quarta-feira, janeiro 13, 2010

Sismo no Haiti - O fantástico poder das redes sociais

A notícia do dia, e das próximas semanas provavelmente, é a do sismo que ocorreu na noite passada no Haiti e que simplesmente nivelou a capital do país, Port-au-Prince. Ironicamente, foi necessária a ocorrência deste sismo para que, subitamente, o Mundo inteiro se tivesse apercebido que o Haiti é um dos países mais pobres do Mundo, situação que, se por um lado potenciou a dimensão do desastre, por outro lado também leva a que não haja no país meios para lidar com ele.

Entretanto, tal como aconteceu durante o bloqueio informativo no Irão no decorrer das convulsões sociais pós-eleições presidenciais, este momento vem mais uma vez dar prova da importância das redes sociais na difusão de informação quando os canais "tradicionais" falham.

Mais uma vez, o destaque vai para o Twitter, onde estavam a ser lançados mais de 500 "tweets" por minuto à hora deste artigo, e o Facebook, rede onde aliás já foram criados vários grupos a apelar à solidariedade dos cibernautas ou até mesmo para servir de coordenação de acções de solidariedade no terreno. Um dos grupos, o Hearthquake Haiti (fonte da imagem deste artigo) já tinha há instantes mais de 16 mil membros.

Os primeiros vídeos transmitidos pelas cadeias informativas mundiais foram obtidos no Youtube onde, só hoje, já foram adicionados quase 2000 vídeos sobre o tema no momento de publicação deste artigo. Desde imagens recolhidas por telemóvel até testemunhos emocionados, encontra-se de tudo um pouco. Dos muitos vídeos disponíveis há no entanto alguns que, dado o contexto, causam alguma estranheza e que foram registados por pessoas que apenas mostram a sua cara para dizer que não têm contacto com alguns familiares que se encontravam no Haiti. É implicância minha ou é realmente esquisito alguém que não sabe se os seus familiares estão vivos, ter como primeira iniciativa gravar um vídeo de si próprio e colocá-lo no Youtube?

Peculiaridades à parte e com ou sem fascínio pelo sensacionalismo e protagonismo, uma coisa é certa: as redes sociais vieram para ficar e ameaçam tornar-se os veículos de circulação de informação por excelência, superando os canais tradicionais. É a História a acontecer.

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