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quinta-feira, março 20, 2014

Conselhos a seguir na procura de emprego


Há uns tempos atrás fui surpreendido num processo de zapping pelo "28 minutos e 7 segundos de vida", um programa da TVI 24 no qual José Alberto Rodrigues e Manuel Forjaz conversam sobre um tema específico. Embora me pareça que o programa abuse da exploração do facto de Manuel Forjaz sofrer de cancro, achei-o bastante interessante, sobretudo pela forma fluida da conversa, assente na capacidade de comunicação de Manuel Forjaz.

O tema do programa de que falo era a procura de emprego e durante quase uma hora falou-se não só das dificuldades que quem procura emprego tem de enfrentar, como também dos erros mais comuns que se cometem nesse processo. Aqui fica uma síntese das ideias principais enunciadas por Manuel Forjaz:

Quem procura emprego não explora o suficiente as possibilidades de procura que estão ao seu dispor, limitando-se muitas vezes aos tradicionais anúncios de jornal. Na Internet existe uma grande variedade de sites de procura de emprego e, para além disso, há que saber explorar as nossas redes de conhecimentos pessoais (familiares, amigos, antigos professores, etc).

Somos pouco cuidadosos com a nossa presença na Internet. A maioria das pessoas não olha à sua exposição on line fazendo publicações nas redes sociais que podem ser contraproducentes para a sua imagem junto de potenciais empregadores

A rede social LinkedIn é cada vez mais uma ferramenta usada por empregadores para recrutamento mas convém que quem cria o seu perfil nessa plataforma não se limite a criar uma página básica

O Europass foi uma coisa criada pelos eurocratas para os empregadores não empregarem ninguém. É um documento ilegível que não faz nenhuma diferenciação, tornando muito difícil para o empregador encontrar elementos diferenciadores que permitam contratar alguém

O curriculum vitae deve ser elaborado de forma a adequar-se ao empregador, à indústria, à complexidade das funções a desempenhar e de forma a destacar as competências que se querem demonstrar.

Um dos passos mais difíceis na procura de emprego é fazer chegar o curriculum vitae às pessoas certas

É preciso ser inteligente, criativo e experimentador na procura de emprego

Em geral, os candidatos vão às entrevistas de emprego muito mal preparados

Numa entrevista é preciso conhecer o entrevistador, o que é que o move, que tipo de pessoas é que ele emprega, tal como é preciso saber exactamente quais são as exigências do cargo ao qual o entrevistado se está a candidatar. Hoje em dia, em pouco tempo, é fácil obter informação sobre qualquer empresa a qual nos estejamos a candidatar

Nunca mentir é uma regra sacramental das entrevistas de emprego


Vídeo: uma entrevista de emprego na Idade da Pedra:
   


Numa entrevista, o contacto visual e a linguagem corporal são fundamentais.

Convém prepararmo-nos para perguntas difíceis como "Porque é que o hei-de escolher a si e não a outro?" ou "O que é que você vai trazer em termos de valor acrescentado a esta empresa?". Não se pode esperar que as perguntas se cinjam ao percurso profissional do entrevistado

Quando as pessoas não são escolhidas, desistem de continuar a tentar. É fundamental não se fechar a ligação com o entrevistador/potencial empregador no final da entrevista


Vídeo: as respostas pré-concebidas numa entrevista de emprego fora-de-série!

quinta-feira, outubro 31, 2013

Blatter vs Ronaldo e as prioridades dos portugueses



A polémica gerada pelas declarações de Joseph Blatter sobre Cristiano Ronaldo tem dominado a opinião pública portuguesa esta semana, substituindo até -imagine-se!- o desCarrilhamento do casamento de Bárbara Guimarães como tema de conversa nos espaços públicos privilegiados de tertúlia, desde o café da esquina ao salão da cabeleireira mais próximo.

Sinceramente, não percebo o porquê de tamanha indignação. É certo que, tendo o cargo que tem, Blatter deveria ter sido mais comedido na sua intervenção e não ter demonstrado preferência por um jogador em detrimento de outro. Contudo, não acho que tenha sido uma intervenção merecedora de tamanha onda de indignação e, aqui entre nós que ninguém nos lê, não só concordo com algumas das coisas que ele disse, como até achei piada à situação. Quem não gostaria de ter Messi como filho? Eu gostava e até estou a pensar em adoptá-lo, em prol de uma velhice tranquila e remediada. Se não conseguir, posso sempre tentar o Ronaldo, vá, para que não me acusem de traidor da Pátria. 




Voltando à polémica, no calor da indignação ninguém se apercebeu do descabido que foi o conteúdo da resposta de Ronaldo, ao dizer que aquelas declarações tinham sido uma mostra da consideração que a FIFA tem por si, pelo seu clube e pelo seu país. Eu pergunto: onde é que está implícita a referência ao Real Madrid e a Portugal, a não ser no ego do próprio Ronaldo? Pessoalmente, como português que sou, não me senti minimamente atingido. Joseph Blatter limitou-se a fazer a sua apreciação pessoal em relação a dois praticantes do jogo da bola. Ponto final.

O que é certo é que toda a gente, consciente ou inconscientemente, decidiu cavalgar a onda da indignação, através de reacções em forma de vídeos, textos, petições e espaços nas redes sociais exigindo a cabeça de Blatter. A celeuma tornou-se até matéria de Estado e não me admirava nada que, após o repúdio manifestado pelo Governo através do ministro da presidência Marques Guedes, o próximo passo venha a ser um implacável e contundente pedido de desculpas à FIFA através de Rui Machete.

Tenho de facto enormes dificuldades em compreender as prioridades dos meus concidadãos. Os angolanos dizem que não passamos de uns invejosos, que as nossas elites são corruptas e incompetentes e qual é o resultado? Como portugueses que se prezem e salvo um ou outro disparo acidental para o ar, não só ficamos quietinhos e calados como, ainda por cima, o nosso Governo pede-lhes desculpa. Agora quando se trata do CR7, alto e pára o baile! É o toque a rebate, é o pegar em forquilhas e archotes para salvar a Pátria e contra a FIFA marchar, marchar!


Adenda

Depois de ler há instantes a notícia do anúncio do Governo de que, pelo facto de o campeonato nacional ser "um evento de interesse público", teremos no próximo ano o regresso da transmissão televisiva de jogos de futebol em sinal aberto, o meu conspirómetro deu estranhamente sinal de alerta e associou a isto a intervenção de Marques Guedes. Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra, pois não?


terça-feira, outubro 08, 2013

Pontes, maratonas e manifestações (ou marchas, vá)


Perante isto:

"O Sistema de Segurança Interna deu um parecer técnico desfavorável à realização, a 19 de Outubro, por parte da CGTP, de uma marcha de protesto cujo itinerário inclui a Ponte 25 de Abril, invocando diversos riscos de segurança. " in Público (7-10-2013)

Eu pergunto:

Porque é que uma manifestação, ou marcha, portanto um ajuntamento onde todos participam em prol de um objectivo comum, oferece maiores riscos de segurança que uma prova onde milhares competem uns contra os outros?


quarta-feira, outubro 02, 2013

Rescaldo eleitoral das Autárquicas 2013

Terminadas que estão as eleições autárquicas, há muito para dizer e analisar. O primeiro facto relevante, na minha perspectiva pessoal, claro, é que não fui eleito, embora soubesse de antemão que a tarefa seria muito complicada. Tenho realmente pena de não poder trabalhar de forma mais activa para o bem comum deste cantinho da Beira mas -lá está!- a participação cívica pode ser feita de muitas e variadas formas. Certo é que 2014 irá trazer algumas boas novidades nesse aspecto.

Em relação a tudo o que girou à volta das eleições, campanha eleitoral inclusive, aquilo que primeiro me ocorre dizer é que foi indiscutivelmente uma experiência muito gratificante. Conheci um grupo que me acolheu da melhor forma, feito de gente determinada, voluntariosa e acessível. De igual modo, foi muito gratificante partilhar ideias e contactar com as pessoas que foram todas elas muito acolhedoras e receptivas. Houve episódios curiosos, claro. Destaco pelo meio o fair play daquele senhor que insistentemente me pediu um isqueiro que eu não tinha para dar e a simpatia daquele outro cujo cão investiu sobre mim, tendo-se detido a apenas um palmo de uma zona anatómica que me é particularmente cara.


Os números

No Fundão, manteve-se o cenário anterior. Na Câmara Municipal venceu a lista do PSD liderada por Paulo Fernandes, seguida do PS, CDU, CDS e, finalmente, do PTP. Em mandatos, a representação mantém-se em 5 elementos do PSD e 2 do PS. Sendo uma pessoa que aprecio, só posso desejar ao Paulo Fernandes força, coragem e sorte para este, agora sim, mandato completo para pôr em prática as suas ideias. 

Não concordo no entanto de forma alguma com a reinclusão na lista de um elemento que, tendo já feito parte do último elenco autárquico, saiu a meio do mandato para, de forma surpreendente (ou não) ter ido desempenhar funções de assessor de um ministro em Lisboa. Que imagem é que isto passa? Que confiança é que isto inspira aos cidadãos? Aguardemos pelos próximos capítulos.



Para a Assembleia Municipal, o cenário repete-se, vencendo mais uma vez o PSD. Em termos de mandatos, o PSD consegue 14, seguido do PS com 8 e finalmente da CDU que mantém os 2 que já detinha. Destacam-se aqui também os votos em branco que, por pouco, não conseguiam também eles um mandato.


Finalmente, para a Junta de Freguesia, que resultou da união das freguesias de Fundão, Donas, Valverde, Aldeia Nova do Cabo e Aldeia de Joanes, a lista DAR -a lista independente do PSD-, voltou a vencer, seguida da lista do PS, depois a lista independente UPF e finalmente a CDU. Em termos de mandatos temos aqui a perspectiva de uma coligação já que a lista DAR tem 6 mandatos contra 7 do conjunto dos adversários. 




Os cidadãos estão desinteressar-se!

Em termos partidários, é significativa a descida de votos no PSD, PS e CDS, especialmente nos dois primeiros partidos. Embora tendo tido uma votação modesta quando comparada com os dois principais partidos, a CDU registou uma subida muito interessante, aliás, foi mesmo a única força partidária a subir nas votações.

Preocupante é ver a tremenda subida da absentação e ainda dos votos em branco e dos votos nulos, num claro sinal de desinteresse e descrença dos cidadãos em relação às forças governativas. Este é um problema grave que deve obrigar tanto vencedores como vencidos a uma profunda reflexão. Nos próximos 4 anos será prioritário envolver os cidadãos nos projectos desenvolvidos, ouvi-los, alimentar a sua autoestima e o seu brio. Os autarcas não podem passar os próximos 4 anos fechados nos seus gabinetes. Mas este esforço não recai só sobre quem foi eleito. A oposição tem também inevitavelmente um papel importante neste esforço. Boa sorte a todos!

segunda-feira, julho 01, 2013

A Fuga de Gaspar!


Sai Vitor Gaspar, que fica para a história como o Ministro das Finanças que não acertava uma e que cometeu a proeza de ter dois orçamentos chumbados pelo Tribunal Constitucional, entra Maria Luísa Albuquerque, a senhora do Tesouro que, segundo consta, chega com excelentes REFERências mas não sabe nada acerca de swaps. Será que este filme vai ter sequelas? Mais alguém vai ter saudades deste Ministro das Finanças, para além dos produtores e comerciantes de café, chá preto, bebidas energéticas e outros produtos com doses cavalares de cafeína na sua composição?

CV resumido da nova Ministra das Finanças (avisem-me se encontrarem algo estranho):

Em relação à nomeação da nova Ministra, depois de ter escolhido para Ministro alguém com o currículo de Miguel Relvas, depois de ter nomeado para Secretário de Estado o Sr Franquelim Alvez, cujo nome está ligado ao escândalo BPN, a escolha da Sra Maria Luís Albuquerque, a "Senhora Swap", vem provar que Passos Coelho sabe escolhê-los a dedo. Cada tiro cada melro, Sr Primeiro-Ministro!

segunda-feira, janeiro 14, 2013

A culpa é do cão do dono?

Numa altura em que novamente os ataques de cães de raças tidas como perigosas estão na ordem do dia, e como sempre acontece perante estas notícias, vem-me sempre à memória um episódio no qual me vi envolvido durante a minha meninice.

Tinha eu a saltitante idade de 11 anos quando, num infeliz final de dia, fui atacado por um cão que pertencia à família havia já vários anos. O Leão era um rafeiro de médio porte (que, à escala própria da minha idade de então, me parecia bastante grande) que nascera de uma cadela, a Farrusca, que havia sido recolhida, já adulta e em estado semi-selvagem, pelo meu homónimo tio-avô.

Vivi com os meus avós durante 4 anos, convivendo portanto com o Leão durante todo esse tempo. Ele era um cão algo temperamental mas sempre dócil com as crianças. Aliás, permitia até que eu e o meu primo Alexandre nos sentássemos no seu dorso, transportando-nos até se cansar. No entanto, vários cães menores da aldeia foram alvo da sua fúria, alguns de forma fatal. Várias foram as queixas e os pedidos para que o Leão fosse abatido. Houve até quem tentasse fazer justiça por suas próprias mãos, como já muito mais tarde acabariam por confessar. Por exemplo, furioso pela morte do seu cão de estimação, um habitante da aldeia viu um dia o Leão passar perto da sua casa. Chamou-o e atirou-lhe um pedaço de pão no qual havia vertido algumas gotas de veneno. O Leão aproximou-se da oferenda, cheirou-a e, com uma descarada impertinência, levantou a pata traseira e acrescentou os seus próprios fluidos ao já embebido pedaço de pão, partindo em seguida.

Naquele fatídico fim de tarde, algures em Setembro, penso eu, eu estava na brincadeira com o resto da miudagem, na costumeira algazarra irrequieta. O Leão aproximou-se e ficou estático junto a mim, enquanto as brincadeiras prosseguiam. De repente, sem pré-aviso, atirou-se rosnando à minha perna esquerda. Fechou a mandíbula junto ao meu joelho, sacudiu algumas vezes e, tão inesperadamente como atacou, largou-me e partiu.

A minha primeira preocupação foi pedir aos meus amigos que nada dissessem ao meu avô pois ele de imediato mandaria abater o Leão. Abalado, fui para casa com uma estranha falta de força na perna e entrei discretamente no meu quarto. Aí, subi a perna das calças para, ingenuamente, averiguar se o ataque tinha deixado algum hematoma. Para meu horror, à minha frente destapou-se um buraco enorme na perna, através do qual conseguia avistar uma importante parte do tecido muscular daquela zona, e mais além!

Claro que foi impossível continuar a ser discreto. Em aflição fui a correr avisar os meus pais que, de imediato me levaram ao Hospital do Fundão onde fui suturado com cerca de uma vintena de pontos.

Quanto ao Leão, que no regresso do hospital se dirigiu ao carro de rabo a abanar, acabou mesmo por ser abatido. Creio que parte da minha meninice morreu no dia em que mo comunicaram pois, a única coisa que consegui sentir para além da tristeza, foi um enorme sentimento de culpa, por ter contribuído para a morte de um amigo de muitas brincadeiras, isto apesar de durante muito tempo ter sofrido  de cinofobia e, ainda hoje, carregar as marcas físicas desse episódio.

É legítimo culpar um cão? Um cão não se rege por princípios de moralidade, não tem noção de certo e de errado. É por norma o reflexo da forma como os donos agem (e não agem) perante ele. O Leão era, na sua essência um cão de rua, o chefe da matilha e portanto territorial. Naquele dia, a algazarra de meia dúzia de miúdos no seu território não lhe caiu bem, ou talvez não tenha concordado com o facto de eu estar a brincar com outros que não ele. Agiu de acordo com os seus instintos. Não devia ter perdido a vida por isso.

Chegando ao caso do Zico...

Nos casos de ataques de  cães de que vou tendo conhecimento na comunicação social, fico sempre com a sensação de negligência por parte dos donos. Este caso do Zico é paradigmático: para além de todas as considerações sobre se o meio familiar era ou não disfuncional, o cão vivia confinado a um espaço reduzido. Por outro lado, as declarações de relativização da importância do cão ("Ele já era para ter sido abatido há um ano!" e "Não tínhamos condições para manter o cão!") realçam que o mesmo era tido como um objecto sem valor pela família.

Entretanto há também interrogações que ficam no ar: por que motivo tinha aquela família aquele tipo de cão, sobretudo quando eles próprios admitem que não tinham condições? Abater o dito vai impedir que esta família volte a ter um cão? Em que circunstâncias decorreu o ataque? Há muita coisa que ainda se desconhece sobre este episódio. Para já, e infelizmente, a única coisa que se pode fazer é lamentar a perda de uma vida.
É claro que dificilmente o cão escapará ao abate, até porque, dado o seu historial, não acredito que uma família queira adoptar este cão e deixá-lo aproximar-se de crianças.

Creio que já é altura de legislar de forma mais dura sobre esta matéria, agravando as sanções sobre a posse ilegal de cães de raças ditas perigosas e sobre os requisitos obrigatórios para poder ter um deles. Mal treinado, mal tratado, um cão pode tornar-se perigoso mas, tal como acontece em relação às armas, perigoso mesmo é o seu dono não conhecer a relação causa-efeito que existe entre o gatilho e o cano e ainda considerá-la apenas mais uma peça do mobiliário lá de casa, colocando em risco todos os que o rodeiam.

segunda-feira, setembro 17, 2012

Onde é que tu estavas no 15 de Setembro de 2012?



Memorável! É o que se pode dizer de um dia em que os portugueses mostraram que o limite da tolerância foi atingido e que não concordam com uma política governativa que asfixia cada vez mais os que cada vez mais menos têm. Na Covilhã, algumas centenas saíram à rua e manifestaram-se contra o (des)Governo deste país. Foram poucos mas foram bons. Eu estive lá com muito orgulho... e ainda mais indignação.






 Até o Pêro da Covilhã, perdido no infinito, parece pensar que será mais fácil encontrar o Preste João do que a saída desta crise...

segunda-feira, setembro 10, 2012

O "delírio patriótico" de há 114 anos atrás...


"A Natureza foi prodiga n'esta região formosa como poucas, e com inheuxariveis fontes de riqueza: o homem, porém, é que parece não estar disposto a tirar proveito de tantos recurso. A rotina assentou aqui o seu quartel general. (...)

Ha uma absoluta indifferença por tudo o que seja o bem da comunidade, excepto quando se trata de eleições. Então um delirio patriotico apodera-se de todos os espiritos, e cada qual só cuida de salvar a patria."


in "O Fundão; Breve noticia illustrada com 9 gravuras", Setembro 1898

Com a aplicação dos Acordos Ortográficos, bem poderia passar por uma qualquer crónica actual. Quanto mais as coisas mudam, mais ficam na mesma, não vos parece?

quinta-feira, junho 28, 2012

II Tertúlia "Ouvir e Falar" - Pela Democracia e Cidadania


"É JÁ AMANHÃ!
No âmbito do Ciclo de tertúlias "OUVIR E FALAR", organizado pelo blogue Pegada (http://pegada.blogs.sapo.pt/1899392.html), vai decorrer, AMANHÃ, SEXTA-FEIRA, PELAS 21 HORAS, na PRAÇA DO MUNICÍPIO DO FUNDÃO, a “II TERTÚLIA PELA DEMOCRACIA E CIDADANIA”, que contará com a presença do Cidadão ANTÓNIO MARINHO PINTO, Bastonário da Ordem dos Advogados, que se juntará aos demais Tertulianos que queiram estar presentes.OUVIR e FALAR quer dizer isso mesmo. Concordar, discordar, aceitar, rejeitar...; discutir ideias! A tertúlia de amanhã será o que os tertulianos fizerem dela. Sem donos ou peias..."

Fui à primeira edição desta tertúlia e gostei. Gostei de ver aquela gente toda reunida, gostei de ver aqueles cidadãos a subir ao pelourinho e dizer o que lhes ia na alma e gostei do local escolhido pelo seu simbolismo. Não gostei contudo de não ver, numa altura em que toda a gente parece ter tanto para dizer, aquela praça com mais gente. Timidez, talvez? Será que agora, passado este tempo de austeridade derivada da irresponsabilidade de quem nos tem governado, a motivação será maior? 

Amanhã se verá.

sexta-feira, março 23, 2012

quinta-feira, março 22, 2012

Piquetes de greve da Carris estão a usar bloqueios de Jorge Jesus para contrariar os fura-greves


Os piquetes posicionados nas estações da Carris estão a recorrer a todos os meios para conseguir aumentar a adesão dos trabalhadores à paralisação nacional que hoje tem lugar e, após as acções policiais de que foram alvo durante a madrugada de hoje, mudaram radicalmente de estratégia, passando a adoptar a táctica do bloqueio de Jorge Jesus que tem feito furor no campeonato nacional de futebol e que recentemente foi aplicada com sucesso no encontro das meias finais da Taça da Liga.

Um trabalhador (que pediu anonimato) declarou que ao tentar aceder à estação da Musgueira, foi "bloqueado por 3 membros corpulentos do piquete que o imobilizaram de forma bruta, aliviando-o inclusive da marmita, dentro da qual transportava uma salada de pimentos, uma lata de sardinha em conserva e uma garrafa pequena de vinho branco adamado".

Apesar das muitas manifestações de descontentamento por parte de quem tentou ir trabalhar, indiferente à greve, e não o conseguiu fazer, a polícia não interviu uma vez que, apesar de considerar qualquer forma de impedir os trabalhadores de ir trabalhar livremente, ainda não conseguiu perceber se esta manobra se enquadra ou não nesta categoria.

imagem original obtida aqui: CGTP

sexta-feira, março 09, 2012

EDP, sempre mais e melhor!

A EDP, desde há uns tempos Electricidade Democrática Popular, fez saber ontem que em 2011 obteve os resultados líquidos mais elevados de sempre, cifrando-se na ordem dos 1,125 mil milhões de euros, correspondendo portanto a um aumento de 4%.

Sinceramente não tenho a noção exacta do que significa uma quantia de 1,125 mil milhões de euros mas parece-me de facto um bom resultado. Basta dizer que esta quantia me permitiria, com alguma folga, adquirir umas calças de fazenda que avistei ontem numa montra da Rua da Cale e que, digo-vos já, eram bem jeitosas.

No entanto, a EDP é uma multinacional com um forte sistema de valores, sendo um deles a exigência! Apesar destes resultados, os gestores da EDP (não, não falo daqueles que lembram a equipa de ténis de mesa do Sporting há uns anos atrás) acreditam que é possível fazer mais e melhor e portanto, foi hoje anunciado o aumento do preço da electricidade a partir de Janeiro de 2013.

Nós, contribuintes abnegados, cá vamos fazendo jus ao nosso nome. Tudo pela causa!

terça-feira, fevereiro 21, 2012

OUVIR E FALAR - Ciclo de Tertúlias pela Democracia e Cidadania

TERTÚLIA AO AR LIVRE.

A ideia é tão simples que dá ares de complicada.

Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

A Pegada, com o apoio do Blog do Katano, vai organizar um ciclo de tertúlias "OUVIR E FALAR" ao ar livre.
As regras são tão simples que, praticamente, não existem. Resumem-se a "OUVIR E FALAR". DEMOCRACIA, LIBERDADE, CIDADANIA. Passar das conversas de café para uma, espera-se, grande conversa de RUA. Um grupo de amigos (e de amigos de amigos) que se reúne, numa Praça, em várias Praças, para conversar. Sobre o que nos atenta. Sobre o que não mata mas mói. Pisa, mastiga, importuna, cansa. E -- também os ditos se renovam -- mata!

Não temos partido, mas tomamos partido.

A primeira Praça a receber-nos será, assim tudo corra bem, no Fundão. Seremos dez, seremos cem, seremos duzentos. Pouco importa. Acima de tudo, seremos.
Estamos indignados, mas não somos indignados.
Este grupo recém-criado no facebook servirá, acima de tudo, como uma pré-tertúlia. Uma preparação para uma data já definida mas cujo anúncio concreto reservaremos para daqui a alguns dias (não se trata de fazer render o peixe, trata-se apenas de acertar tudo para que, a falhar alguma coisa, não falhe a organização de algo que vai exigir muito de cada um dos que avançaram com a ideia).

Em suma, e tudo se resume ao dito no início.

OUVIR E FALAR.

Um dia destes, no Fundão.

Haverá melhor sítio em Portugal para uma iniciativa deste género? Honremos esta terra e com ela honramos Portugal.
Não somos pioneiros, já alguém por aqui fez algo de semelhante. A seu tempo, lembraremos o seu nome aos mais esquecidos.

Terminamos com quem sabe, parece que era grego (sim, dessa mesma Grécia de XXI):

Platão, República, Livro VII
"Que estranha cena descreves e que estranhos prisioneiros. São iguais a nós"

OUVIR E FALAR.

Post scritum para quem estiver interessado em saltar do banco do café: clique aqui e, no canto superior direito, peça para aderir ao grupo; o pedido será certamente correspondido.


Texto de Rogério Costa Pereira - Pegada

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

"Brennt Athen"?

Hoje Atenas está a arder. Vítima por um lado da corrupção e irresponsabilidade criminosa dos políticos que governaram o país durante as últimas décadas e, por outro, vítima de parceiros que sob a máscara da solidariedade, estão a aproveitar a situação para encher ainda mais os bolsos, obrigando o país a medidas de austeridade que fazem as nossas parecer bem suaves.

Portugal não é a Grécia, felizmente, mas é impossível não estarmos solidários para com um povo que enfrenta uma crise que ameaça começar a deixar a esfera do social e do económico para se tornar uma crise humanitária.

Suprema ironia esta se tivermos em conta que se trata do berço da Europa e do berço da Democracia.

* A 23 de Agosto de 1944, perante o avanço dos Aliados, Hitler deu ordens ao Governador Militar de Paris, Dietrich von Choltitz, para arrasar a capital de França. Após uma sequência de eventos pouco clara, diz-se que Choltitz terá deliberadamente recusado destruir a cidade, mesmo após um telefonema de Hitler que lhe perguntou exasperado: "Brennt Paris?" ("Paris está a arder?").

Foto: Chariweb

segunda-feira, setembro 12, 2011

quinta-feira, setembro 08, 2011

Prof Cavaco, eles encontraram finalmente a solução!

Perguntava no início do ano o nosso Presidente da República, o Prof. Aníbal Cavaco Silva, o que era necessário fazer para que nascessem mais bebés em Portugal.



O novo Governo não ficou insensível ao pungente apelo e parece querer oferecer uma solução simples:



Imagem: Corpo Saun

quarta-feira, junho 08, 2011

Museu do Fundão apresentou 6º número da revista premiada Eburobriga


O Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, no Fundão, apresentou ontem o 6ª número da revista científica Ebvrobriga, uma publicação que em 2010 viu reconhecido o seu valor pela APOM, Associação Portuguesa de Museologia, como prémio de Melhor Trabalho de Museologia. Recorde-se que, já em 2008, a APOM havia atribuído ao Museu uma menção honrosa na categoria do Melhor Museu Nacional.

A apresentação esteve a cargo de Ana Mercedes Stoffel, docente da Universidade Lusófona, que se revelou uma excelente oradora, e que aliás faz parte do conselho editorial da revista, à semelhança de alguns dos nomes mais importantes da arqueologia e museologia em Portugal.

Esta apresentação coincide com o anúncio da assinatura de um convénio de colaboração entre este Museu e o Museo Nacional de Arte Romano, de Mérida, facto que vem acrescentar mais uma página de ouro à curta mas intensa história da existência deste museu, que se assume cada vez mais como uma referência nacional na área da museologia e investigação arqueológica. Está portanto de parabéns toda a equipa do Museu Arqueológico José Monteiro.


Quem este fim-de-semana vier ao Fundão, aproveitando um fim-de-semana prolongado para participar na Festa da Cereja, não pode deixar de visitar este museu!

domingo, junho 05, 2011

E hoje? Estão à rasca para votar?


Hoje temos um dever a cumprir. Não basta passarmos o resto do tempo a reclamar, a protestar contra quem nos governa, seja ele Fulano ou Beltrano ou seja pelo voto em branco, a declaração efectiva de que nenhum dos candidatos nos enche as medidas. É preciso votar por nós, pelo país.

Há 3 meses atrás escrevi aqui, inserido num artigo intitulado "Geração à Rasca: Manifesto acerca da nossa fraca responsabilidade democrática e dos protestos mal dirigidos", o seguinte:

Uma das principais falhas da Democracia portuguesa é o facto da população, tantos anos depois e passado o deslumbramento inicial pós-25 de Abril, não ter conseguido perceber e assumir a sua
responsabilidade cívica. Falta de maturidade democrática? Provavelmente. Falta de responsabilidade? Principalmente! Isso começa quando se ouve dizer "Sou apenas um. O meu voto não faz diferença." e, quando damos por ela, mais de metade dos eleitores decidiram que o seu voto não era importante. Na prática, não há diferença entre quem se assume desiludido com o sistema político e os seus intervenientes e, por isso, não vai votar, e quem decide ficar na esplanada mais próxima a bebericar umas imperiais com os amigos, lendo o jornal desportivo do dia. Quantos dos que amanhã vão sair à rua se deram ao trabalho de ir votar nos últimos 4 ou 5 actos eleitorais? Na impossibilidade de o saber, que cada um responda a si próprio e à sua consciência.

Espero sinceramente descobrir hoje que estou enganado. Agora se me dão licença, vou ali votar e já venho.

PS - Não sabem onde é que devem votar? Descubram aqui: Consulta dos Cadernos Eleitorais.

terça-feira, maio 24, 2011

Vulcão Grimsvotn leva ao cancelamento de 6 voos de apoiantes de Sócrates provenientes de Islamabad e Mumbai

Suspeita-se que os islandeses tenham ligado o Vulcão para criar uma cortina de fumo de modo a que os credores não consigam encontrar a ilha.

Trata-se sem dúvida de um rude golpe para José Sócrates. Várias centenas de apoiantes que se preparavam para embarcar rumo a Portugal, para manifestarem o seu efusivo apoio nos comícios de campanha do candidato socialista, viram as suas expectativas defraudadas já que a erupção do vulcão islandês Grimsvotn levou ao cancelamento dos voos como medida de precaução.

Vários apoiantes de Sócrates manifestaram-se furiosamente em Islamabad

Vários deles deram conta da sua tristeza, pese embora terem manifestado alguma estranheza quando confrontados, pelos jornalistas, com o facto de a omnipresente rosa ser o símbolo de um partido político e não o logótipo de uma convenção internacional de vendedores ambulantes de flores.

Os directores de campanha de José Sócrates estavam também inconsoláveis. Um deles, que pediu para não ser identificado, deu uma ideia do prejuízo que esta situação irá provocar para a campanha do actual Primeiro-Ministro: -"O que é que vamos agora fazer com tanta chamuça? E o caril? Quem é que vai comer isto tudo? Ainda para mais, os idosos aos quais temos proporcionado transporte e alimentação, para expressarem a sua profunda convicção socialista e elevada admiração pela figura do Eng. Sócrates, não podem ingerir alimentos muito condimentados porque isso lhes provoca diversas perturbações, nomeadamente gástricas e intestinais!".

Já Sócrates foi parco em palavras mas, ainda assim, negou de forma veemente as acusações de presença de cidadãos de nacionalidade estrangeira entre os seus apoiantes presentes nos comícios, rotulando a acusação de "delírio disparatado de quem não tem programa governativo e só diz mal do Governo". Pelo contrário, referiu que vários deles são descendentes dos marinheiros portugueses da primeira expedição de Vasco da Gama à Índia e portanto, ilustres cidadãos nacionais. Concluiu chamando a atenção para o facto de serem os partidos da Oposição que, pela sua conduta irresponsável e anti-patriótica, os culpados da situação, por terem provocado uma crise política que redundou em eleições, eleições essas que acabaram por coincidir com a erupção do Grimsvotn.

Alguns dos apoiantes de Sócrates em Évora, afirmaram que já votavam no Partido Socialista muito antes da Carolina Patrocínio.


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