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terça-feira, novembro 06, 2012

Segurança Social perdeu milhões ao apostar em vitórias do Sporting na Betclic

A vida não está fácil para o ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares. Depois de hoje termos ficado a saber que, em 2011, a Segurança Social perdeu 1,5 mil milhões de euros na Bolsa (ver aqui), quiçá em acções do BPN, novas e inquietantes informações acabam de chegar à nossa redacção, ajudando a escurecer um cenário mais negro que um encontro de carvoeiros às escuras.

Ao que parece, procurando recuperar do prejuízo na Bolsa, o ministro terá apostado no último trimestre toda a verba que que ainda existia nos cofres da Segurança Social em vitórias do Sporting, por 2 ou mais golos, no conhecido portal de apostas desportivas BetClic.

Apesar desta conjuntura dramática, o ministro Pedro Mota Soares mantém o optimismo e anunciou já que irão ser postas em prática  "algumas medidas criativas e arrojadas" no sentido de devolver alguma liquidez aos cofres da Segurança Social. 


quarta-feira, outubro 31, 2012

Imagem chocante registada anteontem em Nova Iorque


sábado, outubro 20, 2012

Solta o 007 que há em ti! Uma acção de publicidade fantástica da Coca-Cola Zero!

Numa excelente acção promocional (mais uma!), a Coca-Cola resolveu oferecer bilhetes para a ante-estreia do último filme de James Bond. A ideia, levada a cabo na Estação Central de Antuérpia, na Bélgica, foi bastante simples: numa máquina de vending, os transeuntes foram desafiados a soltar o 007 que havia dentro deles, tendo apenas 70 segundos para se deslocarem até à plataforma 6, convenientemente longe do local onde se encontravam. Fácil? Nada disso! No seu caminho foram colocados vários obstáculos e... bom, o melhor é mesmo verem o vídeo!


domingo, outubro 07, 2012

Bruxaria com vitaminas de A a Z?

Ao percorrer as serranias junto a Vila Nova de Cerveira deparámo-nos com aquilo que pareceu à primeira vista um farto piquenique mas, pela disposição da coisa e não avistando ninguém por perto, depressa nos apercebemos que se tratava de outra coisa.

Bruxaria? Oferenda? Piquenique organizado por pessoas, com perturbações de memória de curto prazo, que de repente esqueceram que estavam a fazer um piquenique? Aceitam-se hipóteses...



segunda-feira, setembro 17, 2012

Os fenómenos paranormais da Gardunha em destaque!

Os fenómenos paranormais da Serra da Gardunha estiveram novamente no centro das atenções no passado fim-de-semana (8 e 9 de Set.). Tratou-se do Gardunha Fest, uma iniciativa da Histérico - Associação de Artes, que teve como prato forte um concurso de curtas-metragens. Mas nem só de filmes se fez o festival.

Foto: Moagem - Cidade do Engenho e das Artes / CMF

As "hostilidades" começaram no Sábado com um conjunto de palestras sobre "O Paranormal e a envolvência da Gardunha" na qual tive ocasião de participar, após gentil convite da organização, ao lado do historiador Paulo Loução, do historiador Pedro Salvado e do jornalista do Jornal do Fundão, Nuno Francisco, no papel de morador. Pode-se dizer que, depois do que me tem vindo a acontecer de há uns meses a esta parte, me estou a tornar especialista em fenómenos paranormais mas não foi sobre isso que me debrucei. Aproveitando as informações que tenho vindo a recolher desde 2008, partilhei uma série de histórias e lendas da zona da freguesia do Souto da Casa e a coisa pareceu-me ter corrido bem. Aliás, o facto de apenas ter avistado uma pessoa a dormir no final da apresentação é a prova disso!

No que toca ao concurso de curtas pode-se dizer que houve poucas mas boas! Os prémios foram sem dúvida bem atribuídos nas categorias de animação e ficção enquanto que na categoria de documentário, havendo só uma participação, não se pode estabelecer um termo de comparação.

Na categoria de ficção o camarada Luís Batista não deixou os seus créditos por mãos alheias e explorou muito bem a velha crença de que as encruzilhadas são sítios "perigosos". Um aspecto curioso deste filme é a evocação, creio, de uma receita contra maus-olhados, usada aqui como bruxaria, na qual se fazia uma reza à medida que se ia deixando pingar azeite sobre um prato com água. A forma como o azeite se dividia sobre a água determinava a intensidade do mau-olhado de que a pessoa, para a qual se fazia isto, padecia. Vale a pena ver:



Na categoria de animação o vencedor foi o trabalho intitulado "Spectrum Optical Disorder", de todos o que mais me agradou. Excelente conjugação entre imagem e música e locução impecável. Foi pena não ter podido ver isto com óculos 3D.


O documentário vencedor, "Ver é ter visto", é constituído por uma série de entrevistas a habitantes da aldeia de Castelo Novo que afirma ter avistado estranhos fenómenos na Gardunha. Esse foi aliás o mote das actividades planeadas para o serão.

À noite, a forte chuva que começou a cair obrigou a alterar o programa, naquilo que para mim foi uma gravíssima falha por parte da organização. Então planeia-se uma caminhada e uma sessão de observação "do astro" e permite-se chuva?! É um escândalo! Vá lá que o plano B foi bem engendrado e o documentário que estava inicialmente previsto para ser visionado na Casa do Guarda de Alcongosta acabou por ser projectado na Moagem.

Tratou-se de um episódio do programa sobre avistamento de ovnis, que há uns anos passou na RTP 2, intitulado "Encontros imediatos" (recordar aqui). Este episódio centrou-se na figura do Sr. Américo Duarte que durante os anos em que viveu em Castelo Novo, elaborou um vasto arquivo de registo de observações de objectos voadores e até de encontros imediatos do 3º grau. 

Apesar de achar que o Sr. Américo Duarte denotava alguma sintomatologia que encontra explicação em termos clínicos, não é menos verdade que se tratava de uma genuíno apaixonado pela Gardunha e conhecedor desta Serra como poucos. Não sei até se não será mesmo o habitante mais influente de Castelo Novo desde Pedro Guterri. Seja como for, a conversa entre os espectadores que se seguiu ao documentário foi extremamente agradável, e o que saltou à vista foi a quantidade de pessoas que afirmam taxativamente ter avistado fenómenos inexplicáveis na Serra da Gardunha.

Do último dia pouco vi, infelizmente, embora o suficiente para nessa noite ter repetidamente sonhado com um infindável por-do-sol e ter por isso acordado com o ritmo biológico completamente invertido.

Fica o registo de uma interessante iniciativa cuja organização merece bem os parabéns. Venha a 2ª edição até porque, para além da beleza natural e patrimonial, também o paranormal faz parte do encanto da Serra da Gardunha. 

terça-feira, agosto 28, 2012

Jesus Cristo avistado numa chávena de café

Há muito que já tinha incluído o café no rol de substâncias legais milagrosas, sobretudo pela extraordinária capacidade que este pó de sementes torradas fervido em água tem em, todas as manhãs, transformar um vegetal num indivíduo auto-suficiente chamado David Caetano. Agora, depois de analisar cuidadosamente esta imagem que facultada pela mui estimada Iolanda Viegas, não restam quaisquer dúvidas.

Tem a palavra o Vaticano.


segunda-feira, agosto 06, 2012

Imagens transmitidas pela Curiosity provam que há vida em Marte!

Poucas horas depois de aterrar em Marte, o robô Curiosity transmitiu imagens de uma tão fantástica quanto chocante descoberta: há vida em Marte!!


sexta-feira, julho 20, 2012

Pólo Sul, 14 de Dezembro de 1911

Roald Amundsen lidera uma expedição que leva o Homem, pela primeira vez na História, a pisar o Pólo Sul!

quarta-feira, abril 18, 2012

Juan Carlos a lavar o carro


Porque para este cidadão e desde que haja chumbo do grosso, seja cinzento, branco, azul ou cor-de-rosa, um elefante será sempre um elefante.

terça-feira, abril 03, 2012

Sinalética que desafia a imaginação

Junto à capela do Espírito Santo, no Fundão, é possível encontrar este curioso apontamento de sinalética, sendo que logo a seguir se encontra uma rotunda.

Fica portanto a dúvida: estaremos a aproximar-nos de uma rotunda, daquelas rotundas chatas que às vezes se vêem por aí onde ocorre entrada e saída de viaturas, ou será que há viaturas estreitinhas que não dispensam uma bela escadaria para realizar as suas entradas e saídas?


segunda-feira, março 26, 2012

O dia em que se roubou por piedade

O que é um ladrão? Qualquer pessoa que se preze (que não pertença a esse segmento profissional específico) responderá que o ladrão consiste num indivíduo que, estando ou não munido de armamento pirobalístico ou cortante, intervém na área de aquisição coerciva de património próprio, em detrimento dos interesses do próximo. Ora, convenhamos, isto é uma imagem que se nos afigura pouco simpática. Contudo nem sempre foi assim e tempos houve em que as motivações dos larápios eram outras!

Quem conhece a cidade de Coimbra conhece com certeza o Aqueduto de São Sebastião, também conhecido como dos Arcos do Jardim. Este aqueduto possui sobre um dos arcos uma estátua de São Sebastião, um santo católico que me lembra inevitavelmente um boneco de vodu.

Ora, corria já a segunda metade do século XIX quando a cidade acordou uma bela manhã em estado de choque. A estátua de São Sebastião havia sido vítima da acção de larápios que, a coberto da noite, haviam trepado ao aqueduto, e depois ao corpo do santo, e retirado as flechas de prata que no corpo deste estavam cravadas desde há séculos.

Soube-se mais tarde que os autores de tão audaz façanha haviam sido três estudantes da faculdade de Direito, Adolfo Paiva Pereira Capon, Eduardo Montufar Barreiros e Eduardo Segurado, que anteriormente já haviam também conseguido a proeza de roubar o badalo do "Cabrão", um dos sinos da Universidade de Coimbra.

Se o roubo das flechas cravadas no corpo de São Sebastião foi denunciado como sacrilégio ou vil acto de ganância, consoante a religiosidade dos ofendidos acusadores, o que é certo é que o móbil do crime foi apenas e só... a piedade. Pelo menos assim o dava a entender a inscrição que deixaram sobre o ventre do santo, agora aliviado de tão dolorosos apêndices, e que dizia simplesmente "Basta de sofrimento!"

Um beijinho de agradecimento à Isabel Anjinho por partilhar este episódio no grupo do Facebook "Cromos", Personalidade e Estórias de Coimbra (de onde foi aliás retirada a foto).

quinta-feira, março 22, 2012

Piquetes de greve da Carris estão a usar bloqueios de Jorge Jesus para contrariar os fura-greves


Os piquetes posicionados nas estações da Carris estão a recorrer a todos os meios para conseguir aumentar a adesão dos trabalhadores à paralisação nacional que hoje tem lugar e, após as acções policiais de que foram alvo durante a madrugada de hoje, mudaram radicalmente de estratégia, passando a adoptar a táctica do bloqueio de Jorge Jesus que tem feito furor no campeonato nacional de futebol e que recentemente foi aplicada com sucesso no encontro das meias finais da Taça da Liga.

Um trabalhador (que pediu anonimato) declarou que ao tentar aceder à estação da Musgueira, foi "bloqueado por 3 membros corpulentos do piquete que o imobilizaram de forma bruta, aliviando-o inclusive da marmita, dentro da qual transportava uma salada de pimentos, uma lata de sardinha em conserva e uma garrafa pequena de vinho branco adamado".

Apesar das muitas manifestações de descontentamento por parte de quem tentou ir trabalhar, indiferente à greve, e não o conseguiu fazer, a polícia não interviu uma vez que, apesar de considerar qualquer forma de impedir os trabalhadores de ir trabalhar livremente, ainda não conseguiu perceber se esta manobra se enquadra ou não nesta categoria.

imagem original obtida aqui: CGTP

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Plágios e plagiadores, a praga persistente

Se há coisa que me altera o sistema, mais ainda do que uma lata de feijão preto cujo prazo de validade expirou juntamente com o último Tiranossarus Rex, isso é sem dúvida... O PLÁGIO!
Ao longo dos últimos anos (agora que penso nisso, praticamente desde 1999), descobri várias vezes que textos ou fotografias da minha autoria (até sites!) haviam sido plagiados das mais variadas formas e por pessoas e entidades dos mais diversos quadrantes. Vejam alguns exemplos:

Os jornais!

Por exemplo, recordo-me de um artigo dedicado à Torre de Centum Cellas, publicado pelo jornal guardense Terras da Beira em Abril do ano 2000 e que era cópia do meu trabalho num site dedicado exclusivamente a esse mesmo monumento, que eu havia criado em 1998/99. Infelizmente só descobri isso alguns anos depois na versão antiga do site do jornal mas ainda assim enviei um e-mail, dirigido à redacção do jornal e ao seu director, manifestando a minha indignação. Sem resposta fiquei.

Por essa altura, também o jornal O Interior decidiu usar uma foto da minha autoria para ilustrar o artigo da semana numa rubrica dedicada ao património arqueológico. No artigo, dedicado à calçada romana do Tintinolho, acharam por bem copiar uma foto que eu publicara num portal que mantive durante muitos anos sobre arqueologia, o ArqueoBeira, e que hoje se encontra "em hibernação", dando-se ao luxo de recortar uma banda da foto de modo a excluir o logótipo de referência ao portal.

O design de um site!

Este portal arqueológico foi aliás bem fértil em plágios. Recordo-me de ter encontrado um site, dedicado creio eu à povoação de Loriga (ou algo parecido), que era cópia chapada do design que eu fizera para o ArqueoBeira. Ao consultar o código desse site, descobri que o autor do plágio nem sequer se dera ao trabalho de retirar algumas tags de código html que eu personalizara. Guardara as páginas do meu site e alterara visualmente o conteúdo. Ironicamente, o "artista" tinha disponbilizado um inquérito a perguntar às pessoas o que achavam do novo design do site. Fiquei fulo e enviei ao autor daquela brincadeira de mau gosto um e-mail de protesto, no qual usei várias vezes a palavra "processo". Desfez-se em mil desculpas e o site retornou ao design anterior em menos de 24h.

O ex-ministro!

Em 2005 ter um blogue de campanha era sinónimo de espírito inovador e não, como agora, uma obrigação. Nuno Morais Sarmento, ministro nos XV e XVI Governos Constitucionais, não fez por menos e criou um blogue chamado "Força Interior" para dele fazer um diário da sua campanha pelo Distrito de Castelo Branco, aquando das eleições legislativas de 2005.

A "postas" tantas, publicou um artigo intitulado "Regresso ao Fundão" no qual lamentava que uma gripe tenha afectado o seu programa e impedido de ir, entre outras localidades, à Aldeia de Joanes. Sempre partilhando os endereços dos sites das instituições que foi citando ao longo desse artigo, terminou o mesmo com a frase: "Deixo na fotografia deste post a imagem da Igreja de Aldeia de Joanes", um registo do que perdi,...". O artigo em questão era ilustrado com uma fotografia que eu tirara e colocara no meu portal no ano 2000, tendo-se abstido de fazer qualquer alusão ao mesmo. (Cliquem aqui para saber mais).
Voltando à actualidade, siga o plágio!
Há alguns dias atrás, fui alertado pelo Márcio para um e-mail que anda a circular sobre como evitar as portagens na A23 e que ele fez o favor de me reenviar. Ao abrir o anexo desse e-mail fiquei estupefacto ao verificar que alguém pura e simplesmente copiara INTEGRALMENTE os dois artigos que aqui publiquei sobre como evitar portagens na A23 entre Torres Novas e Castelo Branco e entre Guarda e Castelo Branco e colara tudo num documento de texto, tendo depois guardado o resultado em PDF, portanto um ficheiro cujo propósito é evitar a alteração do seu conteúdo, e tendo ainda o supremo desplante de assinar o seu nome em rodapé em todas as páginas.

Não é que este caso me afecte tanto como os anteriores, uma vez que o meu objectivo sempre foi o de fazer com que estas informações alcançassem o maior número possível de pessoas, de modo a lutar contra esta injusta imposição governamental mas, ver outra pessoa colher os louros por algo que não fez, é algo que me custa a digerir.

Poderão dizer que, ao serem copiadas, algumas das imagens mantiveram o nome deste blog. É verdade. Infelizmente, ao serem comprimidas durante o guardar do ficheiro, estas referências ficaram extremamente difíceis de ler e só alguém com a acuidade visual própria de um híbrido resultante do cruzamento entre uma ave de rapina e um piloto de aviação de combate as conseguirá detectar facilmente.

O que salta à vista é o nome do autor da infâmia: o Sr. João Mirrado. Não sei se o seu objectivo foi propriamente o de obter o reconhecimento pelo artigo ou se simplesmente foi o de ser elogiado pelo trabalho de paginação (que diga-se a verdade podia estar bem melhor). Também não consegui obter deste senhor qualquer resposta já que, tendo encontrado um suspeito no Facebook, enviei-lhe uma mensagem que ficou sem resposta. Quem cala consente ou não sabe o que é aquele número vermelho que está ali no canto superior esquerdo do Facebook?

Sobre este caso, faço minhas as palavras do Xamane, o nosso esmerado fotógrafo residente, que ao receber este e-mail respondeu ao remetente da seguinte forma:

"Com certeza não sabes mas este texto e mapas foram copiados, letra por letra do blog do David (http://dokatano.blogspot.com/), basicamente este João Mirrado fez um plágio integral.
Foi ao blog, fez cópia, fez paginação no formato PDF e difundiu pela NET com o nome dele.

A intenção não aparenta ser outra senão a de ajudar a difundir informação útil, daí o David não se ter importado, mas não deixa de ser caricato de no meio de tanto altruísmo do João Mirrado, este ter sentido a necessidade de se creditar por algo que não fez. Enfim, intelectualmente desonesto.
"

Ainda há esperança para o Mundo!

Felizmente, há quem ainda conheça o conceito de ética e não abdica dele quando confrontado com a perspectiva da utilidade do produto de outrém e já muitas vezes recebi pedidos de utilização de materiais da minha autoria. Tomem-se como exemplo os artigos sobre as alternativas às portagens. A sua utilização foi cedida com muito gosto, mediante pedido prévio, ao Jornal do Alto Alentejo.

Outro caso interessante e, devo dizer, gratificante foi o que ocorreu ontem quando descobri no site Portugal Romano alguns textos integrais ou excertos de textos e fotografias da minha autoria sobre sítios arqueológicos. Enviei imediatamente um e-mail a reclamar da situação e, pouco depois, o administrador do site respondeu-me com um pedido de desculpa, esclarecendo ainda que, tratando-se de um site colaborativo, os textos eram enviados por terceiros, sendo por isso difícil verificar a autoria dos mesmos.

Pouco depois, todas as referências desses textos e fotografias estavam rectificadas, sobrando deste caso apenas a excelente impressão com que fiquei do administrador do site.
Epílogo
O plágio causa-me profunda confusão. Custa-me perceber o recurso a um acto parasitário que se torna redutor para quem o pratica, ainda para mais quando, hoje em dia, é tão fácil descobrir a real autoria dos conteúdos em causa. Ao fim e ao cabo, o plagiador é como aquela pequena carraça que descobriu num canídeo andarilho a reconfortante perspectiva de poder engordar sem muito esforço... indiferente ao risco persistente de poder ser vítima de desparasitação.
Infelizmente há e continuará a haver, para mal dos pecados de quem com o seu esforço cria conteúdos, toda uma legião de plagiadores para quem a ética e as mais elementares regras morais perdem importância perante a necessidade de protagonismo.
Diz a minha mui estimada Ana Andrade que "fazer plágio é admitir que os outros pensam melhor do que nós". Não me ocorre acrescentar mais nada.

Foto (Morais Sarmento): Política Pura e Dura

terça-feira, janeiro 10, 2012

Fenómenos paranormais da Serra da Estrela - O mistério da Amy

Quem na Serra da Estrela circular pela estrada vindo da Torre em direcção à Lagoa Comprida, já perto desta, avistará à sua direita um aglomerado de blocos graníticos no qual se destaca um graffitti que diz simplesmente "Amy vem", não suspeitando que este maciço rochoso é o centro fulcral de um mito serrano do âmbito do paranormal, digno de William Gaines, e que tem naquela Amy da frase a sua personagem principal.


Os dizeres apelam à vinda da Amy mas, se esta aparecer mesmo e não estiver ninguém no local, poderá ser induzida em erro e rumar a Vizela se se fiar nas restantes inscrições.



Existem várias versões acerca de quem será esta Amy de que falo. A história mais comum que é contada é que este será o nome com que foi baptizada uma figura que surgiu numa foto aqui tirada por um casal, e que no local não foi contudo avistada. Outros dizem que se trata de uma espécie de mensageiro interdimensional, que procura trazer uma mensagem a quem a quiser ouvir. O que é certo é que no local abundam as dedicatórias à misteriosa Amy, variando nas suas formas e dimensões.

O local da aparição. Por momentos, quando aqui passei pareceu-me avistar a Amy. Afinal era um arbusto ligeiramente queimado pelo gelo e com um ramo quebrado.



Entre rochas várias destaca-se esta constelação pétrea amarela com diversas mensagens, sendo a estrela central dedicada à própria Amy. Segundo esta, o autor deste aparato terá conseguido perceber a mensagem da Amy, acrescentando a referência a Jerusalém para além de um código insondável. Nas restantes estrelas é possível ler "Deuses do Sol, dai-me a vossa benção e luz", "Espíritos, desejo-vos a todos", "Extraterrestres, iluminai-me do céu", "Intraterrestres, contactai-me com a verdade" e, finalmente, "Terrestres, não vos compreendo".



Qualquer pessoa mal informada poderia pensar estar em presença de alguém que procura arranjar forma de conseguir iluminação através de energias alternativas e que, olhando à última mensagem, vem colocar o dedo na ferida relativamente à situação que qualquer pessoa consegue constatar no local: os telemóveis têm aqui pouca rede.



Outra sinalética que ali se encontra assinala a conclusão de um estudo, realizado entre 1990 e 2011, por alguém que apenas assina "MS" e que agradece aos mesmos seres referidos nas estrelas anteriores, alertando ainda para o perigo que é não respeitar aquelas rochas misteriosas. Fá-lo aliás de forma inusitada e até algo anacrónica pois tenho para mim que não é boa política escavacar uma rocha para colocar um pedido de que se respeitem as rochas do local.

Seja verdade ou seja mentira, sejam os avistamentos provocados pela altitude ou provocados pelo facto de ser um local propício a convívios bem regados e defumados ou, pelo contrário, seja realmente o local de um portal interdimensional, através do qual transita uma verdadeira panóplia de seres de outro Mundo, este sítio tem pelo menos o grande atractivo de proporcionar uma vista fenomenal sobre a bacia do Mondego a Norte da Estrela.



Aconselho pois a que se detenham neste sítio e que se maravilhem com o que daqui avistam. Quem sabe? Pode ser que tenham o prazer de conhecer a Amy.




quarta-feira, dezembro 14, 2011

Fotografia: "Proibido deitar lixo e... pão"?!

Encontrar lixo no chão é coisa que me irrita profundamente mas, se há coisa que me deixa chateado mesmo à séria, isso é sem sombra de dúvida tropeçar num pão de quartos, num cacete ou num pão de centeio, abandonado no solo sem qualquer respeito. Isso para não falar do facto de, se por acaso chover entretanto, um pão empapado ser algo que deixa os sapatos numa miséria, sobretudo se tiver uma alta concentração de fermento.

Em Bragança, os habitantes locais levam isso muito a sério e, num espaço que pertencia a uma empresa e que hoje se encontra abandonado, alguém colocou o aviso da foto. Por isso já sabem: em Bragança, não deitem lixo para o chão... e nem migalhas!

sábado, dezembro 03, 2011

Quando pedirem indicações rodoviárias nunca digam que são do Fundão


Todos estamos acostumados ao excesso de zelo que os habitantes locais põem em prática quando paramos para pedir indicações sobre o percurso a seguir até uma determinada rua ou povoação. Quem não se deliciou já (ou ficou mais baralhado) com o atropelo de indicações dadas por quem nos quer informar de todos os caminhos possíveis em direcção ao local onde pretendemos chegar? Eu próprio que o diga quando há uns anos cometi o erro de pedir indicações a um grupo de 20 cidadãos idosos na aldeia de Fornotelheiro. Ainda assim, experimentei há dias uma situação completamente diferente.

É claro que eu poderia ter logo percebido que a coisa não ia correr bem quando, ao procurar a Avenida General Humberto Delgado na localidade de Canhoso, junto à Covilhã, o GPS respondeu de forma seca que a mesma não existia. Ainda assim, movido por uma teimosia que me está lavrada no código genético, própria da gens Caetano, fui até ao Canhoso para procurar a empresa que as minhas pesquisas na web haviam situado nessa avenida e nessa localidade.

Após 15 minutos às voltas pela povoação sem conseguir encontrar a referência toponímica que procurava, decidi usar o antigo e infalível método de indagar a população indígena que, pensava eu, certamente me dirigiriam para a dita avenida. Encostei pois a viatura e abri a janela do lugar do passageiro, abordando um trio de indivíduos que teriam entre 50 e 60 anos.

-"Boa noite! Será que me poderiam indicar onde fica a Avenida General Humberto Delgado?"

O mais expedito de entre eles tomou a iniciativa de responder: - "Avenida quê? Oh amigo, isso não é cá no Canhoso. É ali na Covilhã!", resposta que deu início a um diálogo entre eles sobre qual seria a avenida com esse nome na Covilhã. Consensualmente, concluíram e informaram-me que se trataria de uma avenida que circundava o cemitério da Covilhã.

Já em jeito de despedida quis saber de onde eu era, ao que respondi que era do Fundão. A mudança do seu rosto para uma expressão de um misto de choque e revolta foi impressionante:

-"Do Fundão?! F###-SE! Do Fundão?! Ai o C######! F###-SE! Oh amigo, do Fundão nem cão, nem esposa nem nada! Há uma empresa do Fundão que me deve 64.000 euros, oh meu amigo! 64.000 euros!"

Subitamente, abriu muito os olhos e deu dois passos atrás, enquanto dizia exasperado -"Espere lá! De que firma é este carro? Hein? De que firma?", enquanto mirava o meu carro de ponta a ponta, procurando a identificação da empresa à qual ele pertencia. Tranquilizei-o dizendo que, apesar de eu ser do Fundão, a empresa à qual pertencia não o era, acrescentado que houvera ali um momento em que chegara a recear ter de voltar a pé para casa.

Quiçá devido ao alívio de não estar perante um agente de um caloteiro, o indivíduo foi tomado de um novo voluntarismo e, pegando no telemóvel, pediu-me para esperar um bocadinho -"Espere aí. Vamos mas é ligar para a PSP que eles devem saber onde fica essa rua!". Não contente pela resposta dada pela PSP, que contrariou as suas convicções e o informou de que afinal a Avenida General Humberto Delgado não existia na Covilhã (e no Canhoso também não, já agora), fez nova chamada mas desta vez para a GNR.

Aqui a resposta foi quase imediata: a dita avenida era afinal a artéria principal do Canhoso, que no GPS era referida como "Rua João XXIII". Desligando, apontou para a avenida que dali se avistava ao fundo da rua e exclamou: "É aquela oh amigo!". Despedi-me com um cordial e sentido agradecimento, não deixando no entanto de acrescentar: "Já viram? É preciso vir um gajo do Fundão para vocês aprenderem o nome das ruas do Canhoso!".

quarta-feira, novembro 16, 2011

A Mona Lisa foi pintada por Leonardo... di Caprio!

O país está em crise! A população perde poder de compra, está cada vez mais endividada, os nossos "cérebros" estão a fugir para o estrangeiro, o Triunvirato do FMI já faz deste cantinho à beira mar plantado o seu quintal dos fundos... Para o cidadão comum o cenário não se afigura nada auspicioso.

No entanto, não há motivo para o desespero! Toda uma nova fornada de cidadãos conscientes e instruídos prepara-se para deixar as universidades e para tomar em mãos o destino do país, guiando os portugueses em direcção a um novo futuro, só comparável no seu brilho à luz do primeiro e radiante amanhecer da Primavera.

Ei-los!


Bom, pensando bem, uma manhã invernal com a luz solar filtrada por um espesso e cinzento manto de nuvens, que vai largando uma precipitação digna das cataratas do Niagara, e impelido por uma ventania cuja velocidade excede os 100km/h, também consegue ter o seu interesse.

Um vídeo da Revista Sábado

segunda-feira, novembro 07, 2011

Os preços das portagens na A23, de Abrantes até à Guarda

Este fim-de-semana constatei que já foram afixados os preços das portagens virtuais junto aos pórticos na A23, no troço entre a Gardunha e a Guarda. Entretanto, com a preciosa colaboração da Nelly, obtive também a lista de pórticos e respectivos custos até Abrantes. A surpresa não foi nada agradável, sobretudo se tivermos em conta os valores expostos.

Da Gardunha à Guarda

Quem da Gardunha conduza em direcção à Guarda irá deparar-se sucessivamente com os seguintes pórticos e custos:


Fundão Sul - 1,45 €

Caria - 1,55 €

Belmonte - 0,80 €

Guarda-Túnel do Barracão - 1,35 €


No meu caso específico, que me desloco 2 vezes por semana à Guarda, isso representaria um acréscimo de despesa na ordem dos 20,60 € por semana e dos 82,40 € por mês! Digo "representaria" porque não tenho a mínima intenção de circular pela A23 após a entrada em funcionamento das portagens.

São números que dão que pensar, sobretudo se os compararmos com aquilo que é praticado na A1, no troço entre Torres Novas e Alverca. Facilmente se conclui que a A23 parece ser uma auto-estrada de 1ª classe e a A1 uma reles auto-estrada de segunda classe, senão veja-se:


Alverca - Torres Novas: aprox. 90km autoestrada - 5,65 Eur - 0,06 €/km


Fundão - Guarda: aprox. 50km Autoestrada - 5,15 Eur - 0,10 € / km


Perante estes dados coloco duas hipóteses de justificação para a disparidade de valores:


1 - Afinal o sistema de cobrança de portagens da Scutvias não é tão automático quanto parece e, na central de controlo, há à frente de cada monitor um funcionário sinistro que vai anotando, num bloco de notas, os dados das viaturas que transpõem os pórticos sem o dispositivo electrónico de matrícula, sendo que os encargos salariais para com estes funcionários justificam estes valores cobrados.


2 - A Scutvias irá em breve substituir o actual piso da A23 por alcatrão vermelho e refazer as marcações das vias contratando para o efeito especialistas em aplicação de Talha Dourada.


Da Gardunha a Abrantes


Quem no entanto viaja para Sul a partir da Gardunha, depara-se com outro cenário não menos preocupante. Até Abrantes irá cruzar nada mais nada menos que 9 pórticos com os seguintes custos:


Soalheira - 1,20€
Lardosa - 1,10€
Castelo Branco centro/Hospital - 1,05€
Retaxo/Sarnadas - 0,90€
V.V. de Rodão - 1,45€
Fratel - 1,35€
Gavião - 1,25€
Mouriscas - 1,30€
Abrantes - 1,10€


O Fundão fica portanto à distância de 10,70 € de Abrantes! Quem como a Nelly tenha de fazer esta viagem nos dois sentidos uma vez por semana, terá uma despesa acrescida de 20,70 € por semana e de cerca de 83,90 por mês.




De Abrantes a Torres Novas


Não tenho ainda informação detalhada sobre a localização e os preços dos pórticos de portagem. O que posso avançar é que o custo agregado deste troço é de pouco mais de 4€. Se alguém tiver informações concretas, agradeço que as partilhe em comentário.



A CP oferece uma solução... no mínimo original


Curiosamente, numa altura em que a A23 se apresta a tornar-se uma solução de mobilidade muito pouco atractiva para a população, a CP decidiu introduzir uma modificação no serviço Intercidades no mínimo original, substituindo a tradicional composição por uma automotora dos anos 1970, à qual se fez um lifting para parecer mais nova.


Não há bar mas há máquinas de vending, menos casas de banho, mas também se espera que as pessoas aliviem as necessidades fisiológicas antes de subir à automotora para facilitar a deslocação da mesma, e o sistema de suspensão traz de volta uma sonoridade que até agora apenas residia nas recordações melancólicas de outras eras.


A justificação dada pela CP para a adopção desta medida foi de que a A23 provocou nos últimos anos o decréscimo dos passageiros na linha da Beira Baixa tornando-a pouco rentável. Portanto, num momento em que se apresenta uma oportunidade de ouro para angariar e fidelizar passageiros, a CP faz exactamente o oposto e desinveste. A justificação perante este evidente contra-senso foi de que, se numa primeira fase, a introdução das portagens iria de facto trazer de volta muitos passageiros, este número entraria inevitavelmente em declínio lá mais para a frente...


Entretanto, estou curioso para saber o que fizeram entretanto os deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Castelo Branco que, no seu programa eleitoral, incluíram um parágrafo que garantia que iam procurar fazer com que a A23 tivesse preços de acordo com a realidade sócio-económica da região...


Próximo artigo: O que fazer na A23 para evitar as portagens




quarta-feira, outubro 12, 2011

Prisioneiro suicida-se... com o kit anti-suicídio!


Segundo o jornal La Dépêche, no mês passado um jovem de 23 anos, detido numa das prisões mais famosas de França, pôs termo à sua vida, usando para o efeito o pijama descartável que faz parte do kit anti-suicídio tornado obrigatório em França desde 2009, para prisioneiros em manifesta fragilidade psicológica.

O pijama descartável em papel (!!) foi concebido justamente para evitar que os reclusos se suicidassem por enforcamento, como terá acontecido neste caso. Ainda por cima este é já o segundo caso do género visto que em Abril passado, o mesmo aconteceu na região de Le Havre.

Tendo em conta que desde 2009 a taxa de ocorrência de mortes por suicídio nas prisões francesas não baixou, será talvez oportuno questionar qual é a afinal o papel destes pijamas nas medidas de prevenção. Por este andar, um dia destes mais vale condenar os criminosos a cumprir pena nos quadros da France Telecom. Pelo menos aí a taxa de suicídio é ligeiramente mais baixa.

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