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domingo, março 24, 2013

Uma ideia simples, inteligente e inovadora!

Ao revirar o meu arquivo fotográfico, (re)encontrei esta fotografia tirada no Sudoeste de França em 2011, mais concretamente na cidade de Pamiers (recordar aqui). Na altura acabei por não a publicar mas, como o seu contexto ainda é actual (se calhar até mais do que então), faço-o agora.



O aparato retratado na foto, que me surpreendeu pelo seu ineditismo, é nem mais nem menos que uma máquina distribuidora de leite fresco, imaginada e instalada em 2010 por Roland Chapot, um produtor local que teve esta ideia inovadora para, face à queda do preço do leite, procurar uma forma alternativa de escoar a sua produção.

Assim, todas as manhãs a máquina é abastecida com leite fresco, vindo directamente da quinta de Chapot, sendo depois distribuído como numa usual máquina de vending. Os clientes inserem na máquina a quantia de dinheiro necessária (ou cartão pré-pago) e uma garrafa de vidro é automaticamente enchida e entregue.

Numa altura em que se batalha pela regeneração do nosso sector primário e as diferentes regiões procuram escoar os seus produtos endémicos, porque não olhar para soluções deste género? As boas ideias podem e devem ser seguidas.

segunda-feira, maio 16, 2011

As grutas fortificadas de Bouan - O vídeo

Aqui fica o primeiro de 2 vídeos (de qualidade duvidosa pelo facto de, em alguns momentos o registo ter sido feito em equilíbrio precário) feitos no decurso da recente estadia nos Pirinéus, este dedicado às "Spoulgas de Bouan", grutas fortificadas dos séculos XII e XIII. Vale a pena recordar previamente o artigo que dedicámos às Spoulgas clicando aqui.

sexta-feira, abril 22, 2011

Pelos Pirinéus V - A foto do dia!

terça-feira, abril 19, 2011

Pelos Pirinéus III - Caminhada pelo Vale do Vicdessos

1° dia: Vicdessos - Dolmen de Sem - Minas de ferro de Rancié - Cataratas do Caraoucou - Arconac.

Ora bem, apos assentar arraiais por Vicdessos e tendo alguns percursos de caminhada em mente, o primeiro dia foi dedicado a uma pequena caminhada que serviu para desentorpecer as pernas e para preparar o dia seguinte, esse sim marcado para uma caminhada mais a sério.

Escolhi a subida até ao dolmen e à aldeia de Sem decidindo depois o percurso de regresso. Acabei por fazê-lo num percurso junto às cataratas do Caraoucou e valeu bem a pena.


Primeiro, uma subida ao monte do calvario, no centro da povoaçao de Vicdessos, para admirar a vista.


O dolmen de Sem situa-se numa saliencia da encosta do Pico do Risoul, uma impressionante parede rochosa (ver mapa em cima) na qual foi construida uma Via Ferrata, um percurso aventura, feito com cabos de aço, cordas e pontes que desafiam as vertigens dos participantes.


Apos um pequeno trajecto pela estrada, surge o inicio do caminho pedestre.



Apos algum esforço, finalmente o dolmen à vista!


Na verdade, este monumento megalitico é de origem natural e foi concebido pelo glaciar que outrora percorria este vale e aqui depositou estas rochas.


A paisagem que daqui se avista é fabulosa, sendo possivel avistar Vicdessos, Auzat e, um pouco à esquerda, a plataforma onde se encontram as ruinas do castelo de Montreal de Sos. Para la das ruinas avistam-se os montes que seriam percorridos no dia seguinte.


Daqui se avista também a aldeia de Sem, pitoresca aldeia com uma milenar historia mineira que atingiu o seu auge com as minas de ferro de Rancié, em parte visiveis no flanco do monte que domina a aldeia. Curiosamente, os habitantes desta aldeia conseguiram ainda na Idade Média obter os direitos de exploraçao e comercializaçao do minério de ferro, direitos que so chegariam ao fim no inicio do século XX, com o fecho das minas.


Para NE, avista-se o castelo de Miglos, aquele pontinho branco na confluencia das duas montanhas que formam o vale.


Até Sem, o caminho nao esconde os sinais de uma Primavera que este ano chegou anormalmente mais cedo.



Ja na aldeia pode encontrar-se o monumento de homenagem aos mineiros. Cada familia (homens, mulheres e crianças) trabalhava nas minas e vendia, a comerciantes que aqui chegavam com mulas, o produto do seu trabalho diario. Contudo nao era facil obter a profissao de mineiro. So o podia ser quem pertencesse a uma familia de mineiros ou casasse com um membro de uma familia de mineiros. Este monumento aproveita a entrada da galeria mais tardia da mina.





O unico moinho de Sem ainda de pé.


... e o inicio do caminho de regresso ao fundo do vale, seguindo o antigo trilho de comércio do minério de ferro.


Um ultimo vestigio das minas: os restos de um vagonete de transporte de minério no espaço à entrada da galeria mais a jusante no vale, no local onde se processavam as transacçoes comerciais.


O inicio das cataratas que se prolongam por varias dezenas de metros.


Ja no fundo do vale, cruza-se a estrada em direcçao à aldeia de Arconac. A velocidade é bastante limitada mas aqui eu também ja nao tinha muita energia.




Finalmente, o regresso a Vicdessos.

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