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quarta-feira, outubro 12, 2011

Há definitivamente algo de podre no Reino da Dinamarca...

Ir aos playoffs de qualificação para as grandes competições começa a ser um hábito para a Selecção Nacional. Só espero que, face à actual conjuntura e perante este súbito aumento de despesas de representação desportiva (despesas de alojamento e despesas de transporte com a sobretaxa de excesso de peso da bagagem por causa dos espelhos do Ronaldo, da água oxigenada do Coentrão e de 11 exemplares da publicação "Soccer for dummies"), o Governo não se lembre de impor um Imposto Extraordinário de Participação no Playoff de Acesso ao Euro 2012.

Para isso, mais vale pedir ajuda ao FMI para nos qualificarmos para o Euro 2012. Se estiveram atentos tanto às reportagens em que os membros do Triunvirato (a quem insistem em chamar Troika, como se o uso do russo fosse mais prestigiante) foram protagonistas, terão com certeza como eu reparado que pelo menos dois deles têm muita genica e pé ligeiro, a léguas daquilo que hoje se viu em alguns jogadores. Não é que a exibição tenha sido de todo negativa, porque efectivamente não foi. Houve um período onde a selecção foi até muito forte e merecia ter sido muito mais feliz do que o foi. Falo daquele período entre os 23 e os 24 minutos da primeira parte.

Mas bem vistas as coisas, isto de ir aos playoffs é algo de prestigiante e apenas reservado a uma elite muito selecta. Estar numa mini-competição com "monstros" do futebol como o Montenegro, a Bósnia ou a Estónia ajuda a construir a mística das nossas estrelas. Por outro lado, creio haver aqui também o prolongamento daquilo que tem sido uma obsessão nacional: traçar uma clara distinção entre Portugal e a Grécia. Se a Grécia, essa amálgama de gente falida e anarquista, se apura directamente para o Euro, os tugas, por uma questão de princípio, só têm é que ir ao playoff, só para que não haja cá confusões.


quinta-feira, setembro 15, 2011

Chiranjeevi - Afinal o Chuck Norris não passa de um puto reguila

Se alguém nos perguntar quem é o actor mais macho da história do cinema, incluíndo as projecções de cinematógrafo dos irmãos Lumière, a resposta mais natural que nos ocorre será sem sombra de dúvida Chuck Norris, certo? Errado! No que toca a expressão máxima de macheza numa película de cinema, ela terá forçosamente de ser atribuída a Chiranjeevi, o verdadeiro action hero, a destruição irracional condensada em forma humana.

Verdadeiro ícone de Bollywood, a versão indiana da Meca do Cinema (e curiosamente com maior caudal de produção anual de películas do que a sua contraparte estado-unidense), Chiranjeevi encarna personagens implacáveis, capazes não só de desafiar as leis indianas, como também as leis da física, com o feitio próprio de quem acabou de se empanturrar com chamuças demasiado condimentadas.

Se não acreditam, vejam o trailer que se segue e que apresenta uma cena de acção protagonizada por Chiranjeevi. Esta cena deve estar certamente registada no Guinness book os records como a cena que reuniu mais veículos com capacidade de auto combustão e mais jipes Willis dotados de capacidade de voo, sendo que esta última característica uma completa novidade. Vemos também que, se o jipe não levantar voo só por si, é fácil forçar esse comportamento, bastando para tal cravar um pedaço de tubo de escape no seu radiador.

Por outro lado, esta cena introduz também o conceito arrojado de cavalo drifter e ainda, no trecho em que o herói força dois cavaleiros a uma valente cambalhota quando vai de encontro a um poste de iluminação com as pernas dispostas receptivamente em "V", o conceito de balls of steel. O curioso é que, com toda a adrenalina provocada por esta frenética sucessão de situações de pura acção, passa-nos completamente ao lado o facto da personagem ser um sujeito roliço com cabelo à Marco Paulo e vestido de cor-de-rosa.


Ao contrário do que possa parecer, o áudio dos filmes de Bollywood não se limita a ruídos de explosões, golpes de karate indiano e som de pneus, sem que haja troca de palavras entre os protagonistas, como se pode constatar pelo trailer bónus que a seguir partilho com vocês. Trata-se do trecho de um filme em que, aquilo que parece ser uma versão indiana do Jel, tem uma acessa discussão laboral com um grupo de indivíduos desagradáveis e bem vestidos, sem dúvida numa alusão subreptícia a Karl Marx.

Para vossa comodidade, os diálogos foram dobrados com o máximo de rigor em português brasileiro.



quarta-feira, julho 27, 2011

A dois dias das férias, esperando que desta vez não morra ninguém

A contagem decrescente continua e já só faltam 2 dias para finalmente entrar em período de férias e para finalmente cumprir o projecto de longa data, sucessivamente adiado, de ir até Gibraltar, que é como que uma versão económica do Reino Unido para um grupo pelintra que gostava mesmo era de ir a Londres.

Aproveitando este regresso ao Sul da Península, vou poder finalmente cumprir uma aspiração que alimento há já algum tempo, mais concretamente desde que vi uma foto num livro de história na altura em que andava na Escola Primária: ir a Córdova! Prometo partilhar aqui as minhas impressões devidamente ilustradas com fotografias.

Por outro lado, este regresso à Andaluzia marca também o regresso à prática do campismo, repetindo a dupla estreia do ido ano de 2005 quando, pela primeira e única vez até hoje, acampei em Mérida e Granada. Dessa experiência ficou sobretudo a recordação do último dia no parque de campismo de Mérida, devido a um acontecimento algo... insólito.

Nessa manhã acordei com uma desagradável dor de cabeça, devida certamente ao volume do som daquela cervejaria que vendia uma bebida verdadeiramente diabólica chamada "Belzebu", mas que escorregava mesmo bem.

Os gritos que vinham do exterior da tenda também não ajudavam nada ao meu bem-estar, ainda para mais àquela hora da manhã, pelo que decidi sair, pronto a dirigir uns impropérios fulminantes e em bom português a quem quer que estivesse a perturbar o precioso sossego matinal.

Contudo, acabei por desistir quando me deparei com a presença de um carro da polícia e de uma ambulância junto à tenda da frente, ambulância para a qual dois tripulantes carregavam uma maca com aquilo que era indubitavelmente um corpo tapado com um lençol, isto enquanto uma senhora, que presumi ser esposa do recém-falecido, estava em pranto, sentada numa cadeira e amparada por algumas pessoas.

A dor de cabeça e o sossego matinal pareceram-me subitamente irrelevantes...

sexta-feira, julho 08, 2011

Multimedia numa aula. Quando o virtual se mistura com o real

Actualmente, o uso de recursos didácticos audiovisuais ganhou uma preponderância tremenda no ensino. Quem é que enquanto transmissor de conhecimentos, seja professor ou formador, nunca usou um projector multimédia (não, não se diz "retroprojector" nem "vídeoprojector") numa aula, para projectar por exemplo uma apresentação PowerPoint?

Matthew Weathers, professor de "Natureza da Matemática" na Universidade de Biola, na Califórnia, foi um pouco mais longe na exploração deste recurso, criando situações onde o real e o virtual se confundem, através de vídeos que criou com a ajuda de um colega e onde ele próprio é protagonista.

Vale a pena ver o resultado. Já agora, o que é que vocês acham? Um vídeo destes é realmente educativo?

terça-feira, junho 14, 2011

As inquietantes sugestões de pesquisa do Google!

A maioria das pessoas que utilizam regularmente o Google, já terá com certeza atestado a utilidade das sugestões de pesquisa do Google, uma lista de opções que o Google considera como pesquisas mais prováveis, que surge anexada à caixa de pesquisa enquanto escrevemos os termos daquilo que queremos procurar, e que é formada tanto pela análise daquilo que estamos a escrever como pelas pesquisas mais populares dos cibernautas em geral.

Se estas sugestões são de uma utilidade inegável, não é menos verdade que também podem por vezes ser completamente inusitadas e até mesmo inquietantes. Também é interessantíssimo analisar as diferenças entre as tendências de pesquisa lusófonas e anglófonas, diferenças essas que nos mostram que, para além da diferença linguística há também uma enorme diferença de motivações e preocupações entre os dois grupos. Senão vejam:


PORQUE É QUE... ?



Primeira diferença gritante. Enquanto os lusófonos mantêm uma associação umbilical ao mar e já agora, porque nem só do azul do céu e do mar se vive, se questionam acerca do porquê do formato das caixas de pizzas, já os anglófonos preocupam-se com questões mais concretas do dia-a-dia, nomeadamente o porquê do resultado da sua digestão aparentar uma coloração próxima da de um arco-íris, o porquê das pessoas ao seu redor estarem tão sérias e misterioras e finalmente do porquê de estar um paquistanês morto no sofá das suas casas o que, como todos sabemos, é uma enorme maçada.


ONDE POSSO...?



Se tanto um grupo como o outro mostram uma tendência cinéfila, já a forma como a praticam se posiciona de forma díspare em termos legais. Há no entanto uma diferença importante nas restantes motivações. Enquanto os lusófonos se mostram preocupados com as eleições e, entretanto, em tirar o passaporte e obter o Certificado de Aptidão de Motoristas (provavelmente nas últimas eleições tinham um plano para se ausentarem do país por tempo indefinido caso José Sócrates vencesse novamente), já os anglófonos têm uma preocupação primordial: encontrar Chuck Norris. Acredito que seja assim como que encontrar Cristo.



POSSO COMER...?


Aqui reside uma diferença abissal em termos de preocupação com aquilo que se pode e não pode comer. Se os lusófonos têm uma absoluta preocupação com a alimentação durante a gravidez já os anglófonos, embora também tenham algumas preocupações relacionadas com essa mesma temática, mostram também uma preocupação com... com... como hei-de de colocar a questão... com a ... com o ... em relação a... Podemos chamar isto de reciclagem ?

terça-feira, junho 07, 2011

Os escoceses têm o Nessie e nós temos o crocodilo de Castelo de Bode!

Depois do Abominável Homem das Neves nos Himalaias, depois do Bigfoot na América do Norte, depois do monstro pré-histórico do Loch Ness e depois do Hugo Chavez na Venezuela, eis que Portugal entra também restricto rol dos países possuidores de um tão terrível quanto improvável bestiário, após o suposto avistamento de -nada mais nada menos!- um crocodilo na albufeira de Castelo de Bode!

São vários os habitantes locais que afirmam ter visto a criatura, descrita como sendo semelhante a um tronco. Mas desenganem-se os cépticos que se sintam tentados a dizer algo como "Olha, vai na volta era mesmo um tronco!" pois a criatura provoca ondas ao deslocar-se e, daquilo que sabemos do comportamento dos troncos quando em liberdade, é que se há coisa que eles não fazem é certamente provocar ondas! É pois mais uma preocupação para as comunidades estabelecidas ao longo desta zona do Zêzere, que já estavam de há uns anos a esta parte a braços com uma invasão de lagostins, menos indigestos apesar de tudo que um crocodilo.

A culpa será, segundo consta de um Holandês que, segundo rumores de fonte indeterminada, terá estabelecido na zona um viveiro destes répteis e de onde estes se terão escapado. Vale a pena ver o vídeo da reportagem:



Ups! Peço imensa desculpa mas parece que houve aqui uma troca de vídeos! O que eu queria mesmo mostrar é mesmo este:


Este episódio traz-me à memória um outro, ocorrido nos anos 1980's, quando se espalhou um boato segundo o qual haveria um tigre à solta numa zona do país da qual já não me recordo. Alguém se lembra?

Entretanto ficamos a aguardar tranquilamente por novidades acerca deste caso mas, em prol da saúde, com os pézinhos fora da água da albufeira de Castelo de Bode... derivado do reumatismo, claro!

quarta-feira, junho 01, 2011

Porque hoje é também o Dia Europeu sem Cuecas...

Hoje, 1 de Junho, comemora-se o Dia Mundial da Criança. Isso toda a gente sabe. O que nem toda gente sabe é que, para além de ser o dia dedicado às pequenas criaturinhas saltitantes, é também o Dia Europeu sem Cuecas!

Basicamente trata-se de um dia criado para sensibilizar a opinião pública para os problemas que a roupa interior mais apertada pode causar na fertilidade masculina, partindo do princípio básico de que a fruta deve ser conservada em local escuro mas fresco.

Por outro lado, este deverá ser o único dia do ano em que fazer uso da expressão "Saltar-lhe para a cueca" é tida como a confissão de uma tremenda falta de pontaria e de um humilhante fracasso, sendo por isso pouco aconselhável.


Para assinalar este dia, recordo aqui este instantâneo registado em Vouzela, por ocasião de um dos grandiosos encontros Taska Force / República do Katano (clicar aqui para obter esclarecimentos acerca deste conceito).

Colocada num cruzamento, esta peça de vestuário íntimo assemelha-se a uma espécie de sinal de trânsito indicadivo de aproximação de estrada com prioridade sobre aquela em que estamos a circular, feito de algodão. No entanto o seu significado escapa-me. Alguém tem alguma ideia?

terça-feira, maio 24, 2011

Vulcão Grimsvotn leva ao cancelamento de 6 voos de apoiantes de Sócrates provenientes de Islamabad e Mumbai

Suspeita-se que os islandeses tenham ligado o Vulcão para criar uma cortina de fumo de modo a que os credores não consigam encontrar a ilha.

Trata-se sem dúvida de um rude golpe para José Sócrates. Várias centenas de apoiantes que se preparavam para embarcar rumo a Portugal, para manifestarem o seu efusivo apoio nos comícios de campanha do candidato socialista, viram as suas expectativas defraudadas já que a erupção do vulcão islandês Grimsvotn levou ao cancelamento dos voos como medida de precaução.

Vários apoiantes de Sócrates manifestaram-se furiosamente em Islamabad

Vários deles deram conta da sua tristeza, pese embora terem manifestado alguma estranheza quando confrontados, pelos jornalistas, com o facto de a omnipresente rosa ser o símbolo de um partido político e não o logótipo de uma convenção internacional de vendedores ambulantes de flores.

Os directores de campanha de José Sócrates estavam também inconsoláveis. Um deles, que pediu para não ser identificado, deu uma ideia do prejuízo que esta situação irá provocar para a campanha do actual Primeiro-Ministro: -"O que é que vamos agora fazer com tanta chamuça? E o caril? Quem é que vai comer isto tudo? Ainda para mais, os idosos aos quais temos proporcionado transporte e alimentação, para expressarem a sua profunda convicção socialista e elevada admiração pela figura do Eng. Sócrates, não podem ingerir alimentos muito condimentados porque isso lhes provoca diversas perturbações, nomeadamente gástricas e intestinais!".

Já Sócrates foi parco em palavras mas, ainda assim, negou de forma veemente as acusações de presença de cidadãos de nacionalidade estrangeira entre os seus apoiantes presentes nos comícios, rotulando a acusação de "delírio disparatado de quem não tem programa governativo e só diz mal do Governo". Pelo contrário, referiu que vários deles são descendentes dos marinheiros portugueses da primeira expedição de Vasco da Gama à Índia e portanto, ilustres cidadãos nacionais. Concluiu chamando a atenção para o facto de serem os partidos da Oposição que, pela sua conduta irresponsável e anti-patriótica, os culpados da situação, por terem provocado uma crise política que redundou em eleições, eleições essas que acabaram por coincidir com a erupção do Grimsvotn.

Alguns dos apoiantes de Sócrates em Évora, afirmaram que já votavam no Partido Socialista muito antes da Carolina Patrocínio.


terça-feira, maio 17, 2011

O tipo que vivia do RSI e que fazia biscates por fora

"Oh amigo! Oh amigo!...". Um indivíduo que eu não conhecia atravessava calmamente o estacionamento acenando na minha direcção. Percebendo que falava comigo, carreguei o último saco de compras no carro e esperei que o dito indivíduo chegasse junto a mim.

Na sua abordagem, deu logo a entender que era um sujeito sem rodeios e que tinha mais que fazer: -"Olhe, eu vou directo ao assunto para não perdermos tempo. Eu moro em Castelo Novo, sabe onde é?".

-"Sim...", respondi eu com algumas reservas.

-"Então é assim: eu moro sozinho, tenho uma casa pequena que só tem um radiozinho e como uma sopita que todos os dias tenho de ferver para não azedar, está a ver?"

-"Sim...", respondi novamente, embora achando que a abordagem que não estava a ser tão directa quanto havia sido prometido. Ainda para mais, sabia por experiência própria, que o processo normal em situações análogas passava geralmente pelo simples pedir de "uns trocos" ou de "umas moeditas", nunca havendo lugar para a exposição da realidade socio-económica do indivíduo. Os únicos que permitem ocasionalmente um lamiré sobre esse aspecto particular das suas vidas são geralmente os cidadãos de origem romena mas fazem-no por escrito com recurso a folhas A4 plastificadas, que apresentam aos transeuntes que vão abordando.

Seja como for, o indivíduo depressa interrompeu as minhas reflexões:

-"Eu governo-me com o Rendimento Mínimo e de vez em quando faço uns biscates também. Pronto, eu sei que não devia dizer isto, mas é a realidade."

Para logo de seguida acrescentar:

-"Pronto, a situação é que há ali uma aparelhagem na Worten que custa 100 euros. A ideia era, você vinha lá comigo, preenchia o cartão Worten e depois combinávamos, por exemplo uma vez por mês, para nos encontrarmos ou você passava lá em casa - se quiser pode ir comigo ver onde é que moro - e eu ia-lhe dando o dinheiro aos poucos. Pode ser?"

Mal terminou a frase, tive de morder o lábio para reprimir uma gargalhada que ameaçava soltar-se. Juro que não foi fácil. Aqui estava eu, perante um indivíduo que vivia sustentado pelo RSI, fazendo também biscates por fora, e que, apesar de viver numa situação financeira precária, tinha decidido endividar-se, ao invés de procurar poupar, para usufruir de um bem que não lhe era de forma alguma essencial. Um verdadeiro estandarte nacional em forma humana, portanto.

Retorqui-lhe apenas com um cordial "Oh amigo, você aqui não se safa. Desejo-lhe boa sorte." e despedi-me dele com duas palmadinhas nas costas.

Já dentro do carro, olhei na direcção de outro que se encontrava estacionado na fila da frente. No seu interior, uma mulher falava ao telemóvel ao mesmo tempo que vigiava com alguma inquietação o indivíduo que, encostado ao carro do lado, olhava fixamente para ela, esperando que terminasse a chamada e saísse do carro, para lhe dar a conhecer a sua situação sócio-económica e para lhe pedir uma aparelhagem de 100 euros que estava na Worten.


segunda-feira, maio 16, 2011

Bem-vindos ao... Campo da Rata

Se explorando os contornos da Torre de Hércules, n'A Corunha, avistarem uma extensa área de vegetação razoavelmente aparada e relativamente frequentada, então encontram-se no Campo da Rata.

Acrescento ainda que é um local extremamente aprazível para uma voltinha de final de tarde, pela hora do pôr-do-Sol.


sexta-feira, maio 13, 2011

Quando o Youtube tem a mania que tem piada...

Ao tentar aceder a um vídeo no Youtube, obtive a seguinte mensagem de erro:


Basicamente:

"Desculpe, algo correu mal. Uma equipa de macacos altamente treinados foi enviada para lidar com a situação. Se os vir, mostre-lhes a seguinte informação:"

sexta-feira, abril 01, 2011

Cão resgatado de destroços em alto mar no Japão

Uma história improvável com um final feliz. Um cão foi encontrado encurralado num aglomerado de destroços a flutuar no mar, após ter sido arrastado pelo tsunami há 21 dias atrás. Dado não ter colaborado com a equipa que o tentou resgatar por helicóptero, acabou por ser salvo algumas horas mais tarde, por um barco da guarda costeira nipónica.

Até parece mentira, não é?

quarta-feira, março 16, 2011

Dois cães comem num restaurante (Vídeo)

Quantos de vocês não conhecem pessoas para as quais este vídeo conseguiria ser uma excelente lição de boas maneiras? ;)


Este vídeo foi uma excelente sugestão da Marlene da Cal, a quem agradeço.

segunda-feira, março 14, 2011

Golfe, o desporto nacional, a seguir ao futebol e à sueca

Provando que realmente se preocupa com a saúde e o bem estar dos portugueses, o Governo prepara-se para baixar a taxa de IVA associada ao golfe de 23% para 6%, tendo ao que parece já enviado uma carta registada e com aviso de recepção a Angela Merkel, solicitando a devida autorização. Esta medida já está a ser bastante saudada pela esmagadora maioria dos cidadãos da classe média-a-caminho-da-baixa-não-tarda-nada.

Isto vem de certa forma acalmar a preocupação dos cidadãos após a recente subida da taxa de IVA nos ginásios para 23% e após os rumores crescentes de que o Governo poderia deixar de comparticipar tratamentos relacionados com obesidade.

Um grupo de beneficiários do Rendimento Social de Inserção, ex-estivadores desempregados, não consegue esconder a sua felicidade após as notícias de que o Governo se prepara para baixar o IVA do golfe, modalidade da qual são profundos adeptos e praticantes de longa data. Joaquim, mais à esquerda na foto, confessou-nos ser um adepto de Tiger Woods. "O Tiger é o maior! Acerta nos buracos todos!"

Actualmente, o golfe é uma modalidade com grande popularidade em Portugal, sendo o desporto mais praticado pelos portugueses, logo a seguir ao futebol, à sueca e ao dominó. Fonte oficial de uma claque de um clube de futebol nacional manifestou já o seu "profundo regozijo por uma medida que vai tornar ainda mais popular este saudável desporto".

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Depois da Vida - Verdade ou Mentira?

Não, Júlia Pinheiro já não apresenta o programa apesar de ser dona de uma voz que, por si só, era capaz de acordar os mortos.

Peguem numa plateia expectante e em convidados famosos, coloquem-nos num cenário à média luz preenchido por uma música de fundo inquietante e no qual são invocados os espíritos dos falecidos para comunicar com os presentes, através da voz da médium inglesa Anne Germain. Eis os ingredientes do programa televisivo “Depois da Vida”, transmitido pela TVI às Sextas-feiras à noite.

Há dias, após expressar a minha estranheza pelo facto de todos os espíritos invocados saberem falar inglês, deixando-me na dúvida se, querendo tirar um curso de inglês, seria mais eficaz e económico inscrever-me no Wall Street Institute ou simplesmente falecer, lançaram-me o desafio de assistir ao programa. Assim o fiz e do que vi, tirei daí as minhas ilações, partindo do pressuposto que tanto os convidados como a plateia não tinham qualquer associação com a produção do programa, algo que não seria inédito neste tipo de formato.

Essencialmente, o “Depois da Vida” não passa de mais um programa, tão típico da TV portuguesa mas especialmente da TVI, onde os sentimentos humanos são vendidos como mercadoria, perante a sofreguidão dos telespectadores, sejam quais forem as proporções de voyeurismo e crença na sua motivação para assistir, muitas vezes resumindo-se a mera curiosidade mórbida.

Aquilo que Anne Germain faz, é simplesmente por em prática a sua tremenda capacidade de observação, associada a uma grande expressão dramática, para, baseando-se em informações que à partida já detém sobre as pessoas com quem fala, criar a ideia de que está a comunicar com espíritos. Melhor que tudo, leva as pessoas a acreditar que as informações que está a revelar são informações precisas e do foro íntimo quando na verdade são de conhecimento público.

Aí reside a tal capacidade de expressão dramática que, confesso, admiro na suposta médium. Por outro lado ela também consegue direccionar o seu discurso em função das reacções que vai obtendo das pessoas com quem fala, revelando a tal extraordinária capacidade de observação.

Vejamos por exemplo o caso específico de José Augusto Sá, um dos convidados do último programa, e responsável pela associação que pretende perpetuar a memória das vítimas do desastre ferroviário de Alcafache (11/9/1985).

No seu papel de intermediária entre Augusto Sá e o “mundo espiritual”, Anne Germain refere a presença de inúmeros espíritos, destacando-se 4 em particular que a médium revela serem respectivamente o pai, a mãe, a madrasta e a irmã do convidado.

Em que se apoia o seu discurso? Em relatos superficiais, dizendo o que as pessoas querem ouvir, e em afirmações cujo único propósito é comover o convidado para criar um duplo efeito: por um lado retirar-lhe presença de espírito e, por outro lado, criar um impacto mais forte nas pessoas que assistem. Dizer algo como “Sei que tiveste de te tornar adulto muito cedo” a alguém que perdeu a mãe aos 9 anos ou ainda “Sabemos que estaremos sempre no teu coração” a alguém que sente saudades dos seus familiares chegados que faleceram, não pode ser aplicado a praticamente toda a gente nas mesmas circunstâncias?

A mente humana tem esta incrível propensão a pegar em generalidades e em criar padrões particulares onde depois as vai encaixar, um pouco como acontece na leitura do horóscopo. Esse efeito cresce exponencialmente se lhe juntarmos o ingrediente mágico: a crença.

Sejamos francos… a imprensa cor-de-rosa e o Google são uma tremenda fonte de dados que dispensam os espíritos quando se trata de prestar informações. Eu próprio demorei apenas 2 minutos a encontrar a informação necessária para sustentar esta “entrevista” aqui, aqui e aqui.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Este sim, é um voto nulo de categoria! Chuck Norris a presidente!

Há gente que se dá mesmo ao trabalho mas acredito que tenha animado, e muito, a noite dos diligentes responsáveis pela contagem de votos.

Foto disponibilizada pelo Tiago Rita

Em caso de perigo, procure uma saída emergente!

Enquanto não publicamos a nossa análise imparcialmente tendenciosa do acto eleitoral que ontem teve lugar, aproveitamos para publicar este pequeno e simpático apontamento fotográfico, recolhido ontem num estabelecimento comercial cujos proprietários são oriundos do Extremo Oriente.

Sim, sim! Estivemos de facto numa loja chinesa à procura de objectos de completa inutilidade dos quais precisávamos mas a busca revelou-se infrutífera. Nem imaginam o quanto é difícil encontrar uma rede de plástico, que não tenha anexados a si filamentos brilhantes, luzinhas patetas ou bonecos esquisitos, numa loja chinesa.

A prateleiras tantas, na secção de sinalética de aplicação diversa, encontrava-se este painel de indicação de saída emergente. Desconhecemos o seu propósito exacto mas talvez seja para colocação na escotilha de saída de um submarino.



quarta-feira, janeiro 19, 2011

Assalto a carrinha de transporte de valores rende 50 litros de gasóleo

Foi com grande violência que esta manhã, numa estrada erma da zona da Gardunha, um grupo de homens armados assaltou uma carrinha de transporte de valores. Felizmente não há feridos a registar mas a carrinha, essa, ficou sem pinga de gasóleo..

"Era gente que sabia ao que vinha e que tinha a lição bem estudada!". É com estas palavras que, ainda visivelmente emocionado, Teotónio (nome fictício), o motorista da carrinha, descreve o que se passou. Também Sesinando (nome fictício), outro funcionário que viajava na carrinha, não esconde a emoção. "Deviam ser uns 4 ou 5, todos armados e pareciam dispostos a tudo! Pensei que ia desta para melhor. Só conseguia pensar na minha mulher coitadinha, que está desempregada!".

Segundo Teotónio o ataque foi muito rápido e demonstrou uma preparação cuidada. "Obrigaram-nos a parar e, em menos de um fósforo, arrombaram a tampa do depósito e, com um tubinho, tiraram o gasóleo todo que devia ser à vontadinha uns 50 litros! Não ficou nem pinga! Até roubaram o meu isqueiro quando perceberam que era a gasolina e estava a ver que levavam também o Sesinando que, como não usou os toalhetes nas bombas de combustível, tinha as mãos a cheirar a gasóleo. Dos valores que estavam na carrinha nem quiseram saber!".

Procurámos contactar a Polícia Judiciária para obter uma declaração oficial mas desistimos quando nos foi dito que teríamos de pagar previamente a Taxa de Obtenção de Declarações Oficiais e que esta não é dedutível no IRS.

Seja como for, esta é sem dúvida uma notícia preocupante para as empresas de transporte de valores que poderão estar a braços com um novo tipo de ameaça.

Fotografia (editada com total ausência de bom gosto): Alentejo Magazine

terça-feira, janeiro 18, 2011

Tubarão morre após ataque de turista

Não. Não há qualquer erro no título. Esta notícia tem vindo a correr Mundo foi noticiada também em Portugal em alguns meios de comunicação social.

Segundo a história que tem vindo a ser contada, um turista sérvio, de nome Dragan Stevic, tornou-se um herói no Egipto após ter morto um tubarão branco com os próprios pés.

Como estava demasiado alcoolizado na altura para se conseguir lembrar do que aconteceu, foi o seu amigo Milovan Ubirapa quem contou tudo. Estavam numa praia egípcia quando Dragan avistou uma prancha de salto utilizada por mergulhadores. Pediu então ao seu amigo para lhe segurar a cerveja e, antes que alguém tenha tido oportunidade de reagir, correu para a prancha e saltou para o mar, aterrando em cheio na cabeça de um tubarão que, passadas algumas horas, seria encontrado morto não muito longe dali.

Seria de facto uma história fantástica... não fosse o facto de ser falsa. Aparentemente, alguém tomou como verídica esta história que foi originalmente publicada no site NJUZ.net, um site no qual é possível encontrar histórias tão mirabolantes como a que dá conta que, devido ao caos político no país, um turista sérvio foi eleito presidente da Tunísia. Um dos suspeitos poderá ser a Macedonian International News Agency.

Um beijinho à Sunita por esta dica ;)

segunda-feira, dezembro 27, 2010

A qualidade do estacionamento pago no Fundão by EMSA-CONSEQUI

Desde 2007 que na cidade do Fundão em algumas ruas o estacionamento é pago, apesar de toda a contestação que então se gerou. A justificação de que o Fundão tinha um problema de trânsito automóvel no centro da cidade que era urgente resolver foi o mote para que a Câmara Municipal instalasse parquímetros no centro da cidade, concedendo ao agrupamento de empresas EMSA-Consequi a exploração destes pelo período de 25 anos.


À instalação de parquímetros sucedeu-se a marcação no solo de lugares de estacionamento, marcação essa que chegou a ser atribulada. Não sei se foi em todas as ruas da mesma forma mas, na minha rua, os lugares foram "espremidos" de forma a maximizar a rentabilidade do espaço disponível, até que alguém reclamou, por achar que tinha direito a abrir a porta do seu veículo sem bater com ela no veículo do lado e vice-versa. Pouco depois, as marcações foram refeitas, sendo os lugares alargados.


Entretanto, outra inovação foi introduzida: a privatização do espaço público, com vários espaços de estacionamento a serem reservados em exclusividade, mediante pagamento, para os comerciantes que os solicitassem, já que, apesar de pagarem mais impostos ao município, não tiveram direito ao cartão de estacionamento gratuito como aconteceu com os residentes.


Aos poucos a poeira lá foi assentando e o estacionamento lá foi sendo cobrado, tendo a EMSA-Consequi a delicadeza de nunca promover a multa à primeira prevaricação, deixando em alternativa um aviso a salientar a importância de obter e colocar em local visível o talão de pagamento do estacionamento.


Entretanto, tão concentrados que estão no processo de cobrança, esqueceram outro aspecto que talvez seja importante: a conservação das marcações no solo. Mas isto sou eu, que não percebo muito de gestão de parqueamento automóvel, a dizer.


O deplorável estado das marcações


Convido-vos agora a um pequeno passeio fotográfico pelo universo das ruas do Fundão onde o estacionamento é pago.


Comecemos pela rua que melhor conheço, a Avenida Alfredo Mendes Gil, onde, desde 2007, nenhum tipo de conservação foi realizado. As marcações "apertadinhas", que foram substituídas pelas mais largas, já estão outra vez visíveis com o resultado que se vê.




Temos portanto aqui um divertido desafio para os automobilistas que têm de conseguir encaixar o veículo entre duas marcas e, de preferência, sem tocar em nenhum automóvel que esteja estacionado. Este tipo de estacionamento também é muito apreciado pelos motociclistas que aqui se sentem muito mais tidos em consideração. É frequente verem-se veículos que, por via das dúvidas, ficam estacionados de modo a ocuparem o equivalente a dois lugares normais.


Vantagem: Desde que o veículo fique estacionado entre duas marcas, está bem estacionado.


Desvantagem: A indecisão perante o leque de escolhas não anda necessariamente de braço dado com o exercício do civismo.


Ainda na mesma avenida, encontramos outro fenómeno rodoviário, este de difícil interpretação:



Se, por exclusão de partes descartamos logo do conjunto a linha azul, por ser a sinalização do circuito dos transportes públicos do Fundão, resta-nos decidir sobre a associação entre a marcação de lugares de estacionamento e a linha amarela que proíbe sequer parar, quanto mais estacionar.


Vantagem: São lugares de estacionamento com uma bela vista panorâmica.


Desvantagem: Se estacionarmos aí podemos ser multados. Ou não. Mas podemos.

Mais adiante, na Rua Conselheiro Dr. José Alves Monteiro, o panorama é um pouco diferente, apesar de também ser possível encontrar algo semelhante ao exemplo anterior.


No entanto, nessa mesma rua, a grande inovação é esta:





Aqui já estamos perante um típico caso de estacionamento Feng Shui. O motorista pode escolher estacionar o veículo com diferentes orientações, conforme o que achar ser mais benéfico para si e para as suas cruzes.

Vantagens: Tem efeitos benéficos na saúde e bem-estar dos utentes e, por outro lado, qualquer que seja a orientação do veículo, há a garantia de não se estar a infringir o código da estrada.

Desvantagem: Um alinhamento incorrecto pode ter efeitos nocivos, sobretudo se se embicar com outro veículo conduzido por um motorista que é adepto de um alinhamento diferente do nosso.

Avançando agora para a Rua dos 3 Lagares, encontramos isto:

Nesta rua, as marcações estão claramente em vias de extinção. Se para o olho treinado o desafio não é significativo, há no entanto a garantia que, a partir de um certo valor de dioptrias a tarefa se afigura como deveras complicada. Há no entanto a hipótese de estacionar usando o critério da estimativa, tendo como referência as placas sinalizadoras de lugares de estacionamento reservado.

Vantagem: Conseguir estacionar correctamente contribui para aumentar o amor-próprio do motorista.

Desvantagem: A divergência entre dois motoristas míopes quanto ao correcto estacionamento pode descambar em tragédia.


Para concluir



Acabei por não alongar o meu percurso a outras zonas, como a Rua António Paulouro ou a própria Avenida da Liberdade, onde certamente teria encontrado outras situações dignas de registo. No entanto, este pequeno périplo ajuda a perceber o estado em que se encontra a área de estacionamento pago.


Por outro lado, tendo esta política sido implementada para disciplinar o trânsito e o estacionamento no centro da cidade, fará sentido que se apliquem multas a quem não pague mas, por outro lado, não se aplique semelhantes sanções aos que, pagando, não se coíbem de ocupar abusivamente dois lugares?


Perante isto, e partindo do princípio que a manutenção do espaço do estacionamento é da sua responsabilidade, será legítimo pagar à EMSA-Consequi por um serviço que efectivamente não presta?




A seguir: Quando ter um cartão de estacionamento grátis não nos livra necessariamente de sermos multados.
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