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quinta-feira, março 20, 2014

Conselhos a seguir na procura de emprego


Há uns tempos atrás fui surpreendido num processo de zapping pelo "28 minutos e 7 segundos de vida", um programa da TVI 24 no qual José Alberto Rodrigues e Manuel Forjaz conversam sobre um tema específico. Embora me pareça que o programa abuse da exploração do facto de Manuel Forjaz sofrer de cancro, achei-o bastante interessante, sobretudo pela forma fluida da conversa, assente na capacidade de comunicação de Manuel Forjaz.

O tema do programa de que falo era a procura de emprego e durante quase uma hora falou-se não só das dificuldades que quem procura emprego tem de enfrentar, como também dos erros mais comuns que se cometem nesse processo. Aqui fica uma síntese das ideias principais enunciadas por Manuel Forjaz:

Quem procura emprego não explora o suficiente as possibilidades de procura que estão ao seu dispor, limitando-se muitas vezes aos tradicionais anúncios de jornal. Na Internet existe uma grande variedade de sites de procura de emprego e, para além disso, há que saber explorar as nossas redes de conhecimentos pessoais (familiares, amigos, antigos professores, etc).

Somos pouco cuidadosos com a nossa presença na Internet. A maioria das pessoas não olha à sua exposição on line fazendo publicações nas redes sociais que podem ser contraproducentes para a sua imagem junto de potenciais empregadores

A rede social LinkedIn é cada vez mais uma ferramenta usada por empregadores para recrutamento mas convém que quem cria o seu perfil nessa plataforma não se limite a criar uma página básica

O Europass foi uma coisa criada pelos eurocratas para os empregadores não empregarem ninguém. É um documento ilegível que não faz nenhuma diferenciação, tornando muito difícil para o empregador encontrar elementos diferenciadores que permitam contratar alguém

O curriculum vitae deve ser elaborado de forma a adequar-se ao empregador, à indústria, à complexidade das funções a desempenhar e de forma a destacar as competências que se querem demonstrar.

Um dos passos mais difíceis na procura de emprego é fazer chegar o curriculum vitae às pessoas certas

É preciso ser inteligente, criativo e experimentador na procura de emprego

Em geral, os candidatos vão às entrevistas de emprego muito mal preparados

Numa entrevista é preciso conhecer o entrevistador, o que é que o move, que tipo de pessoas é que ele emprega, tal como é preciso saber exactamente quais são as exigências do cargo ao qual o entrevistado se está a candidatar. Hoje em dia, em pouco tempo, é fácil obter informação sobre qualquer empresa a qual nos estejamos a candidatar

Nunca mentir é uma regra sacramental das entrevistas de emprego


Vídeo: uma entrevista de emprego na Idade da Pedra:
   


Numa entrevista, o contacto visual e a linguagem corporal são fundamentais.

Convém prepararmo-nos para perguntas difíceis como "Porque é que o hei-de escolher a si e não a outro?" ou "O que é que você vai trazer em termos de valor acrescentado a esta empresa?". Não se pode esperar que as perguntas se cinjam ao percurso profissional do entrevistado

Quando as pessoas não são escolhidas, desistem de continuar a tentar. É fundamental não se fechar a ligação com o entrevistador/potencial empregador no final da entrevista


Vídeo: as respostas pré-concebidas numa entrevista de emprego fora-de-série!

quinta-feira, março 28, 2013

Sócrates, o regresso de D.Sebastião (mas ao contrário)

Não assisti à entrevista que na noite passada mobilizou as atenções do país. Não o fiz simplesmente porque nada do que o ex-Primeiro-Ministro pudesse ter dito ou deixado de dizer me interessava. Ouvi tudo o que tinha de ouvir do cidadão José Sócrates durante o tempo em que governou Portugal, período para o qual até contribuí ao votar nele. Agora dêem-me licença que vou fazer uma pausa na escrita para ir ali fustigar-me a mim próprio com esta vareta. (...)

De Sócrates ouvi a declaração "oficial" de início da recessão ser feita quando já todos tinham percebido que o país estava em crise, tal como depois disso ouvi várias declarações anunciando o fim oficial da crise, quando todos percebiam que ela ainda estava apenas no início. Pelo meio ouvi Sócrates dizer que era anti-patriótico falar-se sequer da crise, tentando ao mesmo tempo influenciar a comunicação social para pintar um quadro de ilusória estabilidade.


Quando a economia esteve para ser revitalizada pelo Computador Magalhães, produzido pela JP Sá Couto por contrato por ajuste directo, numa altura em que a empresa teria elevadas dívidas ao fisco. A NATO tomou então parte na conspiração para fragilizar José Sócrates ao apoiar os insurgentes líbios na deposição de Kadafi.


Assisti ao anúncio de Parcerias Público-Privadas, como as que gerem agora as ex-SCUT, estabelecidas em condições que agora se afiguram como actos de gestão danosa, embora não tão danosa como o foram para a imagem do primeiro-ministro (a imagem possível de um cidadão formado ao Domingo) as sucessivas associações do seu nome a negócios menos claros. Finalmente assisti à crescente obstinação do primeiro-ministro em não abrir a porta à ajuda externa até que, de PEC em PEC, cada um deles mais austero que o anterior, e na iminência de falência, o país foi obrigado a aceitar incondicionalmente os termos impostos pelo FMI.

Enfim...! Poderia aqui passar o resto do dia a descrever tudo aquilo que ouvi da parte do nosso ex-primeiro-ministro. Basta dizer que foi suficiente, não me apetece ouvir mais nada. Confesso que quando soube que Sócrates fora contratado pela Octapharma, por bons serviços prestados, pensei que isso significasse o direito à extensão da sua ausência da vida pública portuguesa, ausência essa que fora iniciada com a fuga estratégica para o exílio dourado de Paris. Engano meu. Aí o temos novamente para se endeusar e declarar vítima de conspirações.

Fui um dos signatários da petição contra a sua entrada como comentador na RTP e achei piada aos que brandiram o estandarte mal pintado do direito à liberdade de expressão. Violação desse direito teria sido se Sócrates tivesse pedido para falar e o tivessem silenciado, como se de uma Manuela Moura Guedes se tratasse. Não foi o caso. Sócrates não pediu para falar mas foi pelo contrário convidado a colaborar com a RTP. Ora, enquanto contribuinte que sustenta a RTP com os seus impostos e taxa audiovisual, é meu o direito de contestar as escolhas e a oferta que a televisão pública faz. Não aceito, ponto final. O Socretinismo é digno de canais privados exóticos como a TVI e não de canais cuja missão seja a de serviço público.


E os "outros"? São melhores que Sócrates?

O que eu disse atrás não significa que ache Sócrates o pior da nossa classe política. É difícil atribuir esse título num campeonato no qual jogam figuras do calibre de Sócrates, Augusto Santos Silva, Miguel Relvas, Pedro Passos Coelho, Jorge Coelho, entre outros. Neste campeonato o único derrotado é invariavelmente o cidadão comum, relegado ao estatuto de mero dado estatístico, que se deixa iludir com promessas irrealistas de políticos que se vão revezando em altos cargos e se integram em teias de clientelismos e amiguismos cujas ramificações são difíceis de perceber mas que nascem de organizações cuja sigla começa por J. 

Em Portugal a classe política segue grosso modo a mesma cartilha. Promete em campanha eleitoral os antípodas daquilo que pratica mal chega ao poder e todos os políticos se assumem como donos de uma admirável infalibilidade. Quando as medidas resultam depressa enaltecem o seu mérito mas se pelo contrário algo falha, a culpa será sempre dos que os antecederam. Por esta lógica, a culpa do cenário em que hoje nos encontrámos será portanto em última análise daquele hominídeo, indeciso entre o bipedismo e o quadrupedismo que, por meio de grunhidos e demonstrações expressivas de pujança física, conseguiu o cargo não oficial de líder do seu grupo.


* traduzido do Australopitequês


Um simultâneo Persuacção / Blog do Katano

sexta-feira, janeiro 18, 2013

O Armstrong não foi o único a meter-se no doping...

 ... senão vejam bem. Na página da Eurosport onde se encontra o momento televisivo mais aguardado dos últimos tempos, o momento em que o ex-ciclista Lance Armstrong confessa à famosíssima Oprah que o seu tipo sanguíneo durante o Tour de France era O-RH Cortisona EPO ++, é possível, passado o choque inicial do visionamento do vídeo, ver um pequeno anúncio gráfico animado promovendo o Open da Austrália.

Ora, a slides tantos, é possível ficar a saber que, o Open da Austrália é um evento extremamente atractivo pelo facto de 3 gigantes irem disputar nada mais, nada menos, que um TÍTELO. Isso mesmo. Um títelo. Alguém deveria fazer um controlo anti-doping na equipa portuguesa da Eurosport também... Pelo sim, pelo não.



quarta-feira, novembro 28, 2012

Depois do iPad, iPad2 e iPad Mini virá o...iPad Mini Mega Micro Max?!

Depois do iPad veio o iPad 2. Depois do iPad 2 veio o iPad Mini. Há dias, Conan O'Brien decidiu antecipar os novos revolucionários lançamentos da Apple e apresentou toda uma nova gama de iPads.

Trata-se de uma excelente paródia às políticas de produto e de marketing da Apple, que vale a pena ver. Eu próprio confesso que, após visionar este vídeo, não consegui deixar de sentir um irracional apelo consumista em relação ao iPad Mini Mega Micro Max, quiçá até ligeiramente mais intenso do que aquele que sentia quando, nos idos anos de 1980, visionava as publicidades da época natalícia dos bonecos do GI-Joe e dos Transformers.


quarta-feira, outubro 03, 2012

Sabem qual é a diferença entre o Gaspar e o Gaspar?

Sabem qual é a diferença entre o Gaspar da direita e o Gaspar da esquerda?...


O da direita tem amigos.

sexta-feira, setembro 07, 2012

Google teletransporta-nos para o universo Star Trek!

Hoje o Google evoca o 46º aniversário da série Star Trek, com um doodle que nos permite participar no episódio "Arena" onde o mítico Capitão Kirk contracena com uma criatura reptiliana numa coreografia que tanto pode ser uma luta como um ritual de acasalamento... ou um pouco dos dois.

Quem quiser recordar esse momento da série que, se hoje nos parece parolo, no final dos anos 1960 era um prodígio de cenografia e caracterização, pode fazê-lo aqui:


quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Zeca Afonso - 25 anos a cantar no palco das nossas memórias

Tive hoje a oportunidade de ver pela primeira vez e na íntegra o concerto de Zeca Afonso, realizado a 29 de Janeiro de 1983 no Coliseu dos Recreios.

Que bom foi ouvir a voz do Grande Zeca, acompanhado no palco por outros excelentes músicos, a viajar entre a intervenção, o cancioneiro popular e os ritmos africanos, e que arrepiante foi ver todo o Coliseu de pé a cantar Grândola Vila Morena no fecho do concerto!


Com isto, já lá vão 25 anos desde que a música portuguesa ficou orfã do trovador da liberdade.

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Instalar a TDT foi extremamente simples!

O fim-de-semana natalício foi dedicado a mudar o sistema de recepção de televisão em casa dos meus pais do "antigo" analógico para o sistema TDT. Embora conhecesse o sistema na teoria, o que é facto é que não há como a prática para dissipar todas e quaisquer dúvidas.

A questão fundamental era se a mudança para a TDT iria ou não implicar ajustes ou substituição de antena. A resposta foi NÃO! Eu tinha disponível um descodificador Iberosat e tinha pela frente dois televisores, um deles um CRT (as nossas televisões clássicas com ecrã convexo) com meia dúzia de anos e o outro um LCD com menos de 2 anos. No entanto, este último já estava preparado para receber o sinal TDT, designada nas especificações como DTV.


Comecei pelo CRT. Liguei o descodificador à televisão com um cabo SCART, desliguei o cabo de antena da televisão e liguei-o ao descodificador, liguei a alimentação e... foi quanto bastou! Ao ligar o descodificador e o televisor constatei que todos os canais já estavam sintonizados de 1 a 4, sendo que o "zapping" passou a fazer-se com o comando do descodificador. A qualidade da imagem era excelente quando comparada com a anterior, até porque a antena, com o passar dos anos, tinha-se desalinhado um pouco.


Foi surpreendente verificar que, segundo a área de diagnóstico do descodificador, a qualidade do sinal era de 56%! Quase tão surpreendente quanto verificar que o descodificador trazia uns jogos incorporados, nomeadamente o Tetris e o Sudoku. Não sei se a qualidade do sinal é a qualidade possível ou se um ajuste de antena poderá aumentá-la mas, pelo que vi, essa preocupação é secundária.

Em relação ao LCD, bastou fazer uma sintonização automática de canais e, à semelhança do que aconteceu com o descodificador que liguei ao CRT, os canais ficaram logo sintonizados de 1 a 4, com a particularidade de ter ainda ficado sintonizado um 5º canal que, pelo menos para já, não transmite nada.


Quando não há sinal... recorre-se a uma parabólica!

No entanto, a localização geográfica terá facilitado em muito o trabalho. Noutras paragens, em casa de familiares, pude verificar que apesar de se ter ligado um descodificador razoável e de se ter trocado e orientado a antena, o sinal continuava a não ser grande coisa, pelo que foi necessária a instalação de uma antena parabólica.

Em suma, se morarem num local com boa cobertura de sinal e se tiverem um televisor que ainda não esteja preparado para tal, para aderirem à TDT basta comprar o descodificador e ligá-lo à televisão, um por cada televisor. Se o descodificador tiver o Tetris e o Sudoku, melhor ainda!



terça-feira, dezembro 27, 2011

O novo anúncio da Coca-Cola, tão positivo quanto polémico

Aproveitando a época natalícia, uma espécie de silly season emocional durante a qual as pessoas são muito mais sugestionáveis a mensagens sentimentais, Coca-Cola voltou a supreender ao lançar um anúncio publicitário que passa uma mensagem extremamente positiva e que não está a deixar ninguém indiferente, tanto os optimistas como os pessimistas, tanto os fãs como os do contra. E os restantes também.

O meu primeiro contacto com este anúncio aconteceu quando ao fazer zapping entre os canais em sinal aberto me deparei com ele a passar em simultâneo em 3 desses 4 canais. Estava lá tudo aquilo que a Meo descreve no seu Tema de Natal: o envolvimento emocional com a marca, o coro de crianças com ar fofinho para criar o sentimento de empatia...


Pessoalmente gosto do anúncio. A mensagem é bonita, extremamente positiva e cai que nem ginjas. No entanto, ver os noticiários, ler os jornais ou até falar com o vizinho do lado depois de ver este anúncio provoca em mim a mesmíssima sensação que me acometia quando, já lá vão uns anitos, eu acompanhava o meu pai a um qualquer café de aldeia e, tendo pedido uma Coca-Cola, era brindado pelo solícito proprietário do estabelecimento com uma Spur Cola. Afinal, presumo eu, para ele Cola era Cola e, apesar de não saber o que diabo era um "Spur", pelo menos sabia que não era Coca. Mas pronto, o que é certo é que aquilo que se vê não é um "Mundo Coca-Cola" mas sim um sucedâneo.

Apesar disso, repito, a mensagem é bonita e, bem vistas as coisas, o que estraga mesmo é precisamente a parte que diz "Coca-Cola" porque, convenhamos, o comportamento da multinacional difere um bocado da imagem corporativa que procura passar (leiam aqui e aqui, já agora). Ou seja, associar a marca à mensagem passada no anúncio é como ligar a Exxon ou a Shell à preocupação com a preservação com os recursos naturais que amiúde estas petrolíferas defendem também nas suas campanhas publicitárias.

Como disse no início do artigo, de todos os lados têm surgido reacções ao anúncio da Coca-Cola e, pelas redes sociais proliferam já versões "alteradas" com os mais variados propósitos, maior partes das vezes em jeito de denúncia. Para partilhar com vocês escolhi esta paródia em castelhano. Afinal, de negativismos já andamos nós fartos e não é preciso vir a Coca-Cola para nos fazer levantar a cabeça e perceber que, apesar de tudo, há muita coisa por que vale a pena sair de casa de manhã, pois não?


Foto: Old Ride

quarta-feira, novembro 09, 2011

Face Oculta - Armando Vara ouviu das boas de um cidadão (Vídeo)

Armando Vara ouviu hoje das boas à entrada do tribunal no âmbito do julgamento do caso Face Oculta. Um cidadão que nitidamente partilha da indignação nacional, abeirou-se do ex-ministro, que revolucionou as carreiras académicas ao obter uma pós-graduação antes da licenciatura, e disse-lhe, olhos nos olhos, aquilo que todos gostaríamos de dizer à nossa classe política.

terça-feira, junho 07, 2011

Os escoceses têm o Nessie e nós temos o crocodilo de Castelo de Bode!

Depois do Abominável Homem das Neves nos Himalaias, depois do Bigfoot na América do Norte, depois do monstro pré-histórico do Loch Ness e depois do Hugo Chavez na Venezuela, eis que Portugal entra também restricto rol dos países possuidores de um tão terrível quanto improvável bestiário, após o suposto avistamento de -nada mais nada menos!- um crocodilo na albufeira de Castelo de Bode!

São vários os habitantes locais que afirmam ter visto a criatura, descrita como sendo semelhante a um tronco. Mas desenganem-se os cépticos que se sintam tentados a dizer algo como "Olha, vai na volta era mesmo um tronco!" pois a criatura provoca ondas ao deslocar-se e, daquilo que sabemos do comportamento dos troncos quando em liberdade, é que se há coisa que eles não fazem é certamente provocar ondas! É pois mais uma preocupação para as comunidades estabelecidas ao longo desta zona do Zêzere, que já estavam de há uns anos a esta parte a braços com uma invasão de lagostins, menos indigestos apesar de tudo que um crocodilo.

A culpa será, segundo consta de um Holandês que, segundo rumores de fonte indeterminada, terá estabelecido na zona um viveiro destes répteis e de onde estes se terão escapado. Vale a pena ver o vídeo da reportagem:



Ups! Peço imensa desculpa mas parece que houve aqui uma troca de vídeos! O que eu queria mesmo mostrar é mesmo este:


Este episódio traz-me à memória um outro, ocorrido nos anos 1980's, quando se espalhou um boato segundo o qual haveria um tigre à solta numa zona do país da qual já não me recordo. Alguém se lembra?

Entretanto ficamos a aguardar tranquilamente por novidades acerca deste caso mas, em prol da saúde, com os pézinhos fora da água da albufeira de Castelo de Bode... derivado do reumatismo, claro!

domingo, junho 05, 2011

O discurso de despedida de José Sócrates e a pergunta incómoda de Susana Martins da Rádio Renascença


Sócrates despediu-se da governação com uma clara derrota nas legislativas. Como era previsível, José Sócrates optou por demitir-se da liderança do PS. O seu discurso foi de humildade, a mesma que esteve em défice durante as duas últimas legislaturas, e de resignação, procurando sair com dignidade. O pior foi quando no final do discurso convidou os jornalistas a fazerem perguntas. A dada altura, foi brindado com uma pergunta colocada por Susana Martins da Rádio Renascença:

"Eu gostava de saber se receia que este resultado eleitoral, esta derrota eleitoral abra caminho a novos processos judiciais ou que acelere processos judiciais em curso. (...) Estou-me a referir a novos processos em torno do caso Face Oculta ou Freeport."

O desconforto de Sócrates foi notório e procurou ganhar tempo para saber o que responder, enquanto a jornalista era brindada com uma enorme vaia por parte dos apoiantes do candidato derrotado.


É de louvar a coragem que a jornalista teve para fazer uma pergunta semelhante num ambiente que não tem lidado bem com vozes discordantes, como se viu durante a campanha, e é uma pergunta infelizmente legítima já que em Portugal nos encontramos. No entanto, gostaria muito que este tipo de questões tivesse sido levantado há muito mais tempo (terá sido o medo de repetição do caso Manuela Moura Guedes?) e não agora que o Sócrates está "no tapete".

Seja como for, a pergunta não deixa de ser oportuna. Será que agora os Face Oculta, Freeports, "Manuela Moura Guedes", e outros que tal irão deixar de se arrastar, parecendo não chegar a lado algum?

quinta-feira, junho 02, 2011

Televisão Digital Terrestre (TDT) vs Zon

Desde que foi anunciado o fim para a transmissão do sinal analógico de televisão, as operadoras de televisão por cabo viram abrir-se uma tremenda janela de oportunidade para angariação de novos clientes. No entanto, nem sempre a ética e as boas práticas são compatíveis com a ânsia de atingir objectivos comerciais.

Em Alenquer, por exemplo, zona onde a 12 de Maio último o sinal analógico foi definitivamente desligado, muitos consumidores terão sido iludidos pela Zon, que terá transmitido a ideia de que o fim do sinal analógico correspondia ao fim da transmissão televisiva em sinal aberto e que a única solução seria a opção por uma subscrição de televisão por cabo. Esta situação levou mesmo a Anacom a processar a empresa mas, pelos vistos, a Zon não foi a única a ter uma prática incorrecta.

Ora bem, há alguns dias atrás fui surpreendido no meu local de trabalho por um telefonema de uma comercial da Zon que começou por me perguntar se na empresa tínhamos televisão. Rindo, disse-lhe que não tínhamos televisão e que, por outro lado, a televisão também não era encarada como um instrumento essencial de produtividade da empresa (excepto no último Campeonato do Mundo onde, para elevar os níveis de moral de modo a reforçar a produtividade, fomos forçados a suspender a laboração para podermos ir assistir aos jogos da Selecção Nacional nas instalações domésticas da minha entidade patronal, mas claro, isso não mencionei à senhora da Zon).

A senhora não desarmou e quis saber se em minha casa tinha algum serviço de televisão ou se tinha apenas os 4 canais em sinal aberto, reforçando que seria do meu interesse mudar porque em breve o sinal seria também desligado. Acrescentou que eu teria depois de comprar uma box descodificadora que no mínimo me custaria 40€ mas que, se eu recorresse à Zon, teria direito à box e a respectiva instalação completamente grátis (o que contraria os anúncios da própria Zon de que a instalação custa 25,63€).

Um bom exemplo de publicidade enganosa!

Fiz então questão de relembrar à senhora que, mesmo apesar da oferta inicial, a contratação dos serviços da Zon envolveria sempre o pagamento subsequente de uma mensalidade, cujo valor acumulado rapidamente excederia os tais 40€, acabando por ser desvantajoso já que, ao contrário da televisão por cabo, a Televisão Digital Terrestre é gratuita.

A resposta foi: "Ah mas temos um pacote de canais baratinho que só custa 13€!", procurando estabelecer uma comparação entre um valor a pagar por mês de 13€ e um valor pontual pago uma única vez, no montante de 40€. Como eu respondi que após 4 meses isso já seria mais caro que a TDT, optou por destacar que iria com isso ter direito a vários canais de televisão ao contrário da TDT que apenas tem os 4 "tradicionais".

Seguiu-se um ainda apreciável desfilar de vantagens da adesão à Zon em relação à compra de um descodificador de TDT mas, invariavelmente, a sua argumentação esbarrou na minha intransigência e após alguns minutos, o telefonema chegou ao fim sem que senhora tivesse conseguido os seus intentos.


A Televisão Digital Terrestre é grátis*!

Que queiram vender um serviço de televisão paga pela diversidade e quantidade de canais ainda vá, agora, tentarem sequer fazer perceber que é mais vantajoso em termos económicos do que a adesão à TDT é uma completa falácia.

A TDT destina-se simplesmente a substituir o antigo sinal analógico, segundo a UE para obter um melhor aproveitamento das frequências electromagnéticas, ao mesmo tempo que oferece serviços de interação com a televisão impossíveis na antiga transmissão.


Para saberem tudo sobre a TDT informem-se neste site!

* Isto se não considerarmos a obrigatória taxa audiovisual que todos os meses vem incluída na factura de electricidade que na prática é apenas mais um imposto.

sexta-feira, maio 20, 2011

Sócrates vs Coelho! Quem ganha?

(Clicar para ampliar)
Afinal o plano do FMI é ou não é o PEC IV? Quem tem afinal a culpa da crise? Será que os portugueses se devem preocupar com os pentelhos? Logo saberemos.
Não se esqueçam das pipocas e dos óculos 3D!

segunda-feira, março 28, 2011

O projecto de Paulo Futre para o Sporting, por Rui Unas (vídeo)

Como Rui Unas consegue ser ainda mais genial que o próprio Paulo Futre, na apresentação do projecto para o Sporting.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Depois da Vida - Verdade ou Mentira?

Não, Júlia Pinheiro já não apresenta o programa apesar de ser dona de uma voz que, por si só, era capaz de acordar os mortos.

Peguem numa plateia expectante e em convidados famosos, coloquem-nos num cenário à média luz preenchido por uma música de fundo inquietante e no qual são invocados os espíritos dos falecidos para comunicar com os presentes, através da voz da médium inglesa Anne Germain. Eis os ingredientes do programa televisivo “Depois da Vida”, transmitido pela TVI às Sextas-feiras à noite.

Há dias, após expressar a minha estranheza pelo facto de todos os espíritos invocados saberem falar inglês, deixando-me na dúvida se, querendo tirar um curso de inglês, seria mais eficaz e económico inscrever-me no Wall Street Institute ou simplesmente falecer, lançaram-me o desafio de assistir ao programa. Assim o fiz e do que vi, tirei daí as minhas ilações, partindo do pressuposto que tanto os convidados como a plateia não tinham qualquer associação com a produção do programa, algo que não seria inédito neste tipo de formato.

Essencialmente, o “Depois da Vida” não passa de mais um programa, tão típico da TV portuguesa mas especialmente da TVI, onde os sentimentos humanos são vendidos como mercadoria, perante a sofreguidão dos telespectadores, sejam quais forem as proporções de voyeurismo e crença na sua motivação para assistir, muitas vezes resumindo-se a mera curiosidade mórbida.

Aquilo que Anne Germain faz, é simplesmente por em prática a sua tremenda capacidade de observação, associada a uma grande expressão dramática, para, baseando-se em informações que à partida já detém sobre as pessoas com quem fala, criar a ideia de que está a comunicar com espíritos. Melhor que tudo, leva as pessoas a acreditar que as informações que está a revelar são informações precisas e do foro íntimo quando na verdade são de conhecimento público.

Aí reside a tal capacidade de expressão dramática que, confesso, admiro na suposta médium. Por outro lado ela também consegue direccionar o seu discurso em função das reacções que vai obtendo das pessoas com quem fala, revelando a tal extraordinária capacidade de observação.

Vejamos por exemplo o caso específico de José Augusto Sá, um dos convidados do último programa, e responsável pela associação que pretende perpetuar a memória das vítimas do desastre ferroviário de Alcafache (11/9/1985).

No seu papel de intermediária entre Augusto Sá e o “mundo espiritual”, Anne Germain refere a presença de inúmeros espíritos, destacando-se 4 em particular que a médium revela serem respectivamente o pai, a mãe, a madrasta e a irmã do convidado.

Em que se apoia o seu discurso? Em relatos superficiais, dizendo o que as pessoas querem ouvir, e em afirmações cujo único propósito é comover o convidado para criar um duplo efeito: por um lado retirar-lhe presença de espírito e, por outro lado, criar um impacto mais forte nas pessoas que assistem. Dizer algo como “Sei que tiveste de te tornar adulto muito cedo” a alguém que perdeu a mãe aos 9 anos ou ainda “Sabemos que estaremos sempre no teu coração” a alguém que sente saudades dos seus familiares chegados que faleceram, não pode ser aplicado a praticamente toda a gente nas mesmas circunstâncias?

A mente humana tem esta incrível propensão a pegar em generalidades e em criar padrões particulares onde depois as vai encaixar, um pouco como acontece na leitura do horóscopo. Esse efeito cresce exponencialmente se lhe juntarmos o ingrediente mágico: a crença.

Sejamos francos… a imprensa cor-de-rosa e o Google são uma tremenda fonte de dados que dispensam os espíritos quando se trata de prestar informações. Eu próprio demorei apenas 2 minutos a encontrar a informação necessária para sustentar esta “entrevista” aqui, aqui e aqui.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Morreu Leslie Nielsen (1926-2010)


Morreu Leslie Nielsen, um verdadeiro senhor da comédia que entre nós ficou famoso pelas inesquecíveis participações em filmes como Aeroplano, Drácula Morto Mas Contente, entre outros, ficando eternizado no papel do intratável Tenente Frank Drebin, na série televisiva "Police Squad!" (Onde Pára A Polícia) e na trilogia cinematográfica que se lhe seguiu Naked Gun, Naked Gun 1 1/2 e Naked Gun 33 1/3.

Leslie Nielsen partiu mas, para trás, deixou milhões de sorrisos.









Foto: Cama Desfeita

quinta-feira, setembro 09, 2010

Punch-Factor!

Quem não ouviu já a expressão "O estrelato subiu-lhe à cabeça", dirigida a pessoas que ganham projecção, de um momento para o outro, e operam mudanças importantes em termos de atitudes e comportamento no âmbito das relações interpessoais? É uma situação algo ridícula, no mínimo.

E o que dizer quando essa mudança acontece ANTES sequer de se ter pisado o primeiro degrau do caminho para o estrelato e as pessoas são para as revistas cor-de-rosa algo equiparado a uma ameba adoentada e com mal-formação mental? Patético diriam alguns, improvável diriam outros.


No entanto, foi exactamente isso que aconteceu a duas jovens participantes no programa televisivo britânico X-Factor, mais um formato estilo "Ídolos". Confiantes, as duas entraram no palco mais unidas pela amizade do que um par de gémeos siameses à nascença. Quando saíram, foi necessária a intervenção da produção para evitar que se matassem uma à outra.



sexta-feira, julho 16, 2010

Porque há coisas que fazem mais falta que a electricidade...


Uma das características incontornáveis do ser humano é esta peculiar tendência de só ter noção da real importância que determinadas coisas têm para si apenas quando se vê privado delas. Ontem, mais uma vez, passei por uma situação desse género quando, em simultâneo, ficámos privados de telefone e internet.

Evidentemente, os primeiros pensamentos que nos ocorrem são algo patetas como por exemplo: "Ora bolas... como é que eu trabalho agora? Olha, vou ler os mails. ... * constatação de patetice *", isto enquanto procuramos ajustar a nossa mente a uma realidade completamente anormal onde nada parece fazer sentido.

Com isto, veio-me à memória aquela senhora idosa de uma aldeia remota que, há uns anos atrás, falando a uma repórter de um canal televisivo sobre o tema da importância da televisão como meio privilegiado de entretenimento dizia "A televisão faz-me muita falta. Olhe, sei lá... Acho que preferia ficar sem electricidade do que ficar sem televisão."

Imagem tirada ali do Na Travessia da Prosa

terça-feira, junho 08, 2010

E elas lá casaram...!


Ontem, Segunda-feira 7 de Junho de 2010 - um dia que viverá na infâmia - duas senhoras resolveram casar, por intermédio do Registo Civil, sob o olhar atento de um país em estado de choque, habituado que estava a uma vivência recta e em observância dos ditames da mais pura e casta moral.

Enquanto tomava café, a minha atenção desviou-se do ecrã da televisão, onde o evento estava a ser transmitido, e centrou-se nos indivíduos que, com o músculo pancips encostado ao balcão, observavam siderados o acontecimento e a desfaçatez daquelas moças com idade para ter juízo e que, em vez de mostrarem um ar grave próprio de quem é responsável pelas grandes tragédias da humanidade, aparentavam pelo contrário um inexplicável estado de felicidade.

O gesto de abanar a cabeça em clara reprovação, acompanhado pela frase "Olha-me para aquele espectáculo...", precedida, como mandam as regras, por uma expressão tirada do mais puro vernáculo popular, não deixavam dúvidas. Aqueles indivíduos faziam parte do grosso da população cuja existência estava a partir daquele momento irremediavelmente conspurcada e despojada de motivos que justificassem a sua continuidade, restando-lhes apenas o aguardar da concretização do anunciado pelo Apóstolo João, o Evangelista.

Quanto a mim, consumado que está o casamento entre estas duas senhoras, ainda não descortinei qualquer sinal do início do Apocalipse mas garanto que continuarei atento. Já vi filmes suficientes para saber que, isto do fim do Mundo, acontece quando menos esperamos.


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