segunda-feira, agosto 30, 2010

200 anos do Cerco de Almeida – Recriação Histórica da Batalha do Côa

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Na comemoração dos 200 anos do Cerco de Almeida (24 de Julho a 28 de Agosto de 1810), que levou à tomada da Praça pelas forças francesas da 3ª invasão, comandadas pelo General Massena, pelos fossos da fortaleza e pelas margens do Côa voltaram a fazer-se ouvir os disparos dos mosquetes e dos canhões, numa recriação histórica que envolveu centenas de pessoas

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No Sábado teve lugar a recriação da Batalha do Côa (24 de Julho de 1810), que antecedeu o Cerco de Almeida, recriando um momento particularmente difícil para as forças anglo-lusas e onde entre 700 a 1.000 homens terão perdido a vida. Foi por isso também carregado de significado o momento em que, sobre a ponte do Côa, todos os participantes da recriação da batalha dedicaram um minuto de silêncio aos que caíram naquele dia.

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A Batalha do Côa

Perante o avanço francês, Wellington adoptou uma táctica de desgaste do inimigo sem oferecer combate frontal, retirando gradualmente o exército anglo-luso em direcção a Lisboa, ganhando o tempo necessário para que as Linhas de Torres fossem concluídas.

Junto a Almeida estava estacionada a Brigada Ligeira, comandada pelo General Craufurd e formada 5.000 homens, que recebeu ordens para não esperar os franceses na margem direita, cruzando a ponte e formando resistência na margem esquerda.

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No entanto, Craufurd resolveu ser arrojado e, ignorando as ordens, acabou por ser surpreendido pela chegada de 20.000 franceses, sob o comando do Marechal Ney. Este envolveu 6.000 homens no combate directo contra a Brigada Ligeira anglo-lusa, deixando o restante em reserva e em preparação do cerco à vila de Almeida.

Acossado, Craufurd não teve remédio senão retirar rapidamente em direcção ao Côa, procurando passar à margem esquerda, numa retirada que teve vários momentos extremamente difíceis, para aí estabelecer uma linha de resistência.

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A ponte sobre o Côa tinha também uma importância estratégica vital visto ser, integrada na estrada que levava a Lisboa, a única travessia sobre este rio na região.

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Apesar dos ingleses terem acabado por conseguir estabelecer uma posição sólida na margem esquerda, Ney não desarmou e, de forma algo precipitada, deu ordens para que as suas forças tomassem a ponte, investindo sobre as forças anglo-lusas.

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A resistência foi no entanto encarniçada e os franceses não conseguiram passar, tendo suportado terríveis baixas, de tal forma que, devido à acumulação de mortos e feridos no tabuleiro da pontte, era já praticamente impossível atravessá-la.

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O ataque foi então suspenso. A coberto da noite, por volta da meia-noite, Craufurd acabaria por dar ordem de retirada, deixando os franceses à vontade para atacar Almeida. Esperava-se que a praça resistisse alguns meses, até às primeiras chuvas mas, por um grave infortúnio, a vila acabaria por ter de se render a 28 de Agosto.

Ver o vídeo da Recriação da Batalha do Côa - Bicentenário do Cerco de Almeida

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