sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Divulgação: Colóquio - Os Segredos do Subsolo no Concelho do Fundão
terça-feira, junho 22, 2010
Porque há ruínas que não servem para o Turismo
Determinante na promoção da oferta turística tem sido a acção do Turismo de Portugal, criador de conceitos tão revolucionários como o sui generis Allgarve, reinventando toda uma região para grande orgulho dos allgarvios, ou de roteiros que comparam uma viagem entre Alcobaça e Tomar à saga da Demanda do Graal.
Evidentemente, também é feita a promoção de vários conjuntos de ruínas, como Conímbriga e Briteiros entre outros. Agora, o que poucos sabiam, é que o Turismo de Portugal também faz questão de assinalar as ruínas que não devem ser visitadas. Isso mesmo pôde ser constatado durante uma das últimas chuvadas na distinta vila de Caria, conforme se apresenta nos instantâneos abaixo. Quem, motivado pela obsessão em visitar ruínas, se pudesse sentir tentado a explorar este novo conjunto, depressa era demovido pela mensagem taxativa que rodeava o local.
Quem disse que a minúcia é um dom exclusivo dos germânicos?

Este autor agradece à sua entidade patronal o gentil fornecimento destes instantâneos, obtidos nitidamente através de uma invulgar mestria e com um enquadramento e uma luminosidade notáveis.
domingo, maio 30, 2010
O Cabeço das Fráguas
Como previsto, o dia de ontem foi dedicado a uma caminhada até ao Cabeço das Fráguas, no limite entre o Concelho da Guarda e o Concelho de Sabugal, concretizando finalmente um regresso já muito ansiado a esse fantástico local.
A vertente escolhida para abordar o monte foi a vertente Oeste, não necessariamente fácil como a vertente Norte, caracterizando-se por uma forte pendente que, aliada ao Sol e ao calor que se faziam sentir, tornou o percurso algo difícil.
Têm por isso a minha simpatia os que, apesar de numa primeira instância se mostraram interessados em participar, terem depois mudado de ideias perante o percurso.
Benespera
Antes de iniciarmos a caminhada, houve tempo para uma pequena paragem na aldeia de Benespera. Agora subjugada pela A23, a aldeia vive na expectativa do regresso da ligação ferroviária que, até há algum tempo atrás, já só se fazia por automotora, tendo em conta o estado em que se encontrava a linha férrea.
Fica a memória romântica do actual apeadeiro a partir do qual se tem uma vista muito interessante sobre a aldeia, apesar do “corte” da A23 na paisagem.
Digna de registo é a impressionante ponte ferroviária sobranceira à aldeia, que ainda ostenta a data da sua construção: 1890.
O Cabeço das Fráguas
Com 1015 m de altitude, o Cabeço das Fráguas é um enorme bloco granítico que se avista a quilómetros de distância, destacando-se pela sua forma imponente. Não há caminhos para o topo, pelo que o acesso é algo difícil, embora na vertente Norte a inclinação seja mais suave.
Não tem vegetação a não ser vegetação rasteira e arbustiva o que dificulta ainda mais a subida, nesta altura do ano, pela ausência de sombra.
No entanto, todas as dificuldades da subida se esfumam perante a vista que se alcança ao chegar ao topo, sendo possível observar o território que se estende da Serra da Estrela até à raia espanhola.
Vídeo panorâmico
Clique e arraste para ver a paisagem a 360º
Para visualizar, é necessário ter o Apple Quicktime. Infelizmente parece só funcionar em Internet Explorer.
Ao longe, a Serra da Gardunha, a Maúnça e a Estrela, sendo ainda possível avistar Belmonte e, mais atrás, a Covilhã.
Para Sudeste, o Sabugal e a Serra da Malcata.
Um olhar sobre a raia em direcção a Espanha
O monte faz bem jus ao seu nome. O granito está omnipresente em caos de blocos que a natureza esculpiu aqui e ali em formas curiosas. Aqui tudo se viu. Desde um coelho, até um pinguim passando por um dos robôs maléficos do Exército Dourado do filme Hellboy 2. A criatividade na interpretação terá sido ajudada sem dúvida pela incidência solar.
O Castro e o Santuário
Mais que pela paisagem que do seu topo se avista, o Cabeço das Fráguas é conhecido pelos vestígios arqueológicos que nele se encontram.
No seu cume, encontram-se vestígios de ocupação humana do século VIII a.C. até ao século I d.C., altura em que o povoado que aqui existia terá sido abandonado.
Derrube de construções no interior do perímetro muralhado.
No centro deste povoado, com uma linha de muralhas exteriores e uma mais interior, situava-se um importante santuário ao qual deveriam afluir ciclicamente os habitantes da região.
A actividade religiosa desse santuário está aliás atestada por uma inscrição muito peculiar, gravada numa laje, a “Laje da Moura”, junto a um conjunto de construções, posta à luz do dia pelos trabalhos arqueológicos, que poderiam pertencer ao templo.
Aspecto dos trabalhos arqueológicos. As estruturas descobertas, divisões circulares e rectangulares de várias épocas, foram protegidas com geotêxtil para impedir a sua degradação durante o período invernal.
Esta inscrição evoca o sacrifício de vários animais a diferentes deuses, de diferentes hierarquias, sendo o seu interesse ainda maior pelo facto de conter a língua que se convencionou chamar de lusitana, escrita em caracteres latinos.
Assim, aos deuses Trebopala, Labbo, Iccona Loiminna, Trebarune e Reva foram consagrados respectivamente uma ovelha, um porco, uma ovelha prenha, uma ovelha “de qualidade” e um touro.
É curiosa a similaridade de termos desta língua pré-romana com o nosso actual português, “TAVROM” para Touro e “PORCOM” para Porco.
Já depois de termos deixado o Cabeço para trás, devidamente dotados de uma nova coloração ao estilo “lagosta”, impôs-se uma visita ao Museu da Guarda para visitar a exposição, que hoje termina, dedicada aos resultados das investigações e aos achados no Cabeço das Fráguas.
No centro da sala encontrava-se a reprodução da laje com a inscrição, feita através de levantamento por sistema laser.
Não podia acabar sem o insólito do costume…
Estando no Cabeço das Fráguas, aproveitámos para nos dedicarmos ao Geocaching, tendo encontrado a cache local em questão de minutos.
A caixa continha vários objectos, o logbook e um panfleto que contava a história do local e continha uma descrição da inscrição rupestre, algo digno de aplauso visto que traz valor acrescentado à visita.
O pior foi quando, ao abrir o panfleto, verificámos que este estava ilustrado com uma fotografia bem sugestiva do Cabeço das Fráguas… que havia sido tirada por mim numa das minhas visitas anteriores. Exactamente esta foto.
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Embora não tenham tido a delicadeza de mencionar a autoria da foto, pelo menos há que louvar o bom gosto de quem elaborou o panfleto.
Imagem da inscrição retirada daqui
terça-feira, maio 25, 2010
Caminhada e piquenique no Cabeço das Fráguas
O Cabeço das Fráguas sempre exerceu em mim um fascínio difícil de explicar. Talvez seja o peso da História que ali se sente, ou os segredo que aquele monte teima em guardar apesar da curiosidade humana, ou talvez seja ainda a espectacular paisagem que se avista desde a Serra da Estrela até terras de Espanha. quarta-feira, abril 21, 2010
Conímbriga em 3D - Viagem no tempo a três dimensões
domingo, abril 11, 2010
Divulgação: I Jornadas de Arte Pré-Histórica do Sudoeste Europeu

quinta-feira, março 18, 2010
Quando um livro com 84 anos nos faz revisitar o que pensávamos conhecer
Trata-se de um livro dedicado às cidades romanas do vale do Ródano nas quais inevitavelmente se incluem capítulos dedicados a Nimes e Orange, cidades que ainda hoje ostentam monumentos impressionantes da época romana, classificados pela UNESCO. É interessante comparar o estado de conservação dos monumentos em 1926, apresentados nas fotografias e ilustrações do livro, com o que encontrei em 2007.
É contudo na comparação com a sua configuração na Idade Média, em que foi adaptado a torre de vigia como já referi, que as diferenças saltam à vista. Este não foi um caso virgem em termos de adaptação pois existem vários outros casos de arcos romanos incorporados em fortificações. A reconstituição hipotética ajuda a dar uma ideia provável do que seria o seu aspecto original.terça-feira, fevereiro 16, 2010
Uma janela para o passado
terça-feira, janeiro 26, 2010
Serão os restos mortais de Leonardo da Vinci idênticos ao sorriso da Mona Lisa?
É essa a questão a que alguns investigadores italianos vão procurar responder quando abrirem o túmulo situado no Castelo de Amboise, situado na região da Loire em França, para tentar encontrar o crânio de Leonardo da Vinci. O objectivo será reconstruir o rosto do "mestre" e compará-lo com o retrato de Mona Lisa para testar a hipótese de este poder ser na verdade um auto-retrato de Leonardo da Vinci. Uma interessante possibilidade a juntar-se a outras como poder tratar-se da mãe de Leonardo ou da esposa de um mercador florentino.terça-feira, dezembro 22, 2009
Exposição "Memórias do Vale" oficialmente inaugurada


domingo, dezembro 20, 2009
Exposição "MEMÓRIAS DO VALE" - Página Oficial no Facebook

Já está disponível no Facebook a página oficial da Exposição "Memórias do Vale" que amanhã é inaugurada no Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, no Fundão, onde estará patente até 26 de Fevereiro de 2010.
sábado, outubro 17, 2009
O Centro Interpretativo de Arte Rupestre da Barroca



quarta-feira, setembro 23, 2009
O Museu do Penico / El Museo del Orinal - Ciudad Rodrigo
Estar num estabelecimento público, necessitar urgentemente de acesso a instalações sanitárias e constatar subitamente que estas não existem ou não estão acessíveis é sem dúvida o protótipo de uma das situações mais aborrecidas com que um cidadão se pode deparar.
Pois bem, no museu que hoje proponho esta situação afigura-se pouco provável visto que todo ele é casa de banho. Fundado em 2007, o Museu do Penico encontra-se instalado no Seminário de São Cayetano (claro!), junto à Catedral de Ciudad Rodrigo, a cerca de 30km da fronteira de Vilar Formoso.
Fruto do esforço de José María del Arco, o Museu do Penico abriga 1.300 peças diferentes provenientes de 27 países diferentes entre eles Portugal, tendo sido a maior parte deles oferecidos ao proprietário.
Uma proposta diferente e a oportunidade de admirar um aspecto original do legado histórico dos nossos antepassados e não se preocupem os mais receosos pois por legado histórico apenas nos referimos aos penicos.
sábado, setembro 19, 2009
Museu da Imprensa do Fundão
O Museu d'Imprensa e Typographya Fundão, a funcionar no 1º piso do antigo Casino Fundanense em frente à Câmara Municipal, convida-nos a percorrer a história da tipografia desde as primeiras expressões escritas do Homem na forma de gravuras rupestres, passando pelos trabalhos pioneiros dos chineses no campo da tipografia e por Gutenberg, até à actual comunicação de massas.
A exposição é sóbria e agradável, promovendo uma relação estreita entre os visitantes e as letras como elemento fundamental da génese da palavra escrita. Todo o espaço está bem organizado e contém um conjunto diverso de maquinaria que, na sua época, foram o topo de gama da tecnologia da impressão. Uma reprodução do Prelo de Gutenberg em madeira é uma peça que merece destaque e que impressiona pelas suas dimensões.
De negativo, saliento contudo alguns aspectos. O museu passa despercebido pois, na fachada do edifício onde se encontra, não há qualquer referência à sua existência. Já no interior, alguns autocolantes com informação estão descolados e, no que diz respeito à informação, alguns termos técnicos não estão explicados o que pode tornar a aprendizagem mais difícil para os visitantes menos esclarecidos. Aspectos a rever no sentido de melhorar mais ainda um espaço interessante e que bem merece uma visita.
terça-feira, setembro 15, 2009
Das Portas do Ródão ao "Castelo do Rei Wamba"
A Sul de Castelo Branco, no concelho de Vila Velha de Ródão, encontramos as famosas Portas do Ródão, um impressionante estreitamento do Rio Tejo classificado como Monumento Natural e integrado no Geopark Naturtejo que não deixa ninguém indiferente. Isto embora a construção da barragem a jusante lhe tenha retirado a sua espectacularidade de outros tempos como se pode ver na foto abaixo.




















