quinta-feira, março 10, 2011

Como nos Censos 2011 se tenta manipular a realidade dos recibos verdes

Se por estes dias um indivíduo desconhecido vos tocar à campainha, é provável que não seja alguém a tentar impingir um aspirador super-poderoso, que também faz massagens, nem um indivíduo que procura espalhar a palavra do senhor, mas sim um agente de recenseamento dos Censos 2011 (Sim! Já passaram 10 anos).

Como país de proa no uso das novas tecnologias que somos, é possível pela primeira vez responder ao inquérito via Internet neste site, sendo os dados de login fornecidos pelo agente recenseador. Será decerto um método mais confortável para responder ao inquérito em papel, sobretudo se, como sucedeu a uma ilustre "membra" deste Blog, estiverem perante um agente recenseador que transporta mais dúvidas que inquéritos e que, para além disso, tem todo o aspecto de ser um fanático por Isaac Newton, fazendo das folhas que transporta as maçãs com que procura demonstrar a Lei da Gravidade.

Outra novidade desta edição para ser o propósito do inquérito que, até aqui se destinava a obter dados estatísticos que permitissem caracterizar a população residente em Portugal. Desta vez, parece haver alguma vontade, ainda que tímida, em transformar as características da população residente em Portugal, como podemos ver na pergunta 32 do questionário individual:


O que acham desta subtil transformação de trabalhadores a recibos verdes, sujeitos a horários e chefias (como os formadores, por exemplo), em trabalhadores por conta de outrem? Será implicância minha?

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