quarta-feira, outubro 12, 2011

Há definitivamente algo de podre no Reino da Dinamarca...

Ir aos playoffs de qualificação para as grandes competições começa a ser um hábito para a Selecção Nacional. Só espero que, face à actual conjuntura e perante este súbito aumento de despesas de representação desportiva (despesas de alojamento e despesas de transporte com a sobretaxa de excesso de peso da bagagem por causa dos espelhos do Ronaldo, da água oxigenada do Coentrão e de 11 exemplares da publicação "Soccer for dummies"), o Governo não se lembre de impor um Imposto Extraordinário de Participação no Playoff de Acesso ao Euro 2012.

Para isso, mais vale pedir ajuda ao FMI para nos qualificarmos para o Euro 2012. Se estiveram atentos tanto às reportagens em que os membros do Triunvirato (a quem insistem em chamar Troika, como se o uso do russo fosse mais prestigiante) foram protagonistas, terão com certeza como eu reparado que pelo menos dois deles têm muita genica e pé ligeiro, a léguas daquilo que hoje se viu em alguns jogadores. Não é que a exibição tenha sido de todo negativa, porque efectivamente não foi. Houve um período onde a selecção foi até muito forte e merecia ter sido muito mais feliz do que o foi. Falo daquele período entre os 23 e os 24 minutos da primeira parte.

Mas bem vistas as coisas, isto de ir aos playoffs é algo de prestigiante e apenas reservado a uma elite muito selecta. Estar numa mini-competição com "monstros" do futebol como o Montenegro, a Bósnia ou a Estónia ajuda a construir a mística das nossas estrelas. Por outro lado, creio haver aqui também o prolongamento daquilo que tem sido uma obsessão nacional: traçar uma clara distinção entre Portugal e a Grécia. Se a Grécia, essa amálgama de gente falida e anarquista, se apura directamente para o Euro, os tugas, por uma questão de princípio, só têm é que ir ao playoff, só para que não haja cá confusões.


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