sábado, dezembro 05, 2015

Há 10 anos, a Europa reuniu-se no Fundão para celebrar o Natal

Pose de alguns participantes no Pelourinho do Fundão


Há 10 anos atrás, a Europa reuniu-se no Fundão para celebrar o Natal. Tratou-se da 14ª Edição dos Natais da Europa, um festival anual criado pela Associação Europeia de Escolas de Hotelaria e Turismo (AEHT) e que, desde 1988, é organizado por uma escola de hotelaria e turismo membro dessa associação.



Em 2005, coube à Escola de Hotelaria e Turismo do Fundão, na altura INFTUR-Fundão e hoje falecida,  a responsabilidade de organizar o festival. Para que esta iniciativa pudesse ser um sucesso, houve uma mobilização total da escola, reforçada com colegas da escola-mãe de Coimbra, e uma grande colaboração por parte de empresas e entidades do Fundão e arredores.



Começou oficialmente a 3 de Dezembro, com um desfile de todas as escolas participantes da escola até à Câmara Municipal, para a recepção oficial a cargo do então vice-presidente da Câmara, Carlos São Martinho, seguindo-se o regresso à escola para o simbólico cortar da fita que abriu a exposição.



Início do desfile


Já no regresso, a animação pelo grupo folclórico e etnográfico "Amigos do Fundão"


O Pavilhão Multiusos, então apenas ocupado pela escola e no 1º andar, foi dividido em várias áreas distintas. A principal, ao centro, era dominada por uma enorme tenda verde, pendendo do tecto para formar uma gigantesca árvore de Natal, à volta da qual se distribuíam os pavilhões onde cada escola expôs um pouco de si e das tradições natalícias do seu país.  Outro sector foi destinado ao tradicional espectáculo, no qual cada escola pisou o palco para apresentar uma peça de teatro, dança ou canto, e outro sector ainda ficou reservado para o espaço de cozinha, onde todas as escolas confeccionaram o grande buffet europeu.


Os espaços de exposição e a grande tenda, em forma de árvore de Natal


O interior da tenda durante o buffet europeu. É difícil dizer o que estava melhor entre tantos pratos


Aspecto da área das cozinhas, espaço onde actualmente está instalada a Altran





O convívio luso-austríaco aqui a dar nota do espírito que marcou os Natais da Europa. Muita animação e boa disposição.

Na grande tenda seria dois dias depois servido o buffet confeccionado por todas as escolas de hotelaria. E não eram poucas! Para além de Portugal, onde para além da anfitriã do Fundão contávamos também com a escola de Praia da Vitória (Açores), tinham vindo representações de França, Luxemburgo, Itália, Áustria, Albânia, Eslovénia, Dinamarca, Suécia, Polacos e Húngaros, tendo vindo de alguns países mais que uma escola também. 



Recordo particularmente o trabalho que foi conseguir trazer a Albânia, então a sair de um período conturbado. Foram precisos vários contactos através da embaixada francesa em Tirana e um rol de formalidades burocráticas. "É outra vez o gajo de Portugal!", chegou-se a ouvir do outro lado da linha.



Ao longo dos 4 dias que o festival durou, houve tempo para levar os participantes a visitar Alpedrinha, Monsanto e Idanha-a-Velha, por exemplo, assim como alguns estabelecimentos hoteleiros de referência na região. Todos ficaram a conhecer a nossa gastronomia (a palavra "bacalhau" tornou-se bem conhecida de todos), as nossas tradições e muito da nossa história e cultura.



Missa a evocar a tradição da "missa do galo", presidida pelo falecido padre Barreiros.


O madeiro "a fingir" que só foi possível com a colaboração da Junta de Freguesia, que forneceu os troncos, um pneu do meu defunto "Caetanomobile" e um garrafão de gasóleo que entrava em acção apenas quando os visitantes estrangeiros estavam por perto. Segundo a minha estimada mãe, digno de registo foi apenas o facto de ter conseguido manter a minha camisa limpinha durante todo o processo.


Os Natais da Europa de 2005 culminaram numa grande gala realizada no ex-hotel Príncipe da Beira onde, simbolicamente, o Fundão passou o testemunho à escola de Orebro, Suécia, para a organização da edição seguinte.


Contas feitas, a iniciativa foi um sucesso, merecendo rasgados elogios por parte da direcção da AEHT e de Jorge Umbelino, então à frente do Instituto Nacional de Formação Turística (o INFTUR, mais tarde integrado no Turismo de Portugal).



O elenco da peça de teatro. Com o argumento e o cenário decididos no próprio dia, e com os ensaios cronometrados pelo aproximar da hora, acabou por ser a peça mais aplaudida. Nada mau!

Recordo com satisfação o empenho de uma das melhores equipas em que já tive o privilégio de trabalhar, formada pessoas de generosidade e coração sem igual, as grandes noitadas de preparação das actividades do dia seguinte, e a azáfama constante durante o dia.



Valeu a pena!

Para mais informações:
Resumo da 14ª edição dos Natais da Europa no site da AEHT:


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