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quarta-feira, julho 24, 2013

São estas "pequenas" coisas que dão sentido ao que eu faço

Ao fechar o dia de ontem, deparei-me com uma mensagem enviada através do Facebook por um antigo aluno, com o qual já não falava há algum tempo. Conhecemo-nos no ano em que dei a disciplina de Sistemas de Informação na Ensiguarda, a escola profissional da Guarda, e desde cedo demonstrou que se tratava de um excelente aluno e de uma excelente pessoa. Esta mensagem, dedicada à minha ínfima contribuição para o seu percurso académico, é bem representativa da sua dimensão enquanto ser humano:

"Deixo aqui uma mensagem, Sou oficialmente licenciado em engenharia informática.  Tenho boa memoria... ainda me lembro das primeiras linhas de código que criei, foi com ajuda do professor, incentivando e dizendo dicas pelo (antigo) msn. 


Passaram 7 anos, sim já 7 anos... aprendi imensas coisas, evoluí, mas sem dúvida que o professor teve um papel muito importante em todo este processo. As vezes o primeiro passo é que é mais difícil... o professor foi realmente um bom professor que tive. 


P.S.: deixo aqui este desabafo, que se fosse professor também gostava que um aluno me dissesse tais coisas, passado tanto tempo. "


Apesar de, no preciso momento em que terminava de ler a mensagem, ter ficado com a sensação que havia um sacana de um gnomo escondido no escritório (quase de certeza no armário dos dossiers) a cortar cebolas, senti-me de alma cheia. São estas pequenas coisas que dão todo o sentido ao que eu faço! 


quinta-feira, setembro 27, 2012

Algo a que ninguém esperaria assistir durante um exame de engenharia!

Em Toronto, o dia prometia ser apenas mais um dia soalheiro e rotineiro, excepto para as dezenas de alunos da Universidade de Toronto que tinham à sua espera mais um exame de engenharia. No entanto, aguardava-os uma enorme surpresa... 




Confesso que se alguém se tivesse à época lembrado de fazer algo do género, os meus primeiros exames de Física Aplicada teriam sido muito menos dramáticos, embora me seja difícil imaginar um senhor algo idoso, de colete de malha e laçarote, subir para cima da sua mesa para tocar violino.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Prémios APOM 2011 - Museu Arqueológico do Fundão de novo entre os melhores!

Naquilo que é mais uma prova da qualidade do trabalho desenvolvido pela sua equipa, o Museu Arqueológico Municipal José Monteiro do Fundão foi na passada Segunda-feira galardoado com o prémio de Melhor Serviço de Extensão Cultural da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) na gala que premiou as instituições que mais se distinguiram na área de museologia em 2011.

Momento da entrega do prémio no auditório do BES

Este galardão, recebido ex aequo com o Museu do Café em Campo Maior e com o Museu Nacional do Traje, constitui o 3º mais importante da APOM, a seguir ao prémio de Melhor Museu e ao de Melhor Exposição Permanente, foi atribuído ao Museu Arqueológico do Fundão em reconhecimento da excelência do serviço educativo que tem prestado em vários projectos que tem vindo a desenvolver, participando activamente na formação da juventude escolar e académica e colaborando nesse sentido com várias instituições, tanto a nível local (com a Escola Secundária do Fundão) como a nível nacional ou internacional, sendo de destacar as parcerias com universidades de Lisboa, Porto, Coimbra, Salamanca e Madrid.

As campanhas de escavações arqueológicas têm tido a participação activa de muitos jovens voluntários durante o período de Verão.

A biblioteca do Museu, aberta a qualquer cidadão que pretenda consultar uma obra ou utilizar um dos computadores disponíveis.

Depois da Menção Honrosa no prémio para o Melhor Museu Nacional em 2008 e do prémio para o Melhor Trabalho Museológico no ano passado, o Museu Arqueológico do Fundão torna-se assim, apesar do seu relativo curto tempo de vida, um dos museus mais premiados em Portugal. O Concelho do Fundão e as suas instituições e representantes podem pois orgulhar-se de ter aqui um dos museus mais activos e reconhecidos do país que, apesar de tudo, parece-me ser mais valorizado "lá fora" do que na própria cidade onde se encontra.


A Beira Interior em grande nos prémios APOM 2011

Para além do Museu Arqueológico do Fundão, outras entidades da Beira Interior foram também distinguidas noutras categorias:

Inovação e Criatividade: Projecto das Actividades Comemorativas do Centenário do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco;

Melhor Catálogo: Carolina Beatriz Ângelo - Museu da Guarda;

Melhor Site: Museu do Côa;

Prémio Informação Turística / Visitante: Promoção Turística da C.M. de Vila Velha de Ródão, ex aequo com o Castelo de São Jorge (Lisboa) e Promoção de Turismo Cultural na cidade do Funchal.

quarta-feira, novembro 16, 2011

A Mona Lisa foi pintada por Leonardo... di Caprio!

O país está em crise! A população perde poder de compra, está cada vez mais endividada, os nossos "cérebros" estão a fugir para o estrangeiro, o Triunvirato do FMI já faz deste cantinho à beira mar plantado o seu quintal dos fundos... Para o cidadão comum o cenário não se afigura nada auspicioso.

No entanto, não há motivo para o desespero! Toda uma nova fornada de cidadãos conscientes e instruídos prepara-se para deixar as universidades e para tomar em mãos o destino do país, guiando os portugueses em direcção a um novo futuro, só comparável no seu brilho à luz do primeiro e radiante amanhecer da Primavera.

Ei-los!


Bom, pensando bem, uma manhã invernal com a luz solar filtrada por um espesso e cinzento manto de nuvens, que vai largando uma precipitação digna das cataratas do Niagara, e impelido por uma ventania cuja velocidade excede os 100km/h, também consegue ter o seu interesse.

Um vídeo da Revista Sábado

quinta-feira, setembro 22, 2011

As Termas Romanas da Quinta do Ervedal - Convite


No âmbito das Jornadas Europeias do Património, o Museu Arqueológico José Monteiro, no Fundão, propõe uma actividade que pretende dar a conhecer uma das maiores descobertas arqueológicas dos últimos anos do Concelho do Fundão: as termas romanas da Quinta do Ervedal. O objectivo não é apenas o de divulgar o local mas também de compreender a sua importância e função nos séculos de ocupação romana da região.

Assim, às 18h terá lugar no auditório do Museu uma palestra, com entrada livre, intitulada "As termas no quotidiano do Mundo Romano", da autoria da arqueóloga de origem fundanense Pilar Reis. Após a palestra, a equipa do Museu propõe uma visita às escavações da Quinta do Ervedal para dar a conhecer as espantosas descobertas que ali têm vindo a ser feitas.

É sem dúvida um oportunidade a não perder. Encontramo-nos por lá!



segunda-feira, julho 25, 2011

Vamos nessa / Hábitos de leitura

O Eduardo, ali d'O Andarilho, propôs-me este desafio relativo a hábitos de leitura, que tem vindo a ser reencaminhado através de blogues, e que no final deve ser proposto a outros colegas da blogosfera. Ora então cá vai disto.

1. - Existe um livro que relerias várias vezes?

Qualquer um da obra de João Aguiar. Bom, se calhar nem todos mas a maior parte.

2. - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste, tentaste e não conseguiste ler até ao fim?

Assim de repente, ocorre-me Os Versículos Satânicos de Salman Rushdie. Um dia destes tento novamente.

3. - Se escolheres um livro para ler no resto da vida, qual seria?

O resto da vida com um livro apenas? Impensável!

4. - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, não leste?

"Ceux de 14" de Maurice Genevoix. Não consigo encontrar apesar de já ter corrido uns quantos alfarrabistas...

5. - Que livro leste, cuja cena final jamais conseguiste esquecer?

"A Oeste nada de novo". Fiquei uns quantos segundos parado a olhar para o livro após o ter fechado.

6. - Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?

Se bem me lembro, algures pelo 5º ou 6º ano, cheguei a ser alvo de chacota por ter preferido ir para a biblioteca em vez de ter ficado com o pessoal no pátio a jogar ao eixo. Ainda na primária, devorei todos os livros dos Cinco, vários de Júlio Verne, todos os livros sobre história que conseguia apanhar, mais tarde li todos os livros da colecção Uma Aventura que tinham sido lançados até à altura em que achei que já não eram interessantes. Já agora, há que dar o honroso destaque aos livros de BD que também tiveram uma quota parte importantíssima nos meus hábitos de leitura infanto-juvenis. Não me esqueço que foi graças a um livro da Disney que aprendi uma receita infalível para curar os soluços. (Entretanto terá sido por essa altura que também tive acesso, sem querer, a revistas profusamente ilustradas com senhoras desnudadas mas creio que não será de bom tom referir isso aqui até porque há alunos meus que lêem este blogue.)

7. - Qual o livro que achaste chato, mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

Não me lembro do título, nem do autor, mas o livro continua a fitar-me de forma intimidatória a partir da 2ª prateleira a contar do cimo, da estante da esquerda da minha mini-biblioteca. Porquê? Era mau demais e apeteceu-me deitar-lhe o fogo e só não o fiz porque isso resultaria no prejuízo dos 3 euros que me custou o livro, mais o preço das acendalhas. Ah, e porque danificar um livro é um crime lesa-cultura. Sobretudo por isso. Obviamente.

8. - Indica alguns dos teus livros preferidos.

"Uma deusa na bruma", "A hora de Sertório" e "O Priorado do Cifrão" (O Dan Brown leva aqui das boas!) de João Aguiar, "The Shinning" e "Os Tommyknockers" de Stephen King, "A Oeste Nada de Novo" de Erich Maria Remarche, "Toxina" de Robin Cook (numa altura em que se fala tanto da e-coli, é de leitura obrigatória!), etc, etc...

9. - Que livro estás a ler?

Estou entre livros. Reli "Contos do Alhambra" de W. Irving e agora vou ao "Dragão de Fumo" de João Aguiar.

10. - Indica dez amigos para responder a este inquérito.

As próximas vítimas são: a Ana Andrade, a Tituxa, o Roque, a Sãozinha, a Paulinha, a Cathy (toma lá que já almoçaste!), o Paulo Moura, o Orca, a Maria, o Luís e o Daniel!



sexta-feira, julho 08, 2011

Multimedia numa aula. Quando o virtual se mistura com o real

Actualmente, o uso de recursos didácticos audiovisuais ganhou uma preponderância tremenda no ensino. Quem é que enquanto transmissor de conhecimentos, seja professor ou formador, nunca usou um projector multimédia (não, não se diz "retroprojector" nem "vídeoprojector") numa aula, para projectar por exemplo uma apresentação PowerPoint?

Matthew Weathers, professor de "Natureza da Matemática" na Universidade de Biola, na Califórnia, foi um pouco mais longe na exploração deste recurso, criando situações onde o real e o virtual se confundem, através de vídeos que criou com a ajuda de um colega e onde ele próprio é protagonista.

Vale a pena ver o resultado. Já agora, o que é que vocês acham? Um vídeo destes é realmente educativo?

sexta-feira, junho 03, 2011

Sabem quem foi Roland Garros?


Por estes dias joga-se em Paris o torneio de ténis Roland Garros que conta com a presença da nata do ténis mundial, e estamos a falar da nata a sério (aquela que fica mesmo no coador). Seja ou não fã de ténis, toda a gente já ouviu falar neste torneio. Mas quem é afinal esse tal de Roland Garros que deu nome ao torneio? Nem todos saberão e alguns poderão responder que se trata de um antigo jogador de ténis de origem francesa.

Na verdade, Roland Garros tem uma história de vida pouco pacífica. Pioneiro da aviação, foi um dos primeiros pilotos de combate da História, durante a I Guerra Mundial. Responsável pelo aperfeiçoamento do sistema de sincronização que permitia disparar a metralhadora pelo meio das pás da hélice do avião e inventor do caça monolugar, Garros foi também protagonista de uma das mais incríveis evasões de um campo de prisioneiros da história deste conflito, juntamente com outro ás da aviação: Anselme Marchal.


A evasão de Garros e Marchal

A 18 de Abril e 1915, Garros foi forçado a aterrar atrás das linhas alemãs, na sequência de uma avaria no seu avião, tendo sido feito prisioneiro. Ironia das ironias, o seu mecanismo de sincronização hélice-metralhadora caiu nas mãos dos alemães que desta forma deram um salto enorme em termos de eficácia da sua força aérea. De prisão em prisão, destino acabaria por juntá-lo a Anselme Marchal num campo de prisioneiros em Magdeburgo, já em 1918. Marchal fora capturado após ter "bombardeado" Berlim com panfletos de propaganda, tendo sem sucesso tentado chegar à Rússia, acabando por aterrar, também ele, devido a uma avaria.

A 14 de Fevereiro de 1918, Garros e Anselme Marchal conseguiram evadir-se. O plano fora preparado com precisão durante várias semanas e era de uma simplicidade desconcertante consistindo em sair do campo... tranquilamente pela porta, disfarçados de oficiais alemães.

Os uniformes foram preparados com minúcia. O tecido foi obtido a partir das fardas azuis dos oficiais franceses e tingido de cinza, os botões foram esculpidos em madeira e pintados de forma a parecerem de bronze e os sabres foram feitos com paus com várias aplicações de cera. Com a ajuda dos camaradas, todos os elementos de pormenor destinados a dar realismo aos uniformes foram improvisados a partir de materiais tidos como inofensivos, que se encontravam nos alojamentos dos prisioneiros. Por baixo dos uniformes, escondiam-se roupas civis que seriam usadas mal estivessem longe do campo. Quanto aos indispensáveis documentos de identificação, esses foram forjados por um outro prisioneiro habilidoso.

Chegado o dia da fuga, Garros e Marchal saíram das garagens do campo, discutindo de forma exaltada em alemão, ou melhor, Marchal falava (era fluente) enquanto Garros, que nada percebia, apenas ouvia e acenava.

Passaram por uma sentinela, depois outra e ainda outra, sendo que nenhuma delas solicitou qualquer identificação aos dois oficiais, que reclamavam da falta de respeito dos prisioneiros e sobre como era necessário tomar medidas para endurecer a disciplina. Só a 4ª sentinela os interpelou e pediu a documentação. Marchal, que queria evitar ao máximo usar os documentos de identificação que traziam com eles, respondeu furiosamente que não iria mostrar mais os documentos, depois de o ter feito já por 3 vezes. O truque resultou e a sentinela limitou-se a fazer continência e a abrir caminho.

Dali, os dois oficiais dirigiram-se à estação de Magdeburgo a partir de onde viajaram de comboio até Colónia e daí para a fronteira. As restantes dezenas de quilómetros foram feitas durante a noite, atravessando localidades e florestas, tendo acabado finalmente por conseguir chegar à Holanda, após terem percorrido um total de mais de 500km, regressando depois a França, apresentando-se novamente ao serviço, de forma imediata.

Garros e Marchal condecorados com a Legião de Honra após o regresso a França

Roland Garros morreria a 5 de Outubro desse ano, após ter sido abatido durante um combate aéreo. Quanto a Marchal, acabaria por morrer, já depois da Guerra, em Junho de 1921, após ter sido atingido pela manivela com que punha o seu carro a trabalhar.

Fonte: MORTANE, Jacques - "Traqués par l'ennemi", Éditions Baudinière, 1929.

quarta-feira, maio 11, 2011

El Pasatempo - Uma árvore genealógica que todos os nossos economistas e políticos que nos governam deveriam conhecer

Em Betanzos, uma povoação galega, sede de concelho e situada perto d'A Corunha, onde para além de um centro histórico simpático, existe ainda um parque temático conhecido como El Pasatempo que é único no seu género.

Trata-se de um "parque enciclopédico", construído no final do século XIX/início do século XX por 2 irmãos, os García Naveira, beneméritos nascidos em Betanzos que, após fazerem fortuna no estrangeiro, regressaram à sua terra Natal onde decidiram contribuir para o bem-estar dos seus conterrâneos, construindo escolas, obras de assistência social e este parque, no qual incluíram alusões às maravilhas que encontraram nas suas viagens à volta do Mundo, isto para além de várias lições sobre os aspectos do quotidiano.

Entre as referências à pirâmide de Quéops, ao canal do Panamá ou ainda a reconstituição de uma gruta, com estalactites e estalagmites, é possível encontrar esta curiosa árvore genealógica do Capital:

Vendo associados ao Capital, termos como "constancia", "ahorro", "firmeza", "honor", "economia", "trabajo", "orden", "prevision", "entendimento", "voluntad", "caracter" e "rectitud", leva-nos a colocar a questão: Serão os nossos governantes demasiado evoluídos ou estes irmãos García Naveira é que eram mesmo do século passado?

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Divulgação: Colóquio - Os Segredos do Subsolo no Concelho do Fundão

É já na próxima semana que são apresentados os resultados dos principais trabalhos de investigação arqueológica realizados nos últimos 7 anos no concelho do Fundão. Uma oportunidade a não perder, tanto para os especialistas da área como para a própria população do concelho.

No próximo dia 25 de Fevereiro, realiza-se no Fundão o colóquio "Os segredos do subsolo no Concelho do Fundão" – seis anos de escavações arqueológicas (2003-2009). Neste encontro estarão reunidos os arqueólogos que têm efectuado trabalhos de escavação no Concelho do Fundão, para uma apresentação dos resultados dessas mesmas investigações. As conferências iniciam-se às 10h00 no Museu d’Imprensa (Casino Fundanense) e a entrada é livre.


Clicar para ampliar

sexta-feira, outubro 15, 2010

Blog Action Day 2010 - Factos sobre a água que toda a gente deveria conhecer

O Blog Action Day é um movimento global que visa despoletar anualmente a discussão e acção colectiva sobre um determinado tema, através da publicação de artigos no maior número possível de blogues em todo o Mundo que, de uma forma ou outra, abordem esse mesmo tema. Este ano, o tema escolhido foi a água, um recurso tão inestimável quanto maltratado e muito mal distribuído. Eis alguns factos interessantes:


Ribeira de Vale d'Urso, Souto da Casa - Fundão
40 mil milhões de horas é o tempo que as mulheres africanas caminham anualmente carregando recipientes com até 18kg de peso para transportar água para beber que, ainda assim pode não ser potável.

Cerca de 38.000 crianças até aos 5 anos morrem semanalmente por beberem água imprópria para consumo e por viverem em péssimas condições sanitárias.

A tragédia no Darfur terá sido devida em parte devido à falta de acesso a água potável, factor que ameaça aliás tornar-se uma das principais causas de conflitos em África.

Todos os anos, 2 milhões de toneladas de resíduos são despejados junto a fontes de água, poluíndo os cursos de água e afectando gravemente a vida das comunidades junto a estes.

As mortes e as doenças causadas pela poluição nas águas marítimas costeiras causam anualmente um prejuízo de 12,8 mil milhões de dólares à economia Mundial.


Ribeira da Meimoa e moinho de água, Peroviseu - Fundão

São necessários 24 litros de água para produzir um hamburguer.

Recarregar a bateria de um iPhone exige o consumo de meio litro de água. Tendo em conta que existem cerca de 80 milhões de iPhones no Mundo, recarregá-los exige 40 milhões de litros de água.

São necessários cerca de 1.500 litros de água para produzir uma t-shirt de algodão e cerca de 6.800 litros para produzir umas calças de ganga.

Os maiores consumidores de água engarrafada a nível Mundial são os EUA, o México e a China. Só nos EUA, cada cidadão bebe em média 200 garrafas de água por ano. São necessários mais de 17 milhões de barris de petróleo para produzir as garrafas de plástico necessárias, sendo que cerca de 86% delas nunca chegarão a ser recicladas.

Nascente do Rio Loue, França
Hoje em dia, 2.5 mil milhões de pessoas não têm acesso a instalações sanitárias adequadas, um número substancialmente inferior ao número de pessoas que possuem telemóvel (4,6 mil milhões).

Nos países em vias de desenvolvimento, em termos globais, os alunos perdem anualmente 443 milhões de dias de escola devido a doenças, causadas pelo consumo de água imprópria e por fracas condições sanitárias e de higiene.

Cada adulto gasta em média 465 litros de água por dia, número que poderia ser substancialmente reduzido pelo respeito de pequenas regras de poupança.

Já agora, talvez valha a pena pensar nisto e partilhar -porque não?-...

terça-feira, setembro 14, 2010

Mariano Gago recebe medalha por fazer de Portugal o país com o Ensino mais caro da Europa


Tenho pela figura do Sr. Dr. Mariano Gago, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, uma profunda admiração cuja génese remonta ao ano de 1999, quando este era apenas Ministro da Ciência e Tecnologia. Nessa altura, sossegando os temores públicos relativos ao famoso Bug do Milénio (lembram-se do Y2K?), anunciou que o Governo estava mais que preparado uma vez que, os seus sistemas, estavam dotados dos mais recentes anti-vírus.

Embora tal declaração seja equivalente a um indivíduo, sedentário e obeso, demonstrar a sua despreocupação perante um eventual ataque cardíaco, pelos simples facto de estar vacinado contra gripe, passei a admirar Mariano Gago a partir daí e muito mais a partir do momento em que, já mais recentemente, o mesmo Mariano Gago, numa conferência realizada em Madrid, defendeu que a pirataria informática era uma fonte de progresso e globalização, o que equivale a dizer que os grupos organizados da Cova da Moura ou de Chelas ajudam à circulação de capitais, ajudando assim a manter a dinâmica da economia nacional.

Esta manhã, nada indiferentes aos méritos de Mariano Gago, um grupo de jovens estudantes da ESMAE tomou conta do palco, durante a cerimónia de abertura do ano lectivo do Ensino Superior Politécnico no ISEP, para agraciar o Ministro com uma medalha "por ter feito com que Portugal seja o país da Europa que faz com que as famílias mais gastem com o Ensino". A simpática iniciativa mereceu o aplauso de todo o auditório e merece aqui ser revista:



terça-feira, setembro 07, 2010

Filme da Romaria da Senhora da Agonia em 1958

Por indicação da Ana, deixo aqui um fantástico documento etnográfico. Trata-se de um vídeo, com duração de cerca de meia hora que, embora sem som, nos dá uma ideia muito completa de como era Viana e a Romaria da Senhora da Agonia há mais de meio século atrás.

Ao longo do filme percebem-se vários pormenores interessantíssimos, nomeadamente:

- a peculiar vista de Viana sem o atentado visual do Prédio Coutinho (se virem uma foto actual ficam a saber do que estou a falar)
- o antigo Elevador de Santa Luzia
- a extinta Feira do Gado

Cliquem na imagem para abrir o vídeo. Vale a pena ver!



Já agora, convido-vos também a dar uma vista de olhos pelo resto do site que disponibiliza o vídeo, o
Lugar do Real, onde poderão encontrar verdadeiras pérolas.

sexta-feira, junho 04, 2010

Faleceu João Aguiar - A cultura portuguesa ficou mais pobre

Sendo seu grande admirador, foi com grande tristeza que tive ontem conhecimento da morte de João Aguiar, vencido por um cancro aos 66 anos.

Aguiar era um grande defensor da cultura portuguesa sendo, em contraponto, um profundo crítico da facilidade com que a população portuguesa tem tendência a assimilar tudo o que é estrangeirismo em detrimento daquilo que "é nosso".

Magoava-o o desrespeito pela escrita da Língua Portuguesa, progressivamente conspurcada por corpos estranhos e cada vez menos praticada com correcção. Aliás, como disse Alice Vieira, grande amiga de Aguiar, este era uma pessoa extremamente calma e a única coisa que o irritava era os erros de português.

Com publicação em Espanha, França, Itália, Alemanha e Bulgária, Aguiar deixa atrás de si um apreciável rol de obras destacando-se na ficção histórica, através da qual procurou retratar com rigor a realidade da Antiguidade no espaço territorial do Portugal actual. O seu último livro, "O Priorado do Cifrão", é, por outro lado, uma crítica mordaz e irónica aos "best sellers" instantâneos e aos seus sucedâneos, numa alusão clara ao "Código Da Vinci".

Com o seu desaparecimento, a cultura portuguesa fica mais pobre e, ao mesmo tempo, perde um dos seus mais acérrimos defensores.

Artigos relacionados:

sábado, maio 15, 2010

Segundo a Wikipédia, as Vuvuzelas vendem-se na Galp


A
Wikipédia tem sido de há uns tempos a esta parte, uma fonte privilegiada de informação para os cibernautas, especialmente estudantes, que não raras vezes recorrem ao Copy+Paste descarado desta enciclopédia colaborativa para os seus trabalhos escolares (com a devida conivência dos professores). Mas será a informação realmente válida?

Muito se tem discutido acerca da credibilidade da Wikipédia no que à consistência e veracidade da informação disponibilizada diz respeito. Pessoalmente, estou habituado a olhar com desconfiança para a Wikipédia, usando-a mais como fonte de referências do que propriamente como fonte de informação de forma directamente proporcional à importância daquilo a que se destina a minha pesquisa.

Por exemplo, no que à História de Portugal diz respeito, a Wikipédia deve ser encarada com extrema cautela até porque a maior parte dos seus revisores são brasileiros. Após a ridícula polémica do vídeo de Maité Proença, este facto ganhou ainda mais relevância.

Em suma, o busílis da questão é: sendo a Wikipédia uma enciclopédia colaborativa em que qualquer pessoa pode participar, quem verifica a consistência e coerência daquilo que é introduzido?

Hoje tive mais uma pequena surpresa ao querer saber qual era o nome das cornetas que a Galp está actualmente a distribuir no âmbito do Campeonato do Mundo e que um meu vizinho fazia soar no prédio com entusiasmo. Segundo a Wikipédia, apesar das dúvidas quanto à origem do nome Vuvuzela, que é o nome dessas cornetas, o que é certo é que as mesmas estão à venda na Galp. Ora vejam (cliquem para aumentar):


Entretanto, parece que a original adição ao artigo já foi removida.

segunda-feira, maio 10, 2010

Sonhos de menino*

Ao seguinte pedido da professora:

"Escrevam um texto sobre um sonho lindo que tenham tido!",

o Joãozinho (nome fictício e escolhido completamente ao acaso, não vá o "Joãozinho" não gostar de se ver aqui identificado e, à custa disso, querer ajustar contas connosco), de 7 anos, respondeu redigindo estas linhas:



Depois de ler isto, vem-me recorrentemente à ideia uma questão: o que é feito do Batman, do Homem Aranha, do MacGyver e de todos os outros heróis anti-banditagem que habitavam os sonhos e as brincadeiras de outras gerações (só com esta frase, senti-me envelhecer 10 anos...)? Não andarão os nossos miúdos a ver noticiários a mais?


* Qualquer semelhança com o título de uma canção de um famigerado artista da nossa praça é pura coincidência. Também não representa uma tentativa barata de atrair os fãs do Tony Carreira a esta humilde casa.

segunda-feira, abril 26, 2010

25 de Abril, 36 anos depois



"Só saberá o que é a liberdade no dia em que a perder"

Passados 36 anos desde a revolução dos cravos, sinto que a sociedade se vai distanciando progressivamente dos valores e do significado que teve o 25 de Abril para Portugal, e não apenas temporalmente. Salgueiro Maia, Zeca Afonso e Marcello Caetano são cada vez mais ilustres desconhecidos, enquanto Salazar -imagine-se!- consegue ser eleito o maior de todos os portugueses em concursos televisivos, ao mesmo tempo que vai sendo evocado como o remédio que curaria todos os problemas sociais se por obra e graça do Espírito Santo regressasse do túmulo.

E se em vez de um "novo Salazar", os pais assumissem a sua efectiva responsabilidade educativa na família em vez de a descartarem, as instituições fossem tão ávidas de rigor e de trabalho como são a premiar a incompetência e o Estado fomentasse realmente o trabalho e o progresso em vez de, como assistimos actualmente, permitir que haja cidadãos que se reformem aos 18 anos?

Durante quase 50 anos, a opressão silenciou as vozes dos descontentes, ao mesmo tempo que usava o desterro, a prisão e a morte como instrumentos primordiais para se perpetuar. Hoje, essas mesmas vozes são silenciadas pelo desprezo e pela ignorância de uma sociedade que vive do imediatismo e que considera a liberdade como algo tão naturalmente seu por direito, que não consegue conceber uma época em que esta era negada, nem o que foi preciso fazer para a recuperar. Assiste-se, por outro lado e com uma facilidade incrível, à subversão dos termos "liberdade" e "liberdade de expressão", frequentemente usados para descrever algo mais próximo da libertinagem e da falta de respeito pelo próximo. De fora ficam outros dois conceitos fundamentais e indissociáveis dos anteriores: a responsabilidade e o respeito pelo próximo.

Deste lado, vou continuar ano após ano a recordar e evocar a Revolução dos Cravos, vou continuar a arrepiar-me ao som de Grândola Vila Morena e, sem dúvida, continuarei a ser inteiramente grato aos Heróis de Abril que puseram fim à longa noite do silêncio e a transmitir esse sentimento aos que depois de mim vierem.

25 de Abril Sempre!

quarta-feira, abril 21, 2010

Conímbriga em 3D - Viagem no tempo a três dimensões

Na minha costumeira visita ao meu rol de blogues de eleição, encontrei no Património Cultural, Sustentabilidade e Desenvolvimento esta espectacular reconstrução virtual da Cidade de Conímbriga, disponibilizada online pelo Italica Romana. Nela, é possível ver a cidade na sua máxima extensão, quando ainda não se tinha retraído para trás da 2ª muralha que, no vídeo ainda não existe e que hoje domina a paisagem no local. É possível ver o Anfiteatro, o aqueducto, as termas de Trajano, a Casa dos Repuxos, a Ínsula do Vaso Fálico, entre outras construções. Conseguem imaginar o trabalho que isto terá dado?

Aconselho uma visita ao Italica Romana para verem outras reconstruções virtuais de alguns edifícios emblemáticos de Conímbriga e de outros sítios arqueológicos, entre os quais Santiponce.

Estas reconstruções, sejam elas tridimensionais ou apenas bidimensionais, são instrumentos indispensáveis à interpretação dos sítios arqueológicos, vindo dar ao cidadão comum uma ideia completamente diferente dos "amontoados" de pedras e de peças em avulso que lhes são normalmente apresentados, quer nos sítios em causa, quer nos museus.

Este filme mudou ou não mudou a vossa ideia acerca de Conímbriga?

domingo, abril 11, 2010

Divulgação: I Jornadas de Arte Pré-Histórica do Sudoeste Europeu

Recebemos do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, do Fundão, o seguinte pedido de divulgação:

clicar para ampliar

A recente descoberta de arte paleolítica ao ar livre no Poço do Caldeirão, Barroca, e mais recentemente a criação do seu centro de interpretação vem, indubitavelmente, colocar esta região na grande rota europeia da Arte Pré-histórica.

Face a esta realidade, com implicações a todos os níveis, as várias entidades associadas ao projecto valorativo do espaço, a começar pelo Museu Arqueológico do Fundão, resolveram criar uma plataforma científica anual com o intuito de debater, divulgar e aprofundar a temática da arte pré-histórica. Assim nasceram as Jornadas de Arte Pré-histórica do Sudoeste Europeu, que terão a sua primeira edição no presente ano na Casa Grande da Barroca e que irão reunir, durante dois dias, diversos investigadores europeus para um debate reflexivo, aberto e actual.

Com o fito de promover a confluência investigativa internacional pretende ainda propiciar a troca de experiências científicas e metodológicas, bem como permuta de novos conhecimentos. Serão apresentados estudos regionais, estudos de conjuntos e novos achados. Irão ser abordados temas relativos à arte rupestre ao ar livre, arte gravada, arte pintada, arte figurativa e esquemática e arte móvel, num período cronológico que irá do Paleolítico à Idade do Ferro.


segunda-feira, abril 05, 2010

Acordo ortográfico ou novas descobertas paleontológicas?

Tanto alarido nas caixas de comentários por aí abaixo por causa dos dinossáurios!

Tudo porque apontei ao Katano o nosso jornal da região, JF, que decidiu ou que o acordo ortográfico era pouco abrangente, ou que a Paleontologia precisava de um abanão. No jornal, pude observar um artigo com menção de capa, acerca da exposição dos dinossáurios em Castelo Branco, em que descobri uma panóplia de novos(?) termos que, confesso, eram tantos num só artigo que a determinada altura comecei a duvidar de mim próprio. Senão vejamos...

Ora bem, temos os dinaussários, dinossaúros, dinaussauro, "os dinossáurio", o Tinaussauro Rex, seu primo o Tinossauro Rex, e paeleoartista, que concerteza deve ser uma artista das paellas.

Pronto meninos, satisfeitos? Raios dos miúdos! :P



Adenda do Katano:

Reprodução "paeleoartística" de um Tinossauro rex.

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