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quinta-feira, abril 17, 2014

E aquelas vacas que têm a mania que a estrada é toda delas?

N-332, algures entre Nave de Haver e Vilar Formoso

domingo, janeiro 26, 2014

O que dirá o novo Código da Estrada sobre isto?


Ao regressar da Guarda descobri até na pacata aldeia de Malpique o trânsito está sujeito a engarrafamentos. Não sabendo bem o que dizem as novas regras do Código da Estrada sobre quem tem prioridade neste caso, optei pela regra da prevalência da superioridade numérica.

segunda-feira, dezembro 02, 2013

Em Espanha, nem o Governo fugiu aos cortes

Começaram pela letra R.

Placa de sinalização rodoviária, Av. Cristobal Colón em Badajoz, 29-11-2013

quinta-feira, novembro 22, 2012

Um poda que promete virar as árvores ao contrário


... ou pelo menos assim parece, dada a colocação do aviso com que esta manhã me deparei ao sair de casa.

quarta-feira, setembro 12, 2012

Evitar pórticos na A23 com o iPhone!

Aqui pelo Blog do Katano temo-nos batido desde a primeira hora contra o atentado ao Interior que foi a instalação de pórticos na A23 e A25. Se bem estão lembrados, em Novembro último publicámos uma série de artigos sobre as portagens e sobre como evitar os pórticos na A23, resultado de um trabalho de campo que então efectuámos. 

Tendo recusado adquirir o famigerado dispositivo e seguindo os meus próprios conselhos, posso afirmar que desde a instalação dos pórticos já poupei mais de 500 euros, um facto assinalável sobretudo se tivermos em conta a actual conjuntura económica.
Se quiserem ler ou reler esses artigos basta clicar num destes links:

Os preços das portagens na A23 de Abrantes até à Guarda
Como evitar portagens na A23 entre Torres Novas e Castelo Branco
Como evitar portagens na A23 entre a Guarda e Castelo Branco 
Consultar on line os pagamentos em dívida nas portagens das Ex-SCUT

Adicionalmente, o camarada Rui Sousa publicou no seu blogue Viver na cidade da Guarda um artigo no qual explicava como evitar os pórticos na A25, tarefa bem mais difícil do que na A23, diga-se de passagem.



Uma aplicação para iPhone que ajuda a evitar portagens na A23!

Há dias, fui surpreendido por um e-mail, enviado pela empresa Estrela Sustentável, esta empresa sediada na Covilhã, no qual me era dada a conhecer uma aplicação desenvolvida para iPhone destinada a ajudar os utilizadores a fugir às portagens na A23.

Não tenho infelizmente hipótese de testar esta aplicação uma vez que não possuo iPhone mas parece estar para breve o lançamento de novas versões, tanto para iPad como para smartphones Android, em cujo rol de utilizadores já me incluo. Também está prometida a inclusão de mais auto-estradas para além da A23, uma expansão que me parece obrigatória.


A aplicação tem um custo comercial de 1,59€, um preço que nos parece bem justo visto que, evitados dois ou três pórticos, a aplicação está paga.

Seja como for, o Blog do Katano oferece a possibilidade de usufruir de um conjunto de códigos promocionais, oferecidos pela Estrela Sustentável, para descarregar GRATUITAMENTE a aplicação Evitar Pórticos na A23:

JEJE7PFT3XWN / P6JLAAY3T4JJ / 3T4WF34MEW6L / MTPJFMA4HWLF / RMJ44NWXRELP / M6XAL6NXKYMT / FLLMJ6JXFF4E / N4P3MMPY4YXY / 679LWMXWP9LJ / T634R9NT4MJE


Bom proveito e... boas poupanças!

terça-feira, abril 03, 2012

Sinalética que desafia a imaginação

Junto à capela do Espírito Santo, no Fundão, é possível encontrar este curioso apontamento de sinalética, sendo que logo a seguir se encontra uma rotunda.

Fica portanto a dúvida: estaremos a aproximar-nos de uma rotunda, daquelas rotundas chatas que às vezes se vêem por aí onde ocorre entrada e saída de viaturas, ou será que há viaturas estreitinhas que não dispensam uma bela escadaria para realizar as suas entradas e saídas?


quarta-feira, dezembro 07, 2011

Ex-SCUT - Mas afinal são viagens ou passagens em pórticos?


Parece estar finalmente esclarecida a questão de interpretação da portaria no que diz respeito à forma das isenções na A22, A23, A24 e A25.

O que levantava dúvidas era a definição de "transacção" no disposto pelo decreto-lei 111/2011 onde se lia que os utilizadores teriam direito a isenção nas "10 primeiras transacções mensais". A esse propósito, a Rádio Altitude recolheu declarações do director de Relações Institucionais da Estradas de Portugal, Mário Fernandes, segundo as quais:

"(...) As isenções (...) terão como base dez viagens mensais e não dez transacções entre pórticos de cobrança electrónica de portagens. Assim, deslocações entre Vilar Formoso e Aveiro (na A25) ou entre a Guarda e Torres Novas (na A23) poderão ser contabilizadas como viagens únicas, embora o decreto-lei (...) refira «transacções». (...) Os automobilistas poderão sair numa localidade e voltar a entrar na auto-estrada continuando a beneficiar da isenção de viagem única, desde que o tempo de duração do desvio ou paragem não exceda um determinado limite, que não está quantificado mas que o porta-voz da Estradas de Portugal menciona como «o suficiente para tomar um café ou fazer um abastecimento». "

Ficamos portanto a saber que ao realizar a viagem não podemos demorar mais do que um determinado tempo, que ninguém sabe quanto é, mas que corresponde ao tempo de tomar um café ou de fazer um abastecimento. Eu pergunto: haverá tempo para fazer um abastecimento e tomar um café na mesma paragem ou temos de optar por um ou por outro? Já agora, a possibilidade de ter de recorrer aos sanitários está também consagrada ou temos de tomar o café no WC, redefinindo com isso o conceito de café com cheirinho?


PS - Já agora não se esqueçam de que, se a vossa viagem implicar a passagem da A23 para a A25 ou vice-versa, isso significará a contabilização de duas viagens!

Como evitar as portagens na A25 - Um artigo indispensável

É já a partir de amanhã que entra em vigor a cobrança de portagens nas ex-SCUT, situação que vai colocar novamente o Interior à distância em que se encontrava há 20 anos atrás dos centros económicos e dos centros de decisão deste país. Para uma região que tem um rendimento per capita que é 60% da media nacional, ter por exemplo a A23 mais cara que a A1 e ainda dada a conjuntura socio-económica actual, é sem dúvida um notável presente de Natal envenenado.

A discussão gerada em torno dos artigos que publiquei aqui sobre as alternativas à A23 entre Guarda e Castelo Branco (ver aqui) e entre Torres Novas e Castelo Branco (ver aqui) fomentaram uma interessantíssima discussão, na qual os leitores deram várias sugestões que permitem evitar a constante entrada e saída da A23. Aconselho vivamente a leitura das sugestões apresentadas e, desde já, agradeço imenso a todos os que deram o seu contributo.

Entre comentários vários, tanto aqui como no Facebook, alguém tinha perguntado se não estava a pensar em publicar um artigo idêntico para a A25. Não foi preciso! O Rui Sousa, no seu blogue Viver na Cidade da Guarda, apresentou ontem um notável artigo no qual não só apresenta as alternativas aos troços portajados da dita autoestrada como ainda uma tabela na qual apresenta uma análise da diferença de tempo e de distância entre as opções possíveis.


Este notável trabalho encontra-se disponível aqui:



Preços definitivos das portagens e isenções

Entretanto foi também esta semana publicada, no nº 232 da 1ª série do diário da República, a portaria nº303/2011 que fixa em definitivo os valores das portagens em todas as ex-SCUT: A22, A23, A24 e A25.

Em termos das isenções, as mesmas estão definidas no disposto pelo decreto-lei nº111 /2011, no diário da República nº228 da 1ª série de 28 de Novembro de 2001 que define isenção nas "primeiras dez transacções mensais" e 15% de desconto nas restantes. Ora aqui o termo transacções ainda provoca alguma discussão já que não está definido o que é isso da "transacção" mas pressuponho que seja uma passagem por um pórtico. Sendo assim, teremos direito a passar em 10 pórticos gratuitamente e 15% de desconto nas seguintes passagens.

O que é certo é que eu não beneficiarei disto de certeza. Recuso-me a contribuir para este assalto descarado à carteira das gentes da Beira Interior e, porque isso dói mais que qualquer marcha lenta, recuso-me a passar a partir de amanhã por qualquer pórtico da A23. Se todos fizessem o mesmo, isso sim levaria os "boys" da nossa praça a ter de tomar alguma medida proactiva e a inverter as decisões dos últimos anos que foram sufocando a Beira Interior.


sábado, dezembro 03, 2011

Quando pedirem indicações rodoviárias nunca digam que são do Fundão


Todos estamos acostumados ao excesso de zelo que os habitantes locais põem em prática quando paramos para pedir indicações sobre o percurso a seguir até uma determinada rua ou povoação. Quem não se deliciou já (ou ficou mais baralhado) com o atropelo de indicações dadas por quem nos quer informar de todos os caminhos possíveis em direcção ao local onde pretendemos chegar? Eu próprio que o diga quando há uns anos cometi o erro de pedir indicações a um grupo de 20 cidadãos idosos na aldeia de Fornotelheiro. Ainda assim, experimentei há dias uma situação completamente diferente.

É claro que eu poderia ter logo percebido que a coisa não ia correr bem quando, ao procurar a Avenida General Humberto Delgado na localidade de Canhoso, junto à Covilhã, o GPS respondeu de forma seca que a mesma não existia. Ainda assim, movido por uma teimosia que me está lavrada no código genético, própria da gens Caetano, fui até ao Canhoso para procurar a empresa que as minhas pesquisas na web haviam situado nessa avenida e nessa localidade.

Após 15 minutos às voltas pela povoação sem conseguir encontrar a referência toponímica que procurava, decidi usar o antigo e infalível método de indagar a população indígena que, pensava eu, certamente me dirigiriam para a dita avenida. Encostei pois a viatura e abri a janela do lugar do passageiro, abordando um trio de indivíduos que teriam entre 50 e 60 anos.

-"Boa noite! Será que me poderiam indicar onde fica a Avenida General Humberto Delgado?"

O mais expedito de entre eles tomou a iniciativa de responder: - "Avenida quê? Oh amigo, isso não é cá no Canhoso. É ali na Covilhã!", resposta que deu início a um diálogo entre eles sobre qual seria a avenida com esse nome na Covilhã. Consensualmente, concluíram e informaram-me que se trataria de uma avenida que circundava o cemitério da Covilhã.

Já em jeito de despedida quis saber de onde eu era, ao que respondi que era do Fundão. A mudança do seu rosto para uma expressão de um misto de choque e revolta foi impressionante:

-"Do Fundão?! F###-SE! Do Fundão?! Ai o C######! F###-SE! Oh amigo, do Fundão nem cão, nem esposa nem nada! Há uma empresa do Fundão que me deve 64.000 euros, oh meu amigo! 64.000 euros!"

Subitamente, abriu muito os olhos e deu dois passos atrás, enquanto dizia exasperado -"Espere lá! De que firma é este carro? Hein? De que firma?", enquanto mirava o meu carro de ponta a ponta, procurando a identificação da empresa à qual ele pertencia. Tranquilizei-o dizendo que, apesar de eu ser do Fundão, a empresa à qual pertencia não o era, acrescentado que houvera ali um momento em que chegara a recear ter de voltar a pé para casa.

Quiçá devido ao alívio de não estar perante um agente de um caloteiro, o indivíduo foi tomado de um novo voluntarismo e, pegando no telemóvel, pediu-me para esperar um bocadinho -"Espere aí. Vamos mas é ligar para a PSP que eles devem saber onde fica essa rua!". Não contente pela resposta dada pela PSP, que contrariou as suas convicções e o informou de que afinal a Avenida General Humberto Delgado não existia na Covilhã (e no Canhoso também não, já agora), fez nova chamada mas desta vez para a GNR.

Aqui a resposta foi quase imediata: a dita avenida era afinal a artéria principal do Canhoso, que no GPS era referida como "Rua João XXIII". Desligando, apontou para a avenida que dali se avistava ao fundo da rua e exclamou: "É aquela oh amigo!". Despedi-me com um cordial e sentido agradecimento, não deixando no entanto de acrescentar: "Já viram? É preciso vir um gajo do Fundão para vocês aprenderem o nome das ruas do Canhoso!".

terça-feira, novembro 08, 2011

Como evitar as portagens na A23 entre a Guarda e Castelo Branco

Com o início da cobrança das portagens a perspectivar-se (apesar dos sucessivos adiamentos, não creio que haja motivo para cantar vitória pois, mais dia menos dia, entrarão em vigor), comecei a fazer uma análise dos possíveis percursos alternativos que me permitissem evitar os pórticos entre a Guarda e Castelo Branco, localidades entre as quais tenho maior probabilidades de viajar.

Da minha análise, pude concluir que entre o Fundão e Castelo Branco será fácil usar a N18 como alternativa, sem transtorno de maior. No entanto, entre a Covilhã e a Guarda, sobretudo entre esta última e Belmonte, faz-se um regresso ao passado.

Como muitos de vocês poderão achar esta informação útil, partilho-a aqui com vocês. Eis portanto o mapa das alternativas aos troços com portagem da A23 entre Castelo Branco e a Guarda.

Troço Castelo Branco – Castelo Novo

C. Branco - Castelo Novo

Este troço não oferece dificuldades de maior na alternância entre a A23 e a alternativa que, neste caso, será a N18. Como ambas as vias seguem paralelas a uma curta distância uma da outra, é fácil alternar entre elas.

Começando em Castelo Branco, o único troço pago pode ser evitado pela N3, um sucedâneo do antigo IP2. Entrando na A23 em Castelo Branco Norte, deverá depois sair em Alcains para regressar novamente à auto-estrada na Lardosa. Terá de sair depois na Soalheira e fazer o percurso até Castelo Novo, a partir de onde terá A23 grátis até Fundão Norte, podendo utilizar os túneis da Gardunha.

Troço Castelo Novo-Covilhã Norte

Castelo Novo - Covilhã Norte

Como já referi, entrando na A23 em Castelo Novo, pode-se viajar sem pagar até ao nó de Fundão Norte / Zona Industrial, nó após o qual se encontra um pórtico. Seja como for, a N18 encontra-se a uma curta distância deste nó e, até ao nó de Covilhã Sul está sempre em boas condições, sendo que no troço que diz respeito ao Concelho do Fundão, apresenta duas vias de circulação em cada sentido. O pior são as rotundas que se encontram amiúde.

Entrando novamente na A23 no nó Covilhã Sul, a partir da rotunda do Tortosendo, pode-se circular sem pagar até ao nó de Caria (sempre pensei que fossem colocar um pórtico entre Covilhã e Caria mas ainda bem que não aconteceu), nó a partir do qual se deve deixar em definitivo a auto-estrada até à Guarda.

Troço Covilhã Norte – Guarda Sul

Covilhã Sul - Guarda

No nó de Caria, como já referi, termina a alternância entre troços pagos e não pagos, sendo que até à Guarda se encontram 3 pórticos de portagem. A única alternativa é pois sair em Caria e daí seguir para a Guarda. Saindo aqui, há duas possibilidades: ou atravessar a aldeia próxima de Malpique ou seguir na direcção de Caria até à ponte com semáforos, alternativa que é vivamente aconselhável para veículos pesados.

Pessoalmente prefiro passar pela aldeia pois isso reduz o percurso para entrar na N345. Esta estrada está em boas condições até Belmonte. A partir daí, é o regresso à N18 até à Guarda. O pior são os pontuais semáforos e os eventuais camiões na subida para a Guarda a partir do cruzamento da Benespera.

Na Guarda, ainda não confirmei se há pórtico entre os dois nós de acesso à cidade na A23 pelo que pouco posso acrescentar. Fico no entanto com a impressão que os problemas maiores colocam-se a quem queira viajar para Aveiro (nunca é demais recordar este artigo). No pólo oposto, isto é, a partir de Castelo Branco e para quem viaja para Sul, também me parece que se perspectiva uma verdadeira epopeia…

sexta-feira, abril 08, 2011

Hoje é dia de luta contra as portagens nas SCUT A23, A24 e A25

A introdução das portagens na A23, A24 e A25 foi suspensa, é um facto. Mas sinceramente, quando soube da notícia, a primeira coisa que me ocorreu foi que se tratava de uma medida eleitoralista, embora depois tenha surgido a notícia de que se tratava de uma situação devida ao facto de o Governo se encontrar em gestão (mas vai uma aposta que vai ser usado nas eleições, mesmo assim?). Contudo, as obras de instalação dos pórticos não pararam, num claro sinal de que, logo após as eleições, as portagens serão inevitavelmente implementadas, independentemente de termos um Governo rosa, laranja ou Benetton.

Para uma região como é a Beira Interior, com nível de vida bastante inferior ao "outro" Portugal da zona litoral, e onde, ainda por cima, não há alternativas dignas desse nome pelo simples facto de, destinadas a não serem vias portajadas, as SCUT foram construídas em cima dos anteriores IPs (IP2, IP5,...), deixando para trás retalhos que nunca mais sofreram trabalhos de conservação ou, em alternativa, estradas nacionais onde não se cruzam dois camiões. Lembram-se do que partilhei aqui aquando do terrível acidente da A25 em Agosto último?

Mesmo com as tão propaladas "isenções" para residentes, prenda magnânima dos nossos governantes, a implementação de portagens vai inevitavelmente levar a um aumento de custos para as famílias que residem na região, seja pelo valor das portagens que terão de pagar, seja pelos custos acrescidos de combustível pela circulação em estradas secundárias, caracterizada por acelerações e desacelerações constantes provocadas pelo trânsito e pelas curvas e contra-curvas. Seja como for, o Estado ganha sempre... quem perde são sempre os mesmos e o Interior fica ainda mais distante do resto do país.

Hoje é dia de mostrarmos o que pensamos deste "volte-face" político (mais um) participando nas Marchas Lentas de protesto que vão ter lugar nas ditas SCUT. Os pontos de encontro são os seguintes:

Viseu: Avenida Europa - 18h00
Vila Real: Zona Industrial - 17h30
Castelo Branco: Governo Civil - 17h30
Fundão: Avenida da Liberdade - 18h00
Covilhã: Rotunda do Operário - 18h30
Guarda: Parque Polis - 18h00

Mais informações: http://www.contraportagens.net/ e no Facebook em http://tinyurl.com/5srnazj

Se somos capazes de sair de casa e bloquear o trânsito quando uma equipa de futebol vence um jogo ou um campeonato, algo que na prática em nada nos aproveita, será que não somos capazes de o fazer para lutar em prol daquilo que realmente nos afecta? Eu acredito que sim e amanhã vou lá estar. E vocês?

segunda-feira, dezembro 27, 2010

A qualidade do estacionamento pago no Fundão by EMSA-CONSEQUI

Desde 2007 que na cidade do Fundão em algumas ruas o estacionamento é pago, apesar de toda a contestação que então se gerou. A justificação de que o Fundão tinha um problema de trânsito automóvel no centro da cidade que era urgente resolver foi o mote para que a Câmara Municipal instalasse parquímetros no centro da cidade, concedendo ao agrupamento de empresas EMSA-Consequi a exploração destes pelo período de 25 anos.


À instalação de parquímetros sucedeu-se a marcação no solo de lugares de estacionamento, marcação essa que chegou a ser atribulada. Não sei se foi em todas as ruas da mesma forma mas, na minha rua, os lugares foram "espremidos" de forma a maximizar a rentabilidade do espaço disponível, até que alguém reclamou, por achar que tinha direito a abrir a porta do seu veículo sem bater com ela no veículo do lado e vice-versa. Pouco depois, as marcações foram refeitas, sendo os lugares alargados.


Entretanto, outra inovação foi introduzida: a privatização do espaço público, com vários espaços de estacionamento a serem reservados em exclusividade, mediante pagamento, para os comerciantes que os solicitassem, já que, apesar de pagarem mais impostos ao município, não tiveram direito ao cartão de estacionamento gratuito como aconteceu com os residentes.


Aos poucos a poeira lá foi assentando e o estacionamento lá foi sendo cobrado, tendo a EMSA-Consequi a delicadeza de nunca promover a multa à primeira prevaricação, deixando em alternativa um aviso a salientar a importância de obter e colocar em local visível o talão de pagamento do estacionamento.


Entretanto, tão concentrados que estão no processo de cobrança, esqueceram outro aspecto que talvez seja importante: a conservação das marcações no solo. Mas isto sou eu, que não percebo muito de gestão de parqueamento automóvel, a dizer.


O deplorável estado das marcações


Convido-vos agora a um pequeno passeio fotográfico pelo universo das ruas do Fundão onde o estacionamento é pago.


Comecemos pela rua que melhor conheço, a Avenida Alfredo Mendes Gil, onde, desde 2007, nenhum tipo de conservação foi realizado. As marcações "apertadinhas", que foram substituídas pelas mais largas, já estão outra vez visíveis com o resultado que se vê.




Temos portanto aqui um divertido desafio para os automobilistas que têm de conseguir encaixar o veículo entre duas marcas e, de preferência, sem tocar em nenhum automóvel que esteja estacionado. Este tipo de estacionamento também é muito apreciado pelos motociclistas que aqui se sentem muito mais tidos em consideração. É frequente verem-se veículos que, por via das dúvidas, ficam estacionados de modo a ocuparem o equivalente a dois lugares normais.


Vantagem: Desde que o veículo fique estacionado entre duas marcas, está bem estacionado.


Desvantagem: A indecisão perante o leque de escolhas não anda necessariamente de braço dado com o exercício do civismo.


Ainda na mesma avenida, encontramos outro fenómeno rodoviário, este de difícil interpretação:



Se, por exclusão de partes descartamos logo do conjunto a linha azul, por ser a sinalização do circuito dos transportes públicos do Fundão, resta-nos decidir sobre a associação entre a marcação de lugares de estacionamento e a linha amarela que proíbe sequer parar, quanto mais estacionar.


Vantagem: São lugares de estacionamento com uma bela vista panorâmica.


Desvantagem: Se estacionarmos aí podemos ser multados. Ou não. Mas podemos.

Mais adiante, na Rua Conselheiro Dr. José Alves Monteiro, o panorama é um pouco diferente, apesar de também ser possível encontrar algo semelhante ao exemplo anterior.


No entanto, nessa mesma rua, a grande inovação é esta:





Aqui já estamos perante um típico caso de estacionamento Feng Shui. O motorista pode escolher estacionar o veículo com diferentes orientações, conforme o que achar ser mais benéfico para si e para as suas cruzes.

Vantagens: Tem efeitos benéficos na saúde e bem-estar dos utentes e, por outro lado, qualquer que seja a orientação do veículo, há a garantia de não se estar a infringir o código da estrada.

Desvantagem: Um alinhamento incorrecto pode ter efeitos nocivos, sobretudo se se embicar com outro veículo conduzido por um motorista que é adepto de um alinhamento diferente do nosso.

Avançando agora para a Rua dos 3 Lagares, encontramos isto:

Nesta rua, as marcações estão claramente em vias de extinção. Se para o olho treinado o desafio não é significativo, há no entanto a garantia que, a partir de um certo valor de dioptrias a tarefa se afigura como deveras complicada. Há no entanto a hipótese de estacionar usando o critério da estimativa, tendo como referência as placas sinalizadoras de lugares de estacionamento reservado.

Vantagem: Conseguir estacionar correctamente contribui para aumentar o amor-próprio do motorista.

Desvantagem: A divergência entre dois motoristas míopes quanto ao correcto estacionamento pode descambar em tragédia.


Para concluir



Acabei por não alongar o meu percurso a outras zonas, como a Rua António Paulouro ou a própria Avenida da Liberdade, onde certamente teria encontrado outras situações dignas de registo. No entanto, este pequeno périplo ajuda a perceber o estado em que se encontra a área de estacionamento pago.


Por outro lado, tendo esta política sido implementada para disciplinar o trânsito e o estacionamento no centro da cidade, fará sentido que se apliquem multas a quem não pague mas, por outro lado, não se aplique semelhantes sanções aos que, pagando, não se coíbem de ocupar abusivamente dois lugares?


Perante isto, e partindo do princípio que a manutenção do espaço do estacionamento é da sua responsabilidade, será legítimo pagar à EMSA-Consequi por um serviço que efectivamente não presta?




A seguir: Quando ter um cartão de estacionamento grátis não nos livra necessariamente de sermos multados.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Acidente na A25 - As estradas alternativas que afinal não o eram

Anteontem, no regresso da minha estadia de fim-de-semana por terras de Alto Minho, fui surpreendido, ainda na A29, pela notícia do acidente que ocorrera cerca de uma hora antes na A25, em local para o qual me dirigia. Confiando nas notícias difundidas pela rádio de que o trânsito estava a ser desviado pela N16, entrei na A25. Mal sabia que me esperava uma odisseia que me levaria a casa 6 horas depois mas com a plena certeza de que as alternativas à A25 prometem emoções a rodos.

Não vou tecer conjecturas exaustivas sobre o que causou ou deixou de causar o acidente até porque a análise, é relativamente simples de fazer. A incapacidade de adequar o estilo de condução às condições meteorológicas, por um lado, e a sobreposição do fascínio do sensacionalismo às mais elementares regras de precaução, por outro lado, terminaram no saldo final de 6 mortos e 89 feridos.

Entretanto, esta situação levou, como eu já referi, ao desvio do trânsito por vias alternativas à A25. Confiando no facto de nada ser dito nos sucessivos noticiários quanto à fluência do trânsito para aí desviado e ainda por esta via se perspectivar como alternativa à A25 a partir do momento da entrada em vigor das portagens e pensando eu que reunisse condições razoáveis de circulação, optei por prosseguir na auto-estrada até ao nó do Carvoeiro onde dois polícias se encontravam colocados e a desviar o trânsito para a N16.


Infelizmente, acabei por constatar que a N16 mais não é que uma estrada mais estreita do que a visão de alguns dos nossos governantes, uma via apertada na qual dois camiões não se conseguem cruzar sem o máximo de cuidado, obrigando a sucessivas paragens do trânsito. A conta-gotas o trânsito foi progredindo e, duas horas depois, já tinha conseguido progredir uns notáveis 10km…

A N16... Trânsito bloqueado

Acabei por desistir até porque na ponte sobre o Vouga, junto a Pessegueiro do Vouga, a situação era caótica. Optei por “escapar” em direcção ao nó de Talhadas procurando uma alternativa a Sul. Já nesse nó, abordei um polícia a quem perguntei se não haveria uma alternativa da alternativa ao que este respondeu esclarecedoramente “Oh amigo, até a alternativa da alternativa da alternativa está saturada”. Perante a situação caótica também na N333, paralela a Sul da A25, a sua recomendação foi que eu retrocedesse pela auto-estrada saindo em direcção a Águeda para apanhar o IP3.

Após consulta a um mapa rodoviário que entretanto adquirira para suprir a deficiência informativa em que me encontrava (sem mapa, sem GPS e sem telemóvel já agora, mas com um jornal que entretanto tivera tempo para ler duas vezes naqueles 10km da N16), decidi encurtar o percurso passando pela N230 em vez de descer até ao IP3, dado o grande desvio que isso implicava.



Depois de uma passagem por Águeda onde alguns camionistas espanhóis desesperavam em busca da N1 para Coimbra, a N230 revelou ser uma estrada do tipo “curva à direita, vomita à esquerda” que, ainda por cima, estava ela também imersa num opaco manto de nevoeiro sendo que, para piorar, em muitas zonas a estrada pura e simplesmente não tinha marcações. Prossegui arrojadamente com o ponteiro do velocímetro colado aos 20km/h e, cerca de 2h30 depois de ter deixado o nó de Talhadas, regressava finalmente à A25, retomando o caminho normal para casa.

A N230 no seu melhor. Nesta altura ainda se via alguma coisa.

Toda esta experiência, se dúvidas houvesse, serviu para demonstrar que não há neste momento alternativas consistentes à A25, sendo também de estranhar o facto de uma estrada dita “nacional” não reunir condições de circulação como acontece na N16. É óbvio que se tratou de uma situação excepcional mas, inevitavelmente e sendo a A25 uma via internacional, a entrada em vigor das portagens irá levar ao aumento do tráfego nesta via com inerente circulação de pesados (salvo interdição).

Também é necessário rever os planos de contingência das autoridades em caso de tragédias como as de ontem. Não basta desviar o trânsito apenas por desviar. É necessário desviá-lo de forma a manter um mínimo aceitável de fluidez e, já agora se não for pedir muito, prestando também informações concretas e claras sobre os melhores percursos a tomar pelos automobilistas e não, como referiu um agente no nó do Carvoeiro "Não faço ideia! Só sei que tem de ir pela N16".

segunda-feira, julho 19, 2010

A tribo dos "Matrículas Esquisitas"


Esta manhã percebi, no trânsito automóvel, os primeiros sinais da iminência do mês de Agosto. Para além do já perceptível aumento da intensidade desse trânsito automóvel, fui obrigado, quando circulava dentro de uma rotunda, a quase imobilizar-me por causa de um indivíduo que entrou (e aqui ajusta-se plenamente a expressão) à grande e à francesa no "rond point".

Não quero com isto dizer que, no geral, esta tribo dos "Matrículas Esquisitas" não seja bem-vinda, pelo contrário, mas... continuo sem perceber por que diabos persistem em fazer uma interpretação tão particular do Código da Estrada, atitude que os leva por exemplo, a apropriarem-se das belas calçadas dos nossos passeios para efeitos de parqueamento automóvel. Sim, exactamente essas mesmas calçadas que nós, indígenas, passámos um ano inteiro a respeitar sempre sob o beneplácito das autoridades locais e, no caso da capital, da EMEL.

Sinceramente, desconheço se este desgoverno terá algo a ver com aquele rumor segundo o qual esta hoste, que qual salmão regressa sazonalmente ao seu local de origem, baseia a sua experiência de condução no período que por cá passa... mas que é aborrecido isso é, e até o pode ser para ambas as partes.
A exemplo disso, recordo uma situação que presenciei há uns anos atrás. Uma jovem senhora francófona regressava ao seu veículo que havia estacionado com a mestria necessária de forma a ocupar toda a largura de um passeio. No entanto, quiçá movido por um sentimento vindicativo, um outro condutor (este um indígena) estacionara o seu veículo em concordância com o Código da Estrada de forma paralela ao passeio, fechando com isto a saída ao carro da dita senhora.


Revoltada, a senhora não conseguiu evitar exclamar para quem a quisesse ouvir "P#####! Ces portugais se garent n'importe où!", isto é, traduzindo para português, "Ora bolas, que maçada. Estes portugueses estacionam cá em cada sítio...!"

sexta-feira, maio 21, 2010

Música com dedicatória: "Vem devagar emigrante"

Tendo em conta que o Xamane, o nosso fotógrafo oficial, e sua família estão na iminência de ir tomar café a Paris (gente fina é realmente outra coisa) não poderíamos deixar de dedicar com amizade uma canção sensível que, ao mesmo tempo, constitui uma chamada de atenção para os perigos da estrada e para a falta de psicólogos no SNS. Só para vocês, Graciano Saga, o trovador do povo, com "Vem devagar emigrante"!




PS - Esta fantástica ode musicada é também dedicada à Madalena, nossa atenta camarada no
Twitter que tem esta tendência para conduzir a horas impróprias.

domingo, maio 09, 2010

Acessibilidades e estacionamento

A questão das acessibilidades é um tema de debate cada vez mais recorrente mas, infelizmente, nem sempre tido em consideração no planeamento urbano onde os transeuntes, sobretudo aqueles com mobilidade reduzida, enfrentam diariamente inúmeras barreiras à sua livre circulação.

É por isso de louvar o crescente número de iniciativas que as diferentes autarquias estão a levar a cabo no sentido de reduzir essas barreiras no tecido urbano, combatendo por exemplo a falta de civismo dos automobilistas no que diz respeito ao estacionamento.

A imagem acima ilustra exactamente isso, retratando o momento em que vários funcionários municipais estão a instalar pilaretes para evitar o estacionamento numa zona para circulação de peões. Passado o momento do aplauso, fica no entanto a cruel dúvida: quanto tempo é que vão demorar a perceber que, a escolha do local para estacionar a carrinha de apoio, não foi propriamente brilhante?

Foto enviada por e-mail pelo João Reis

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Please don't kill us!


Obtida via AOL (André Oliveira Lucas), nosso enviado especial na África do Sul, é impossível ficar indiferente à angústia que esta fotografia nos transmite. É que, já se sabe, na África do Sul há muito condutor português...

domingo, dezembro 06, 2009

Quem protege o Exército da ameaça dos condutores portugueses?

Se alguém ainda duvidava do estatuto dos condutores portugueses como uma das maiores ameaças à saúde pública, ao lado da qual o H1N1 é apenas um vírus traquina, o incidente da passada sexta-feira, no qual um veículo comercial atropelou 17 elementos de uma coluna militar em Tancos, vem confirmar não só esse estatuto mas também elevá-lo ao de ameaça à segurança interna do Estado.

Ao que parece, a coluna militar ocupava uma das vias de circulação, marchando no mesmo sentido de deslocação do veículo, tendo este surgido atrás dos militares. O último elemento da coluna terá feito sinal ao condutor para se desviar e este guinou para a via oposta, perdendo o controlo e voltando novamente para a via da direita, em pleno centro da coluna, colhendo os 17 militares.

Segundo o condutor, o acidente deveu-se não ao facto de circular a uma velocidade excessiva numa estrada em mau estado mas sim ao facto de os militares não usarem um colete retro-reflector, pelo que não lhe foi possível perceber a presença da coluna de 51 militares naquela recta da estrada. Ora, como sabemos, o colete retro-reflector é um adereço indispensável, mas de aquisição recente, da parafernália que os militares têm de usar. Aliás, há mesmo quem afirme que se os militares portugueses tivessem usado colete retro-reflector nas suas operações na altura, a Guerra Colonial ter-se-ia resolvido muito mais rapidamente.

Agora o Exército vê-se perante um dilema: frente a esta nova ameaça, que na última década provocou mais de 14.000 mortos, não será mais seguro enviar os soldados para locais mais seguros como os Balcãs ou até mesmo o Afeganistão?

segunda-feira, novembro 09, 2009

Transito proibido a sanitas... fora de serviço?

Curiosa este instantâneo que nos chega de Praga, capital da República Checa, obtido pela nossa correspondente Ana Goulart.

Se numa primeira análise o significado já nos escapa, pois um sinal de proibição de circulação de sanitas parece algo descabido, o mistério adensa-se quando, após ser traduzido, ficamos a saber que o letreiro porta os dizeres "Fora de Serviço".

Trânsito proibido a sanitas fora de serviço? Se funcionarem podem circular?

terça-feira, setembro 22, 2009

Postais de Ciudad Rodrigo - Província de Salamanca

3 anos depois, uma comitiva do Blog do Katano resolveu novamente fazer uma incursão pelo extremo da Província de Salamanca com a desculpa de fazer um passeio turístico mas com o verdadeiro intuito de averiguar a que maquinações perversas se estavam a prestar os espanhóis para a eventualidade do PSD tomar o poder em Portugal.


O percurso passou por Siega Verde, uma importante estação de arte rupestre ao ar livre na margem esquerda do Rio Águeda junto a Villar de la Yegua. Aproveitando a última visita guiada do dia houve oportunidade para admirar 5 painéis interessantíssimos mas que, pela sua localização, nos colocaram à mercê dos mosquitos espanhóis. Posso afirmar com toda a segurança que um mosquito espanhol é um bicho feroz e particularmente obstinado, levando a que, enquanto o resto da comitiva ouvia atentamente as explicações do Carlos, o nosso simpático guia, o autor deste texto tivesse sido sujeito a uma experiência semelhante à de um paciente submetido ao processo de colheita de amostras de sangue por parte de um enfermeiro estagiário com astigmatismo.



Vários animais sobrepostos entre os quais se distingue um uro, o provável antepassado do actual touro de lide, e um lobo.



Detalhe da cabeça do uro




Depois das primeiras emoções, a comitiva prosseguiu para Ciudad Rodrigo apreciando a suave condução do Bruno Af que tem o condão de conseguir modificar em determinados momentos a cor do rosto dos passageiros do normal tom rosado para um cromatismo situado algures entre o esverdeado e o amarelo. Em Ciudad Rodrigo houve tempo para um passeio pelas muralhas, que circundam por completo o centro histórico, e nas quais se percebem ainda os danos provocados pelos terríveis combates da tomada da cidade aos franceses pela coligação das forças anglo-lusas e espanholas em 1812. A própria fachada da catedral encontra-se ainda danificada como resultado do bombardeamento a que foi sujeita.



O tom acastanhado está omnipresente nas fachadas da cidade


No castelo de Henrique II está actualmente instalado o Hotel Parador de Ciudad Rodrigo, um hotel de 4 estrelas cujo parque automóvel que se pode observar na zona de estacionamento diz bem do momento de crise em que nos encontramos. Nada de Porsches, nada de Ferraris, apenas BMWs e Rolls Royce. Junto ao castelo encontra-se um "berrão", uma estátua típica da civilização castreja, representando normalmente um porco, uma pista relevante que indicia a origem pré-romana de Ciudad Rodrigo, antiga Miróbriga. A importância da posterior influência romana na povoação está patente no próprio brasão da cidade que porta as 3 colunas sobreviventes do fórum da cidade.


O Castelo e o Berrão

Como portugueses que se prezem, decidimos dar azo aos nossos instintos primários de anti-espanholismo da pior forma que nos lembrámos e assim, dirigimo-nos até à Plaza Mayor de Ciudad Rodrigo para tomar café podendo assim dizer mal da qualidade do café espanhol.


Aspecto da Plaza Mayor - O Ayuntamiento.




Perfil do Castelo


Terminado o roteiro foi tempo de voltar a casa e experimentar a auto-estrada que, praticamente chega até Fuentes de Oñoro. Foi sem dúvida uma boa notícia uma vez que, sendo uma auto-estrada, será a partir de agora mais difícil proporcionar-se uma eventual situação meramente hipotética em que um qualquer membro feminino do Blog do Katano decida aumentar o nível de adrenalina dos passageiros efectuando uma ultrapassagem simultânea de dois camiões ignorando o facto de haver transito em sentido contrário.
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