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segunda-feira, dezembro 28, 2015

Star Wars, o Despertar da Força mercantilista do blockbuster

Na semana passada fui até ao cinema para assistir ao último filme da saga Guerra das Estrelas, o Despertar da Força. Confesso que estava bastante curioso, não fosse eu um fã de longa data da série cujo entusiasmo se manteve apesar dos recentes 3 filmes da série terem sido assim um tanto fraquinhos. Pensei para comigo "O George Lucas esteve 16 anos sem pegar nisto, é natural que tenha ficado um bocado enferrujado", e de facto o último filme da "prequela" acabou por ser bastante melhor que os anteriores. Interpretei isto como um bom sinal e ignorei o facto de a Disney ter entretanto deitado as unhas à Lucasfilms.

Quando as luzes se apagaram e apareceu o título "Star Wars", acompanhado por aquela música apoteótica tão familiar e seguido pelo desenrolar do texto introdutório, até me arrepiei e o miúdo traquina que um dia fez da carreira de Jedi um plano de vida reavivou-se de novo em mim para pensar com os seus botões: "Isto até é capaz de correr bem", sem perceber que tinha acabado de assistir à parte mais consistente do filme.

O que se seguiu foi uma surpresa sombria: a produção tinha sucumbido à tentação do lado negro da Força mercantilista do blockbuster. Ao longo de 135 minutos, J.J.Abrams e sus muchachos seguem a mesma receita já vista em tempos recentes: sem coragem para inventar uma história nova decidem pegar em personagens novas para as enfiar à força numa embalagem narrativa cheia de clichés dos filmes anteriores, polvilhando a coisa com relações entre os novos protagonistas e os antigos.



Os diálogos são resumidos ao indispensável para manter um certo fio narrativo, dando às personagens um tratamento terrivelmente superficial. Há pessoas que desenvolvem uma relação de amor platónico só porque deram literalmente umas cambalhotas na areia mas o caso mais gritante é o de um casal separado que falhou estrondosamente no seu papel educativo, criando um filho que é um perfeito estupor choramingas, e que se reencontra após muitos anos tendo uma conversa em que a frase mais emotiva é "havia alturas em que me irritavas um bocado".

Imagem: Hitfix.com


E aquela do grande-mestre que se exilou, para expiar a sua culpa em solidão, mas que deixou um mapa dividido em dois bocados, sendo que a maior parte ficou enfiada num dróide deprimido?

Depois, para disfarçar a fragilidade narrativa, junta-se o ingrediente principal desta infame receita: cenas incessantes de acção, com velocidade vertiginosa, raios laser por todos os lados e explosões, muitas e grandes explosões.

Não contentes com isto tudo, Abrams e a sua trupe decidiram atacar os dogmas sagrados do conceito Star Wars, dando a entender que isso de se ser Jedi é uma coisa que afinal não exige anos de aprendizagem. Qualquer sucateira aprende os mistérios da Força em coisa de 10 minutos, sem se esforçar muito e qualquer funcionário de saneamento básico é tão hábil com um sabre de luz como com um desentupidor de sanitas.

É portanto um filme com uma narrativa fraca mas visualmente apelativo, que se recomenda a quem tiver alguma afinidade com a saga mas também a quem apeteça relaxar, no final de uma árdua jornada laboral, dando a oportunidade aos seus neurónios de usufruírem de 135 minutos de inactividade. Também é nítido que a Disney apostou grande parte das fichas no merchandising à volta do filme e que começou a ser disponibilizado muito antes da estreia, para desta forma criar interesse em relação ao filme. Basicamente aquilo que o McDonalds faz em relação aos happy meals: sem substância nenhuma e com a bonecada a ser o mais interessante do produto.

segunda-feira, novembro 05, 2012

Pormenores que se descobrem ao ver um filme pela enésima vez (mais vez, menos vez)

Ontem, o canal Hollywood transmitiu pela enésima vez um filme da trilogia Regresso ao Futuro, neste caso o 2º filme, no qual Marty McFly (interpretado por Michael J.Fox) viaja para o futuro para evitar o preocupante destino que ameaça a sua família. Ora, se acaba por ser monótono ver e rever sistematicamente um filme, não é menos verdade que isso também nos permite ficar atentos a determinados pormenores que nos passaram despercebidos inicialmente.

Uma das cenas passa-se num café que pretende ser um espaço de evocação dos anos 1980, o "80's Cafe", um lugar com uma decoração profundamente "kitsch". Dois miúdos conseguem ligar uma máquina de vídeo-jogo mas não fazem a mínima ideia de como se joga. Vejam o vídeo a seguir e tentem descobrir aquele que, sendo um desconhecido na altura, é hoje um actor bem nosso conhecido:


Conseguiram? Pois é!... um dos miúdos é nem mais nem menos que Elijah Wood, o actor que 12 anos após esta fugaz aparição, se celebrizaria noutra trilogia, no papel de Frodo Baggins em O Senhor dos Anéis.



Definitivamente, estou a ficar velho.

Quanto à data desta cena, ela acontece a 21 de Outubro de 2015. Estamos portanto a menos de 3 anos de assistir à invenção dos skates planadores, dos carros voadores e da retirada dos advogados do nosso sistema judicial.


quinta-feira, setembro 15, 2011

Chiranjeevi - Afinal o Chuck Norris não passa de um puto reguila

Se alguém nos perguntar quem é o actor mais macho da história do cinema, incluíndo as projecções de cinematógrafo dos irmãos Lumière, a resposta mais natural que nos ocorre será sem sombra de dúvida Chuck Norris, certo? Errado! No que toca a expressão máxima de macheza numa película de cinema, ela terá forçosamente de ser atribuída a Chiranjeevi, o verdadeiro action hero, a destruição irracional condensada em forma humana.

Verdadeiro ícone de Bollywood, a versão indiana da Meca do Cinema (e curiosamente com maior caudal de produção anual de películas do que a sua contraparte estado-unidense), Chiranjeevi encarna personagens implacáveis, capazes não só de desafiar as leis indianas, como também as leis da física, com o feitio próprio de quem acabou de se empanturrar com chamuças demasiado condimentadas.

Se não acreditam, vejam o trailer que se segue e que apresenta uma cena de acção protagonizada por Chiranjeevi. Esta cena deve estar certamente registada no Guinness book os records como a cena que reuniu mais veículos com capacidade de auto combustão e mais jipes Willis dotados de capacidade de voo, sendo que esta última característica uma completa novidade. Vemos também que, se o jipe não levantar voo só por si, é fácil forçar esse comportamento, bastando para tal cravar um pedaço de tubo de escape no seu radiador.

Por outro lado, esta cena introduz também o conceito arrojado de cavalo drifter e ainda, no trecho em que o herói força dois cavaleiros a uma valente cambalhota quando vai de encontro a um poste de iluminação com as pernas dispostas receptivamente em "V", o conceito de balls of steel. O curioso é que, com toda a adrenalina provocada por esta frenética sucessão de situações de pura acção, passa-nos completamente ao lado o facto da personagem ser um sujeito roliço com cabelo à Marco Paulo e vestido de cor-de-rosa.


Ao contrário do que possa parecer, o áudio dos filmes de Bollywood não se limita a ruídos de explosões, golpes de karate indiano e som de pneus, sem que haja troca de palavras entre os protagonistas, como se pode constatar pelo trailer bónus que a seguir partilho com vocês. Trata-se do trecho de um filme em que, aquilo que parece ser uma versão indiana do Jel, tem uma acessa discussão laboral com um grupo de indivíduos desagradáveis e bem vestidos, sem dúvida numa alusão subreptícia a Karl Marx.

Para vossa comodidade, os diálogos foram dobrados com o máximo de rigor em português brasileiro.



quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Bonsai On The Wind

Gostei especialmente do 'Bonsai on the rocks' no último post, de tal forma que imaginei logo a Scarlett O'Hara perto dele, olhando o horizonte, exclamando "As God is my witness, I'll never be hungry again!" :P Ora vejam lá:

Isto era para ser um comentário ao post 'Penjing, uma paisagem de montanha com bonsai', mas aparententemente não dá para por fotos nos comentários.

mix: Xamane

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Ricky Gervais parte a loiça toda na cerimónia dos Globos de Ouro 2011 (Vídeo)

Ricky Gervais era de há uns tempos a esta parte o habitual anfitrião da cerimónia de entrega dos Globos de Ouro, galardões que são uma espécie de barómetro dos Óscares mas com critérios algo duvidosos. Digo "era" porque, pelo que foi possível ver na cerimónia de entrega dos galardões, o comediante britânico decidiu partir a loiça toda, não se coibindo inclusive de lançar farpas à Hollywood Foreign Press Association, associação responsável pela organização dos Globos.

Ora, numa altura em que a HFPA tem vindo a ser alvo de acusações de manobras pouco claras tanto nas nomeações como na entrega dos prémios, este discurso caiu que nem uma bomba.
Mas não foi só a HFPA que teve a sua dose. Gervais disparou sobre tudo e todos, fazendo referência ao alcoolismo de Charlie Sheen, aos problemas com a lei e com as drogas que levaram Robert Downey Jr à prisão, a aversão da Igreja da Cientologia em relação à homossexualidade (referindo sem citar nomes que há dois cientologistas famosos que fingem ser heterossexuais), entre outros.

Uma coisa é certa, a cerimónia da entrega dos Globos de Ouro de 2011 foi tudo menos aborrecida...



sexta-feira, novembro 12, 2010

Apanhado: A serpente mais perigosa de África - Schuks Tshabalala's Survival Guide to South Africa (Vídeo)

A apresentação das particularidades da África do Sul a um grupo de turistas de visita ao país durante o Campeonato do Mundo é o mote para "Schuks Tshabalala's Survival Guide to South Africa", um filme com o actor/comediante Leon Schuster.

Trata-se de uma espécie de remake dos inesquecíveis Funny People de Jamie Uys, "Gente Gira" em Portugal, que levaram às lágrimas espectadores no Mundo inteiro, tanto em salas de cinema como em frente ao televisor.

Este vídeo ilustra um apanhado no qual participam involuntariamente alguns trabalhadores encarregues de limpar uma loja. Para o efeito final bastou juntar uma serpente de um tamanho respeitável, alguma sugestão prévia, um cenário armadilhado e uma certa dose de ofidiofobia... O resultado é este:

quinta-feira, outubro 21, 2010

Divulgação: Cinema - Ciclo de Ficção Científica na Moagem

Recebemos da parte do Cine Clube Gardunha o seguinte pedido de divulgação:


O Cine Clube Gardunha apresenta, de 27 a 31 de Outubro no Auditório da Moagem - Cidade do Engenho e das Artes, um ciclo de cinema dedicado à Ficção Científica, em jeito de evocação da obra de Ray Bradbury, autor de diversos romances e contos e um nome incontornável do género.
É sem dúvida uma excelente oportunidade para os fãs género poderem assistir a alguns clássicos, nomeadamente, O Homem Que Veio do Espaço (The Man Who Fell to the Earth) de 1976, À Beira do Fim (Soylent Green) de 1973, Grau de Destruição (Fahrenheit 451) de 1966.

Para ver em família haverá ainda uma matiné no Domingo com a projecção do filme de animação "Planeta 51", da Sony Pictures.

segunda-feira, junho 14, 2010

Funeral à Chuva - um filme que vale a pena ver, F#$%-##!


Na Sexta-feira à noite, um pouco por acaso, acabámos por ir ao cinema. Entre o "Príncipe da Pérsia", o "Sexo e a Cidade 2", "Ex-Mulher Procura-se" e "um Funeral à Chuva", de forma quase natural, a escolha acabou por recair neste último. Para além de haver pouco interesse nos outros, havia ainda, desde há muito, uma enorme curiosidade em ver este filme. Não me levem a mal se disser que foi uma estreia para mim ver um filme português no cinema mas sucede que não sou propriamente o tipo de pessoa que acha que ver a peitaça da Soraia Chaves justifica um bilhete de cinema. Está bem que é uma peitaça bem cuidada mas, daí até pagar para a ver, vai uma grande distância.

Quanto ao Funeral à Chuva, foi sem dúvida uma bela surpresa, começando no interesse que este despertou visto que a sala estava cheia e até alguns "ubianos" fizeram questão de ir assistir envergando o traje académico. A história do filme é tão simples quanto envolvente: um grupo de amigos de faculdade volta a encontrar-se, 10 anos mais tarde, na Covilhã, cidade onde estudaram, por ocasião do funeral de um outro amigo, o João. Procurando eternizar o momento, começam a recordar os seus tempos de estudante na cidade-neve embarcando ao mesmo tempo numa jornada de redescoberta, isto enquanto vão deixando cair as máscaras que a sociedade lentamente lhes foi impondo.

Um dos grandes trunfos do filme é a forma fácil como consegue fazer os espectadores alternar entre sentimentos, sendo capaz tanto de provocar enormes gargalhadas como de comover a plateia, tudo isto enquanto vai despertando um profundo sentimento de saudosismo da saudável loucura dos tempos estudantis.

O facto do João ser o morto mais saudável que já tive a oportunidade de ver no grande ecrã acaba por ser um pormenor de somenos importância. O que fica é um filme muito bem conseguido que, enquanto nos leva numa viagem de revisitação de sentimentos e de lugares, promove ao mesmo tempo uma importante reflexão sobre o real valor da amizade e, também, sobre a forma como as pessoas que vamos conhecendo são capazes de marcar a nossa vida sem que disso nos apercebamos.

Parabéns a todos os que participaram e contribuíram para a realização deste filme e, para quem ainda não viu, há que dizer: F###-##! C######! Vão ver o filme!


terça-feira, maio 04, 2010

O Blog do Katano Contra-Ataca

Para comemorar os 30 anos do 2º filme da trilogia inicial da Guerra das Estrelas, "O Império Contra-Ataca", o site JibJab disponibilizou um vídeo personalizável no qual o utilizador pode caracterizar algumas das personagens (Luke Skywalker, Han Solo, Princesa Leia,...) com fotografias à escolha.

Seja fãs ou não da Guerra das Estrelas, esta é uma boa forma de surpreenderem e divertirem os vossos amigos.

Já agora, deixo aqui a sugestão do vídeo no qual participam alguns actores consagrados: eu, a Amália, a Mona Lisa e o Sócrates. CLIQUEM AQUI PARA VER.

domingo, abril 18, 2010

Choque de Titãs - O mito de Perseu

A escolha cinematográfica de fim-de-semana do núcleo duro do Blog do Katano recaiu no recém-estreado "Choque de Titãs", isto numa escolha ditada por voto de maioria, após duras negociações.

Havia alguma curiosidade em ver este remake em 3D do já clássico "Choque de Titãs" de 1981 mas no final fiquei com a sensação de ter visto um filme que, sendo uma versão light do clássico, procurou compensar o excessivo aligeirar do argumento com efeitos especiais realmente bem conseguidos, é certo, mas que ainda assim não conseguem compensar tudo (e a qualidade da projecção também não ajudou os efeitos tridimensionais). Já agora, os filmes têm obrigatoriamente de passar em 3D?

Em dois aspectos ambas as versões de "Choque de Titãs" são convergentes. Uma é a deturpação (chamemos-lhe livre adaptação) do mito grego de Perseu, enquanto a outra é o misturar da mitologia grega com a mitologia persa (os Djinn) e com a mitologia nórdica (o Kraken).

Choque de Titãs, 2010


Choque de Titãs, 1981


O mito de Perseu

Perseu era de facto filho de Zeus mas, ao contrário do que acontece no filme, era neto e não o filho de Acrísio, rei de Argos, que, avisado por uma profecia que Perseu seria a causa da sua morte, fechou a criança e a sua mãe, Dánae, numa urna, lançando-a depois ao mar. Ambos acabaram por ser resgatados ilesos na ilha de Serifo.

Anos mais tarde, o rei da ilha incumbiu maliciosamente Perseu de lhe trazer a cabeça da Medusa. Para matar a Medusa, Perseu precisou de chegar ao Jardim das Hespérides onde as ninfas lhe forneceram armas prodigiosas: o capacete de Hades, que tornava o seu portador invisível, sandálias aladas para lhe permitir voar, um escudo espelhado e uma espada indestrutível, para além dum saco para transportar a cabeça da Medusa em segurança. Para chegar às Hespérides, Perseu teve de perguntar o caminho às três Greias, bruxas que partilhavam o mesmo olho e o mesmo dente.

Perseu conseguiu surpreender as Górgones (eram três) enquanto dormiam e cortou a cabeça da Medusa, conseguindo depois sair sem ser visto. No regresso, salvou providencialmente Andrómeda de um monstro marinho, casando depois com ela, e ainda petrificou o gigante Atlas com a cabeça da Medusa (adivinhem onde?).

Perseu, Andrómeda e o monstro marinho

Depois de ter também petrificado o rei da ilha de Serifo, voltou a Argos cidade onde se tornou rei e, anos mais tarde, cumpriu a profecia. Participando numa prova de lançamento do disco, atingiu acidentalmente o seu avô, matando-o instantaneamente.

Fonte: Dicionário de Mitologia Greco-Latina das Edições 70,
Fotografia: Wikipédia

domingo, abril 11, 2010

Divulgação: Metal Horror Picture Show III

Recebemos do Cine Clube Gardunha o pedido de divulgação deste evento:

O Fundão acolhe de 14 a 18 de Abril na Moagem, Cidade do Engenho e das Artes, o 3º Festival de Cinema de Terror e Metal.

4 dias que prometem fazer as delícias dos amantes deste género de cinema e de música.


Cliquem no cartaz para ampliar

Para mais informações, consultem os sites do CCG e da Moagem

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Cinema na Moagem - Nineteen Eighty-Four (1984) de Orwell

Na Sexta-feira passada consegui finalmente ir assistir a uma das habituais sessões do Cine Clube Gardunha na Moagem - Cidade do Engenho e das Artes. O filme proposto foi "1984" de Michael Radford, a adaptação cinematográfica do romance de George Orwell com o mesmo título publicado em 1949.

Nesta sua distopia, na qual muitos vêem uma crítica ao Estalinismo, Orwell (Trotskista convicto) procurou alertar para o lado perverso do totalitarismo, evocando uma sociedade hipotética, numa altura em que o Mundo foi dividido em três super-potências, imersa num ambiente claustrofóbico onde o Partido no poder procura controlar todos os seus cidadãos através de uma complexa rede de informação, ao mesmo tempo que vai colocando em prática uma política de revisionismo no sentido de reescrever a História.

Por todo o lado se encontram ecrãs e câmaras, através dos quais BB (Big Brother), o líder do Partido de cuja existência os espectadores nunca têm confirmação, vai vigiando todos os cidadãos, e onde também se vai debitando propaganda e informações acerca de uma guerra persistente que o país trava contra um inimigo incerto e que serve de instrumento de controlo ao manter todos os cidadãos no medo.

A título de curiosidade fica a informação de que este filme ter sido efectivamente rodado em 1984.


Estas sessões do Cine Clube Gardunha são uma alternativa bastante interessante para as Sextas-feiras e uma forma louvável de manter o cinema presente no Fundão. Só é pena que a sala não reúna as melhores condições, dada a sua pouca inclinação (o que por outro lado faz com que pessoas de estatura mais reduzida saiam da sala com o ego reforçado) e dado o facto de o sistema de aquecimento debitar no foco do projector, o que provoca distorções no ecrã com alguma consequente degradação da qualidade de imagem

Imagem: IMDB

quarta-feira, janeiro 06, 2010

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Para fazer um filme apocalíptico, bastam 300 dólares


Nesta curta metragem uruguaia intitulada "Panick Attack" que, seguindo as regras normais deverá ter em Portugal um título como "Chamas escaldantes e fatais sobre Montevideo" , um grupo de invasores robóticos invade e destrói a capital uruguaia em cenas com grandes efeitos especiais e lembrando um pouco O Dia da Independência.

Este filme foi a primeira curta-metragem de ficção de Federico Álvarez, realizador de uma empresa que produz anúncios, video clips e curtas metragens, tendo custado a módica quantia de... 300 dólares!

O sucesso do filme, que no Youtube já teve quase 2 milhões de visualizações, foi tal que os Ghost House contrataram o realizador para rodar um filme, com orçamento entre 30 a 40 milhões de euros, e do qual se espera que seja o próximo "District 9". Para este trabalho Álvarez irá receber um valor com 7 dígitos cujo montante exacto não me foi possível descobrir.

Ai se tivéssemos terminado o "Resgate na Gardunha"...

sexta-feira, outubro 23, 2009

"Um Funeral à Chuva" - Vem aí um filme inteiramente rodado na Covilhã


Sob o lema "A vida é bela demais para chorar" este filme relata a história de um grupo de amigos que, por ocasião da morte de um deles e no cumprimento do último desejo deste, se voltam a juntar 10 anos depois na cidade onde se conheceram, a Covilhã.

Com realização de Telmo Martins, a estreia de "Um funeral à chuva" está marcada para o próximo ano.


quinta-feira, outubro 01, 2009

Cartaz do IMAGO foi recusado pelo jornal Público

Chegou-me aos ouvidos que o anúncio do IMAGO X - Festival Internacional de Cinema Jovem, este ano dedicado ao tema do Sexo no Cinema, foi alvo de censura por parte de alguns meios de comunicação social.

Aparentemente pouco apreciador da riqueza de decoração em bolos de aniversário, o jornal Público terá recusado a publicação do anúncio fornecido alegando laconicamente que "a criatividade havia infelizmente sido recusada pela divisão de publicidade".

A organização terá acabado por decidir criar um anúncio alternativo para publicar no Jornal do Fundão e no jornal I pois, se o primeiro periódico estaria disposto a publicar o cartaz (a malta do Fundão é assim mesmo!), já o segundo jornal não teria publicado o anúncio se este não tivesse sido alterado.

Quem quiser assistir ao IMAGO poderá fazê-lo na Moagem - Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão, até ao próximo dia 5 de Outubro.

quarta-feira, setembro 30, 2009

A sorte de se chamar Polanski




O caso Polanski é extremamente curioso e anacrónico. Acusado há cerca de 30 anos de ter tido relações sexuais não consentidas com uma menor de 13 anos, o realizador de origem polaca fugiu dos EUA para não ser condenado, tendo-se radicado em França. Apesar do mandado de captura emitido pelos EUA, Polanski nunca foi extraditado. O seu azar, motivado certamente pela sensação de impunidade, foi ter-se deslocado a Zurique, na Suiça, para receber um prémio de carreira no festival de cinema local. Aí a polícia não foi de modas e prendeu o realizador dado o mandado de captura ainda pendente.


O curioso é que de todo o lado surgiram vozes a apelar à libertação e ao perdão do realizador, escamoteando o mais elementar deste caso: o realizador é alguém condenado por práticas pedófilas e também um foragido à justiça... Contra os argumentos da fuga, os seus defensores alegam que o realizador viajou normalmente para o estrangeiro pois tinha uma casa em França. Curiosamente esta viagem foi antes da leitura da sentença e mais curiosamente, foi uma viagem que durou até hoje. Por outro lado também há quem alegue que não faz sentido, depois de tanto tempo, prender o realizador... É uma ideia interessante. Poderíamos por exemplo assaltar um banco e fugir para o estrangeiro, o Brasil por exemplo. A certa altura acabaria por não fazer sentido sermos presos... ou não? Estou agora a recordar-me de um certo senhor chamado Ronald Biggs que, vivendo 36 anos no Brasil depois de ter roubado 2,6 milhões de libras em 1963, foi preso ao voltar voluntariamente ao Reino Unido em ... 2001.


É sem dúvida uma sorte chamar-se Roman Polanski.


Foto: Wikipedia

quarta-feira, junho 17, 2009

Estamos de volta!

Após alguns dias de ausência forçada tenho finalmente a oportunidade de voltar a escrever mais umas linhas e de responder aos comentários que entretanto foram dando entrada e que eu muito agradeço.

Por aqui os últimos dias foram dedicados a um projecto de investigação sobre Computação Baseada em Proteínas que me levou a ter um verdadeiro curso intensivo caseiro de biologia celular e bioquímica para conseguir construir uma apresentação minimamente coerente.


Esse objectivo foi conseguido embora, à custa disso, o stock caseiro de cafeína tenha atingido níveis mínimos históricos.


"We're out of coffee" - Aeroplano


Breaking News do Katano: Encontrámos o Eurodeputado Vital Moreira!

Praticamente sem dar tempo para nos ambientarmos de novo (embora por pouco tempo) com um ritmo vagamente, digamos assim, normal, chegou à redação do Blog um instantâneo insólito que vem responder a uma questão que me importunava desde o final das eleições europeias: afinal onde é que andava o Eurodeputado Vital Moreira?


sexta-feira, junho 05, 2009

Morreu David Carradine

O inesquecível "Gafanhoto" da mítica série clássica Kung Fu faleceu anteontem em circunstâncias trágicas e ainda pouco claras. A última aparição notória deste actor (de que eu me lembre, pelo menos) foi no filme Kill Bill vol2 de Quentin Tarantino, no qual Carradine interpretava exactamente a dicotómica personagem Bill.

O actor, que se encontrava a trabalhar na rodagem de um filme na Tailândia, foi encontrado enforcado dentro do armário do seu quarto de hotel em Banguecoque, não sendo de excluir a hipótese de suicídio.



A série Kung Fu marcou sem dúvida uma época. Filmada entre 1972 e 1975, relatava ao longo de 60 episódios as aventuras de um monge Shaolin no Oeste americano (papel para o qual terá sido recusado Bruce Lee), numa curiosa mistura de artes marciais e cowboys. Em Portugal a série passou mais tarde, já nos anos 80.

Para quem quiser endereçar condolências ou oferecer donativos à família aqui fica o site oficial do actor: www.david-carradine.com.
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