terça-feira, junho 03, 2014
Me, my selfie and I
quinta-feira, março 28, 2013
Sócrates, o regresso de D.Sebastião (mas ao contrário)
De Sócrates ouvi a declaração "oficial" de início da recessão ser feita quando já todos tinham percebido que o país estava em crise, tal como depois disso ouvi várias declarações anunciando o fim oficial da crise, quando todos percebiam que ela ainda estava apenas no início. Pelo meio ouvi Sócrates dizer que era anti-patriótico falar-se sequer da crise, tentando ao mesmo tempo influenciar a comunicação social para pintar um quadro de ilusória estabilidade.
Assisti ao anúncio de Parcerias Público-Privadas, como as que gerem agora as ex-SCUT, estabelecidas em condições que agora se afiguram como actos de gestão danosa, embora não tão danosa como o foram para a imagem do primeiro-ministro (a imagem possível de um cidadão formado ao Domingo) as sucessivas associações do seu nome a negócios menos claros. Finalmente assisti à crescente obstinação do primeiro-ministro em não abrir a porta à ajuda externa até que, de PEC em PEC, cada um deles mais austero que o anterior, e na iminência de falência, o país foi obrigado a aceitar incondicionalmente os termos impostos pelo FMI.
Enfim...! Poderia aqui passar o resto do dia a descrever tudo aquilo que ouvi da parte do nosso ex-primeiro-ministro. Basta dizer que foi suficiente, não me apetece ouvir mais nada. Confesso que quando soube que Sócrates fora contratado pela Octapharma, por bons serviços prestados, pensei que isso significasse o direito à extensão da sua ausência da vida pública portuguesa, ausência essa que fora iniciada com a fuga estratégica para o exílio dourado de Paris. Engano meu. Aí o temos novamente para se endeusar e declarar vítima de conspirações.
Fui um dos signatários da petição contra a sua entrada como comentador na RTP e achei piada aos que brandiram o estandarte mal pintado do direito à liberdade de expressão. Violação desse direito teria sido se Sócrates tivesse pedido para falar e o tivessem silenciado, como se de uma Manuela Moura Guedes se tratasse. Não foi o caso. Sócrates não pediu para falar mas foi pelo contrário convidado a colaborar com a RTP. Ora, enquanto contribuinte que sustenta a RTP com os seus impostos e taxa audiovisual, é meu o direito de contestar as escolhas e a oferta que a televisão pública faz. Não aceito, ponto final. O Socretinismo é digno de canais privados exóticos como a TVI e não de canais cuja missão seja a de serviço público.
E os "outros"? São melhores que Sócrates?
O que eu disse atrás não significa que ache Sócrates o pior da nossa classe política. É difícil atribuir esse título num campeonato no qual jogam figuras do calibre de Sócrates, Augusto Santos Silva, Miguel Relvas, Pedro Passos Coelho, Jorge Coelho, entre outros. Neste campeonato o único derrotado é invariavelmente o cidadão comum, relegado ao estatuto de mero dado estatístico, que se deixa iludir com promessas irrealistas de políticos que se vão revezando em altos cargos e se integram em teias de clientelismos e amiguismos cujas ramificações são difíceis de perceber mas que nascem de organizações cuja sigla começa por J.
Em Portugal a classe política segue grosso modo a mesma cartilha. Promete em campanha eleitoral os antípodas daquilo que pratica mal chega ao poder e todos os políticos se assumem como donos de uma admirável infalibilidade. Quando as medidas resultam depressa enaltecem o seu mérito mas se pelo contrário algo falha, a culpa será sempre dos que os antecederam. Por esta lógica, a culpa do cenário em que hoje nos encontrámos será portanto em última análise daquele hominídeo, indeciso entre o bipedismo e o quadrupedismo que, por meio de grunhidos e demonstrações expressivas de pujança física, conseguiu o cargo não oficial de líder do seu grupo.
Um simultâneo Persuacção / Blog do Katano
quarta-feira, fevereiro 13, 2013
As aventuras dos reis de Inglaterra... após a morte!
Acreditou-se inicialmente que as ossadas do rei teriam sido atiradas ao rio Soar mas a improbabilidade deste facto levou um grupo de investigadores a identificar e escavar o local onde se teria erguido a igreja, agora um parque de estacionamento, acabando por localizar as ossadas de Ricardo III.
A atribulada história post-mortem deste monarca não é caso isolado, muito pelo contrário. A monarquia inglesa é fértil neste tipo de episódios de atribulações post-mortem, alguns deles com contornos verdadeiramente macabros.
Reis que nem depois de mortos tinham descanso. Uma tradição inglesa de longa data
O caso de Ricardo III é bem representativo das peripécias que muitos reis ingleses viveram (ou deverei dizer morreram? Agora fiquei na dúvida) após a morte. De facto, a expressão "eterno descanso" não é uma regra na longa história da monarquia inglesa. Na obra "Kings, queens, bones and bastards" (The History Press, 2008), na qual David Hilliam descreve a vida dos reis e rainhas da Velha Albion, são referidos vários casos que a seguir partilho convosco:
Ricardo Coração de Leão (falecido em 1199)
Por desejo próprio, foi sepultado em França (naquilo que era então território inglês). O seu corpo encontra-se na Abadia de Fontevrault enquanto o seu coração está depositado na catedral de Rouen. Este caso não é tão especial assim, nem caso único na monarquia inglesa, mas estamos só a aquecer.
João Sem Terra (1216)
Foi enterrado na catedral de Worcester. Em 1797, o túmulo foi aberto para se examinar o seu conteúdo. Lá dentro, os restos mortais do rei encontravam-se envolvidos num hábito de monge. Após terem sido examinados, foram novamente colocados dentro do túmulo. Tudo... excepto um osso do polegar que foi roubado por um dos envolvidos no processo. A consciência acabaria por pesar no ladrão que devolveu a real falange à precedência. Uma vez que abrir novamente o túmulo, para colocar lá o osso, pareceu trabalho excessivo, a solução confortável passou por colocá-lo em exposição numa caixa em ouro. Esta exposição foi demasiado tentadora e o osso foi novamente roubado, encontrando-se desaparecido até hoje.
Eduardo I, Pernas Longas (1307)Retratado no filme Braveheart como um tirano sanguinário cujo principal passatempo era chacinar tudo o que usasse um kilt, Eduardo I pediu ao seu filho (que seria mais tarde sodomizado com um espeto em brasa), já no leito de morte, que o seu corpo fosse fervido para que os seus ossos fossem assim separados da carne.
Era seu desejo que eles fossem depois transportados, como relíquia, à frente dos exércitos ingleses na luta contra os escoceses. Aparentemente, não lhe fizeram a vontade e o seu corpo está sepultado na Abadia de Westminster.
Ricardo II (1400)
Para acabar com os rumores, ao melhor estilo do nosso sebastianismo, de que o rei se encontrava vivo e que viria em breve recuperar o trono, o seu sucessor-usurpador, Henrique IV ordenou que o seu corpo fosse exposto durante algum tempo, antes de ser sepultado no Priorado de Langley. 14 anos depois, Henrique V decidiu que o malogrado defunto merecia mais e mandou que fosse transferido para a Abadia de Westminster.
Ora, já no século XVIII, o desgaste do túmulo levou ao surgimento de pequenos buracos na parte inferior, através dos quais um estudante mais atrevido conseguiu surripiar a mandíbula real. Um amigo mais invejoso decidiu apropriar-se do osso, após uma valente luta, e este ficaria em posse da sua família por mais de 130 anos, em exposição numa escrivaninha, até ser devolvido em 1906.
Henrique V (1422)
Este rei, muito parecido na vida real com o actor Kenneth Branagh, morreu nos arredores de Paris. Uma vez que a duração da viagem até Londres não favorecia a conservação do seu corpo, este foi fervido em água para separar os ossos que, então sim, foram depois trazidos para Londres, para serem sepultados na Abadia de Westminster. A água onde o cadáver foi fervido foi vertida num cemitério francês.
Henrique VIII (1547)
O rei mulherengo, que tinha um jeito muito particular de resolver desavenças domésticas, sendo capaz de fazer qualquer mulher perder a cabeça, encontra-se sepultado na Capela de São Jorge, em Windsor.
Em 1813, um trabalhador envolvido nas obras de construção de uma nova cripta, roubou uma das falanges do rei, tendo depois feito dela o cabo de uma faca. O osso ainda não foi recuperado.
Carlos I (1649)
Deposto para dar origem ao curto período em que a Monarquia foi abolida para dar lugar à Commonwealth, foi decapitado e a cabeça foi colocada em exposição pública, após o que foi novamente cosida ao corpo para o enterro. Sepultado na Capela de São Jorge, em Windsor, o seu túmulo perdeu-se até ser redescoberto em 1813.
Para se ter a certeza de que no seu interior se encontrava efectivamente o corpo de Carlos I, encarregou-se o Físico Real Henrique Halford de examinar os restos mortais. Por um qualquer impulso mórbido, Sir Halford apropriou-se da vértebra que apresentava o corte do machado, levando-a para casa onde, envolvendo-a em ouro, fez dela... um saleiro. Quem não gostou da conversa foi a austera rainha Vitória, cuja falta de sentido de humor era proverbial, ordenando a sua devolução em 1888. A vértebra encontra-se numa pequena caixa, sobre o túmulo de Carlos I.
Oliver Cromwell (1658)
"Carrasco" de Carlos I, não foi rei mas sim Lorde Protector, mas nem por isso deixa de ter uma história post-mortem que merece ser contada pois, também ele, não teve descanso depois de morto. Com a reinstauração da Monarquia em 1660, o seu corpo foi desenterrado e decapitado, tendo a cabeça ficado em exposição num espeto em Westminster Hall durante 25 anos.
Uma ventania mais forte acabou por derrubar a macabra relíquia e um soldado mais afoito apanhou-a e guardou-a sob a sua capa, escondendo-a na chaminé em sua casa. Só partilhou o segredo com a sua esposa já no seu leito de morte e esta não quis manter a relíquia. A cabeça foi então sucessivamente vendida e revendida até que em 1992 foi finalmente oferecida ao colégio em Cambridge onde Cromwell estudara na sua juventude.
Fotografias:
Caveira e rosto de Ricardo III - The Star, National Geographic, Ricardo I - Angus Donald, João "sem Terra" - One Evil, Eduardo I - Wikipédia, Ricardo II - Universidade do Wisconsin, Henrique V - Wikipédia, Henrique VIII - Wikipédia, Carlos I - Spartacus Educational, Oliver Cromwell - Wikipédia
sexta-feira, dezembro 28, 2012
Castelo Novo no calendário da revista da National Geographic Portugal deste mês!
Trata-se de uma fotografia simplesmente fantástica que retrata a notável aldeia histórica do Concelho do Fundão sob um nevão em 2009, registada graças à perspicácia (e total desrespeito pela temperatura capaz de soltar o ultracongelado que há em nós, digo eu) do Pedro, no regresso de uma jornada laboral em Castelo Branco.
segunda-feira, dezembro 24, 2012
Espelho do rio Dão
quarta-feira, novembro 21, 2012
Do festival "Míscaros"... aos míscaros. Rescaldo fotográfico
quarta-feira, agosto 15, 2012
Orgulho enorme por esta jovem e extraordinária autora!
Há muito tempo, mas foi por volta dos 8 anos que tive vontade de me lançar na escrita de romances. Também participei em concursos de notícias, como em Maio de 2011 onde obtive o primeiro prémio (adolescentes) na Feira do Polar (Romance Policial) em Séronais, em Castelnau-Durban. Gosto muito de escrever romances pois sinto-me livre para desenvolver ideias pessoais. Durante um estágio na "Gazeta Ariégeoise" (jornal local), descobri que a escrita de artigos de jornal implicava menos liberdade. Escrevo entre a minha actividade escolar e as minhas restantes actividades. De facto, pratico bastante desporto (ténis, equitação, esqui) mas também pratico piano, canto coral, teatro. Sou igualmente membro do conselho comunitário dos jovens do vale de Auzat e Vicdessos.
Onde é que vais buscar a tua inspiração?
A inspiração surge-me naturalmente e nunca tenho necessidade de procurar longe apesar de fazer algumas viagens com os meus pais. Por exemplo, as belas paisagens do meu vale permitem-me descrever com precisão os cenários, tal como a minha casa, os passeios ou os filmes que vejo. Tudo pode criar ideias que anoto, mesmo à noite! As minhas personagens são inteiramente fictícias, gosto de as criar com as suas diferentes personalidades.
Quais são os teus projectos nesta área?
Pretendo, com certeza, continuar a escrever enquanto a minha imaginação não me falhar, pois tenho ainda dezenas de ideias na cabeça e muitas histórias para contar e espero que outras venham a seguir se as pessoas me lerem. Se escrevo é também para ser lida! Espero que este romance agrade pois já estou a preparar o 2º volume, com uma surpresa final para o leitor!
quinta-feira, novembro 24, 2011
Postas em blogosfera alheia
quarta-feira, outubro 12, 2011
Há definitivamente algo de podre no Reino da Dinamarca...
Ir aos playoffs de qualificação para as grandes competições começa a ser um hábito para a Selecção Nacional. Só espero que, face à actual conjuntura e perante este súbito aumento de despesas de representação desportiva (despesas de alojamento e despesas de transporte com a sobretaxa de excesso de peso da bagagem por causa dos espelhos do Ronaldo, da água oxigenada do Coentrão e de 11 exemplares da publicação "Soccer for dummies"), o Governo não se lembre de impor um Imposto Extraordinário de Participação no Playoff de Acesso ao Euro 2012.domingo, março 20, 2011
Caminhada nocturna à Senhora da Penha, Serra da Gardunha - Super Lua 2011
Aproveitando as excelentes condições de luminosidade proporcionadas pelo fenómeno que se convencionou chamar de Super Moon (Super Lua para os menos chiques), na prática a coincidência da fase de Lua Cheia com o perigeu lunar (o ponto da órbita elíptica lunar mais próximo da Terra), resultando num aumento da área aparente da Lua em cerca de 10% - Este momento de ciência pura foi patrocinado pela Delta Cafés - e ainda num luar com uma intensidade mais elevada que o habitual, o núcleo duro do Blog do Katano empreendeu no passado Sábado uma caminhada nocturna pelo maciço central da Serra da Gardunha.
Ressalva-se no entanto que quem se tiver munido, à laia de precaução, de protector solar e óculos escuros temendo um luar sem precendentes, terá decerto ficado defraudado pois aquilo a que se assistiu foi como que um espectacular luar de Agosto. Ainda assim, as excelentes condições de luminosidade permitiram fazer todo o percurso, que teve troços de caminho, de trilhos e de corta-mato, sem recurso a lanternas.
A caminhada começou e terminou junto à casa do guarda de Alcongosta (terra que todos os anos é palco da Festa da Cereja), tendo começado às 18h30 e terminado por volta das 22h30.
Apresentamos em seguido o resumo fotográfico possível desta autêntica expedição científico-gastronómico-astronómica ao maciço central da Serra da Gardunha:
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Momento de pose para a fotografia. Junto ao ninja contratado por motivos de segurança, uma participante iludida pela paragem celebra julgando que já se havia chegado ao destino. À direita do transportador da reserva moral da expedição (leia-se, uma garrafinha de Moscatel de Setúbal do bom), um outro elemento impacienta-se e reclama que pretende estar de regresso a tempo de ver a bola.
Com a promessa de que, por este percurso se poupariam 15 minutos de caminhada, nem sequer se pensou duas vezes. Afinal, caminhada que é caminhada tem de ter corta-mato!
E eis que subitamente, o disco lunar se ergue altivo e reluzente acima da linha do horizonte, num momento que causou bastante emoção junto dos caminheiros, que não contiveram efusivas manifestações verbais, sendo a mais vibrante: "Olha a Lua...! Ainda falta muito?"
... a Lua e 3 indivíduos, sendo que um deles é um ninja.
Ao longe, avista-se a nobre povoação de Peroviseu.
Já na vertente Sul da Gardunha, alguém exclama "Olha! Daqui vê-se Monsanto!"
ao que outra pessoa retorquiu "Ainda falta muito?"
Já era noite cerrada quando se iniciou a subida pelo pequeno trilho até à Penha, que parecia ela própria admirar a Lua. Esta visão foi suficiente para que alguém perguntasse "Já chegámos? Não? Ainda falta muito?".
Finalmente na Penha, o alegre grupo faz pose à entrada da "gruta", um abrigo natural que chegou a funcionar como capela, sacralizando aquilo que terá sido o Castro da Senhora da Penha, uma povoação do III milénio a.C. . Dado o vento que aqui se fazia sentir, foi decidido por unanimidade escolher o local como zona de abrigo para a ceia light para reposição das energias do grupo...
...que aqui celebra o momento em que, por artes mágicas, uma garrafinha de Moscatel de Setúbal (do bom) e vários copinhos surgem do interior de uma mochila.
Para Oeste, a aldeia de Castelejo e o horizonte delimitado pelos mui típicos geradores eólicos.
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A Super Moon (Super-Lua para os menos chiques) espreitando entre o arvoredo
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Uma imagem que diz bem das condições de luz proporcionadas pelo luar. Ao fundo, avista-se a Covilhã e, mais acima junto à margem da foto, as Penhas da Saúde.
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Para SE, é possível avistar Monsanto e as serranias de Penha Garcia povoação que, segundo a SIC, foi doada por D. Dinis aos templários em 1510!
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Para Sul, sobre uma das "bancadas" do anfiteatro natural da Gardunha, avista-se Castelo Branco cidade que em breve ficará à distância de cerca de 4 euros do Fundão (mais gasóleo).
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Outra perspectiva da mesma encosta, avistando-se ainda à esquerda Castelo Branco. Não sei se já referi o facto mas a cidade ficará em breve à distância de cerca de 4 euros do Fundão (mais gasóleo).
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Uma perspectiva sobre a aldeia histórica de Castelo Novo...
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Mais um retrato da Super Moon (Super-Lua para os menos chiques) entre aquilo que a Gardunha tem, os blocos de granito, e aquilo que se espera há muitos anos que tenha em abundância, o arvoredo.
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Perspectiva sobre a aldeia histórica de Castelo Novo
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Já no regresso, tempo ainda para admirar o pontilhado que se espraia pela Cova da Beira, tendo em primeiro plano o centro do Universo: o Fundão, e mais ao fundo no sopé da Serra da Estrela, a Covilhã
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No regresso, um dos membros da expedição descobre um casaco que bem poderia pertencer a um indivíduo abduzido por um dos OVNIs que dizem sobrevoar a Gardunha em determinados horários. Na verdade, tratava-se apenas do resultado da distração de um dos participantes da caminhada durante o percurso da subida.














