quinta-feira, setembro 15, 2011

Chiranjeevi - Afinal o Chuck Norris não passa de um puto reguila

Se alguém nos perguntar quem é o actor mais macho da história do cinema, incluíndo as projecções de cinematógrafo dos irmãos Lumière, a resposta mais natural que nos ocorre será sem sombra de dúvida Chuck Norris, certo? Errado! No que toca a expressão máxima de macheza numa película de cinema, ela terá forçosamente de ser atribuída a Chiranjeevi, o verdadeiro action hero, a destruição irracional condensada em forma humana.

Verdadeiro ícone de Bollywood, a versão indiana da Meca do Cinema (e curiosamente com maior caudal de produção anual de películas do que a sua contraparte estado-unidense), Chiranjeevi encarna personagens implacáveis, capazes não só de desafiar as leis indianas, como também as leis da física, com o feitio próprio de quem acabou de se empanturrar com chamuças demasiado condimentadas.

Se não acreditam, vejam o trailer que se segue e que apresenta uma cena de acção protagonizada por Chiranjeevi. Esta cena deve estar certamente registada no Guinness book os records como a cena que reuniu mais veículos com capacidade de auto combustão e mais jipes Willis dotados de capacidade de voo, sendo que esta última característica uma completa novidade. Vemos também que, se o jipe não levantar voo só por si, é fácil forçar esse comportamento, bastando para tal cravar um pedaço de tubo de escape no seu radiador.

Por outro lado, esta cena introduz também o conceito arrojado de cavalo drifter e ainda, no trecho em que o herói força dois cavaleiros a uma valente cambalhota quando vai de encontro a um poste de iluminação com as pernas dispostas receptivamente em "V", o conceito de balls of steel. O curioso é que, com toda a adrenalina provocada por esta frenética sucessão de situações de pura acção, passa-nos completamente ao lado o facto da personagem ser um sujeito roliço com cabelo à Marco Paulo e vestido de cor-de-rosa.


Ao contrário do que possa parecer, o áudio dos filmes de Bollywood não se limita a ruídos de explosões, golpes de karate indiano e som de pneus, sem que haja troca de palavras entre os protagonistas, como se pode constatar pelo trailer bónus que a seguir partilho com vocês. Trata-se do trecho de um filme em que, aquilo que parece ser uma versão indiana do Jel, tem uma acessa discussão laboral com um grupo de indivíduos desagradáveis e bem vestidos, sem dúvida numa alusão subreptícia a Karl Marx.

Para vossa comodidade, os diálogos foram dobrados com o máximo de rigor em português brasileiro.



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