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segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Bem-vindos ao mais pequeno estado soberano do Mundo!

Esqueçam o Vaticano, os atóis do Pacífico, San Marino, Mónaco ou até a ilha da Madeira. O mais pequeno estado soberano do Mundo situa-se no local mais improvável, ao largo do estuário do Tamisa, e tem menos de meio século de história mas é uma história tumultuosa, tendo inclusive sido palco de uma guerra civil. Sejam bem-vindos ao glorioso Principado de Sealand!

Durante a II Guerra Mundial, o governo britânico decidiu reforçar as defesas costeiras com a construção de uma série de fortalezas ao largo do estuário do rio Tamisa. Tratava-se na prática de uma série de plataformas dotadas de radares e artilharia para protecção anti-aérea e marítima, guarnecidas por algumas centenas de soldados. 

Após o fim da guerra, esses fortes acabaram por ser abandonados até que, já nos anos 60, alguns foram ocupados por estações de rádio piratas. Londres não achou piada à ideia de ver instalações governamentais ocupadas por estações de rádio ilegais e moveu uma perseguição legal  que obrigou ao seu encerramento. 

Um deles, um major do exército reformado temperamental chamado Roy Bates, decidiu não baixar os braços e mudou a sua estação, a Radio Essex, para o forte de Roughs Tower que tinha a particularidade de se situar fora do limite das águas territoriais britânicas. Não contente, declarou a independência da plataforma a 2 de Setembro de 1967 (no dia do aniversário da sua esposa), rebaptizando o forte. Nascia assim o Principado de Sealand, um território com 550m2 governado pelos príncipes Roy e Joan Bates e com constituição, moeda, passaportes, cartões de identidade, bandeira e hino próprios. Tem actualmente até uma equipa de futebol com palmarés internacional (ver aqui) obtido de forma dramática.


Eis o Principado de Sealand em todo o seu esplendor!

Dado que o príncipe Roy faleceu em 2012, a chefia do estado é actualmente assegurada pelo seu filho Michael.

Tiros, insultos e... guerra civil!

Mas nem tudo foi pacífico no processo de emancipação de Sealand. Primeiro ocorreu um incidente com uma embarcação inglesa em 1968, que levou a que fossem disparados tiros de aviso a partir da plataforma e que só não deu em nada porque os tribunais britânicos alegaram não ter jurisdição sobre um território extra-territorial. Depois houve outro incidente envolvendo um helicóptero que sobrevoou Sealand, insultando os seus moradores. Mas isto foi apenas o prenúncio de algo muito mais grave.

Em 1978, aproveitando o facto de apenas se encontrar em Sealand o príncipe herdeiro Michael, um grupo de mercenários alemães e holandeses liderados por Alexander Achenbach, primeiro-ministro de Sealand, ocupou o país e fez o príncipe refém. Foi um erro crasso. A partir de Inglaterra, o príncipe Roy Bates, então com 60 anos mas com o mesmo feitio temperamental de sempre, formou uma força expedicionária com um grupo de amigos, naquilo que foi uma mobilização sem precedentes na história das forças armadas sealandesas, e voou até Sealand num helicóptero pilotado por John Crewdson, piloto, actor e duplo de vários filmes de acção, entre eles "James Bond - Ao serviço de sua majestade". 


Os prisioneiros exibidos pelo Príncipe Roy.

Após um aceso tiroteio, Sealand foi recuperado e os ocupantes foram feitos prisioneiros, tendo sido libertados apenas 7 semanas depois, na sequência da visita de um diplomata alemão. Alexander Achenbach acabou por fundar o Governo Rebelde de Sealand, que reclama até hoje o estatuto de governo legítimo do território, a partir do exílio na Alemanha. Estabelecida a paz, estava aberto o caminho para a paz e prosperidade.





A economia de Sealand ou como adquirir um título nobiliárquico a bom preço

Embora tenha recusado uma oferta de compra por parte do site de downloads piratas Pirate Bay, Sealand encontrou outras formas de rentabilizar o território como a fundação da Haven Co (ver site), uma empresa de serviços de alojamento de sites com conteúdos não abrangidos pela legislação internacional. Após algumas peripécias que levaram ao seu encerramento, a empresa retomou a sua actividade e, numa altura em que tanto se fala nisso, promete até proteger os dados da espionagem da NSA (ver aqui). Falou-se também na possibilidade da Wikileaks mudar os seus servidores para Sealand, o que acabou por não se concretizar. Há no entanto outras fontes de rendimento.

Apesar do turismo de massas não ser viável em Sealand, é no entanto possível comprar partes do território a 19,99£ a peça na loja on line embora o stock seja extremamente limitado. Também no mesmo sítio se vendem selos postais, moedas, endereços de e-mail e merchandising diverso e last but not the least, títulos de cidadania e títulos nobiliárquicos. Assim, qualquer pessoa se pode tornar sealandês ou mesmo barão, lorde, conde ou cavaleiro de Sealand o que, em termos de utilidade prática, não é menos que os títulos nobiliárquicos que se ostentam cá pela nossa República, mas pode causar boa impressão entre os amigos. Até consigo imaginar a minha entrada na próxima festarola a ser anunciada: -"Senhoras e senhoras, eis David Caetano, filho de Luís, filho de António, filho de João, e ilustre Cavaleiro de Sealand!".

Fotos:
Brasão de Sealand e fotografia geral do território do Principado de Sealand: Wikipédia
Prisioneiros: Bob Le-Roi

Links:
Principado de Sealand - http://www.sealandgov.org/
Principado de Sealand no Facebookhttp://www.facebook.com/PrincipalityOfSealand
Governo Rebelde de Sealand - http://principality-of-sealand.eu/
Obituário do príncipe Roy (Daily Mail) (The Guardian)

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Os medos de Assunção Esteves (com vídeo e tradução)

No início do ano, a Rádio Renascença foi ouvir aquela que é a 2ª mais importante figura do Estado Português, a Sra Presidente da Assembleia da República, para saber quais eram os seus desejos e medos para 2014. O depoimento ficou registado na forma de um vídeo que só hoje tive oportunidade de ver.

Este vídeo, posso-vos dizer, consiste em 3'36'' de um tremendo exercício criativo de utilização da Língua Portuguesa, exercício esse que nos faz perceber que certas personalidades, como o ex-Presidente da República Jorge Sampaio e o treinador de futebol Manuel Machado, não são afinal tão especiais como nós julgávamos que eram.

Vi e revi o vídeo e, usando palavras da protagonista, devo dizer que inconsegui o percebimento pleno da mensagem, o que me remete de certa forma a um nível frustracional. Seja como for, como sou contra o egoísmo (especialmente no que toca à castração, seja ela pessoal ou colectiva), aqui fica o trecho mais saboroso do depoimento da senhora Presidente da Assembleia da República.




Transcrição e tradução

Para ajudar aqueles que também tiverem inconseguido o percebimento daquilo que Assunção Esteves tentou dizer, tomei a liberdade de fazer a transcrição das suas palavras (sem cortes):

O meu medo, eu formulá-lo-ia de modo abstracto, é o do inconseguimento, em muitos planos. Do inconseguimento desde logo de não ter possibilidade de fazer no Parlamento as reformas que quero fazer. De as fazer todas. Algumas estão no caminho. O inconseguimento de eu estar num centro de decisão fundamental a que possa corresponder uma espécie de nível social frustracional derivado da crise. Isto é, os momentos difíceis também nos dão oportunidades de sentirmos a nossa missão humana no Mundo. Mas também tenho medo que a crise não me permita até espaços de energia para ser mais criativa. Há sempre esse medo. É também o do não conseguimento.

E tenho medo do conseguimento ainda mais perverso: o da Europa se sentir pouco conseguida e de ela não projectar para o Mundo o seu soft power sagrado, a sua mística dos direitos, a sua religião civil da dignidade humana. Tenho medo do egoísmo. Tenho medo do egoísmo que nos deixa de certo modo castrados em termos pessoais e que nos deixa castrados em termos colectivos, que não permita aquilo que os franceses chamam réussir, o conseguimento. O conseguimento pessoal e colectivo. Tenho medo do não conseguimento.

O que em bom português se traduz por:

Tenho um certo receio de fazer asneira lá no meu trabalho, no Parlamento. Queria fazer por lá umas alterações que vi no programa televisivo "Querido mudei a casa" mas não sei se as vou conseguir fazer todas ,até porque o povo está sempre a ir lá chatear-me, queixando-se da crise, e tenho de estar sempre a mandá-los sair. Gostava de arranjar uma forma mais criativa de expulsar aqueles traquinas das galerias mas a instalação de cadeiras com sistema de ejecção iria pesar muito na factura da energia.

Por outro lado tenho medo que as coisas dêem para o torto sempre que o pessoal se junta em Bruxelas. Ainda por cima, por causa dos cortes no orçamento, tivemos de cortar nas bebidas energéticas e agora só temos Red Bull sem açúcar, que também dá power, é certo, mas um bocado mais soft. Por causa disso, alguns colegas começaram a organizar festarolas privadas. Há tempos, o Schäuble trouxe umas sobras da última Oktoberfest e fez uma festa lá no hotel mas não convidou o Passos Coelho. Este ficou tão irritado que até veio dizer que aquilo era um bando de eunucos e que mais depressa o desproveriam a ele das suas partes pudendas do que voltaria a apertar a mão àquele alemão ingrato.


quinta-feira, janeiro 16, 2014

John Beale, o agente tão secreto que nem a CIA conhecia

Raro é o dia em que os media não nos dão conta da descoberta de fraudes, mais ou menos elaboradas mas esta, da qual tive conhecimento há dias, tem contornos de tal dimensão que não sei se fique escandalizado ou se ria às gargalhadas. Provavelmente vou fazê-lo de forma alternada. Senhoras e senhores, apresento-vos o Sr John Beale, um nome a reter!



John Beale foi durante muitos anos da EPA (Environmental Protection Agency), a agência governamental estado-unidense de protecção ambiental, ocupando uma posição destacada dentro da organização. E o que fazia John Beale dentro da EPA? Embora ocupasse o cargo pomposo de senior policy advisor, como perito em alterações climáticas, e sendo o mais bem pago dentro da organização, John Beale pouco ou nada fazia, passando maior parte do tempo na sua casa de férias em Cape Cod, a ler ou andar de bicicleta.

Aos seus superiores, Beale apresentou a desculpa de trabalhar à paisana para a CIA, justificando as suas ausências com o facto de se deslocar em missões ao Paquistão para lidar com os talibãs, ao serviço dessa agência de espionagem, algo que a EPA nunca se deu ao trabalho de confirmar, tendo continuado a pagar o salário de Beale.

Em 2008, chegou a passar 6 meses fora da EPA e ainda apresentou facturas de despesas relativas a 5 viagens à California, alegando fazer parte de uma equipa, que agregava várias agências de segurança, em missão de segurança e protecção dos candidatos às eleições presidenciais desse ano. Por coincidência, os seus pais moravam na Califórnia.

Não satisfeito com isso, Beale foi mais longe já que, para as suas viagens ao serviço da EPA, inventou um problema de costas para poder viajar sempre em primeira classe, ficando depois hospedado em hotéis de 5 estrelas. Tendo horário reduzido e a regalia de viajar sempre em primeira classe, a Beale só faltava mesmo um pormenor para se sentir realizado profissionalmente: um lugar de estacionamento privilegiado, mesmo à porta da EPA, coisa que conseguiu alegando necessidades de saúde por ter contraído malária enquanto combatia no Vietname. Obviamente, Beale não sofria de malária e tinha estado no Vietname o mesmo número de vezes que no Paquistão, ou seja, nunca.

Contas feitas, estimou-se que Beale lesou o Estado em quase 900.000$. Tendo sido finalmente apanhado e julgado, declarou-se culpado e foi condenado a restituir essa verba ao Estado, assim como cerca de 500.000$ a título de compensação, sendo condenado ainda a 32 meses de prisão, pena que irá cumprir se o seu estado de saúde o permitir, digo eu.


John Stewart e o caso John Beale:



quinta-feira, setembro 26, 2013

As misteriosas luzes da praia de Santa Cruz

No passado fim-de-semana, várias pessoas que se encontravam na zona da praia de Santa Cruz, em Torres Vedras, relataram ter avistado um número indeterminado de luzes cintilantes, voando de forma silenciosa e, segundo o testemunho transcrito no artigo que o Correio da Manhã dedicou ao tema, "à altitude de uma avião mas voando mais depressa".

Uma das pessoas que comentaram a notícia vai ainda mais longe, relatando ter já feito vários vídeos dos sucessivos avistamentos que tem testemunhado desde Agosto.



O blogue "UFO Portugal" transcreve ainda outros relatos de avistamento destas mesma luzes, oscilando o número de luzes avistadas entre 50 e centenas, complementando com a ocorrência de fenómenos semelhantes em diferentes pontos do país, nomeadamente Évora e Viseu.

O mistério à volta do avistamento sobre a praia de Santa Cruz acabou no entanto por ser liquidado pela declaração de uma amiga minha, colocada no seu mural pessoal no Facebook com a partilha da notícia do CM: "Estou a pensar se explico ou não a esta gente o que se está a passar. (...) Eu apenas contratei uma largada de balões com leds para um casamento".



Uma largada de balões com led

De facto, sem escala ou qualquer ponto de referência no céu nocturno, uma largada de 120 balões com led pode facilmente transformar-se num enxame de luzes voando "à altitude de uma avião mas mais depressa". Basta que a imaginação complete os espaços em branco da percepção visual.


quarta-feira, julho 17, 2013

E porque o "nosso" Rui Costa ganhou ontem a etapa da Volta a França

A brilhante vitória de Rui Costa, na etapa de ontem da Volta a França, teve grande eco nos meios de comunicação social. Até quem não liga particularmente ao ciclismo exultou com esta vitória, que acabou por ser interpretada como um lampejo de optimismo na depressão geral nacional dos últimos tempos, fazendo de cada cidadão comum português também ele um vencedor da 16ª etapa da Volta a França.

Qual seria no entanto a sensação real de vencer uma etapa da Volta a França? Foi essa experiência que o infame humorista Rémi Gaillard proporcionou a vários ciclistas de Domingo que, ao fazerem uma curva, se viram subitamente metidos num ambiente digno da prova rainha do ciclismo internacional. Vale a pena ver.



Se isto vos acontecesse, como reagiriam?

sexta-feira, maio 31, 2013

E aquela do sujeito que tocou guitarra enquanto era operado ao cérebro?

Nos tempos áureos da televisão analógica, a família costumava-se reunir à volta da caixinha mágica para visionar os programas de entretenimento que aí eram transmitidos. No entanto, nem tudo era assim tão passivo à volta do televisor. Havia um outro momento que agregava a família numa actividade bem mais agitada, que obrigava a algum trabalho de sincronização. Estou a falar, claro, do momento em que o chefe de família, a pessoa que, não sabendo o que era isso dos transístores percebia imenso de electricidade e electrónica, subia ao telhado para ajustar a orientação da antena, operação obrigatória após um grande vendaval ou uma mudança de emissor. No piso inferior, o resto da família formava um cordão humano de transmissão de informação que reportava para o telhado se as alterações na orientação da antena surtiam o efeito desejado. "Está pior! Agora está melhor! Melhor! Está bom!".

Foi basicamente isto que a equipa do Centro Médico da Universidade da Califórnia fez há dias durante uma operação a uma paciente chamado Brad Carter, cuja actividade de guitarrista fora seriamente limitada pela doença de Parkinson. O objectivo da operação foi a instalação de um pacemaker para controlar os tremores decorrentes da doença. Durante a cirurgia Brad manteve-se sempre consciente e, para os médicos poderem avaliar se a operação estava a surtir o efeito desejado, foi tocando guitarra enquanto lhe instalavam os eléctrodos no cérebro.

Vale mesmo a pena ver o vídeo da operação:





As melhoras, Brad!

terça-feira, maio 21, 2013

Câmaras captam o momento em que um cão é encontrado nos escombros pela sua dona (Vídeo)

Ninguém ficou indiferente às notícias da destruição, causada ontem por um tornado, na cidade estado-unidense de Oklahoma. Estima-se que o tornado terá tido um diâmetro de 3 quilómetros e que a velocidade do vento terá ultrapassado os 320km/h, tendo ficado no limiar da classificação F5, o nível máximo na escala de Fujita, tendo causado mais de 90 mortos, para além de incalculáveis estragos materiais.

No entanto, em cenários catastróficos como este, há sempre sempre pequenos episódios que servem para reacender a esperança e o moral de quem sobreviveu à tragédia. Este é um desses casos. É esse o caso uma mulher idosa que se refugiou na casa de banho com o seu cão, aparentemente a sua única companhia, e que o perdeu quando a casa se desfez à sua volta. Enquanto relatava a experiência a uma equipa de televisão, eis que o cão é encontrado ainda vivo no meio dos escombros. Vale a pena ver!


(Clicar na imagem)


O trauma dos tornados de 1999

De acordo com as estatísticas, Oklahoma é a cidade anualmente mais atingida por tornados nos Estados Unidos. Para a história ficou o ano de 1999 quando a região foi atingida por nada menos que 66 tornados, tendo o momento mais crítico sido o período de 3 dias entre 3 e 6 de Maio, no qual se registou um tornado de nível F5, com ventos de velocidade superior a 500km/h! Curiosamente, o número de vítimas mortais foi significativamente mais baixo, tendo-se cifrado em 50 mortos.

quarta-feira, maio 08, 2013

Querem ver como comem os animais? (Vídeo)

Esqueçam o Discovery, a National Geographic, as manhã de Domingo da SIC e o Campeonato do Mundo de Cachorro Quente. Este vídeo explica, com rigor e em definitivo, tudo o que há para saber acerca dos hábitos de alimentação dos animais, partindo da pergunta-mote "Queres ver como é que os animais se alimentam?".

Aviso: A Junta Directiva do Blog do Katano não aconselha o visionamento deste vídeo a quem tiver a barriga cheia.



segunda-feira, março 11, 2013

O coração de D. Pedro IV

Há algum tempo atrás, quando falei aqui da estranha relação que os ingleses têm com os restos mortais dos seus reis (recordar aqui), referi que o coração do famoso Ricardo "Coração de Leão" se encontrava na catedral de Rouen, por desejo expresso do monarca, não sendo caso único na longa e tumultuosa história da realeza britânica.

Ora, no nosso rectângulo à beira-mar plantado temos também um caso semelhante. Trata-se de D.Pedro IV que, em testamento, pediu que o seu coração fosse doado à cidade do Porto, cidade que foi fundamental para o sucesso dos Liberais na Guerra Civil de 1828-34. Assim, enquanto o seu corpo se encontra no Monumento à Independência do Brasil, junto ao famoso rio Ipiranga, o seu coração encontra-se num mausoléu na Igreja da Lapa no Porto. As chaves do sarcófago encontram-se no gabinete do presidente da Câmara do Porto, sendo apenas daí retirada nas ocasiões em que se pretende ter acesso à cardíaca relíquia, seja para investigação ou para a exibir a dignitários brasileiros.

Aqui fica um bastante explícito vídeo da abertura do sarcófago da relíquia, disponível no site da Câmara Municipal do Porto:




Quem quiser saber mais pode ler a reportagem de hoje do Público clicando aqui.

Imagem: Wikipédia

quarta-feira, novembro 21, 2012

Do festival "Míscaros"... aos míscaros. Rescaldo fotográfico

O último fim-de-semana ficou marcado pela realização de mais um "Míscaros" - Festival do Cogumelo, no Alcaide, uma aldeia cheia de história cujas ruas se encheram de animação. Importa primeiro que tudo dizer que este festival foi sem dúvida o melhor até agora. Houve esmero na decoração e o número de "tasquinhas" pareceu ser maior que o habitual. 

Estivemos por lá no Sábado à noite e no Domingo e se o primeiro dia foi dedicado às tasquinhas, não é menos verdade que serviu também para rever muitos e bons amigos, tudo isto depois de uma bela jantarada de cogumelos. Aliás, isto de reencontrar amigos é tão viciante que, até na operação de fiscalização de trânsito automóvel na qual participámos com fôlego e entusiasmo no fecho da noite, deu para reencontrar um velho amigo do 8º ano!

O Alcaide enquadrado pelo Outono e coroado pela Serra da Gardunha

O Domingo começou bem cedo, com a participação no passeio micológico integrado no programa do festival. Novamente com a orientação do José Gravito Henriques, um homem que se gaba de ter já provado mais de 200 espécies diferentes de cogumelos. A adesão foi muito interessante, mais de 300 participantes segundo a organização (embora eu ache esse número algo exagerado). Independentemente do rigor dos número, havia gente a mais para um passeio micológico. Que tal fazerem-se não um mas dois passeios destes no fim-de-semana? Fica a sugestão.


"... não é grande coisa mas, à falta de melhor, também marcha!" foi a frase marcante de mais um excelente passeio micológico deste grande especialista, logo seguida a curta distância de "Há cogumelos que dão para os dois lados".

Fechada a manhã, e porque a fome já apertava, toca a ir para a fila do arroz de míscaros que mais uma vez foi servido pela Escola de Hotelaria e Turismo do Fundão, que também explorou este ano o restaurante da casa Cunha Leal. Só vos digo: estava daqui! (Sim, agora estou a segurar o lóbulo da minha orelha direita com o indicador e polegar da mão direita, efectuando ligeiros movimentos oscilatórios).

A "trupe" completa! Elementos da Junta Directiva do Blog do Katano lado a lado com a célula coimbrã do Clã Moura e o inimitável Quinaz. Pela foto é notório que há iluminados profissionais da fila do arroz de míscaros, que empregam recipientes capazes de armazenar arroz suficiente para alimentar um pequeno país do 3º Mundo durante uma semana, mais mês, menos mês, e os amadores da tigelinha. (Foto roubada à grande e à alemã do álbum de Paulo Moura)




O chefe Pedro Rito e Ricardo Moita distribuindo felicidade em forma de arroz de míscaros. (Continuo a segurar o lóbulo da minha orelha direita com o indicador e polegar da mão direita, efectuando ligeiros movimentos oscilatórios)

Depois de um belo almoço (sim, sim... orelha direita, mão direita,...) e de uma excelente sobremesa na Casa Cunha Leal, voltámos às ruas do Alcaide onde nos deparámos com um verdadeiro one man show: Pedrito New Wheel, provavelmente a figura mais emblemática desta edição do Míscaros ou, como diz a São Rosas, o verdadeiro homem dos 70 instrumentos. 




No rés-do-chão do solar de João Franco, antigo primeiro-ministro dos últimos fôlegos da monarquia lusa, ficaram instalados vários artesãos e, mais uma vez, ali estava o omnipresente Zé da Encarnação (nome de guerra de José Martins Mendes), último esparteiro de Alcongosta. Vale a pena visitar o blogue onde se apresentam as suas criações clicando aqui.


Zé da Encarnação mostrando a versatilidade das suas criações



Um aspecto da Rua João Franco, com a torre sineira ao fundo. Esta torre tem a particularidade de, numa das suas fachadas, ter uma racha provocada pelo sismo "de Lisboa" de 1755, que aliás lhe derrubou também algumas das esferas que tinha nos cantos do seu topo.



Este ano houve esmero na decoração das ruas. Para além de cogumelos gigantes, foi distribuída sinalética pelas ruas que deu um toque de boa disposição ao Míscaros.



E o cheirinho? Divinal!

Motivados pelo passeio matinal e porque a "Mouraria" não é família de regressar a casa de mãos a abanar no que toca a cogumelos, fizemos à tarde o nosso próprio passeio micológico por alguns dos nossos locais favoritos. Não é que alguns dos "novatos" se revelaram verdadeiros perdigueiros micológicos? Seguem-se alguns dos instantâneos registados durante o passeio: 


Uma "horta" de Lactarius deliciosus (lactários, sanchas, raivacas,...) descoberta pelo Paulo que atribui à sua "obra-filha" a tarefa da recolha já que o orgulho lhe impede a mobilidade ao nível das cruzes, isto enquanto o Quinaz continua a fazer aquilo que fez melhor: descobrir Suillus bellini e uma panóplia de outros cogumelos que não servem para nada



E eis o primeiro míscaro amarelo (Tricholoma equestris) da temporada! Um bom petisco, é certo, mas a ser consumido com muita moderação, pelas razões que apresentámos em tempos aqui.


Mais uma descoberta do Paulo: uma colónia de Sparassis crispa que, pelo que dizem, vai muito bem com ovos mexidos. A experimentar no próximo fim-de-semana.


Uma excelente descoberta do sector feminino dos Moura: um Boletus badius! Inconfundível pelo "anel" amarelo no topo do pé e pelos tubos também amarelos que mudam para azul ao toque.


Mais à frente no caminho, um verdadeiro rio Amazonas interrompe o caminho. Na foto é possível ver 3 abordagens diferentes para resolver o problema da travessia: a Mariana, moça prevenida, justifica finalmente o porquê de ter trazido umas belas botas de borracha, o patriarca da Mouraria constrói uma ponte de pedra não licenciada e o Quinaz, munido de um cajado, resolve tentar uma abordagem bíblica, sem grande sucesso, diga-se.


Pinhais, rios e... pântanos, pois claro! Valeram a Mariana, mais uma vez a brilhar graças às suas botas de borracha, e a Luísa que provou ser uma verdadeira voz de comando!



No final, a inevitável repartição do espólio constituído por boletos, lactários, míscaros e suillus. Pelas informações que foram posteriormente recebidas, os lactários fizeram jus ao nome e proporcionaram um delicioso jantar em terras coimbrãs e, segundo consta, toda a "Mouraria" está viva e bem de saúde. 

Como é, família "Mouravilha"? É para repetir?

segunda-feira, novembro 05, 2012

Pormenores que se descobrem ao ver um filme pela enésima vez (mais vez, menos vez)

Ontem, o canal Hollywood transmitiu pela enésima vez um filme da trilogia Regresso ao Futuro, neste caso o 2º filme, no qual Marty McFly (interpretado por Michael J.Fox) viaja para o futuro para evitar o preocupante destino que ameaça a sua família. Ora, se acaba por ser monótono ver e rever sistematicamente um filme, não é menos verdade que isso também nos permite ficar atentos a determinados pormenores que nos passaram despercebidos inicialmente.

Uma das cenas passa-se num café que pretende ser um espaço de evocação dos anos 1980, o "80's Cafe", um lugar com uma decoração profundamente "kitsch". Dois miúdos conseguem ligar uma máquina de vídeo-jogo mas não fazem a mínima ideia de como se joga. Vejam o vídeo a seguir e tentem descobrir aquele que, sendo um desconhecido na altura, é hoje um actor bem nosso conhecido:


Conseguiram? Pois é!... um dos miúdos é nem mais nem menos que Elijah Wood, o actor que 12 anos após esta fugaz aparição, se celebrizaria noutra trilogia, no papel de Frodo Baggins em O Senhor dos Anéis.



Definitivamente, estou a ficar velho.

Quanto à data desta cena, ela acontece a 21 de Outubro de 2015. Estamos portanto a menos de 3 anos de assistir à invenção dos skates planadores, dos carros voadores e da retirada dos advogados do nosso sistema judicial.


sábado, outubro 20, 2012

Solta o 007 que há em ti! Uma acção de publicidade fantástica da Coca-Cola Zero!

Numa excelente acção promocional (mais uma!), a Coca-Cola resolveu oferecer bilhetes para a ante-estreia do último filme de James Bond. A ideia, levada a cabo na Estação Central de Antuérpia, na Bélgica, foi bastante simples: numa máquina de vending, os transeuntes foram desafiados a soltar o 007 que havia dentro deles, tendo apenas 70 segundos para se deslocarem até à plataforma 6, convenientemente longe do local onde se encontravam. Fácil? Nada disso! No seu caminho foram colocados vários obstáculos e... bom, o melhor é mesmo verem o vídeo!


segunda-feira, setembro 17, 2012

Os fenómenos paranormais da Gardunha em destaque!

Os fenómenos paranormais da Serra da Gardunha estiveram novamente no centro das atenções no passado fim-de-semana (8 e 9 de Set.). Tratou-se do Gardunha Fest, uma iniciativa da Histérico - Associação de Artes, que teve como prato forte um concurso de curtas-metragens. Mas nem só de filmes se fez o festival.

Foto: Moagem - Cidade do Engenho e das Artes / CMF

As "hostilidades" começaram no Sábado com um conjunto de palestras sobre "O Paranormal e a envolvência da Gardunha" na qual tive ocasião de participar, após gentil convite da organização, ao lado do historiador Paulo Loução, do historiador Pedro Salvado e do jornalista do Jornal do Fundão, Nuno Francisco, no papel de morador. Pode-se dizer que, depois do que me tem vindo a acontecer de há uns meses a esta parte, me estou a tornar especialista em fenómenos paranormais mas não foi sobre isso que me debrucei. Aproveitando as informações que tenho vindo a recolher desde 2008, partilhei uma série de histórias e lendas da zona da freguesia do Souto da Casa e a coisa pareceu-me ter corrido bem. Aliás, o facto de apenas ter avistado uma pessoa a dormir no final da apresentação é a prova disso!

No que toca ao concurso de curtas pode-se dizer que houve poucas mas boas! Os prémios foram sem dúvida bem atribuídos nas categorias de animação e ficção enquanto que na categoria de documentário, havendo só uma participação, não se pode estabelecer um termo de comparação.

Na categoria de ficção o camarada Luís Batista não deixou os seus créditos por mãos alheias e explorou muito bem a velha crença de que as encruzilhadas são sítios "perigosos". Um aspecto curioso deste filme é a evocação, creio, de uma receita contra maus-olhados, usada aqui como bruxaria, na qual se fazia uma reza à medida que se ia deixando pingar azeite sobre um prato com água. A forma como o azeite se dividia sobre a água determinava a intensidade do mau-olhado de que a pessoa, para a qual se fazia isto, padecia. Vale a pena ver:



Na categoria de animação o vencedor foi o trabalho intitulado "Spectrum Optical Disorder", de todos o que mais me agradou. Excelente conjugação entre imagem e música e locução impecável. Foi pena não ter podido ver isto com óculos 3D.


O documentário vencedor, "Ver é ter visto", é constituído por uma série de entrevistas a habitantes da aldeia de Castelo Novo que afirma ter avistado estranhos fenómenos na Gardunha. Esse foi aliás o mote das actividades planeadas para o serão.

À noite, a forte chuva que começou a cair obrigou a alterar o programa, naquilo que para mim foi uma gravíssima falha por parte da organização. Então planeia-se uma caminhada e uma sessão de observação "do astro" e permite-se chuva?! É um escândalo! Vá lá que o plano B foi bem engendrado e o documentário que estava inicialmente previsto para ser visionado na Casa do Guarda de Alcongosta acabou por ser projectado na Moagem.

Tratou-se de um episódio do programa sobre avistamento de ovnis, que há uns anos passou na RTP 2, intitulado "Encontros imediatos" (recordar aqui). Este episódio centrou-se na figura do Sr. Américo Duarte que durante os anos em que viveu em Castelo Novo, elaborou um vasto arquivo de registo de observações de objectos voadores e até de encontros imediatos do 3º grau. 

Apesar de achar que o Sr. Américo Duarte denotava alguma sintomatologia que encontra explicação em termos clínicos, não é menos verdade que se tratava de uma genuíno apaixonado pela Gardunha e conhecedor desta Serra como poucos. Não sei até se não será mesmo o habitante mais influente de Castelo Novo desde Pedro Guterri. Seja como for, a conversa entre os espectadores que se seguiu ao documentário foi extremamente agradável, e o que saltou à vista foi a quantidade de pessoas que afirmam taxativamente ter avistado fenómenos inexplicáveis na Serra da Gardunha.

Do último dia pouco vi, infelizmente, embora o suficiente para nessa noite ter repetidamente sonhado com um infindável por-do-sol e ter por isso acordado com o ritmo biológico completamente invertido.

Fica o registo de uma interessante iniciativa cuja organização merece bem os parabéns. Venha a 2ª edição até porque, para além da beleza natural e patrimonial, também o paranormal faz parte do encanto da Serra da Gardunha. 

sexta-feira, abril 13, 2012

Fantasma da Ópera, aí vamos nós!


Bilhetes comprados para o Fantasma da Ópera no Her Majesty's Theatre ! Dia 2 de Maio lá estaremos! * arrepio *


quinta-feira, março 22, 2012

Um pedido de casamento pouco habitual...


Numa cena pouco habitual pelo género dos seus intervenientes, uma das pausas do jogo de hóquei sobre gelo da NHL entre os Ottawa Senators e os Toronto Maple Leafs, de 17 de Março último, foi aproveitada por uma espectadora para pedir em casamento a sua namorada. Sim, leram bem!

Pela indicação dada pela mascote, Christina aceitou o pedido de Alicia, e nem o facto de uma ser adepta dos Senators e a outra dos Leafs foi obstáculo.

Ao ver este vídeo e a fantástica reacção do público ao perceber que se trata de um pedido de casamento, eu pergunto: onde estão a imoralidade e a degradação desta cena? Peço desculpa aos mais sensíveis mas, ao ver este vídeo, só consigo ver dois seres humanos naquele que será seguramente um dos momentos mais felizes das suas vidas.

quinta-feira, março 08, 2012

"La vida loca", hino nacional do Cazaquistão

Ainda a tentar recuperar do atentado à honra nacional que foi o lançamento do filme "Borat" em 2006, protagonizado pelo inenarrável Sacha Baron Cohen, eis que o Cazaquistão se viu envolvido em mais um episódio caricato.


Este constrangedor momento aconteceu num festival de esqui regional quando, logo após o discurso inaugural do governador Nuraly Saduakasov, o speaker pediu a todos os presentes para se porem em sentido para ouvirem o hino nacional do Cazaquistão. Virados para a bandeira, mal ouviram a primeira nota da música, todos colocaram a mão sobre o peito no mais puro gesto de respeito pela Pátria... imediatamente antes de perceberem que se tratava afinal da primeira nota da célebre canção "La Vida Loca" de Ricky Martin.

As reações foram notáveis. Se alguns, nomeadamente o governador, se mantiveram estoicamente impávidos com a mão sobre o peito, outros houve que imediatamente puseram as mãos na cabeça, provavelmente a pensar de forma pouco protocolar algo como: -"Pronto! Esta situação pouco dignificante já deve estar a ser carregada para aquele armazém capitalista de videoclipes, o Youtube".

Vale a pena ver e rever o momento que terá ocorrido na passada Segunda-feira:


O Cazaquistão contra-ataca!

Não se pense no entanto que este país asiático está impávido e sereno perante os sucessivos atentados à sua dignidade. Ao procurar informação sobre este episódio, descobri que um realizador cazaque filmou uma sequela não autorizada do filme "Borat" (2006), filme que segundo a opinião generalizada naquele cantinho da Ásia Central, fez do país um motivo de chacota internacional, embora tenha contribuido para melhorar o sector turístico.

O filme intitula-se "O meu irmão Borat" e conta a história de Bilo, o irmão de Borat que é referido no 1º filme como "estando dentro de uma jaula". Neste filme, Bilo acompanha um jornalista estrangeiro que, após assistir ao filme de Sacha Baron Cohen, viaja para o Cazaquistão para conhecer a realidade do país.

A determinação é tal que nem a perspectiva de um processo for violação de direitos de autor assusta o realizador que ameaçou comer em tribunal Hollywood, a 20th Century Fox e Borat, exactamente por esta ordem. Talvez não seja má ideia reservar antecipadamente umas quantas embalagens de sais digestivos.


quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Zeca Afonso - 25 anos a cantar no palco das nossas memórias

Tive hoje a oportunidade de ver pela primeira vez e na íntegra o concerto de Zeca Afonso, realizado a 29 de Janeiro de 1983 no Coliseu dos Recreios.

Que bom foi ouvir a voz do Grande Zeca, acompanhado no palco por outros excelentes músicos, a viajar entre a intervenção, o cancioneiro popular e os ritmos africanos, e que arrepiante foi ver todo o Coliseu de pé a cantar Grândola Vila Morena no fecho do concerto!


Com isto, já lá vão 25 anos desde que a música portuguesa ficou orfã do trovador da liberdade.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Dia de São Valentim não é dia de São Valentim se não visionarmos este vídeo

Por muitos anos que passem, não consigo deixar de pensar neste vídeo sempre que chega o dia de São Valentim. Um verdadeiro clássico que evoca melancolicamente uma época na qual tudo corria tão bem a estes pombinhos, e andavam de tão boas relações, que até iam aos Açores comer um borreguinho!


Feliz dia dos coraçõezinhos!

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Os radares que perseguem os veículos automóveis e não só...

Não se assustem! É apenas mais um sketch do incorrigível Rémi Gaillard, no qual o humorista se disfarça de radar de controlo de velocidade, controlando tudo o que se move. Para não variar, o sketch termina com a sua detenção. A ver e... gargalhar!

terça-feira, janeiro 24, 2012

Como identificar um maçom. O vídeo indispensável para os dias que correm!

Nos tempos que correm, muito se tem falado da maçonaria e da promiscuidade entre esta e a política. Ora, se em geral a opinião pública desconhece o que diabos é um maçom, esta tem por outro lado a certeza de que se trata de um indivíduo pernicioso, com um gosto por vestuário extremamente duvidoso, e que até pode ser portador de perigosíssimas doenças contagiosas.

Não sabendo quem são, quantos são nem onde estão, e sabendo que todos os dias nos podemos cruzar com um maçom na rua, ou até mesmo no elevador, importará pois esclarecer o cidadão comum sobre qual a melhor forma de identificar um maçom. Os sinais são inconfundíveis e foram recriados com extremo rigor pelos Monty Python neste sugestivo sketch que vale a pena visionar com atenção.


Perante isto, posso afirmar com todo o rigor de que estou certo de que aquele indivíduo, completamente desnudado e extremamente calmo, com quem nos cruzámos numa rua de uma aldeia, numa amena noite de 2005, era sem dúvida um maçom!

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