domingo, abril 29, 2012

E eis que chegámos a Londres!

Após uma breve viagem aérea estamos em Londres. Começando exactamente por falar da viagem, há dois aspectos a salientar. Primeiro, Portugal não parece tão mal quanto isso quando visto a partir das nuvens. Em segundo lugar, esta viagem foi para mim um segundo baptismo de voo. Na minha última viagem aérea, que por sinal foi a primeira, tive direito a um emblema com os dizeres "piloto júnior" e um livro para colorir. Nesta, tudo tinha de ser pago. Realmente o serviço a bordo nas viagens áreas perdeu qualidade nos últimos anos.

Ao chegar a Londres, tivemos direito a um agente da alfândega bastante espirituoso. Pegando no meu cartão de identificação, olhou para a foto, olhou para mim e de novo para a foto. Aí cheguei a pensar que isto de ter ficado mais bonito com o passar dos anos talvez não fosse afinal tão positivo quanto isso... Sobretudo quando, com ar de suspeita, o agente me pediu para tirar os óculos. Em seguida, voltou a olhar alternadamente para mim e para a foto e acrescentou "Ok, agora tire a barba, por favor"... e sadicamente esperou eternos segundos antes de começar a rir! Suponho portanto que fui vítima de algum tipo de praxe alfandegária.

A primeira experiência de contacto com transeuntes acabou curiosamente por ser com duas turistas francesas que nos abordaram na estação de metro de Baker Street, no preciso momento em que nos preparávamos para comprar um passe de transportes públicos. Interpelaram-nos e, após terem perguntado se falávamos francês, ofereceram-nos 2 cartões Oyster ainda com 10 libras de saldo. Estes são cartões que são carregados em máquinas nas estações de transportes públicos, sendo que o saldo vai depois sendo abatido à medida que os vamos usando para nos deslocarmos em Londres. As simpáticas senhoras desejaram-nos depois boa estadia e partiram. Após um momento de estupefacção inicial, lá começámos a dar uso aos cartões. E não é que estavam mesmo carregados? Afinal há esperança para a humanidade!

Já na rua, sob a chuva, tivemos alguma dificuldade em encontrar o alojamento onde iríamos ficar. De repente, do outro lado da rua ouviu-se "Estão perdidos?". Sem esperar pela resposta, este simpático senhor, dos seus 40 anos, atravessou a passadeira na nossa direcção e acrescentou que estávamos com ar de quem estava perdido. Em menos de 30 segundos deu-nos todas as indicações de que precisávamos e despediu-se com "Normalmente quem anda aqui perdido anda à procura desse alojamento. Se virem alguém que pareça estar perdido já sabem."

Tudo isto em apenas 2h. Como serão os proximos dias?



segunda-feira, abril 23, 2012

Espírito prático, essa valiosa qualidade

Gosto de pessoas com espírito prático, pessoas que não se perdem em mil e uma formalidades insípidas que, bem espremidas, de nada servem a não ser para perder tempo. Hoje percebi que essa qualidade está bem presente no carteiro que serve a minha rua quando, ao entrar em casa vindo do primeiro compromisso laboral do dia, me deparei com ele em plena distribuição de correspondência pelas diferentes caixas de correio.


Para abreviar o processo, abordei-o e perguntei-lhe se havia alguma coisa para o meu apartamento ao que ele me respondeu que sim, dando-me mais uma carta daquelas que, de forma regular, vão sendo enviadas por uma companhia de seguros para alguém, um tal de Sr. E.P. que, definitivamente, não mora no meu apartamento.


Com a segurança própria de quem conhece de cor toda a população que habita o seu apartamento, alertei-o para o facto de se tratar de um destinatário cujo endereço estava errado e ele não se fez rogado. Pegando na carta disse simplesmente:


- "Ai não mora? Então pronto. Vamos fazer de conta que mora no 4ºF!", colocando o dito envelope na caixa de correio desse apartamento e saindo célere, uma vez que o dia ainda se perspectivava longo.



quarta-feira, abril 18, 2012

Juan Carlos a lavar o carro


Porque para este cidadão e desde que haja chumbo do grosso, seja cinzento, branco, azul ou cor-de-rosa, um elefante será sempre um elefante.

sábado, abril 14, 2012

Quando as pedras falam...

Um olhar é quando basta para uma janela se tornar um portal para uma época à distância de quase 2 milénios. Numa construção modesta, feita com o saber popular herdado de gerações, a pedra foi afeiçoada, moldada, mas a palavra, essa, então estranha e desprovida de significado, foi apesar de tudo preservada deixando a sua mensagem à vista do visitante que a soubesse interpretar.

Hoje, graças ao cuidado de quem soube respeitar esta pedra que falava numa língua estranha, ficamos a saber da devoção desse desconhecido de nome Avitus que, num gesto de devoção, dedicou este altar a Apolo. Dedicou-o em plena consciência e fê-lo, conforme se lê na última linha, de livre vontade.


sexta-feira, abril 13, 2012

Fantasma da Ópera, aí vamos nós!


Bilhetes comprados para o Fantasma da Ópera no Her Majesty's Theatre ! Dia 2 de Maio lá estaremos! * arrepio *


terça-feira, abril 03, 2012

Sinalética que desafia a imaginação

Junto à capela do Espírito Santo, no Fundão, é possível encontrar este curioso apontamento de sinalética, sendo que logo a seguir se encontra uma rotunda.

Fica portanto a dúvida: estaremos a aproximar-nos de uma rotunda, daquelas rotundas chatas que às vezes se vêem por aí onde ocorre entrada e saída de viaturas, ou será que há viaturas estreitinhas que não dispensam uma bela escadaria para realizar as suas entradas e saídas?


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...