira de Portugal, da Grécia e da Irlanda, é que optar pelo resgate não singnifica necessariamente o fim das aflições do país.

Pelo contrário, é apenas o início de um novo capítulo, num longo e doloroso processo de reforma.


segunda-feira, março 14, 2011

Golfe, o desporto nacional, a seguir ao futebol e à sueca

Provando que realmente se preocupa com a saúde e o bem estar dos portugueses, o Governo prepara-se para baixar a taxa de IVA associada ao golfe de 23% para 6%, tendo ao que parece já enviado uma carta registada e com aviso de recepção a Angela Merkel, solicitando a devida autorização. Esta medida já está a ser bastante saudada pela esmagadora maioria dos cidadãos da classe média-a-caminho-da-baixa-não-tarda-nada.

Isto vem de certa forma acalmar a preocupação dos cidadãos após a recente subida da taxa de IVA nos ginásios para 23% e após os rumores crescentes de que o Governo poderia deixar de comparticipar tratamentos relacionados com obesidade.

Um grupo de beneficiários do Rendimento Social de Inserção, ex-estivadores desempregados, não consegue esconder a sua felicidade após as notícias de que o Governo se prepara para baixar o IVA do golfe, modalidade da qual são profundos adeptos e praticantes de longa data. Joaquim, mais à esquerda na foto, confessou-nos ser um adepto de Tiger Woods. "O Tiger é o maior! Acerta nos buracos todos!"

Actualmente, o golfe é uma modalidade com grande popularidade em Portugal, sendo o desporto mais praticado pelos portugueses, logo a seguir ao futebol, à sueca e ao dominó. Fonte oficial de uma claque de um clube de futebol nacional manifestou já o seu "profundo regozijo por uma medida que vai tornar ainda mais popular este saudável desporto".

segunda-feira, março 07, 2011

Encontrar os combustíveis mais baratos em Espanha

Numa altura em que os combustíveis estão já a atingir preços tais que já começa a ser encarada como sendo de bom gosto a oferta de garrafinhas de gasóleo bem decoradas, como prendas de aniversário ou de Natal, é bom recordar que existem na Internet sítios de referência para encontrar os preços de combustível mais baratos próximos de nós, como oportunamente aqui publicámos em 5 de Janeiro último (Clicar aqui).

Por sugestão oportuna do Paulo Martins (obrigado, Paulo!), e já que compensa -e muito!- ir ao país vizinho abastecer, apresentamos um site onde é possível localizar os postos de abastecimento de combustível espanhóis, assim como procurar quais os que oferecem melhores preços.


Trata-se do "Geoportal", um site da responsabilidade do "Ministerio de Indústria, Turismo y Comercio" de Espanha disponível em várias línguas, entre elas o português, que permite fazer pesquisa através de um mapa ou por pesquisa através de parâmetros personalizáveis.

É de facto um site fundamental para quem mora perto das zonas fronteiriças ou para quem planeie fazer uma viagem até Espanha e que apenas tem como falha grave o facto de não apresentar a localização dos pontos de venda e os preços dos belos caramelos Solano ou do Torrão de Alicante.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Assalto a carrinha de transporte de valores rende 50 litros de gasóleo

Foi com grande violência que esta manhã, numa estrada erma da zona da Gardunha, um grupo de homens armados assaltou uma carrinha de transporte de valores. Felizmente não há feridos a registar mas a carrinha, essa, ficou sem pinga de gasóleo..

"Era gente que sabia ao que vinha e que tinha a lição bem estudada!". É com estas palavras que, ainda visivelmente emocionado, Teotónio (nome fictício), o motorista da carrinha, descreve o que se passou. Também Sesinando (nome fictício), outro funcionário que viajava na carrinha, não esconde a emoção. "Deviam ser uns 4 ou 5, todos armados e pareciam dispostos a tudo! Pensei que ia desta para melhor. Só conseguia pensar na minha mulher coitadinha, que está desempregada!".

Segundo Teotónio o ataque foi muito rápido e demonstrou uma preparação cuidada. "Obrigaram-nos a parar e, em menos de um fósforo, arrombaram a tampa do depósito e, com um tubinho, tiraram o gasóleo todo que devia ser à vontadinha uns 50 litros! Não ficou nem pinga! Até roubaram o meu isqueiro quando perceberam que era a gasolina e estava a ver que levavam também o Sesinando que, como não usou os toalhetes nas bombas de combustível, tinha as mãos a cheirar a gasóleo. Dos valores que estavam na carrinha nem quiseram saber!".

Procurámos contactar a Polícia Judiciária para obter uma declaração oficial mas desistimos quando nos foi dito que teríamos de pagar previamente a Taxa de Obtenção de Declarações Oficiais e que esta não é dedutível no IRS.

Seja como for, esta é sem dúvida uma notícia preocupante para as empresas de transporte de valores que poderão estar a braços com um novo tipo de ameaça.

Fotografia (editada com total ausência de bom gosto): Alentejo Magazine

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Onde consultar os preços dos combustíveis e descobrir os mais baratos

Nos últimos dias, temo-nos visto obrigados a fazer mais uns furinhos no cinto, de modo a apertá-lo um bocadinho mais, correndo inclusive o risco de comprometer bom funcionamento do nosso tracto intestinal.

Se há sectores que fazem com que o contribuinte comum se sinta como uma das personagens coadjuvantes do arquitecto Tomás Taveira na longa metragem que fez sucesso nos anos 1980, um deles é sem dúvida o sector dos combustíveis, sector esse cuja política de preços subverte completamente o velho adágio popular, segundo o qual para baixo todos os santos ajudam.

Já anteriormente aqui havíamos deixado a referência a dois sites onde podem encontrar os combustíveis mais baratos mas, honrando o espírito de Serviço Público que de vez em quando nos move, voltamos aqui a fazer referência a eles.


Mais Gasolina


Na Internet desde 2005, é mantido pelo voluntariado dos seus webmasters e dos utilizadores registados, que vão actualizando os preços dos combustíveis dos postos de abastecimento das suas zonas de residência. Tem ainda um comparador de preços médios das principais gasolineiras sendo as mais caras a Galp, a BP e a Repsol. Disponibiliza ainda ferramentas para incorporar em dispositivos móveis. O site encontra-se em www.maisgasolina.com


Preço dos Combustíveis Online

Implementado pela Direcção Geral de Geologia em Fevereiro de 2009, este site permite a pesquisa de informação acerca dos postos de combustíveis segundo vários critérios, seja por pesquisa geográfica, seja por introdução de uma determinada rua (via Google Maps) ou ainda uma pesquisa mais criteriosa por tipo de combustível, marca ou tipo de posto.
O site encontra-se em www.precoscombustiveis.dgge.pt.

Será relevante cruzar informação dos dois sites para ter a certeza de que a informação está devidamente actualizada. Seja como for, são sem dúvida uma ferramenta extremamente útil no planeamento de uma viagem e, principalmente, na preservação do estado de saúde dos nossos bolsos. Experimentem e digam o que acharam.

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