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sexta-feira, maio 20, 2011

Sócrates vs Coelho! Quem ganha?

(Clicar para ampliar)
Afinal o plano do FMI é ou não é o PEC IV? Quem tem afinal a culpa da crise? Será que os portugueses se devem preocupar com os pentelhos? Logo saberemos.
Não se esqueçam das pipocas e dos óculos 3D!

(Vídeo) José Manuel Coelho deixa participantes de debate à beira de um ataque de nervos

O inimitável José Manuel Coelho, com a sua habitual postura irreverente de fazer política (?), deixou na passada Quarta-feira, os participantes do debate entre partidos sem representação parlamentar, literalmente à beira de um ataque de nervos.

Agora com poleiro no Partido Trabalhista Português, o enfant térrible da cena política nacional começou a provocar uma grande agitação quando decidiu colocar-se atrás de Garcia Pereira com uma faixa do PTP, invocando a Constituição e os "Direitos de Abril" para se manifestar dessa forma. A situação ameaçou degenerar e acabou mesmo por obrigar a moderadora a fazer um intervalo no debate para serenar os ânimos.

Realmente, o José M. Coelho soube cativar a simpatia dos portugueses pela sua forma irreverente e original de estar na política mas, cada vez mais e à força de o ouvirmos, ficamos com a impressão que os males da República se resumem ao Alberto João Jardim, sendo que desta vez, a irreverência teve mais contornos de atitude anárquica. Ai Coelho, Coelho...! Estás cá a ficar um traquina...!


Já agora, e uma vez que falamos do Partido Trabalhista Português, é obrigatório recordar o tempo de antena com que este partido abrilhantou o serviço de televisão, durante a campanha para as Legislativas de 2009! Imperdível!

terça-feira, maio 17, 2011

O tipo que vivia do RSI e que fazia biscates por fora

"Oh amigo! Oh amigo!...". Um indivíduo que eu não conhecia atravessava calmamente o estacionamento acenando na minha direcção. Percebendo que falava comigo, carreguei o último saco de compras no carro e esperei que o dito indivíduo chegasse junto a mim.

Na sua abordagem, deu logo a entender que era um sujeito sem rodeios e que tinha mais que fazer: -"Olhe, eu vou directo ao assunto para não perdermos tempo. Eu moro em Castelo Novo, sabe onde é?".

-"Sim...", respondi eu com algumas reservas.

-"Então é assim: eu moro sozinho, tenho uma casa pequena que só tem um radiozinho e como uma sopita que todos os dias tenho de ferver para não azedar, está a ver?"

-"Sim...", respondi novamente, embora achando que a abordagem que não estava a ser tão directa quanto havia sido prometido. Ainda para mais, sabia por experiência própria, que o processo normal em situações análogas passava geralmente pelo simples pedir de "uns trocos" ou de "umas moeditas", nunca havendo lugar para a exposição da realidade socio-económica do indivíduo. Os únicos que permitem ocasionalmente um lamiré sobre esse aspecto particular das suas vidas são geralmente os cidadãos de origem romena mas fazem-no por escrito com recurso a folhas A4 plastificadas, que apresentam aos transeuntes que vão abordando.

Seja como for, o indivíduo depressa interrompeu as minhas reflexões:

-"Eu governo-me com o Rendimento Mínimo e de vez em quando faço uns biscates também. Pronto, eu sei que não devia dizer isto, mas é a realidade."

Para logo de seguida acrescentar:

-"Pronto, a situação é que há ali uma aparelhagem na Worten que custa 100 euros. A ideia era, você vinha lá comigo, preenchia o cartão Worten e depois combinávamos, por exemplo uma vez por mês, para nos encontrarmos ou você passava lá em casa - se quiser pode ir comigo ver onde é que moro - e eu ia-lhe dando o dinheiro aos poucos. Pode ser?"

Mal terminou a frase, tive de morder o lábio para reprimir uma gargalhada que ameaçava soltar-se. Juro que não foi fácil. Aqui estava eu, perante um indivíduo que vivia sustentado pelo RSI, fazendo também biscates por fora, e que, apesar de viver numa situação financeira precária, tinha decidido endividar-se, ao invés de procurar poupar, para usufruir de um bem que não lhe era de forma alguma essencial. Um verdadeiro estandarte nacional em forma humana, portanto.

Retorqui-lhe apenas com um cordial "Oh amigo, você aqui não se safa. Desejo-lhe boa sorte." e despedi-me dele com duas palmadinhas nas costas.

Já dentro do carro, olhei na direcção de outro que se encontrava estacionado na fila da frente. No seu interior, uma mulher falava ao telemóvel ao mesmo tempo que vigiava com alguma inquietação o indivíduo que, encostado ao carro do lado, olhava fixamente para ela, esperando que terminasse a chamada e saísse do carro, para lhe dar a conhecer a sua situação sócio-económica e para lhe pedir uma aparelhagem de 100 euros que estava na Worten.


segunda-feira, abril 11, 2011

A política tuga é melhor que qualquer novela mexicana


A política tuga tem um enredo mais intrincado do que qualquer novela mexicana de alto nível. Depois de termos descoberto que o Freitas do Amaral era afinal socialista, que o Sócrates omitiu duas ou três coisas importantes sobre o défice (nomeadamente o seu real valor), que o Coelho acha que há um limite para os sacrifícios a exigir aos portugueses e por isso vai aumentar o IVA, eis o grande volte-face do momento: Fernando Nobre é afinal Social-Democrata. Já estou a fazer pipocas para assistir ao compacto do fim-de-semana. É muita emoção!


Foto: Medicult

terça-feira, março 29, 2011

Ainda sobre a mudança para a Hora de Verão

Definitivamente, a mudança de hora deixa-me mal disposto e não consigo perceber se isso é fisiológico ou se é pela irritação amarga de perder uma hora de fim-de-semana. Claro que em Outubro "recuperamos" essa hora mas fico sempre com as mesma sensação incómoda de que algo não está bem. É um pouco como aquela sensação de, durante uma viagem, termos a sensação de que nos esquecemos de algo mas não sabemos o quê.

Mas porque é que temos de mudar de hora duas vezes por ano? Justifica-se? Na génese desta medida (apenas político-económica e nada tem a ver com ciclos astronómicos) esteve a ideia de poupar energia ajustando os horários à duração da luz solar. Aliás, já tivemos a oportunidade de constatar até que ponto as perspectivas económicas em relação à mudança de hora são capazes de chegar, quando, por uma questão de unificação horária com a Europa Central, o Governo decidiu manter a hora de Verão o ano inteiro, isto quando a hora "natural" de Portugal, é a hora de Inverno. Não tenho bem a certeza mas creio que houve muito boa gente que chegou a ir para as aulas e para o trabalho ainda em pijama, dado ter de sair de casa ainda com noite cerrada.

Portugal, aliás, aderiu à mudança de hora em 1916, em plena I Guerra Mundial, sendo esta questão gerida actualmente pela UE. No entanto, de acordo com com Bruxelas (citando o Courrier Internacional), obtém-se uma poupança energética de 0,1 a 0,5% nos países do Sul da Europa, algo que seria largamente suplantado pela implementação de boas práticas de conservação energética, poupando-se assim perturbações no bio-ritmo da população.

O blogue Persuacção criou uma página que é uma referência sobre a mudança de hora e que vale a pena visitar, apresentando e fundamentando ao mesmo tempo a ideia de que esta medida pouca ou nenhuma vantagem traz. Adicionalmente propõe uma petição solicitando o fim da mudança horária em Portugal.

E desse lado? A mudança de hora não vos afecta?



sexta-feira, março 25, 2011

A situação política e económica em Portugal vista por um estrangeiro

Ultimamente tenho-me tornado cada vez mais um visitante assíduo da Al Jazeera on-line, acompanhando a par e passo os relatos acerca do que vai acontecendo nos países do Norte de África e do Médio Oriente, e posso dizer que estou extremamente impressionado com a qualidade do serviço informativo prestado por esta estação televisiva.

Nos últimos dias, a Al Jazeera tem acompanhado também a situação político-económica em Portugal através dos seus correspondentes europeus. Entre as várias peças acerca do nosso cantinho à beira-mar plantado, descobri esta crónica, da autoria de Barnaby Phillips (correspondente europeu no Reino Unido), que relata a sua viagem de ontem a Lisboa e na qual faz o retrato de um país desiludido, ansioso e receoso à beira do colapso. Tomei a liberdade de a traduzir pois vale a pena ler.


Apanhei um táxi do aeroporto para o meu hotel no centro de Lisboa e pedi recibo ao condutor.

Ele era um homem amigável e tínhamos tido uma conversa interessante. "Quanto quer que lhe ponha no recibo?" perguntou-me, com um sorriso e um piscar de olho.

Depois da fria e respeitável Londres, foi o recordar de que me encontrar num lugar -como dizê-lo?- talvez mais mediterrânico (com o devido pedido de desculpas se ofendi alguém).

De facto, Lisboa é uma das minhas cidades favoritas. Adoro os bairros antigos agarrados às encostas das colinas, a arquitectura e os pequenos eléctricos que andam para cima e para baixo nas ruas com calçada.

Sou fascinado pela história e pelas ligações coloniais com Angola e Moçambique. As pessoas são gentis e generosas, a comida é óptima.

Mas não há lugar para equívocos em relação ao estado de humor, desta vez; uma mistura de ressentimento fervilhante em relação aos políticos portugueses e uma cruel resignação perante o facto de o pior estar ainda por vir.

Já senti este estado de alma antes; lembra-me a Grécia durante os primeiros meses de 2010, à medida que o país caía na bancarrota.

Está presente o mesmo cinismo em relação aos que se encontram no poder, o mesmo sentimento de desamparo e frustração... (e, atrevo-me a dizê-lo, a mesma tendência criativa em relação a alguns aspectos de contabilidade).

Em alguns aspectos, Portugal encontra-se numa situação ainda pior.

Pelo menos a Grécia, sob a liderança do Primeiro Ministro George Papandreou, elegeu recentemente um governo com um mandato forte que lhe permitiu tomar acções firmes para salvar a economia.

Portugal está à deriva após a demissão do Primeiro Ministro José Sócrates.

As eleições podem estar a semanas de distância e podem ser inconclusivas.

É certo que a dívida e o défice de Portugal são menores do que os da Grécia.

Também é verdade que os bancos se encontram em melhor situação do que os da Irlanda ou da Espanha.

Contudo, os problemas económicos são aqui muito profundos; o mercado de trabalho é inflexível e há pouca inovação.

Hoje visitei uma uma empresa de Tecnologias de Informação, dirigida por um grupo de jovens empreendedores portugueses.

Todos eles eram extremamente brilhantes e a empresa está a portar-se bem.

Mas eles partilharam o seu desagrado e sentimento de alienação em relação os políticos do país e o seu sentimento de desespero ao verem cada vez mais colegas seus a procurar emigrar para o Norte da Europa e para os EUA.

Hoje, o metropolitano de Lisboa estava em greve. Ontem eram os ferries. Amanhã serão os comboios.

Será uma maré crescente de inquietação industrial à medida que as medidas de austeridade se tornam mais severas?

Talvez, embora Lisboa não tenha a tradição de protestos de rua dramáticos de Atenas.

Sendo assim, para onde vamos a partir daqui?

Os mercados financeiros claramente não acreditam que Portugal consiga o crescimento necessário para lhe permitir saldar as suas dívidas e há agora imensa especulação sobre o país vir a necessitar de um resgate na ordem dos 70 biliões de euros.

Isto irá levantar mais questões acerca do futuro das fracas economias periféricas da Zona Euro e reavivar os receios de contágio que possam afectar economias maiores como a da Espanha.

Infelizmente, a lição que se tira de Portugal, da Grécia e da Irlanda, é que optar pelo resgate não singnifica necessariamente o fim das aflições do país.

Pelo contrário, é apenas o início de um novo capítulo, num longo e doloroso processo de reforma.


segunda-feira, março 14, 2011

Golfe, o desporto nacional, a seguir ao futebol e à sueca

Provando que realmente se preocupa com a saúde e o bem estar dos portugueses, o Governo prepara-se para baixar a taxa de IVA associada ao golfe de 23% para 6%, tendo ao que parece já enviado uma carta registada e com aviso de recepção a Angela Merkel, solicitando a devida autorização. Esta medida já está a ser bastante saudada pela esmagadora maioria dos cidadãos da classe média-a-caminho-da-baixa-não-tarda-nada.

Isto vem de certa forma acalmar a preocupação dos cidadãos após a recente subida da taxa de IVA nos ginásios para 23% e após os rumores crescentes de que o Governo poderia deixar de comparticipar tratamentos relacionados com obesidade.

Um grupo de beneficiários do Rendimento Social de Inserção, ex-estivadores desempregados, não consegue esconder a sua felicidade após as notícias de que o Governo se prepara para baixar o IVA do golfe, modalidade da qual são profundos adeptos e praticantes de longa data. Joaquim, mais à esquerda na foto, confessou-nos ser um adepto de Tiger Woods. "O Tiger é o maior! Acerta nos buracos todos!"

Actualmente, o golfe é uma modalidade com grande popularidade em Portugal, sendo o desporto mais praticado pelos portugueses, logo a seguir ao futebol, à sueca e ao dominó. Fonte oficial de uma claque de um clube de futebol nacional manifestou já o seu "profundo regozijo por uma medida que vai tornar ainda mais popular este saudável desporto".

sexta-feira, março 11, 2011

Geração à Rasca: Manifesto acerca da nossa fraca responsabilidade democrática e dos protestos mal dirigidos


Este texto resultou de uma diálogo no Facebook acerca do protesto marcado para amanhã, intitulado "Da Geração à Rasca" e surgindo numa sequência de comentários que se dividem acerca da utilidade das marchas de protesto marcadas para amanhã. Haverá razão para protestar? É legítimo protestar?

Efectivamente não estamos numa ditadura mas, por outro lado, vivemos num sistema que nos permite fazer ouvir a nossa voz quando sentimos que estamos a ser injustiçados.

Infelizmente, este país é mesmo de brandos costumes. O povo definitivamente carece de participação cívica e é desastrado nas formas que encontra para manifestar o seu desagrado perante o sistema instituído. É o tipo de povo que fica em casa ou vai para o shopping em dia de eleições mas depois acha que está tudo mal e "isto já só lá vai com outro Salazar". É o tipo de povo que se manifesta de forma pateta votando em Salazar como "maior português de todos os tempos" ou em sátiras de música de intervenção em programas televisivos à laia de protesto.

Uma das principais falhas da Democracia portuguesa é o facto da população, tantos anos depois e passado o deslumbramento inicial pós-25 de Abril, não ter conseguido perceber e assumir a sua responsabilidade cívica. Falta de maturidade democrática? Provavelmente. Falta de responsabilidade? Principalmente! Isso começa quando se ouve dizer "Sou apenas um. O meu voto não faz diferença." e, quando damos por ela, mais de metade dos eleitores decidiram que o seu voto não era importante. Na prática, não há diferença entre quem se assume desiludido com o sistema político e os seus intervenientes e, por isso, não vai votar, e quem decide ficar na esplanada mais próxima a bebericar umas imperiais com os amigos, lendo o jornal desportivo do dia. Quantos dos que amanhã vão sair à rua se deram ao trabalho de ir votar nos últimos 4 ou 5 actos eleitorais? Na impossibilidade de o saber, que cada um responda a si próprio e à sua consciência.

Claro que não quero com isto dizer que quem não votou não tem legitimidade para protestar, pelo contrário. Não se pode amordaçar ou não alguém em função do seu nível de participação cívica pois, enquanto cidadãos e à luz da Constituição, todos somos iguais e temos os mesmos direitos. Fica contudo a ideia de que essas pessoas não fizeram tudo o que poderiam ter feito para tentar mudar as coisas, quando poderiam ter logo começado por usar o recurso mais elementar que a Democracia lhes permite. É a velha questão dicotómica dos direitos e dos deveres, sendo que os primeiros são sempre mais sedutores.

Quanto ao protesto em si, a única coisa que me ocorre dizer é que com os políticos que temos, é uma fortuna tremenda, especialmente para eles, que nesta altura apenas se esteja a pensar em fazer uma marcha de protesto, mesmo que esta esteja aquém do que poderia ser. Na Grécia, país recheado cidadãos algo temperamentais, foi aquilo que se sabe, enquanto que na Irlanda, país de outros valores, houve demissões ministeriais que levaram à convocação de eleições antecipadas. Já na Islândia, a coisa ficou mais séria e o anterior Primeiro-Ministro foi mesmo processado por conduta negligente que levou à crise em que o país mergulhou.

Da nossa classe política, estou farto de boys, tachos e tachistas, de políticos que nos mentem descaradamente, de hipocrisias e falsos altruísmos de quem apelida de país e de povo português o seu próprio bolso, movendo-se apenas em função dos seus próprios interesses. O pior? Não consigo ver diferença entre eles, salvo uma ou outra excepção e confesso que isso me assusta. Vejo Governantes que mentem à descarada ao povo português, que apelam ao sacrifício e não dão eles próprios o exemplo, muito pelo contrário, outros que finalmente se solidarizam com a população mas só após garantirem a reforma, deputados que não cumprem o trabalho para o qual foram eleitos,... a lista seria interminável!

Voltando ao Protesto da Geração à Rasca e lendo o manifesto que lhe serve de base de orientação, creio que se trata de um movimento com uma certa falta de substância e que fica aquém de tudo o que poderia ser. Não sendo concreto na sua orientação, vai inevitavelmente transformar-se numa amálgama sem ligação de reivindicações diversas, uns protestando contra a precariedade laboral, outros contra os impostos, outros contra a classe política e por aí fora. Creio que haverá até quem proteste contra o barulho que os vizinhos do lado fazem durante a madrugada. Protestar por protestar tira força ao movimento. É pena. A maior virtude que reconheço neste protesto é que poderá funcionar como despertador para a sociedade portuguesa e como catalisador da indignação dos cidadãos.

Se vou participar? Tenho toda a vontade do Mundo em fazê-lo mas fico ainda de pé atrás pelo que já referi atrás. Defendo que os incompetentes, os mentirosos e eticamente deficientes que perderam a confiança das pessoas que neles confiaram não merecem continuar no cargo que desempenham. Se não têm a hombridade de tomar por si a iniciativa, então cabe ao povo exigir a sua saída. Faça-se uma manifestação de protesto neste sentido e estarei lá certamente! Nesta? Provavelmente não. Quer se queira quer não, não se trata de uma Geração à Rasca. É sim UM PAÍS À RASCA.

quinta-feira, março 10, 2011

Como nos Censos 2011 se tenta manipular a realidade dos recibos verdes

Se por estes dias um indivíduo desconhecido vos tocar à campainha, é provável que não seja alguém a tentar impingir um aspirador super-poderoso, que também faz massagens, nem um indivíduo que procura espalhar a palavra do senhor, mas sim um agente de recenseamento dos Censos 2011 (Sim! Já passaram 10 anos).

Como país de proa no uso das novas tecnologias que somos, é possível pela primeira vez responder ao inquérito via Internet neste site, sendo os dados de login fornecidos pelo agente recenseador. Será decerto um método mais confortável para responder ao inquérito em papel, sobretudo se, como sucedeu a uma ilustre "membra" deste Blog, estiverem perante um agente recenseador que transporta mais dúvidas que inquéritos e que, para além disso, tem todo o aspecto de ser um fanático por Isaac Newton, fazendo das folhas que transporta as maçãs com que procura demonstrar a Lei da Gravidade.

Outra novidade desta edição para ser o propósito do inquérito que, até aqui se destinava a obter dados estatísticos que permitissem caracterizar a população residente em Portugal. Desta vez, parece haver alguma vontade, ainda que tímida, em transformar as características da população residente em Portugal, como podemos ver na pergunta 32 do questionário individual:


O que acham desta subtil transformação de trabalhadores a recibos verdes, sujeitos a horários e chefias (como os formadores, por exemplo), em trabalhadores por conta de outrem? Será implicância minha?

segunda-feira, março 07, 2011

Encontrar os combustíveis mais baratos em Espanha

Numa altura em que os combustíveis estão já a atingir preços tais que já começa a ser encarada como sendo de bom gosto a oferta de garrafinhas de gasóleo bem decoradas, como prendas de aniversário ou de Natal, é bom recordar que existem na Internet sítios de referência para encontrar os preços de combustível mais baratos próximos de nós, como oportunamente aqui publicámos em 5 de Janeiro último (Clicar aqui).

Por sugestão oportuna do Paulo Martins (obrigado, Paulo!), e já que compensa -e muito!- ir ao país vizinho abastecer, apresentamos um site onde é possível localizar os postos de abastecimento de combustível espanhóis, assim como procurar quais os que oferecem melhores preços.


Trata-se do "Geoportal", um site da responsabilidade do "Ministerio de Indústria, Turismo y Comercio" de Espanha disponível em várias línguas, entre elas o português, que permite fazer pesquisa através de um mapa ou por pesquisa através de parâmetros personalizáveis.

É de facto um site fundamental para quem mora perto das zonas fronteiriças ou para quem planeie fazer uma viagem até Espanha e que apenas tem como falha grave o facto de não apresentar a localização dos pontos de venda e os preços dos belos caramelos Solano ou do Torrão de Alicante.

Sobre as difíceis relações entre o meu bisavô e o Estado Novo.

Decididamente, os meus antepassados tinham uma relação difícil com os actores políticos seus contemporâneos. Depois de já anteriormente aqui ter partilhado o episódio em que um meu bisavô paterno quase foi linchado na revolução republicana de 5 de Outubro de 1910, conto agora a história de um meu outro bisavô, de seu nome Manuel Andrade, que também teve alguns, passe o eufemismo, "atritos" com o poder político, este já instituído, chegando a ser preso por isso.

Estava-se então em período áureo do Estado Novo e na pequena aldeia de Vale da Figueira, aldeia perdida nas faldas da Serra da Maúnça, a população debatia-se com a dificuldade em encontrar um terreno disponível e favorável para cumprir uma aspiração de longa data: a construção de uma capela que servisse as necessidades espirituais e religiosas dos habitantes.

Num interessante gesto de altruísmo, o meu bisavô decidiu doar parte de uma sua propriedade, situada numa posição cimeira da povoção, para aí se implantar a capela. O pior foi quando, após a construção do referido templo, o padre que aí pregava assumiu que todo o terreno passara a ser propriedade da Igreja, pela simples razão de nele se situar a dita capela.

Após várias disputas, o meu bisavô decidiu por iniciativa própria construir um muro que separasse o local de implantação da capela do resto da sua propriedade. Não foi preciso mais para que fosse denunciado pelo padre como sendo alegadamente comunista, mesmo que o meu antepassado não fizesse a mínima ideia sobre o que era isso dos comunistas, e fosse preso e metido nos calabouços em Castelo Branco, sem acusação formada e sem qualquer explicação para si ou para os familiares, como aliás era tradição naquela época.

Felizmente, na altura as instituições tinham, apesar de se viver em ditadura, uma estrutura orgânica e um funcionamento algo semelhante ao actual e, após vários meses de solicitações por parte dos familiares, o meu bisavô foi finalmente libertado a troco de 2 ou 3 cabritos oferecidos a um elemento bem colocado nas autoridades locais.

Fica por saber se lhe chegaram a explicar o que era isso dos comunistas. Quanto ao muro, esse ficou onde estava.


sábado, março 05, 2011

A solidariedade masculina no ambiente do WC (Vídeo)

Um clássico que constitui a prova de que, para lá da porta das instalações sanitárias de uso masculino, se pratica um ambiente de elevadíssima solidariedade.

domingo, janeiro 30, 2011

Presidenciais 2011 - Da feroz campanha da Abstenção à urna improvisada numa caixa de cartão

Este texto deveria ter sido publicado no decorrer da semana passada. No entanto, devido a situações diversas resultantes de factores vários, tal acabou por não acontecer. Seja como for, e porque não quero desperdiçar prosa que entretanto já tinha escrito, aqui fica o dito artigo, numa espécie de comemoração dos 7 dias das eleições.

Naquelas que foram provavelmente as eleições mais atribuladas da 3ª República, a abstenção não deu hipótese à concorrência, vencendo com maioria absoluta de 53% das preferências do eleitorado.

A explicação passa evidentemente pela disparidade no nível de atractividade dos diversos programas eleitorais. Enquanto os costumeiros políticos da nossa praça impingem programas eleitorais pouco interessantes, essencialmente baseados em acusações mútuas, a Abstenção promete bucólicos passeios dominicais, tentadoras idas ao shopping e uma tarde no sofá a assistir aos filmes familiares da TVI, algo que, convenhamos, consegue ser mais atractivo do que as propostas dos demais.Também não é muito motivadora a expectativa de ter de encarar um boletim de voto meio soturno, ao qual só faltam os dizeres "Agradecimento" e "Missa do 7º dia" ao lado da foto de cada um dos candidatos.

Houve ainda um factor adicional e inesperado que terá contribuído para empolar ainda mais este resultado. De todo o lado chegaram relatos de eleitores cujas intenções de voto esbarraram clamorosamente no mais insuspeito dos obstáculos: o furtivo e implacável Simplex! Pensando que a apresentação do dito Cartão do Cidadão (também conhecido entre os amigos como Cartão Único) bastaria para poder votar, depressa vários eleitores descobriram que estavam enganados. Sem hipótese de confirmar o seu número de eleitor, desanimados pelas filas e pela saturação dos serviços de informação na web, há quem diga que muitos foram vistos em desespero, pondo o seu Cartão do Cidadão à contra-luz ou esforçando a vista no holograma do dito, na tentativa de encontrarem o número mágico.

Quanto aos candidatos, Aníbal Cavaco Silva voltou a vencer por maioria absoluta. Com uma campanha em duas fases: primeiro de total inocuidade para, logo a seguir, apanhar tudo e todos de surpresa com a revolucionária ideia de ser o salvador de uma pátria tão nas lonas que não teria dinheiro para suportar uma segunda volta. Nestas eleições, Cavaco Silva até aproveitou para pulverizar alguns recordes, de tal forma que o epíteto de Cavaquistão deixou de ser propriedade de Viseu para passar para Vila Real, pelo menos por uma vez.

Curiosamente, terá sido na aldeia de Enxabarda, freguesia do Castelejo e concelho do Fundão, que se registou o seu melhor resultado de sempre eleitoral, já que o professor arrecadou a seu favor, nada mais, nada menos, que 100% dos votos. O facto desse resultado derivar, devido ao boicote da população, de um único voto da autoria de um idoso de 85 anos e depositado numa urna improvisada com uma embalagem de cartão de um termo-ventilador, é apenas um pormenor. Os números valem o que valem.

Quanto a Alegre, apesar de ter mostrado um profundo conhecimento das nuances obscuras do sistema bancário português, em claro contraste com a fraca capacidade de controlo das suas próprias finanças, acabou por ser o grande derrotado da noite. Numa altura em que já há gente que não controla o reflexo de cuspir para o chão quando ouve o nome de José Sócrates e quando o seu grande trunfo nas últimas eleições foi precisamente a ruptura com o PS, ter o actual Primeiro-Ministro a discursar nos seus comícios de campanha não foi nada inteligente. Será que o Manuel Alegre queria mesmo ganhar?

Relativamente a Fernando Nobre, o maior elogio que se lhe pode fazer é que obteve praticamente o mesmo resultado que o Pai da Democracia obtivera nas anteriores eleições, com a diferença do primeiro ter concorrido como independente. Preencheu os tempos de antena com a sigla AMI, atirou-se ao Cavaco, atirou-se ao Alegre e, não contente com isso, atirou-se na parte final da campanha à Comunicação Social.

Do lado do PCP, quem assumiu o ingrato papel de candidato foi Francisco Lopes. Findas as eleições, faço a mesma pergunta que fiz no início: Mas afinal quem é este indivíduo? Não sendo original nas suas críticas ao Governo, fez questão de dizer ao país que era o único dos candidatos que não estava comprometido. Só não ficou bem esclarecido se era de política que falava ou do seu estado civil.

Da Madeira chegou aquilo que muitos apelidaram de "lufada de ar fresco" desta campanha, embora me pareça estranho denominar de "ar fresco" uma atmosfera tão viciada com óxido nitroso. Sinceramente, tenho de dizer que, no momento em que José Coelho se descreveu como sendo o "Mourinho da Política", quase conseguiu o meu voto. Numa campanha toda ela irreverente, tentou convencer os portugueses de que Alberto João Jardim era o culpado de todos os males da nação, isto antes de ter decidido que seria mais prudente dizer também algo acerca de Cavaco Silva. Convenhamos, o seu programa político era extremamente interessante para os contribuintes: para resolver a crise, as medidas de austeridade eram uma completa parolice. Bastava desterrar Alberto João Jardim. Não consegui ainda assim ter mais votos que o somatório dos votos nulos e brancos.

Vindo do Alto Minho, Defensor Moura acabou por quedar-se pelo último lugar das preferências dos eleitores. Acabou extremamente prejudicado pelo facto do território português se estender um pouco mais para além do rio Cávado. Assim de repente não me recordo de mais nada para dizer sobre ele...


Frases fortes das Presidenciais 2011:

Cavaco Silva: "Não faço comentários!"
Manuel Alegre: "Sou péssimo gestor de mim próprio!"
Fernando Nobre: "As sondagens são uma vergonha!"
Francisco Lopes: "Sou o único que não está comprometido!"
José Coelho: "Sou o Mourinho da política!". "Ouvi dizer que mora aqui um senhor que gosta muito de submersíveis!". "O Alberto João Jardim é um ditador"... é melhor parar.
José Sócrates: "Quem fala em crise não é patriota!", ouviram senhores contribuintes?
Mário Soares: "..."
Eleitor comum: "Como assim, não consto deste caderno?"

Tenho esta sensação desagradável de que falta aqui alguém...

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Este sim, é um voto nulo de categoria! Chuck Norris a presidente!

Há gente que se dá mesmo ao trabalho mas acredito que tenha animado, e muito, a noite dos diligentes responsáveis pela contagem de votos.

Foto disponibilizada pelo Tiago Rita

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Onde consultar os preços dos combustíveis e descobrir os mais baratos

Nos últimos dias, temo-nos visto obrigados a fazer mais uns furinhos no cinto, de modo a apertá-lo um bocadinho mais, correndo inclusive o risco de comprometer bom funcionamento do nosso tracto intestinal.

Se há sectores que fazem com que o contribuinte comum se sinta como uma das personagens coadjuvantes do arquitecto Tomás Taveira na longa metragem que fez sucesso nos anos 1980, um deles é sem dúvida o sector dos combustíveis, sector esse cuja política de preços subverte completamente o velho adágio popular, segundo o qual para baixo todos os santos ajudam.

Já anteriormente aqui havíamos deixado a referência a dois sites onde podem encontrar os combustíveis mais baratos mas, honrando o espírito de Serviço Público que de vez em quando nos move, voltamos aqui a fazer referência a eles.


Mais Gasolina


Na Internet desde 2005, é mantido pelo voluntariado dos seus webmasters e dos utilizadores registados, que vão actualizando os preços dos combustíveis dos postos de abastecimento das suas zonas de residência. Tem ainda um comparador de preços médios das principais gasolineiras sendo as mais caras a Galp, a BP e a Repsol. Disponibiliza ainda ferramentas para incorporar em dispositivos móveis. O site encontra-se em www.maisgasolina.com


Preço dos Combustíveis Online

Implementado pela Direcção Geral de Geologia em Fevereiro de 2009, este site permite a pesquisa de informação acerca dos postos de combustíveis segundo vários critérios, seja por pesquisa geográfica, seja por introdução de uma determinada rua (via Google Maps) ou ainda uma pesquisa mais criteriosa por tipo de combustível, marca ou tipo de posto.
O site encontra-se em www.precoscombustiveis.dgge.pt.

Será relevante cruzar informação dos dois sites para ter a certeza de que a informação está devidamente actualizada. Seja como for, são sem dúvida uma ferramenta extremamente útil no planeamento de uma viagem e, principalmente, na preservação do estado de saúde dos nossos bolsos. Experimentem e digam o que acharam.

terça-feira, novembro 23, 2010

Porque hoje apeteceu-me fazer alguns recortes de imprensa

Geórgia contrata 80 prostitutas em Lisboa

A prova de que uma Cimeira da NATO não tem de ser necessariamente uma coisa aborrecida. No entanto, já que estavam dispostos a investir em Portugal, não podiam também ter comprado uns quantos títulos de dívida?


Parlamento "perdoa" 23 milhões de euros aos partidos da Madeira

Estes 23 milhões são descontados nos 150 milhões de apoio à reconstrução, devido às cheias, que a Madeira vai receber no próximo ano, ou será que são uns troquitos que os contribuintes vão também compensar de alguma forma?


Mais de um terço dos adultos dizem que usam preservativos

Estes são número que talvez valha a pena rever após as recentes declarações do Vaticano e a presença da delegação da Geórgia em Portugal aquando da cimeira da NATO.

quinta-feira, novembro 11, 2010

José Sócrates... by Google

Segundo o Google, o nosso Primeiro-Ministro, o Engenheiro José Sócrates, é sem dúvida um homem versátil e com um domínio muito peculiar da língua inglesa. Aliás, e que me perdoe a minha cara Manuela Azevedo, a língua inglesa fica sempre bem desde que não seja na boca do nosso Primeiro-Ministro.



Enviem-nos as vossas melhores googladas! As melhores serão aqui publicadas semanalmente.

terça-feira, setembro 14, 2010

Mariano Gago recebe medalha por fazer de Portugal o país com o Ensino mais caro da Europa


Tenho pela figura do Sr. Dr. Mariano Gago, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, uma profunda admiração cuja génese remonta ao ano de 1999, quando este era apenas Ministro da Ciência e Tecnologia. Nessa altura, sossegando os temores públicos relativos ao famoso Bug do Milénio (lembram-se do Y2K?), anunciou que o Governo estava mais que preparado uma vez que, os seus sistemas, estavam dotados dos mais recentes anti-vírus.

Embora tal declaração seja equivalente a um indivíduo, sedentário e obeso, demonstrar a sua despreocupação perante um eventual ataque cardíaco, pelos simples facto de estar vacinado contra gripe, passei a admirar Mariano Gago a partir daí e muito mais a partir do momento em que, já mais recentemente, o mesmo Mariano Gago, numa conferência realizada em Madrid, defendeu que a pirataria informática era uma fonte de progresso e globalização, o que equivale a dizer que os grupos organizados da Cova da Moura ou de Chelas ajudam à circulação de capitais, ajudando assim a manter a dinâmica da economia nacional.

Esta manhã, nada indiferentes aos méritos de Mariano Gago, um grupo de jovens estudantes da ESMAE tomou conta do palco, durante a cerimónia de abertura do ano lectivo do Ensino Superior Politécnico no ISEP, para agraciar o Ministro com uma medalha "por ter feito com que Portugal seja o país da Europa que faz com que as famílias mais gastem com o Ensino". A simpática iniciativa mereceu o aplauso de todo o auditório e merece aqui ser revista:



sexta-feira, setembro 03, 2010

De aluna no Fundão a chefe de cozinha da Embaixada Portuguesa em Washington

Elisabete Barardo, antiga aluna da Escola de Hotelaria e Turismo do Fundão, é um verdadeiro caso de sucesso. Aos 24 anos desistiu do seu curso superior na área das artes para abraçar a sua outra grande paixão, a cozinha, ingressando para esse efeito no curso de nível III de Cozinha na EHFT.

Com grande dedicação e empenho cotou-se como uma das melhores alunas da escola e, depois de uma passagem por unidades hoteleiras de prestigio, é actualmente chefe de cozinha da embaixada portuguesa em Washington.

Elisabete Barardo é sem dúvida um exemplo e um grande motivo de orgulho para a sua escola e para a cidade que a acolheu durante 3 anos.


segunda-feira, julho 19, 2010

A tribo dos "Matrículas Esquisitas"


Esta manhã percebi, no trânsito automóvel, os primeiros sinais da iminência do mês de Agosto. Para além do já perceptível aumento da intensidade desse trânsito automóvel, fui obrigado, quando circulava dentro de uma rotunda, a quase imobilizar-me por causa de um indivíduo que entrou (e aqui ajusta-se plenamente a expressão) à grande e à francesa no "rond point".

Não quero com isto dizer que, no geral, esta tribo dos "Matrículas Esquisitas" não seja bem-vinda, pelo contrário, mas... continuo sem perceber por que diabos persistem em fazer uma interpretação tão particular do Código da Estrada, atitude que os leva por exemplo, a apropriarem-se das belas calçadas dos nossos passeios para efeitos de parqueamento automóvel. Sim, exactamente essas mesmas calçadas que nós, indígenas, passámos um ano inteiro a respeitar sempre sob o beneplácito das autoridades locais e, no caso da capital, da EMEL.

Sinceramente, desconheço se este desgoverno terá algo a ver com aquele rumor segundo o qual esta hoste, que qual salmão regressa sazonalmente ao seu local de origem, baseia a sua experiência de condução no período que por cá passa... mas que é aborrecido isso é, e até o pode ser para ambas as partes.
A exemplo disso, recordo uma situação que presenciei há uns anos atrás. Uma jovem senhora francófona regressava ao seu veículo que havia estacionado com a mestria necessária de forma a ocupar toda a largura de um passeio. No entanto, quiçá movido por um sentimento vindicativo, um outro condutor (este um indígena) estacionara o seu veículo em concordância com o Código da Estrada de forma paralela ao passeio, fechando com isto a saída ao carro da dita senhora.


Revoltada, a senhora não conseguiu evitar exclamar para quem a quisesse ouvir "P#####! Ces portugais se garent n'importe où!", isto é, traduzindo para português, "Ora bolas, que maçada. Estes portugueses estacionam cá em cada sítio...!"
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