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segunda-feira, fevereiro 13, 2012

O Serrano visto por um erudito em 1938*

Chegou-me às mãos muito recentemente este exemplar, da autoria de Carlos Alberto Marques, publicado pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 1938. Trata-se de um estudo sobre a Geografia da Serra da Estrela, bastante completo aliás, e que tem no interior uma dedicatória que, segundo parece, será endereçada ao Cardeal Cerejeira. Digo "será" uma vez que não consegui ainda aferir a sua autenticidade.

Diz a dedicatória:
"O presente livro não é para ser lido por V. Eminência. Pretende apenas trazer-lhe à lembrança a admiração e gratidão de um seu aluno do grupo dos cinco, Vergílio, Marques de Jesus, Lopes de Almeida e X(...) Morais, que respeitosamente beija o sagrado anel." Assina Carlos Alberto Marques.

Entre temáticas várias, há uma passagem que acho deliciosa e que se prende com a caracterização do indígena serrano feito pelo autor:

"O serrano ou montanhês da Estrêla, beirão genuíno, é em geral dolicocéfalo**, de estatura média, moreno, de castanho ou pretos cabelos, de olhos negros ou escuros, robusto, do tipo rácico íbero-insular.

Astuto e activo, são-lhe inatos os sentimentos de liberdade e da independência; é de poucas falas (generosamente se abre excepção para a tagarelice feminina e do rapazio das escolas) e bastante impulsivo; rude no trato, é franco e fiel; ousado até à temeridade, é algo persistente; leva uma vida infra-humana, lutando contra o clima e pobreza das terras, acarinhando estas e os gados e desprezando a política; fundamentalmente religioso, vê e adora Deus nas grandes altitudes e nas tempestades, apreciando as festas religiosas e rezando, em família, apenas à noite; quando pragueja e blasfema é animal supersticioso; vive muitos anos e morre de cansaço; é sóbrio na alimentação mas bebe muita água ou muito vinho, quando o há; tem pouco cuidado com o vestuário e é desleixado com o cabelo e com a barba; não teme a noite nem os caminhos e habita sem constrangimento todo o lugar que não tenha chuva nem vento."

* - O Dr Américo Rodrigues teve a gentileza de partilhar comigo alguma informação adicional sobre o autor deste estudo de geografia, a qual novamente agradeço. Diz-me no seu e-mail: "Carlos Alberto Marques foi professor do Liceu da Guarda durante muitos anos. Era professor de Geografia. Julgo que era natural da zona do Sabugal. A obra que refere está editada pela Assírio & Alvim, que editou também uma obra sobre a Bacia Hidrográfica do Côa."

** Dolicocéfalo - Que tem o crânio com comprimento maior que a largura.

terça-feira, janeiro 24, 2012

Como identificar um maçom. O vídeo indispensável para os dias que correm!

Nos tempos que correm, muito se tem falado da maçonaria e da promiscuidade entre esta e a política. Ora, se em geral a opinião pública desconhece o que diabos é um maçom, esta tem por outro lado a certeza de que se trata de um indivíduo pernicioso, com um gosto por vestuário extremamente duvidoso, e que até pode ser portador de perigosíssimas doenças contagiosas.

Não sabendo quem são, quantos são nem onde estão, e sabendo que todos os dias nos podemos cruzar com um maçom na rua, ou até mesmo no elevador, importará pois esclarecer o cidadão comum sobre qual a melhor forma de identificar um maçom. Os sinais são inconfundíveis e foram recriados com extremo rigor pelos Monty Python neste sugestivo sketch que vale a pena visionar com atenção.


Perante isto, posso afirmar com todo o rigor de que estou certo de que aquele indivíduo, completamente desnudado e extremamente calmo, com quem nos cruzámos numa rua de uma aldeia, numa amena noite de 2005, era sem dúvida um maçom!

E eis que começa um novo e mui aliciante desafio...


"Sem memória, o mais inteligente dos homens nada é porque com nada se identifica."
João Bénard da Costa - 10-6-2008

De há uns anos a esta parte, mais precisamente desde 1998, tenho-me envolvido de forma crescente nas "guerras" em prol da defesa e divulgação do património histórico da Beira Interior. Fi-lo na forma de sites, um dos quais, actualmente em stand by, acabou por me valer o convite para a participação como orador em jornadas de arqueologia, e ainda na forma de projectos de investigação, um dos quais redundou na realização de uma exposição temporária que visitou sucessivamente a aldeia que foi objecto do projecto, a sede de freguesia e, finalmente, a sede do concelho.

A partir de ontem, é com imenso orgulho que me vejo perante um novo desafio, tendo sido escolhido para desempenhar o cargo de Presidente da Sociedade Trebaruna - Amigos do Museu do Museu Arqueológico do Fundão. Esta Sociedade, fundada em 2010, tem como missão coadjuvar o M.A.F. nas suas actividades, tendo no entanto a autonomia necessária para ter a sua própria agenda de actividades, no sentido de envolver a população do concelho do Fundão nas causas da cultura e do património histórico. Trata-se ao fim e ao cabo de uma plataforma que deverá ser capaz de despertar consciências para a importância do conhecimento e da preservação do património. O simples facto de suceder no cargo a um "monstro" da cultura como é o Mapone, um homem que merece desde há muito a minha admiração, ajuda a elevar ainda mais a responsabilidade inerente a este cargo.

Por outro lado, enche-me a satisfação o facto de poder contar com uma equipa formada por pessoas que têm tanto de admirável como de voluntarioso, em quem sei que posso confiar a 100%. À Leonor, ao Bruno, ao João, ao Fernando, à Ana, ao Mário e à Berta renovo os meus agradecimentos por terem aceitado acompanhar-me neste projecto. Não menos satisfeito fico por poder colaborar de perto com a equipa do M.A.F. que, pelo trabalho que têm desenvolvido, são sem dúvida um motivo de orgulho para o concelho do Fundão.

Agora é tempo de deitar mãos à obra!

Sociedade Trebaruna no Facebook: www.facebook.com/strebaruna

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Um conto sobre plágio (vídeo)

Com base no "Um Conto de Natal" de Charles Dickens, a Biblioteca da Universidade de Bergen, na Noruega, produziu este vídeo onde, de forma divertida, aborda a questão do plágio e as consequências deste.

Um vídeo para ver, rir e... reflectir!


quarta-feira, janeiro 18, 2012

Plágios e plagiadores, a praga persistente

Se há coisa que me altera o sistema, mais ainda do que uma lata de feijão preto cujo prazo de validade expirou juntamente com o último Tiranossarus Rex, isso é sem dúvida... O PLÁGIO!
Ao longo dos últimos anos (agora que penso nisso, praticamente desde 1999), descobri várias vezes que textos ou fotografias da minha autoria (até sites!) haviam sido plagiados das mais variadas formas e por pessoas e entidades dos mais diversos quadrantes. Vejam alguns exemplos:

Os jornais!

Por exemplo, recordo-me de um artigo dedicado à Torre de Centum Cellas, publicado pelo jornal guardense Terras da Beira em Abril do ano 2000 e que era cópia do meu trabalho num site dedicado exclusivamente a esse mesmo monumento, que eu havia criado em 1998/99. Infelizmente só descobri isso alguns anos depois na versão antiga do site do jornal mas ainda assim enviei um e-mail, dirigido à redacção do jornal e ao seu director, manifestando a minha indignação. Sem resposta fiquei.

Por essa altura, também o jornal O Interior decidiu usar uma foto da minha autoria para ilustrar o artigo da semana numa rubrica dedicada ao património arqueológico. No artigo, dedicado à calçada romana do Tintinolho, acharam por bem copiar uma foto que eu publicara num portal que mantive durante muitos anos sobre arqueologia, o ArqueoBeira, e que hoje se encontra "em hibernação", dando-se ao luxo de recortar uma banda da foto de modo a excluir o logótipo de referência ao portal.

O design de um site!

Este portal arqueológico foi aliás bem fértil em plágios. Recordo-me de ter encontrado um site, dedicado creio eu à povoação de Loriga (ou algo parecido), que era cópia chapada do design que eu fizera para o ArqueoBeira. Ao consultar o código desse site, descobri que o autor do plágio nem sequer se dera ao trabalho de retirar algumas tags de código html que eu personalizara. Guardara as páginas do meu site e alterara visualmente o conteúdo. Ironicamente, o "artista" tinha disponbilizado um inquérito a perguntar às pessoas o que achavam do novo design do site. Fiquei fulo e enviei ao autor daquela brincadeira de mau gosto um e-mail de protesto, no qual usei várias vezes a palavra "processo". Desfez-se em mil desculpas e o site retornou ao design anterior em menos de 24h.

O ex-ministro!

Em 2005 ter um blogue de campanha era sinónimo de espírito inovador e não, como agora, uma obrigação. Nuno Morais Sarmento, ministro nos XV e XVI Governos Constitucionais, não fez por menos e criou um blogue chamado "Força Interior" para dele fazer um diário da sua campanha pelo Distrito de Castelo Branco, aquando das eleições legislativas de 2005.

A "postas" tantas, publicou um artigo intitulado "Regresso ao Fundão" no qual lamentava que uma gripe tenha afectado o seu programa e impedido de ir, entre outras localidades, à Aldeia de Joanes. Sempre partilhando os endereços dos sites das instituições que foi citando ao longo desse artigo, terminou o mesmo com a frase: "Deixo na fotografia deste post a imagem da Igreja de Aldeia de Joanes", um registo do que perdi,...". O artigo em questão era ilustrado com uma fotografia que eu tirara e colocara no meu portal no ano 2000, tendo-se abstido de fazer qualquer alusão ao mesmo. (Cliquem aqui para saber mais).
Voltando à actualidade, siga o plágio!
Há alguns dias atrás, fui alertado pelo Márcio para um e-mail que anda a circular sobre como evitar as portagens na A23 e que ele fez o favor de me reenviar. Ao abrir o anexo desse e-mail fiquei estupefacto ao verificar que alguém pura e simplesmente copiara INTEGRALMENTE os dois artigos que aqui publiquei sobre como evitar portagens na A23 entre Torres Novas e Castelo Branco e entre Guarda e Castelo Branco e colara tudo num documento de texto, tendo depois guardado o resultado em PDF, portanto um ficheiro cujo propósito é evitar a alteração do seu conteúdo, e tendo ainda o supremo desplante de assinar o seu nome em rodapé em todas as páginas.

Não é que este caso me afecte tanto como os anteriores, uma vez que o meu objectivo sempre foi o de fazer com que estas informações alcançassem o maior número possível de pessoas, de modo a lutar contra esta injusta imposição governamental mas, ver outra pessoa colher os louros por algo que não fez, é algo que me custa a digerir.

Poderão dizer que, ao serem copiadas, algumas das imagens mantiveram o nome deste blog. É verdade. Infelizmente, ao serem comprimidas durante o guardar do ficheiro, estas referências ficaram extremamente difíceis de ler e só alguém com a acuidade visual própria de um híbrido resultante do cruzamento entre uma ave de rapina e um piloto de aviação de combate as conseguirá detectar facilmente.

O que salta à vista é o nome do autor da infâmia: o Sr. João Mirrado. Não sei se o seu objectivo foi propriamente o de obter o reconhecimento pelo artigo ou se simplesmente foi o de ser elogiado pelo trabalho de paginação (que diga-se a verdade podia estar bem melhor). Também não consegui obter deste senhor qualquer resposta já que, tendo encontrado um suspeito no Facebook, enviei-lhe uma mensagem que ficou sem resposta. Quem cala consente ou não sabe o que é aquele número vermelho que está ali no canto superior esquerdo do Facebook?

Sobre este caso, faço minhas as palavras do Xamane, o nosso esmerado fotógrafo residente, que ao receber este e-mail respondeu ao remetente da seguinte forma:

"Com certeza não sabes mas este texto e mapas foram copiados, letra por letra do blog do David (http://dokatano.blogspot.com/), basicamente este João Mirrado fez um plágio integral.
Foi ao blog, fez cópia, fez paginação no formato PDF e difundiu pela NET com o nome dele.

A intenção não aparenta ser outra senão a de ajudar a difundir informação útil, daí o David não se ter importado, mas não deixa de ser caricato de no meio de tanto altruísmo do João Mirrado, este ter sentido a necessidade de se creditar por algo que não fez. Enfim, intelectualmente desonesto.
"

Ainda há esperança para o Mundo!

Felizmente, há quem ainda conheça o conceito de ética e não abdica dele quando confrontado com a perspectiva da utilidade do produto de outrém e já muitas vezes recebi pedidos de utilização de materiais da minha autoria. Tomem-se como exemplo os artigos sobre as alternativas às portagens. A sua utilização foi cedida com muito gosto, mediante pedido prévio, ao Jornal do Alto Alentejo.

Outro caso interessante e, devo dizer, gratificante foi o que ocorreu ontem quando descobri no site Portugal Romano alguns textos integrais ou excertos de textos e fotografias da minha autoria sobre sítios arqueológicos. Enviei imediatamente um e-mail a reclamar da situação e, pouco depois, o administrador do site respondeu-me com um pedido de desculpa, esclarecendo ainda que, tratando-se de um site colaborativo, os textos eram enviados por terceiros, sendo por isso difícil verificar a autoria dos mesmos.

Pouco depois, todas as referências desses textos e fotografias estavam rectificadas, sobrando deste caso apenas a excelente impressão com que fiquei do administrador do site.
Epílogo
O plágio causa-me profunda confusão. Custa-me perceber o recurso a um acto parasitário que se torna redutor para quem o pratica, ainda para mais quando, hoje em dia, é tão fácil descobrir a real autoria dos conteúdos em causa. Ao fim e ao cabo, o plagiador é como aquela pequena carraça que descobriu num canídeo andarilho a reconfortante perspectiva de poder engordar sem muito esforço... indiferente ao risco persistente de poder ser vítima de desparasitação.
Infelizmente há e continuará a haver, para mal dos pecados de quem com o seu esforço cria conteúdos, toda uma legião de plagiadores para quem a ética e as mais elementares regras morais perdem importância perante a necessidade de protagonismo.
Diz a minha mui estimada Ana Andrade que "fazer plágio é admitir que os outros pensam melhor do que nós". Não me ocorre acrescentar mais nada.

Foto (Morais Sarmento): Política Pura e Dura

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Consultar on line os pagamentos em dívida nas portagens das ex-SCUT


Há dias, na sequência dos artigos sobre como evitar portagens na A23 entre Torres Novas e Castelo Branco e entre Castelo Branco e Guarda, recebi o e-mail de uma leitora que, não tendo Dispositivo Electrónico de Matrícula (DEM) se dirigiu aos CTT para pagar a passagem num pórtico da A23. Como não havia qualquer lançamento de transacção associado à matrícula do seu veículo, foi informada pelo funcionário dos CTT que a atendeu que "tendo passado em apenas um pórtico, não havia lugar a cobrança ".

Isto é falso que só prova a falta de formação do dito funcionário, ou a sua falta de interesse em saber pois, no próprio site dos CTT pode ler-se "O veículo ao circular junto de um pórtico de cobrança electrónica, ao não dispor de um Dispositivo Electrónico, accionará os mecanismos de recolha da imagem (fotografia) da matrícula do veículo. Essa imagem será armazenada até que o pagamento seja efectuado.".

Acrescente-se que a este tipo de pagamento acrescem 0,25€ por viagem, num máximo acumulado de 2€, por "despesas administrativas", traduzindo: "por despesas que decidimos acrescentar para procurar empurrar os utilizadores a adquirir um DEM".

Uma vez que, segundo a leitora, ainda não tinham decorrido 5 dias sobre a data de passagem no pórtico, provavelmente o lançamento da dívida ainda não tinha sido feito, algo que só acontece decorridos dois dias após a passagem no pórtico, excepto se for numa Sexta-feira. Neste caso será preciso esperar até Segunda-feira.


Consultar valores em dívida on-line - Um atentado à privacidade!



Quem não tiver DEM e tiver passado numa portagem electrónica pode consultar os valores em dívida no site dos CTT. Para tal basta introduzir a matrícula do veículo, para além de um código de verificação "Captcha" que consiste apenas em reproduzir uma cadeia de caracteres apresentada.

Contudo, a aparente facilidade de utilização deste sistema levanta uma outra questão bem importante: nada impede que um completo desconhecido tenha acesso à nossa informação e saiba exactamente por onde andámos, bastando para tal saber a matrícula do nosso carro.

No fundo, trata-se de uma solução que parece ter sido produzida em cima do joelho, para aliviar o afluxo aos CTT e Payshops, e que por outro lado parece querer empurrar quem zele mais pela sua privacidade para a aquisição de um DEM.

Link para consulta dos pagamentos em dívida:

Um agradecimento especial ao Paulo Martins que gentilmente me enviou este link por e-mail

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Instalar a TDT foi extremamente simples!

O fim-de-semana natalício foi dedicado a mudar o sistema de recepção de televisão em casa dos meus pais do "antigo" analógico para o sistema TDT. Embora conhecesse o sistema na teoria, o que é facto é que não há como a prática para dissipar todas e quaisquer dúvidas.

A questão fundamental era se a mudança para a TDT iria ou não implicar ajustes ou substituição de antena. A resposta foi NÃO! Eu tinha disponível um descodificador Iberosat e tinha pela frente dois televisores, um deles um CRT (as nossas televisões clássicas com ecrã convexo) com meia dúzia de anos e o outro um LCD com menos de 2 anos. No entanto, este último já estava preparado para receber o sinal TDT, designada nas especificações como DTV.


Comecei pelo CRT. Liguei o descodificador à televisão com um cabo SCART, desliguei o cabo de antena da televisão e liguei-o ao descodificador, liguei a alimentação e... foi quanto bastou! Ao ligar o descodificador e o televisor constatei que todos os canais já estavam sintonizados de 1 a 4, sendo que o "zapping" passou a fazer-se com o comando do descodificador. A qualidade da imagem era excelente quando comparada com a anterior, até porque a antena, com o passar dos anos, tinha-se desalinhado um pouco.


Foi surpreendente verificar que, segundo a área de diagnóstico do descodificador, a qualidade do sinal era de 56%! Quase tão surpreendente quanto verificar que o descodificador trazia uns jogos incorporados, nomeadamente o Tetris e o Sudoku. Não sei se a qualidade do sinal é a qualidade possível ou se um ajuste de antena poderá aumentá-la mas, pelo que vi, essa preocupação é secundária.

Em relação ao LCD, bastou fazer uma sintonização automática de canais e, à semelhança do que aconteceu com o descodificador que liguei ao CRT, os canais ficaram logo sintonizados de 1 a 4, com a particularidade de ter ainda ficado sintonizado um 5º canal que, pelo menos para já, não transmite nada.


Quando não há sinal... recorre-se a uma parabólica!

No entanto, a localização geográfica terá facilitado em muito o trabalho. Noutras paragens, em casa de familiares, pude verificar que apesar de se ter ligado um descodificador razoável e de se ter trocado e orientado a antena, o sinal continuava a não ser grande coisa, pelo que foi necessária a instalação de uma antena parabólica.

Em suma, se morarem num local com boa cobertura de sinal e se tiverem um televisor que ainda não esteja preparado para tal, para aderirem à TDT basta comprar o descodificador e ligá-lo à televisão, um por cada televisor. Se o descodificador tiver o Tetris e o Sudoku, melhor ainda!



quarta-feira, dezembro 21, 2011

Os vídeos obrigatórios para quem quer conhecer a Coreia do Norte


O recente falecimento de Kim Jong Il, um dos poucos ditadores exóticos que não compraram computadores Magalhães a Portugal, trouxe a Coreia do Norte de volta ao topo dos destaques mediáticos e renovou o interesse do público pela forma como é governado e como vive o povo norte-coreano.

A própria morte de Kim Jong Il gerou alguma apreensão no Mundo inteiro, sabendo-se que a Coreia é governada por uma elite de fanáticos militaristas que têm um arsenal nuclear de respeito guardados certamente nas poucas instalações que no país usufruem de energia eléctrica. Por cá a polémica instalou-se quando o PCP endereçou condolências ao povo norte-coreano pela morte do ditador. Pelo que percebi, pela óptica do PCP, torna-se irrelevante o facto de um indivíduo contribuir para a destruição da economia de um país e por matar o seu povo à fome, desde que em vida constitua uma pedra no sapato dos EUA, o inimigo histórico e fidagal da gloriosa URSS dos tempos de Estaline, Khrushchev e Brejnev.


Já há algum tempo eu tinha publicado um artigo sobre os programas turísticos regulares que a Coreia do Norte disponibiliza aos poucos visitantes que deixa entrar anualmente (ver aqui). Ontem chegou-me a sugestão de uma série de 3 vídeos dedicados a esse país que aqui partilho com vocês. Neste caso, trata-se do relato possível da visita de um enviado da Vice Magazine que, ao longo dos vários dias da estadia no lado Norte do Paralelo 38, se vai apercebendo das contradições e das falsas aparências desta sociedade peculiar, ao mesmo tempo que participa de sucessivas visitas guiadas com alto teor de doutrinação em dois aspectos fundamentais: a diabolização dos EUA e a exaltação da glória da República Popular Democrática da Coreia que, aos seus cidadãos, transmite a ideia de ser um país admirado e adorado no Mundo inteiro. Depois de ver estes vídeos, não fica uma certa sensação de claustrofobia?




Fotos: WILLisms, VEJA

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Prémios APOM 2011 - Museu Arqueológico do Fundão de novo entre os melhores!

Naquilo que é mais uma prova da qualidade do trabalho desenvolvido pela sua equipa, o Museu Arqueológico Municipal José Monteiro do Fundão foi na passada Segunda-feira galardoado com o prémio de Melhor Serviço de Extensão Cultural da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) na gala que premiou as instituições que mais se distinguiram na área de museologia em 2011.

Momento da entrega do prémio no auditório do BES

Este galardão, recebido ex aequo com o Museu do Café em Campo Maior e com o Museu Nacional do Traje, constitui o 3º mais importante da APOM, a seguir ao prémio de Melhor Museu e ao de Melhor Exposição Permanente, foi atribuído ao Museu Arqueológico do Fundão em reconhecimento da excelência do serviço educativo que tem prestado em vários projectos que tem vindo a desenvolver, participando activamente na formação da juventude escolar e académica e colaborando nesse sentido com várias instituições, tanto a nível local (com a Escola Secundária do Fundão) como a nível nacional ou internacional, sendo de destacar as parcerias com universidades de Lisboa, Porto, Coimbra, Salamanca e Madrid.

As campanhas de escavações arqueológicas têm tido a participação activa de muitos jovens voluntários durante o período de Verão.

A biblioteca do Museu, aberta a qualquer cidadão que pretenda consultar uma obra ou utilizar um dos computadores disponíveis.

Depois da Menção Honrosa no prémio para o Melhor Museu Nacional em 2008 e do prémio para o Melhor Trabalho Museológico no ano passado, o Museu Arqueológico do Fundão torna-se assim, apesar do seu relativo curto tempo de vida, um dos museus mais premiados em Portugal. O Concelho do Fundão e as suas instituições e representantes podem pois orgulhar-se de ter aqui um dos museus mais activos e reconhecidos do país que, apesar de tudo, parece-me ser mais valorizado "lá fora" do que na própria cidade onde se encontra.


A Beira Interior em grande nos prémios APOM 2011

Para além do Museu Arqueológico do Fundão, outras entidades da Beira Interior foram também distinguidas noutras categorias:

Inovação e Criatividade: Projecto das Actividades Comemorativas do Centenário do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco;

Melhor Catálogo: Carolina Beatriz Ângelo - Museu da Guarda;

Melhor Site: Museu do Côa;

Prémio Informação Turística / Visitante: Promoção Turística da C.M. de Vila Velha de Ródão, ex aequo com o Castelo de São Jorge (Lisboa) e Promoção de Turismo Cultural na cidade do Funchal.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Sobral de São Miguel - Das Minas dos Mouros às Lutas Liberais.

A propósito do passeio fotográfico que amanhã tem lugar em Sobral de São Miguel, recordei-me de uma reportagem que, em conjunto com o Xamane, realizei no ano 2.000 na povoação, tendo como cicerone o Sr. António Marques, escritor local que assina com o pseudónimo de Emanuel João. Das "minas dos Mouros" às peripécias durante as Guerras Liberais, esta visita teve de tudo um pouco.

Sobral de S. Miguel (Covilhã)
Uma Serra com histórias para contar


"Diante de nós, rasga-se uma comprida vala que na sua profundidade máxima deverá ter cerca de 4 a 5 metros." - ArqueoBeira 2003Atiçada a nossa curiosidade por um pequeno artigo no Jornal do Fundão que alertava para o abandono a que nessa localidade estava votado o local das "Minas dos Mouros", deslocámo-nos a Sobral de São Miguel. Guiados por António Marques, embarcámos numa viagem até aos tempos em que os salteadores assolavam a região e onde ainda ecoam as detonações das lutas liberais.

Em Sobral de São Miguel, existe alguém para quem a história e a cultura da localidade merecem a dedicação de uma vida. António Marques, um habitante desta localidade que diariamente cuida das suas cabeças de gado e das suas terras, escreve livros onde conta as histórias que recolheu ou que lhe foram transmitidas pelos seus pais e avós. Ocasionalmente, escreve artigos para o Jornal do Fundão onde relata o que vai acontecendo na sua localidade. Foi precisamente um desses artigos que nos levou ao seu encontro. Nele relatava a sua preocupação e mágoa por nenhuma entidade ou personalidade se interessar pelo sítio das "Minas dos Mouros" estando este local em vias de desaparecer.

Após o nosso encontro num café da localidade, tendo tido conhecimento do que nos tinha levado até ali, António Marques não consegue conter um sorriso próprio de quem sente a satisfação de saber que alguém ouviu o seu apelo. Prontamente acedeu a levar-nos até ao local, não sem antes nos ter contado um pouco da história de Sobral de S.Miguel, um pouco de si e do livro que está a escrever.

A Rota do Sal

Sobral de S.Miguel foi em tempos uma terra de grande importância económica. Por aqui passava a Rota do Sal que, do litoral, levava o tão precioso "ouro branco" para as terras do Interior. Aqui, onde existiam algumas Catraias, a rota dividia-se seguindo um ramo para Este e Sudeste passando por Covilhã e indo até Monsanto e outro para Nordeste. Esta rota só terminou quando o caminho de ferro adquiriu protagonismo como meio principal de comunicação com os centros de produção.
-"Ali em cima ainda se notam os sulcos das rodas dos carros (de bois) que transportavam o sal" - Diz-nos António Marques.

As Minas dos Mouros

António Marques - ArqueoBeira 2003Partindo então em direcção às "Minas dos Mouros", somos surpreendidos por uma paisagem impressionante que tem como pano de fundo a majestosa Serra do Açor. À medida que o vale se vai estreitando enquanto a estrada vai subindo na direcção de um monte sobranceiro a Sobral de S.Miguel, vemos aqui e ali umas manchas onde nem sequer vegetação rasteira existe. Os incêndios devastaram a floresta, e a vegetação restante foi impotente para travar a erosão. "A serra tem estas feridas. Já pensei em escrever para o jornal a falar nisto também" - lamenta-se António Marques.

Finalmente, entramos por um caminho de terra batida, onde somos obrigados a abandonar o veículo para fazer o resto do trajecto a pé. Poucos minutos depois, António Marques aponta para uma abertura na rocha camuflada pelos arbustos "É aqui a primeira. Ali mais à frente está a maior." - Diz-nos. Diante de nós, rasga-se uma comprida vala que na sua profundidade máxima deverá ter cerca de 4 a 5 metros. Inconfundivelmente escavado por mãos humanas, a época em que foi feita escapa-nos. "Toda a vida ouvi chamar-lhe Minas dos Mouros. Já os meus avós assim lhe chamavam e toda a vida lhe tinham ouvido chamar isso." - confessa-nos António Marques.

Descendo pela abertura, somos confrontados com um triste espectáculo: o único interesse que este local despertou foi em infelizes oportunistas que aqui viram uma oportunidade para se livrarem de trastes e lixo diverso. Para lá deste atentado, a galeria estende-se um pouco mais e afunda-se no solo, estando no entanto entulhada. O propósito das "Minas dos Mouros", tal como a sua idade, jaz sob a terra à espera que alguém a queira descobrir.

Salteadores e lutas liberais

Imersos na paisagem que nos envolve, contemplamos a Oeste a Serra do Açor, a Este o maciço central da Estrela e a Sul as marcas que as Minas da Panasqueira deixaram na paisagem envolvente. Apontando para a Serra do Açor, António Marques conta-nos histórias em que a Serra era um santuário para os que fugiam dos bandos de salteadores que atormentavam a população: os Cacarras e os Brandões.

"Quando alguém se apercebia da vinda dos salteadores, dava o alarme e toda a população escondia o que não podia levar e fugia para a Serra com o que podia levar, até animais. Uma vez, estando os salteadores em Sobral de S.Miguel, um dos galos que alguém tinha levado consigo para o esconderijo na Serra cantou. O dono, sem pensar, com as próprias mãos lhe torceu o pescoço." - conta-nos António Marques, continuando: "Isto era no tempo em que os que eram por D.Miguel lutavam contra os de D.Pedro. Ora chegando certa vez os salteadores a Sobral de S.Miguel, apenas encontraram uma velha que por não poder, não tinha fugido com o resto. Os salteadores querendo saber por que partido estava ela perguntaram-lhe "Viva quem?" ao que ela respondeu "Viva os que cá estão e El-Rei de Bragança. Vão todos para o raio que vos parta então, que não entendo nada dessa dança"".

Abordando as lutas liberais, conta-nos sobre um combate que aconteceu no alto da Serra do Açor. As forças realistas carregaram sobre os liberais que se tinham entricheirado no cume da Serra. Sobre estes fizeram tal descarga de artilharia que estes para não serem exterminados, tiveram de fugir

A Casa de Bragança em Sobral de S.Miguel

Sobral de S.Miguel era um local ao qual os reis da Casa de Bragança se deslocavam muitas vezes para fazer caçadas. Segundo António Marques "Os reis vinham cá e por aí deixaram semente. Andava aí muita gente parecida com os reis.". A uma familiar sua, recorda com um sorriso trocista, chamavam-lhe Maria Pia por ser parecida com a Rainha D. Maria I.

Emanuel João

Convidando-nos para entrar em sua casa, António Marques revela-nos outra faceta sua: a de escritor. Com o pseudónimo de Emanuel João, está actualmente a escrever um livro onde aprofunda os episódios que nos contou. O mais interessante desse livro, do qual tivémos o privilégio de ler já algumas passagens, reside no facto de contar o dia-a-dia dos habitantes de Sobral de S.Miguel do antigamente, tudo isto escrito em português de sotaque saloio. Um pormenor que nos faz sentir imersos no quotidiano de então.

No entanto, a edição deste livro ainda sem título, poderá não acontecer. António Marques lamenta o facto de se encontrar sozinho nesta luta "É difícil arranjar apoios. Eu sozinho não consigo pagar a impressão do livro e também não consigo arranjar quem me apoie. Nem os meus filhos me querem ajudar, não se interessam pelo que faço" - diz-nos não escondendo a sua mágoa.

Já o seu livro anterior intitulado "Deus, a verdade e a vida ou libertação da humanidade", conheceu sérios problemas para ser editado. "Consegui obter do Sr Carlos Pinto (presidente da Câmara Municipal da Covilhã) um apoio de 100 contos. Mas tive de insistir muito para o obter depois de prometido.". Neste livro, o autor reúne alguns pensamentos e reflecte sobre Deus, a relação dos homens com Deus e analisa o Mundo moderno à luz destes temas com a clareza de uma pessoa simples e franca.

Paradigmático da sua personalidade é o último parágrafo do seu livro:

"Escrevo este livro, sem qualquer intenção monetária ou comercial.
Se sou feliz com o pouco que tenho, para quê quero eu mais?
Olhai leitores amigos:
O que é preciso, é aproveitar o dom da vida tão lindo, que a natureza nos ofereceu.
Não quero ficar na história, como herói, profeta ou arrastar multidões, que isso de nada me aproveita, nesta ligeira passagem.
O que eu mais desejo era ver a libertação da humanidade!
O que é possível com o auxílio de todos os homens de boa vontade!
Que Deus me oiça!..."

07/01/2000"

Divulgação: Passeio fotográfico, Passeio Micológico e Encontro de Tunas

Este fim-de-semana vai ser animado por várias actividades para todos os gostos. Assim, amanhã os amantes de fotografia poderão participar num passeio fotográfico pela aldeia do xisto do Sobral de São Miguel. Entre paisagens de cortar a respiração, os amantes da fotografia irão certamente deliciar-se com imagens inesquecíveis.

À noite nada como ir até ao Souto da Casa para assistir ao VI encontro de Tunas para uma noite de animação garantida mas atenção! Nada de abusar porque no Domingo de manhã, ainda no Souto da Casa, haverá um passeio micológico sob a orientação técnica do Eng. Gravito, um especialista na área que se gaba de já ter provado mais de 80 cogumelos diferentes na Beira Interior! A não perder!


Passeio fotográfico - Natal no Sobral


10 de Dezembro - Sábado

Conheça, descubra e fotografe tradições, nesta aldeia tipicamente serrana.
Num passeio alusivo ao tema do Natal, época de grande alegria e convívio, dia 10 de Dezembro, venha passear pelas ruas da Aldeia do Xisto de Sobral de S. Miguel, no concelho da Covilhã.

Uma actividade do Histérico!



VI Encontro de Tunas do Souto da Casa

Sábado, 10 de Dezembro
Passa Calles a partir das 14h
Espectáculo 21h30 na Casa do Povo. Entrada por apenas 2,5 euros.
Organização da Secção Académica da CPSC


Passeio Micológico - Souto da Casa

Domingo, dia 11 de Dezembro a partir das 9h30
Direcção Técnica: Eng Gravito
Almoço opcional por 8€ às 12h30


quarta-feira, dezembro 07, 2011

Como evitar as portagens na A25 - Um artigo indispensável

É já a partir de amanhã que entra em vigor a cobrança de portagens nas ex-SCUT, situação que vai colocar novamente o Interior à distância em que se encontrava há 20 anos atrás dos centros económicos e dos centros de decisão deste país. Para uma região que tem um rendimento per capita que é 60% da media nacional, ter por exemplo a A23 mais cara que a A1 e ainda dada a conjuntura socio-económica actual, é sem dúvida um notável presente de Natal envenenado.

A discussão gerada em torno dos artigos que publiquei aqui sobre as alternativas à A23 entre Guarda e Castelo Branco (ver aqui) e entre Torres Novas e Castelo Branco (ver aqui) fomentaram uma interessantíssima discussão, na qual os leitores deram várias sugestões que permitem evitar a constante entrada e saída da A23. Aconselho vivamente a leitura das sugestões apresentadas e, desde já, agradeço imenso a todos os que deram o seu contributo.

Entre comentários vários, tanto aqui como no Facebook, alguém tinha perguntado se não estava a pensar em publicar um artigo idêntico para a A25. Não foi preciso! O Rui Sousa, no seu blogue Viver na Cidade da Guarda, apresentou ontem um notável artigo no qual não só apresenta as alternativas aos troços portajados da dita autoestrada como ainda uma tabela na qual apresenta uma análise da diferença de tempo e de distância entre as opções possíveis.


Este notável trabalho encontra-se disponível aqui:



Preços definitivos das portagens e isenções

Entretanto foi também esta semana publicada, no nº 232 da 1ª série do diário da República, a portaria nº303/2011 que fixa em definitivo os valores das portagens em todas as ex-SCUT: A22, A23, A24 e A25.

Em termos das isenções, as mesmas estão definidas no disposto pelo decreto-lei nº111 /2011, no diário da República nº228 da 1ª série de 28 de Novembro de 2001 que define isenção nas "primeiras dez transacções mensais" e 15% de desconto nas restantes. Ora aqui o termo transacções ainda provoca alguma discussão já que não está definido o que é isso da "transacção" mas pressuponho que seja uma passagem por um pórtico. Sendo assim, teremos direito a passar em 10 pórticos gratuitamente e 15% de desconto nas seguintes passagens.

O que é certo é que eu não beneficiarei disto de certeza. Recuso-me a contribuir para este assalto descarado à carteira das gentes da Beira Interior e, porque isso dói mais que qualquer marcha lenta, recuso-me a passar a partir de amanhã por qualquer pórtico da A23. Se todos fizessem o mesmo, isso sim levaria os "boys" da nossa praça a ter de tomar alguma medida proactiva e a inverter as decisões dos últimos anos que foram sufocando a Beira Interior.


segunda-feira, novembro 28, 2011

Madeiro de Penamacor - O maior madeiro de Portugal precisa do vosso voto!

Madeiro da aldeia de Fatela - 2010

Pela Beira Interior, Natal não é Natal se não houver Madeiro. Numa altura em que pelos adros das igrejas e capelas das povoações da Beira Interior, se vão em breve começar a acumular os troncos que iluminarão e aquecerão a noite de Natal daqui a sensivelmente um mês, eis que somos confrontados com a oportunidade de dar ainda mais visibilidade a esta tradição.

O Movimento SIM, criado pela Samsung para premiar a criatividade em Portugal, promoveu uma extensão do concurso para premiar também a tradição de Natal mais criativa. O Madeiro de Penamacor, o maior madeiro do país, surge entre os 3 finalistas onde se incluem também a Saída dos Reis de Vila do Conde e a Festa de Santo Estêvão de Ousilhão. O vencedor merecerá honras de uma curta-metragem realizada por Manuel Pureza.


O processo de voto é simples:
1 - Ir ao site do Movimento SIM em http://www.movimentosim.com/simnatal/
2 - Por baixo da foto do madeiro de Penamacor clicar em VOTAR
3 - Preencher e submeter os campos pedidos (nome, apelido e e-mail)
4 - Confirmar o voto no e-mail enviado para o endereço que referiram atrás



terça-feira, novembro 22, 2011

A verdade sobre as operações STOP e as cópias de CD


De há uns tempos a esta parte tem circulado pela Internet um aviso segundo o qual em operações STOP as forças policiais estariam também a fiscalizar e a apreender cópias de CD de música. Como se não bastasse, diz ainda o aviso que, não satisfeitos com a apreensão dos ditos CDs, a polícia instaura um processo a todos os ocupantes da viatura que vistam roupa contrafeita.

Eis o que diz a mensagem:

"Depois de o condutor soprar no balão, qual o nosso espanto quando o polícia pergunta se temos leitor de CD no carro.Tínhamos leitor de CD e logo a seguir pediu-nos para ver os CD's que tínhamos no carro, para ver se eram cópias ! !!! Sobre isto, já eu tinha ouvido falar num mail que recebi recentemente (ver mais abaixo).
O que é incrível é que, depois dos CD's, o polícia manda-nos sair do carro e começa a olhar para a nossa roupa ! Verídico !!!
Nisto, chama uma mulher-polícia para junto das minhas colegas e um outro polícia para junto de nós e... PEDEM-NOS PARA VER A ETIQUETA DAS NOSSAS ROUPAS!
(...)
Um dos meus colegas tinha um casaco Paul & Shark, comprado na feira de Espinho, e as Autoridades identificaram-no e vai ser punido!
O meu colega e todos outros como não conhecem a lei já contactou o advogado e este informou-o de que o que os policias fizeram está dentro da lei!

A GNR-BT, nos auto-stops, começou a fiscalizar os CD's piratas que temos no carro. Se os CDs não forem originais ou então se não possuímos o original que deu origem à cópia, (é permitido por lei efectuar UMA cópia de segurança), a viatura pode ser apreendida e sujeitamo-nos às respectivas sanções.
"

Esta mensagem É FALSA. Não passa de mais um boato posto a circular para provocar alarmismo infundado.

A respeito das cópias, porque é uma área que me diz mais respeito, diz o Código do Direito do Autor e dos Direitos Conexos, na alínea b) do seu artigo 81º, que

"é consentida a reprodução para uso exclusivamente privado, desde que não atinja a exploração normal da obra e não cause prejuízo injustificado dos interesses legítimos do autor, não podendo ser utilizada para quaisquer fins de comunicação pública ou comercialização".

Enquadram-se portanto neste artigo as cópias de CD que possamos ter em nossa posse no nosso carro. Por outro lado, limitar o termo "Cópia de segurança" a apenas um exemplar é atentatório ao próprio conceito de cópia de segurança.

Curiosamente, o aviso em causa, pretende dar a ideia de ter sido emitido por uma pessoa bastante informada da legislação mas em momento algum cita qualquer artigo ou, mais estranho ainda, especifica qualquer tipo de sanção aplicável para além de um "vai ser punido". Com quê? Multa? Prisão? Trabalho comunitário? Escrever 100 vezes num quadro "Não voltarei a ser infiel para com os direitos de autor"?

Por isso já sabem: antes de dar eco a um aviso deste género, validem primeiro a sua origem. Façam uma análise crítica ao mesmo e não deixem o alarmismo sobrepor-se ao vosso bom senso.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Míscaros 2011 - Festival do Cogumelo - É hoje!!


A partir de hoje e até Domingo, a aldeia do Alcaide volta a estar no centro das atenções com a realização da 3ª edição do festival "Míscaros - Festival do Cogumelo".


Durante 3 dias, a música, o artesanato e a gastronomia vão tomar conta das ruas da povoação, prometendo muitas e deliciosas surpresas, sempre com os cogumelos como protagonistas principais. Para os interessados, haverá ainda a possibilidade de participar em diversas actividades tais como passeios micológicos pelas cercanias do Alcaide e workshops de cozinha.

Para evitar confusões de trânsito, haverá um serviço contínuo de transporte por autocarro entre o Alcaide e o Fundão.


PROGRAMA

Sexta-Feira, 18 de Novembro

18H00_Live Cooking - Cooking.LAB ( abertura do festival)
19H00_Workshop
- Migas de azeite com rodelas de chouriço - Cooking.LAB
20H00_Live Cooking
- Chef Duarte Batista
21H30_Workshop * - Spaghetti de vinhos licorosos com doce de ovos - Cooking.LAB
22H00_Live Cooking - Chef Igor Martinho
22H30_Live Cooking - Cooking.LAB
23H00_Workshop - Cubanito libre - Cooking.LAB

Animação de Rua
- Bombos Alcaide - Bombos Souto da Casa - Foles da Beira - Acordeonistas - Xaral´s Dixie - Manta de Ourelos - D´bozinon (Esp) - Kumpania algazarra



Sábado, 19 de Novembro

10H00_Passeio Micológico* - Eng. Gravito Henriques
11H00_Workshop *- Caviares de mel com waffles - Cooking.LAB
12H00_Live Cooking - Cooking.LAB
14H00_Live Cooking - Chef António Nobre

Animação de Rua - Bombos Alcaide - Bombos Donas - Foles da Beira - Acordeonistas - Xaral´s Dixie - Hipotética - organillo (Esp) - Cottas Club Jazz Band

14H30_Workshop - Spaghetti de compota com queijo/requeijão-Cooking.LAB
16H30_Workshop* - Esferas de cogumelos em base de tomate e tosta -Cooking.LAB
18H00_Lançamento/Apresentação - Revista Solisticio - Descobrindo

Animação de Rua -Bombos Alcaide - Bombos Capinha - Acordeonistas - Xaral´s Dixie - Hipotética - Organillo (Esp) - Gambuzinos

19H00_Workshop - Espuma de Cerveja com pop's de leitão - Cooking.LAB
20H00_Live Cooking - Chef Daniel Brito
21H00_Workshop* - Coulis de sumo de fruta com requeijão - Cooking.LAB
22H00_Live Cooking - Chef Augusto Gemelli
22H30_Live Cooking -Cooking.LAB
23H00_Workshop - Caipiroska Jam - Cooking.LAB

Domingo, 20 de Novembro

10H00_Caminhada Cores da Gardunha
10H30_Passeio Micológico* - Chef Valdir Lubave
11H00_Workshop *- lolipops de fruta com mel -Cooking.LAB
11H30_Live Cooking - Cooking.LAB
12H00_Live Cooking - Chef André Correia
13H00_Mega Almoço (Largo da Igreja)

14H00_Live Cooking - Cooking.LAB

Animação de Rua -Banda Filarmonica Peroviseu - Bombos Alcaide - Foles da Beira - Bombos Barroca - Acordeonistas - Xaral´s Dixie - Bombos Alcongosta - D´Bozinon (Esp) - Adufeiras Penha Garcia

15H00_Live Cooking - Chef Valdir Lubave
15H00_Workshop *- Spaghetti de frutas com bola de gelado - Cooking.LAB
16H00_Live Cooking *- Chef Nuno Queiroz Ribeiro
16H30_Workshop *- Esferas de queijo com vinho - Cooking.LAB

Todos os dias -Parque Aventura - Rappel na Torre - Carrossel - contadores de Historias



terça-feira, novembro 08, 2011

Como evitar as portagens na A23 entre a Guarda e Castelo Branco

Com o início da cobrança das portagens a perspectivar-se (apesar dos sucessivos adiamentos, não creio que haja motivo para cantar vitória pois, mais dia menos dia, entrarão em vigor), comecei a fazer uma análise dos possíveis percursos alternativos que me permitissem evitar os pórticos entre a Guarda e Castelo Branco, localidades entre as quais tenho maior probabilidades de viajar.

Da minha análise, pude concluir que entre o Fundão e Castelo Branco será fácil usar a N18 como alternativa, sem transtorno de maior. No entanto, entre a Covilhã e a Guarda, sobretudo entre esta última e Belmonte, faz-se um regresso ao passado.

Como muitos de vocês poderão achar esta informação útil, partilho-a aqui com vocês. Eis portanto o mapa das alternativas aos troços com portagem da A23 entre Castelo Branco e a Guarda.

Troço Castelo Branco – Castelo Novo

C. Branco - Castelo Novo

Este troço não oferece dificuldades de maior na alternância entre a A23 e a alternativa que, neste caso, será a N18. Como ambas as vias seguem paralelas a uma curta distância uma da outra, é fácil alternar entre elas.

Começando em Castelo Branco, o único troço pago pode ser evitado pela N3, um sucedâneo do antigo IP2. Entrando na A23 em Castelo Branco Norte, deverá depois sair em Alcains para regressar novamente à auto-estrada na Lardosa. Terá de sair depois na Soalheira e fazer o percurso até Castelo Novo, a partir de onde terá A23 grátis até Fundão Norte, podendo utilizar os túneis da Gardunha.

Troço Castelo Novo-Covilhã Norte

Castelo Novo - Covilhã Norte

Como já referi, entrando na A23 em Castelo Novo, pode-se viajar sem pagar até ao nó de Fundão Norte / Zona Industrial, nó após o qual se encontra um pórtico. Seja como for, a N18 encontra-se a uma curta distância deste nó e, até ao nó de Covilhã Sul está sempre em boas condições, sendo que no troço que diz respeito ao Concelho do Fundão, apresenta duas vias de circulação em cada sentido. O pior são as rotundas que se encontram amiúde.

Entrando novamente na A23 no nó Covilhã Sul, a partir da rotunda do Tortosendo, pode-se circular sem pagar até ao nó de Caria (sempre pensei que fossem colocar um pórtico entre Covilhã e Caria mas ainda bem que não aconteceu), nó a partir do qual se deve deixar em definitivo a auto-estrada até à Guarda.

Troço Covilhã Norte – Guarda Sul

Covilhã Sul - Guarda

No nó de Caria, como já referi, termina a alternância entre troços pagos e não pagos, sendo que até à Guarda se encontram 3 pórticos de portagem. A única alternativa é pois sair em Caria e daí seguir para a Guarda. Saindo aqui, há duas possibilidades: ou atravessar a aldeia próxima de Malpique ou seguir na direcção de Caria até à ponte com semáforos, alternativa que é vivamente aconselhável para veículos pesados.

Pessoalmente prefiro passar pela aldeia pois isso reduz o percurso para entrar na N345. Esta estrada está em boas condições até Belmonte. A partir daí, é o regresso à N18 até à Guarda. O pior são os pontuais semáforos e os eventuais camiões na subida para a Guarda a partir do cruzamento da Benespera.

Na Guarda, ainda não confirmei se há pórtico entre os dois nós de acesso à cidade na A23 pelo que pouco posso acrescentar. Fico no entanto com a impressão que os problemas maiores colocam-se a quem queira viajar para Aveiro (nunca é demais recordar este artigo). No pólo oposto, isto é, a partir de Castelo Branco e para quem viaja para Sul, também me parece que se perspectiva uma verdadeira epopeia…

segunda-feira, novembro 07, 2011

Os preços das portagens na A23, de Abrantes até à Guarda

Este fim-de-semana constatei que já foram afixados os preços das portagens virtuais junto aos pórticos na A23, no troço entre a Gardunha e a Guarda. Entretanto, com a preciosa colaboração da Nelly, obtive também a lista de pórticos e respectivos custos até Abrantes. A surpresa não foi nada agradável, sobretudo se tivermos em conta os valores expostos.

Da Gardunha à Guarda

Quem da Gardunha conduza em direcção à Guarda irá deparar-se sucessivamente com os seguintes pórticos e custos:


Fundão Sul - 1,45 €

Caria - 1,55 €

Belmonte - 0,80 €

Guarda-Túnel do Barracão - 1,35 €


No meu caso específico, que me desloco 2 vezes por semana à Guarda, isso representaria um acréscimo de despesa na ordem dos 20,60 € por semana e dos 82,40 € por mês! Digo "representaria" porque não tenho a mínima intenção de circular pela A23 após a entrada em funcionamento das portagens.

São números que dão que pensar, sobretudo se os compararmos com aquilo que é praticado na A1, no troço entre Torres Novas e Alverca. Facilmente se conclui que a A23 parece ser uma auto-estrada de 1ª classe e a A1 uma reles auto-estrada de segunda classe, senão veja-se:


Alverca - Torres Novas: aprox. 90km autoestrada - 5,65 Eur - 0,06 €/km


Fundão - Guarda: aprox. 50km Autoestrada - 5,15 Eur - 0,10 € / km


Perante estes dados coloco duas hipóteses de justificação para a disparidade de valores:


1 - Afinal o sistema de cobrança de portagens da Scutvias não é tão automático quanto parece e, na central de controlo, há à frente de cada monitor um funcionário sinistro que vai anotando, num bloco de notas, os dados das viaturas que transpõem os pórticos sem o dispositivo electrónico de matrícula, sendo que os encargos salariais para com estes funcionários justificam estes valores cobrados.


2 - A Scutvias irá em breve substituir o actual piso da A23 por alcatrão vermelho e refazer as marcações das vias contratando para o efeito especialistas em aplicação de Talha Dourada.


Da Gardunha a Abrantes


Quem no entanto viaja para Sul a partir da Gardunha, depara-se com outro cenário não menos preocupante. Até Abrantes irá cruzar nada mais nada menos que 9 pórticos com os seguintes custos:


Soalheira - 1,20€
Lardosa - 1,10€
Castelo Branco centro/Hospital - 1,05€
Retaxo/Sarnadas - 0,90€
V.V. de Rodão - 1,45€
Fratel - 1,35€
Gavião - 1,25€
Mouriscas - 1,30€
Abrantes - 1,10€


O Fundão fica portanto à distância de 10,70 € de Abrantes! Quem como a Nelly tenha de fazer esta viagem nos dois sentidos uma vez por semana, terá uma despesa acrescida de 20,70 € por semana e de cerca de 83,90 por mês.




De Abrantes a Torres Novas


Não tenho ainda informação detalhada sobre a localização e os preços dos pórticos de portagem. O que posso avançar é que o custo agregado deste troço é de pouco mais de 4€. Se alguém tiver informações concretas, agradeço que as partilhe em comentário.



A CP oferece uma solução... no mínimo original


Curiosamente, numa altura em que a A23 se apresta a tornar-se uma solução de mobilidade muito pouco atractiva para a população, a CP decidiu introduzir uma modificação no serviço Intercidades no mínimo original, substituindo a tradicional composição por uma automotora dos anos 1970, à qual se fez um lifting para parecer mais nova.


Não há bar mas há máquinas de vending, menos casas de banho, mas também se espera que as pessoas aliviem as necessidades fisiológicas antes de subir à automotora para facilitar a deslocação da mesma, e o sistema de suspensão traz de volta uma sonoridade que até agora apenas residia nas recordações melancólicas de outras eras.


A justificação dada pela CP para a adopção desta medida foi de que a A23 provocou nos últimos anos o decréscimo dos passageiros na linha da Beira Baixa tornando-a pouco rentável. Portanto, num momento em que se apresenta uma oportunidade de ouro para angariar e fidelizar passageiros, a CP faz exactamente o oposto e desinveste. A justificação perante este evidente contra-senso foi de que, se numa primeira fase, a introdução das portagens iria de facto trazer de volta muitos passageiros, este número entraria inevitavelmente em declínio lá mais para a frente...


Entretanto, estou curioso para saber o que fizeram entretanto os deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Castelo Branco que, no seu programa eleitoral, incluíram um parágrafo que garantia que iam procurar fazer com que a A23 tivesse preços de acordo com a realidade sócio-económica da região...


Próximo artigo: O que fazer na A23 para evitar as portagens




quinta-feira, novembro 03, 2011

Covilhã no mapa internacional do Bonsai

Pelo Interior, a excelência pode ser encontrada nas áreas mais improváveis. Um bom exemplo disso é sem dúvida o do meu camarada Márcio Meruje, um verdadeiro mestre na arte milenar do bonsai.

Praticante de bonsai há já alguns anos, membro fundador do Clube Bonsai de Sintra e discípulo de um grande mestre europeu, o belga Jean-Paul Polmans, o Márcio surge este mês como tema de capa da Bonsai Focus 136/113, uma revista bi-mensal que é também uma das publicações periódicas com maior expressão a nível internacional.


Num artigo centrado na estilização de um buxo recolhido há alguns anos no Sul de França, o Márcio vai partilhando em entrevista a sua experiência no trabalho com bonsai, revelando também que o seu percurso começou com um "bonsai" de hipermercado que acabou por morrer. Quem hoje visita a sua colecção tem dificuldade em imaginar isto.


Convém referir que o Márcio tem desde há alguns anos a esta parte um estúdio próprio situado na Covilhã, o Kensho Bonsai Studio, que prima por ser um espaço de partilha de experiências e de aprendizagem, tanto para praticantes de longa data como para todos aqueles que querem iniciar-se nesta arte, em sessões de trabalho onde o convívio e a boa disposição são regra (e onde também há café, convém que se diga!).

Em destaque também no III Congresso Nacional de Bonsai

Outra boa notícia veio também do III Congresso Nacional de Bonsai que no passado fim-de-semana teve lugar na Ericeira, com a organização a atribuir o prémio de mérito a uma das árvores do Márcio, neste caso uma azálea verdadeiramente espantosa.


Um prémio bem merecido, sem dúvida!

Quem quiser saber mais, seja para conhecer a colecção do Márcio ou, -porque não?- começar a participar também das sessões de trabalho, pode obter informações aqui:


Outros links de interesse:


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